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      <title>Trabalho do livro: Os Miseráveis, Victor Hugo 7ºs A e B by Maria Helena Mitson Crucciani</title>
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      <description>Anexem cada parte do trabalho na coluna específica. Não esqueça de escrever seu nome.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-10-28 21:21:57 UTC</pubDate>
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         <title>Informações sobre data de entrega e valor do trabalho.</title>
         <author>mhelenamitson</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-10-28 21:36:47 UTC</pubDate>
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         <title>Yago Pazette 7B </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>PERGUNTA 1: Você poderia esclarecer mais sobre a época histórica em que os personagens estão vivendo?<br>PERGUNTA 2: Você acha que todos podem mudar para melhor como Jean Valjean (um personagem fictício) ?</div>]]></description>
         <pubDate>2020-10-30 01:35:41 UTC</pubDate>
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         <title>Juliana Yuri Komatsu Oki - 7°B - N° 15</title>
         <author>julianaoki</author>
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         <description><![CDATA[<div>A história é contada na França entre duas batalhas: a <mark>Batalha de Waterloo</mark> (1815) e a <mark>rebelião de junho</mark> de 1832.</div><div>O livro retrata a França do sec. XIX, mais especificamente, a <mark>visão e vida da população mais pobre</mark>.</div><div><br></div><div>A <strong>Batalha de Waterloo</strong> foi um combate entre franceses, britânicos, russos, prussianos, austríacos e aconteceu perto da aldeia belga de Waterloo.</div><div>A <strong>rebelião de junho</strong> começou como uma tentativa dos republicanos de reverter o estabelecimento da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Monarquia_de_Julho#:~:text=Monarquia%20de%20Julho%20(em%20franc%C3%AAs,revolu%C3%A7%C3%B5es%20de%201830%20%2D%20a%20revolu%C3%A7%C3%A3o">Monarquia de Julho</a>. Isso tudo aconteceu pouco depois da morte do Presidente do Conselho Casimir Pierre Périer, em 16 de maio de 1832.</div><div><br></div><div><strong>A divisão social na França tinha uma clara desigualdade social</strong>, uma vez que o clero e a nobreza possuíam privilégios que não eram compartilhados ao restante da população.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-03 14:53:15 UTC</pubDate>
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         <title>Mateus Fortuna</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A história é passada na França durante o século XIX, os cenários são descritos com extrema riqueza de detalhes. O protagonista, Jean Valjean, é um homem comum que se vê obrigado a alimentar a sua família faminta e, para tanto, rouba um pão da vitrine de uma padaria. O jovem é condenado a cinco anos de prisão por furto e arrombamento.<br><br>O passado do rapaz era trágico: Jean ficou órfão de pai e de mãe quando ainda era criança, tendo sido criado por uma irmã mais velha que já tinha sete filhos. Assim que a irmã fica viúva, o irmão torna-se o arrimo da família.<br><br>Como tenta inúmeras vezes fugir da prisão e tem um notável histórico de mau comportamento, Valjean é condenado a trabalhos forçados por dezenove anos.<br><br>Ao deixar a prisão, é rejeitado por onde passa pois todos o temem devido ao seu passado violento. Jean é expulso de hospedarias e rejeitado em casas particulares quando toca a campainha. Por fim, é abrigado por um bispo, um homem generoso que o acolhe.<br><br>Valjean, porém, decepciona aquele que o acolheu após roubar castiçais e talheres. Quando é capturado pela polícia, no entanto, recebe o perdão do bispo, que mente para as autoridades ao afirmar que havia dado os objetos de presente para o antigo prisioneiro. A partir desse momento, Valjean resolve mudar de vida, passando a ser um homem honesto e de bem.<br><br>O antigo delinquente muda de identidade e torna-se dono de uma fábrica na Alemanha, onde ninguém conhece o seu passado obscuro. Apesar de ter conseguido construir um novo destino, Valjean vive assombrado pela possibilidade de ser reconhecido. O inspetor Javert, um sujeito aficcionado pela justiça, anda a sua procura durante diversos anos.<br><br>Na fábrica, Valjean conhece a pobre Fantine, uma moça que engravidou de um estudante e foi abandonada. A jovem resolve dar à luz a Cosette, mas precisa deixá-la sob os cuidados dos Thenadièrs. Com o salário que recebia na fábrica enviava mensalmente uma mesada para a menina, sem saber que os responsáveis por cuidar dela a agrediam.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-03 14:53:27 UTC</pubDate>
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         <title>Mateus Fortuna 7B</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br>A <strong>história da França</strong> tem suas raízes no período <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Paleol%C3%ADtico">Paleolítico</a>, ainda na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9-hist%C3%B3ria">Pré-história</a>. As culturas mais antigas são as do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Paleol%C3%ADtico">paleolítico</a> (50 000-8 000 a.C.), que deixaram rica herança artística de pinturas rupestres, como as de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lascaux">Lascaux</a>. Os <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia_Antiga">gregos</a>, no século VII a.C., estabeleceram uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%B4nia_(hist%C3%B3ria)">colônia</a> em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Marselha">Marselha</a> e negociaram com o interior através do vale do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%B3dano">Ródano</a>. No século V a.C. a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_de_La_T%C3%A8ne">cultura de La Tène</a> se estendeu do leste da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%A1lia">Gália</a> a todo o resto do mundo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Celta">celta</a>.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_Fran%C3%A7a#cite_note-1"><sup>[1]<br></sup></a><br></div><div><br>As fronteiras da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7a">França</a> moderna são muito semelhantes às fronteiras da antiga Gália, território habitado pelos gauleses, de origem celta. A Gália foi conquistada pelos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_de_Roma">romanos</a> no século I a.C., e os gauleses acabaram por adoptar a cultura e a língua latina. Em 121 a.C., os romanos ocuparam Marselha, a que chamaram Massília, e fundaram outros assentamentos no interior, que constituíram a base territorial da província romana da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%A1lia_Narbonense">Gália Narbonense</a>. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%BAlio_C%C3%A9sar"><strong>Júlio César</strong></a><strong> </strong>conquistou o resto da Gália entre 58 e 51 a.C., consolidando o poder romano.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-03 14:55:17 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Mateus Fortuna 7B</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-11-03 15:04:53 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Isabella Thomazini - 7ºb nº14</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Na imagem mostra que mesmo o bispo conhecendo o pior lado de Jean Valjean, ele soube perdoá-lo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-03 15:06:32 UTC</pubDate>
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         <title>Mateus Fortuna 7B</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>1- Como seria esta história atualmente?<br>2- Jean Valjean fez o certo quando roubou o pão?</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-03 15:07:00 UTC</pubDate>
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         <title>Nicole Castelhano Lima </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Esta imagem mostra o carinho que Jean Valjean teve para criar Cosette, que sofreu muito quando era criança, mas agora se tornou uma mulher forte.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-03 15:22:19 UTC</pubDate>
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         <title>Leticia Aguena Kotchetkoff - 7B - N18</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>1ª pergunta: Quais são as mudanças necessárias que você acredita que alguém precisa tomar para mudar completamente e ao ponto de se tornar irreconhecível, como Jean Valjean?<br>2ª pergunta: Você daria uma nova oportunidade para alguém que  está tentando mudar (ou já mudou) reconquistar sua confiança?</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-03 15:24:54 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Letícia Procópio 7b -n 20</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>     A revolução Francesa é o nome dado ao ciclo revolucionário que acontece na França entre 1789 e 1799.<br>    A historia aconteceu entre duas batalhas a batalha de waterloo que aconteceu em 1815 e a da rebelião que aconteceu em '1832.<br>    A revolução foi uma marca na historia da humanidade, pois ela levou a universalização dos direitos sociais e das liberdades individuais.<br>      Revolução Francesa foi resultado da crise politica econômica e social .Nesse período muitas pessoas sofreram passaram fome foram escravizadas foram presas como no caso do Jean Valjean  outras ficaram desempregadas sem abrigo morreram muitas pessoa, esse tempo foi muito ruim </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-03 19:34:27 UTC</pubDate>
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         <title>Beatriz Kaori Mashimo Takebe 7°B</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>   O personagem protagonista da história é Jean ValJean, um ex presidiário das Galés que, após 19 anos preso por tentar roubar um pão, vai para a cidade de Digne, onde tenta encontrar um lugar para passar a noite. Após ser expulso até de uma casa de cachorro, ele bate na porta de um bispo, que o acolhe. Ele dá comida e um quarto para o ex-presidiário.</div><div>   Esse bispo possuía dois castiçais e alguns talheres de prata. No meio da noite, Jean Valjean leva esses pertences e tenta fugir. Ele é preso e o bispo inventa que ele deu os pertences e pede que ele seja liberto. Ele pede para Jean Valjean usar esse dinheiro para se tornar uma pessoa honesta.</div><div>   Com o perdão do bispo, Jean Valjean parte e no caminho para outra cidade ele, por impulso, rouba a moeda de um garotinho. Ele se arrepende, mas continua seu caminho.</div><div>   O livro introduz uma nova personagem: Fantine, uma moça risonha e contente considerada muito bonita. Ela era costureira e tinha uma filha chamada Cosette. Ela foi abandonada pelo pai da menina. Ao ver que cairia na miséria, ela decide voltar a sua terra natal e conseguir um emprego. Ela vende tudo, paga suas dívidas e parte com Cosette. No meio do caminho, ela avista uma estalagem com uma mulher brincando com suas filhas.</div><div>   Ela decide deixar Cosette com os donos da estalagem enquanto procurava emprego. Eles aceitaram, mas tinha uma mensalidade. Fantine paga com quase tudo o que tinha e deixa a filha. Ao invés de cuidarem de Cosette, os donos da estalagem (casal Thénardier) usaram o dinheiro para pagar suas dívidas e tratavam-na como uma empregada.</div><div>   Fantine chega a cidade e começa a trabalhar numa fábrica de Azeviches. Ela alugou um quartinho e uns móveis. Com o tempo, a mensalidade dos Thénardier foi aumentando. Ela não dizia aos outros que tinha uma filha. Quando descobriram, demitiram-na, porque sua ação ia contra o que a fábrica defendia: os operários devem ser sinceros.</div><div>   O dinheiro de Fantine foi diminuindo e o inverno se aproximava. Fantine vendeu seus cabelos para comprar roupas de frio para a filha, o que irritou os Thénardier. Um tempo depois, eles inventaram a história de que Cosette estava doente e pediam dinheiro para pagar os remédios. Fantine então vende os dois dentes da frente. A mensalidade aumentava e seu dinheiro já estava no fim. Ela decide então se prostituir. Em uma noite, um homem a incomoda e ela o ataca. O inspetor de polícia, Javert, passava por lá e decide prender Fantine. Um homem chamado de Madeleine, o prefeito e dono da antiga fábrica de Fantine, pede que liberte-a. Ele também diz que pagará suas dívidas e buscará Cosette. Fantine, que estava doente, desmaiou.</div><div>   Madeleine, o prefeito, era dono de uma incrível força. Todos presenciaram o dia que salvou o senhor Fauchelevent de ser esmagado de uma carroça. Desde esse dia, ele era vigiado pelo inspetor Javert. Ele escreve aos Thénardier e manda uma quantia maior que Fantine devia. Eles não queriam entregar Cosette porque eles a viam como um “ganha-pão”.</div><div>   Alguns dias após falar com os donos da estalagem, ele recebeu o inspetor Javert em seu gabinete. Ele pedia pra sair de seu cargo porque o denunciou, dizendo que ele era Jean Valjean. Porém outro homem seria punido pelos crimes de Jean Valjean. Madeleine, no caso, era Jean Valjean. Ele não queria que outro levasse a culpa por seus crimes e vai ao tribunal. Ele assume sua verdadeira identidade. </div><div>   O estado de Fantine só piorava. Ela achava que Madeleine foi buscar Cosette. Madeleine vai visitá-la e Javert vai atrás para prendê-lo. Fantine, num delírio, acaba falecendo. Javert prende Madeleine. No meio do caminho, Madeleine consegue fugir. Ele volta para sua casa e esconde sua fortuna. Ele é mandado novamente para as Galés.</div><div>   Durante um dos trabalhos, Jean Valjean salva um prisioneiro da morte e os outros o dão como morto. Porém ele consegue nadar até terra firme e encontra com Cosette que ia buscar água. Ele a acompanha até a estalagem dos Thénardier e pede para levá-la com ele. Eles fingiram um carinho pela garota. Jean Valjean dá uma quantia bem maior e parte com a garota. Por mais que o senhor Thénardier insista em ficar com a garota, Jean Valjean o confronta e vai para Paris com a menina.</div><div>   Ele consegue alugar um quartinho. Em uma noite, ele foi perseguido e cercado por Javert e outros policiais. por sorte ele fugiu com Cosette e encontraram com o velho Fauchelevent. Jean Valjean conseguiu um emprego como jardineiro e Cosette conseguiu uma bolsa numa escola de freiras. Assim viveram em paz por anos.</div><div>   O livro introduz um novo personagem: Marius, filho de um antigo coronel dos exércitos napoleônicos e neto de um homem admirador da Casa Real de Bourbon. O avô idolatrava o neto, mas achava que o casamento de sua filha com o coronel era uma vergonha. Após a morte da filha, ele avisou que caso o pai interviesse ele deserdaria a criança. Assim, Marius nunca teve contato com o pai. Ele recebeu uma carta testamentária após a morte do pai em 1827. Ele vai a Igreja e conversa com um homem, conhecido do pai. Ele descobre toda a história e começa a seguir seus passos. O avô descobre e o expulsa de casa. Marius conseguiu um trabalho como advogado, mas ganhava mal e vivia miseravelmente. Ele passou a ir ao Parque de Luxemburgo para ver uma garota e seu pai, que passeavam sempre lá. Era Cosette e Jean Valjean, que ela tratava como pai. Ele começou a viver em um cômodo simples.</div><div>   Um dia, ele encontra com sua vizinha, que era Éponine, filha do casal Thénardier. Ele achou sua correspondência e lê. Eram cartas pedindo dinheiro. Quando se encontraram novamente, ele entrega sua correspondência e ela mostra a ele que é alfabetizada, escrevendo “Aí vem a polícia”. Marius encontra um lugar escondido onde poderia observar os vizinhos. Eles receberam o mesmo senhor e sua filha que via no Parque. Éponine promete encontrar o endereço do velho e sua filha para Marius. Os vizinhos planejavam fazer maldades ao senhor, vingar por ter roubado Cosette. Marius entregou-os para a polícia e recebeu um revólver que usaria para avisá-los. </div><div>   Chegada a hora, o senhor Thénardier, que usava o sobrenome Jondrette, assume sua identidade e Marius não sabe se atira ou não, porque na carta de seu pai, ele pedia para ser bom com o coronel Thénardier. Ele permanece entre atirar ou não atirar, até que ele decide jogar o bilhete de Éponine. Antes que fugissem, Javert chegou ao cômodo, mas ele se distraiu e todos, incluindo Jean Valjean,  fugiram.</div><div>   Tempos depois, Valjean adotou o nome Último Fauchelevent. Ele largou o trabalho e foi morar com Cosette em um de seus três endereços. Cosette começou a se arrumar mais e isso chamou a atenção de Marius. Isso despertou raiva em Valjean, pois nunca havia experimentado o amor e não queria perder Cosette.</div><div>   Após 2 meses sem ver Cosette, Marius consegue o endereço do senhor e sua filha e passa a rondar o lugar. Em uma noite, ele se encontra com Cosette e os dois começam uma relação escondido. Cosette disse a Marius que, por questões políticas, ela e o pai iriam para Londres, Marius teve a ideia de se casar, mas o avô não deixou. Valjean e Cosette se mudam porque foram ameaçados por Thénardier, que iria tentar assaltar a casa.</div><div>   Uma luta entre os Republicanos e Monarquistas se iniciou. Javert foi preso por ser espião dos rebeldes. Uma troca de tiros começa e Marius é salvo por Éponine que, antes de morrer, entrega uma carta de Cosette. Ele a responde no mesmo papel se despedindo da amada e escreveu um bilhete pedindo para levar seu corpo para o avô. Ele entrega a Gavroche, filho dos Thénardier, e quem recebe é Jean Valjean. </div><div>   Ele descobre da relação de Cosette e Marius e decide ir a barricada. Chegando lá, ele afirma que irá matar Javert, mas na verdade o liberta. Ele vê que Marius se feriu e levou-o até perto de um rio que estava do outro lado de uma grade fechada. Quem tinha a chave era o senhor Thénardier. Valjean dá tudo o que tinha e consegue passar. Ele avista Javert, que o ajuda a carregar o jovem até seu avô. Enquanto Valjean voltava para sua casa, Javert se suicida no rio, porque não queria dever a vida a um criminoso.</div><div>   Marius e seu avô se reconciliam e marcam o casamento. Valjean inventa que machucou a mão para não assinar os papéis, pois assim, os votos seriam inválidos. Ele conta toda a verdade a Marius. Este, disse que ele poderia visitar a filha apenas as tardes. Ele tentava afastá-lo de Cosette. O pai da menina se afastou e adoeceu. </div><div>   O Thénardier vai até a casa de Marius e revela a verdade. Que Valjean não roubou Madeleine, pois ele era o próprio e que a morte de Javert foi na verdade suicídio. Ele também revelou que Valjean salvara sua vida nas barricadas.</div><div>   Ele paga o Thénardier e vai até a casa de Valjean. Este estava velho e doente, mas feliz em estar com os dois. O pobre Valjean morreu e deixava para a filha um dote de quinhentos mil francos que conseguiu quando era Madeleine. <br><br></div>]]></description>
         <pubDate>2020-11-04 02:30:11 UTC</pubDate>
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         <title>Letícia Dias de Sousa</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Palavras desconhecidas e seus significados:<br>Estalajadeiro-Quem hospedava visitantes e dava comida em troca de pagamentos.<br>Albergue-Lugar onde cuida de pessoas que precisam de ajudas especiais.<br>Balbuciou-dificuldade de falar mas, tem o significado de falar sobre algo sem nem mesme ter conhecimento sobre ele.<br>Esporeou-O mesmo que estimulou,animou,encorajou.<br>Regicidas-Quem matou ou foi pago para matar o rei e a rainha.<br>Tabuleta-uma pequena tábua usada para dar anuncios e aviso que fica em destaque no publico.<br>Bôemio-quem nasceu na Bôemia.<br>Ardorosas-impetuosa,fervorosa, entusiasmada.<br>Dote-Bem encarado pela pelas freiras quando entra no convento.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-04 18:58:24 UTC</pubDate>
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         <title>Leonardo Ferreira de Oliveira 7°B N° 36</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A história ocorre na frança no início do século XIX, e se inicia quando Jean Val Jean rouba um pão para os seus sobrinhos famintos e é condenado a 5 anos de prisão mas após tentativas de fuga e mau comportamento, sua pena aumentou para 19 anos. <br>Após de ser rejeitado por onde passava achou um lugar, onde um bispo o acolheu. E na noite que passou lá ele roubou os talheres e saiu da hospedagem. Pouco tempo depois a policio o acho perguntou onde estava os talheres e falou que estava com um amigo dele.<br>A partir daí Jean Valjean, resolve mudar de vida e ser um homem honesto e do bem.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-04 19:35:40 UTC</pubDate>
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         <title>Leonardo Ferreira de Oliveira 7°B N°36</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Na imagem mostra o Jean Valjean roubando os talheres do bispo mesmo após ele deixar Jean Valjean se hospedar lá </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-04 21:07:13 UTC</pubDate>
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         <title>Leonardo Ferreira de Oliveira 7°B N°36 </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O romance conta a triste história de um homem (Jean Valjean), que, por ver os irmãos passarem fome, rouba um pedaço de pão e é condenado a 5 anos de prisão. Devido às tentativas de fuga e mau comportamento na cadeia, acaba sofrendo outras condenações, pagando 19 anos de reclusão. O livro é uma denúncia contra as injustiças do poder judiciário que vem se repetindo em todas as épocas. Para o autor, o mundo é o terreno onde se defrontam os mitos, o bem e o mal, a bondade e a crueldade.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-04 21:11:51 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Enzo Arruda Guastalli - 7ºA - Nº08</title>
         <author>enzoguastalli</author>
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         <description><![CDATA[<div>O que foi a Revolução Francesa?<br><br>A Revolução Francesa foi um período de muita crise política e social na região da França, que teve um grande impacto no continente europeu. Ela se baseia na monarquia francesa entrando em colapso, devido a mudanças e transformações ocorridas na sociedade. Foi um período muito difícil de se viver, pois muitas pessoas eram injustiçadas e discriminadas sem motivo aparente, alguns chegando a passar fome e sede devido a pobreza, assim como Jean Valjean passou.</div><div><br></div><div>Essa época foi tão marcante que os historiadores denominaram esse período como o fim da Idade Moderna e o início da Idade Contemporânea.</div><div><br></div><div>A Revolução Francesa colocou fim a desigualdade social passada na época, dando direitos iguais aos pobres e ricos. Também pôs fim à monarquia, dando assim início à uma república democrática.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-05 18:45:54 UTC</pubDate>
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         <title>Leonardo Ferreira de Oliveira 7°B N° 36</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>1- O que aconteceria se Jean Valjean cometesse um crime nessa época?<br>2- Será que muitas pessoas iriam julga-lo por ele ter roubado um pão para os sobrinhos famintos?<br>   </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-06 09:47:41 UTC</pubDate>
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         <title>Leonardo Ferreira de Oliveira 7°B N° 36</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mhelenamitson/9kf9nra7ad87bijj/wish/897092506</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Balbuciou</strong>- Falar de maneira imperfeita; demonstrar dificuldade para articular perfeitamente o que está sendo dito; gaguejar: a emoção faz <strong>balbuciar.<br><br>Marquesa- </strong>é um título nobiliárquico da nobreza europeia, que foi depois utilizado também em outras monarquias originárias do mundo ocidental, como o Império do Brasil.<br><br><strong>Galés- </strong>A pena das <strong>galés</strong> era a punição na qual os condenados cumpriam a pena de trabalhos <strong>forçados</strong>. Era uma espécie de antiga sanção criminal.<br><br><strong>Castiçais- </strong>Utensílio onde se coloca vela de iluminação; suporte para uma ou várias velas.<br><br><strong>Grilhões- </strong>Grilhões é uma corrente de metal, formada por anéis, em forma de cadeado. Grilhões também pode ser um cordão de ouro, ou algemas, de mãos ou de pés. Outro significado para grilhões é o de cadeia; prisão.<br><br><strong>Vendaval- </strong>vento muito forte que anuncia uma tempestade. ... [Figurado] Sentimento intenso e arrasador: o <strong>vendaval</strong> da inveja! [Antigo] Vento proveniente do sul; a parte do sul. adjetivo [Antigo] Que provém ou tem sua origem no sul: vento <strong>vendaval</strong>.<br><br><strong>Podador-</strong>Que ou aquele que poda.<br><strong><br>Escorraçado- </strong>Que foi enxotado, expulso ou rejeitado com desprezo; expulso.<br><br><strong>Ternura</strong>- qualidade do que é terno e afetuoso: <strong>ternura</strong> maternal. Afeto; demonstração de carinho: <strong>ternura</strong> de avó.<br><br><strong>Encruzilhada- </strong>1.lugar onde se cruzam ruas, estradas, caminhos; cruzamento, encruzada. <br>2. ponto crítico, em que uma decisão deve ser tomada.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-06 09:51:21 UTC</pubDate>
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         <title>Kethelyn Cristina Robles Lima De Oliveira 7ºB nº16 </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div> Eu escolhi essa mensagem porque ,representa Cosette sendo maltratada pela família Thénardier, muitas vezes ela ficava doente porqueo o casal da hospedagem não dava-lhe carinho e muito menos coisa para comer , brincar ou vestir .Eles só queriam saber do dinheiro que  sua mãe pagavam-os para ´´cuidar ´´da pobre menininha, por isso tratavam-lhe como ´´empregada´´.                                       Essa imagem não só representa Cosette sendo usada pelo casal, como tambem representa a realidade de muitas crianças que são maltratadas pelos seus pais e familiares em varias regiões do Brasil. As crianças precisam estudar, aprender, para ter um futuro, se elas vieram ao mundo é porque elas tem um destino para viver , elas não são criadas para serem usadas ou maltradas. Infelismente essa imagem retrada coisas que acontecem ate os dias de hoje.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-06 12:37:19 UTC</pubDate>
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         <title>Marina Akemi Matos konikosita</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O livro descreve  a França no século 19, em que a desigualdade social era enorme o livro se concentra na história de Jean Valjean.<br> A história se passa entre duas batalhaque aconteceram na França</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-06 12:42:27 UTC</pubDate>
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         <title>Marina Akemi Matos konikosita</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>1 se Jean Valjean tivesse levado suas coisas você o entregaria ou faria como o padre?<br>2 se você pudesse falar algo para Jean o que aconcelharia?<br>3 lendo o livro há algo que você aprendeu?<br>4 se você fosse preso por vinte anos cumprindo trabalhos forçados você agiria como ele?</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-06 13:10:21 UTC</pubDate>
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         <title>Marina Akemi Matos konikosita 7°Bp</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-11-06 13:19:28 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mhelenamitson/9kf9nra7ad87bijj/wish/897562469</link>
         <description><![CDATA[<div>Conrado Gracie -  7A - N7<br>Esta imagem representa Jean Valjean abraçando Cossete, que é sinal que Jean Valjean está protegendo Cossete de qualquer perigo e principalmente da família Thénardier</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-06 14:03:39 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>João Pedro Conturbia;     Rafael kenji;                    Matheus A. ;                         Luigi Maulicino;                 Bruno Ruivo;</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mhelenamitson/9kf9nra7ad87bijj/wish/897804199</link>
         <description><![CDATA[<div>1- Porque Sr Thénardier demonstrava amor pela menina Cosette? <br>2- Pq Jean Valjean salvou Marius?</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-06 15:04:23 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mhelenamitson/9kf9nra7ad87bijj/wish/897827121</link>
         <description><![CDATA[<div>Matheus Assumpção <br>João Pedro Conturbia <br>Bruno Ruivo <br>Luigi maulicino <br>Rafael Kenji <br><br>Guilhotina <br>instrumento destinado a decapitar condenados à morte, constituído por uma pesada lâmina que desce, deslizando entre dois montantes verticais.<br><br>Napoleônico <br><br>relativo a Napoleão Bonaparte, imperador francês (1769-1821), ou ao seu sistema político e militar.<br><br>Estrebaria <br>estabelecimento, local onde ficam os cavalos e os arreios; cavalariça, cocheira.<br><br>Balbuciou <br>Falar de maneira imperfeita; demonstrar dificuldade para articular perfeitamente o que está sendo dito; gaguejar: a emoção faz <strong>balbuciar</strong>.<br><br>Cativante <br>que cativa, que inspira simpatia; cativador.<br><br>Santuoso <br>em que há grande luxo; pomposo, faustoso, suntuário.<br><br><br><br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-06 15:09:47 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Bruno Ruivo;João Pedro Conturbia;Rafael Kenji;Luigi Maulicino;Matheus A.                                                                             </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mhelenamitson/9kf9nra7ad87bijj/wish/897872878</link>
         <description><![CDATA[<div>A história se passa na França durante o século 19, os cenários são descritos em detalhes extremos. O protagonista, Jean Valjean, é um homem comum que se vê obrigado a alimentar sua faminta família e, para isso, rouba um pão de uma padaria. O jovem é condenado a cinco anos de prisão por furto e furto<br> O passado do menino foi trágico: Jean ficou órfão de pai e mãe quando ele ainda era criança, tendo sido criado por uma irmã mais velha que já tinha sete filhos. Assim que a irmã fica viúva, o irmão se torna o ganha-pão da família.<br> Como ele tenta várias vezes escapar da prisão e tem um histórico notável de mau comportamento, Valjean é condenado a dezenove anos de trabalhos forçados. Ao sair da prisão, ele é rejeitado onde quer que vá, porque todos o temem por causa de seu passado violento. Jean é expulso de pousadas e rejeitado em residências particulares quando a campainha toca. Por fim, é acolhido por um bispo, um homem generoso que o acolhe. Valjean, porém, decepcionou quem o acolheu depois de roubar castiçais e talheres. Quando é capturado pela polícia, porém, recebe perdão do bispo, que mente às autoridades ao afirmar que deu os objetos de presente ao ex-prisioneiro. A partir desse momento, Valjean decide mudar de vida, tornando-se um homem honesto e bom.<br> O ex-delinquente muda de identidade e se torna dono de uma fábrica na Alemanha, onde ninguém conhece seu passado sombrio. Apesar de ter conseguido construir um novo destino, Valjean está sempre assombrado pela possibilidade de ser reconhecido. O inspetor Javert, um cara apaixonado pela justiça, está procurando por ele há vários anos. Na fábrica, Valjean conhece a pobre Fantine, uma menina que engravidou de uma estudante e foi abandonada. A jovem decide dar à luz Cosette, mas precisa deixá-la aos cuidados dos Thenadièrs. Com o salário que recebia na fábrica, mandava para a menina uma mesada, sem saber que os responsáveis ​​por cuidar dela a agrediam. Quando o supervisor da fábrica descobre sobre o passado de Fantine, ele despede a garota. Diante de tal cenário, a jovem é obrigada a vender seus próprios cabelos, dentes e até prostitutas ela mesma. Valjean, ao conhecer a história, decide adotar a menina Cosette e criá-la como filha.<br> Cosette cresce e se casa com o jovem idealista Marius. Quando Valjean morre, a filha adotiva tem a seguinte homenagem gravada em seu túmulo:<br> Dorme. Viveu na terra em luta contra a sorte<br> Mal seu anjo voou, pediu refúgio a morte o caso aconteceu por essa lei sombria <br> Que faz que a noite chegue, apenas foge o dia!</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-06 15:20:33 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Rafael Kenji; João Pedro C.; Matheus A. ; Luigi Maulicino; Bruno Ruivo</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Esta imagem é representada por Jean e Cosette dele protegendo a garota que sofreu muito na infância.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-06 15:26:13 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Giovanna Naomy 7B</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mhelenamitson/9kf9nra7ad87bijj/wish/898496779</link>
         <description><![CDATA[<div>Revolução Francesa <br>Foi um período de intensa agitação política e social na França, que teve um impacto duradouro na história do país e, mais amplamente, em todo o continente europeu.<br><br>Napoleão Bonaparte<br>Ele foi um líder político e militar durante os últimos estágios da Revolução Francesa.<br><br>Waterloo<br>Foi um confronto militar (uma batalha).<br><br>Arrimo<br>Quando uma pessoa da apoio e ajuda para alguém.<br><br>Boa índole<br>Significa que a pessoa possui um bom caráter.<br><br><br><br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-06 17:45:30 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Letícia Procópio 7b</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mhelenamitson/9kf9nra7ad87bijj/wish/898506580</link>
