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      <title>Ode Triunfal by </title>
      <link>https://padlet.com/beatriznabais013/9h6srjgylnpkrenu</link>
      <description>Realizado por: António Veiga (12ºC1); Beatriz Nabais(12ºC1); Gonzalo Flórido (12ºC2); e Martim Constâncio (12ºC2)</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-12-17 13:11:33 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-01-07 13:58:38 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Ode Triunfal (simbolismo do título)</title>
         <author>beatriznabais013</author>
         <link>https://padlet.com/beatriznabais013/9h6srjgylnpkrenu/wish/3265086647</link>
         <description><![CDATA[<p>O termo "ode" refere-se a uma composição poética de origem clássica, geralmente associada à celebração ou louvor algo ou alguém. O uso deste termo por Álvaro de &nbsp;Campos assume um caráter irónico e provocador, pois em vez de elogiar algo tradicional, ele celebra o mundo moderno, que é cheio de máquinas, fábricas, barulho e exageros.</p><p>O uso da palavra “triunfal” é simbólico porque representa a vitória do mundo moderno, tecnológico e industrializado sobre a natureza e os valores tradicionais. No entanto, este triunfo é vago, pois traz consigo um sentimento de “deshumanização”, refletindo a visão complexa e contraditória de Campos sobre a modernidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 15:43:30 UTC</pubDate>
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         <title>Introdução</title>
         <author>beatriznabais013</author>
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         <description><![CDATA[<p>&nbsp;<strong>1. Localização espácio-temporal</strong></p><p>O poema decorre num ambiente urbano e industrial, marcado pelo progresso, pelas máquinas e pelo ritmo acelerado do presente, refletindo a exaltação da modernidade.</p><p>&nbsp;</p><p><strong>Exemplo:</strong><br>"À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica"<br>Aqui, o eu lírico localiza-se numa fábrica, espaço que simboliza o progresso industrial e o mundo moderno.</p><p>&nbsp;</p><p><strong>2. Estado de espírito do eu lírico</strong></p><p>O sujeito poético revela-se num estado de euforia e exaltação perante o espetáculo da modernidade. Ele mostra um fascínio pelas máquinas, pela luz elétrica e pelo ritmo agitado do mundo industrial. No entanto, esse entusiasmo vem acompanhado de uma sensação de inquietação e desespero, mostrando emoções contrárias.</p><p><br></p><p><strong>Exemplo: &nbsp;</strong></p><p>“Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime!<br>Ser completo como uma máquina!”</p><p><br></p><p><strong>3. Ação do sujeito poético («proposição»)</strong></p><p><br></p><p>Nos primeiros versos do poema, o sujeito poético propõe-se cantar e glorificar o mundo moderno, com o objetivo de exaltar a era das máquinas, do progresso e da industrialização, numa ode frenética e quase descontrolada. Esta celebração é apresentada com imagens intensas e uma linguagem frenética.</p><p><br></p><p><strong>Exemplo:</strong><br>"Eu canto o presente, e também o passado e o futuro!"<br>Aqui, o sujeito poético assume a ação de celebrar, através da sua voz, o progresso tecnológico e industrial que domina o mundo contemporâneo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 15:44:50 UTC</pubDate>
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         <title>Traços futuristas</title>
         <author>beatriznabais013</author>
         <link>https://padlet.com/beatriznabais013/9h6srjgylnpkrenu/wish/3265089012</link>
         <description><![CDATA[<p>&nbsp;</p><p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ﻿﻿<strong>Cântico da era moderna e do progresso.</strong></p><p>&nbsp;</p><p>“Progressos de armamento gloriosamente mortíferos/Couraças, canhões, metralhadoras, submarinos, aeroplanos!/Amo-vos a todos, a tudo, como uma fera”</p><p>&nbsp;</p><p>“Adubos, debulhadoras a vapor, progressos da agricultura !/ Química agrícola, e o comércio quase ciência”</p><p>&nbsp;</p><p>“Da faina transportadora-de-cargas de navios/ Do giro lúbrico e lento dos guindastes, / Do tumulto disciplinado das fábricas,/ E do quase-silêncio ciciante e monótono das correias e monótono das correias de transmissão!”</p><p>&nbsp;</p><p>“Horas europeias, produtoras, entaladas/</p><p>Entre maquinismos e afazeres úteis !”</p><p>&nbsp;</p><p>“Frutos de ferro e útil da árvore-fábrica cosmopolita !”</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p><strong>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ﻿﻿Fusão de todas as eras no momento presente.</strong></p><p>&nbsp;</p><p>“Eia todo o passado dentro do presente !