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      <title>Blogue Portfólio de Histórias by Luana</title>
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      <description>Publique uma história!</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-04-24 12:46:02 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-05-26 21:52:34 UTC</lastBuildDate>
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      <item>
         <title>Gisberta Salce Júnior</title>
         <author>luanagoncalvesss</author>
         <link>https://padlet.com/luanagoncalvesss/9jmw1qrbnza0rhe5/wish/3423435111</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Gisberta Salce Júnior</strong> (São Paulo, 5 de setembro de 1960 — Porto, 22 de fevereiro de 2006) foi uma mulher trans brasileira que, em razão da violência sistemática contra pessoas trans no Brasil, migrou para a França aos 18 anos e, posteriormente, aos 20, estabeleceu-se em Portugal. Vivendo em situação de vulnerabilidade social, Gisberta enfrentava o estigma associado à transfobia, à situação de sem-abrigo e ao diagnóstico de HIV, além de exercer trabalho sexual como forma de subsistência.</p><p><br></p><p>Em fevereiro de 2006, tornou-se vítima de um crime de violência transfóbica extrema, cometido por um grupo de 14 adolescentes, com idades entre 12 e 16 anos, na cidade do Porto. Após dias de agressões físicas, psicológicas e sexuais, Gisberta foi assassinada, tendo seu corpo lançado em um poço abandonado. O caso teve ampla repercussão pública, não apenas pela brutalidade da violência, mas também por expor as condições de exclusão e marginalização vividas por pessoas trans e sem-abrigo em Portugal.</p><p><br></p><p>O assassinato de Gisberta mobilizou organizações de direitos humanos e movimentos LGBTQIA+, tornando-se um marco nas discussões sobre transfobia, cidadania, exclusão social e políticas públicas voltadas à população trans. O caso é frequentemente citado em estudos e serve como referência para debates sobre as intersecções entre identidade de gênero, pobreza, saúde pública e violência estrutural.</p><p><br></p><p><strong><em>Para saber +</em></strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-24 13:50:21 UTC</pubDate>
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         <title>Maria da Penha Maia Fernandes</title>
         <author>luanagoncalvesss</author>
         <link>https://padlet.com/luanagoncalvesss/9jmw1qrbnza0rhe5/wish/3436851796</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Maria da Penha Maia Fernandes</strong> (Fortaleza, 1 de fevereiro de 1945) é uma ativista do direito das mulheres e farmacêutica brasileira que lutou para que seu agressor viesse a ser condenado. Maria da Penha tem três filhas e hoje é líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres, vítima emblemática da violência doméstica.</p><p><br></p><p>Em 7 de agosto de 2006, foi sancionada a Lei Maria da Penha, importante ferramenta legislativa no combate à violência doméstica e familiar contra mulheres no Brasil.</p><p>É fundadora do Instituto Maria da Penha, uma ONG sem fins lucrativos que luta contra a violência doméstica contra a mulher.</p><p><br></p><p><strong>Lei Maria da Penha</strong></p><p>Em 1983, seu marido, o economista e professor universitário colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez, atirou simulando um assalto; na segunda, tentou eletrocutá-la enquanto ela tomava banho. Por conta das agressões sofridas, Penha ficou paraplégica. Dezenove anos depois, no mês de outubro de 2002, quando faltavam apenas seis meses para a prescrição do crime, seu agressor foi condenado: Heredia foi preso e cumpriu apenas dois anos da pena a que fora condenado; foi solto em 2004, estando hoje livre.</p><p><br></p><p>O episódio chegou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) e foi considerado, pela primeira vez na história, um crime de violência doméstica. Hoje, Penha é coordenadora de estudos da Associação de Estudos, Pesquisas e Publicações da Associação de Parentes e Amigos de Vítimas de Violência (APAVV), no Ceará.</p><p><br></p><p>A lei reconhece a gravidade dos casos de violência doméstica e retira dos juizados especiais criminais (que julgam crimes de menor potencial ofensivo) a competência para julgá-los. Em artigo publicado em 2003, a advogada Carmem Campos apontava os vários déficits desta prática jurídica, que, na maioria dos casos, gerava arquivamento massivo dos processos, insatisfação das vítimas e banalização da violência doméstica.