         <description><![CDATA[<div>SUBMETIDA<br>  É um adverbio na língua português, utilizado para se referir a algo ou alguma coisa que aconteceu de maneira súbita instantânea <br><br> REGISIDA<br> Substantivo masculino e feminino. Pessoa responsável pela morte de um rei ou de uma rainha quem é pago para assassinar o rei ou rainha. adjetivo Diz-se dessa pessoa diz-se de quem mata o rei ou rainha. Etimologia<br><br>BALBUCIO<br>  Balbuciar é falar de maneira gaguejada, fala com dificuldade <br><br>BARRICADA<br> Espécie de trincheira feita de improviso com barricas, carros, cavaletes, sacos de área, pedras etc., atrás de qual se protegem os defensores de uma rua, porta ou qualquer tipo de passagem<br><br>FORADAS<br>Adjetivo características do que se forjou, do que foi moldado em forja para adquirir em determinado aspecto ou uma determinada forma <br>   <strong><br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-06 17:47:55 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Manuella D&#39;Almeida Bisel 7°ano B N° 25</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>   O livro Os Miseráveis conta a história de um homem chamado Jean Valjean que passou 19 anos preso por uma injustiça. Passou a ser um homem amargurado e sem esperanças,  não por conta de sua própria maldade mas pela forma cruel e fria que o mesmo foi preso. <br>   Na sua juventude órfão de pai e mãe e pertencente á uma humilde família camponesa, Jean Valjean passou a morar com sua irmã mais velha e seus sete sobrinhos e sustentar a casa realizando todo tipo de trabalho pesado, mas sendo mal remunerado.<br>  Quando o jovem tinha seus 25 anos, sua irmã veio a enviuvar e apesar do pobre garoto e sua irmã trabalhar duro para sustentar sua casa e tentar proporcionar o melhor para a sua família, a miséria aumentou.<br>   Certo dia a humilde família ficou sem alimento e sem pão, Jean Valjean analisando a situação e vendo seus sete sobrinhos passando fome, resolveu ir até a padaria. Ele então avistando um pedaço de pão dentro do local resolve quebrar a vidraça da fachada da padaria e pegar o simples pedaço de pão.<br>   Este foi o seu grande crime no qual foi condenado a cinco anos nas galés onde os prisioneiros realizavam um trabalho pesado e exaustivo, Jean Valjean inconformado tentou fugir diversas vezes conseguindo apenas que aumentassem seus anos de prisão.<br>    Com o passar do tempo ele se esqueceu da família e se tornou uma pessoa amargurada, fria e sem sentimentos, além de ter sido mudado mentalmente e emocionalmente, também foi mudado fisicamente, com o excesso de trabalho pesado e braçal Jean Valjean desenvolveu músculos e se tornou um homem grande e forte.<br>    Com aparentemente quarenta a cinquenta anos Jean Valjean finalmente tem sua liberdade concedida e sai pelas ruas de Paris na esperança de encontrar um abrigo. Foi quando ele encontra um simples bispo que não se importa com o fato do homem ser um ex presidiário lhe oferece abrigo, lhe dá coisas preciosas, lhe ajuda a fugir de policiais e muda a sua vida e o seu jeito de pensar.<br>   Anos após, Jean Valjean muda seu nome para Madeleine se torna um inventor rico e prefeito. Madeleine era uma pessoa totalmente diferente de Jean Valjean e se preocupava com o bem estar, segurança e boa índole da população, mantendo em segredo o seu passado.<br>   Em sua carreira como prefeito, Madeleine encontra Fantine uma jovem alegre e sorridente que havia tido um romance, sido abandonada e dado a luz á Cosette, sua querida filha que sem condições financeiras para cuidar a mãe deixara na estalagem dos Thénardier que aparentavam ser boas pessoas.<br>    Fantine era obrigada a pagar a estadia de Cosette no lugar e enviar mantimentos necessários para a menina, quanto mais tempo a menina permanecia maior era o preço a se pagar.<br>     Mal sabia a mãe que a pequena garotinha era maltratada, obrigada a trabalhar desde pequena e que todo o dinheiro que Fantine enviava era usado pelos Thénardier para beneficiar a si mesmos, a maldade dos mesmos era tanta que aumentavam o preço da estadia da menina, fazendo Fantine se endividar.</div><div>  Fantine se endividou e teve que vender seus lindos e loiros cabelos e seus brancos e reluzentes dentes. Em busca de pagar suas dívidas, desesperada Fantine vendeu a única coisa que lhe restava, seu próprio corpo.<br>   Certa vez sendo agredida verbalmente, Fantine em busca de justiça agride o homem que a perturbava, o inspetor Javert então ordena voz de prisão à mulher mas o prefeito Madeleine intervém dizendo que a mulher está livre, o inspetor então reconhecendo o Prefeito obedece a sua ordem. Foi nesse episódio em que o prefeito Madeleine conhece Fantine.<br>   A pobre mulher havia sido demitida da fábrica, e em compaixão, Madeleine paga as dívidas de Fantine e promete buscar sua filha Cosette, a mulher agradeceu mais por conta de estar muito fraca, desmaiou.<br>   Fantine foi levada ao hospital e estava fraca e ardendo em febre, como prometido o prefeito vai atrás de sua filha levando uma carta assinada por Fantine que dizia para os Thénardier devolverem a menina. <br>   Entre o acontecimento, Javert chega a prefeitura arrependido e desesperado e diz que havia confundido Madeleine com um antigo forçado chamado Jean Valjean,e acabou denunciando o prefeito a polícia. Essa suspeita se levantou quando o inspetor em um certo acontecimento observou a força física do prefeito e notou que era semelhante a força do antigo preso. O prefeito então empalideceu e esboçou um semblante assustado. Após refletir sobre este acontecimento, Javert chega a conclusão que o prefeito era realmente Jean Valjean.<br>   Enquanto tudo isso ocorria Fantine morreu no hospital, sem nem sequer visto sua querida filha pela última vez. Após as acusações de Javert, Madeleine ou Jean Valjean é preso, mais consegue escapar, forjando a morte de Jean Valjean na cadeia.<br>   Na sua fuga, Jean Valjean lembra de Cosette e resolve buscar a menina na estalagem dos Thénardier. Ele se passa por um hóspede na estalagem e foge com a pequena Cosette que na época tinha seus 8 anos.<br>   Após a fuga, Jean Valjean passou a morar em um dos quartos de Fauchelevent, um jardineiro que quando prefeito, Jean Valjean havia ajudado. O tempo passou e Cosette se tornou uma moça e apesar de viverem em Paris, levavam sua vida em sigilo, Jean Valjean raramente saía nas ruas e por medo de ser descoberto, mudou sua identidade para Último Fauchelevent. <br>  Já na sua mocidade Cosette conhece Marius um jovem rapaz filho do coronel Pontmercy, que lutou para Napoleão Bonaparte sendo odiado por razões políticas por seu sogro avô de Marius, o senhor Gillenormand, por essa razão o coronel morreu em guerra sem nunca ter conhecido o seu filho.<br>   Por essa razão Marius revoltado sai da casa de seu avô e passa a levar uma vida de miséria onde conhece Cosette, vive uma história de amor e luta na barricada no lado dos rebeldes onde Jean Valjean também luta e salva a vida de Marius.<br>   Anos após os acontecimentos narrados, Cosette se casa com Marius e Jean Valjean resolve contar ao noivo que era um antigo forçado e que compriu 19 anos nas galés e ainda era procurado pela polícia. Apesar de assustado, Marius compreende a situação e deixa Jean Valjean continuar a ver sua filha.<br>   Com o passar do tempo Jean Valjean, em suas visitas á Cosette percebeu e sentiu que não era bem vindo por Marius naquela casa. Por essa razão Jean Valjean resolve se afastar da casa de sua filha inventando a desculpa de que estava viajando.<br>   Marius então percebe o erro que estava cometendo privando sua esposa de ver seu pai e pede desculpas a Jean Valjean que com seus oitenta anos e no seu leito de morte perdoa Marcus. Momentos depois Jean Valjean morre… mais morre feliz.</div><div><br><br></div><div><br><br></div><div> </div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div><div> </div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br>     </div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div><div> <br>   </div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div><div> </div><div><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-06 18:09:11 UTC</pubDate>
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         <title>Beatriz Lopes de Araújo 7:0B N:05</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>1- Como seria a vida de Jean Valjean nos tempos de hoje ?<br>2- Como seria a vida de Cosette se ela ficasse com a mãe dela?<br>3- De quem Cosette seria filha se não fosse filha do Jean?<br>4- Como seria a história do livro nos dias de hoje ?</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-06 18:36:16 UTC</pubDate>
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         <title>luigi maulicino</title>
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         <description><![CDATA[<div>JOÃO PEDRO CONTURBIA.<br>RAFAEL KENJI. <br>MATHEUS A.<br>BRUNO RUIVO.<br> revoluçaõ Francesa foi uma época de muita crise  política e social na região da França,que teve um grande empacto no continente europeu.<br>o livro escreve a frança no século 19 ,em em que a desigualdade social o livro se consentra  em JEAN VALJEAN.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-06 18:45:50 UTC</pubDate>
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         <title>Camila Rangel Pereira 7B - N10</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A história se passa na França durante o século XIX. Ela começa com Jean Valjean, um homem que após roubar um pão por dificuldades e tentar fugir diversas vezes da prisão ficou 19 anos preso.          <br>   Quando foi solto, apenas um bispo lhe ajudou, deixando Valjean dormir em sua casa. Mas ele traiu a confiança do padre e, durante a madrugada, roubou seus castiçais e talheres e fugiu.<br>   Foi pego pela policia, mas o bondoso bispo o ajuda, dizendo que havia doado para o homem.<br>   Após essa demonstração de bondade dele, Jean Valjean decide viver uma vida honesta. Mudou de identidade, agora se chamando Madeleine, um dono de uma fábrica e prefeito de uma cidade. <br>   Na rua o prefeito vê Fantine, uma moça que havia sido recentemente demitida de seu emprego e estava se prostituindo para enviar dinheiro para sua filha chamada Cosette que, por não ter dinheiro para cria-la, a menina ficou sobre os cuidados do casal Thenardier. Lá a garotinha sofria agressões dessa família, mas como Fantine não sabia, continuava enviando dinheiro para a filha.<br>   Naquele momento ela estava sendo presa e Madeline ordena que Javert, o inspetor da polícia, a liberte. Também diz que vai pagará as dívidas da moça e que ficará com a guarda de Cosette.<br>   Um dia um homem havia sido identificado como o  Jean Valjean, mas como Madeleine não queria que ninguém levasse a culpa pelos seus crimes, se entregou, dizendo que ele era o verdadeiro. <br>   Após isso acontecer, o policial conta para Fantine que Madeleine era o Valjean, então a mulher que já estava doente, faleceu. <br>   Jean foi preso mas conseguiu fugir. Após três ou quatro dias foi apanhado novamente.<br>   Certo dia fingiu sua morte por afogamento para fugir da prisão. A partir daquele momento, Jean Valjean tinha sido dado como morto.<br>   Como havia prometido que  teria a guarda de Cosette, resgatou a menina da casa dos Thenardier.<br>   Voltou para Paris e percebeu que algumas coisas estavam estranhas, portanto pegou Cosette e partiu.   <br>   Quando percebeu haviam vários homens atrás dele, incluindo Javert.<br>   Foi com menina para um barracão dentro do convento de freiras. <br>   A garota entrou para a escola no convento, ele virou jardineiro e os dois passaram a ter uma vida oculta.<br>   Oito ou nove anos depois desse acontecimentos, quem entra na história é Marius, um rapaz muito pobre, filho de um antigo coronel dos exércitos napeleônicos que vivia na antiga casa de cômodos onde moravam Valjean e Cosette.<br>   Vendo a garota sempre no parque de Luxemburgo, ele acabou se apaixonando por ela.<br>   Um dia o garoto estava observando a casa de seus vizinhos, quando alguém bateu na porta dos Jondrette(os vizinhos que são os Thenardier disfarçados), era um homem e uma moça(Valjean e Cosette), Marius e os Thenardier reconhecem os dois.<br>   Os vizinhos, para se vingarem deles, recrutam vários ladrões mas Jean Valjean consegue escapar.<br>   Algum tempo depois, a moça e o homem já haviam mudado de endereço e a história de amor entre Cosette e Marius já havia se iniciado.<br>   Certo dia a jovem avisa para seu amado que irá se mudar para Londres com seu pai, Marius teve a ideia de se casar com ela, portanto o avô dele não permitiu.<br>   Tempos depois, Jean rcebe uma carta que estava escrito ''MUDE-SE!'', então mais uma vez eles mudaram de endereço.                             Uma batalha entre republicanos e monarquistas começou em Paris. <br>   Javert vai preso por ser espião de rebeldes.<br>   Valjean recebe uma carta de Marius, que estava na barricada se despedindo de Cosette. Então ele decide ir lutar também.<br>   O homem anuncia que matará Javert, que estava preso, mas na verdade o liberta.<br>   Marius leva um tiro, então Jean Valjean lhe ajuda e o leva para a casa de seu avô.<br>   Enquanto estava voltando para casa, encontrou  Javert que havia se suicidado em um rio, pois não queria dever a vida a um malfeitor.<br>   Marius se casa com Cosette e  Valjean conta para o jovem que é procurado pela policia.<br>   Jean queria continuar vendo a moça, logo Marius deixou ele vir a casa dele todas as tardes. <br>   Com o tempo percebeu que não era mais bem vindo na casa de sua filha, então se afastou e logo depois ficou doente.<br>   Quando Cosette e seu marido vão ate a casa de Valjean, ele estava deitado, quase morrendo, mas morreu logo após perdoar Marius.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-06 22:36:42 UTC</pubDate>
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         <title>Isadora Gimenes- 7°A- n°19</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A história retrata a injustiça social da França, no século XIX. Ela descreve a vida das pessoas mais pobres em Paris. </div><div>A história foca principalmente em Jean Valjean, que é um homem uma situação miserável no período que Napoleão III aumenta os gastos com a política em busca de glória.</div><div>Um conto em plena revolução francesa. </div><div>‘’Mas o que foi a revolução francesa?’’</div><div>A revolução transformou o estado europeu, porém não resolveu a todos os problemas da fome, deixando o povo ainda com os antigos problemas. Os líderes revoltosos não conseguiram cumprir todas as promessas.</div><div>Napoleão Bonaparte passou a ser um ditador depois de dar o golpe, e mudou o cenário político da Europa, expandindo a ideia  nacionalista para várias regiões. </div><div>Jean é um homem que viveu no governo de Napoleão III, a sua vida miserável o levou ao crime. Após sua prisão de 19 anos ele consegue se estabilizar usando o nome Madeleine e  se tornado prefeito, mas toda essa pose de bom homem acaba quando um guarda da prisão o reconhece. </div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-07 00:04:02 UTC</pubDate>
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         <title>Giulia Diniz Nassin 7ºA Nº13</title>
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         <description><![CDATA[<div> nossa história começa quando Jean Valjean sai da prisão, onde ficou por 19 anos. O motivo? Roubou um pedaço de pão para dar à seus sobrinhos que não comiam a dias. </div><div>Após sair da prisão, ele tenta achar uma pousada para passar a noite, mas como sua reputação era de um homem  hostil, bruto e ladrão, nenhuma dessas  pensões o aceitaram. Pronto para dormir na rua, faminto e congelando, avistou uma casa branca do outro lado da praça. Aquele era seu último pingo de esperança.</div><div>Se dirigiu até a casa e bateu na porta. Era a casa de um bispo, que diferentemente dos outros, abriu suas portas para que o pobre viajante entrasse. </div><div>Jean Valjean era muito pobre, não tinha quase nada. Já o bispo era consideravelmente rico e possuía vários castiçais e talheres de prata. Como o ex-presidiário era miseravelmente pobre, à noite ele roubou os bens do bispo e fugiu.</div><div>Após tudo que aconteceu, Jean Valjean decidiu que queria um novo rumo na sua vida. Sendo assim, mudou sua identidade para Madeleine. Madeleine era um homem rico, que se preocupava com tudo e todos. Mas os outros nem sonhavam com a sua verdadeira identidade e muito menos com sua história. Ao longo do tempo, Madeleine encontra uma moça chamada Fantine.  </div><div>Fantine era solteira e tinha uma filha chamada Cosette. Ela havia </div><div>deixado sua preciosa filha com o casal Thénardier para que cuidassem dela como Fantine jamais conseguiria. Mas eles se aproveitavam da situação para conseguir dinheiro dizendo que Cosette estava doente e que precisariam de mais dinheiro. Preocupada com sua filha, Fantine sempre dava um jeito de os pagarem, só que um dia, ela entrou na miséria, acabara de ser demitida e teve que  vender seus cabelos, dentes e até virar prostituta para curar uma doença que nem ao menos era real.</div><div>	Quando Madeleine a encontrou, ela estava fraca, e praticamente morrendo. Ele queria salvar Fantine, mas teve que escolher entre deixar um “falso Jean Valjean” ser condenado ou salvar a pobre moça. Como ele só poderia mudar um dos acontecimentos, salvou o suspeito e se entregou para o policial Javert. No tribunal, Fantine tentou salvá-lo, mas antes que pudesse expressar tudo o que sentia, seus olhos perderam o brilho e com seu último pensamento sendo Cosette ela partiu. </div><div>	Jean Valjean foi preso, mas conseguiu fugir. Na sua fuga, ele foi até a casa dos Thénardier e salvou a pobre menina de oito anos , que estava tão magra que parecia um esqueleto. Eles escaparam e após isso, Jean Valjean considerou Cosette como sua filha. Foram viver em uma Igreja, onde Cosette cresceu e foi educada. Lá também, foi onde ela conheceu Marius, que tinha certeza que seria o amor da sua vida.</div><div>	 Marius era um rapaz pobre, que vivia perto deles .Seu avô era um homem vigoroso e era rico, mas o neto teve uma briga feia com o senhor de 90 anos e ele o expulsou de casa. Agora era um menino pobre que lutava para sobreviver. Quando viu Cosette pela primeira vez, achou a moça muito bonita, e percebeu que ela estava com quem  parecia ser  seu pai. Desde então, Marius passou a olhar todos os dias por ela, até que um dia, Jean Valjean descobriu e tudo fora por água abaixo.</div><div>Algum tempo depois, ele percebeu que a linda moça não ia mais ao parque encontrá-lo. Então concluiu que eles tinham mudado de casa.  Com ajuda da filha dos Thénardier, ele descobriu seu novo endereço e foi até ela. </div><div>	 Dando um “salto na história” para as partes mais importantes, uma batalha social  começou e  tiros voavam para todos os lados. Um deles iria atingir Marius se Éponine, filha do casal Thénardier não se atirasse na frente dele e tomasse o tiro por ele. Antes de morrer, ela lhe entrega uma carta. Vinha de Cosette. </div><div>	 Sabendo que sua filha amava o que corria perigo, Jean vai até o local da batalha e salva Marius de um grave ferimento que havia sofrido e consegue, apesar do sr.Thénardier atrapalhar, salvar a vida dele.</div><div>	Marius estava inconsciente e jamais soube quem havia salvo a sua vida. Agora, com a data do casamento marcada. Valjean sente que precisaria contar a verdade sobre quem era para Marius, que ficou horrorizado e assustado. Deste modo, ele praticamente proibiu que o velho visse sua filha, só poderia vê-la a tarde. Os horários foram ficando cada vez mais restritos até que ele nunca mais viu Cosette. </div><div>	Triste e sozinho, Jean Valjean adoece, mas antes que ficasse fraco o suficiente para morrer,  Marius descobre quem salvou a sua vida e vê a besteira que havia feito. Ele corre até a casa de Jean, mas naquele momento era tarde demais. Mesmo assim, ele tinha alguns segundos de vida, que passou com a sua amada filha. No final da história, ele morre, mas morre conformado e o mais importante, com amor. </div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-07 14:46:23 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Ana Luiza Colovati 7A N02 ; Giulia Serra 7A </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>ESTALAJADEIRO: Aquele que possui uma estalagem ; indivíduo responsável pela gerência de uma estalagem.<br><br>BARRICADA: Entrincheiramento feito com barricas cheias de materiais diversos, para interditar o acesso de uma rua ou de uma passagem.<br><br>ARRIMO: Encosto, amparo, proteção; tudo que se utiliza para dar apoio ou suporte a alguma coisa.<br><br>BALBUCIO: Ato de  balbuciar, de falar com dificuldade, de pronunciar imperfeitamente; balbuciação.<br><br>ESPOREOU: Vem do verbo esporear. O mesmo que: estimulou, excitou, incitou, feriu, despertou e acicatou.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-07 16:24:45 UTC</pubDate>
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         <title>Luiz Felipe Colovati 7B </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>PERGUNTA 1: Se Jean Valjean roubasse um pão nos dias de hoje, ele ficaria tanto tempo na prisão? <br><br>PERGUNTA 2: Se Jean Valjean pedisse para o padeiro dar o pão, porque tinha criança passando fome, ele deixaria ou recusaria? </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-07 16:50:36 UTC</pubDate>
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         <title>Ana Luiza Colovati 7A N02; Giulia Serra 7A N</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mhelenamitson/9kf9nra7ad87bijj/wish/900231672</link>
         <description><![CDATA[<div>     O livro se concentra em Jean Valjean; no século XIX na França quando estava acontecendo a Revolução Francesa.<br><br>O que foi a Revolução Francesa?<br>     A Revolução Francesa foi um ciclo revolucionário de grandes proporções que se espalhou pela França e aconteceu entre 1789 à 1799. Foi inspirada nos ideais do Iluminismo e motivada pela situação da crise que a França vivia no final do século XVII. Causou também profundas transformações e marcou o início da queda do absolutismo na Europa.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-07 17:16:52 UTC</pubDate>
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         <title>André Bortone Fermi 7B nº 3</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mhelenamitson/9kf9nra7ad87bijj/wish/900306111</link>
         <description><![CDATA[<div>A história do livro se passa entre 1815 e 1832, período de pobreza, instabilidade e descontentamento da sociedade. Victor Hugo, o autor, viveu nessa época e retratou em sua obra os fatos mais marcantes e deixa claro o  seu posicionamento político.<br>No início do romance, em 1815 temos a Batalha de Waterloo, onde a França, comandada por Napoleão é derrotada; a monarquia volta ao poder e a França é obrigada a pagar grandes multas e penalidades aos vencedores, o que deixa  a nação na miséria.<br>O rei Carlos X é deposto com a Revolução de 1830 e dá lugar a Luís-Filipe. Nesse clima de vitória e revolução se dão os fatos de 1832, quando o povo ainda sofre, estudantes fazem um novo levante e é nesse contexto que há tentativa de nova guerra civil.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-07 18:20:40 UTC</pubDate>
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         <title>André Bortone Fermi 7B nº 3</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mhelenamitson/9kf9nra7ad87bijj/wish/900323944</link>
         <description><![CDATA[<div>1- Por que o autor deu à sua obra o nome de Os Miseráveis? <br>2- Será que Jean Valjean, um homem pobre e miserável é um criminoso?</div>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/837453416/98b68c1da28aee1e7ce0cdf141dac141/JeanValjean.jpg" />
         <pubDate>2020-11-07 18:36:15 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>André Bortone Fermi 7B nº3</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mhelenamitson/9kf9nra7ad87bijj/wish/900335168</link>
         <description><![CDATA[<div>Por meio do protagonista, Jean Valjean, o romance faz à desigualdade social da época.<br>Jean Valjean é órfão que perdeu os pais ainda criança, sendo criado por uma irmã mais velha que ao morrer e deixa sete filhos e ele se torna responsável pela família. Pobre e miserável após roubar um pão foi a cinco anos de prisão. Devido a diversas tentativas de fuga e pelo mau comportamento, Jean Valjean é condenado por dezenove anos a trabalhos forçados.</div><div>Após sair da prisão, Jean Valjean é rejeitado por todos, sendo até expulso de hospedaria, devido ao seu comportamento do passado.  Quando um bispo o auxilia e acolhe.</div><div>Porém, ele continua a ter um mal comportamento, e o bispo continua protegendo Vljean. Quando ele decide mudar de vida. Troca de nome e se torna dono de uma fábrica na Alemanha. Mas, vive assobrado pelo passado e tem medo de ser reconhecido pelo inspetor Javert, que o procurando há anos.</div><div>Jean Valjean conhece Fantine, uma pobre moça que engravidou de um estudante que a abandonou. Ela é mãe de Cosette, mas que fica sob os cuidados dos Thenadièrs. Que não são nada bons para a menina.</div><div>O supervisor da fábrica descobre o passado de Fantine, e isso resulta em sua demissão. Devido a isso, ela é obrigada a vender os cabelos e os dentes. Jean Valjean descobre a situação de Fantine, adota Cosette e passa a criá-la como filha.</div><div>Cosette cresce e conhece Marius, um jovem idealista, com quem se casa. Nos seus últimos momentos, Jean Valjean conta a história do passado de Cosette, relevando o nome da sua mãe.<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-07 18:46:40 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>André Bortone Fermi 7B nº 3</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Esta imagem representa os conflitos políticos e as guerras deste período na França.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-07 19:23:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>André Bortone Fermi 7B n° 3</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mhelenamitson/9kf9nra7ad87bijj/wish/900380007</link>
         <description><![CDATA[<div>PRELADO- Título de honra atribuído a certos eclesiásticos que ocupam cargos altos e muito importantes dentro da Igreja Católica (bispos, arcebispos, chefes de ordens religiosas); ordinário.<br>FERROLHO- Trinco de ferro usado para fechar portas e janelas; tranca, tranqueta: porta sem ferrolho.<br>SOLDO-Remuneração dada em atribuição aos trabalhos realizados por alguém - salário, pagamento.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-07 19:28:42 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Ana Luiza Colovati 7A N02; Giulia Serra 7A N</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Imagem que retrata a Revolução Francesa </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-07 19:49:29 UTC</pubDate>
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         <title>Clara Pontes 7ºA - Nº06 </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Escolhi essa imagem pois é o momento em que Jean Valjean estava procurando por um abrigo depois de 19 anos na prisão, por roubar um pão porque estava passando fome.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-08 18:03:33 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Giovanna Reis Tozo 7ºA</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>1- Por que Javert perseguia tanto Jean Valjean? <br>2-  Por que Jean Valjean nunca contou para Cosette que não era seu pai biológico? </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-08 18:11:02 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Giovanna Reis Tozo 7ºA, Clara Pontes 7ºA, Giulia Diniz  7ºA e Giovanna Benedet 7ºA</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mhelenamitson/9kf9nra7ad87bijj/wish/902001647</link>
         <description><![CDATA[<div>Parte da história ocorreu no período da Revolução francesa (1789-1799), a Revolução francesa foi um período de intensa agitação política e social na França, que teve um impacto duradouro na história do país e, mais amplamente, em todo o continente europeu, que começou em Paris. Podemos mencionar 4 causas principais da revolução:  A influência da Revolução Americana na economia e no imaginário da França; A desigualdade entre diferentes grupos sociais; Uma grande crise econômica que gerou fome e mortes.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-08 18:52:51 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Giovanna Benedet Jordao Costa 7A N°10 </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>GALÉS:Embarcação de guerra, comprida e sem cobertura, usada pelas antigas nações do Mediterrâneo.<br>EMPALIDECEU:Tornar-se pálido; perder a cor; enfiar<br>COSETTE:Euphrasie Fauchelevent, mais conhecida como <strong>Cosette</strong>, é uma das personagens principais do romance Os Miseráveis de Victor Hugo. <strong>Cosette</strong> é apresentada como uma pobre criança amplamente maltratada pelo casal que a acolhe a pedido de Fantine, sua mãe.<br>FUZILADO:ustiçado ou assassinado com arma de fogo.<br>gião da Valônia, situado nas proximidades de Bruxelas.<br>WATERLOO:gião da Valônia, situado nas proximidades de Bruxelas</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-08 21:20:25 UTC</pubDate>
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         <title>Arthur cardoso martin 7A n3</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>         Dentro da França no século XIX , um homem comum chamado Jean Valjean  , se sente obrigado a alimentar sua familia faminta , mas por causa de sua pobreza rouba um pão de uma vitrine . Por isso o jovem é condenado à cinco  anos de prisão por furto e arrombamento.<br>         Seu passado foi  trágico, ficando orfao de mãe e pai , sendo assim criado pela sua irmã mais velha , que tinha sete filhos ,porem ficou viuva e jean se decide se tornar seu arrimo .<br>        Por causa de varias tentativas de fuga e mal comportamento foi condenado a 19 anos de prisão e de trabalho forçado .<br>       Ao cumprir sua pena, foi rejeitado por todos, menos por um bispo que o acolhe , porem Jean roubou talheres e fujio , pouco tempo depois a policia o  achou e perguntaram-no onde estava os talheres e ele responde que estava com um amigo, porem o bispo o acoberta e jean por causa da gentileza decide mudar de vida e ser um homem honesto e do bem.<br>       Assim mudando seu nome para Madaleine , e depois se tornando o presidente e um inventor rico .<br>      Tempo depois conece uma mulher chamada Fantine uma jovem alegre e sorridente que teve um romance e foi abandonada , depois tendo uma filha chamada Cosette que por causa de suas condições financeiras , a deixaria na estalagem dos Thénarder que pareciam ser boas pessoas.<br>     Fantine tinha de pagar  estadia de sua filha e enviar mantimentos , porem quanto mais sua filha ficava mais caro sua estadia ficava .<br>    Mas mal ela sabia que sua filha era agedida e era obrigada a trabalhar desde cedo, e todo dinheiro enviado utilizado pelos Thénarder  para bens proprios, fazendo Fantine se endividar assim tendo de vender seu cabelo lisos e loiros e seus dentes ,em busca de pagar sua divida , desesperada vendeu seu corpo.<br>     Certa fez sendo agredida verbalmente , a mesma ficou irritada e agride o homem ,porem é presa por Javert ,mas madeleine(ou Jean) a solta , e pela primeira fez conhece Fantine , Fantine é despidida , mas Madeleine por compaixão paga suas dividas e prepara-se para ir atras de sua filha ,mas fraca Fantine desmaia .<br>      A mesma acorda no hospital fraca e ardendo com febre, mas Madeleine vai em busca de sua filha  com uma carta de Fantine dizendo para devolverem sua filha , porem Fantine morreu sem nem mesmo ver sua filha pela ultima vez ; porem Jean é denunciado e preso mas foge ,e vai buscar a menina se passando de hospede  e fujindo com ela paris até a casa de um jardineiro que Jean havia ajudado no passado.<br>     O tempo se passou e Cosette se torna uma moça , mas apesar de viver em paris continuaram escondendo-se , Jean raramente saia por medo de ser descoberto, o mesmo mudou de nome novamente para ultimo Fauchelevent.<br>     Já na sua mocidade Cosette conhece Marius um jovem rapaz ,filho do coronel Pontemercy  que lutou junto a napoleão bonaparte , mas sendo odiado por razões politicas por seu sogro avô de Marius ,o senhor  Gellenormand , mas seu pai morreu na guerra antes de ver seu filho .<br>    Por isso Marius revoltado foge da casa de seu avô para viver uma vida de miseria onde conhece Cosette vivendo uma vida de amor e luta , mas barricada pela batalha onde se juntou aos rebeldes e onde Jean tambem lutou e o salvou.<br>    Depois de tudo isso , Cosette se casa com Marius e Jean conta sua historia de preso nas gales , apesar de assustado Marius compreende a situação e continua a deixar ele ver sua filha adotiva.<br>     Com o pasar do tempo Jean percebe que nao era bem vindo por Marius , por isso se afasta dizendo que é por que esta viajando .<br>     Marius então percebe seu erro que estava cometendo privando sua esposa de ver seu pai , então pede desculpa para Jean em seu leito e Jean o desculpa e morre feliz em seu leito.<br>    Esse livro passa a falta de justiça e a pobreza da frança no seculo XIX </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-08 21:28:26 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Guilherme M. Salema - 7ºA, Enzo Gabriel A. Nunes - 7ºA, Luiz Felipe S. Colovati - 7ºB, Leonardo C. Martins 7ºB.</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mhelenamitson/9kf9nra7ad87bijj/wish/902235464</link>
         <description><![CDATA[<div>O desenho abaixo representa uma cena do dia que Jean Valjean e Cosette se conheceram que era natal. Então Jean Valjean deu uma moeda de ouro encima do pequeno tamanco dela. Essa moeda foi o seu primeiro presente de natal.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-08 22:00:45 UTC</pubDate>
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         <title>Ana Beatriz Gimenes Martins</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mhelenamitson/9kf9nra7ad87bijj/wish/902272027</link>
         <description><![CDATA[<div>algumas palavras diferentes achadas no livro e seus significados:<br>Barricada : espécie de trincheira feita de improviso com barricas, carros, cavaletes, sacos de areia, pedras etc., atrás da qual se protegem os defensores de uma rua, porta ou qualquer passagem; tapigo.<br>Taverna : Uma taberna, taverna, locanda, tasco ou tasca é um local onde se vende vinho a varejo (neste caso, também é chamada de baiuca ou bodega), ou então é um restaurante simples.<br>Balbuciou : Significado de balbuciar. Falar de maneira imperfeita; demonstrar dificuldade para articular perfeitamente o que está sendo dito; gaguejar: a emoção faz balbuciar. [Figurado] Discursar ou falar sobre algum tema sem o conhecimento necessário para tal: balbuciou noções sobre religião.<br>Estalajeiro: Aquele que possui uma estalagem; indivíduo responsável pela gerência de uma estalagem.Etimologia (origem da palavra estalajadeiro)</div>]]></description>