/ Eia todo o futuro já dentro de nós! eia!”</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p><strong>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ﻿﻿Fusão do eu com a máquina.</strong></p><p>&nbsp;</p><p>“Ser completo como uma máquina!”</p><p><br/></p><p>“Poder ao menos penetrar-me fisicamente de tudo isto/ Rasgar-me todo, abrir-me completamente, tornar-me/ passento”</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p><strong>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ﻿﻿Fusão de todos os génios nos maquinismos</strong></p><p><br/></p><p>“E há Platão e Virgílio dentro das máquinas e das luzes elétricas”</p><p><br/></p><p>“Só porque houve outrora e foram humanos/ Virgílio e Platão”</p><p><br/></p><p>“E pedaços do Alexandre Magno do século/talvez cinquenta”</p><p><br/></p><p>“Átomos que hão-de ir ter febre para o/ cérebro do Ésquilo do/século cem”</p><p><br/></p><p>“Que era quando Platão era realmente Platão/ Na sua presença real e na sua carne com a alma dentro”</p><p><br/></p><p>“E fala com Aristóteles, que havia de não discípulo dele”</p><p>&nbsp;</p><p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ﻿﻿<strong>Universalidade</strong></p><p>&nbsp;</p><p>“Ó minhas contemporâneas, forma actual, e próxima/Do sistema imediato do Universo !”</p><p>“Ah não ser eu todo a gente e toda a parte !”</p><p>&nbsp;</p><p>“E outra vez a fúria de estar indo ao mesmo tempo dentro de todos os comboios/De todas as partes do mundo,/De estar dizendo adeus a bordo de todos os navios”</p><p>&nbsp;</p><p>“Engatam-me em todos os comboios/ Içam-me em todos os cais/Giro dentro das hélices de todos os navios”</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p><strong>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ﻿﻿Nova conceção de Beleza.</strong></p><p>&nbsp;</p><p>“Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto, / Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos”</p><p>&nbsp;</p><p>“A maravilhosa beleza das corrupções/políticas”</p><p>&nbsp;</p><p>“Possuo-vos como a uma mulher bela/Completamente vos possuo como a uma mulher bela que não se ama”</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 15:45:20 UTC</pubDate>
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         <title>Traços sensasionistas</title>
         <author>beatriznabais013</author>
         <link>https://padlet.com/beatriznabais013/9h6srjgylnpkrenu/wish/3265089200</link>
         <description><![CDATA[<p> <strong>﻿﻿Presença dos cinco sentidos.</strong></p><ul><li><p><strong>Visão</strong>: "Ah, olhar é em mim uma perversão sexual!"</p></li><li><p><strong>Olfato</strong>: "Rasgar-me todo, abrir-me completamente, tornar-me passento\<br>A todos os perfumes de óleos e calores e carvões."</p></li><li><p><strong>Tato</strong>: "E com o tacto (o que palpar-vos representa para mim!)."</p></li><li><p><strong>Paladar</strong>: “Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!&nbsp;\ Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,”</p></li><li><p><strong>Audição</strong>: "Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,\<br>De vos ouvir demasiadamente de perto,"</p><p><br></p></li></ul><p>﻿<strong>Simultaneidade e exacerbação sensoriais:</strong> </p><p><br></p><p>“Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,\<br>De vos ouvir demasiadamente de perto,\<br>E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso\<br>De expressão de todas as minhas sensações,\<br>Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!"</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 15:45:29 UTC</pubDate>
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         <title>Traços disfóricos</title>
         <author>beatriznabais013</author>
         <link>https://padlet.com/beatriznabais013/9h6srjgylnpkrenu/wish/3265089410</link>
         <description><![CDATA[<p>﻿<strong>Identificação de momentos disfóricos:</strong> </p><p>“Alterações de constituições, guerras, tratados, invasões, \&nbsp;</p><p>Ruído, injustiças, violências, e talvez para breve o fim,&nbsp;\ A grande invasão dos bárbaros amarelos pela Europa, \&nbsp;E outro Sol no novo Horizonte!”</p><p><br></p><p>﻿﻿<strong>Temas abordados:</strong> </p><p><strong>1- Morte inevitável </strong>(efemeridade da vida)(“ E havemos todos de morrer,”) </p><p><br></p><p><strong>2- Infância irrepetível </strong>(“Pinheirais onde a minha infância era outra coisa \ Do que eu sou hoje...”)</p><p><br></p><p><strong>3- Condições nefastas dos trabalhadores</strong> (“Limpa o suor com o braço, trabalhador descontente.”)</p><p><strong>&nbsp;</strong></p><p> <strong>﻿﻿Simbolismo associado a esses momentos: </strong></p><p>Momento de reflexão, marcado por uma pausa rítmica, onde são contemplados o passado, o presente e o futuro, uma distinção entre a opressão e a pressão causada pelo desenvolvimento e a nostalgia da simplicidade feliz da infância.</p><p><strong>&nbsp;</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 15:45:39 UTC</pubDate>
