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      <title>aprendendo a aprender.  by Milena Medeiros</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-09-14 09:08:50 UTC</pubDate>
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         <title>Deixa eu me apresentar...</title>
         <author>milenamedeiros</author>
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         <description><![CDATA[<div>Que eu acabei de chegar (atrasada).&nbsp;<br><br>Eu me chamo Milena. Integro diversos espaços acadêmicos, orgulhosamente. Estou no Centro Acadêmico, no PET, em grupo de pesquisa. E foi nesses espaços que minha aprendizagem se transformou. Ao chegar na Universidade, eu achava que aprendizado era ler, copiar os pontos importantes do texto e só. Era uma associação constante de aprendizado que deveria ser útil e que a utilidade se resumiria a provar meu conhecimento. Mas construindo e desconstruindo, caminhando e traçando caminhos, percebi que meu aprendizado é além do que envolve folhas de cadernos e canetas, meu aprendizado se dá quando sou apresentada a situações novas, quando encontro realidades diferentes, quando escuto outras pessoas falarem de si, de suas formas de enxergar o mundo e quando consigo colocar as teorias em minhas vivências.&nbsp;<br><br>Minhas expectativas pra disciplina são de muitas partilhas, de afetos, vivências e conteúdo teórico. </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-21 14:01:52 UTC</pubDate>
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         <title>afetividade, aprendizagem e unicidade. </title>
         <author>milenamedeiros</author>
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         <description><![CDATA[<div>Durante as leituras, alguns trechos me levaram a uma reflexão mais dedicada. Um desses trechos foi retirado do texto&nbsp; "Concepções sobre desenvolvimento e aprendizagem segundo a psicogênese piagetiana", e traz que:&nbsp;<br><br>"Nesse sentido, a afetividade, portanto, influencia a aprendizagem e a construção de novos conhecimentos, mas está subordinada, por exemplo, à relação estabelecida em sala de aula, se o professor motiva seus alunos e incita a descoberta, a curiosidade, permitindo ser questionado, dando espaço para que o aluno se expresse, se o ambiente é propício à aprendizagem."&nbsp;<br><br>E outro ponto, dessa vez do texto&nbsp; "Redescobrindo a teoria</div><div>psicogenética à luz da psicologia educacional: contribuições e possíveis</div><div>desdobramentos" (Menezes;<br>"Não há como negar que a afetividade exerce também uma forte influência nos aspectos da aprendizagem. (...) Isso parece se constituir como um limite da intervenção psicopedagógica que apenas se balize na concepção piagetiana de sujeito. Disso deriva o cuidado em analisarmos as diferentes dimensões do processo de aprendizagem (...)."<br><br>Ao ler o ponto inicial, me questionei como a afetividade é um aspecto essencial da aprendizagem, inclusive produzimos essa discussão na matéria de Processos Psicológicos Básicos 2, de como existem condições ditas como "ideais" para aprender, como se o processo de aprendizagem fosse esquematizado em passos que levariam a aprendizagem de fato, entretanto ao ler o segundo trecho, me questionei quantas vezes eu aprendi algo por caminhos outros que não necessariamente envolviam profundamente a afetividade, e isso me fez perceber que a construção teórica do Piaget acerca da afetividade oferece contribuições pra Psicopedagogia, para pensar o sujeito e dar essa atenção a esse ponto, mas que ainda assim, ao pensar nas construções e intervenções psicopedagógicas, não cabe nos restringir a uma interpretação única de sujeito, uma ideia de aprendizado que se restringe a dimensão da afetividade, mas que contemplete outras dimensões e outras construções de sujeito, para que a aprendizagem não se restrinja a um passo-a-passo. </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-21 15:11:36 UTC</pubDate>
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         <title>a educação como prática de liberdade.</title>
         <author>milenamedeiros</author>
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         <description><![CDATA[<div>Rufino (2019) traz no comecinho de seu texto uma frase que me impactou:&nbsp; "(...) a educação,&nbsp; que a princípio está radicalizada na diversidade&nbsp; do ser acaba&nbsp; se&nbsp; inscrevendo&nbsp; como política de produção&nbsp; de&nbsp; um modo &nbsp; dominante." Ao ler essa frase, parei por um instante e pensei no livro de bell hooks ensinando a transgredir - a educação como prática de liberdade, e do livro de Paulo Freire que é nomeado com essa última parte. Pensar em uma educação que estimule a liberdade e libertação do ser não se faz a partir de dicotomia, mas da pluralidade. Pensar em uma pedagogia que contemple a liberdade do sujeito perpassa justamente por romper com uma forma absoluta para compreendê-lo, assim como dito por d'Ávila (2005), a compreensão de teorias diversas é desejável para um processo de ensino crítico e construtitivo.&nbsp;<br><br>“Para educar para a liberdade, portanto, temos que desafiar e mudar o modo como todos pensam sobre os processo pedagógicos” (hooks, 2017)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-21 16:01:42 UTC</pubDate>