         <pubDate>2020-11-08 22:34:40 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Síntese</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Enzo Gabriel Alves Nunes 7ºA</div><div>Luiz Felipe Colovati 7ºB</div><div>Guilherme Salema 7ºA</div><div>Leonardo Cioce Martins 7ºB</div><div><br></div><div>A história começa na França durante o século XIX e também se passa na Alemanha. Jean Valjean ficou órfão de pai e de mãe logo cedo, e foi acolhido por sua irmã mais velha que já tinha sete filhos. Após ela ficar viúva, o  Jean virou o sustento da família. Fantine, uma mulher pobre que engravidou de um estudante e foi abandonada. Fantine dá à luz a Cosette, uma menina que após Fantine ser demitida, resolve adotá-la e casa-se com Marius. Marius era um jovem revolucionário da França que se apaixona por Cosette e mais tarde se casa com Cosette. Thénardier,  um estaleiro corrupto juntamente com a mulher, duas filhas e três filhos. Estavam responsáveis de cuidar de Cosette quando sua mãe, Fantine trabalhava na fábrica, e eles maltratavam Cosette e abusavam dela. Javert, um inspetor da polícia que era obcecado em perseguir o Jean Valjean. Os acontecimentos mais marcantes da história são quando Valjean adota Cosette, quando Valjean foge para Alemanha, entre muitos outros momentos. </div><div>A minha reflexão sobre o livro é que que pessoas sem a oportunidade de poder se alimentar e viver bem tendem a procurar opções arriscadas para resolver seus problemas, entre elas roubar, matar, entre outras opções horríveis.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-08 22:50:43 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Bruno Hatisuka de Souza 7ºA Nº5</title>
         <author>brunohatisuka</author>
         <link>https://padlet.com/mhelenamitson/9kf9nra7ad87bijj/wish/902291537</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>1ª pergunta: Por que Jean Valjean sempre protegia a Cosette, e a considerava como sua filha?<br><br>2ª pergunta: Por que o bispo ainda protegeu Jean Valjean dos policiais, se ele tinha acabado de roubar as pratarias do bispo?</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-08 22:51:13 UTC</pubDate>
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         <title>PALAVRAS E SEUS SIGNIFICADOS </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>GUILHERME SANTOS BOCALINI 7A N17<br><br>BISPO:aquele que vê por cima<br>MISÉRIA :situação de extrema pobreza <br>LEITO:se deitar para repousar ou dormir<br>ARRIMO:pessoa responsável pelo sustento da família <br>MOCIDADE:periodo entre a juventude e a vida adulta</div>]]></description>
         <pubDate>2020-11-08 23:17:39 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Luisa Martins Silva de Castro 7ºA </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>1-  Por que havia tanta desigualdade naquela época? Podemos ver uma mudança para o melhor hoje em dia?</div><div>2- Por que o bispo foi tão gentil com Jean Valjean? Será que hoje em dia uma pessoa seria tão gentil como o bispo foi?</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-08 23:52:48 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Rebeca sorrentino fusco Boschi- n32 - 7a </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/mhelenamitson/9kf9nra7ad87bijj/wish/902362344</link>
         <description><![CDATA[<div>Na França durante o século XIX, Jean valjean, um homem bem podre, porém comum, que se vê obrigado alimentar sua família faminta, tanto que ele acaba roubando um pão de uma padaria e acabou preso por cinco anos.<br><br>A vida de Jean foi bem difícil, ficou órfã de pai e de mãe com ainda era apenas uma criança, pois foi criado por uma irmã mais velha. Após Jean ter saído da prisão, Jean procura um para se acolher pois em todos os lugares onde acaba sendo rejeitado por causa de seu passado violento, até que um homem generoso o acolhe .<br><br>Jean decepciona o bondoso homem em que o acolheu pois tinha roubado castiçais e talheres. Depois decidiu que nunca mais iria refazer oque fez e seria um homem bom e honesto e torna-se dono de uma fábrica na Alemanha onde ninguém sabe sobre seu passado. Jean conhece uma moça que estava grávida e foi abandonada por um estudante, e assim começou a ajudar a dar mesada todos mês sem sabe que tinham gente atrás dela.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-08 23:58:41 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Tamily Nishitani                                                   </title>
         <author>camilaminamihara</author>
         <link>https://padlet.com/mhelenamitson/9kf9nra7ad87bijj/wish/902377137</link>
         <description><![CDATA[<div>Essa imagem representa quando comeca o capítulo do prefeito, que no caso é Jean Valjean. Mostra Jean olhando pela janela.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-09 00:09:55 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Julia Helena 7°A N°22</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A história passa-se na França no século XIX entre duas grandes batalhas: a Batalha de Waterloo (1815) e os motins de junho de (1832). O autor Victor Hugo, que  viveu nessa época, relatou a vida de um homem (Jean Valjean, um condenado posto em liberdade, até sua morte). Em torno dele giram algumas pessoas que vão testemunhando a miséria deste século, a pobreza miserável de: Fantine, Cosette, Marius,Thénardier,  Éponine, Gavroche e o inspetor Javert. O livro retrata a sociedade francesa do sec. XIX , mostra o panorama socioeconômico da população mais pobre.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-09 00:34:08 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Camila Minamihara 7°</title>
         <author>camilaminamihara</author>
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         <description><![CDATA[<div>1°- Por que o prefeito Madeleine ficou de luto com a norte do bispo de Digne?<br>2°- O que  Jean Valjean viu em Marius para poder ter um relacionamento com Cosette, sua filha?<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-09 01:02:06 UTC</pubDate>
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         <title></title>
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         <description><![CDATA[<div>Giuliana Soares Carvalho - N15 - 7° ano A<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-09 01:03:48 UTC</pubDate>
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         <title>Tamily Nishitani </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Guilhotina: um aparelho que foi utilizado durante a revolução francesa para executar a pena de morte <br><br>Coxeava: andar mancando, em decorrência de deficiência <br><br>Infame: oque fica marcado na infância </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-09 01:08:15 UTC</pubDate>
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         <title>Camila Minamihara 7°</title>
         <author>camilaminamihara</author>
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         <description><![CDATA[<div>    <strong>Revolução francesa </strong>foi o período de muita agitação política política e social, a monarquia que tinha governado a França durante muito tempo entrou em um colapso em 3 anos<br>    <strong>Napoleão Bonaparte </strong>foi um dos maiores líderes políticos quanto militar, foi imperador de 1804 à 1814<br>    </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-09 01:15:37 UTC</pubDate>
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         <title>Manuela Chedid</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Tudo se inicia na França  quando Jean Valjean precisa alimentar sua familia e acaba roubando um pão da vitrine de uma padaria e é condenado 5 anos de cadeia, obrigado a trabalhar pesado. Com isso ele tenta fugir diversas vezes e acabou condenado a 19 anos.<br>      Ele era órfão e criado pela sua irmã mais velha. Jean Valjean tinha um histórico não muito bom e de maus hábitos por conta de seu passado.<br>      Então após sair de sua condenação ele vai atrás de diversas hospedarias, mas por conta de seu histórico ruim foi rejeitado em vários lugares, apenas um bispo que lhe acolheu.<br>      Ele foi muito generoso, mas Jean Valjean tenta roubar uma grande quantidade de prataria dele e é pego pela polícia. O bispo surpreendentemente diz que ele havia dado tudo a ele.                 <br>    Depois dos policiais irem embora o papa diz a ele que tudo aquilo era para Jean Valjean começar a buscar por uma vida honesta diante do caminho de Deus.<br>     Logo ele se torna dono de uma fábrica na Alemanha, passando a viver com a possibilidade de ser reconhecido. Lá ele encontra uma moça chamada Fatine que tinha sido largada por um homem, grávida. Ela tinha deixado sua filha numa casa que daria condições melhores a sua filha, Cosette, porém teria que pagar impostos à família dos Thenardiérs.<br>    Fatine foi demitida por seu ocorrido e estava tão endividada que vendeu seu cabelo, dentes e até chegou até a virar prostituta. <br>      Logo a saber de tudo Jean Valjean decide adotar cosette como sua filha. Com o tempo ela cresce e se casa com um idealista chamado marius.<br>     Após a morte de seu pai Jean Valjean, Cosette grava no seu túmulo uma homenagem muito especial.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-09 01:20:20 UTC</pubDate>
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         <title>Ysadora Sampaio De Paula </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Palavras e seus significados: <br>Estalajadeiro: Era o dono de estalagem, que hospedava os visitantes e Sérvia refeições mediante pagamento.<br>Guarda Nacional: É um grupo de agrupamento militar formado pela população em 1789.<br>Monarcas: Quem centralizavam o poder e determinavam o destino de seus súditos.<br>Napoleão Bonaparte:  Era  um jovem militar que teve grande destaque durante a revolução Francesa.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-09 01:32:30 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Sophia Paixão - 7B                             Giovanna Naomy - 7B                  Bruna Yamasaki -                          Ana Laura Villar - 7B                     Julia Helena - 7B</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>1 - Se Jean Valjean roubasse um pão, hoje em dia, ele seria punido como antigamente?<br>2 - Porque Javert perseguia Jean o tempo todo, mesmo sabendo que ele mudou e começou a ajudar os pobres?</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-09 01:56:45 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Sophia Helfstein - 7B        Bruna Yamasaki - 7B              Giovanna Naomy - 7B                            Ana Laura Villar - 7B           Julia Helena - 7A             </title>
         <author>brunayamasaki</author>
         <link>https://padlet.com/mhelenamitson/9kf9nra7ad87bijj/wish/902552940</link>
         <description><![CDATA[<div>Escolhi esse desenho pois representa a chegada de Jean Valjean na casa de Charles François Myriel ( O Monsenhor Benvindo)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-09 02:02:51 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Sophia Paixão - 7B                          Bruna Yamasaki - 7B                            Giovanna Naomy - 7B                           Julia Helena - 7A                                        Ana Laura Villar - 7B</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Em um dos primeiros dias de outubro, em 1815, antes do pôr-do-sol, um<br>homem viajava a pé.<br>Seria difícil encontrar alguém com aspecto mais miserável.<br>Parecia ter de quarenta e cinco a cinqüenta anos.<br>Na cabeça, um boné com aba de couro.<br>A camisa, de tecido grosseiro, mal fechada deixava ver o peito cabeludo.<br>Nas costas, um volumoso saco de viagem de soldado.<br>Trazia na mão um cajado de madeira, cheio de nós.<br>O suor e o pó da estrada tornavam sua aparência ainda pior.<br>Lá, ninguém o conhecia na cidade.<br>Como era hábito na época, passou na Prefeitura para se identificar.<br>Apresentou seu documento, uma espécie de licença, exigida para viajar<br>pelo país na época.<br>Em seguida, procurou a melhor estalagem local, de propriedade de um<br>tal Jacquin Labarre.<br>Labarre preparava o jantar destinado aos hóspedes.<br>Quando ouviu a porta se abrir, sem tirar os olhos do que estava<br>fazendo, perguntou:<br>—<br>Olhou o recém-chegado dos pés à cabeça e fez uma observação:<br>—<br>homem mostrou uma bolsa de couro.<br>Estou às ordens — respondeu Labarre.<br>recém-chegado tirou o saco de viagem dos ombros.<br>Em  Digne, cidade próxima à montanha, na região dos Alpes franceses,<br>as tardes e as noites são frias.<br>O dono da hospedaria, entretanto, não tirava os olhos do homem.<br>O forasteiro, com fome, perguntou:<br>—<br>O dono da hospedaria leu com atenção.<br>Mas não posso lhe servir o jantar — disse Labarre, com voz firme.<br>dono da hospedaria aproximou-se e falou-lhe firmemente ao ouvido:<br>—<br>Logo na chegada, desconfiei da sua pessoa.<br>Por isso peço mais uma vez: vá embora!<br>Sem responder, o outro pegou o saco de viagem.<br>Andou pela rua principal, humilhado e triste.<br>Se tivesse se virado, teria visto o dono da  hospedaria na porta,<br>cercado de gente, falando enquanto o apontava com o dedo.<br>Pelo jeito daquelas pessoas, sabia que dali a pouco seria comentado em<br>toda a cidade.<br>Caminhou um bom tempo pelas ruas, que não conhecia.<br>Por acaso, havia uma no fim da rua.<br>Viu o fogo da lareira, alguns homens que comiam e bebiam.<br>Sobre o fogo, uma panela de ferro que soltava fumaça.<br>— perguntou o dono do local.<br>Alguém que deseja comer e uma cama para dormir esta noite.<br>Enquanto tirava o saco de viagem, todos o observavam.<br>Sentou-se à beira da lareira.<br>Estendeu para perto do fogo os pés cansados de andar.<br>Aspirou o cheiro da comida na panela.<br>Por um instante, seu rosto teve uma leve aparência de satisfação.<br>Mas em uma das mesas estava certo peixeiro.<br>Fizera parte do grupo de curiosos onde se falara do homem.<br>Fez um pequeno sinal ao dono do lugar, que se aproximou.<br>O estalajadeiro (1) foi até o desconhecido.<br>viajante respondeu calmamente:<br>—<br>Não quiseram hospedar-me na outra estalagem.<br>homem pegou seu cajado, seu saco de viagem e saiu.<br>Alguns rapazes que o seguiram desde a outra hospedaria pareciam estar<br>à sua espera.<br>Em seguida, caminhou até a cadeia.<br>Senhor carcereiro, pode fazer o favor de me abrigar esta noite?<br>Entrou em uma rua cheia de pequenos jardins.<br>Mais uma vez, olhou pela vidraça.<br>Era uma sala simples, pintada de branco, com uma cama, um berço em um<br>canto, algumas cadeiras e uma espingarda pendurada na parede.<br>Uma lamparina iluminava a toalha de pano grosseiro, com uma tigela<br>cheia de sopa bem quente.<br>mesa, um homem de uns quarenta anos, sorridente, balançava um menino<br>em seus joelhos.<br>Sua mulher, ainda jovem, dava de mamar a outra criança.<br>O viajante observou, durante algum tempo, essa cena agradável.<br>Pensou que onde havia tanta felicidade também devia existir compaixão.<br>A mulher falou com o marido:<br>—<br>O dono da casa pegou a lamparina.<br>— Será que se eu pagar, pode me dar um prato de sopa e me deixar<br>dormir naquele coberto lá do quintal?<br>dono da casa estranhou:<br>—<br>Sem jeito, o forasteiro balbuciou:<br>—<br>Uma expressão de desconfiança tomou conta do rosto do dono da casa.<br>viajante da cabeça aos pés.<br>A mulher agarrou os filhos e correu a refugiar-se atrás do marido.<br>Por caridade — insistiu o viajante —, um copo de água.<br>O forasteiro ouviu enquanto ele colocava  uma tranca de ferro.<br>O vento frio, vindo das montanhas, aumentava.<br>Exausto, viu em um quintal uma casinha estreita e baixa.<br>Pensou que fosse onde o jardineiro guardava as ferramentas.<br>Conformado com a fome, resolveu pelo menos abrigar-se.<br>Entrou de gatinhas dentro da cabana, onde havia uma boa cama de palha.<br>De repente, ouviu um latido feroz.<br>Na entrada da casinha, no escuro, estava um cachorro enorme.<br>Tinha se abrigado na casinha do cachorro.<br>Graças à sua grande força, conseguiu se defender com o cajado do<br>ataque do cachorro, usando o saco de viagem como escudo.<br>Conseguiu sair a duras penas da casinha<br>e<br>do quintal e pular a cerca.<br>Na rua, sem abrigo, sozinho, expulso até mesmo de um canil, caiu<br>sentado e disse para si mesmo:<br>—<br>Caminhou mais algum tempo, com a cabeça caída no peito.<br>Vagou pelas ruas, ao acaso.<br>Ao passar em frente à catedral, ameaçou a igreja com a mão cerrada.<br>Finalmente, deitou em um banco da praça.<br>Uma velha saía da igreja.<br>Ao ver aquele homem estendido no banco de pedra, aproximou-se:<br>—<br>Como vê, estou deitado — respondeu ele duramente, com raiva.<br>Por dezenove anos, em vez de colchão, tive uma tábua — disse o homem.<br>— Hoje posso dormir em um colchão de pedra.<br>Em todas, me recusaram abrigo.<br>mulher pegou no braço do homem.<br>Apontou, do outro lado da praça, uma casinha branca.<br>(1) O estalajadeiro era o dono de uma estalagem, estabelecimento que hospedava<br>e<br>servia refeições a visitantes mediante pagamento.<br>tarde, o bispo de Digne, depois de passear pela cidade, voltara para<br>casa e fora para o quarto, onde ficaria trabalhando em um livro que<br>estava escrevendo.<br>Era um velhinho de 75 anos, de uma bondade e simplicidade cativantes.<br>Filho de um nobre, durante a Revolução Francesa (2) emigrara para a Itália.<br>Na juventude, gostava da vida social.<br>Mas, depois da Revolução, ao voltar à França, tornou-se padre.<br>Seu amor pelos semelhantes demonstrava profunda vocação religiosa.<br>Ao ser nomeado bispo da pequena cidade de Digne, espantou a todos<br>quando se recusou a viver no suntuoso palácio episcopal.<br>Foi morar com a irmã e uma criada fiel na casa acanhada onde antes<br>funcionava o hospital.<br>Era um homem para quem os ensinamentos cristãos de humildade e amor ao<br>próximo não eram palavras ocas, mas normas de conduta que lhe davam,<br>aliás, grande satisfação.<br>Vivia modestamente, destinando grande parte de sua renda para os pobres.<br>De sua família nobre, que a Revolução levara à ruína, sobravam  apenas<br>uma concha para sopa e seis talheres de prata e dois castiçais também<br>de prata.<br>Quando havia convidados para o jantar, Monsenhor Benvindo mandava<br>acender os castiçais em cima da lareira.<br>Essas preciosidades ficavam guardadas em um armário no quarto do bispo.<br>A qualquer hora do dia ou da noite, quem quisesse entrar só precisava<br>empurrar a porta, pois a porta da sala de jantar, que dava para a<br>praça da catedral, não tinha mais fechaduras nem trancas.<br>Naquela noite, ao sair do quarto para comer, o bispo ouviu a criada<br>conversando com a irmã dele.<br>O assunto era bastante familiar ao dono da casa.<br>A criada não se conformava com o fato de a porta não ter trinco nem fechadura.<br>Quando fora fazer compras, soubera que um homem mal-encarado tinha<br>chegado à cidade.<br>criada continuou, dramaticamente:<br>—<br>Todos estão com medo de que alguma desgraça aconteça esta noite.<br>Não existem lanternas nas ruas para dar um pouco de luz!<br>sua irmã concorda comigo, que...<br>Eu não disse nada — interrompeu a irmã do bispo.<br>criada prosseguiu, como se não tivesse ouvido nenhum protesto:<br>—<br>Nós dizíamos que esta casa não oferece nenhuma segurança.<br>Se o senhor bispo me permitir, vou chamar o serralheiro para colocar<br>de volta as fechaduras e os ferrolhos.<br>Além disso, o Monsenhor manda entrar qualquer um que bata à porta,<br>mesmo no meio da noite...<br>Era o forasteiro que já conhecemos vagando pelas ruas à procura de abrigo.<br>Deu um passo à frente e parou.<br>O saco de viagem nas costas, o cajado na mão.<br>Seu olhar era rude, violento, mas também cansado.<br>Iluminado pelo fogo da lareira, parecia assustador.<br>A irmã ficou aterrorizada por um instante.<br>Mas depois olhou para seu irmão, o bispo, que permanecia sentado ao<br>lado da lareira, e acalmou-se.<br>bispo observava o desconhecido com o semblante tranqüilo.<br>Quando abriu a boca para falar, provavelmente para perguntar o que<br>desejava, o homem apoiou-se no cajado com ambas as mãos.<br>Mediu o velho e as duas mulheres com os olhos e sem esperar<br>a<br>pergunta do bispo disse em voz alta:<br>—<br>Cumpri pena como forçado das galés por dezenove anos.<br>Quando cheguei, tive de apresentar meu documento na Prefeitura, como é<br>obrigatório.<br>Bati até à porta da cadeia e não consegui abrigo.<br>Entrei na casinha de um cão e fugi debaixo de mordidas.<br>Estava deitado em um banco da praça, quando uma senhora me apontou sua<br>casa e disse para eu bater à sua porta.<br>É o dinheiro que ganhei em dezenove anos de trabalhos forçados.<br>bispo avisou a criada:<br>—<br>Insistiu, como se o bispo não tivesse compreendido:<br>—<br>É por causa dele que me caçam onde vou, porque diz que cumpri pena.<br>Veja o que está escrito: "Jean Valjean, prisioneiro, solto após dezenove anos.<br>Pode me dar um prato de comida e um lugar para dormir?<br>Ponha lençóis limpos na cama de hóspedes — disse o bispo à criada.<br>Sua expressão, sombria e dura, foi tomada pela surpresa, dúvida e alegria.<br>Vou dormir em uma cama com lençóis e cobertas!<br>Há dezenove anos não durmo em uma cama!<br>Eu sou — disse o bispo — um padre, e moro aqui.<br>É o padre daquela igreja lá fora, não é?<br>Ainda não havia reparado nos seus trajes!<br>Enquanto falava, o homem colocou o cajado e o saco de viagem em um<br>canto e guardou seu documento de identificação.<br>Não, guarde seu dinheiro — disse o bispo.<br>seguir o bispo perguntou quanto dinheiro ele tinha.<br>O homem disse a quantia, revelando ser o pagamento por dezenove anos<br>de trabalhos forçados.<br>viajante contou que não tinha tocado em seu dinheiro, pois havia<br>realizado um pequeno trabalho ao sair da prisão.<br>O bispo pediu à criada:<br>—<br>Ponha o prato do convidado no lugar mais próximo da lareira.<br>O vento que vem dos Alpes é gelado, e este senhor deve estar com frio.<br>Quando ouvia a palavra "senhor", o homem se emocionava.<br>Este lampião dá pouca claridade — disse o prelado.<br>criada entendeu o que ele queria dizer.<br>Foi buscar os castiçais de prata, que acendeu e pôs sobre a mesa.<br>Senhor padre — disse o homem —, é muito bom, não me despreza.<br>Além de me receber em sua casa, manda acender seus ricos castiçais de<br>prata por minha causa.<br>Mas eu já disse de onde vim, já falei de minhas desgraças.<br>bispo pousou de leve a sua mão na do ex-condenado e comentou:<br>—<br>O dono desta casa não sou eu,<br>é<br>Mesmo porque, antes de me dizer, eu já sabia como chamá-lo.<br>Senhor padre, quando cheguei estava morrendo de fome.<br>Mas o senhor é tão bom que já não sei como me sinto.<br>bispo olhou-o nos olhos e continuou:<br>—<br>Uma corrente com bola de ferro no pé.<br>E agora, esse documento de identificação amarelo, que revela tudo sobre mim!<br>— O senhor deixou um lugar triste.<br>Mas lembre-se de que o céu se alegra com um pecador arrependido.<br>Se deixou essa vida dolorosa cheio de ódio e raiva, é digno de lástima.<br>Se saiu com pensamentos bons, de paz, vale mais do que qualquer um de nós.<br>criada terminou de servir a mesa.<br>Havia sopa de carne de carneiro, figos, queijo<br>e<br>O bispo rezou e serviu a sopa, como de costume.<br>O homem começou a comer, avidamente.<br>De repente, o bispo exclamou:<br>—<br>Aqui na mesa está faltando alguma coisa!<br>De fato, a criada pusera apenas três talheres, para o bispo, a irmã e o hóspede.<br>Mas quando tinha convidados, o bispo gostava de pôr todos os seis<br>talheres de prata na mesa.<br>A criada entendeu do que se tratava.<br>Enquanto o homem comia, o bispo evitou sermões.<br>Percebeu quanto ele sofria de corpo e espírito.<br>Preferiu tratá-lo como uma pessoa normal para deixá-lo confortável.<br>É um excelente lugar — comentou.<br>— Existem fábricas de papel, de aço, de relógio, curtumes...<br>Quando a refeição terminou, a criada tirou a mesa.<br>O bispo disse ao viajante:<br>—<br>bispo deu boa-noite à irmã e à criada, pegou um castiçal de prata e<br>ofereceu o outro a seu hóspede.<br>casa era dividida de tal maneira que, para entrar no pequeno quarto de<br>hóspedes, era preciso atravessar o do bispo.<br>Quando passaram, a criada guardava os talheres de prata no armário<br>junto à cabeceira da cama do prelado.<br>bispo levou seu hóspede ao quarto, onde havia uma cama com roupa branca e limpa.<br>Amanhã, não vá embora sem primeiro tomar uma xícara de leite quente.<br>homem teve uma reação inesperada, que gelaria de susto outra pessoa que não<br>o<br>Virou-se para o velho, cruzou os braços e disse, com voz estranha:<br>—<br>Como pode me oferecer um quarto tão perto do seu?<br>O ex-condenado apagou a vela com um sopro das narinas, como era<br>costume entre os forçados.<br>O bispo foi passear um pouco no jardim.<br>Logo, reinava um grande silêncio na casa.<br>(2) Um pouco antes da época em que se passa a história, a França vivia<br>sob o governo dos reis (monarcas), que centralizavam o poder e<br>determinavam o destino de seus súditos.<br>Essa sociedade estava dividida em três classes, sendo muito difícil<br>alguém mudar sua condição social.<br>A segunda, pela aristocracia, também chamada de nobreza, que apesar de<br>rica pagava bem menos impostos e vivia dos pagamentos recebidos dos<br>camponeses e do governo.<br>A terceira classe era constituída pelo maior número de habitantes.<br>Dela faziam parte a burguesia (representada por banqueiros,<br>industriais, advogados, médicos, comerciantes) e também a camada mais<br>pobre da população.<br>A burguesia, apesar de possuir dinheiro, não tinha poder de decisão na<br>vida política e estava revoltada com os privilégios da Igreja e dos<br>aristocratas.<br>Os mais humildes, que viviam na miséria, eram obrigados a pagar impostos.<br>Os gastos do rei e de sua corte superavam em muito o dinheiro recebido<br>com tais impostos.<br>O comércio não ia bem e havia ainda as despesas com as guerras das<br>quais a França participava.<br>Tudo isso resultou na Revolução Francesa, também chamada Revolução<br>Burguesa, que teve início em 1789 e se inspirou num conjunto de idéias<br>contrárias ao poder dos reis e ao domínio religioso, pregando a<br>liberdade, a igualdade e a fraternidade entre todas as pessoas.<br>ex-condenado pertencia a uma pobre família camponesa.<br>Ao crescer, tornou-se podador de árvores.<br>Órfão de pai e mãe, foi criado por uma irmã mais velha, casada e com<br>sete filhos.<br>Quando tinha vinte e cinco anos, a irmã enviuvou.<br>O filho mais velho tinha oito anos, o mais novo um.<br>Jean Valjean tornou-se o arrimo da família.<br>Passou a sustentar a irmã e os sobrinhos com trabalhos grosseiros e<br>mal remunerados.<br>Nunca namorou, nem nunca se soube que estivesse apaixonado.<br>Quando comia, muitas vezes a irmã tirava o melhor pedaço de seu prato<br>para dar a uma das crianças, e ele sempre permitia.<br>Mas seu trabalho e o da irmã eram insuficientes para sustentar uma<br>família tão grande.<br>Certo ano, em um inverno rigoroso, Jean Valjean não encontrou trabalho.<br>Em uma noite de domingo, o padeiro da aldeia ouviu uma pancada na<br>vidraça gradeada.<br>Chegou a tempo de ver um braço passando por uma abertura feita por um<br>murro na vidraça.<br>O padeiro perseguiu o ladrão, que tentava fugir.<br>Por esse crime, foi condenado a cinco anos nas galés.<br>Explica-se: as galés eram barcos movidos a remo.<br>Os grupos de remadores, acorrentados, eram constituídos por<br>prisioneiros condenados.<br>Havia um soldo miserável para cada um deles, guardado até a libertação.<br>Era um trabalho exaustivo, feito somente por condenados.<br>Deixou de ter um nome, passou a ser um número: 24.601.<br>Pergunte a um vendaval onde arremessou as folhas secas.<br>Sem ninguém por eles, partiram ao acaso.<br>Uma vez apenas, no quarto ano de sua pena, ouviu notícias de sua irmã<br>por alguém que os conhecera.<br>Vivia em Paris com apenas um dos filhos, o menino mais novo.<br>A irmã trabalhava todos os dias como operária.<br>Mas, como esta só abria mais tarde, o menino ficava esperando no frio.<br>Essa notícia foi como um relâmpago, como uma janela aberta sobre o<br>destino de quem ele amava.<br>Uma janela que se fechou e não se abriu novamente, porque  Jean<br>Valjean nunca mais os encontrou, nem soube deles, por mais que os<br>procurasse mais tarde.<br>No final do quarto ano de condenação, Jean Valjean tentou fugir.<br>Ficou livre dois dias, até ser capturado.<br>Quando cumpriu seis, tentou outra vez, mas não conseguiu fugir.<br>Resistiu aos guardas que o encontraram em seu esconderijo<br>e<br>ganhou mais cinco anos, com castigos.<br>No décimo ano e no décimo terceiro, quis fugir outras vezes, e sua<br>pena aumentou mais ainda.<br>Durante a prisão, o inofensivo podador de árvores tornou-se um homem temível.<br>Tinha ódio da lei e da sociedade.<br>De ano para ano, sua alma foi se tornando amarga.<br>Desde que fora preso, há dezenove anos, Jean Valjean não soltava uma lágrima.<br>Quando saiu, acreditou que podia ter uma nova vida.<br>Mas recebeu uma quantia miserável pelos dezenove anos de trabalhos forçados.<br>Seu documento de identificação dizia se tratar de um homem perigoso.<br>Logo arrumou um trabalho para descarregar fardos, pois era muito forte.<br>Ao receber, ganhou menos do que os outros por ser um ex-condenado.<br>Assim, ao acordar de madrugada, na casa do bispo, começou a pensar nos<br>talheres e na concha de prata.<br>Seu valor era maior do que tudo que ganhara pelos dezenove anos!<br>Tirou uma barra de ferro do saco de viagem para arrombar o armário.<br>Pôs os sapatos nos bolsos, o saco de viagem nas costas.<br>E se o bispo acordasse, desse o alarme?<br>Ergueu a barra de ferro, mas não foi preciso usá-la.<br>De manhã, o bispo passeava pelo jardim quando a criada veio correndo,<br>transtornada.<br>Monsenhor, onde está o cesto em que guardo os talheres de prata?<br>bispo estendeu o braço para um canteiro de flores.<br>criada correu ao quarto, verificou o armário.<br>Mais tarde, o bispo almoçava com sua irmã.<br>Foi uma má idéia abrigar aquele homem!<br>Quando estava terminando, bateram à porta.<br>Monsenhor bispo — disse o que comandava o grupo.<br>Monsenhor Benvindo aproximou-se e exclamou, com os olhos em Jean Valjean:<br>—<br>Também lhe dei os castiçais de prata, como o resto.<br>O senhor deu os talheres a esse homem, Monsenhor?<br>Nós o vimos com ar de quem foge e o prendemos para averiguar.<br>E disse que ganhou de um pobre padre, na casa de quem passou a noite?<br>Meu amigo, antes de ir embora, pegue os castiçais.<br>irmã e a criada olhavam para ele em silêncio.<br>O bispo disse aos policiais:<br>—<br>Não se esqueça, não se esqueça nunca de que prometeu usar esse<br>dinheiro para se tornar um homem honesto.<br>Jean Valjean, que não se lembrava de ter feito essa promessa, ficou<br>sem resposta.<br>bispo continuou, solenemente:<br>—<br>Jean Valjean, meu irmão, lembre-se de que já não pertence ao mal, mas<br>sim ao bem.<br>Eu a furto dos maus pensamentos e do espírito da perdição para<br>entregá-la a Deus.<br>Seguia a esmo pelos caminhos, sem perceber que dava voltas e acabava<br>nos mesmos lugares por onde já tinha passado.<br>Seria impossível dizer se era arrependimento ou humilhação.<br>Às vezes, sentia uma espécie de ternura.<br>Mas em seguida a repelia, devido ao endurecimento dos últimos anos.<br>Quando entardeceu, estava sentado atrás de uma moita, na planície,<br>absolutamente deserta naquela hora.<br>De repente, ouviu um ruído de alegria.<br>Pela trilha vinha um garoto de uns dez anos, vestido com calças<br>velhas, rasgadas nos joelhos.<br>Na época, esses meninos costumavam ir de aldeia em aldeia, fazendo<br>pequenos trabalhos.<br>O garoto cantava e brincava com algumas moedas que trazia nas mãos.<br>Entre elas, havia uma moeda de prata, mais valiosa.<br>Foi justamente essa que caiu no chão.<br>Senhor, devolva meu dinheiro — insistiu o garoto.<br>O garoto o agarrou, tentando fazer com que tirasse<br>o<br>sapato de cima da moeda.<br>Depois, saiu correndo sem dar um grito.<br>Pensava, com o olhar fixo no chão.<br>moeda, quase enterrada no chão.<br>Era como se a moeda fosse um olho aberto, que o fixava.<br>Começou a correr, com a moeda na mão, à procura do menino.<br>Correu para uma encruzilhada, já iluminada pelo luar.<br>Jean Valjean deu algumas moedas ao padre.<br>— Em seguida pediu, alucinado:<br>—<br>Amedrontado, o padre esporeou o cavalo e fugiu.<br>Jean Valjean continuou a correr à procura do garoto.<br>Até que ficou sem voz, de tanto gritar na planície solitária.<br>Caiu no chão, com as mãos enfiadas nos cabelos, e a cara escondida nos joelhos.<br> Seu coração endurecido sucumbiu à força da emoção.<br>Pela primeira vez em dezenove anos, chorou!<br>O perdão concedido pelo bispo o ofuscava.<br>Roubara a moeda do garoto em um impulso, por hábito, por instinto.<br>Mas, quando Jean Valjean tomou consciência de seu ato, veio a angústia.<br>A figura do bispo resplandeceu e encheu sua alma.<br>Mas um rapaz que levava a mala do correio para Digne e que chegou à<br>cidade às três da manhã, ao atravessar a praça da catedral, viu diante<br>da porta de Monsenhor Benvindo um homem ajoelhado, rezando durante a<br>madrugada.<br>prefeito Capítulo 5  Cosette Dois anos se passaram.<br>Em 1817, o rei Luís XVIII da França comemorou seus vinte<br>e<br>Napoleão (3) estava exilado na ilha de Santa Helena.<br>A lembrança da Revolução e das guerras napoleônicas ainda dividia os franceses.<br>Alguns ainda acreditavam na Revolução, na qual o rei Luís XVI foi<br>destronado e morto na guilhotina, assim como sua esposa, Maria<br>Antonieta, sendo criada a República.<br>Com o fim da Revolução, outros acusavam os republicanos de "regicidas".<br>Boa parte das pessoas concordava que a era das revoluções tinha acabado.<br>Mas ainda existiam muitos republicanos, como veremos mais tarde.<br>Vivia em Paris, nessa época, uma jovem costureira chamada Fantine.<br>Ao fazê-lo, mostrava seus magníficos dentes.<br>Abandonada, Fantine tentou, durante algum tempo, sobreviver das costuras.<br>Mas, durante o romance, abandonara seus fregueses.<br>Percebeu que estava prestes a cair na miséria.<br>Decidiu voltar à sua cidade natal, chamada Montreuil-sur-Mer, onde<br>talvez ainda encontrasse algum conhecido e um trabalho.<br>Usou os vestidos de seda e as fitas de renda que ainda possuía para<br>fazer roupas para a filha, a quem amava.<br>Às vezes, cansada, sofria pequenos acessos de tosse.<br>Como chegar à sua cidade natal com a menina sem ser casada?