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         <title>Conclusão</title>
         <author>beatriznabais013</author>
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         <description><![CDATA[<p>• <strong>Interpretação e simbolismo do último verso:</strong> </p><p>Desabafo expressivo da derrota que sofreu por não alcançar este seu desejo de integrar a Modernidade e o coletivo.</p><p><br></p><ul><li><p><strong>Relação com a introdução:</strong></p><p><strong> </strong>Na introdução, o “eu” poético começa por demonstrar a dor e a perplexidade que sente ao ser confrontado com a beleza avassaladora da modernidade. Apesar de contraditório, este sentimento culmina, na conclusão, com o desejo de ultrapassar a condição humana para abarcar essa grandiosidade (“Ah não ser eu toda a gente e toda a parte!”). Uma aspiração que permanece insatisfeita e marcada por um tom disfórico.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 15:47:51 UTC</pubDate>
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         <title>Estrutura externa</title>
         <author>beatriznabais013</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Composição poética: </strong></p><p><strong>Ode</strong> ( género lírico que remonta aos modelos greco latinos caracterizando-se pelo estilo eloquente, solene e de elevação abordando distintos temas, nomeadamente: heróicos e amorosos).</p><p><br/></p><p><strong>Classificação:</strong></p><p>- <strong>Irregularidade</strong> Estrófica</p><p>-<strong>Irregularidade</strong> Métrica</p><p>- <strong>Irregularidade</strong> Rítmica</p><p><strong>&nbsp;</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 15:48:03 UTC</pubDate>
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         <title>Linguagem e Estilo</title>
         <author>beatriznabais013</author>
         <link>https://padlet.com/beatriznabais013/9h6srjgylnpkrenu/wish/3265093747</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Linguagem</strong> -&nbsp; Neste poema, Álvaro de Campos utiliza diferentes registos de língua, que vão desde o&nbsp;técnico&nbsp;ao&nbsp;coloquial e chocante, refletindo o dinamismo da modernidade:</p><p><br/></p><p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Linguagem técnica e científica:</strong><br>O uso de termos ligados à tecnologia reflete a exaltação da máquina e do progresso:</p><p><br/></p><p>"Ó máquinas, ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r-r eterno!"</p><p><br>Este vocabulário técnico representa o impacto das inovações na vida humana.</p><p><br/></p><p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Linguagem vulgar e chocante:</strong></p><p><br>O eu lírico expressa sua inquietação de forma dura e por vezes chocante, rompendo com os padrões clássicos da poesia:</p><p><br/></p><p>"Gargalhadas mecânicas no ar cheio de limalhas…"</p><p><br>Aqui, esta linguagem vulgar complementa o tom provocador do poema.</p><p>&nbsp;</p><p><strong>Estilo </strong>- a inovação poética e a estrutura rítmica são centrais na "Ode Triunfal", marcadas por versos livres e ritmo intenso.</p><p><br/></p><p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Inovação poética:</strong><br>Campos rompe com a métrica clássica, adotando versos livres e criando um ritmo algo que caótico que vai refletir a confusão do mundo moderno.</p><p>"Na febre de ferro e calor das fábricas…"<br>A falta de rima e a fluidez e liberdade dos versos espelham a velocidade e o descontrole da sociedade industrial.</p><p><br/></p><p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong>Estrutura rítmica:</strong><br>O ritmo é acelerado e, muitas vezes, este caráter frenético reforça o tom exaltado:</p><p>"Motores que dormem e rangem no calor e cansaço das fábricas."</p><p>&nbsp;</p><p><strong>Recursos Expressivos </strong></p><p><strong> 1- Apóstrofe:</strong><br>O eu lírico dirige-se diretamente às máquinas e ao progresso, num tom de exaltação:</p><p>"Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!"</p><p><br/></p><p><strong>2- Aliteração:</strong><br>Repetições de sons reforçam o ritmo e a musicalidade do poema:</p><p><br/></p><p>"Ó máquinas, ó rodas, ó engrenagens…"</p><p><br>A repetição do som “r” imita o ronco das máquinas.