</p><p><br></p><p><strong>Violência contra mulher </strong></p><p>Em 2022, no Brasil, foram registradas 144.285 notificações de mulheres vítimas de violência doméstica e intrafamiliar. As faixas etárias mais atingidas foram as de 0 a 9 anos, com 21.875 casos (15,2%), e 25 a 29 anos, com 16.494 casos (11,4%). Na sequência, destacaram-se as faixas de 20 a 24 anos (14.893 casos, 10,3%) e 30 a 34 anos (15.000 casos, 10,4%). As notificações diminuem gradativamente a partir dos 40 anos, chegando a 1.303 casos (0,9%) na faixa de 75 a 79 anos, e a 1.932 casos (1,3%) para mulheres com 80 anos ou mais.</p><p><br></p><p>Em relação ao grupo de violência, também em 2022, o maior percentual de notificações foi de violência doméstica, com 144.285 casos (65,2%). A seguir, aparecem as violências comunitária (46.131 casos, 20,9%), mista (combinação de mais de um tipo, com 28.044 casos, 12,7%) e institucional (praticada em instituições como escolas, hospitais ou unidades de acolhimento), com 2.780 casos, representando 1,3% do total.</p><p><br></p><p><em>Dados: Atlas da Violência 2024</em></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-05 18:06:10 UTC</pubDate>
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         <title>Fernando Campos</title>
         <author>marianalarissadeoliver</author>
         <link>https://padlet.com/luanagoncalvesss/9jmw1qrbnza0rhe5/wish/3461841224</link>
         <description><![CDATA[<p>Jornalista e influenciador digital, sua trajetória é marcada pela resistência ao capacitismo e pela defesa intransigente da inclusão. Desde a infância, quando perdeu a visão devido a um retino blastoma bilateral, Fernando precisou enfrentar uma sociedade que muitas vezes enxerga a deficiência como sinônimo de limitação. No entanto, em vez de aceitar essa narrativa, ele a reescreveu. Seu compromisso é tornar visíveis as barreiras que ainda excluem milhões de brasileiros com deficiência, seja elas, barreiras físicas, comunicacionais e sociais.&nbsp;</p><p><br></p><p>O capacitismo, enraizado na cultura e nas estruturas sociais, opera de maneira silenciosa e persistente. Ele se manifesta na arquitetura inacessível, na falta de representatividade na mídia e no preconceito que insiste em enxergar a deficiência como um impedimento para a competência. Fernando desafia essa mentalidade, trazendo conhecimento, autenticidade e uma abordagem que mescla crítica e humor para ampliar o debate sobre inclusão.&nbsp;</p><p><br></p><p>Sua presença digital não é apenas sobre visibilidade, mas sobre transformação. Ele compartilha sua rotina de maneira envolvente, promovendo a importância da autodescrição, ferramenta fundamental para garantir acessibilidade real nas redes sociais e além delas. Seu trabalho demonstra que acessibilidade não é um luxo nem um favor, mas um direito básico que deve ser garantido por toda a sociedade.&nbsp;</p><p><br></p><p>Fernando se destaca como um dos principais nomes na luta pela inclusão de pessoas com deficiência. Paralelamente, ele traz reflexões essenciais sobre a interseccionalidade entre deficiência e identidade de gênero, ampliando o debate sobre temas fundamentais para a comunidade LGBTQIA+. Sua abordagem integrada reforça a urgência de políticas públicas e práticas empresariais que levem em conta a diversidade das experiências e necessidades individuais.</p><p><br></p><p>Além de conscientizar o público, ele trabalha lado a lado com empresas e marcas para desenvolver estratégias que tornem o mercado de trabalho mais acessível e inclusivo. </p><p> Sua missão é provar, dia após dia, que a deficiência não define competência, o que realmente importa são as oportunidades, as adaptações e a transformação cultural necessária para construir um ambiente equitativo.</p><p><br></p><p>Seu legado é um convite para um mundo mais justo, onde todas as pessoas possam viver com dignidade, autonomia e reconhecimento de seu verdadeiro potencial.</p><p><br></p><p><strong>Fernando Campos não apenas venceu obstáculos, ele os converteu em força motriz para a mudança.</strong></p><p><br></p><p>Inclusão não é um gesto de bondade, mas um compromisso com a equidade e o respeito. </p><p><br></p><p><em>Para saber +</em></p><p><br></p><p><strong>Fernando Campos discute o capacitismo e destaca a importância de desmistificar a acessibilidade: </strong></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=zHVArjHGWv4">https://www.youtube.com/watch?v=zHVArjHGWv4</a></p><p><br></p><p><strong>Sem Censura | Fernando Campos fala sobre inclusão e acessibilidade:</strong> </p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.youtube.com/watch?v=SkdNxjPiO0s&amp;t=1s">https://www.youtube.com/watch?v=SkdNxjPiO0s&amp;t=1s</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-21 21:12:51 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>assuncaopaloma9</author>