<br>Havia nessa época, nas imediações de Paris, em um lugarejo chamado<br>Montfermeil, uma taverna.<br>Era o desenho de um homem carregando outro nas costas.<br>Representava uma cena da famosa batalha em que Napoleão foi derrotado.<br>Certo  dia, na frente da estalagem, brincavam duas meninas, filhas dos donos.<br>A alguns passos de distância, sentada à porta da estalagem, estava a mãe.<br>Mas parecia enternecedora ao cantar para as filhas.<br>Justamente nesse momento, Fantine passava por lá.<br>Carregava a filhinha e uma bolsa de viagem, aparentemente pesada.<br>Era corada e parecia ter boa saúde.<br>Fantine parou, observando as meninas brincarem.<br>A viajante contou sua história, um pouco modificada.<br>Ia procurar trabalho em sua terra natal.<br>Contou como a viagem era cansativa com uma criança que mal conseguia andar.<br>Crianças fazem amizade com tanta facilidade!<br>Fantine pegou na mão da mulher e propôs:<br>—<br>Será difícil encontrar trabalho com uma filha.<br>Ao ver a senhora, com as suas meninas, tive uma inspiração.<br>Uma voz de homem gritou lá de dentro.<br>Exigiu seis meses adiantados e mais uma quantia para as primeiras despesas.<br>Assim que ganhar dinheiro, volto para buscar minha querida!<br>Partiu de manhã, angustiada pela separação.<br>O senhor Thénardier cumprimentou a mulher:<br>—<br>O dinheiro é exatamente o que me faltava para pagar uma dívida!<br>Boa armadilha você armou com as meninas brincando!<br>Pintara, ele mesmo, a tabuleta da porta, que fazia referência à<br>batalha de Waterloo, onde Napoleão perdeu a guerra.<br>Passou a vesti-la com roupas velhas, deixadas pelas filhas.<br>Para comer, davam-lhe as sobras dos pratos.<br>Comida um pouco melhor que a do cão e pouco pior que a do gato.<br>Aliás, era com eles que Cosette comia, embaixo da mesa, em uma tigela<br>de madeira.<br>Mas mandava cartas, escritas por outras pessoas, pedindo notícias da filha.<br>Logo exigiram aumento da mensalidade.<br>Fantine, acreditando ser a filha bem tratada, aceitou.<br>A troco de nada, Cosette recebia violentos castigos.<br>Ao mesmo tempo, à medida que Cosette crescia, era transformada na<br>criada da casa.<br>Obrigavam a menina a fazer compras, varrer os quartos, o pátio e a<br>rua, e até a carregar fardos.<br>O casal Thénardier sentia-se no seu direito.<br>Principalmente porque a mãe começou a atrasar os pagamentos.<br>Se a mãe tivesse voltado, não teria reconhecido sua filha.<br>Só restavam seus belos olhos, enormes no rosto magro.<br>coração ver a menina, que ainda não tinha seis anos, vestida com<br>farrapos, varrendo a rua ao amanhecer.<br>(3) Napoleão Bonaparte era um jovem militar que teve grande destaque<br>durante a Revolução Francesa.<br>Em 1799, com o apoio da burguesia, Napoleão tomou o poder.<br>Um de seus objetivos era conter os ânimos das camadas populares,<br>garantindo as conquistas burguesas, além de expandir o território<br>francês.<br>O período que se seguiu ao fim da Revolução foi marcado por muitas<br>conquistas militares e pela expansão das idéias revolucionárias<br>francesas ao restante do mundo.<br>Sob seu comando, em 1812, a França dominava quase toda a Europa ocidental.<br>Em 1814, porém, um exército formado por Inglaterra, Áustria, Rússia e<br>Prússia invadiu Paris, a capital francesa.<br>Napoleão foi exilado e o trono da França entregue a Luís XVIII.<br>(4) Em março de 1815, Napoleão retornou à vida política francesa,<br>prometendo mudanças.<br>Acabou conseguindo o apoio da população e voltou ao governo.<br>Mas foi formada uma nova coligação internacional contra a França e<br>Napoleão foi derrotado em junho de 1815, na Batalha de Waterloo, na<br>Bélgica.<br>Fábrica Após ter deixado sua filha com o casal Thénardier, Fantine<br>seguira viagem até Montreuil-sur-Mer.<br>Partira de sua terra natal há dez anos.<br>Ao voltar, encontrou-a em franco progresso.<br>principal atividade industrial da cidade era fabricar o azeviche<br>inglês e uma imitação dos vidrilhos pretos da Alemanha.<br>Vinha em decadência por causa do alto preço das matérias-primas.<br>Mas, há alguns anos, um desconhecido chegara à cidade.<br>fabricação de ambos os artigos, introduzindo a resina na fabricação,<br>no lugar da goma-laca, e a solda nos braceletes e nas pulseiras.<br>Embora a aparência dos produtos tenha sofrido pouca mudança, o preço<br>de fabricação caiu bastante.<br>As vendas aumentaram e, com isso, também subiram os salários e os lucros.<br>Em menos de três anos, o inventor tornou-se rico.<br>Contava-se que chegara com pouco dinheiro no bolso, não se sabia de onde.<br>Seus trajes e o modo de falar eram de um simples operário.<br>No dia de sua chegada, houvera um incêndio na Prefeitura.<br>Arriscando a própria vida, o homem salvou duas crianças no meio das chamas.<br>Eram os filhos do chefe de polícia.<br>Devido a esse ato de heroísmo, ninguém fez questão de ver sua identificação.<br>Tinha cerca de cinqüenta anos, ar preocupado e boa índole.<br>Seus lucros cresceram tanto que, no segundo ano após sua chegada,<br>fundou uma grande fábrica.<br>Exigia honestidade e pureza de costumes de todos os funcionários.<br>Sabia-se que tinha uma fortuna estimada em seiscentos e trinta mil<br>francos, depositados com um banqueiro.<br>Mas já tinha gasto mais de um milhão para ajudar os pobres e a cidade.<br>Criou um fundo para auxiliar velhos e doentes e uma farmácia gratuita.<br>Praticava caridade às escondidas, muitas vezes deixando uma moeda de<br>ouro na casa dos pobres sem se identificar.<br>Em 1819, o rei o nomeou prefeito da cidade.<br>Mais tarde, quando seus produtos fizeram sucesso em uma exposição<br>industrial, o rei quis lhe oferecer a medalha de Cavaleiro da Legião<br>de Honra.<br>Houve muita insistência para que aceitasse, e não pôde recusar novamente.<br>Às vezes passeava pelo campo com uma espingarda para caçar.<br>Mas, se atirava, demonstrava pontaria infalível.<br>Não se conheciam amigos ou parentes desse homem.<br>Mas quando, em 1821, os jornais noticiaram a morte do bispo de Digne,<br>aos 82 anos, o senhor Madeleine pôs luto.<br>Sempre que via, também, um menino da Sabóia procurando chaminés para<br>limpar, perguntava seu nome e lhe dava algum dinheiro.<br>No início, não faltaram comentários e calúnias sobre o passado desse homem.<br>Mais tarde, conquistou o respeito da população.<br>Mas, às vezes, ao caminhar por uma rua, percebia estar sendo observado.<br>Virava-se e via um homem alto, de casacão, chapéu na cabeça e uma<br>bengala nas mãos.<br>Este acompanhava o senhor Madeleine com o olhar, pensando: "Já vi esse<br>homem em algum lugar!<br>Tinha nariz chato, lábios finos.<br>Quando ria, o que era raro, parecia um tigre.<br>Tinha um apego estrito à lei.<br>Mostrava-se implacável no seu dever de policial.<br>Seria capaz de denunciar o próprio pai ou a mãe.<br>Já dera a entender a conhecidos que investigara o passado do senhor Madeleine.<br>Nunca encontrara nenhuma pista para saber de onde viera ou o que<br>fizera até chegar à cidade.<br>O senhor Madeleine percebia seu olhar fixo, mas não se importava.<br>Certa manhã, o senhor Madeleine passava por uma viela.<br>Caminhou até um grupo de gente, que cercava um velho caído embaixo das<br>rodas de sua carroça carregada.<br>O cavalo, também caído, tinha as patas quebradas.<br>Estava espremido entre as duas rodas, quase sem poder respirar.<br>Para livrar o velho da morte, só levantando a carroça.<br>No chão sem calçamento, a carroça afundava sobre o peito do velho.<br>Embaixo da carroça ainda há espaço para um homem se agachar e erguê-la<br>com as costas.<br>Se alguém fizer isso, dou dez moedas de ouro!<br>Não é falta de boa vontade — disse Javert.<br>Em seguida, Javert continuou, sem tirar os olhos de Madeleine:<br>—<br>Até hoje, só conheci um homem capaz de fazer isso.<br>A carroça está me esmagando — gritou o velho Fauchelevent.<br>Em seguida, entrou embaixo da carroça.<br>Para espanto de todos, levantou a carroça o suficiente para libertar o velho.<br>Madeleine suava, rasgara a roupa e estava sujo de lama.<br>No dia seguinte, recebeu algum dinheiro e um recado de Madeleine:<br>"Compro sua carroça e o cavalo".<br>O velho carroceiro sabia que a carroça estava inutilizada.<br>Ainda graças à influência de Madeleine, conseguiu o cargo de<br>jardineiro em um convento de Paris.<br>Foi pouco depois desse fato que Madeleine aceitou tornar-se prefeito.<br>Javert ficou ainda mais agitado, como um cachorro que fareja um lobo<br>vestido com as roupas de seu dono.<br>inspetor de polícia passou a evitar Madeleine e só falava com ele<br>quando o trabalho exigia.<br>Queda Tal era a situação da cidade quando Fantine regressou.<br>Mas encontrou um emprego na fábrica.<br>Passou a viver do seu trabalho e, novamente, teve esperanças.<br>Comprou um espelho, voltou a sentir orgulho de seus belos cabelos e dentes.<br>Pensava na filha, Cosette, e sonhava com um futuro melhor.<br>Por não ser casada, não tinha coragem de contar a ninguém sobre sua  filhinha.<br>As colegas da fábrica falavam dela com hostilidade.<br>Como não sabia escrever, Fantine pagava para um senhor redigir suas<br>cartas aos Thénardier pedindo notícias de Cosette.<br>superintendente da fábrica chamou Fantine e a demitiu.<br>Deu uma pequena indenização em nome do senhor Madeleine, pois ele<br>exigia moral das funcionárias.<br>Isso aconteceu justamente quando os Thénardier pediram novo aumento da<br>mensalidade.<br>Além disso, devia dois meses de aluguel e não terminara de pagar os móveis.<br>É claro que o senhor Madeleine nada sabia da história.<br>Bateu de porta em porta, em busca de trabalho.<br>Quando seu dinheiro já estava no fim, conseguiu camisas dos soldados<br>para costurar.<br>A maior parte do que ganhava enviava para os Thénardier.<br>O inverno se aproximava e Cosette não tinha roupas de frio.<br>Desesperada, Fantine amarrotava a carta nas mãos.<br>De noite, foi até um barbeiro que morava na esquina.<br>Desatou seus lindos cabelos loiros.<br>barbeiro ofereceu justamente uma boa quantia, porque podia usá-los<br>para fazer perucas.<br>Comprou roupas de inverno e mandou-as aos Thénardier.<br>Ficaram furiosos, pois queriam o dinheiro.<br>Distribuíram as roupas entre suas filhas, e a pequena Cotovia<br>continuou passando frio.<br>Fantine, porém, se conformava, pensando: "Minha filhinha não tem frio.<br>Um dia, recebeu nova carta dos Thénardier.<br>Fantine passou o dia descontrolada, rindo.<br>Na praça, havia uma carruagem extravagante.<br>Em cima dela, um dentista vendia dentaduras completas,<br>pós-dentifrícios e remédios para tirar a dor.<br>Fantine parou para ouvir, rindo com o discurso do homem.<br>A certa altura, ele observou Fantine e exclamou:<br>—<br>Pago duas moedas de ouro pelos dois da frente!<br>Fantine fugiu correndo, tapando os ouvidos.<br>Se decidir, vá à estalagem me procurar.<br>São duas moedas de ouro<br>—<br> Em casa, Fantine continuou a sentir-se horrorizada com a proposta.<br>ler a carta, pedindo dinheiro.<br>noite, quando uma vizinha a visitou, Fantine estava sentada diante da<br>vela, em silêncio.<br>— perguntou a velha, surpresa.<br>Na luz trêmula da vela, via-se um buraco negro na boca.<br>Fantine jogou fora o espelho, pois não queria mais se ver.<br>Às vezes passava a noite chorando, com tosse.<br>Quando pensava, odiava o senhor Madeleine, tão virtuoso, por culpa de<br>quem julgava ter perdido o emprego.<br>Ameaçavam pôr Cosette na rua, onde sem dúvida morreria no frio.<br>decidiu vender o que restava de si mesma.<br>Capítulo 8 Briga na Rua Oito ou dez meses depois, em uma noite em que<br>a rua estava coberta de neve, um boêmio se divertia na rua.<br>Atormentava uma mulher que andava, de vestido decotado e com flores na<br>cabeça, diante do café dos oficiais.<br>mulher caminhava pela neve, debaixo da zombaria.<br>Rindo, jogou nos ombros nus da moça.<br>Xingava com uma voz rouca, que saía de uma boca à qual faltavam os<br>dois dentes da frente.<br>Foram cercados por curiosos, enquanto a mulher esmurrava o homem.<br>Fantine encolheu-se em um canto, como um cão medroso.<br>Minutos antes, entrara um homem sem ninguém notar.<br>Ao ouvir esse nome, Fantine enfureceu-se.<br>Para ela, o prefeito era o culpado de toda sua miséria.<br>Foi até ele e cuspiu-lhe no rosto.<br>Mas a raiva acumulada durante todo aquele tempo fazia Fantine gritar:<br>—<br>Essa mulher agrediu um rapaz decente — insistiu.<br>Mas ela insultou o senhor, na minha frente.<br>O ofendido fui eu, e não quero dar queixa.<br>A maior justiça é a feita pela consciência!<br>Mais uma vez, Javert quis insistir na prisão de Fantine.<br>A lei diz que ela merece seis meses de prisão!<br>Na época, o prefeito tinha poder sobre o inspetor.<br>Essa mulher está livre, de acordo com o artigo 81 da lei de 13 de<br>dezembro de 1799, sobre detenção arbitrária.<br>Javert recebeu a ordem como um soldado diante de um general.<br>Não sou responsável diretamente pela sua demissão da fábrica.<br>Pagarei suas dívidas e mandarei buscar sua filha.<br>Emocionada com essa prova de compaixão, Fantine caiu de joelhos.<br>O punhado de neve nas costas naquela noite fria desencadeara a doença.<br>O senhor Madeleine informou-se sobre a vida da moça.<br>Escreveu aos Thénardier enviando uma quantia muito maior do que<br>Fantine lhes devia.<br>O senhor Thénardier resolveu explorar ainda mais a situação.<br>Madeleine pagou, aceitando a nova extorsão.<br>Mas exigiu que Cosette viesse para perto da mãe.<br>Não vamos largar essa mina de ouro!<br>Pediu para a moça assinar um bilhete, que guardou com ele: "“Senhor<br>Thénardier”, Entregue Cosette ao portador.<br>Fantine" Nesse espaço de tempo, ocorreu um fato importante, que mudou<br>o rumo da vida de nossas personagens.<br>Acusado Certa manhã, o senhor Madeleine estava em seu gabinete da<br>Prefeitura colocando em ordem alguns assuntos urgentes.<br>Vieram avisar que o inspetor Javert queria lhe falar com urgência.<br>Em tom respeitoso, Javert pediu para ser exonerado do cargo de inspetor.<br>Há seis semanas, depois que o senhor me obrigou a libertar aquela<br>mulher, eu o denunciei à chefatura de polícia em Paris.<br>Eu suspeitava do senhor havia muito tempo.<br>A sua força, demonstrada quando ergueu a carroça para salvar Fauchelevent.<br>É um forçado que conheci nas galés, há vinte anos, quando eu era<br>ajudante de carcereiro na prisão.<br>Sabe-se que esse homem, ao ser libertado, roubou um bispo.<br>Suspeitei que fosse o senhor e fiz a denúncia.<br>Este contou o que soubera: um pobre homem, chamado Champmathieu, fora<br>pego com um ramo de macieira roubado.<br>Foi para a prisão, onde foi reconhecido por um antigo forçado como o<br>verdadeiro Jean Valjean.<br>Concluíram que o homem mudara de nome para se disfarçar.<br>Outros dois antigos forçados fizeram a identificação positiva.<br>Embora negasse  com todas as forças, Champmathieu era, sem dúvida, Jean Valjean.<br>— perguntou Madeleine, em voz baixa.<br>Eu não sei como pude suspeitar do senhor.<br>E, como tal, sua pena será a prisão perpétua nas galés.<br>O homem insiste em dizer que se chama Champmathieu.<br>Eu mesmo serei testemunha no julgamento em Arras.<br>A sentença será proferida amanhã à noite.<br>O ofendido fui eu e estou disposto a esquecer o incidente.<br>Abusei do meu cargo denunciando o senhor, que é inocente.<br>Continuo no meu cargo até ser substituído.<br>Madeleine ficou pensativo, escutando o eco daquele passo firme e<br>seguro, que se afastava pelo corredor.<br>Sem dúvida, o leitor já adivinhou que Madeleine era, de fato, Jean Valjean.<br>Guardou os castiçais como lembrança e se dedicou a uma vida honesta.<br>Quando chegou a Montreuil-sur-Mer, teve a idéia que revolucionou a<br>indústria local.<br>Tinha dois únicos pensamentos: ocultar seu nome e santificar sua vida.<br>Ou seja, escapar dos homens e dedicar-se a Deus.<br>Fazia da caridade seu maior objetivo.<br>Podia permitir que um inocente fosse condenado em seu lugar?<br>Se o fizesse, todas suas boas ações até agora não teriam sentido.<br>Mas se denunciasse a si mesmo, seria preso.<br>Era sua oportunidade de redimir uma alma entregue ao desespero.<br>Na tarde seguinte, foi vê-la na enfermaria.<br>Chamou a irmã Simplice, uma freira que se havia afeiçoado à doente.<br>Depois de ver a doente, que ficou cheia de esperanças, Madeleine foi<br>alugar um cavalo e um tílburi, veículo leve, ideal para viajar em<br>velocidade.<br>"Adotarei a única atitude possível a um homem de bem.<br>Em certo momento, voltou atrás.<br>Decidiu livrar-se de todos os laços que ainda o prendiam a Jean Valjean.<br>Pegou suas antigas roupas, de quando fora libertado, seu saco de<br>viagem, seu cajado e até uma velha moedinha de prata, sem dúvida a que<br>roubara do menino.<br>De repente, olhou os dois castiçais de prata, que o clarão do fogo<br>iluminava na lareira.<br>Nesse instante, teve a impressão de que uma voz gritava dentro dele:<br>—<br>Os cabelos se arrepiaram, como se ouvisse uma voz vinda do túmulo.<br>Continue a ser prefeito, enriqueça a cidade, alimente os pobres, viva feliz.<br>Mas, enquanto estiver sendo admirado pela sua virtude, haverá alguém<br>sendo chamado pelo seu nome, na prisão, com a corrente que você<br>deveria carregar nos pés!<br>voz parecia tornar-se mais forte.<br>Colocou os castiçais de volta em cima da lareira.<br>Às três da manhã, caiu sentado.<br>Responderam que era o cocheiro, com o cavalo e o veículo que encomendara.<br> Capítulo 10 Julgamento Quando Madeleine chegou a Arras, o julgamento<br>já havia começado.<br>Devido à sua posição como prefeito, não foi difícil entrar na sala do tribunal.<br>Encontrara o galho da árvore já arrancado e aproveitara para ficar com as maçãs.<br>Não havia invadido o pomar de ninguém.<br>O advogado de defesa mal tinha o que dizer.<br>O promotor falou de sua vida passada.<br>Do roubo da moeda de prata de um menino.<br>O juiz lembrou que seu suposto empregador havia falido e não fora encontrado.<br>Além disso, já fora reconhecido, inclusive pelo inspetor de polícia Javert.<br>Dois antigos forçados foram trazidos ao tribunal.<br>juiz ia terminar o julgamento, quando se ouviu uma voz.<br>Seus cabelos grisalhos em uma única noite tinham ficado brancos.<br>Julgando que Madeleine estivesse fora de si, o promotor pediu que<br>chamassem um médico.<br>O juiz está para cometer um erro e condenar um inocente.<br>Virou-se para os antigos forçados que testemunhavam contra o acusado.<br>Na prisão, você usava um suspensório xadrez.<br>Você, Chenildieu, tem uma marca de queimadura no ombro direito.<br>Finalmente, você, Cochepaile, tem uma data tatuada no braço esquerdo.<br>É a data do desembarque de Napoleão em  Cannes, primeiro de março de 1815.<br>Madeleine, com um sorriso de triunfo e de desespero, falou com o tribunal:<br>—<br>juiz, o advogado, o promotor, os jurados e o público ficaram em silêncio.<br>O senhor promotor sabe onde me encontrar e pode me mandar buscar quando quiser.<br>A beleza de seu gesto, ao se entregar para salvar um condenado, provocara<br>o<br>Várias vezes, perguntou à irmã Simplice sobre o senhor prefeito.<br>É por isso que não veio me ver hoje.<br>irmã Simplice rezava para que fosse verdade.<br>Talvez fosse melhor não ver a doente, enquanto a filha dela não chega.<br>Mais parecia que estava para voar do que para morrer.<br>Ao ver Madeleine, sorriu, em paz:<br>—<br>Está com febre, e a presença de sua filha vai agitá-la.<br>pobre mãe insistiu:<br>—<br>Foi muito gentil em ter ido buscar minha filha!<br>Madeleine apertou a mão dela nas suas.<br>Era apenas o som de uma menininha cantando ao longe.<br>Os olhos, esbugalhados pelo terror.<br>Pouco depois da saída de Madeleine do tribunal, já haviam se esquecido<br>da beleza de sua atitude.<br>Por favor, me dê três dias para buscar a filha dessa mulher.<br>— Três dias para buscar a filha de uma prostituta!<br>Javert exclamou, agarrando a gola de Madeleine:<br>—<br>Estendeu as mãos como alguém que está se afogando e busca onde se agarrar.<br>Depois caiu sem forças no travesseiro.<br>A cabeça bateu na cabeceira da cama.<br>Ajoelhou-se e cochichou no ouvido da morta.<br>Mas irmã Simplice garantiu ter visto um sorriso brotar dos lábios da morta.<br>prisão do prefeito foi um escândalo.<br>Em menos de duas horas, esqueceu-se o bem que praticara.<br>Apenas três ou quatro pessoas permaneciam fiéis ao prefeito.<br>Entre elas, a velha porteira do edifício onde morava.<br>Quebrei a barra de ferro de uma grade e fugi.<br>Vou pegar minhas coisas no quarto.<br>Pegou os dois castiçais que ganhara do bispo.<br>"“Peço ao senhor padre para tomar conta de tudo que deixo.<br>Faça o favor de pagar as despesas do meu processo e o enterro da<br>mulher que morreu hoje.<br>O resto, dê aos pobres.”" Nesse instante, ouviu-se um ruído na escadaria.<br>Jean Valjean correu a se encostar na parede.<br>Ao ser aberta, a porta ocultou o homem.<br>Javert ficou perturbado ao ver a freira rezando.<br>Mas seu senso de dever fez com que perguntasse:<br>—<br>Pela primeira vez na sua vida, irmã Simplice mentiu:<br>—<br>Desculpe minha insistência, mas a senhora não viu hoje um prisioneiro fugido?<br>Não — respondeu a freira, mentindo pela segunda vez.<br>Esses acontecimentos foram narrados por alguns jornais da época.<br>O primeiro, do Drapeau Blanc, de 25 de julho de 1823, narra os fatos<br>da seguinte maneira: "“A polícia descobriu que o prefeito de<br>Montreuil-sur-Mer, um homem chamado Madeleine, era nem mais nem menos<br>do que um antigo forçado, chamado Jean Valjean, e condenado novamente<br>por crime e roubo.<br>Parece que pouco antes de sua prisão, Jean Valjean conseguiu receber<br>das mãos de seu banqueiro uma quantia superior a meio milhão de<br>francos.<br>Ao que parece, tal fortuna foi ganha de maneira honesta, em sua fábrica.<br>Mas não se sabe onde Jean Valjean escondeu esse dinheiro, pois não<br>estava com ele ao ser preso novamente."<br>Journal de Paris dizia: "Acaba de ser condenado novamente um antigo<br>forçado chamado Jean Valjean.<br>Desmascarado e preso, esse homem, que tem uma força hercúlea, conseguiu fugir.<br>Dizem que aproveitou os três ou quatro dias de liberdade para retirar<br>uma quantia considerável, que havia depositado com um banqueiro.<br>Aparentemente, conseguiu esconder esse dinheiro.<br>Foi condenado à pena de morte.<br>Mas o rei, em sua clemência, mudou a pena para trabalhos forçados por<br>toda a vida.<br>Jean Valjean foi enviado para as galés.”" Após a prisão de Jean<br>Valjean, a indústria em Montreuil-sur-Mer decaiu.<br>Jean Valjean continuava preso, nos trabalhos forçados das galés.<br>Certo dia, quando o navio estava no porto, um marinheiro perdeu o equilíbrio.<br>Subitamente, um homem subiu pelo cordame do navio em seu socorro.<br>Era um forçado que pedira licença ao oficial para tentar o salvamento.<br>Autorizado, quebrou o grilhão dos pés.<br>(Só mais tarde refletiram na facilidade com que arrebentou a cadeia.)<br>Corajosamente, conseguiu chegar perto do marinheiro em perigo.<br>Amarrou-o com uma corda que trazia na mão.<br>Depois, o pegou com os braços e o levou até seus companheiros.<br>Ao voltar para junto dos outros forçados, cambaleou.<br>De repente, caiu no mar.<br>Quatro homens pegaram um barco para socorrê-lo.<br>Mas o homem não voltou à tona.<br>No dia seguinte, um jornal noticiou: "“Ontem um forçado das galés,<br>depois de socorrer um marinheiro, caiu no mar e afogou-se.<br>Boneca de Louça Aos oito anos, Cosette já havia sofrido tanto que às<br>vezes parecia uma velha.<br>Tinha uma mancha negra no olho, de um murro dado pela senhora Thénardier.<br>Entre outros trabalhos cansativos, era responsável por buscar água na fonte.<br>A aldeia de Montfermeil, encravada em um bosque, tinha escassez de água.<br>Era preciso buscá-la em lugares distantes.<br>Cosette tomava cuidado para encher os jarros, as garrafas e o barril<br>da estalagem durante o dia.<br>Morria de medo de ir no bosque na escuridão.<br>Certa noite, a água do barril acabou.<br>Não deram água ao meu cavalo!<br>Cosette, que estava escondida embaixo da mesa, pôs-se para fora.<br>Tão pequena e capaz de inventar uma mentira tão grande!<br>Vamos, preguiçosa, vá dar água ao cavalo!<br>Pois vá buscar na fonte!<br>Cosette pegou um balde quase do tamanho dela.<br>Lá fora, havia uma feira de Natal com barracas até a igreja.<br>Em uma delas, havia uma boneca de louça.<br>Tinha um vestido de seda cor-de-rosa, cabelos de verdade e olhos esmaltados.<br>Sozinha, parou em frente à barraca encantada com a boneca.<br>Cosette saiu correndo, quase tropeçando no enorme balde.<br>Na fonte, ao encher o balde, não percebeu que a moeda caiu de seu bolso.<br>De tanto medo, só pensava em atravessar o bosque depressa.<br>De novo, ergueu o balde, andando com dificuldade.<br>A mão de um homem, enorme, segurava a alça.<br>homem pôs as mãos nos ombros da menina.<br>Tentou ver seu rosto na escuridão.<br>Pegou no balde e continuou a caminhar.<br>Quem fez você buscar água no bosque a essa hora da noite?<br>A senhora Thénardier, dona da estalagem.<br>Quando estavam perto da estalagem, Cosette pediu.<br>Se a senhora Thénardier descobrir que não fui eu quem trouxe, me dará uma surra.<br>Cosette aproveitou para olhar a boneca mais uma vez.<br>A Thénardier abriu a porta furiosa, reclamando da demora.<br>Mas, ao ver o hóspede, mudou de atitude.<br>Fico na varanda ou na estrebaria.<br>Era uma quantia bem maior do que a cobrada normalmente.<br>O homem pôs um embrulho que carregava e seu cajado em um banco.<br>Como sempre estava com frio, tinha o hábito de apertar os joelhos um<br>contra o outro.<br>O corpo estava cheio de manchas, resultado das pancadas que levava.<br>No fundo de seus olhos, antes belos, só havia  terror.<br>A padaria estava fechada — mentiu Cosette, que estava embaixo da mesa<br>tricotando.<br>dona da estalagem estendeu a mão, querendo o dinheiro de volta.<br>homem retirou uma moeda do bolso.<br>Acabo de ver alguma coisa rolar do bolso da menina.<br>Aceitou a moeda, guardou no bolso e desistiu de castigar Cosette.<br>Foram sentar-se perto do fogo, coradas, sadias.<br>Dali a pouco voltou trazendo a linda boneca que já descrevemos.<br>Cosette se escondeu embaixo da mesa.<br>Dar uma boneca tão cara a esse monstrinho?<br>homem continuou em silêncio, pensativo.<br>Cosette foi se deitar, levando a boneca nos braços.<br>— perguntou o dono da estalagem.<br>Thénardier fez questão de lhe oferecer um quarto, embora ele<br>garantisse que bastava a estrebaria.<br>Lá estavam os sapatos de Éponine e Azelma, deixados à espera de um presente.<br>No  canto mais escuro, havia um pequeno tamanco de madeira.<br>Cosette também não perdera a esperança e deixara seu tamanquinho na lareira.<br>viajante colocou uma moeda de ouro e voltou para seu quarto.<br>Pela primeira vez na vida, Cosette teria Natal.<br>Em primeiro lugar que, apesar de se vestir de maneira simples, o homem<br>tinha dinheiro.<br>Logo na manhã seguinte, começou a se lamentar.<br>Segundo disse, uma pobre órfã que recolhera por piedade.<br>Thénardier fingiu um grande amor pela menina.<br>Mas aceitou compensar Thénardier dos gastos que apregoava.<br>Retirou o dinheiro de seu saco de viagem e entregou ao dono da estalagem.<br>Em seguida, abriu o embrulho que trazia: era um vestido preto, meias e<br>sapatos, justamente do tamanho de Cosette.<br>Obviamente, desde que chegara, planejava levar a menina.<br>Cosette ia feliz, sentindo-se segura ao lado daquele homem.<br>Mal saíram, a senhora Thénardier criticou o marido:<br>—<br>Já estava perdendo as esperanças, quando avistou Cosette e o velho na floresta.<br>A menina me foi deixada pela mãe.<br>Se a mãe morreu, só posso dá-la a quem traga uma ordem deixada pela mãe.<br>Thénardier imaginou que fosse pegar o dinheiro.<br>Lembrou que o bilhete falava que as despesas seriam pagas.<br>O homem afirmou já ter deixado uma quantia bem alta nas mãos do<br>estalajadeiro, mais que suficiente.<br>Se quer levar a menina, tem que me dar mais.<br>Mas não teve coragem de atacar, devido à altura e ao porte do homem,<br>que parecia ser muito forte.<br>Dado como morto após salvar o marinheiro, na verdade conseguira nadar<br>para terra firme.<br>Levou-a para Paris, onde alugara um quarto em uma casa de cômodos miserável.<br>Na casa, os outros cômodos não estavam alugados.<br>Havia apenas uma velha que atendia à porta e cuidava da limpeza.<br>Até esse momento, Jean Valjean não conhecera o amor.<br>Falava da mãe e exigia que rezasse todas as noites.<br>Ocorre que ao sair para passear sempre dava esmolas a um velho mendigo.<br>Principalmente porque, dizia-se, o mendigo era espião da polícia.<br>Um dia, ao dar a esmola, Jean Valjean teve a impressão de que o<br>mendigo estava diferente.<br>Mas o mendigo estava de cabeça abaixada, com o mesmo gorro de sempre,<br>vestido com farrapos.<br>Lamentou não ter falado com o homem, forçando-o a erguer a cabeça novamente.<br>Alguns dias depois, de noite, estava com Cosette, quando ouviu alguém<br>entrar na casa de cômodos.<br>A velha deitava logo após o anoitecer.<br>luz de uma vela se infiltrava por baixo da porta.<br>Aproximou-se e olhou pelo buraco da fechadura.<br>Viu a silhueta de um homem, mas não seu rosto, devido à escuridão do corredor.<br>Usava sobrecasaca e tinha um cassetete na mão.<br>Logo depois que o homem se afastou da porta, chegou a velha para<br>limpar o quarto.<br>Comentou que a casa recebera um novo inquilino.<br>Jean Valjean percebeu, pelo tom de voz da velha, que havia alguma coisa errada.<br>Quando ela saiu, pegou seu maço de dinheiro e pôs no bolso.<br>Foi até a porta da rua.<br>Cada vez que Jean Valjean olhava para trás, eles se escondiam,<br>aproveitando o vão das portas e a sombra das casas.<br>Mas reconheceu o inspetor Javert quando ele passou embaixo de um<br>poste, iluminado por um lampião.<br>Tentou despistar os perseguidores entrando em vielas.<br>Em certo momento, enveredou por um caminho que o levaria ao campo.<br>Já no meio da rua, percebeu outro grupo logo adiante.<br>Só não foi visto devido à densa neblina.<br>Na esquina, havia um muro bem alto, coberto de hera.<br>Seria fácil escalar, se estivesse sozinho, pois sempre tivera<br>facilidade para subir em muros e paredes.<br>Conseguiu tirar um cabo flexível, usado para subir e abaixar o lampião<br>de um poste.<br>Prendeu Cosette, que ficou esperando, encostada no muro.<br>Apavorada, pensando que era o casal Thénardier à sua procura para<br>levá-la de volta, Cosette não fazia um ruído.<br>Do outro lado, ouviam-se os passos dos perseguidores.<br>Mas o muro parecia intransponível, e ninguém supôs que Jean Valjean<br>pudesse escalá-lo, ainda mais com a menina.<br>Viu uma luz no prédio principal.<br>Uma freira deitava-se, de braços abertos, diante de uma cruz.<br>Aproximou-se dele, com medo de que Cosette deixasse de respirar a<br>qualquer momento.<br>Eu pago bem, se me hospedar por esta noite!<br>homem que coxeava observou Jean Valjean à luz do luar.<br>Ainda mais de noite, em um jardim desconhecido, vindo da boca de um<br>velho corcunda e manco, com guizos amarrados na perna.<br>O velho perguntou, ansioso:<br>—<br>Mas foi o senhor quem me arrumou este emprego.<br>O senhor me salvou a vida!<br>Era o velho a quem Jean Valjean tirara de debaixo da carroça, quando<br>ainda era chamado de Madeleine.<br>Ele mesmo ajudara o velho a encontrar trabalho depois do acidente.<br>Cuido do jardim e do pomar.<br>Por que os guizos presos na perna?<br>É para avisar as mulheres, as velhas e as moças de que vem vindo um homem.<br>Moro em um barracão escondido das freiras com três quartos.<br>E que não fale a ninguém o que sabe sobre mim, nem procure saber mais<br>do que já sabe.<br>O senhor usou sua influência para me arrumar esse trabalho.<br>Nada mais justo que me peça hospedagem.<br>Depois seguiu Fauchelevent até sua casa, onde um fogo crepitava na lareira.<br>Nem Jean Valjean nem Fauchelevent conseguiram dormir naquela noite.<br>O primeiro sabia que estava numa situação difícil.<br>Não haveria lugar em Paris onde pudesse se ocultar.<br>Principalmente porque nesse convento rigoroso, como logo soube, nenhum<br>homem, incluindo os parentes, podia visitar as freiras.<br>Com uma vantagem: as irmãs mantinham uma escola para meninas.<br>Desde que fora trabalhar no convento, nunca mais ouvira falar de Madeleine.<br>Fauchelevent concordou em apresentá-lo como seu irmão à superiora.<br>Não foi fácil, porque tiveram que fazer Jean Valjean sair escondido e<br>voltar, desta vez para ser apresentado à madre.<br>A menina foi admitida como aluna bolsista.<br>Jean Valjean prendeu guizos nas pernas e passou a trabalhar no jardim<br>e no pomar.<br>Javert os procurou como uma agulha no palheiro, sem entender como<br>tinham desaparecido tão completamente.<br>Totalmente ocultos, apesar de estarem em plena Paris.<br>Quinta Parte  Paris Capítulo 14 Marius Barão Marius de Pontmercy Oito<br>ou nove anos depois dos acontecimentos que acabamos de narrar, um<br>rapaz muito pobre vivia na antiga casa de cômodos onde moraram Jean<br>Valjean e Cosette.<br>Seu avô era o senhor Gillenormand, homem vigoroso já na casa dos noventa anos.<br>Falava alto, enxergava bem, comia por três, roncava alto.<br>Vivia com uma filha solteirona, com mais de cinqüenta anos, a quem ele<br>tratava como se fosse uma criança.<br>Gastara boa parte de sua fortuna e aplicara o restante em renda fixa.<br>Ou seja: contava com uma boa renda, mas não deixaria fortuna.<br>Rica, na família, era justamente sua filha, que herdara a herança por<br>parte de mãe.<br>Adorava a Casa Real de Bourbon (5), reconduzida ao trono depois da<br>queda de Napoleão.<br>Tinha horror da República e da Revolução Francesa, ocorrida em 1789.<br>Justamente por isso, considerava uma vergonha o casamento de uma outra<br>filha, já falecida.<br>Seu marido fora herói dos exércitos napoleônicos.<br>Por isso fora nomeado coronel, recebendo também o título de barão.<br>Embora, com a restauração da casa real de Bourbon, o título não fosse<br>mais reconhecido, a não ser pelos admiradores de Napoleão.<br>Dessa filha nascera um menino, Marius, neto de Gillenormand.<br>Mas obrigara o pai, coronel de Napoleão, a jamais ver o filho.<br>Era essa a sua condição para educar o menino.<br>O antigo coronel vivia modestamente em uma pequena aldeia.<br>A cada dois meses, ia a Paris e se escondia na igreja para ver o filho de longe.<br>O sacristão da igreja em Paris e o padre da aldeia eram seus únicos amigos.<br>Sabiam de sua história e lamentavam o sacrifício do coronel.<br>O menino cresceu, tornou-se rapaz, sem nunca ter notícias do pai.<br>Quando este morreu, em 1872, Marius recebeu suas últimas palavras em<br>uma carta testamento.<br>E pedia que  sempre fizesse o bem ao sargento Thénardier, que salvara<br>sua vida na batalha de Waterloo.