</p><p>&nbsp; </p><p><strong>3- Anáfora:</strong><br>Repetições no início de versos ou frases reforçam a intensidade emocional:</p><p>"Na febre… Na febre… Na febre…"</p><p><br/></p><p><strong>4- Metáfora:</strong></p><p>Comparações implícitas são usadas para descrever o impacto da modernidade:</p><p>"Os olhos queimam-se-me na febre de tudo isto como a um bêbedo numa orgia."</p><p><br/></p><p>Aqui, a metáfora associa a modernidade a uma embriaguez intensa e desorientadora.</p><p><br/></p><p><strong>5- Enumeração:</strong></p><p>Listagens caóticas refletem a multiplicidade e a complexidade do mundo moderno:</p><p>"Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!"</p><p>A enumeração dá a sensação de acúmulo e excesso.</p><p><br/></p><p><strong>6- Gradação:</strong></p><p>A construção crescente intensifica a exaltação ao progresso:</p><p>"Motores que dormem e rangem no calor e cansaço das fábricas."</p><p><br/></p><p><strong>7- Onomatopeia:</strong></p><p>Sons reproduzem o barulho das máquinas, aproximando a linguagem do ambiente industrial:</p><p>"R-r-r-r-r-r-r eterno!"</p><p><br/></p><p><strong>8- Interjeição:</strong></p><p>Expressões exclamativas traduzem o tom exaltado e emocional:</p><p>"Ó rodas!"</p><p><br/></p><p><strong>9- Sinestesia:</strong></p><p>A fusão de sensações reflete a confusão do eu lírico:</p><p>"Os meus olhos são um fogo sujo de ver tanto."</p><p>Aqui, combina-se visão e calor numa imagem expressiva.</p><p><br/></p><p><strong>10- Neologismo:</strong></p><p>Criação de palavras para descrever a modernidade:</p><p>"Cintilações elétricas"</p><p>A palavra composta reflete o impacto da tecnologia.</p><p><br/></p><p><strong>11- Pontuação:</strong></p><p>O uso excessivo de pontos de exclamação reflete o tom exaltado e caótico:</p><p>"Ó rodas, ó engrenagens!"</p><p><br/></p><p><strong>12- Empréstimo:</strong></p><p>Termos estrangeiros, sobretudo ligados à modernidade, são usados para reforçar a universalidade do progresso:</p><p>"Dínamos"</p><p>O uso de palavras técnicas dá caráter internacional ao poema</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 15:48:36 UTC</pubDate>
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         <title>Metrópolis</title>
         <author>beatriznabais013</author>
         <link>https://padlet.com/beatriznabais013/9h6srjgylnpkrenu/wish/3265197482</link>
         <description><![CDATA[<p>Este filme alemão, da autoria do cineasta Fritz Lang, constitui um dos filmes precursores da introdução da ficção científica no cinema, tendo sido lançado pela primeira vez no ano de 1927 na cidade de Berlim (Alemanha).</p><p>Tem lugar no ano de 2026 (99 anos após a produção do filme) exaltando uma forma de beleza que é transposta para uma estética moderna e futurista, característica da poesia de Álvaro Campos, mas também constituindo uma incisiva sátira social, à semelhança do poema em análise.</p><p>&nbsp;Isto pois, assim como esta longa-metragem dirige a sua repreensão a uma cidade ficcional (Metrópolis) que se encontra sob a alçada de uma elite de políticos e arquitetos urbanos que, vivendo em colossais e majestosos arranha-ceús, usufruem dos prazeres de um jardim paradisíaco — simbólico da prepotência da classe da alta burguesia empreendedora no contexto do desenvolvimento industrial e capitalista europeus — &nbsp;à custa do trabalho sub-humano da classe operária, responsável por assegurar a manutenção das máquinas fornecedoras de energia na cidade; também o poema “Ode Triunfal” visa tecer uma crítica mordaz às classes da burguesia e aristocracia, denotando o facto de exaltarem a sua ostentação na forma de vestir, bem como revelando espanto pelo facto de serem dotados de uma alma (“Comerciantes; vários; escrocs exageradamente bem-vestidos; Membros evidentes de clubes aristocráticos”; “E toda a gente simplesmente elegante que passeia e se mostra/ E afinal tem alma lá dentro !”).</p><p>Assim, &nbsp;esta obra cinematográfica desenvolve-se em torno da história do filho de um dos principais administradores da cidade, Freder, quando se apaixona por uma mulher, Maria, que vê trazer um dia ao jardim um grupo de crianças proletárias para que vissem as condições em que viviam os ditos “irmãos” privilegiados, em oposição às dos pais, que trabalhavam incessantemente nos subterrâneos citadinos.</p><p>Deste modo, o personagem parte numa missão para reencontrar a amada, sendo obrigado a deparar-se com os aviltantes suplícios a que é sujeita a classe trabalhadora, escrava da maquinaria, testemunhando uma explosão numa das fábricas geridas pelo pai, demonstrando-se consternado perante a indiferença daquele.</p><p><br></p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=gdtZv3XROnc" />
         <pubDate>2024-12-17 17:01:15 UTC</pubDate>
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