         <link>https://padlet.com/luanagoncalvesss/9jmw1qrbnza0rhe5/wish/3461858618</link>
         <description><![CDATA[<p>A trajetória de Lorrane Silva, conhecida como Pequena Lo, é marcada por superação, inclusão e humor. Nascida em Araxá, Minas Gerais, ela nunca imaginou que se tornaria influenciadora digital e uma voz importante na luta contra o capacitismo.</p><p>Tudo começou com vídeos no YouTube, feitos por diversão. No entanto, sua participação na abertura das Paralimpíadas de 2016 foi um momento decisivo, permitindo-lhe conhecer histórias inspiradoras de pessoas com deficiência ao redor do mundo. Isso a motivou a reformular seu conteúdo e investir em novas plataformas. Em 2019, o TikTok impulsionou seu crescimento, levando seus vídeos humorísticos a milhões de pessoas e consolidando sua influência.</p><p>A fama veio rapidamente, mas não sem desafios. Lorrane enfrentou dificuldades como crises de ansiedade, burnout e síndrome da impostora, sentimentos comuns em quem lida com exposição intensa. Apesar disso, ela encontrou equilíbrio e se tornou um exemplo de resiliência.</p><p>O humor, sempre presente em sua vida, tornou-se sua principal ferramenta na luta contra o capacitismo. Seus vídeos não apenas mostram o cotidiano de uma pessoa com deficiência, mas também ajudam a quebrar barreiras e desmistificar preconceitos, promovendo inclusão e aceitação.</p><p>Além de influenciadora, Lorrane se tornou palestrante e escritora. Em 2024, lançou sua autobiografia <em>Na dúvida, escolha ser feliz</em>, onde compartilha sua trajetória de forma autêntica, sem romantizar os desafios, mas mostrando que a felicidade é uma escolha possível mesmo diante das dificuldades.</p><p>Presença constante em grandes eventos, Pequena Lo desafia estereótipos ao ocupar espaços antes vistos como inacessíveis para pessoas com deficiência. Seu trabalho, tanto nas redes sociais quanto fora delas, reforça a importância da visibilidade e da representatividade na construção de uma sociedade mais inclusiva.</p><p>Sua história é um lembrete de que o sucesso não está em atender expectativas externas, mas em seguir os próprios sonhos e escolher a felicidade. Com carisma e coragem, Pequena Lo segue inspirando muitos a aceitarem quem são e a lutarem por um mundo mais empático.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-21 21:41:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>assuncaopaloma9</author>
         <link>https://padlet.com/luanagoncalvesss/9jmw1qrbnza0rhe5/wish/3461864503</link>
         <description><![CDATA[<p>A trajetória de Dilera, nome artístico de Diego Barbosa, é um relato inspirador de inclusão, superação e aceitação, especialmente no contexto da Síndrome de Tourette. Ele começou a apresentar os primeiros sintomas aos seis anos, mas só recebeu o diagnóstico aos 20, após anos de confusão e isolamento. Sua infância e adolescência foram marcadas por desafios, incluindo dificuldades para manter relações sociais e amorosas devido aos tiques involuntários, como soltar palavrões sem querer, até mesmo em ambientes como a igreja.</p><p>Além da rejeição social, Dilera enfrentou dificuldades dentro da própria família e círculo de amizades, sentindo-se excluído de eventos e reuniões. Durante muito tempo, acreditou que nunca seria aceito nesses espaços, levando-o a desistir de tentar se encaixar. A sensação de não pertencer a lugar algum o acompanhou por anos.</p><p>A grande reviravolta aconteceu quando ele decidiu compartilhar sua experiência nas redes sociais. Seus vídeos no YouTube e na Twitch se tornaram ferramentas de conexão e conscientização, onde ele não apenas mostra seu talento nos jogos, mas também expõe sua trajetória e os desafios da Síndrome de Tourette. O humor tornou-se um recurso essencial para lidar com os tiques, permitindo-lhe suavizar as situações e transformar o desconforto em empatia.</p><p>Com mais de meio milhão de inscritos no YouTube e centenas de milhares de seguidores na Twitch, Dilera usa sua visibilidade para educar e apoiar outras pessoas que enfrentam desafios semelhantes. Ele se tornou referência na luta contra o preconceito, desmistificando a Síndrome de Tourette e promovendo a aceitação. Sua história mostra como a coragem e o autoconhecimento podem transformar vidas, incentivando a inclusão e o respeito à diversidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-21 21:52:17 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>camiladeavilacarvalho</author>