<br>(Embora, na verdade, Thénardier tivesse tentado assaltá-lo quando<br>estava inconsciente.<br>Mas isso nem o coronel nem ninguém nunca souberam.) Marius estudava Direito.<br>Como sempre vivera afastado do pai, não sofreu muito com sua morte.<br>Certo domingo, porém, quando rezava na igreja, um sacristão<br>aproximou-se e pediu-lhe para mudar de lugar.<br>Mais tarde, quando terminou a missa, o velho explicou:<br>—<br>Durante dez anos, observei, neste lugar, um pobre pai olhando o filho<br>que passava sem poder dirigir-lhe a palavra.<br>O sogro, um homem rico, ameaçava deserdar seu filho se o pai o procurasse.<br>Sacrificou-se para que o filho tivesse o futuro garantido.<br>Em admiração a esse pai, gosto de rezar neste lugar.<br>O pior é que o sogro não gostava dele por motivos políticos, pois<br>tinha sido coronel de Napoleão.<br>Pontmercy — assustou-se Marius, reconhecendo o nome do pai.<br>Passou a estudar a história da República e do Império Napoleônico.<br>Deixou de admirar os reis da Casa Real de Bourbon, no poder, para<br>adotar os ideais revolucionários e democráticos.<br>Em homenagem ao pai, fez cem cartões de visita com o título "Barão<br>Marius de Pontmercy".<br>Quando pôde, foi procurar o sargento Thénardier na estalagem, segundo<br>o endereço deixado pelo pai.<br>Mas esta fora à falência, e não conseguiu descobrir o que fora feito<br>dele e de sua família.<br>avô e a tia acreditavam que Marius tinha uma namorada e por isso viajava.<br>Descobriram a carta testamento deixada pelo pai e os cartões com o<br>título de barão.<br>Que me orgulho do meu pai!<br>Meu pai era um homem corajoso, que serviu à República e à França.<br>Cometeu apenas dois erros na vida: amar demais a pátria e a mim.<br>Os bandidos que fizeram a revolução foram os que formaram a corte de Napoleão!<br>Seu pai só merece desprezo.<br>Marius abandonou a casa do senhor Gillenormand.<br>Não aceitou a mesada que ele tentou enviar-lhe.<br>Passou a viver pobremente, vendendo o pouco que possuía.<br>Sem fogo na lareira, com o casaco roto, sem nada de seu, a não ser as<br>roupas e um relógio.<br>Gastava pouco, economizando até nas refeições.<br>Às vezes ia ao açougue e comprava uma costeleta.<br>Escreveu ao avô participando a notícia.<br>O velho rasgou a carta furioso.<br>observar um velho com uma jovem, sempre sentados no mesmo banco na<br>extremidade de uma das alamedas mais solitárias.<br>O homem, de uns sessenta anos, cabelos brancos, sério, parecia pouco<br>comunicativo.<br>Desajeitada, sempre vestida de preto, a jovem parecia uma aluna de internato.<br>Ficou seis meses sem ir ao parque.<br>Mas a jovem transformara-se numa linda mulher.<br>Certa vez, quando Marius passeava na alameda, ela ergueu o rosto com timidez.<br>No dia seguinte, vestiu seu melhor traje.<br>Sentou-se com um livro na mão, mas não conseguiu ler.<br>Observou o homem e a moça caminharem — pareciam pai e filha.<br>Marius retribuiu o olhar com o coração batendo forte.<br>Passou a ir ao Luxemburgo exclusivamente para ver a moça de longe.<br>Muitas vezes, ia passear sem a filha.<br>Na primeira oportunidade, Marius seguiu a ambos até um prédio modesto.<br>O pai, ao entrar, encarou o rapaz.<br>Descobriu pelo porteiro que se haviam mudado sem  deixar novo endereço.<br>(5) Luís XVIII pertencia aos Bourbon, família real francesa que, com a<br>derrota de Napoleão, retornou ao poder em 1815.<br>Capítulo 15 Uma Família de Vigaristas Ninguém se livra dos vizinhos.<br>Na casa de cômodos, vivia, ao lado de Marius, uma família de quatro<br>pessoas: pai, mãe e duas filhas crescidas, a quem ele nunca vira.<br>Havia também um garoto de onze a doze anos, que não morava com os pais.<br>Era um menino alegre, que gostava de sentir-se livre: Gavroche.<br>A mãe e o pai não pareciam se importar com o menino.<br>Quando este ia visitar a família, só encontrava a miséria e nenhum sorriso.<br>Aconteceu que, sabendo que a família ia ser despejada, Marius pagou os<br>aluguéis atrasados, pedindo ao locador para não comentar de onde viera<br>a ajuda.<br>Em um dia de inverno, quando Marius subia a rua, passaram correndo por<br>ele duas mocinhas, vestidas com farrapos.<br>Pouco depois, achou um envelope grande caído no chão.<br>Mais tarde, no quarto, resolveu abri-lo na esperança de encontrar<br>alguma indicação do endereço das mocinhas para devolvê-lo.<br>Dentro, havia quatro envelopes menores com  os nomes dos destinatários.<br>Eram cartas pedindo ajuda financeira com os mais variados pretextos.<br>mesma pessoa escrevera as cartas usando nomes variados.<br>Na manhã seguinte, estava estudando quando bateram à porta.<br>Era uma jovem magra, de aparência maltratada.<br>Marius abriu e leu uma carta redigida com vários erros de ortografia:<br>"Honrado vizinho, Soube de sua bondade, pagando o trimestre que eu<br>devia ao senhorio.<br>Minha filha lhe dirá que estamos sem pão há dois dias.<br>Julgo que, com seu generoso coração, não me negará um pequeno donativo.<br>letra era igual à das cartas que encontrara na rua.<br>Enquanto Marius refletia, a moça passeou pelo quarto sem cerimônia.<br>Meu pai também esteve nessa batalha — disse ela.<br>Para provar, escreveu em uma folha de papel: "Aí vem a polícia!"<br>Marius pegou o envelope que encontrara no dia anterior.<br>Esta é para um velho que está sempre na missa e gosta de ajudar os pobres.<br>Lembrando-se do pedido feito, Marius vasculhou os bolsos.<br>Deu a maior parte do que tinha à moça.<br>Partiu em busca do velho de quem falara.<br>Marius refletiu: que espécie de gente eram seus vizinhos?<br>A parede que o separava do quarto de Jondrette não era grossa.<br>Logo encontrou, junto ao teto, três ripas cruzadas sobre um buraco, de<br>onde podia observar o cômodo ao lado.<br>Uma cadeira de palha, uma mesa  bamba e duas camas.<br>Uma lareira com um fogareiro, onde ardiam dois pedaços de lenha.<br>Um homem com cerca de sessenta anos, barba grisalha, pequeno, magro,<br>com aparência cruel e jeito de vigarista, fumava cachimbo.<br>Uma mulher gorda estava agachada junto à lareira.<br>Uma menina pálida sentava-se numa cama – era seguramente a filha mais nova.<br>Marius ia abandonar seu posto de observação quando ouviu um ruído.<br>A porta do cômodo abriu-se e entrou a filha mais velha.<br>O velho caridoso que está sempre na missa.<br>Começou a preparar o cômodo para despertar ainda mais a piedade da<br>pessoa que esperava.<br>Mandou a filha mais moça quebrar um vidro da janela.<br>menina chorava com a mão ensangüentada.<br>Ele rasgou um pedaço da camisa para fazer um curativo.<br>Esperaram ansiosos a chegada do futuro benfeitor.<br>Será que apaguei o fogo, quebrei o vidro e estraguei a cadeira<br>à<br>Nos dão roupas e pão, nunca dinheiro.<br>Para surpresa de Marius, eram eles: o pai e a filha do Jardim de Luxemburgo.<br>moça pôs um embrulho na mesa.<br>O velho explicou que eram roupas, meias e cobertores.<br>Jondrette tentava lembrar-se do nome com que assinara a carta pedindo ajuda.<br>Foi Fabantou — disse a filha mais velha, baixinho.<br>Sem pão, sem fogo na lareira!<br>Um vidro quebrado na janela, e neste frio!<br> Subitamente, sem que o velho ouvisse, Jondrette segredou à mulher:<br>—<br>Amanhã vence o prazo do aluguel!<br>velho pôs uma moeda na mesa.<br>Em seguida, tirou o casaco e colocou-o no encosto da cadeira.<br>Vou levar minha filha e volto mais tarde com o dinheiro do aluguel.<br>Assim que o homem saiu, Marius saltou de seu posto de observação do<br>cômodo ao lado.<br>Queria seguir o pai e a filha para descobrir o novo endereço.<br>Pediu que encontrasse o endereço do velho e da moça.<br>A jovem garantiu ser capaz de descobrir qualquer endereço em Paris.<br>Mas disse isso com tristeza, percebendo o interesse do rapaz pela outra.<br>Ao voltar para o quarto, Marius ouviu a voz de Jondrette.<br>Subiu na cômoda para espiar pelo buraco.<br>Eu o reconheci, mesmo depois de oito anos — comentava Jondrette com a mulher.<br>Vou acertar contas com esse senhor.<br>Não posso acreditar que aquela desgraçada tenha se transformado na<br>moça que esteve aqui, tratando minhas filhas como se fosse uma dama!<br>O importante é que ele não nos reconheceu, pois em outro caso não voltaria!<br>Vou chamar uns amigos para me ajudar.<br>Seus passos ecoavam pela escada.<br>Marius decidiu frustrar seus planos, claramente criminosos.<br>Expôs tudo o que presenciara ao inspetor do dia.<br>Este entregou duas pistolas ao rapaz.<br>Pediu que observasse o cômodo do vizinho de maneira que não fosse visto.<br>Quando a quadrilha estivesse em ação, Marius avisaria com um tiro,<br>para todos serem pegos em flagrante.<br>Marius fingiu sair e voltou para cima da cômoda.<br>Com o dinheiro recebido, comprara carvão.<br>Dentro da lareira, colocara um grande fogareiro cheio de brasas.<br>Perto da porta, viu algumas ferramentas e cordas.<br>Vá pegar no cômodo do vizinho.<br>Todos sabiam que Marius nunca trancava a porta.<br>A mulher entrou, pegou as cadeiras e saiu sem vê-lo.<br>Jondrette pegou uma faca e experimentou o corte.<br>sino tocou seis horas.<br>Fique à vontade, meu benfeitor — disse Jondrette.<br>velho colocou um maço de dinheiro sobre a mesa.<br>É para o aluguel e outras despesas urgentes.<br>Enquanto ele falava, a mulher saiu e disse para a carruagem de aluguel<br>ir embora.<br>Marius apertava a coronha da pistola, já engatilhada.<br>A polícia estava por perto, pronta para a emboscada.<br>Foi para o hospital fazer um curativo, com a irmã — mentiu Jondrette.<br>Em seguida, ofereceu aquilo que considerava seu único tesouro.<br>Um quadro representando um homem carregando outro nas costas.<br>Enquanto falava, outro personagem entrou no cômodo.<br>O rosto sujo de fuligem, como quem quer se disfarçar.<br>O velho senhor virou-se, surpreso:<br>—<br>Jondrette mostrou o quadro, falando bastante para distrair o velho.<br>Logo quatro desconhecidos estavam dentro do quarto.<br>Todos imóveis, de cara suja e braços nus.<br>O velho encostou-se na parede.<br>Aproximou-se com atitude ameaçadora e gritou:<br>—<br>Nesse instante, mais três homens entraram no quarto, mascarados.<br>O segundo, de grande estatura, um machado.<br>O terceiro, uma enorme chave, roubada de alguma porta de cadeia.<br>Para concretizar seus planos, Jondrette só aguardava a chegada desses homens.<br>O velho, pálido, estava atrás da mesa, como para se proteger.<br>Os homens que haviam chegado primeiro tiraram, do monte de ferramentas<br>junto à porta, uma enorme tesoura, um formão e um martelo e ficaram na<br>frente da porta.<br>Jondrette debruçou-se sobre a mesa, feroz:<br>—<br>homem ruborizou-se levemente, mas continuou sem alterar a voz.<br>Prestes a disparar o tiro para avisar os policiais, hesitou.<br>Deixar de cumprir a última vontade do pai?<br>Mas, nesse caso, permitir um crime?<br>Há oito anos levou de minha estalagem a filha de Fantine!<br>E me ameaçou com seu cajado no bosque!<br>Quando Jondrette se calou, o velho respondeu:<br>—<br>Essa pintura que quis vender me representa!<br>Mas, agora que tive a bondade de lhe contar todas essas coisas, fique<br>sabendo: quero dinheiro, muito dinheiro!<br>A menção a Waterloo lhe dera a certeza.<br>Era o mesmo Thénardier da carta testamento de seu pai!<br>Um dos homens tirou a máscara.<br>Havia instantes o velho observava todos os movimentos de Thénardier.<br>Quando este se virou para o homem do machado, aproveitou a oportunidade.<br>Empurrou a cadeira com o pé e a mesa com a mão.<br>Já estava prestes a saltar para fora, quando seis mãos robustas o agarraram.<br>A senhora Thénardier o puxava pelos cabelos.<br>Um deles ergueu uma barra de ferro sobre a cabeça do velho.<br>Marius pôs o dedo no gatilho, prestes a disparar a pistola.<br>Acabara a urgência, pois não havia risco de vida imediato.<br>Trazia apenas uma bolsa com algumas moedas e um lenço.<br>Amarrem o homem no pé da cama.<br>Foi preso, com nós bem fortes, perto da lareira.<br>Thérnadier sentou-se à sua frente:<br>—<br>Senhor, não devia ter tentado pular pela janela.<br>Foi até o fogareiro, mexeu nas brasas.<br>O prisioneiro notou que o formão estava branco com o fogo, semeado,<br>aqui e ali, de estrelinhas vermelhas.<br>— É rico, mas não pretendo arruiná-lo.<br>Empurrou a mesa para perto do prisioneiro.<br>Ofereceu o tinteiro, a caneta e uma folha de papel.<br>assim que receber este bilhete, venha imediatamente, com a pessoa que<br>o entregar, e que sabe onde estou.<br>homem assinou e pôs o endereço no envelope.<br>Esta saiu, acompanhada pelo homem com o machado.<br>Estava disposto a morrer para salvar a jovem, quando esta chegasse.<br>Thénardier dirigiu-se ao prisioneiro:<br>—<br>Minha mulher não vai trazer a moça até aqui.<br>Vai levá-la a um determinado local, fora da cidade.<br>Quando minha mulher voltar, dizendo que deu tudo certo, o senhor será solto.<br>Quando me der o dinheiro, devolverei sua filha.<br>Mas, nesse caso, a moça raptada poderia ser morta!<br>Não era mais o pedido do seu pai, mas também seus próprios sentimentos<br>que o impediam de avisar a polícia.<br>Queime-o vivo, até dizer onde está sua filha e onde esconde o dinheiro!<br>Em voz lenta e feroz, falou com o prisioneiro:<br>—<br>— respondeu o outro, com uma voz forte como o trovão.<br>No mesmo instante, desvencilhou-se da corda, da qual se soltara sem<br>que ninguém percebesse.<br>Pegou o formão em brasa e cravou na própria carne.<br>O rosto do velho apenas se contraiu.<br>— gritou Thénardier, ao ver que ele atirava o formão pela janela.<br>Três bandidos pularam em cima do homem.<br>Marius ergueu a pistola, pronto para desferir o tiro salvador.<br>Mas percebeu a seus pés, sobre a mesa, uma folha de papel, iluminada pelo luar.<br>A folha onde a filha de Thénardier escrevera, para mostrar que era<br>instruída: "Aí vem a polícia".<br>Poderia salvar a vítima e poupar o assassino.<br>Pegou a folha, colocou um pedaço do reboco para dar peso e atirou pelo<br>buraco no cômodo vizinho.<br>Sem cortar o pescoço do homem?<br>Éponine deve ter jogado o bilhete pela janela.<br>Puseram uma escada de cordas pendurada para fora da janela.<br>— disse uma voz, vinda da porta.<br>Estava com o chapéu na mão, sorrindo.<br>Os bandidos tentaram pegar as armas.<br>Javert pôs o chapéu de volta à cabeça.<br>Entrou no quarto, de braços cruzados e espada na bainha.<br>Javert sentou-se à mesa, onde estavam ainda o papel, o tinteiro e a caneta.<br>Durante a confusão, a porta ficara guardada mas a janela não.<br>Desamarrado pelos policiais, o prisioneiro se aproveitara de um<br>momento de distração e fugira.<br>Passava por um comerciante aposentado, vivendo de rendimentos, com o<br>nome de Último Fauchelevent.<br>Morava em uma casa simples, na rua Plumet.<br>Cercada por grades, com jardim, a casa possuía duas saídas, uma pela<br>rua da frente, outra pela de trás.<br>Ideal para fugir, no caso de ser descoberto.<br>Vivia com Cosette e uma criada do interior, gaga, chamada Toussaint.<br>Seria justo fazer com que Cosette se tornasse religiosa, sem conhecer<br>nada do mundo?<br>Não seria uma escolha da menina.<br>Mas uma falsa vocação, imposta pelas circunstâncias.<br>Cinco anos após os fatos narrados, o velho senhor Fauchelevent morreu.<br>Revelou que herdara uma pequena herança e pretendia deixar o convento<br>para ir viver com sua filha.<br>Fez questão de pagar uma boa quantia pelos anos de estudo da menina,<br>e<br>De seu, só levava uma mala pequena, velha, onde guardava as roupas de<br>Cosette quando menina.<br>O mesmo traje preto com que a vestira ao salvá-la das mãos dos Thénardier.<br>Durante algum tempo, manteve três endereços (motivo pelo qual, ao<br>segui-lo, Marius não descobrira a casa da rua Plumet).<br>Entretanto, acreditava que, passado tanto tempo, sua fuga fora abafada.<br>Na casa da rua Plumet, não recebia visitas nem vizinhos.<br>Seu contato com o mundo exterior era uma caixa do correio, colocada na porta.<br>Também recebia os  avisos da Guarda Nacional (6).<br>Esse é um detalhe importante, pois nos últimos anos se incorporara à<br>Guarda Nacional, com o nome de último Fauchelevent.<br>Era um costume de muitos burgueses da época.<br>Possuía um uniforme militar que vestia três ou quatro vezes por ano<br>para participar das atividades da corporação.<br>Tratava-se de um trabalho voluntário, que lhe dava prazer.<br>Ao mesmo tempo, ajudava a fazer com que ele se parecesse com um homem comum.<br>Quando saía com a filha, vestia a farda, parecendo um oficial reformado.<br>De noite, punha roupas de operário, com um boné a lhe ocultar parte do rosto.<br>Cosette se habituara à vida misteriosa do pai.<br>Criada entre as freiras, pouco conhecia do mundo.<br>Um dia, ao olhar-se no espelho, percebeu que era bonita.<br>Ao passar na rua, ouvira um comentário que era sim bonita, mas se vestia mal.<br>A própria criada comentou com o pai, certa vez:<br>—<br>Com um instinto natural, abandonou os vestidos mal cortados para se<br>trajar com elegância.<br>Foi quando Marius a reviu no Jardim de Luxemburgo e notou sua transformação.<br>passou a detestar o jovem apaixonado.<br>Como já contamos, anteriormente, Jean Valjean não conhecera o amor de<br>uma mulher, perdera a mãe ainda pequeno e não tivera filhos seus.<br>Não suportava a idéia de algum dia perdê-la, mesmo para um marido.<br>Restringiu seus passeios aos limites da casa da rua Plumet.<br>Sua única distração era praticar a caridade.<br>Por esse motivo, Jean Valjean havia caído na cilada de Jondrette, na<br>verdade, Thénardier.<br>Ao livrar-se da tocaia, Jean Valjean voltara para casa.<br>A ferida provocada pela queimadura doía.<br>Cosette cuidava do pai com dedicação.<br>Sentia renovar-se a antiga alegria da vida a dois, semelhante à da<br>época do convento.<br>Finalmente, Éponine cumpriu sua promessa de descobrir onde morava o homem e<br>a<br>O rapaz começou a rondar o endereço.<br>Descobriu  uma barra da grade que estava solta.<br>Várias vezes Cosette assustou-se vendo uma sombra no jardim.<br>Finalmente, Marius tomou coragem e deixou uma carta para a jovem.<br>Esta a encontrou no banco do jardim.<br>Mas, no fundo do coração, ela sabia.<br>Ao anoitecer, no dia seguinte, quando Jean Valjean saiu, a moça foi<br>para o jardim.<br>Venho aqui todas as noites na esperança de vê-la.<br>— respondeu a moça com voz fraca.<br>Marius sentou no banco, e ela ao seu lado.<br>Como a ave canta, a rosa floresce?<br>Após o beijo, ambos estremeceram e se olharam, fulgurantes.<br>partir daí, todas as noites Marius entrava no jardim pela grade solta.<br>Para Jean Valjean, a alegria da moça era uma prova de felicidade.<br>Em junho de 1832, graves acontecimentos políticos passaram a agitar Paris.<br>Certa noite, Marius observou que Cosette havia chorado.<br>Meu pai decidiu que vamos para a Inglaterra, daqui a uma semana.<br>Cosette segurou a mão do rapaz.<br>verdade é que nos últimos tempos, Marius fora viver na casa de um<br>amigo, Courfeyrac.<br>Você só me vê à noite, não repara como me visto.<br>De dia, me daria uma esmola.<br>Vamos sacrificar um dia, para não perder o resto da vida.<br>Deixe-me dizer onde moro, para o caso de acontecer alguma coisa.<br>Pegou um canivete do bolso e escreveu o endereço da casa de<br>Courfeyrac, onde se hospedava, na cal da parede: "Rua de La Verrerie,<br>16".<br>Como não tinha idade, precisava da permissão do avô.<br>Gillenormand teve vontade de correr para o neto de braços abertos.<br>Se veio pedir alguma coisa, diga logo do que se trata.<br>Antes que Marius respondesse, o avô continuou, irritado:<br>—<br>avô gritou, furioso:<br>—<br>Vinte e um anos, uma moça sem dote e sem renda!<br>Será muito engraçado ver a futura baronesa pechinchando na quitanda!<br>O avô riu e piscou os olhos.<br>Como que fulminado, o avô percebeu a extensão do que dissera.<br>O senhor Gillenormand caiu sentado numa cadeira, sem conseguir conter<br>as lágrimas.<br> (6) A Guarda Nacional era um agrupamento militar, formado pela<br>população em 1789.<br>Cansados dos privilégios exclusivos à nobreza, influenciados e<br>apoiados pela burguesia, seus integrantes haviam tomado e destruído a<br>Bastilha, prisão que representava<br>a<br>tirania dos governantes, e se apossado das armas lá existentes.<br>Na Bastilha é que, até então, ficavam confinados os presos políticos,<br>considerados inimigos do rei.<br>Foi acordado por Courfeyrac e outros estudantes, seus amigos.<br>Você vai no enterro do general Lamarque?<br>general Lamarque fora um herói do exército de Napoleão Bonaparte.<br>Seu funeral tornou-se, na verdade, o estopim para a revolta de 1832<br>contra a restauração da Monarquia.<br>Toda essa questão política tivera origem na Revolução Francesa, com a<br>deposição da realeza e a instauração da República.<br>Mas, após o Império Napoleônico, a casa real de Bourbon, dos antigos<br>reis franceses, reconquistou o trono.<br>Os partidários de Napoleão e também os republicanos, adeptos das<br>idéias da Revolução, não se conformavam.<br>O rapaz colocou no bolso<br>a<br>pistola que Javert lhe havia entregue na noite em que os Thénardier<br>prepararam a cilada para Jean Valjean.<br>Como deixara a casa de cômodos logo em seguida, nunca devolvera a arma.<br>Vagou por Paris, sem perceber que começava uma rebelião sangrenta.<br>Entrou no jardim da rua Plumet, como prometera a Cosette.<br>Não havia luz ou ruído vindos do interior.<br>Pôs as mãos na cabeça:<br>—<br>Uma voz rouca avisou:<br>—<br>Seus amigos o esperam na barricada da rua Chanvrerie.<br>Ao olhar, só viu um rapazinho virando a esquina.<br>Naquele dia, mais cedo, Jean Valjean fora passear, vestido de operário.<br>Já notara Thénardier nas proximidades da casa da rua Plumet.<br>De fato, Thénardier havia fugido da prisão, com seus comparsas, e<br>pretendia assaltar a casa, pois ficava em uma rua isolada.<br>Como Jean Valjean supunha, Thénardier não conhecia a identidade do morador.<br>Mas, naquele dia, ao passear no jardim, vira um endereço escrito na<br>cal da parede: "Rua de La Verrerie, 16".<br>De uma coisa tinha certeza: um desconhecido conseguira entrar no jardim.<br>Jean Valjean estava refletindo quando alguém jogou um bilhete da rua.<br>Notando a movimentação do pai e de seu bando, decidiu avisar a família.<br>Quando Jean Valjean tentou descobrir quem jogara o bilhete, viu apenas<br>um vulto já distante.<br>Fora com Cosette e a criada para seu terceiro endereço, enquanto<br>preparava a partida para Londres.<br>Desesperado, decidiu ir encontrar seus amigos.<br>batalha entre republicanos e monarquistas começara nas ruas de Paris.<br>O grupo de estudantes, liderado por Courfeyrac, formara um cortejo<br>seguido por artistas, operários e portuários, armados de bastões e<br>baionetas.<br>No grupo estava até mesmo um velho, antigo colecionador de livros<br>raros, e autor de uma rara obra sobre botânica.<br>Com a idade e a escassez de recursos, já não tinha o que comer.<br>Acompanhava o grupo sem consciência do que fazia, por desespero.<br>Cantando, gritando e correndo à frente dos demais, ia Gavroche.<br>A certa altura, este entrou em uma loja.<br>pegou a pistola sob as barbas do comerciante.<br>Menino criado nas ruas, Gavroche era filho do casal Thénardier.<br>A mãe se interessava pelas filhas, mas pouca importância dava ao menino.<br>Vivia de expedientes, incluindo pequenos roubos.<br>Era capaz de grandes gestos, como roubar a carteira de um ladrão para<br>deixar com um pobre velho sem recursos.<br>Entusiasmado, tinha um espírito ardente e alegria de viver.<br>Gavroche exclamava para quem assistia à passagem do grupo armado:<br>—<br>bando de rebeldes aumentava à medida que percorria as ruas.<br>Na rua Chanvrerie, levantaram duas barricadas, uma em cada extremidade.<br>Tomaram posse de uma taverna, transformada em quartel-general.<br>Em breve, sessenta mil homens iriam enfrentar os cinqüenta que estavam<br>nas trincheiras.<br>Entre os cinqüenta, havia um homem alto, grisalho, com expressão decidida.<br>Foi até Enjolras, um dos líderes, e avisou:<br>—<br>Depois disso, devia verificar a existência de um bando de malfeitores<br>nas margens do Sena.<br>Javert foi amarrado a uma coluna, com os braços atrás das costas.<br>Foi um dos últimos a entrar na barricada.<br>O ataque  do governo logo aconteceu.<br>Com tiros de pistola, salvou Courfeyrac e Gavroche, que estavam na<br>mira dos soldados.<br>Mas um desconhecido entrou na frente.<br>Pôs a mão na arma<br>e<br>Imediatamente, Marius agarrou uma tocha e aproximou-a dos barris de pólvora.<br>As tropas do governo recuaram.<br>Durante a breve trégua, foi examinar o outro extremo das barricadas.<br>Era a mesma voz que o chamara, avisando que seus amigos estavam nas barricadas.<br>Abaixando-se, Marius se convenceu: era a mesma mocinha que fora até<br>seu quarto, vestida em trajes masculinos.<br>Quis erguer a moça, mas ela gritou de dor.<br>Éponine ergueu a mão, em cuja palma havia um buraco negro.<br>Ninguém morre por ter sido ferido na mão.<br>A bala atravessou minha mão, mas penetrou no meu peito.<br>É inútil tentar me salvar.<br>Se quer ser bondoso, sente-se ao meu lado.<br>A jovem pôs a cabeça em seus joelhos.<br>Sabe, senhor Marius, quando via você naquele jardim, eu me sentia triste.<br>Era tolice, pois fui eu mesma que lhe dei o endereço.<br>Tenho no bolso uma carta para o senhor, desde ontem.<br>Devia tê-la posto no correio.<br>Mas não queria que chegasse às suas mãos.<br>Quero um beijo na testa, quando estiver morta.<br>Em seguida, procurou um lugar iluminado.<br>Contava que viajaria para a Inglaterra dentro de oito dias.<br>Dava o endereço onde estaria até lá, com seu pai.<br>Quando Jean Valjean decidira mudar às pressas, Cosette escrevera e<br>endereçara a carta.<br>Pode fazer o favor de colocar esta carta no correio?<br>Éponine, com ciúmes, não pusera a carta no correio.<br>Seu avô proibira o casamento, e ela ia partir para a Inglaterra.<br>Lembrou-se também do pedido de seu pai para ajudar Thénardier.<br>Tendo sabido por Éponine que Gavroche era filho do antigo<br>estalajadeiro, decidiu pedir-lhe que levasse um bilhete ao novo<br>endereço de Cosette.<br>Assim, salvaria a vida do menino.<br>Este estaria fora das barricadas na luta final, que não demoraria.<br>Ele, Marius, diria adeus a seu grande amor.<br>Meu avô não o permite, nem temos meios para viver.<br>Levem meu corpo para a casa do meu avô, senhor Gillenormand, na rua..."<br>A morte seria inevitável no confronto final, já sabia.<br>Era apenas um grupo de heróis contra um exército.<br>Correu até a rua indicada no endereço.<br>Cosette estava deitada, com muita dor de cabeça.<br>Jean Valjean, sentindo-se seguro, nem tomara conhecimento da rebelião.<br>Ouviu o barulho da batalha, mas não se importou.<br>Caminhava satisfeito pela sala, quando viu o mata-borrão sobre o bufê.<br>O mata-borrão usado para secar a tinta da caneta, conservara impresso<br>em letras invertidas o texto do bilhete enviado por Cosette a Marius.<br>Agora, refletira a mensagem no espelho.<br>Chegou à frente do prédio justamente quando Gavroche se aproximava.<br>A carta vem da barricada da rua Chanvrerie.<br>Se Marius morresse, estaria livre do rapaz.<br>Ao mesmo tempo, a dúvida se insinuou em seu espírito.<br>Seria correto permitir a morte do rapaz?<br>Caminhou na direção da barricada.<br>Beira da Morte Jean Valjean chegou à barricada.<br>Vestido com o uniforme, pôde passar pelo exército e penetrar por uma<br>das aberturas.<br>Ao chegar, trocou seu uniforme com um pai de família, que queria partir.<br>Era a única maneira de sair sem ser morto pelos soldados.<br>De manhã, a artilharia investiu contra os rebeldes.<br>Subitamente, todos notaram um vulto de menino pular a barricada.<br>Era Gavroche, que voltara logo após entregar a carta.<br>Gavroche entrou no campo de batalha, entre os soldados e os rebeldes.<br>Catava os cartuchos deixados pelos soldados do governo mortos no<br>ataque à barricada.<br>O menino ia de um cadáver a outro retirando os cartuchos.<br>Gavroche ainda conseguiu sentar-se e entoou novamente uma canção de desafio.<br>tristeza tomou conta da barricada.<br>A qualquer momento, sofreriam novo ataque e já não tinham como resistir.<br>Quero ter o privilégio de executar esse homem.<br>inspetor de polícia não pôde conter um gesto de admiração.<br>Não sei se sairei daqui vivo.<br>Se pensa que vou ficar lhe devendo um favor porque me deu a liberdade,<br>está muito enganado!<br>Conseguiu sair pela outra extremidade da barricada instantes antes do<br>ataque final.<br>Logo o tambor anunciou a investida dos soldados.<br>Marius foi atingido por um tiro no ombro e caiu.<br>Andou até a outra extremidade da rua, onde tudo estava mais calmo.<br>Percebeu que seria impossível sair porque também estava cercada.<br>Procurou com os olhos um meio de fugir enquanto ouvia os rebeldes<br>serem vencidos.<br>Viu uma grade de ferro no chão.<br>Como um ex-condenado, tinha prática em imaginar fugas.<br>Retirou algumas pedras soltas do calçamento.<br>Desceu apoiando-se com os cotovelos em uma espécie de poço.<br>Estava nas galerias subterrâneas do esgoto de Paris.<br>Colocou o rapaz nas costas novamente e partiu.<br>Andava em plena escuridão, tateando pelas paredes, no meio da lama.<br>Usou todas as forças para prosseguir, disposto a salvar Marius.<br>Em alguns pontos, parecia pisar em areia movediça.<br>Sem luz nem qualquer indicação, arriscava-se a perder o rumo nas galerias.<br>Em certo momento, quase submergiu  em um atoleiro.<br>Finalmente, chegou a uma extremidade da galeria.<br>Estava na saída do esgoto!<br>Entre ele e a salvação só havia aquela grade.<br>Sentou-se no chão, prestes a desistir.<br>De que adiantava voltar, se todas as saídas deviam ser como aquela?<br>Para sua surpresa, havia um homem ao seu lado.<br>Eu tenho a chave que abre essa grade.<br>Mas quero metade do que conseguiu com esse homem.<br>Agora quer jogá-lo no rio, que é aqui perto.<br>Thénardier explicou que ele e outros bandidos fugidos da cadeia se<br>escondiam no esgoto.<br>Não valeu a pena matá-lo — observou Thénardier.<br>Sem que este notasse, arrancou um pedaço do casaco de Marius.<br>Isso para descobrir, mais tarde, quem era o assassinado e o assassino.<br>Esqueceu a proposta inicial de dividir meio a meio.<br>Foi até o rio, jogou água no seu rosto.<br>Constatou que, apesar de ter perdido muito sangue, o rapaz respirava.<br>mão no rio, novamente sentiu estar sendo observado.<br>Em seguida, fora cumprir a outra missão do dia: investigar a<br>existência de um bando de criminosos nas margens do Sena.<br>Ao ver-se perseguido, o antigo estalajadeiro fugira pelos esgotos, de<br>cuja grade possuía a chave.<br>Ao encontrar o suposto assassino e sua vítima no esgoto, resolvera libertá-los.<br>Queria atirar os dois para o inspetor, como um osso a um cachorro.<br>Ao ver o homem sujo de sangue e lama, Javert não o reconheceu.<br>Javert colocou as mãos nos seus ombros.<br>A prova disso é que lhe dei meu endereço.<br>É esse o favor que preciso pedir.<br>Precisamos levá-lo à casa de seu avô.<br>Já era noite quando chegaram à casa do senhor Gillenormand.<br>O inspetor bateu à porta.<br>próprio Javert deu o endereço ao cocheiro.<br>Quando chegaram, o inspetor dispensou o carro de aluguel.<br> Era uma maneira de agir diferente da habitual.<br>Afastara-se a passos lentos, de cabeça baixa.<br>Chegou até uma ponte, foi ao parapeito.<br>Não se conformava em dever a vida a um malfeitor.<br>Mas não podia esquecer que Jean Valjean lhe devolvera a vida.<br>Vivia um dilema: entregar Jean Valjean seria ingratidão.<br>Deixá-lo livre, uma traição para com seu dever de policial.<br>Seu ideal sempre fora mostrar-se inflexível no cumprimento do dever.<br>Só havia uma maneira de resolver o dilema, a seu ver.<br>Mas, enquanto isso, Marius continuava à beira da morte.<br>Mal se lembrava dos acontecimentos na barricada.<br>O porteiro mal vira os dois homens que o trouxeram.<br>Certo dia, o avô o aconselhava sobre uma dieta para se fortalecer:<br>—<br>Já sei — disse o senhor Gillenormand, rindo.<br>Todos os dias vem aqui um senhor de cabelos brancos para saber<br>notícias em nome dela.<br>Eu só quero que seja feliz, Marius!<br>O amor era mais forte do que nunca.<br>Enquanto eu estiver vivo, nada faltará aos dois.<br>Mas minha herança é pequena, porque o que eu tinha pus em uma<br>aplicação de renda fixa que só vale enquanto eu estiver vivo.<br>Jean Valjean revelou: a jovem tinha um dote de mais de quinhentos mil francos.<br>Gastara o mínimo e deixara a maior parte enterrada até então.<br>A tia, que era muito rica, não quis ficar atrás.<br>Fez um testamento em nome do casal.<br>No dia da cerimônia, o pai da noiva alegou ter sofrido um acidente na<br>mão direita.<br>Cosette queria que ele fosse viver com ela, na ampla residência da<br>família de Marius.<br>O rapaz o recebeu de braços abertos:<br>—<br>Fingi o ferimento para não assinar os papéis do casamento, pois seria obrigado<br>a<br>homem inspirava confiança, apesar de tudo.<br>Eu a tirei das mãos de uma família de monstros, onde era maltratada há dez anos.<br>Quanto ao dote que eu dei, não se preocupe, não é dinheiro desonesto.<br>Pode parecer estranho, sendo eu um antigo forçado.<br>Houve um tempo em que fui obrigado a roubar um pão para comer.<br>Hoje, a minha consciência me obriga a não mentir, nem a continuar<br>ocultando quem sou.<br>Deixar de vê-la, deixar de falar-lhe, romper todos os laços afetivos...<br>Durante meses, o pai vinha visitá-la, sempre na sala de baixo.<br>Que era a mais fria e pior mobiliada da casa.<br>Com o tempo, notou que deixavam de acender a lareira.<br>De maneira discreta, mas firme, Marius procurava afastá-lo de Cosette.<br>Ele percebeu que não tinha mais lugar na vida dela.<br>A separação e o abandono minavam sua resistência.<br>Mesmo assim, quando a criada de Cosette ia buscar notícias, mandava<br>dizer pelo porteiro que estava viajando.<br>Apaixonada, a moça só dedicava-se inteiramente ao marido.<br>A pessoa que a escreveu está na sala de espera.<br>Repleta de erros de ortografia, era assinada por um senhor Thénard.<br>Só podia se tratar de Thénardier, por quem seu pai havia pedido na<br>carta-testamento.<br>Se pudesse recompensar Thénardier, só faltaria uma coisa para ficar em<br>paz: descobrir quem salvara sua vida nas barricadas.<br>Apareceu um homem de nariz grosso, cabelos ruivos, óculos.<br>Não reconheceu Thénardier, que alugara o disfarce para parecer respeitável.<br>Fomos apresentados na casa da princesa Bragation.<br>Não conheço nenhuma princesa com esse nome.<br>Falou de outras pessoas da sociedade, que supunha serem conhecidas de Marius.<br>Acabou pedindo uma ajuda financeira para uma suposta viagem à América,<br>onde pretendia viver entre os selvagens.