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         <title>na vida, dez. </title>
         <author>milenamedeiros</author>
         <link>https://padlet.com/milenamedeiros/9jv18m2rcz22m7g/wish/1950668380</link>
         <description><![CDATA[<div>Esse texto provocou reflexões e uma participação que ainda não tinha visto na aula. Aliás, achei curioso como ele nos movimentou. Talvez por tratar de matemática talvez por ter sido tão mais próximo da nossa realidade. Na aula, eu citei o exemplo de uma amiga feirante e sua proximidade com a matemática provocada pelas vendas. Após as discussões, me peguei ouvindo Another Brick in The Wall do Pink Floyd e refletindo sobre a ideia de "fracasso" que o texto traz. A música é uma crítica abrangente a um sistema, entretanto pontua como os indíviduos são moldados para serem "apenas mais um tijolo". Um tijolo é parte de uma construção e são necessários muitos para qualquer construção, entretanto o fundamental é que os tijolos sejam padronizados, para dar uniformidade e estabilidade ao que está construído. Quando o texto reflete sobre o ensino adequado a realidade dos alunos, ele me lembra a crítica dessa música, ele me lembra principalmente que meu processo e de meus colegas diferem, porque como já discutido, chegamos com conceitos baseados em nossas vivências para além dos muros de uma escola. E que encaramos um sistema que sempre nos culpou por não sermos bons/boas "suficiente" (aliás, aqui cabe a pergunta: o quanto é suficiente?) em matemática e  que queria nos padronizadar em um mesmo ensino, desconsiderando que alguns resultariam em "tijolos" de formas diferentes. </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-16 00:41:16 UTC</pubDate>
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         <title>há quem diga que brincar não é coisa séria... </title>
         <author>milenamedeiros</author>
         <link>https://padlet.com/milenamedeiros/9jv18m2rcz22m7g/wish/1950755293</link>
         <description><![CDATA[<div>O texto do Vygotsky foi, para mim, uma leitura um pouco confusa. Talvez por isso eu tenha me prendido a determinadas partes que consegui compreender, e foi principalmente quando ele pontua sobre brinquedos que me chamou atenção.  Recordei um pouco da perspectiva do Winnicott sobre o brincar e como permanece fundamental até para a vida adulta.  No trecho: "Na idade escolar, o brinquedo não desaparece, mas permeia a realidade (...) A essência do brinquedo é a criação de uma nova relação (...)" Ao ler esse trecho, lembrei das vezes que levavamos brinquedos para a escola. Quase sempre não eram bem vistos pela professora. Por mais apegados que fossemos aos brinquedos, eles só eram permitidos no intervalo (recreio) ou na ida pra casa, de resto era ordenado que a gente guardasse e simplesmente fingisse que não tava com ele por perto. E hoje percebo que esse movimento de repreender o brinquedo ainda existe, que os brinquedos da moda são demonizados e visto como algo a serem combatidos na escola por serem "prejudiciais" ao desenvolvimento e aprendizado, mas afinal, a influência do brincar é sempre tão negativa assim pra criança? O texto aponta como o brinquedo auxilia nessa compreensão e interpretação do mundo, em criar essas pontes entre o imaginário e real, mas para além disso, eu acredito que influem em criar pontes entre o real e o real, entre os diferentes aspectos da realidade que uma criança vivencia. No caso de meninas, por exemplo, muitos dos "brinquedos de menina" são casas de bonecas, bonecas, cozinhas e maquiagens, isso que é fruto de uma cultura machista da sociedade, leva a criança a compreender os diferentes aspectos da sua realidade enquanto "menina": os cuidados de casa e "de filhas" é preciso e as maquiagens que representam o cuidado com sua aparência também são parte de sua realidade, esse aprendizado é reforçado por partilhar dos brinquedos com "outras meninas" e por ver sua mãe na mesma realidade, como muito mais uma memória (como o próprio texto aponta em um dos exemplos). Talvez os brinquedos precisem ser menos vistos como demônios do aprendizado e mais levados as escolas como essa ferramenta relevante que é, e a reflexão sobre os brinquedos no desenvolvimento deva se voltar a como refletem nossa cultura e que realidade está sendo atrelada ao imaginário. </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-16 01:39:40 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>milenamedeiros</author>
         <link>https://padlet.com/milenamedeiros/9jv18m2rcz22m7g/wish/2057391071</link>
         <description><![CDATA[<div>Muitas crianças com dificuldades de aprendizagem (por vezes não diagnosticadas, até) acreditam que são "burras", e isso não afeta somente a autoestima intelectual e o desenvolvimento escolar, mas não somente isso, muitas vezes o valor de um indíviduo está associado aos "dez" na escola. Escola esta que por vezes se isenta de autocrítica e da amenização das problemáticas estruturais para culpabilizar alunos com transtornos. Assim, o indíviduo que lida com essa conjuntura, cresce por vezes acreditando que os zeros nas folhas de boletim e todas as críticas a sua postura diferente de aprendizagem limitam tudo aquilo que ele é e definindo sua capacidade social, artística, criativa e emocional.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-20 15:30:25 UTC</pubDate>