         <link>https://padlet.com/luanagoncalvesss/9jmw1qrbnza0rhe5/wish/3461890441</link>
         <description><![CDATA[<p>A história de Bianca Gonçalves Ribas, natural de Curitiba, é um exemplo inspirador de determinação, superação e amor pelo esporte. Diagnosticada com paralisia cerebral, Bianca encontrou na bocha paralímpica uma paixão que transformou sua vida.</p><p>Aos 12 anos, Bianca teve seu primeiro contato com a bocha na escola onde estudava. Três anos depois, aos 15, ingressou na Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP), onde começou a competir oficialmente. Desde então, sua trajetória no esporte tem sido marcada por conquistas significativas.</p><p>Hoje, aos 29 anos, Bianca já conquistou três medalhas de prata nos Campeonatos Brasileiros de Bocha Paralímpica. Para ela, o esporte vai além das medalhas: "A bocha transformou minha vida. Através dela, consegui melhorar minha autoestima e meu sistema cognitivo, pois a bocha requer muita atenção e concentração. Melhorou minha qualidade de vida, pois o contato com minha equipe me fez entender que sou capaz de ser uma pessoa melhor para mim e para os que me acompanham. Sou muito feliz em fazer parte da equipe de bocha da ADFP" .</p><p>Além dos treinos e competições, Bianca mantém uma rotina ativa: frequenta a escola, pratica equoterapia e dedica-se a hobbies como música, pintura, futebol feminino e vôlei. Seu maior sonho? Integrar a Seleção Brasileira de Bocha Paralímpica e representar o Brasil em uma Paralimpíada.</p><p>Sua mãe, Luciana Gonçalves, expressa o orgulho que sente: "Bianca é muito esforçada. Está sempre pronta para aprender e se dedica ao máximo aos seus objetivos. Mesmo com uma rotina pesada, ela sempre está disposta a ir aos treinos e dar o seu melhor. Bianca é minha atleta favorita" .</p><p>A história de Bianca é um testemunho poderoso de como o esporte pode ser uma ferramenta de inclusão, desenvolvimento pessoal e superação de desafios. Que sua jornada continue inspirando muitos outros a acreditarem em seu potencial e a buscarem seus sonhos, independentemente das adversidades.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-21 22:40:25 UTC</pubDate>
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         <title>Genivaldo de Jesus Santos </title>
         <author>kaiquedomingues71</author>
         <link>https://padlet.com/luanagoncalvesss/9jmw1qrbnza0rhe5/wish/3463979437</link>
         <description><![CDATA[<p>O caso Genivaldo de Jesus Santos aconteceu em 25 de maio de 2022, na cidade de Umbaúba, em Sergipe. Genivaldo, um homem negro de 38 anos diagnosticado com esquizofrenia, foi abordado por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) enquanto pilotava uma motocicleta. Segundo testemunhas, ele foi parado por estar sem capacete. Durante a abordagem, os policiais utilizaram força excessiva, mesmo após familiares informarem que Genivaldo tinha problemas mentais e fazia tratamento.</p><p><br/></p><p>Os agentes o imobilizaram, algemaram e o colocaram no porta-malas de uma viatura. Em seguida, lançaram gás lacrimogêneo dentro do compartimento fechado, transformando-o em uma espécie de "câmara de gás". Genivaldo gritou e se debateu por vários minutos até perder a consciência. Ele chegou a ser levado a um hospital, mas já estava morto. A causa da morte foi asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda.</p><p><br/></p><p>O caso gerou comoção nacional e internacional. Em dezembro de 2024, três policiais foram julgados e condenados: um por homicídio triplamente qualificado, e dois por tortura seguida de morte. Eles também foram demitidos da PRF. A Justiça Federal determinou ainda o pagamento de indenização à família da vítima.</p><p><br/></p><p>A morte de Genivaldo tornou-se símbolo de denúncia contra a violência policial, o racismo estrutural e a negligência do Estado no trato com pessoas em situação de vulnerabilidade.</p><p><br/></p><p><strong>Para saber+</strong></p><p><br/></p><p><strong>Caso Genivaldo: ex-agentes da PRF são condenados por assassinato em porta-malas de viatura: </strong></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.brasildefato.com.br/2024/12/07/caso-genivaldo-ex-agentes-da-prf-sao-condenados-por-assassinato-em-porta-malas-de-viatura/">https://www.brasildefato.com.br/2024/12/07/caso-genivaldo-ex-agentes-da-prf-sao-condenados-por-assassinato-em-porta-malas-de-viatura/</a></p><p><br/></p><p><strong>Morte de Genivaldo: veja como foi abordagem feita pela PRF:</strong></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://youtu.be/J35u2gZAQ_c?si=wsU-KXSK60iq1Yt3">https://youtu.be/J35u2gZAQ_c?si=wsU-KXSK60iq1Yt3</a></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-23 01:23:51 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Marcelo Macedo dos Santos</title>