<br>É um homem que usou nome falso para entrar em sua família.<br>Imediatamente, este arrancou o disfarce: dois canudos de pena para<br>alargar o nariz, os óculos, os cabelos no rosto, e tudo o que havia de<br>postiço.<br>Estou informado do segredo que pretendia me revelar.<br>rapaz estava convicto do que estava dizendo.<br>Depois da confissão de Jean Valjean, investigara a origem do dote de sua mulher.<br>Supunha que o dinheiro fora roubado de Madeleine pelo ex-forçado.<br>Eram dois jornais amarelados pelo tempo.<br>Jean Valjean ajudara toda uma cidade quando prefeito.<br>E salvara Javert das barricadas, fingindo matá-lo.<br>Ele, que desde a confissão supunha que o ex-condenado executara Javert<br>por vingança!<br>Eu encontrei esse homem há cerca de um ano na galeria do esgoto de Paris.<br>Ia certamente jogar o cadáver na água do rio.<br>Mas arranquei um pedaço do casaco do rapaz para descobrir quem era a vítima.<br>Thénardier mostrou o pedaço do casaco de Marius.<br>Tenho motivos para acreditar que era um rapaz rico, que Jean Valjean<br>matou para roubar.<br>— gritou Marius, reconhecendo o tecido de seu antigo casaco.<br>Pegue esse dinheiro e saia da minha vista!<br>Dois dias depois, com o auxílio de Marius, foi para a América, com nome falso.<br>Levava sua filha Azelma, pois a mulher morrera na cadeia.<br>Recebeu mais uma boa quantia do rapaz.<br>A boa ação de Marius não resultou em outra boa ação.<br>A carta que eu mandei por Gavroche caiu nas mãos do seu pai.<br>Atravessou as galerias do esgoto comigo às costas!<br>— exclamou o ancião, erguendo-se, trêmulo.<br>— Eu mandava saber notícias,<br>e<br>Jean Valjean olhou para Cosette, como se quisesse levá-la consigo para<br>a eternidade.<br>Jean Valjean explicou rapidamente como ganhara o dinheiro do dote de<br>Cosette na indústria.<br>Talvez estivesse vendo o bispo que iluminara seu coração.<br>Contou como encontrara Cosette, carregando um balde de água maior do que ela.<br>É o melhor que podemos dar e receber neste mundo: o amor!<br>Aproximem suas queridas cabeças, para que eu ponha as mãos em cima!<br>Ao clarão dos dois castiçais de prata, acesos, viam-se seus olhos fechados.<br>Sem dúvida, na escuridão, havia um anjo de asas abertas, esperando a<br>alma daquele justo para levá-la ao céu.<br>Seu corpo foi enterrado em cova rasa, longe dos mausoléus de mármore,<br>como era seu desejo.<br>Há muitos anos, alguém rabiscou quatro versos na pedra.<br>Com o pó, as intempéries e a passagem do tempo, já terão desaparecido:<br>"Ele dorme.<br>Embora a sorte lhe tenha sido adversa Ele viveu.Em um dos primeiros dias de outubro, em 1815, antes do pôr-do-sol, um<br>homem viajava a pé.<br>Seria difícil encontrar alguém com aspecto mais miserável.<br>Parecia ter de quarenta e cinco a cinqüenta anos.<br>Na cabeça, um boné com aba de couro.<br>A camisa, de tecido grosseiro, mal fechada deixava ver o peito cabeludo.<br>Nas costas, um volumoso saco de viagem de soldado.<br>Trazia na mão um cajado de madeira, cheio de nós.<br>O suor e o pó da estrada tornavam sua aparência ainda pior.<br>Lá, ninguém o conhecia na cidade.<br>Como era hábito na época, passou na Prefeitura para se identificar.<br>Apresentou seu documento, uma espécie de licença, exigida para viajar<br>pelo país na época.<br>Em seguida, procurou a melhor estalagem local, de propriedade de um<br>tal Jacquin Labarre.<br>Labarre preparava o jantar destinado aos hóspedes.<br>Quando ouviu a porta se abrir, sem tirar os olhos do que estava<br>fazendo, perguntou:<br>—<br>Olhou o recém-chegado dos pés à cabeça e fez uma observação:<br>—<br>homem mostrou uma bolsa de couro.<br>Estou às ordens — respondeu Labarre.<br>recém-chegado tirou o saco de viagem dos ombros.<br>Em  Digne, cidade próxima à montanha, na região dos Alpes franceses,<br>as tardes e as noites são frias.<br>O dono da hospedaria, entretanto, não tirava os olhos do homem.<br>O forasteiro, com fome, perguntou:<br>—<br>O dono da hospedaria leu com atenção.<br>Mas não posso lhe servir o jantar — disse Labarre, com voz firme.<br>dono da hospedaria aproximou-se e falou-lhe firmemente ao ouvido:<br>—<br>Logo na chegada, desconfiei da sua pessoa.<br>Por isso peço mais uma vez: vá embora!<br>Sem responder, o outro pegou o saco de viagem.<br>Andou pela rua principal, humilhado e triste.<br>Se tivesse se virado, teria visto o dono da  hospedaria na porta,<br>cercado de gente, falando enquanto o apontava com o dedo.<br>Pelo jeito daquelas pessoas, sabia que dali a pouco seria comentado em<br>toda a cidade.<br>Caminhou um bom tempo pelas ruas, que não conhecia.<br>Por acaso, havia uma no fim da rua.<br>Viu o fogo da lareira, alguns homens que comiam e bebiam.<br>Sobre o fogo, uma panela de ferro que soltava fumaça.<br>— perguntou o dono do local.<br>Alguém que deseja comer e uma cama para dormir esta noite.<br>Enquanto tirava o saco de viagem, todos o observavam.<br>Sentou-se à beira da lareira.<br>Estendeu para perto do fogo os pés cansados de andar.<br>Aspirou o cheiro da comida na panela.<br>Por um instante, seu rosto teve uma leve aparência de satisfação.<br>Mas em uma das mesas estava certo peixeiro.<br>Fizera parte do grupo de curiosos onde se falara do homem.<br>Fez um pequeno sinal ao dono do lugar, que se aproximou.<br>O estalajadeiro (1) foi até o desconhecido.<br>viajante respondeu calmamente:<br>—<br>Não quiseram hospedar-me na outra estalagem.<br>homem pegou seu cajado, seu saco de viagem e saiu.<br>Alguns rapazes que o seguiram desde a outra hospedaria pareciam estar<br>à sua espera.<br>Em seguida, caminhou até a cadeia.<br>Senhor carcereiro, pode fazer o favor de me abrigar esta noite?<br>Entrou em uma rua cheia de pequenos jardins.<br>Mais uma vez, olhou pela vidraça.<br>Era uma sala simples, pintada de branco, com uma cama, um berço em um<br>canto, algumas cadeiras e uma espingarda pendurada na parede.<br>Uma lamparina iluminava a toalha de pano grosseiro, com uma tigela<br>cheia de sopa bem quente.<br>mesa, um homem de uns quarenta anos, sorridente, balançava um menino<br>em seus joelhos.<br>Sua mulher, ainda jovem, dava de mamar a outra criança.<br>O viajante observou, durante algum tempo, essa cena agradável.<br>Pensou que onde havia tanta felicidade também devia existir compaixão.<br>A mulher falou com o marido:<br>—<br>O dono da casa pegou a lamparina.<br>— Será que se eu pagar, pode me dar um prato de sopa e me deixar<br>dormir naquele coberto lá do quintal?<br>dono da casa estranhou:<br>—<br>Sem jeito, o forasteiro balbuciou:<br>—<br>Uma expressão de desconfiança tomou conta do rosto do dono da casa.<br>viajante da cabeça aos pés.<br>A mulher agarrou os filhos e correu a refugiar-se atrás do marido.<br>Por caridade — insistiu o viajante —, um copo de água.<br>O forasteiro ouviu enquanto ele colocava  uma tranca de ferro.<br>O vento frio, vindo das montanhas, aumentava.<br>Exausto, viu em um quintal uma casinha estreita e baixa.<br>Pensou que fosse onde o jardineiro guardava as ferramentas.<br>Conformado com a fome, resolveu pelo menos abrigar-se.<br>Entrou de gatinhas dentro da cabana, onde havia uma boa cama de palha.<br>De repente, ouviu um latido feroz.<br>Na entrada da casinha, no escuro, estava um cachorro enorme.<br>Tinha se abrigado na casinha do cachorro.<br>Graças à sua grande força, conseguiu se defender com o cajado do<br>ataque do cachorro, usando o saco de viagem como escudo.<br>Conseguiu sair a duras penas da casinha<br>e<br>do quintal e pular a cerca.<br>Na rua, sem abrigo, sozinho, expulso até mesmo de um canil, caiu<br>sentado e disse para si mesmo:<br>—<br>Caminhou mais algum tempo, com a cabeça caída no peito.<br>Vagou pelas ruas, ao acaso.<br>Ao passar em frente à catedral, ameaçou a igreja com a mão cerrada.<br>Finalmente, deitou em um banco da praça.<br>Uma velha saía da igreja.<br>Ao ver aquele homem estendido no banco de pedra, aproximou-se:<br>—<br>Como vê, estou deitado — respondeu ele duramente, com raiva.<br>Por dezenove anos, em vez de colchão, tive uma tábua — disse o homem.<br>— Hoje posso dormir em um colchão de pedra.<br>Em todas, me recusaram abrigo.<br>mulher pegou no braço do homem.<br>Apontou, do outro lado da praça, uma casinha branca.<br>(1) O estalajadeiro era o dono de uma estalagem, estabelecimento que hospedava<br>e<br>servia refeições a visitantes mediante pagamento.<br>tarde, o bispo de Digne, depois de passear pela cidade, voltara para<br>casa e fora para o quarto, onde ficaria trabalhando em um livro que<br>estava escrevendo.<br>Era um velhinho de 75 anos, de uma bondade e simplicidade cativantes.<br>Filho de um nobre, durante a Revolução Francesa (2) emigrara para a Itália.<br>Na juventude, gostava da vida social.<br>Mas, depois da Revolução, ao voltar à França, tornou-se padre.<br>Seu amor pelos semelhantes demonstrava profunda vocação religiosa.<br>Ao ser nomeado bispo da pequena cidade de Digne, espantou a todos<br>quando se recusou a viver no suntuoso palácio episcopal.<br>Foi morar com a irmã e uma criada fiel na casa acanhada onde antes<br>funcionava o hospital.<br>Era um homem para quem os ensinamentos cristãos de humildade e amor ao<br>próximo não eram palavras ocas, mas normas de conduta que lhe davam,<br>aliás, grande satisfação.<br>Vivia modestamente, destinando grande parte de sua renda para os pobres.<br>De sua família nobre, que a Revolução levara à ruína, sobravam  apenas<br>uma concha para sopa e seis talheres de prata e dois castiçais também<br>de prata.<br>Quando havia convidados para o jantar, Monsenhor Benvindo mandava<br>acender os castiçais em cima da lareira.<br>Essas preciosidades ficavam guardadas em um armário no quarto do bispo.<br>A qualquer hora do dia ou da noite, quem quisesse entrar só precisava<br>empurrar a porta, pois a porta da sala de jantar, que dava para a<br>praça da catedral, não tinha mais fechaduras nem trancas.<br>Naquela noite, ao sair do quarto para comer, o bispo ouviu a criada<br>conversando com a irmã dele.<br>O assunto era bastante familiar ao dono da casa.<br>A criada não se conformava com o fato de a porta não ter trinco nem fechadura.<br>Quando fora fazer compras, soubera que um homem mal-encarado tinha<br>chegado à cidade.<br>criada continuou, dramaticamente:<br>—<br>Todos estão com medo de que alguma desgraça aconteça esta noite.<br>Não existem lanternas nas ruas para dar um pouco de luz!<br>sua irmã concorda comigo, que...<br>Eu não disse nada — interrompeu a irmã do bispo.<br>criada prosseguiu, como se não tivesse ouvido nenhum protesto:<br>—<br>Nós dizíamos que esta casa não oferece nenhuma segurança.<br>Se o senhor bispo me permitir, vou chamar o serralheiro para colocar<br>de volta as fechaduras e os ferrolhos.<br>Além disso, o Monsenhor manda entrar qualquer um que bata à porta,<br>mesmo no meio da noite...<br>Era o forasteiro que já conhecemos vagando pelas ruas à procura de abrigo.<br>Deu um passo à frente e parou.<br>O saco de viagem nas costas, o cajado na mão.<br>Seu olhar era rude, violento, mas também cansado.<br>Iluminado pelo fogo da lareira, parecia assustador.<br>A irmã ficou aterrorizada por um instante.<br>Mas depois olhou para seu irmão, o bispo, que permanecia sentado ao<br>lado da lareira, e acalmou-se.<br>bispo observava o desconhecido com o semblante tranqüilo.<br>Quando abriu a boca para falar, provavelmente para perguntar o que<br>desejava, o homem apoiou-se no cajado com ambas as mãos.<br>Mediu o velho e as duas mulheres com os olhos e sem esperar<br>a<br>pergunta do bispo disse em voz alta:<br>—<br>Cumpri pena como forçado das galés por dezenove anos.<br>Quando cheguei, tive de apresentar meu documento na Prefeitura, como é<br>obrigatório.<br>Bati até à porta da cadeia e não consegui abrigo.<br>Entrei na casinha de um cão e fugi debaixo de mordidas.<br>Estava deitado em um banco da praça, quando uma senhora me apontou sua<br>casa e disse para eu bater à sua porta.<br>É o dinheiro que ganhei em dezenove anos de trabalhos forçados.<br>bispo avisou a criada:<br>—<br>Insistiu, como se o bispo não tivesse compreendido:<br>—<br>É por causa dele que me caçam onde vou, porque diz que cumpri pena.<br>Veja o que está escrito: "Jean Valjean, prisioneiro, solto após dezenove anos.<br>Pode me dar um prato de comida e um lugar para dormir?<br>Ponha lençóis limpos na cama de hóspedes — disse o bispo à criada.<br>Sua expressão, sombria e dura, foi tomada pela surpresa, dúvida e alegria.<br>Vou dormir em uma cama com lençóis e cobertas!<br>Há dezenove anos não durmo em uma cama!<br>Eu sou — disse o bispo — um padre, e moro aqui.<br>É o padre daquela igreja lá fora, não é?<br>Ainda não havia reparado nos seus trajes!<br>Enquanto falava, o homem colocou o cajado e o saco de viagem em um<br>canto e guardou seu documento de identificação.<br>Não, guarde seu dinheiro — disse o bispo.<br>seguir o bispo perguntou quanto dinheiro ele tinha.<br>O homem disse a quantia, revelando ser o pagamento por dezenove anos<br>de trabalhos forçados.<br>viajante contou que não tinha tocado em seu dinheiro, pois havia<br>realizado um pequeno trabalho ao sair da prisão.<br>O bispo pediu à criada:<br>—<br>Ponha o prato do convidado no lugar mais próximo da lareira.<br>O vento que vem dos Alpes é gelado, e este senhor deve estar com frio.<br>Quando ouvia a palavra "senhor", o homem se emocionava.<br>Este lampião dá pouca claridade — disse o prelado.<br>criada entendeu o que ele queria dizer.<br>Foi buscar os castiçais de prata, que acendeu e pôs sobre a mesa.<br>Senhor padre — disse o homem —, é muito bom, não me despreza.<br>Além de me receber em sua casa, manda acender seus ricos castiçais de<br>prata por minha causa.<br>Mas eu já disse de onde vim, já falei de minhas desgraças.<br>bispo pousou de leve a sua mão na do ex-condenado e comentou:<br>—<br>O dono desta casa não sou eu,<br>é<br>Mesmo porque, antes de me dizer, eu já sabia como chamá-lo.<br>Senhor padre, quando cheguei estava morrendo de fome.<br>Mas o senhor é tão bom que já não sei como me sinto.<br>bispo olhou-o nos olhos e continuou:<br>—<br>Uma corrente com bola de ferro no pé.<br>E agora, esse documento de identificação amarelo, que revela tudo sobre mim!<br>— O senhor deixou um lugar triste.<br>Mas lembre-se de que o céu se alegra com um pecador arrependido.<br>Se deixou essa vida dolorosa cheio de ódio e raiva, é digno de lástima.<br>Se saiu com pensamentos bons, de paz, vale mais do que qualquer um de nós.<br>criada terminou de servir a mesa.<br>Havia sopa de carne de carneiro, figos, queijo<br>e<br>O bispo rezou e serviu a sopa, como de costume.<br>O homem começou a comer, avidamente.<br>De repente, o bispo exclamou:<br>—<br>Aqui na mesa está faltando alguma coisa!<br>De fato, a criada pusera apenas três talheres, para o bispo, a irmã e o hóspede.<br>Mas quando tinha convidados, o bispo gostava de pôr todos os seis<br>talheres de prata na mesa.<br>A criada entendeu do que se tratava.<br>Enquanto o homem comia, o bispo evitou sermões.<br>Percebeu quanto ele sofria de corpo e espírito.<br>Preferiu tratá-lo como uma pessoa normal para deixá-lo confortável.<br>É um excelente lugar — comentou.<br>— Existem fábricas de papel, de aço, de relógio, curtumes...<br>Quando a refeição terminou, a criada tirou a mesa.<br>O bispo disse ao viajante:<br>—<br>bispo deu boa-noite à irmã e à criada, pegou um castiçal de prata e<br>ofereceu o outro a seu hóspede.<br>casa era dividida de tal maneira que, para entrar no pequeno quarto de<br>hóspedes, era preciso atravessar o do bispo.<br>Quando passaram, a criada guardava os talheres de prata no armário<br>junto à cabeceira da cama do prelado.<br>bispo levou seu hóspede ao quarto, onde havia uma cama com roupa branca e limpa.<br>Amanhã, não vá embora sem primeiro tomar uma xícara de leite quente.<br>homem teve uma reação inesperada, que gelaria de susto outra pessoa que não<br>o<br>Virou-se para o velho, cruzou os braços e disse, com voz estranha:<br>—<br>Como pode me oferecer um quarto tão perto do seu?<br>O ex-condenado apagou a vela com um sopro das narinas, como era<br>costume entre os forçados.<br>O bispo foi passear um pouco no jardim.<br>Logo, reinava um grande silêncio na casa.<br>(2) Um pouco antes da época em que se passa a história, a França vivia<br>sob o governo dos reis (monarcas), que centralizavam o poder e<br>determinavam o destino de seus súditos.<br>Essa sociedade estava dividida em três classes, sendo muito difícil<br>alguém mudar sua condição social.<br>A segunda, pela aristocracia, também chamada de nobreza, que apesar de<br>rica pagava bem menos impostos e vivia dos pagamentos recebidos dos<br>camponeses e do governo.<br>A terceira classe era constituída pelo maior número de habitantes.<br>Dela faziam parte a burguesia (representada por banqueiros,<br>industriais, advogados, médicos, comerciantes) e também a camada mais<br>pobre da população.<br>A burguesia, apesar de possuir dinheiro, não tinha poder de decisão na<br>vida política e estava revoltada com os privilégios da Igreja e dos<br>aristocratas.<br>Os mais humildes, que viviam na miséria, eram obrigados a pagar impostos.<br>Os gastos do rei e de sua corte superavam em muito o dinheiro recebido<br>com tais impostos.<br>O comércio não ia bem e havia ainda as despesas com as guerras das<br>quais a França participava.<br>Tudo isso resultou na Revolução Francesa, também chamada Revolução<br>Burguesa, que teve início em 1789 e se inspirou num conjunto de idéias<br>contrárias ao poder dos reis e ao domínio religioso, pregando a<br>liberdade, a igualdade e a fraternidade entre todas as pessoas.<br>ex-condenado pertencia a uma pobre família camponesa.<br>Ao crescer, tornou-se podador de árvores.<br>Órfão de pai e mãe, foi criado por uma irmã mais velha, casada e com<br>sete filhos.<br>Quando tinha vinte e cinco anos, a irmã enviuvou.<br>O filho mais velho tinha oito anos, o mais novo um.<br>Jean Valjean tornou-se o arrimo da família.<br>Passou a sustentar a irmã e os sobrinhos com trabalhos grosseiros e<br>mal remunerados.<br>Nunca namorou, nem nunca se soube que estivesse apaixonado.<br>Quando comia, muitas vezes a irmã tirava o melhor pedaço de seu prato<br>para dar a uma das crianças, e ele sempre permitia.<br>Mas seu trabalho e o da irmã eram insuficientes para sustentar uma<br>família tão grande.<br>Certo ano, em um inverno rigoroso, Jean Valjean não encontrou trabalho.<br>Em uma noite de domingo, o padeiro da aldeia ouviu uma pancada na<br>vidraça gradeada.<br>Chegou a tempo de ver um braço passando por uma abertura feita por um<br>murro na vidraça.<br>O padeiro perseguiu o ladrão, que tentava fugir.<br>Por esse crime, foi condenado a cinco anos nas galés.<br>Explica-se: as galés eram barcos movidos a remo.<br>Os grupos de remadores, acorrentados, eram constituídos por<br>prisioneiros condenados.<br>Havia um soldo miserável para cada um deles, guardado até a libertação.<br>Era um trabalho exaustivo, feito somente por condenados.<br>Deixou de ter um nome, passou a ser um número: 24.601.<br>Pergunte a um vendaval onde arremessou as folhas secas.<br>Sem ninguém por eles, partiram ao acaso.<br>Uma vez apenas, no quarto ano de sua pena, ouviu notícias de sua irmã<br>por alguém que os conhecera.<br>Vivia em Paris com apenas um dos filhos, o menino mais novo.<br>A irmã trabalhava todos os dias como operária.<br>Mas, como esta só abria mais tarde, o menino ficava esperando no frio.<br>Essa notícia foi como um relâmpago, como uma janela aberta sobre o<br>destino de quem ele amava.<br>Uma janela que se fechou e não se abriu novamente, porque  Jean<br>Valjean nunca mais os encontrou, nem soube deles, por mais que os<br>procurasse mais tarde.<br>No final do quarto ano de condenação, Jean Valjean tentou fugir.<br>Ficou livre dois dias, até ser capturado.<br>Quando cumpriu seis, tentou outra vez, mas não conseguiu fugir.<br>Resistiu aos guardas que o encontraram em seu esconderijo<br>e<br>ganhou mais cinco anos, com castigos.<br>No décimo ano e no décimo terceiro, quis fugir outras vezes, e sua<br>pena aumentou mais ainda.<br>Durante a prisão, o inofensivo podador de árvores tornou-se um homem temível.<br>Tinha ódio da lei e da sociedade.<br>De ano para ano, sua alma foi se tornando amarga.<br>Desde que fora preso, há dezenove anos, Jean Valjean não soltava uma lágrima.<br>Quando saiu, acreditou que podia ter uma nova vida.<br>Mas recebeu uma quantia miserável pelos dezenove anos de trabalhos forçados.<br>Seu documento de identificação dizia se tratar de um homem perigoso.<br>Logo arrumou um trabalho para descarregar fardos, pois era muito forte.<br>Ao receber, ganhou menos do que os outros por ser um ex-condenado.<br>Assim, ao acordar de madrugada, na casa do bispo, começou a pensar nos<br>talheres e na concha de prata.<br>Seu valor era maior do que tudo que ganhara pelos dezenove anos!<br>Tirou uma barra de ferro do saco de viagem para arrombar o armário.<br>Pôs os sapatos nos bolsos, o saco de viagem nas costas.<br>E se o bispo acordasse, desse o alarme?<br>Ergueu a barra de ferro, mas não foi preciso usá-la.<br>De manhã, o bispo passeava pelo jardim quando a criada veio correndo,<br>transtornada.<br>Monsenhor, onde está o cesto em que guardo os talheres de prata?<br>bispo estendeu o braço para um canteiro de flores.<br>criada correu ao quarto, verificou o armário.<br>Mais tarde, o bispo almoçava com sua irmã.<br>Foi uma má idéia abrigar aquele homem!<br>Quando estava terminando, bateram à porta.<br>Monsenhor bispo — disse o que comandava o grupo.<br>Monsenhor Benvindo aproximou-se e exclamou, com os olhos em Jean Valjean:<br>—<br>Também lhe dei os castiçais de prata, como o resto.<br>O senhor deu os talheres a esse homem, Monsenhor?<br>Nós o vimos com ar de quem foge e o prendemos para averiguar.<br>E disse que ganhou de um pobre padre, na casa de quem passou a noite?<br>Meu amigo, antes de ir embora, pegue os castiçais.<br>irmã e a criada olhavam para ele em silêncio.<br>O bispo disse aos policiais:<br>—<br>Não se esqueça, não se esqueça nunca de que prometeu usar esse<br>dinheiro para se tornar um homem honesto.<br>Jean Valjean, que não se lembrava de ter feito essa promessa, ficou<br>sem resposta.<br>bispo continuou, solenemente:<br>—<br>Jean Valjean, meu irmão, lembre-se de que já não pertence ao mal, mas<br>sim ao bem.<br>Eu a furto dos maus pensamentos e do espírito da perdição para<br>entregá-la a Deus.<br>Seguia a esmo pelos caminhos, sem perceber que dava voltas e acabava<br>nos mesmos lugares por onde já tinha passado.<br>Seria impossível dizer se era arrependimento ou humilhação.<br>Às vezes, sentia uma espécie de ternura.<br>Mas em seguida a repelia, devido ao endurecimento dos últimos anos.<br>Quando entardeceu, estava sentado atrás de uma moita, na planície,<br>absolutamente deserta naquela hora.<br>De repente, ouviu um ruído de alegria.<br>Pela trilha vinha um garoto de uns dez anos, vestido com calças<br>velhas, rasgadas nos joelhos.<br>Na época, esses meninos costumavam ir de aldeia em aldeia, fazendo<br>pequenos trabalhos.<br>O garoto cantava e brincava com algumas moedas que trazia nas mãos.<br>Entre elas, havia uma moeda de prata, mais valiosa.<br>Foi justamente essa que caiu no chão.<br>Senhor, devolva meu dinheiro — insistiu o garoto.<br>O garoto o agarrou, tentando fazer com que tirasse<br>o<br>sapato de cima da moeda.<br>Depois, saiu correndo sem dar um grito.<br>Pensava, com o olhar fixo no chão.<br>moeda, quase enterrada no chão.<br>Era como se a moeda fosse um olho aberto, que o fixava.<br>Começou a correr, com a moeda na mão, à procura do menino.<br>Correu para uma encruzilhada, já iluminada pelo luar.<br>Jean Valjean deu algumas moedas ao padre.<br>— Em seguida pediu, alucinado:<br>—<br>Amedrontado, o padre esporeou o cavalo e fugiu.<br>Jean Valjean continuou a correr à procura do garoto.<br>Até que ficou sem voz, de tanto gritar na planície solitária.<br>Caiu no chão, com as mãos enfiadas nos cabelos, e a cara escondida nos joelhos.<br> Seu coração endurecido sucumbiu à força da emoção.<br>Pela primeira vez em dezenove anos, chorou!<br>O perdão concedido pelo bispo o ofuscava.<br>Roubara a moeda do garoto em um impulso, por hábito, por instinto.<br>Mas, quando Jean Valjean tomou consciência de seu ato, veio a angústia.<br>A figura do bispo resplandeceu e encheu sua alma.<br>Mas um rapaz que levava a mala do correio para Digne e que chegou à<br>cidade às três da manhã, ao atravessar a praça da catedral, viu diante<br>da porta de Monsenhor Benvindo um homem ajoelhado, rezando durante a<br>madrugada.<br>prefeito Capítulo 5  Cosette Dois anos se passaram.<br>Em 1817, o rei Luís XVIII da França comemorou seus vinte<br>e<br>Napoleão (3) estava exilado na ilha de Santa Helena.<br>A lembrança da Revolução e das guerras napoleônicas ainda dividia os franceses.<br>Alguns ainda acreditavam na Revolução, na qual o rei Luís XVI foi<br>destronado e morto na guilhotina, assim como sua esposa, Maria<br>Antonieta, sendo criada a República.<br>Com o fim da Revolução, outros acusavam os republicanos de "regicidas".<br>Boa parte das pessoas concordava que a era das revoluções tinha acabado.<br>Mas ainda existiam muitos republicanos, como veremos mais tarde.<br>Vivia em Paris, nessa época, uma jovem costureira chamada Fantine.<br>Ao fazê-lo, mostrava seus magníficos dentes.<br>Abandonada, Fantine tentou, durante algum tempo, sobreviver das costuras.<br>Mas, durante o romance, abandonara seus fregueses.<br>Percebeu que estava prestes a cair na miséria.<br>Decidiu voltar à sua cidade natal, chamada Montreuil-sur-Mer, onde<br>talvez ainda encontrasse algum conhecido e um trabalho.<br>Usou os vestidos de seda e as fitas de renda que ainda possuía para<br>fazer roupas para a filha, a quem amava.<br>Às vezes, cansada, sofria pequenos acessos de tosse.<br>Como chegar à sua cidade natal com a menina sem ser casada?<br>Havia nessa época, nas imediações de Paris, em um lugarejo chamado<br>Montfermeil, uma taverna.<br>Era o desenho de um homem carregando outro nas costas.<br>Representava uma cena da famosa batalha em que Napoleão foi derrotado.<br>Certo  dia, na frente da estalagem, brincavam duas meninas, filhas dos donos.<br>A alguns passos de distância, sentada à porta da estalagem, estava a mãe.<br>Mas parecia enternecedora ao cantar para as filhas.<br>Justamente nesse momento, Fantine passava por lá.<br>Carregava a filhinha e uma bolsa de viagem, aparentemente pesada.<br>Era corada e parecia ter boa saúde.<br>Fantine parou, observando as meninas brincarem.<br>A viajante contou sua história, um pouco modificada.<br>Ia procurar trabalho em sua terra natal.<br>Contou como a viagem era cansativa com uma criança que mal conseguia andar.<br>Crianças fazem amizade com tanta facilidade!<br>Fantine pegou na mão da mulher e propôs:<br>—<br>Será difícil encontrar trabalho com uma filha.<br>Ao ver a senhora, com as suas meninas, tive uma inspiração.<br>Uma voz de homem gritou lá de dentro.<br>Exigiu seis meses adiantados e mais uma quantia para as primeiras despesas.<br>Assim que ganhar dinheiro, volto para buscar minha querida!<br>Partiu de manhã, angustiada pela separação.<br>O senhor Thénardier cumprimentou a mulher:<br>—<br>O dinheiro é exatamente o que me faltava para pagar uma dívida!<br>Boa armadilha você armou com as meninas brincando!<br>Pintara, ele mesmo, a tabuleta da porta, que fazia referência à<br>batalha de Waterloo, onde Napoleão perdeu a guerra.<br>Passou a vesti-la com roupas velhas, deixadas pelas filhas.<br>Para comer, davam-lhe as sobras dos pratos.<br>Comida um pouco melhor que a do cão e pouco pior que a do gato.<br>Aliás, era com eles que Cosette comia, embaixo da mesa, em uma tigela<br>de madeira.<br>Mas mandava cartas, escritas por outras pessoas, pedindo notícias da filha.<br>Logo exigiram aumento da mensalidade.<br>Fantine, acreditando ser a filha bem tratada, aceitou.<br>A troco de nada, Cosette recebia violentos castigos.<br>Ao mesmo tempo, à medida que Cosette crescia, era transformada na<br>criada da casa.<br>Obrigavam a menina a fazer compras, varrer os quartos, o pátio e a<br>rua, e até a carregar fardos.<br>O casal Thénardier sentia-se no seu direito.<br>Principalmente porque a mãe começou a atrasar os pagamentos.<br>Se a mãe tivesse voltado, não teria reconhecido sua filha.<br>Só restavam seus belos olhos, enormes no rosto magro.<br>coração ver a menina, que ainda não tinha seis anos, vestida com<br>farrapos, varrendo a rua ao amanhecer.<br>(3) Napoleão Bonaparte era um jovem militar que teve grande destaque<br>durante a Revolução Francesa.<br>Em 1799, com o apoio da burguesia, Napoleão tomou o poder.<br>Um de seus objetivos era conter os ânimos das camadas populares,<br>garantindo as conquistas burguesas, além de expandir o território<br>francês.<br>O período que se seguiu ao fim da Revolução foi marcado por muitas<br>conquistas militares e pela expansão das idéias revolucionárias<br>francesas ao restante do mundo.<br>Sob seu comando, em 1812, a França dominava quase toda a Europa ocidental.<br>Em 1814, porém, um exército formado por Inglaterra, Áustria, Rússia e<br>Prússia invadiu Paris, a capital francesa.<br>Napoleão foi exilado e o trono da França entregue a Luís XVIII.<br>(4) Em março de 1815, Napoleão retornou à vida política francesa,<br>prometendo mudanças.<br>Acabou conseguindo o apoio da população e voltou ao governo.<br>Mas foi formada uma nova coligação internacional contra a França e<br>Napoleão foi derrotado em junho de 1815, na Batalha de Waterloo, na<br>Bélgica.<br>Fábrica Após ter deixado sua filha com o casal Thénardier, Fantine<br>seguira viagem até Montreuil-sur-Mer.<br>Partira de sua terra natal há dez anos.<br>Ao voltar, encontrou-a em franco progresso.<br>principal atividade industrial da cidade era fabricar o azeviche<br>inglês e uma imitação dos vidrilhos pretos da Alemanha.<br>Vinha em decadência por causa do alto preço das matérias-primas.<br>Mas, há alguns anos, um desconhecido chegara à cidade.<br>fabricação de ambos os artigos, introduzindo a resina na fabricação,<br>no lugar da goma-laca, e a solda nos braceletes e nas pulseiras.<br>Embora a aparência dos produtos tenha sofrido pouca mudança, o preço<br>de fabricação caiu bastante.<br>As vendas aumentaram e, com isso, também subiram os salários e os lucros.<br>Em menos de três anos, o inventor tornou-se rico.<br>Contava-se que chegara com pouco dinheiro no bolso, não se sabia de onde.<br>Seus trajes e o modo de falar eram de um simples operário.<br>No dia de sua chegada, houvera um incêndio na Prefeitura.<br>Arriscando a própria vida, o homem salvou duas crianças no meio das chamas.<br>Eram os filhos do chefe de polícia.<br>Devido a esse ato de heroísmo, ninguém fez questão de ver sua identificação.<br>Tinha cerca de cinqüenta anos, ar preocupado e boa índole.<br>Seus lucros cresceram tanto que, no segundo ano após sua chegada,<br>fundou uma grande fábrica.<br>Exigia honestidade e pureza de costumes de todos os funcionários.<br>Sabia-se que tinha uma fortuna estimada em seiscentos e trinta mil<br>francos, depositados com um banqueiro.<br>Mas já tinha gasto mais de um milhão para ajudar os pobres e a cidade.<br>Criou um fundo para auxiliar velhos e doentes e uma farmácia gratuita.<br>Praticava caridade às escondidas, muitas vezes deixando uma moeda de<br>ouro na casa dos pobres sem se identificar.<br>Em 1819, o rei o nomeou prefeito da cidade.<br>Mais tarde, quando seus produtos fizeram sucesso em uma exposição<br>industrial, o rei quis lhe oferecer a medalha de Cavaleiro da Legião<br>de Honra.<br>Houve muita insistência para que aceitasse, e não pôde recusar novamente.<br>Às vezes passeava pelo campo com uma espingarda para caçar.<br>Mas, se atirava, demonstrava pontaria infalível.<br>Não se conheciam amigos ou parentes desse homem.<br>Mas quando, em 1821, os jornais noticiaram a morte do bispo de Digne,<br>aos 82 anos, o senhor Madeleine pôs luto.<br>Sempre que via, também, um menino da Sabóia procurando chaminés para<br>limpar, perguntava seu nome e lhe dava algum dinheiro.<br>No início, não faltaram comentários e calúnias sobre o passado desse homem.<br>Mais tarde, conquistou o respeito da população.<br>Mas, às vezes, ao caminhar por uma rua, percebia estar sendo observado.<br>Virava-se e via um homem alto, de casacão, chapéu na cabeça e uma<br>bengala nas mãos.<br>Este acompanhava o senhor Madeleine com o olhar, pensando: "Já vi esse<br>homem em algum lugar!<br>Tinha nariz chato, lábios finos.<br>Quando ria, o que era raro, parecia um tigre.<br>Tinha um apego estrito à lei.<br>Mostrava-se implacável no seu dever de policial.<br>Seria capaz de denunciar o próprio pai ou a mãe.<br>Já dera a entender a conhecidos que investigara o passado do senhor Madeleine.<br>Nunca encontrara nenhuma pista para saber de onde viera ou o que<br>fizera até chegar à cidade.<br>O senhor Madeleine percebia seu olhar fixo, mas não se importava.<br>Certa manhã, o senhor Madeleine passava por uma viela.<br>Caminhou até um grupo de gente, que cercava um velho caído embaixo das<br>rodas de sua carroça carregada.<br>O cavalo, também caído, tinha as patas quebradas.<br>Estava espremido entre as duas rodas, quase sem poder respirar.<br>Para livrar o velho da morte, só levantando a carroça.<br>No chão sem calçamento, a carroça afundava sobre o peito do velho.<br>Embaixo da carroça ainda há espaço para um homem se agachar e erguê-la<br>com as costas.<br>Se alguém fizer isso, dou dez moedas de ouro!<br>Não é falta de boa vontade — disse Javert.<br>Em seguida, Javert continuou, sem tirar os olhos de Madeleine:<br>—<br>Até hoje, só conheci um homem capaz de fazer isso.<br>A carroça está me esmagando — gritou o velho Fauchelevent.<br>Em seguida, entrou embaixo da carroça.<br>Para espanto de todos, levantou a carroça o suficiente para libertar o velho.<br>Madeleine suava, rasgara a roupa e estava sujo de lama.<br>No dia seguinte, recebeu algum dinheiro e um recado de Madeleine:<br>"Compro sua carroça e o cavalo".<br>O velho carroceiro sabia que a carroça estava inutilizada.<br>Ainda graças à influência de Madeleine, conseguiu o cargo de<br>jardineiro em um convento de Paris.<br>Foi pouco depois desse fato que Madeleine aceitou tornar-se prefeito.<br>Javert ficou ainda mais agitado, como um cachorro que fareja um lobo<br>vestido com as roupas de seu dono.<br>inspetor de polícia passou a evitar Madeleine e só falava com ele<br>quando o trabalho exigia.<br>Queda Tal era a situação da cidade quando Fantine regressou.<br>Mas encontrou um emprego na fábrica.<br>Passou a viver do seu trabalho e, novamente, teve esperanças.<br>Comprou um espelho, voltou a sentir orgulho de seus belos cabelos e dentes.