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         <title>aquele em que eu fiquei com vontade de ler a legislação:</title>
         <author>milenamedeiros</author>
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         <description><![CDATA[<div>A leitura desse texto me despertou uma curiosidade enorme sobre a legislação e a garantia de direitos para pessoas com deficiência, especialmente as inseridas no espectro autista. E apesar do texto se debruçar sobre o acompanhamento terapêutico escolar, o que mais me chamou a atenção foi a diferenciação entre os profissionais de apoio/acompanhamento, porque sobretudo mostra como a educação inclusiva pensa diferentes demandas e em como avançamos muito no tocante a essa temática. Espero que não paremos por aí. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-20 16:01:45 UTC</pubDate>
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         <title>carta à milena do começo da disciplina. </title>
         <author>milenamedeiros</author>
         <link>https://padlet.com/milenamedeiros/9jv18m2rcz22m7g/wish/2057437171</link>
         <description><![CDATA[<div>"<strong><mark>educação</mark></strong>: radical vivo que monta, arrebata e alumbra os seres e as coisas do mundo (...) <strong>Balaio de experiências trançado em afeto, caos</strong>, cisma, conflito, beleza, jogo, peleja e festa. (....) <strong>Repertório de práticas miúdas, cotidianas</strong> e contínuas, que serpenteiam no imprevísivel (...)" (RUFINO, 2021, Vence-demanda: educação e descolonização)<br><br>QUERIDA MILENA,<br><br>Houve antes de agora um tempo. Nesse tempo, eu tinha desejos outros, ambições e planos bem traçados. Ilusões, eu diria. Achei que entrar em um novo ambiente de aprendizado, tão diferente daquele em que me acomodei durante os 5 anos (ah, as greves na rede federal) seria tão tranquilo, sem qualquer impacto e que eu estava pronta para desbravar a psicologia. Que dura foi a queda! No primeiro período, parecia que eu tinha esquecido como aprender e que eu não aprenderia nunca mais. Foi tão duro, foi tão difícil. No segundo, uma pandemia soprou tantos ventos pelo mundo e tudo mudou. De repente, o ambiente encantando que era aquele mundo de gente, livros e saberes se transformou em telinha do computador, pequenos quadrados de microfones fechados. Quando vi, eu continuava desaprendendo a aprender, sem volta. Continuei aguentando. Aguentei essa disciplina e tantas outras. O afeto (que pra mim é um fator relevante no aprendizado) nem era mais tão possível. A necessidade de escrever/produzir pra esse espaço qualquer coisa pra partilhar me fez ver o quanto estava distante de tudo. Li Vigotski, outras teorias e nada nem brilhou meus olhos. Onde estava a eu estudante que amava aprender? Me sentia um fracasso, total. Destaco o texto: "Na vida, dez. Na escola, zero" e os que abordaram as dificuldades de aprendizagem, não a toa. Eram textos muitos próximos de mim e do que pensava, foi com eles que participei poucas vezes na aula. Eu me senti tão distante que sinto que a disciplina passou e eu não consegui vivenciar como deveria. Afinal, eu estava ocupada vivenciando um adoecimento físico, o luto e o cansaço desse modo remoto. Mas no fim, eu sinto que fiz o que pude (apesar de não me contentar só com isso) e que saio diferente do que era. E isso me importa muito. Levei as discussões com a turma para vários espaços, trancei as falas, as leituras do padlet (podia não postar com frequência, mas adorava ler maioria), as indicações da monitoria, os questionamentos e os afetos partilhados para fazer meu próprio balaio. Esse padlet é uma pequena representação desse balaio, dessa troca e da magia que construímos. Escolhi um GIF de montanha-russa porque foi assim que me senti na disciplina, desde o começo: assustada, mas empolgada com a experiência, estando por cima e para baixo, vivenciando momentos que me viravam a cabeça e me tiravam totalmente do eixo (guardo no coração o cuidado em escolher palavras e em repensar o uso de limitação e agitado). E porque no fim, apesar de tudo isso, assim como a montanha-russa, o frio na barriga me brilhou os olhos e sair do eixo me mostrou outros pontos de vista. O título desse espaço é "aprendendo a aprender", mas que bom que desaprendi a aprender para só então aprender de novo. Essa jornada deixou alguns cabelos em pé, mas eu ingressaria de novo para aproveitar tudo certinho.&nbsp;<br><br>Apesar da carta ser para uma eu de tempos atrás, deixo um obrigada aqui no finzinho pra Angelina e pra monitoria (Ana Raquel e Luan, vocês arrasaram muito obrigada)! &lt;3<br><br>Chêro.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-20 16:25:08 UTC</pubDate>
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