         <author>juliagsousa6</author>
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         <description><![CDATA[<p>Viver livremente sua identidade e amar quem se ama ainda é, para muitas pessoas LGBTQIA+, um ato de coragem. Marcelo Macedo dos Santos é a prova viva disso. Sobrevivente de um crime brutal motivado por homofobia, sua história expõe a ferida aberta da violência contra a população LGBTQIA+ no Brasil um país que, mesmo avançando em legislações e discursos, ainda é palco de agressões diárias a quem ousa ser quem é.</p><p>No dia 20 de outubro de 2019, Marcelo, um ajudante de cozinha de 33 anos, foi a um bar na cidade de Camaçari, na Bahia, para aproveitar uma noite comum ao lado do companheiro. O que deveria ser um momento de tranquilidade e afeto se transformou rapidamente em um pesadelo. Após o casal trocar um beijo, algo simples para casais heterossexuais em espaços públicos, um policial militar chamado Fredson Silva de Castro se aproximou, visivelmente incomodado, e afirmou que “havia muitos pais de família no local”. A frase foi o estopim de um ataque cruel, carregado de ódio.</p><p>Fredson, acompanhado de outros dois homens, José Carlos Novaes Souto Seto e Maurício Ferreira de Jesus, agrediu Marcelo fisicamente e disparou quatro vezes contra ele. Dois tiros acertaram seu braço e outros dois atingiram a região abdominal. Marcelo foi levado às pressas para o hospital, em estado grave. Ele passou por cirurgia e perdeu o baço, além de ter o pulmão perfurado. Sua recuperação foi longa e dolorosa, tanto fisicamente quanto emocional e psicologicamente.</p><p>Depois do atentado, Marcelo relatou viver com medo constante de sair de casa. “Sinto como se eu fosse morrer a qualquer momento. Como se eles pudessem voltar para terminar o que começaram”, contou em entrevista à Folha de S.Paulo. O trauma, as dores crônicas e a insegurança tornaram-se parte da sua rotina. Além disso, o que mais revoltou Marcelo e seus familiares foi o fato de que os agressores se apresentaram à delegacia dias depois e foram inicialmente liberados, mesmo diante da gravidade do crime e da repercussão nacional. A prisão preventiva dos envolvidos só foi decretada posteriormente, após pressão social e mobilização dos movimentos LGBTQIA+.</p><p>O caso gerou uma onda de indignação em todo o país. Diversos grupos de direitos humanos, coletivos LGBTQIA+ e ativistas se pronunciaram publicamente. </p><p>A história de Marcelo é dolorosa, mas necessária. Ela escancara a persistência de um preconceito que ainda mata e silencia. Mostra que o afeto entre pessoas do mesmo sexo, embora protegido pela lei, ainda é socialmente punido com violência. Revela como a presença de pessoas LGBTQIA+ em espaços públicos ainda incomoda — e, pior, coloca vidas em risco. E também revela como o sistema de justiça, tantas vezes, falha em proteger quem mais precisa de acolhimento.</p><p><br/></p><p><strong>Para saber +</strong></p><p><br/></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2019/11/02/pm-e-mais-dois-sao-presos-suspeitos-de-tentativa-de-homicidio-de-casal-gay-na-bahia.html">https://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2019/11/02/pm-e-mais-dois-sao-presos-suspeitos-de-tentativa-de-homicidio-de-casal-gay-na-bahia.html</a></p><p><br/></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2019/10/23/suspeitos-de-envolvimento-na-tentativa-de-homicidio-contra-homem-que-beijou-outro-rapaz-se-apresentam-e-sao-ouvidos-na-ba.ghtml">https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2019/10/23/suspeitos-de-envolvimento-na-tentativa-de-homicidio-contra-homem-que-beijou-outro-rapaz-se-apresentam-e-sao-ouvidos-na-ba.ghtml</a></p><p><br/></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2019/10/28/homem-baleado-por-beijar-namorado-em-bar-recebe-alta-estou-despedacado.htm">https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2019/10/28/homem-baleado-por-beijar-namorado-em-bar-recebe-alta-estou-despedacado.htm</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-26 21:48:41 UTC</pubDate>
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