<br>Pensava na filha, Cosette, e sonhava com um futuro melhor.<br>Por não ser casada, não tinha coragem de contar a ninguém sobre sua  filhinha.<br>As colegas da fábrica falavam dela com hostilidade.<br>Como não sabia escrever, Fantine pagava para um senhor redigir suas<br>cartas aos Thénardier pedindo notícias de Cosette.<br>superintendente da fábrica chamou Fantine e a demitiu.<br>Deu uma pequena indenização em nome do senhor Madeleine, pois ele<br>exigia moral das funcionárias.<br>Isso aconteceu justamente quando os Thénardier pediram novo aumento da<br>mensalidade.<br>Além disso, devia dois meses de aluguel e não terminara de pagar os móveis.<br>É claro que o senhor Madeleine nada sabia da história.<br>Bateu de porta em porta, em busca de trabalho.<br>Quando seu dinheiro já estava no fim, conseguiu camisas dos soldados<br>para costurar.<br>A maior parte do que ganhava enviava para os Thénardier.<br>O inverno se aproximava e Cosette não tinha roupas de frio.<br>Desesperada, Fantine amarrotava a carta nas mãos.<br>De noite, foi até um barbeiro que morava na esquina.<br>Desatou seus lindos cabelos loiros.<br>barbeiro ofereceu justamente uma boa quantia, porque podia usá-los<br>para fazer perucas.<br>Comprou roupas de inverno e mandou-as aos Thénardier.<br>Ficaram furiosos, pois queriam o dinheiro.<br>Distribuíram as roupas entre suas filhas, e a pequena Cotovia<br>continuou passando frio.<br>Fantine, porém, se conformava, pensando: "Minha filhinha não tem frio.<br>Um dia, recebeu nova carta dos Thénardier.<br>Fantine passou o dia descontrolada, rindo.<br>Na praça, havia uma carruagem extravagante.<br>Em cima dela, um dentista vendia dentaduras completas,<br>pós-dentifrícios e remédios para tirar a dor.<br>Fantine parou para ouvir, rindo com o discurso do homem.<br>A certa altura, ele observou Fantine e exclamou:<br>—<br>Pago duas moedas de ouro pelos dois da frente!<br>Fantine fugiu correndo, tapando os ouvidos.<br>Se decidir, vá à estalagem me procurar.<br>São duas moedas de ouro<br>—<br> Em casa, Fantine continuou a sentir-se horrorizada com a proposta.<br>ler a carta, pedindo dinheiro.<br>noite, quando uma vizinha a visitou, Fantine estava sentada diante da<br>vela, em silêncio.<br>— perguntou a velha, surpresa.<br>Na luz trêmula da vela, via-se um buraco negro na boca.<br>Fantine jogou fora o espelho, pois não queria mais se ver.<br>Às vezes passava a noite chorando, com tosse.<br>Quando pensava, odiava o senhor Madeleine, tão virtuoso, por culpa de<br>quem julgava ter perdido o emprego.<br>Ameaçavam pôr Cosette na rua, onde sem dúvida morreria no frio.<br>decidiu vender o que restava de si mesma.<br>Capítulo 8 Briga na Rua Oito ou dez meses depois, em uma noite em que<br>a rua estava coberta de neve, um boêmio se divertia na rua.<br>Atormentava uma mulher que andava, de vestido decotado e com flores na<br>cabeça, diante do café dos oficiais.<br>mulher caminhava pela neve, debaixo da zombaria.<br>Rindo, jogou nos ombros nus da moça.<br>Xingava com uma voz rouca, que saía de uma boca à qual faltavam os<br>dois dentes da frente.<br>Foram cercados por curiosos, enquanto a mulher esmurrava o homem.<br>Fantine encolheu-se em um canto, como um cão medroso.<br>Minutos antes, entrara um homem sem ninguém notar.<br>Ao ouvir esse nome, Fantine enfureceu-se.<br>Para ela, o prefeito era o culpado de toda sua miséria.<br>Foi até ele e cuspiu-lhe no rosto.<br>Mas a raiva acumulada durante todo aquele tempo fazia Fantine gritar:<br>—<br>Essa mulher agrediu um rapaz decente — insistiu.<br>Mas ela insultou o senhor, na minha frente.<br>O ofendido fui eu, e não quero dar queixa.<br>A maior justiça é a feita pela consciência!<br>Mais uma vez, Javert quis insistir na prisão de Fantine.<br>A lei diz que ela merece seis meses de prisão!<br>Na época, o prefeito tinha poder sobre o inspetor.<br>Essa mulher está livre, de acordo com o artigo 81 da lei de 13 de<br>dezembro de 1799, sobre detenção arbitrária.<br>Javert recebeu a ordem como um soldado diante de um general.<br>Não sou responsável diretamente pela sua demissão da fábrica.<br>Pagarei suas dívidas e mandarei buscar sua filha.<br>Emocionada com essa prova de compaixão, Fantine caiu de joelhos.<br>O punhado de neve nas costas naquela noite fria desencadeara a doença.<br>O senhor Madeleine informou-se sobre a vida da moça.<br>Escreveu aos Thénardier enviando uma quantia muito maior do que<br>Fantine lhes devia.<br>O senhor Thénardier resolveu explorar ainda mais a situação.<br>Madeleine pagou, aceitando a nova extorsão.<br>Mas exigiu que Cosette viesse para perto da mãe.<br>Não vamos largar essa mina de ouro!<br>Pediu para a moça assinar um bilhete, que guardou com ele: "“Senhor<br>Thénardier”, Entregue Cosette ao portador.<br>Fantine" Nesse espaço de tempo, ocorreu um fato importante, que mudou<br>o rumo da vida de nossas personagens.<br>Acusado Certa manhã, o senhor Madeleine estava em seu gabinete da<br>Prefeitura colocando em ordem alguns assuntos urgentes.<br>Vieram avisar que o inspetor Javert queria lhe falar com urgência.<br>Em tom respeitoso, Javert pediu para ser exonerado do cargo de inspetor.<br>Há seis semanas, depois que o senhor me obrigou a libertar aquela<br>mulher, eu o denunciei à chefatura de polícia em Paris.<br>Eu suspeitava do senhor havia muito tempo.<br>A sua força, demonstrada quando ergueu a carroça para salvar Fauchelevent.<br>É um forçado que conheci nas galés, há vinte anos, quando eu era<br>ajudante de carcereiro na prisão.<br>Sabe-se que esse homem, ao ser libertado, roubou um bispo.<br>Suspeitei que fosse o senhor e fiz a denúncia.<br>Este contou o que soubera: um pobre homem, chamado Champmathieu, fora<br>pego com um ramo de macieira roubado.<br>Foi para a prisão, onde foi reconhecido por um antigo forçado como o<br>verdadeiro Jean Valjean.<br>Concluíram que o homem mudara de nome para se disfarçar.<br>Outros dois antigos forçados fizeram a identificação positiva.<br>Embora negasse  com todas as forças, Champmathieu era, sem dúvida, Jean Valjean.<br>— perguntou Madeleine, em voz baixa.<br>Eu não sei como pude suspeitar do senhor.<br>E, como tal, sua pena será a prisão perpétua nas galés.<br>O homem insiste em dizer que se chama Champmathieu.<br>Eu mesmo serei testemunha no julgamento em Arras.<br>A sentença será proferida amanhã à noite.<br>O ofendido fui eu e estou disposto a esquecer o incidente.<br>Abusei do meu cargo denunciando o senhor, que é inocente.<br>Continuo no meu cargo até ser substituído.<br>Madeleine ficou pensativo, escutando o eco daquele passo firme e<br>seguro, que se afastava pelo corredor.<br>Sem dúvida, o leitor já adivinhou que Madeleine era, de fato, Jean Valjean.<br>Guardou os castiçais como lembrança e se dedicou a uma vida honesta.<br>Quando chegou a Montreuil-sur-Mer, teve a idéia que revolucionou a<br>indústria local.<br>Tinha dois únicos pensamentos: ocultar seu nome e santificar sua vida.<br>Ou seja, escapar dos homens e dedicar-se a Deus.<br>Fazia da caridade seu maior objetivo.<br>Podia permitir que um inocente fosse condenado em seu lugar?<br>Se o fizesse, todas suas boas ações até agora não teriam sentido.<br>Mas se denunciasse a si mesmo, seria preso.<br>Era sua oportunidade de redimir uma alma entregue ao desespero.<br>Na tarde seguinte, foi vê-la na enfermaria.<br>Chamou a irmã Simplice, uma freira que se havia afeiçoado à doente.<br>Depois de ver a doente, que ficou cheia de esperanças, Madeleine foi<br>alugar um cavalo e um tílburi, veículo leve, ideal para viajar em<br>velocidade.<br>"Adotarei a única atitude possível a um homem de bem.<br>Em certo momento, voltou atrás.<br>Decidiu livrar-se de todos os laços que ainda o prendiam a Jean Valjean.<br>Pegou suas antigas roupas, de quando fora libertado, seu saco de<br>viagem, seu cajado e até uma velha moedinha de prata, sem dúvida a que<br>roubara do menino.<br>De repente, olhou os dois castiçais de prata, que o clarão do fogo<br>iluminava na lareira.<br>Nesse instante, teve a impressão de que uma voz gritava dentro dele:<br>—<br>Os cabelos se arrepiaram, como se ouvisse uma voz vinda do túmulo.<br>Continue a ser prefeito, enriqueça a cidade, alimente os pobres, viva feliz.<br>Mas, enquanto estiver sendo admirado pela sua virtude, haverá alguém<br>sendo chamado pelo seu nome, na prisão, com a corrente que você<br>deveria carregar nos pés!<br>voz parecia tornar-se mais forte.<br>Colocou os castiçais de volta em cima da lareira.<br>Às três da manhã, caiu sentado.<br>Responderam que era o cocheiro, com o cavalo e o veículo que encomendara.<br> Capítulo 10 Julgamento Quando Madeleine chegou a Arras, o julgamento<br>já havia começado.<br>Devido à sua posição como prefeito, não foi difícil entrar na sala do tribunal.<br>Encontrara o galho da árvore já arrancado e aproveitara para ficar com as maçãs.<br>Não havia invadido o pomar de ninguém.<br>O advogado de defesa mal tinha o que dizer.<br>O promotor falou de sua vida passada.<br>Do roubo da moeda de prata de um menino.<br>O juiz lembrou que seu suposto empregador havia falido e não fora encontrado.<br>Além disso, já fora reconhecido, inclusive pelo inspetor de polícia Javert.<br>Dois antigos forçados foram trazidos ao tribunal.<br>juiz ia terminar o julgamento, quando se ouviu uma voz.<br>Seus cabelos grisalhos em uma única noite tinham ficado brancos.<br>Julgando que Madeleine estivesse fora de si, o promotor pediu que<br>chamassem um médico.<br>O juiz está para cometer um erro e condenar um inocente.<br>Virou-se para os antigos forçados que testemunhavam contra o acusado.<br>Na prisão, você usava um suspensório xadrez.<br>Você, Chenildieu, tem uma marca de queimadura no ombro direito.<br>Finalmente, você, Cochepaile, tem uma data tatuada no braço esquerdo.<br>É a data do desembarque de Napoleão em  Cannes, primeiro de março de 1815.<br>Madeleine, com um sorriso de triunfo e de desespero, falou com o tribunal:<br>—<br>juiz, o advogado, o promotor, os jurados e o público ficaram em silêncio.<br>O senhor promotor sabe onde me encontrar e pode me mandar buscar quando quiser.<br>A beleza de seu gesto, ao se entregar para salvar um condenado, provocara<br>o<br>Várias vezes, perguntou à irmã Simplice sobre o senhor prefeito.<br>É por isso que não veio me ver hoje.<br>irmã Simplice rezava para que fosse verdade.<br>Talvez fosse melhor não ver a doente, enquanto a filha dela não chega.<br>Mais parecia que estava para voar do que para morrer.<br>Ao ver Madeleine, sorriu, em paz:<br>—<br>Está com febre, e a presença de sua filha vai agitá-la.<br>pobre mãe insistiu:<br>—<br>Foi muito gentil em ter ido buscar minha filha!<br>Madeleine apertou a mão dela nas suas.<br>Era apenas o som de uma menininha cantando ao longe.<br>Os olhos, esbugalhados pelo terror.<br>Pouco depois da saída de Madeleine do tribunal, já haviam se esquecido<br>da beleza de sua atitude.<br>Por favor, me dê três dias para buscar a filha dessa mulher.<br>— Três dias para buscar a filha de uma prostituta!<br>Javert exclamou, agarrando a gola de Madeleine:<br>—<br>Estendeu as mãos como alguém que está se afogando e busca onde se agarrar.<br>Depois caiu sem forças no travesseiro.<br>A cabeça bateu na cabeceira da cama.<br>Ajoelhou-se e cochichou no ouvido da morta.<br>Mas irmã Simplice garantiu ter visto um sorriso brotar dos lábios da morta.<br>prisão do prefeito foi um escândalo.<br>Em menos de duas horas, esqueceu-se o bem que praticara.<br>Apenas três ou quatro pessoas permaneciam fiéis ao prefeito.<br>Entre elas, a velha porteira do edifício onde morava.<br>Quebrei a barra de ferro de uma grade e fugi.<br>Vou pegar minhas coisas no quarto.<br>Pegou os dois castiçais que ganhara do bispo.<br>"“Peço ao senhor padre para tomar conta de tudo que deixo.<br>Faça o favor de pagar as despesas do meu processo e o enterro da<br>mulher que morreu hoje.<br>O resto, dê aos pobres.”" Nesse instante, ouviu-se um ruído na escadaria.<br>Jean Valjean correu a se encostar na parede.<br>Ao ser aberta, a porta ocultou o homem.<br>Javert ficou perturbado ao ver a freira rezando.<br>Mas seu senso de dever fez com que perguntasse:<br>—<br>Pela primeira vez na sua vida, irmã Simplice mentiu:<br>—<br>Desculpe minha insistência, mas a senhora não viu hoje um prisioneiro fugido?<br>Não — respondeu a freira, mentindo pela segunda vez.<br>Esses acontecimentos foram narrados por alguns jornais da época.<br>O primeiro, do Drapeau Blanc, de 25 de julho de 1823, narra os fatos<br>da seguinte maneira: "“A polícia descobriu que o prefeito de<br>Montreuil-sur-Mer, um homem chamado Madeleine, era nem mais nem menos<br>do que um antigo forçado, chamado Jean Valjean, e condenado novamente<br>por crime e roubo.<br>Parece que pouco antes de sua prisão, Jean Valjean conseguiu receber<br>das mãos de seu banqueiro uma quantia superior a meio milhão de<br>francos.<br>Ao que parece, tal fortuna foi ganha de maneira honesta, em sua fábrica.<br>Mas não se sabe onde Jean Valjean escondeu esse dinheiro, pois não<br>estava com ele ao ser preso novamente."<br>Journal de Paris dizia: "Acaba de ser condenado novamente um antigo<br>forçado chamado Jean Valjean.<br>Desmascarado e preso, esse homem, que tem uma força hercúlea, conseguiu fugir.<br>Dizem que aproveitou os três ou quatro dias de liberdade para retirar<br>uma quantia considerável, que havia depositado com um banqueiro.<br>Aparentemente, conseguiu esconder esse dinheiro.<br>Foi condenado à pena de morte.<br>Mas o rei, em sua clemência, mudou a pena para trabalhos forçados por<br>toda a vida.<br>Jean Valjean foi enviado para as galés.”" Após a prisão de Jean<br>Valjean, a indústria em Montreuil-sur-Mer decaiu.<br>Jean Valjean continuava preso, nos trabalhos forçados das galés.<br>Certo dia, quando o navio estava no porto, um marinheiro perdeu o equilíbrio.<br>Subitamente, um homem subiu pelo cordame do navio em seu socorro.<br>Era um forçado que pedira licença ao oficial para tentar o salvamento.<br>Autorizado, quebrou o grilhão dos pés.<br>(Só mais tarde refletiram na facilidade com que arrebentou a cadeia.)<br>Corajosamente, conseguiu chegar perto do marinheiro em perigo.<br>Amarrou-o com uma corda que trazia na mão.<br>Depois, o pegou com os braços e o levou até seus companheiros.<br>Ao voltar para junto dos outros forçados, cambaleou.<br>De repente, caiu no mar.<br>Quatro homens pegaram um barco para socorrê-lo.<br>Mas o homem não voltou à tona.<br>No dia seguinte, um jornal noticiou: "“Ontem um forçado das galés,<br>depois de socorrer um marinheiro, caiu no mar e afogou-se.<br>Boneca de Louça Aos oito anos, Cosette já havia sofrido tanto que às<br>vezes parecia uma velha.<br>Tinha uma mancha negra no olho, de um murro dado pela senhora Thénardier.<br>Entre outros trabalhos cansativos, era responsável por buscar água na fonte.<br>A aldeia de Montfermeil, encravada em um bosque, tinha escassez de água.<br>Era preciso buscá-la em lugares distantes.<br>Cosette tomava cuidado para encher os jarros, as garrafas e o barril<br>da estalagem durante o dia.<br>Morria de medo de ir no bosque na escuridão.<br>Certa noite, a água do barril acabou.<br>Não deram água ao meu cavalo!<br>Cosette, que estava escondida embaixo da mesa, pôs-se para fora.<br>Tão pequena e capaz de inventar uma mentira tão grande!<br>Vamos, preguiçosa, vá dar água ao cavalo!<br>Pois vá buscar na fonte!<br>Cosette pegou um balde quase do tamanho dela.<br>Lá fora, havia uma feira de Natal com barracas até a igreja.<br>Em uma delas, havia uma boneca de louça.<br>Tinha um vestido de seda cor-de-rosa, cabelos de verdade e olhos esmaltados.<br>Sozinha, parou em frente à barraca encantada com a boneca.<br>Cosette saiu correndo, quase tropeçando no enorme balde.<br>Na fonte, ao encher o balde, não percebeu que a moeda caiu de seu bolso.<br>De tanto medo, só pensava em atravessar o bosque depressa.<br>De novo, ergueu o balde, andando com dificuldade.<br>A mão de um homem, enorme, segurava a alça.<br>homem pôs as mãos nos ombros da menina.<br>Tentou ver seu rosto na escuridão.<br>Pegou no balde e continuou a caminhar.<br>Quem fez você buscar água no bosque a essa hora da noite?<br>A senhora Thénardier, dona da estalagem.<br>Quando estavam perto da estalagem, Cosette pediu.<br>Se a senhora Thénardier descobrir que não fui eu quem trouxe, me dará uma surra.<br>Cosette aproveitou para olhar a boneca mais uma vez.<br>A Thénardier abriu a porta furiosa, reclamando da demora.<br>Mas, ao ver o hóspede, mudou de atitude.<br>Fico na varanda ou na estrebaria.<br>Era uma quantia bem maior do que a cobrada normalmente.<br>O homem pôs um embrulho que carregava e seu cajado em um banco.<br>Como sempre estava com frio, tinha o hábito de apertar os joelhos um<br>contra o outro.<br>O corpo estava cheio de manchas, resultado das pancadas que levava.<br>No fundo de seus olhos, antes belos, só havia  terror.<br>A padaria estava fechada — mentiu Cosette, que estava embaixo da mesa<br>tricotando.<br>dona da estalagem estendeu a mão, querendo o dinheiro de volta.<br>homem retirou uma moeda do bolso.<br>Acabo de ver alguma coisa rolar do bolso da menina.<br>Aceitou a moeda, guardou no bolso e desistiu de castigar Cosette.<br>Foram sentar-se perto do fogo, coradas, sadias.<br>Dali a pouco voltou trazendo a linda boneca que já descrevemos.<br>Cosette se escondeu embaixo da mesa.<br>Dar uma boneca tão cara a esse monstrinho?<br>homem continuou em silêncio, pensativo.<br>Cosette foi se deitar, levando a boneca nos braços.<br>— perguntou o dono da estalagem.<br>Thénardier fez questão de lhe oferecer um quarto, embora ele<br>garantisse que bastava a estrebaria.<br>Lá estavam os sapatos de Éponine e Azelma, deixados à espera de um presente.<br>No  canto mais escuro, havia um pequeno tamanco de madeira.<br>Cosette também não perdera a esperança e deixara seu tamanquinho na lareira.<br>viajante colocou uma moeda de ouro e voltou para seu quarto.<br>Pela primeira vez na vida, Cosette teria Natal.<br>Em primeiro lugar que, apesar de se vestir de maneira simples, o homem<br>tinha dinheiro.<br>Logo na manhã seguinte, começou a se lamentar.<br>Segundo disse, uma pobre órfã que recolhera por piedade.<br>Thénardier fingiu um grande amor pela menina.<br>Mas aceitou compensar Thénardier dos gastos que apregoava.<br>Retirou o dinheiro de seu saco de viagem e entregou ao dono da estalagem.<br>Em seguida, abriu o embrulho que trazia: era um vestido preto, meias e<br>sapatos, justamente do tamanho de Cosette.<br>Obviamente, desde que chegara, planejava levar a menina.<br>Cosette ia feliz, sentindo-se segura ao lado daquele homem.<br>Mal saíram, a senhora Thénardier criticou o marido:<br>—<br>Já estava perdendo as esperanças, quando avistou Cosette e o velho na floresta.<br>A menina me foi deixada pela mãe.<br>Se a mãe morreu, só posso dá-la a quem traga uma ordem deixada pela mãe.<br>Thénardier imaginou que fosse pegar o dinheiro.<br>Lembrou que o bilhete falava que as despesas seriam pagas.<br>O homem afirmou já ter deixado uma quantia bem alta nas mãos do<br>estalajadeiro, mais que suficiente.<br>Se quer levar a menina, tem que me dar mais.<br>Mas não teve coragem de atacar, devido à altura e ao porte do homem,<br>que parecia ser muito forte.<br>Dado como morto após salvar o marinheiro, na verdade conseguira nadar<br>para terra firme.<br>Levou-a para Paris, onde alugara um quarto em uma casa de cômodos miserável.<br>Na casa, os outros cômodos não estavam alugados.<br>Havia apenas uma velha que atendia à porta e cuidava da limpeza.<br>Até esse momento, Jean Valjean não conhecera o amor.<br>Falava da mãe e exigia que rezasse todas as noites.<br>Ocorre que ao sair para passear sempre dava esmolas a um velho mendigo.<br>Principalmente porque, dizia-se, o mendigo era espião da polícia.<br>Um dia, ao dar a esmola, Jean Valjean teve a impressão de que o<br>mendigo estava diferente.<br>Mas o mendigo estava de cabeça abaixada, com o mesmo gorro de sempre,<br>vestido com farrapos.<br>Lamentou não ter falado com o homem, forçando-o a erguer a cabeça novamente.<br>Alguns dias depois, de noite, estava com Cosette, quando ouviu alguém<br>entrar na casa de cômodos.<br>A velha deitava logo após o anoitecer.<br>luz de uma vela se infiltrava por baixo da porta.<br>Aproximou-se e olhou pelo buraco da fechadura.<br>Viu a silhueta de um homem, mas não seu rosto, devido à escuridão do corredor.<br>Usava sobrecasaca e tinha um cassetete na mão.<br>Logo depois que o homem se afastou da porta, chegou a velha para<br>limpar o quarto.<br>Comentou que a casa recebera um novo inquilino.<br>Jean Valjean percebeu, pelo tom de voz da velha, que havia alguma coisa errada.<br>Quando ela saiu, pegou seu maço de dinheiro e pôs no bolso.<br>Foi até a porta da rua.<br>Cada vez que Jean Valjean olhava para trás, eles se escondiam,<br>aproveitando o vão das portas e a sombra das casas.<br>Mas reconheceu o inspetor Javert quando ele passou embaixo de um<br>poste, iluminado por um lampião.<br>Tentou despistar os perseguidores entrando em vielas.<br>Em certo momento, enveredou por um caminho que o levaria ao campo.<br>Já no meio da rua, percebeu outro grupo logo adiante.<br>Só não foi visto devido à densa neblina.<br>Na esquina, havia um muro bem alto, coberto de hera.<br>Seria fácil escalar, se estivesse sozinho, pois sempre tivera<br>facilidade para subir em muros e paredes.<br>Conseguiu tirar um cabo flexível, usado para subir e abaixar o lampião<br>de um poste.<br>Prendeu Cosette, que ficou esperando, encostada no muro.<br>Apavorada, pensando que era o casal Thénardier à sua procura para<br>levá-la de volta, Cosette não fazia um ruído.<br>Do outro lado, ouviam-se os passos dos perseguidores.<br>Mas o muro parecia intransponível, e ninguém supôs que Jean Valjean<br>pudesse escalá-lo, ainda mais com a menina.<br>Viu uma luz no prédio principal.<br>Uma freira deitava-se, de braços abertos, diante de uma cruz.<br>Aproximou-se dele, com medo de que Cosette deixasse de respirar a<br>qualquer momento.<br>Eu pago bem, se me hospedar por esta noite!<br>homem que coxeava observou Jean Valjean à luz do luar.<br>Ainda mais de noite, em um jardim desconhecido, vindo da boca de um<br>velho corcunda e manco, com guizos amarrados na perna.<br>O velho perguntou, ansioso:<br>—<br>Mas foi o senhor quem me arrumou este emprego.<br>O senhor me salvou a vida!<br>Era o velho a quem Jean Valjean tirara de debaixo da carroça, quando<br>ainda era chamado de Madeleine.<br>Ele mesmo ajudara o velho a encontrar trabalho depois do acidente.<br>Cuido do jardim e do pomar.<br>Por que os guizos presos na perna?<br>É para avisar as mulheres, as velhas e as moças de que vem vindo um homem.<br>Moro em um barracão escondido das freiras com três quartos.<br>E que não fale a ninguém o que sabe sobre mim, nem procure saber mais<br>do que já sabe.<br>O senhor usou sua influência para me arrumar esse trabalho.<br>Nada mais justo que me peça hospedagem.<br>Depois seguiu Fauchelevent até sua casa, onde um fogo crepitava na lareira.<br>Nem Jean Valjean nem Fauchelevent conseguiram dormir naquela noite.<br>O primeiro sabia que estava numa situação difícil.<br>Não haveria lugar em Paris onde pudesse se ocultar.<br>Principalmente porque nesse convento rigoroso, como logo soube, nenhum<br>homem, incluindo os parentes, podia visitar as freiras.<br>Com uma vantagem: as irmãs mantinham uma escola para meninas.<br>Desde que fora trabalhar no convento, nunca mais ouvira falar de Madeleine.<br>Fauchelevent concordou em apresentá-lo como seu irmão à superiora.<br>Não foi fácil, porque tiveram que fazer Jean Valjean sair escondido e<br>voltar, desta vez para ser apresentado à madre.<br>A menina foi admitida como aluna bolsista.<br>Jean Valjean prendeu guizos nas pernas e passou a trabalhar no jardim<br>e no pomar.<br>Javert os procurou como uma agulha no palheiro, sem entender como<br>tinham desaparecido tão completamente.<br>Totalmente ocultos, apesar de estarem em plena Paris.<br>Quinta Parte  Paris Capítulo 14 Marius Barão Marius de Pontmercy Oito<br>ou nove anos depois dos acontecimentos que acabamos de narrar, um<br>rapaz muito pobre vivia na antiga casa de cômodos onde moraram Jean<br>Valjean e Cosette.<br>Seu avô era o senhor Gillenormand, homem vigoroso já na casa dos noventa anos.<br>Falava alto, enxergava bem, comia por três, roncava alto.<br>Vivia com uma filha solteirona, com mais de cinqüenta anos, a quem ele<br>tratava como se fosse uma criança.<br>Gastara boa parte de sua fortuna e aplicara o restante em renda fixa.<br>Ou seja: contava com uma boa renda, mas não deixaria fortuna.<br>Rica, na família, era justamente sua filha, que herdara a herança por<br>parte de mãe.<br>Adorava a Casa Real de Bourbon (5), reconduzida ao trono depois da<br>queda de Napoleão.<br>Tinha horror da República e da Revolução Francesa, ocorrida em 1789.<br>Justamente por isso, considerava uma vergonha o casamento de uma outra<br>filha, já falecida.<br>Seu marido fora herói dos exércitos napoleônicos.<br>Por isso fora nomeado coronel, recebendo também o título de barão.<br>Embora, com a restauração da casa real de Bourbon, o título não fosse<br>mais reconhecido, a não ser pelos admiradores de Napoleão.<br>Dessa filha nascera um menino, Marius, neto de Gillenormand.<br>Mas obrigara o pai, coronel de Napoleão, a jamais ver o filho.<br>Era essa a sua condição para educar o menino.<br>O antigo coronel vivia modestamente em uma pequena aldeia.<br>A cada dois meses, ia a Paris e se escondia na igreja para ver o filho de longe.<br>O sacristão da igreja em Paris e o padre da aldeia eram seus únicos amigos.<br>Sabiam de sua história e lamentavam o sacrifício do coronel.<br>O menino cresceu, tornou-se rapaz, sem nunca ter notícias do pai.<br>Quando este morreu, em 1872, Marius recebeu suas últimas palavras em<br>uma carta testamento.<br>E pedia que  sempre fizesse o bem ao sargento Thénardier, que salvara<br>sua vida na batalha de Waterloo.<br>(Embora, na verdade, Thénardier tivesse tentado assaltá-lo quando<br>estava inconsciente.<br>Mas isso nem o coronel nem ninguém nunca souberam.) Marius estudava Direito.<br>Como sempre vivera afastado do pai, não sofreu muito com sua morte.<br>Certo domingo, porém, quando rezava na igreja, um sacristão<br>aproximou-se e pediu-lhe para mudar de lugar.<br>Mais tarde, quando terminou a missa, o velho explicou:<br>—<br>Durante dez anos, observei, neste lugar, um pobre pai olhando o filho<br>que passava sem poder dirigir-lhe a palavra.<br>O sogro, um homem rico, ameaçava deserdar seu filho se o pai o procurasse.<br>Sacrificou-se para que o filho tivesse o futuro garantido.<br>Em admiração a esse pai, gosto de rezar neste lugar.<br>O pior é que o sogro não gostava dele por motivos políticos, pois<br>tinha sido coronel de Napoleão.<br>Pontmercy — assustou-se Marius, reconhecendo o nome do pai.<br>Passou a estudar a história da República e do Império Napoleônico.<br>Deixou de admirar os reis da Casa Real de Bourbon, no poder, para<br>adotar os ideais revolucionários e democráticos.<br>Em homenagem ao pai, fez cem cartões de visita com o título "Barão<br>Marius de Pontmercy".<br>Quando pôde, foi procurar o sargento Thénardier na estalagem, segundo<br>o endereço deixado pelo pai.<br>Mas esta fora à falência, e não conseguiu descobrir o que fora feito<br>dele e de sua família.<br>avô e a tia acreditavam que Marius tinha uma namorada e por isso viajava.<br>Descobriram a carta testamento deixada pelo pai e os cartões com o<br>título de barão.<br>Que me orgulho do meu pai!<br>Meu pai era um homem corajoso, que serviu à República e à França.<br>Cometeu apenas dois erros na vida: amar demais a pátria e a mim.<br>Os bandidos que fizeram a revolução foram os que formaram a corte de Napoleão!<br>Seu pai só merece desprezo.<br>Marius abandonou a casa do senhor Gillenormand.<br>Não aceitou a mesada que ele tentou enviar-lhe.<br>Passou a viver pobremente, vendendo o pouco que possuía.<br>Sem fogo na lareira, com o casaco roto, sem nada de seu, a não ser as<br>roupas e um relógio.<br>Gastava pouco, economizando até nas refeições.<br>Às vezes ia ao açougue e comprava uma costeleta.<br>Escreveu ao avô participando a notícia.<br>O velho rasgou a carta furioso.<br>observar um velho com uma jovem, sempre sentados no mesmo banco na<br>extremidade de uma das alamedas mais solitárias.<br>O homem, de uns sessenta anos, cabelos brancos, sério, parecia pouco<br>comunicativo.<br>Desajeitada, sempre vestida de preto, a jovem parecia uma aluna de internato.<br>Ficou seis meses sem ir ao parque.<br>Mas a jovem transformara-se numa linda mulher.<br>Certa vez, quando Marius passeava na alameda, ela ergueu o rosto com timidez.<br>No dia seguinte, vestiu seu melhor traje.<br>Sentou-se com um livro na mão, mas não conseguiu ler.<br>Observou o homem e a moça caminharem — pareciam pai e filha.<br>Marius retribuiu o olhar com o coração batendo forte.<br>Passou a ir ao Luxemburgo exclusivamente para ver a moça de longe.<br>Muitas vezes, ia passear sem a filha.<br>Na primeira oportunidade, Marius seguiu a ambos até um prédio modesto.<br>O pai, ao entrar, encarou o rapaz.<br>Descobriu pelo porteiro que se haviam mudado sem  deixar novo endereço.<br>(5) Luís XVIII pertencia aos Bourbon, família real francesa que, com a<br>derrota de Napoleão, retornou ao poder em 1815.<br>Capítulo 15 Uma Família de Vigaristas Ninguém se livra dos vizinhos.<br>Na casa de cômodos, vivia, ao lado de Marius, uma família de quatro<br>pessoas: pai, mãe e duas filhas crescidas, a quem ele nunca vira.<br>Havia também um garoto de onze a doze anos, que não morava com os pais.<br>Era um menino alegre, que gostava de sentir-se livre: Gavroche.<br>A mãe e o pai não pareciam se importar com o menino.<br>Quando este ia visitar a família, só encontrava a miséria e nenhum sorriso.<br>Aconteceu que, sabendo que a família ia ser despejada, Marius pagou os<br>aluguéis atrasados, pedindo ao locador para não comentar de onde viera<br>a ajuda.<br>Em um dia de inverno, quando Marius subia a rua, passaram correndo por<br>ele duas mocinhas, vestidas com farrapos.<br>Pouco depois, achou um envelope grande caído no chão.<br>Mais tarde, no quarto, resolveu abri-lo na esperança de encontrar<br>alguma indicação do endereço das mocinhas para devolvê-lo.<br>Dentro, havia quatro envelopes menores com  os nomes dos destinatários.<br>Eram cartas pedindo ajuda financeira com os mais variados pretextos.<br>mesma pessoa escrevera as cartas usando nomes variados.<br>Na manhã seguinte, estava estudando quando bateram à porta.<br>Era uma jovem magra, de aparência maltratada.<br>Marius abriu e leu uma carta redigida com vários erros de ortografia:<br>"Honrado vizinho, Soube de sua bondade, pagando o trimestre que eu<br>devia ao senhorio.<br>Minha filha lhe dirá que estamos sem pão há dois dias.<br>Julgo que, com seu generoso coração, não me negará um pequeno donativo.<br>letra era igual à das cartas que encontrara na rua.<br>Enquanto Marius refletia, a moça passeou pelo quarto sem cerimônia.<br>Meu pai também esteve nessa batalha — disse ela.<br>Para provar, escreveu em uma folha de papel: "Aí vem a polícia!"<br>Marius pegou o envelope que encontrara no dia anterior.<br>Esta é para um velho que está sempre na missa e gosta de ajudar os pobres.<br>Lembrando-se do pedido feito, Marius vasculhou os bolsos.<br>Deu a maior parte do que tinha à moça.<br>Partiu em busca do velho de quem falara.<br>Marius refletiu: que espécie de gente eram seus vizinhos?<br>A parede que o separava do quarto de Jondrette não era grossa.<br>Logo encontrou, junto ao teto, três ripas cruzadas sobre um buraco, de<br>onde podia observar o cômodo ao lado.<br>Uma cadeira de palha, uma mesa  bamba e duas camas.<br>Uma lareira com um fogareiro, onde ardiam dois pedaços de lenha.<br>Um homem com cerca de sessenta anos, barba grisalha, pequeno, magro,<br>com aparência cruel e jeito de vigarista, fumava cachimbo.<br>Uma mulher gorda estava agachada junto à lareira.<br>Uma menina pálida sentava-se numa cama – era seguramente a filha mais nova.<br>Marius ia abandonar seu posto de observação quando ouviu um ruído.<br>A porta do cômodo abriu-se e entrou a filha mais velha.<br>O velho caridoso que está sempre na missa.<br>Começou a preparar o cômodo para despertar ainda mais a piedade da<br>pessoa que esperava.<br>Mandou a filha mais moça quebrar um vidro da janela.<br>menina chorava com a mão ensangüentada.<br>Ele rasgou um pedaço da camisa para fazer um curativo.<br>Esperaram ansiosos a chegada do futuro benfeitor.<br>Será que apaguei o fogo, quebrei o vidro e estraguei a cadeira<br>à<br>Nos dão roupas e pão, nunca dinheiro.<br>Para surpresa de Marius, eram eles: o pai e a filha do Jardim de Luxemburgo.<br>moça pôs um embrulho na mesa.<br>O velho explicou que eram roupas, meias e cobertores.<br>Jondrette tentava lembrar-se do nome com que assinara a carta pedindo ajuda.<br>Foi Fabantou — disse a filha mais velha, baixinho.<br>Sem pão, sem fogo na lareira!<br>Um vidro quebrado na janela, e neste frio!<br> Subitamente, sem que o velho ouvisse, Jondrette segredou à mulher:<br>—<br>Amanhã vence o prazo do aluguel!<br>velho pôs uma moeda na mesa.<br>Em seguida, tirou o casaco e colocou-o no encosto da cadeira.<br>Vou levar minha filha e volto mais tarde com o dinheiro do aluguel.<br>Assim que o homem saiu, Marius saltou de seu posto de observação do<br>cômodo ao lado.<br>Queria seguir o pai e a filha para descobrir o novo endereço.<br>Pediu que encontrasse o endereço do velho e da moça.<br>A jovem garantiu ser capaz de descobrir qualquer endereço em Paris.<br>Mas disse isso com tristeza, percebendo o interesse do rapaz pela outra.<br>Ao voltar para o quarto, Marius ouviu a voz de Jondrette.<br>Subiu na cômoda para espiar pelo buraco.<br>Eu o reconheci, mesmo depois de oito anos — comentava Jondrette com a mulher.<br>Vou acertar contas com esse senhor.<br>Não posso acreditar que aquela desgraçada tenha se transformado na<br>moça que esteve aqui, tratando minhas filhas como se fosse uma dama!<br>O importante é que ele não nos reconheceu, pois em outro caso não voltaria!<br>Vou chamar uns amigos para me ajudar.<br>Seus passos ecoavam pela escada.<br>Marius decidiu frustrar seus planos, claramente criminosos.<br>Expôs tudo o que presenciara ao inspetor do dia.<br>Este entregou duas pistolas ao rapaz.<br>Pediu que observasse o cômodo do vizinho de maneira que não fosse visto.<br>Quando a quadrilha estivesse em ação, Marius avisaria com um tiro,<br>para todos serem pegos em flagrante.<br>Marius fingiu sair e voltou para cima da cômoda.<br>Com o dinheiro recebido, comprara carvão.<br>Dentro da lareira, colocara um grande fogareiro cheio de brasas.<br>Perto da porta, viu algumas ferramentas e cordas.<br>Vá pegar no cômodo do vizinho.<br>Todos sabiam que Marius nunca trancava a porta.<br>A mulher entrou, pegou as cadeiras e saiu sem vê-lo.<br>Jondrette pegou uma faca e experimentou o corte.<br>sino tocou seis horas.<br>Fique à vontade, meu benfeitor — disse Jondrette.<br>velho colocou um maço de dinheiro sobre a mesa.<br>É para o aluguel e outras despesas urgentes.<br>Enquanto ele falava, a mulher saiu e disse para a carruagem de aluguel<br>ir embora.<br>Marius apertava a coronha da pistola, já engatilhada.<br>A polícia estava por perto, pronta para a emboscada.<br>Foi para o hospital fazer um curativo, com a irmã — mentiu Jondrette.<br>Em seguida, ofereceu aquilo que considerava seu único tesouro.<br>Um quadro representando um homem carregando outro nas costas.<br>Enquanto falava, outro personagem entrou no cômodo.<br>O rosto sujo de fuligem, como quem quer se disfarçar.<br>O velho senhor virou-se, surpreso:<br>—<br>Jondrette mostrou o quadro, falando bastante para distrair o velho.<br>Logo quatro desconhecidos estavam dentro do quarto.<br>Todos imóveis, de cara suja e braços nus.<br>O velho encostou-se na parede.<br>Aproximou-se com atitude ameaçadora e gritou:<br>—<br>Nesse instante, mais três homens entraram no quarto, mascarados.<br>O segundo, de grande estatura, um machado.<br>O terceiro, uma enorme chave, roubada de alguma porta de cadeia.<br>Para concretizar seus planos, Jondrette só aguardava a chegada desses homens.<br>O velho, pálido, estava atrás da mesa, como para se proteger.<br>Os homens que haviam chegado primeiro tiraram, do monte de ferramentas<br>junto à porta, uma enorme tesoura, um formão e um martelo e ficaram na<br>frente da porta.<br>Jondrette debruçou-se sobre a mesa, feroz:<br>—<br>homem ruborizou-se levemente, mas continuou sem alterar a voz.<br>Prestes a disparar o tiro para avisar os policiais, hesitou.<br>Deixar de cumprir a última vontade do pai?<br>Mas, nesse caso, permitir um crime?<br>Há oito anos levou de minha estalagem a filha de Fantine!<br>E me ameaçou com seu cajado no bosque!<br>Quando Jondrette se calou, o velho respondeu:<br>—<br>Essa pintura que quis vender me representa!<br>Mas, agora que tive a bondade de lhe contar todas essas coisas, fique<br>sabendo: quero dinheiro, muito dinheiro!<br>A menção a Waterloo lhe dera a certeza.<br>Era o mesmo Thénardier da carta testamento de seu pai!<br>Um dos homens tirou a máscara.<br>Havia instantes o velho observava todos os movimentos de Thénardier.<br>Quando este se virou para o homem do machado, aproveitou a oportunidade.<br>Empurrou a cadeira com o pé e a mesa com a mão.<br>Já estava prestes a saltar para fora, quando seis mãos robustas o agarraram.<br>A senhora Thénardier o puxava pelos cabelos.<br>Um deles ergueu uma barra de ferro sobre a cabeça do velho.<br>Marius pôs o dedo no gatilho, prestes a disparar a pistola.<br>Acabara a urgência, pois não havia risco de vida imediato.<br>Trazia apenas uma bolsa com algumas moedas e um lenço.<br>Amarrem o homem no pé da cama.<br>Foi preso, com nós bem fortes, perto da lareira.<br>Thérnadier sentou-se à sua frente:<br>—<br>Senhor, não devia ter tentado pular pela janela.<br>Foi até o fogareiro, mexeu nas brasas.<br>O prisioneiro notou que o formão estava branco com o fogo, semeado,<br>aqui e ali, de estrelinhas vermelhas.<br>— É rico, mas não pretendo arruiná-lo.<br>Empurrou a mesa para perto do prisioneiro.<br>Ofereceu o tinteiro, a caneta e uma folha de papel.<br>assim que receber este bilhete, venha imediatamente, com a pessoa que<br>o entregar, e que sabe onde estou.<br>homem assinou e pôs o endereço no envelope.<br>Esta saiu, acompanhada pelo homem com o machado.<br>Estava disposto a morrer para salvar a jovem, quando esta chegasse.<br>Thénardier dirigiu-se ao prisioneiro:<br>—<br>Minha mulher não vai trazer a moça até aqui.<br>Vai levá-la a um determinado local, fora da cidade.<br>Quando minha mulher voltar, dizendo que deu tudo certo, o senhor será solto.<br>Quando me der o dinheiro, devolverei sua filha.<br>Mas, nesse caso, a moça raptada poderia ser morta!<br>Não era mais o pedido do seu pai, mas também seus próprios sentimentos<br>que o impediam de avisar a polícia.<br>Queime-o vivo, até dizer onde está sua filha e onde esconde o dinheiro!<br>Em voz lenta e feroz, falou com o prisioneiro:<br>—<br>— respondeu o outro, com uma voz forte como o trovão.<br>No mesmo instante, desvencilhou-se da corda, da qual se soltara sem<br>que ninguém percebesse.<br>Pegou o formão em brasa e cravou na própria carne.<br>O rosto do velho apenas se contraiu.<br>— gritou Thénardier, ao ver que ele atirava o formão pela janela.<br>Três bandidos pularam em cima do homem.<br>Marius ergueu a pistola, pronto para desferir o tiro salvador.<br>Mas percebeu a seus pés, sobre a mesa, uma folha de papel, iluminada pelo luar.<br>A folha onde a filha de Thénardier escrevera, para mostrar que era<br>instruída: "Aí vem a polícia".<br>Poderia salvar a vítima e poupar o assassino.<br>Pegou a folha, colocou um pedaço do reboco para dar peso e atirou pelo<br>buraco no cômodo vizinho.<br>Sem cortar o pescoço do homem?<br>Éponine deve ter jogado o bilhete pela janela.<br>Puseram uma escada de cordas pendurada para fora da janela.<br>— disse uma voz, vinda da porta.<br>Estava com o chapéu na mão, sorrindo.<br>Os bandidos tentaram pegar as armas.<br>Javert pôs o chapéu de volta à cabeça.<br>Entrou no quarto, de braços cruzados e espada na bainha.<br>Javert sentou-se à mesa, onde estavam ainda o papel, o tinteiro e a caneta.<br>Durante a confusão, a porta ficara guardada mas a janela não.<br>Desamarrado pelos policiais, o prisioneiro se aproveitara de um<br>momento de distração e fugira.<br>Passava por um comerciante aposentado, vivendo de rendimentos, com o<br>nome de Último Fauchelevent.<br>Morava em uma casa simples, na rua Plumet.<br>Cercada por grades, com jardim, a casa possuía duas saídas, uma pela<br>rua da frente, outra pela de trás.<br>Ideal para fugir, no caso de ser descoberto.<br>Vivia com Cosette e uma criada do interior, gaga, chamada Toussaint.<br>Seria justo fazer com que Cosette se tornasse religiosa, sem conhecer<br>nada do mundo?<br>Não seria uma escolha da menina.<br>Mas uma falsa vocação, imposta pelas circunstâncias.<br>Cinco anos após os fatos narrados, o velho senhor Fauchelevent morreu.<br>Revelou que herdara uma pequena herança e pretendia deixar o convento<br>para ir viver com sua filha.<br>Fez questão de pagar uma boa quantia pelos anos de estudo da menina,<br>e<br>De seu, só levava uma mala pequena, velha, onde guardava as roupas de<br>Cosette quando menina.<br>O mesmo traje preto com que a vestira ao salvá-la das mãos dos Thénardier.<br>Durante algum tempo, manteve três endereços (motivo pelo qual, ao<br>segui-lo, Marius não descobrira a casa da rua Plumet).<br>Entretanto, acreditava que, passado tanto tempo, sua fuga fora abafada.<br>Na casa da rua Plumet, não recebia visitas nem vizinhos.<br>Seu contato com o mundo exterior era uma caixa do correio, colocada na porta.<br>Também recebia os  avisos da Guarda Nacional (6).<br>Esse é um detalhe importante, pois nos últimos anos se incorporara à<br>Guarda Nacional, com o nome de último Fauchelevent.<br>Era um costume de muitos burgueses da época.<br>Possuía um uniforme militar que vestia três ou quatro vezes por ano<br>para participar das atividades da corporação.<br>Tratava-se de um trabalho voluntário, que lhe dava prazer.<br>Ao mesmo tempo, ajudava a fazer com que ele se parecesse com um homem comum.<br>Quando saía com a filha, vestia a farda, parecendo um oficial reformado.<br>De noite, punha roupas de operário, com um boné a lhe ocultar parte do rosto.<br>Cosette se habituara à vida misteriosa do pai.<br>Criada entre as freiras, pouco conhecia do mundo.<br>Um dia, ao olhar-se no espelho, percebeu que era bonita.<br>Ao passar na rua, ouvira um comentário que era sim bonita, mas se vestia mal.<br>A própria criada comentou com o pai, certa vez:<br>—<br>Com um instinto natural, abandonou os vestidos mal cortados para se<br>trajar com elegância.<br>Foi quando Marius a reviu no Jardim de Luxemburgo e notou sua transformação.<br>passou a detestar o jovem apaixonado.<br>Como já contamos, anteriormente, Jean Valjean não conhecera o amor de<br>uma mulher, perdera a mãe ainda pequeno e não tivera filhos seus.<br>Não suportava a idéia de algum dia perdê-la, mesmo para um marido.<br>Restringiu seus passeios aos limites da casa da rua Plumet.<br>Sua única distração era praticar a caridade.<br>Por esse motivo, Jean Valjean havia caído na cilada de Jondrette, na<br>verdade, Thénardier.<br>Ao livrar-se da tocaia, Jean Valjean voltara para casa.<br>A ferida provocada pela queimadura doía.<br>Cosette cuidava do pai com dedicação.<br>Sentia renovar-se a antiga alegria da vida a dois, semelhante à da<br>época do convento.<br>Finalmente, Éponine cumpriu sua promessa de descobrir onde morava o homem e<br>a<br>O rapaz começou a rondar o endereço.<br>Descobriu  uma barra da grade que estava solta.<br>Várias vezes Cosette assustou-se vendo uma sombra no jardim.<br>Finalmente, Marius tomou coragem e deixou uma carta para a jovem.<br>Esta a encontrou no banco do jardim.<br>Mas, no fundo do coração, ela sabia.<br>Ao anoitecer, no dia seguinte, quando Jean Valjean saiu, a moça foi<br>para o jardim.<br>Venho aqui todas as noites na esperança de vê-la.<br>— respondeu a moça com voz fraca.<br>Marius sentou no banco, e ela ao seu lado.<br>Como a ave canta, a rosa floresce?<br>Após o beijo, ambos estremeceram e se olharam, fulgurantes.<br>partir daí, todas as noites Marius entrava no jardim pela grade solta.<br>Para Jean Valjean, a alegria da moça era uma prova de felicidade.<br>Em junho de 1832, graves acontecimentos políticos passaram a agitar Paris.<br>Certa noite, Marius observou que Cosette havia chorado.<br>Meu pai decidiu que vamos para a Inglaterra, daqui a uma semana.<br>Cosette segurou a mão do rapaz.<br>verdade é que nos últimos tempos, Marius fora viver na casa de um<br>amigo, Courfeyrac.<br>Você só me vê à noite, não repara como me visto.<br>De dia, me daria uma esmola.<br>Vamos sacrificar um dia, para não perder o resto da vida.<br>Deixe-me dizer onde moro, para o caso de acontecer alguma coisa.<br>Pegou um canivete do bolso e escreveu o endereço da casa de<br>Courfeyrac, onde se hospedava, na cal da parede: "Rua de La Verrerie,<br>16".<br>Como não tinha idade, precisava da permissão do avô.<br>Gillenormand teve vontade de correr para o neto de braços abertos.<br>Se veio pedir alguma coisa, diga logo do que se trata.<br>Antes que Marius respondesse, o avô continuou, irritado:<br>—<br>avô gritou, furioso:<br>—<br>Vinte e um anos, uma moça sem dote e sem renda!<br>Será muito engraçado ver a futura baronesa pechinchando na quitanda!<br>O avô riu e piscou os olhos.<br>Como que fulminado, o avô percebeu a extensão do que dissera.<br>O senhor Gillenormand caiu sentado numa cadeira, sem conseguir conter<br>as lágrimas.<br> (6) A Guarda Nacional era um agrupamento militar, formado pela<br>população em 1789.<br>Cansados dos privilégios exclusivos à nobreza, influenciados e<br>apoiados pela burguesia, seus integrantes haviam tomado e destruído a<br>Bastilha, prisão que representava<br>a<br>tirania dos governantes, e se apossado das armas lá existentes.<br>Na Bastilha é que, até então, ficavam confinados os presos políticos,<br>considerados inimigos do rei.<br>Foi acordado por Courfeyrac e outros estudantes, seus amigos.<br>Você vai no enterro do general Lamarque?<br>general Lamarque fora um herói do exército de Napoleão Bonaparte.<br>Seu funeral tornou-se, na verdade, o estopim para a revolta de 1832<br>contra a restauração da Monarquia.<br>Toda essa questão política tivera origem na Revolução Francesa, com a<br>deposição da realeza e a instauração da República.<br>Mas, após o Império Napoleônico, a casa real de Bourbon, dos antigos<br>reis franceses, reconquistou o trono.<br>Os partidários de Napoleão e também os republicanos, adeptos das<br>idéias da Revolução, não se conformavam.<br>O rapaz colocou no bolso<br>a<br>pistola que Javert lhe havia entregue na noite em que os Thénardier<br>prepararam a cilada para Jean Valjean.<br>Como deixara a casa de cômodos logo em seguida, nunca devolvera a arma.<br>Vagou por Paris, sem perceber que começava uma rebelião sangrenta.<br>Entrou no jardim da rua Plumet, como prometera a Cosette.<br>Não havia luz ou ruído vindos do interior.<br>Pôs as mãos na cabeça:<br>—<br>Uma voz rouca avisou:<br>—<br>Seus amigos o esperam na barricada da rua Chanvrerie.<br>Ao olhar, só viu um rapazinho virando a esquina.<br>Naquele dia, mais cedo, Jean Valjean fora passear, vestido de operário.<br>Já notara Thénardier nas proximidades da casa da rua Plumet.<br>De fato, Thénardier havia fugido da prisão, com seus comparsas, e<br>pretendia assaltar a casa, pois ficava em uma rua isolada.<br>Como Jean Valjean supunha, Thénardier não conhecia a identidade do morador.<br>Mas, naquele dia, ao passear no jardim, vira um endereço escrito na<br>cal da parede: "Rua de La Verrerie, 16".<br>De uma coisa tinha certeza: um desconhecido conseguira entrar no jardim.<br>Jean Valjean estava refletindo quando alguém jogou um bilhete da rua.<br>Notando a movimentação do pai e de seu bando, decidiu avisar a família.<br>Quando Jean Valjean tentou descobrir quem jogara o bilhete, viu apenas<br>um vulto já distante.<br>Fora com Cosette e a criada para seu terceiro endereço, enquanto<br>preparava a partida para Londres.<br>Desesperado, decidiu ir encontrar seus amigos.<br>batalha entre republicanos e monarquistas começara nas ruas de Paris.<br>O grupo de estudantes, liderado por Courfeyrac, formara um cortejo<br>seguido por artistas, operários e portuários, armados de bastões e<br>baionetas.<br>No grupo estava até mesmo um velho, antigo colecionador de livros<br>raros, e autor de uma rara obra sobre botânica.<br>Com a idade e a escassez de recursos, já não tinha o que comer.<br>Acompanhava o grupo sem consciência do que fazia, por desespero.<br>Cantando, gritando e correndo à frente dos demais, ia Gavroche.<br>A certa altura, este entrou em uma loja.<br>pegou a pistola sob as barbas do comerciante.<br>Menino criado nas ruas, Gavroche era filho do casal Thénardier.<br>A mãe se interessava pelas filhas, mas pouca importância dava ao menino.<br>Vivia de expedientes, incluindo pequenos roubos.<br>Era capaz de grandes gestos, como roubar a carteira de um ladrão para<br>deixar com um pobre velho sem recursos.<br>Entusiasmado, tinha um espírito ardente e alegria de viver.<br>Gavroche exclamava para quem assistia à passagem do grupo armado:<br>—<br>bando de rebeldes aumentava à medida que percorria as ruas.<br>Na rua Chanvrerie, levantaram duas barricadas, uma em cada extremidade.<br>Tomaram posse de uma taverna, transformada em quartel-general.<br>Em breve, sessenta mil homens iriam enfrentar os cinqüenta que estavam<br>nas trincheiras.<br>Entre os cinqüenta, havia um homem alto, grisalho, com expressão decidida.<br>Foi até Enjolras, um dos líderes, e avisou:<br>—<br>Depois disso, devia verificar a existência de um bando de malfeitores<br>nas margens do Sena.<br>Javert foi amarrado a uma coluna, com os braços atrás das costas.<br>Foi um dos últimos a entrar na barricada.<br>O ataque  do governo logo aconteceu.<br>Com tiros de pistola, salvou Courfeyrac e Gavroche, que estavam na<br>mira dos soldados.<br>Mas um desconhecido entrou na frente.<br>Pôs a mão na arma<br>e<br>Imediatamente, Marius agarrou uma tocha e aproximou-a dos barris de pólvora.<br>As tropas do governo recuaram.<br>Durante a breve trégua, foi examinar o outro extremo das barricadas.<br>Era a mesma voz que o chamara, avisando que seus amigos estavam nas barricadas.<br>Abaixando-se, Marius se convenceu: era a mesma mocinha que fora até<br>seu quarto, vestida em trajes masculinos.<br>Quis erguer a moça, mas ela gritou de dor.<br>Éponine ergueu a mão, em cuja palma havia um buraco negro.<br>Ninguém morre por ter sido ferido na mão.<br>A bala atravessou minha mão, mas penetrou no meu peito.<br>É inútil tentar me salvar.<br>Se quer ser bondoso, sente-se ao meu lado.<br>A jovem pôs a cabeça em seus joelhos.<br>Sabe, senhor Marius, quando via você naquele jardim, eu me sentia triste.<br>Era tolice, pois fui eu mesma que lhe dei o endereço.<br>Tenho no bolso uma carta para o senhor, desde ontem.<br>Devia tê-la posto no correio.<br>Mas não queria que chegasse às suas mãos.<br>Quero um beijo na testa, quando estiver morta.<br>Em seguida, procurou um lugar iluminado.<br>Contava que viajaria para a Inglaterra dentro de oito dias.<br>Dava o endereço onde estaria até lá, com seu pai.<br>Quando Jean Valjean decidira mudar às pressas, Cosette escrevera e<br>endereçara a carta.<br>Pode fazer o favor de colocar esta carta no correio?<br>Éponine, com ciúmes, não pusera a carta no correio.<br>Seu avô proibira o casamento, e ela ia partir para a Inglaterra.<br>Lembrou-se também do pedido de seu pai para ajudar Thénardier.<br>Tendo sabido por Éponine que Gavroche era filho do antigo<br>estalajadeiro, decidiu pedir-lhe que levasse um bilhete ao novo<br>endereço de Cosette.<br>Assim, salvaria a vida do menino.<br>Este estaria fora das barricadas na luta final, que não demoraria.<br>Ele, Marius, diria adeus a seu grande amor.<br>Meu avô não o permite, nem temos meios para viver.<br>Levem meu corpo para a casa do meu avô, senhor Gillenormand, na rua..."<br>A morte seria inevitável no confronto final, já sabia.<br>Era apenas um grupo de heróis contra um exército.<br>Correu até a rua indicada no endereço.<br>Cosette estava deitada, com muita dor de cabeça.<br>Jean Valjean, sentindo-se seguro, nem tomara conhecimento da rebelião.<br>Ouviu o barulho da batalha, mas não se importou.<br>Caminhava satisfeito pela sala, quando viu o mata-borrão sobre o bufê.<br>O mata-borrão usado para secar a tinta da caneta, conservara impresso<br>em letras invertidas o texto do bilhete enviado por Cosette a Marius.<br>Agora, refletira a mensagem no espelho.<br>Chegou à frente do prédio justamente quando Gavroche se aproximava.<br>A carta vem da barricada da rua Chanvrerie.<br>Se Marius morresse, estaria livre do rapaz.<br>Ao mesmo tempo, a dúvida se insinuou em seu espírito.<br>Seria correto permitir a morte do rapaz?<br>Caminhou na direção da barricada.<br>Beira da Morte Jean Valjean chegou à barricada.<br>Vestido com o uniforme, pôde passar pelo exército e penetrar por uma<br>das aberturas.<br>Ao chegar, trocou seu uniforme com um pai de família, que queria partir.<br>Era a única maneira de sair sem ser morto pelos soldados.<br>De manhã, a artilharia investiu contra os rebeldes.<br>Subitamente, todos notaram um vulto de menino pular a barricada.<br>Era Gavroche, que voltara logo após entregar a carta.<br>Gavroche entrou no campo de batalha, entre os soldados e os rebeldes.<br>Catava os cartuchos deixados pelos soldados do governo mortos no<br>ataque à barricada.<br>O menino ia de um cadáver a outro retirando os cartuchos.<br>Gavroche ainda conseguiu sentar-se e entoou novamente uma canção de desafio.<br>tristeza tomou conta da barricada.<br>A qualquer momento, sofreriam novo ataque e já não tinham como resistir.<br>Quero ter o privilégio de executar esse homem.<br>inspetor de polícia não pôde conter um gesto de admiração.<br>Não sei se sairei daqui vivo.<br>Se pensa que vou ficar lhe devendo um favor porque me deu a liberdade,<br>está muito enganado!<br>Conseguiu sair pela outra extremidade da barricada instantes antes do<br>ataque final.<br>Logo o tambor anunciou a investida dos soldados.<br>Marius foi atingido por um tiro no ombro e caiu.<br>Andou até a outra extremidade da rua, onde tudo estava mais calmo.<br>Percebeu que seria impossível sair porque também estava cercada.<br>Procurou com os olhos um meio de fugir enquanto ouvia os rebeldes<br>serem vencidos.<br>Viu uma grade de ferro no chão.<br>Como um ex-condenado, tinha prática em imaginar fugas.<br>Retirou algumas pedras soltas do calçamento.<br>Desceu apoiando-se com os cotovelos em uma espécie de poço.<br>Estava nas galerias subterrâneas do esgoto de Paris.<br>Colocou o rapaz nas costas novamente e partiu.<br>Andava em plena escuridão, tateando pelas paredes, no meio da lama.<br>Usou todas as forças para prosseguir, disposto a salvar Marius.<br>Em alguns pontos, parecia pisar em areia movediça.<br>Sem luz nem qualquer indicação, arriscava-se a perder o rumo nas galerias.<br>Em certo momento, quase submergiu  em um atoleiro.<br>Finalmente, chegou a uma extremidade da galeria.<br>Estava na saída do esgoto!<br>Entre ele e a salvação só havia aquela grade.<br>Sentou-se no chão, prestes a desistir.<br>De que adiantava voltar, se todas as saídas deviam ser como aquela?<br>Para sua surpresa, havia um homem ao seu lado.<br>Eu tenho a chave que abre essa grade.<br>Mas quero metade do que conseguiu com esse homem.<br>Agora quer jogá-lo no rio, que é aqui perto.<br>Thénardier explicou que ele e outros bandidos fugidos da cadeia se<br>escondiam no esgoto.<br>Não valeu a pena matá-lo — observou Thénardier.<br>Sem que este notasse, arrancou um pedaço do casaco de Marius.<br>Isso para descobrir, mais tarde, quem era o assassinado e o assassino.<br>Esqueceu a proposta inicial de dividir meio a meio.<br>Foi até o rio, jogou água no seu rosto.<br>Constatou que, apesar de ter perdido muito sangue, o rapaz respirava.<br>mão no rio, novamente sentiu estar sendo observado.<br>Em seguida, fora cumprir a outra missão do dia: investigar a<br>existência de um bando de criminosos nas margens do Sena.<br>Ao ver-se perseguido, o antigo estalajadeiro fugira pelos esgotos, de<br>cuja grade possuía a chave.<br>Ao encontrar o suposto assassino e sua vítima no esgoto, resolvera libertá-los.<br>Queria atirar os dois para o inspetor, como um osso a um cachorro.<br>Ao ver o homem sujo de sangue e lama, Javert não o reconheceu.<br>Javert colocou as mãos nos seus ombros.<br>A prova disso é que lhe dei meu endereço.<br>É esse o favor que preciso pedir.<br>Precisamos levá-lo à casa de seu avô.<br>Já era noite quando chegaram à casa do senhor Gillenormand.<br>O inspetor bateu à porta.<br>próprio Javert deu o endereço ao cocheiro.<br>Quando chegaram, o inspetor dispensou o carro de aluguel.<br> Era uma maneira de agir diferente da habitual.<br>Afastara-se a passos lentos, de cabeça baixa.<br>Chegou até uma ponte, foi ao parapeito.<br>Não se conformava em dever a vida a um malfeitor.<br>Mas não podia esquecer que Jean Valjean lhe devolvera a vida.<br>Vivia um dilema: entregar Jean Valjean seria ingratidão.<br>Deixá-lo livre, uma traição para com seu dever de policial.<br>Seu ideal sempre fora mostrar-se inflexível no cumprimento do dever.<br>Só havia uma maneira de resolver o dilema, a seu ver.<br>Mas, enquanto isso, Marius continuava à beira da morte.<br>Mal se lembrava dos acontecimentos na barricada.<br>O porteiro mal vira os dois homens que o trouxeram.<br>Certo dia, o avô o aconselhava sobre uma dieta para se fortalecer:<br>—<br>Já sei — disse o senhor Gillenormand, rindo.<br>Todos os dias vem aqui um senhor de cabelos brancos para saber<br>notícias em nome dela.<br>Eu só quero que seja feliz, Marius!<br>O amor era mais forte do que nunca.<br>Enquanto eu estiver vivo, nada faltará aos dois.<br>Mas minha herança é pequena, porque o que eu tinha pus em uma<br>aplicação de renda fixa que só vale enquanto eu estiver vivo.<br>Jean Valjean revelou: a jovem tinha um dote de mais de quinhentos mil francos.<br>Gastara o mínimo e deixara a maior parte enterrada até então.<br>A tia, que era muito rica, não quis ficar atrás.<br>Fez um testamento em nome do casal.<br>No dia da cerimônia, o pai da noiva alegou ter sofrido um acidente na<br>mão direita.<br>Cosette queria que ele fosse viver com ela, na ampla residência da<br>família de Marius.<br>O rapaz o recebeu de braços abertos:<br>—<br>Fingi o ferimento para não assinar os papéis do casamento, pois seria obrigado<br>a<br>homem inspirava confiança, apesar de tudo.<br>Eu a tirei das mãos de uma família de monstros, onde era maltratada há dez anos.<br>Quanto ao dote que eu dei, não se preocupe, não é dinheiro desonesto.<br>Pode parecer estranho, sendo eu um antigo forçado.<br>Houve um tempo em que fui obrigado a roubar um pão para comer.<br>Hoje, a minha consciência me obriga a não mentir, nem a continuar<br>ocultando quem sou.<br>Deixar de vê-la, deixar de falar-lhe, romper todos os laços afetivos...<br>Durante meses, o pai vinha visitá-la, sempre na sala de baixo.<br>Que era a mais fria e pior mobiliada da casa.<br>Com o tempo, notou que deixavam de acender a lareira.<br>De maneira discreta, mas firme, Marius procurava afastá-lo de Cosette.<br>Ele percebeu que não tinha mais lugar na vida dela.<br>A separação e o abandono minavam sua resistência.<br>Mesmo assim, quando a criada de Cosette ia buscar notícias, mandava<br>dizer pelo porteiro que estava viajando.<br>Apaixonada, a moça só dedicava-se inteiramente ao marido.<br>A pessoa que a escreveu está na sala de espera.<br>Repleta de erros de ortografia, era assinada por um senhor Thénard.<br>Só podia se tratar de Thénardier, por quem seu pai havia pedido na<br>carta-testamento.<br>Se pudesse recompensar Thénardier, só faltaria uma coisa para ficar em<br>paz: descobrir quem salvara sua vida nas barricadas.<br>Apareceu um homem de nariz grosso, cabelos ruivos, óculos.<br>Não reconheceu Thénardier, que alugara o disfarce para parecer respeitável.<br>Fomos apresentados na casa da princesa Bragation.<br>Não conheço nenhuma princesa com esse nome.<br>Falou de outras pessoas da sociedade, que supunha serem conhecidas de Marius.<br>Acabou pedindo uma ajuda financeira para uma suposta viagem à América,<br>onde pretendia viver entre os selvagens.<br>É um homem que usou nome falso para entrar em sua família.<br>Imediatamente, este arrancou o disfarce: dois canudos de pena para<br>alargar o nariz, os óculos, os cabelos no rosto, e tudo o que havia de<br>postiço.<br>Estou informado do segredo que pretendia me revelar.<br>rapaz estava convicto do que estava dizendo.<br>Depois da confissão de Jean Valjean, investigara a origem do dote de sua mulher.<br>Supunha que o dinheiro fora roubado de Madeleine pelo ex-forçado.<br>Eram dois jornais amarelados pelo tempo.<br>Jean Valjean ajudara toda uma cidade quando prefeito.<br>E salvara Javert das barricadas, fingindo matá-lo.<br>Ele, que desde a confissão supunha que o ex-condenado executara Javert<br>por vingança!<br>Eu encontrei esse homem há cerca de um ano na galeria do esgoto de Paris.<br>Ia certamente jogar o cadáver na água do rio.<br>Mas arranquei um pedaço do casaco do rapaz para descobrir quem era a vítima.<br>Thénardier mostrou o pedaço do casaco de Marius.<br>Tenho motivos para acreditar que era um rapaz rico, que Jean Valjean<br>matou para roubar.<br>— gritou Marius, reconhecendo o tecido de seu antigo casaco.<br>Pegue esse dinheiro e saia da minha vista!<br>Dois dias depois, com o auxílio de Marius, foi para a América, com nome falso.<br>Levava sua filha Azelma, pois a mulher morrera na cadeia.<br>Recebeu mais uma boa quantia do rapaz.<br>A boa ação de Marius não resultou em outra boa ação.<br>A carta que eu mandei por Gavroche caiu nas mãos do seu pai.<br>Atravessou as galerias do esgoto comigo às costas!<br>— exclamou o ancião, erguendo-se, trêmulo.<br>— Eu mandava saber notícias,<br>e<br>Jean Valjean olhou para Cosette, como se quisesse levá-la consigo para<br>a eternidade.<br>Jean Valjean explicou rapidamente como ganhara o dinheiro do dote de<br>Cosette na indústria.<br>Talvez estivesse vendo o bispo que iluminara seu coração.<br>Contou como encontrara Cosette, carregando um balde de água maior do que ela.<br>É o melhor que podemos dar e receber neste mundo: o amor!<br>Aproximem suas queridas cabeças, para que eu ponha as mãos em cima!<br>Ao clarão dos dois castiçais de prata, acesos, viam-se seus olhos fechados.<br>Sem dúvida, na escuridão, havia um anjo de asas abertas, esperando a<br>alma daquele justo para levá-la ao céu.<br>Seu corpo foi enterrado em cova rasa, longe dos mausoléus de mármore,<br>como era seu desejo.<br>Há muitos anos, alguém rabiscou quatro versos na pedra.<br>Com o pó, as intempéries e a passagem do tempo, já terão desaparecido:<br>"Ele dorme.<br>Embora a sorte lhe tenha sido adversa Ele viveu.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-09 18:19:25 UTC</pubDate>
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         <title>Ana Júlia ,Rafaela, Maria Clara   7A </title>
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         <description><![CDATA[<div>Jean Valjean era realmente culpado, ou a culpa era da sociedade que não entendia suas necessidades?<br>Você no lugar dele conseguiria passar por tudo que ele passou? <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-12 18:47:05 UTC</pubDate>
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         <title></title>
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         <description><![CDATA[<div>Rafaela, Maria Clara e Ana Júlia   Na França vivia um  homem chamado Jean Valjean, que morava com sua irmã e seus sobrinhos,  pois seus pais eram falecidos.Ele cuidava das crianças enquanto sua irmã trabalhava.                 </div><div>          Num dia onde ele não tinha comida e nem dinheiro, seus sobrinhos começaram a chorar de fome e a única solução que  encontrou foi roubar um pão.</div><div>       Descobriram o que o homem fez e resolveram prender Jean por cinco anos.Porém ele sempre fugia e sua pena aumentava cada vez , ficando 19 anos na prisão.Quando saiu de lá , não lembrava de como era o mundo fora da prisão,só de como havia injustiça.</div><div>       Estava sem abrigo e mal tinha o que vestir , até que encontrou uma casa, lá tinham várias empregadas e um homem que se apresentou como bispo.Jean Valjean contou sua história e o senhor deixou- o comer e passar a noite lá.No dia seguinte,Jean acordou mais cedo que todos e roubou os talheres de ouro valiosos que havia visto no jantar.</div><div>      Ao sair de lá, um policial notou o saco com coisas valiosas e imaginou que pertencia ao bispo.Abordou o rapaz e perguntou como tinha todas aquelas coisas.Ele respondeu que o bispo havia  e o policial  não acreditou e foi confirmar com o bispo.O bispo  confirmou, pois Jean venderia os objetos  e teria dinheiro  para se manter por um tempo.Ele até deu mais coisas valiosas para Jean.</div><div>       Do outro lado da cidade vivia Fantine e sua filha Cosette que também não tinham muito dinheiro e resolveram se mudar para Paris . No meio do caminho, Fantine observa uma mulher com duas meninas da idade da Cosette brincando. A moça pergunta a mulher seu o nome e se ela poderia cuidar de sua filha enquanto estivesse ausente.A mulher diz ser da família Thénardier e que cuidaria da menina com uma condição:que mandasse o dinheiro todo mês com os gastos .</div><div>       Fantine se mudou , muito tempo passou,e a família Thénardier inventava sempre uma desculpa para receber mais dinheiro, sendo que todos dinheiro não era para menina e sim para as  outras filhas do casal.Como Fantine não tinha dinheiro vendia tudo como: seus dentes , seus cabelos e se prostituiu.</div><div>      Um dia Jean viu um prédio pegando fogo e salvou as pessoas que estavam dentro do prédio. As pessoas agradecidas por ele ter salvo  elas, perguntaram se ele aceitava se tornar prefeito. Ele precisava mudar  de nome ,então passou a se  chamar Madeleine.</div><div>     Enquanto Madeleine era prefeito conheceu  Fantine e viu que  a moça precisava de ajuda. Fantine disse que ele iria ajudar   buscando sua  filha Cosette, porém  Fantine não aguentou e morreu de ansiedade enquanto Madeleine cumpria sua missão.                      </div><div>      Eles Continuaram juntos e se consideravam pai e filha depois Cosette encontrou um namorado e Madeleine morreu .</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-12 21:15:29 UTC</pubDate>
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         <title>A história passa-se na França do século XIX entre duas grandes batalhas: a Batalha de Waterloo (1815) e os motins de junho de 1832. Daqui resulta, por cinco volumes, a vida de Jean Valjean, um condenado posto em liberdade, até sua morte.Primeiramente, a bandeira Francesa é composta por três faixas onde no centro se encontra o branco que é a cor da realeza, enquanto o azul na esquerda e o vermelho na direita, são as cores da revolução. Juntas, elas têm o sentido de união entre povo e monarquia.￼￼Cores da Bandeira da FrançaMas no passado não era bem assim. Vitor Hugo, em um de seus livros chamado de Os Miseráveis. História que acontece após a Revolução Francesa, quando o povo tirou a monarquia do poder! E a Batalha de Waterloo em 1815.Conta o caminho de Jean Valjean, um ex-forçado, que ficou preso durante 19 anos. E vive uma vida de redenção, após ser perdoado por um Bispo. Com isso, anos se passam, e novos personagens aparecem, como:Cossete, filha de Fantine que vêm a falecer. Passa a ser cuidada por Valjean e o mesmo passar a reconhece-la como filha;Marius, filho de um guerrilheiro de Waterloo, mas foi imposto a conviver com o Avô Gillenormand qual era a favor da monarquia;Javert, policial que busca sempre cumprir a lei, e passa a percorrer Valjean, por esconder seu passado e não se apresentar a Justiça.￼￼</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Maria Claro Scandizzo - 7a</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-12 21:22:29 UTC</pubDate>
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         <title>Ana Júlia Martins 7A </title>
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         <description><![CDATA[<div>Prelado:é a autoridade eclesiástica que, na Igreja Católica, tem o encargo de governar ou dirigir uma Prelatura ou Prelazia.</div><div>    Ociosidade:Característica, condição ou particularidade de <strong>ocioso</strong>; desocupado, inativo<br> êxito:acontecimento bem sucedido; sucesso<br>     Agravo :é o recurso que se pode interpor contra uma decisão tomada dita interlocutória, isto é, uma decisão que não põe fim ao processo.<br>   <strong>Crença:</strong> é o estado psicológico em que um indivíduo adota e se detém a uma proposição ou premissa para a verdade, ou ainda, uma opinião formada ou convicção.<br><br>     Restrição :condição restritiva; imposição de limite; condicionante<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-17 12:51:46 UTC</pubDate>
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