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      <title>Historia da Psicologia Moderna - Duane P. Schultz by Ildete Pereira</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-09-03 23:08:11 UTC</pubDate>
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         <title>O pato mecânico e a glória da França</title>
         <author>ildetesouza</author>
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         <description><![CDATA[<div>O interesse do público em geral pelo fantástico pato francês fazia parte de uma nova fascinação por todos os tipos de máquinas que estavam sendo inventadas e aperfeiçoadas para uso na ciência, indústria e no entretenimento. (Pág. 22)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-03 23:10:23 UTC</pubDate>
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         <title>O espírito do mecanicismo</title>
         <author>ildetesouza</author>
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         <description><![CDATA[<div>- O espírito do mecanicismo, que enxerga o universo como uma grande máquina, foi o fundamento filosófico do século XVII, ou seja, a sua força contextual básica. Essa doutrina afirmava serem os processos naturais mecânicos e passíveis de explicação por meio das leis da fisica e da química.<br><br>- A medição exata do tempo teve consequências tanto práticas como científicas. "Sem os instrumentos precisos para o acompanhamento do tempo não seria possível medir os pequenos incrementos no intervalo decorrido entre as observações e, portanto, a consolidação dos avanços no conhecimento científico não começou apenas com a ajuda do telescópio ou do microscópio" (Jardine, 1999, p. 133-134). Além disso, os astrônomos e os na-vegadores necessitavam de aparelhos precisos de medição do tempo para registrar com exatidão os movimentos dos astros. Essas informações eram vitais para a localização dos navios em alto-mar. (Pág. 23)</div>]]></description>
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         <title>O universo mecânico</title>
         <author>ildetesouza</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em virtude da regularidade, previsibilidade e exatidão dos relógios, cientistas e filósofos começaram a enxergá-los como modelos para o universo físico. (Pág. 24)<br><br>Assim, a ideia de um universo nos moldes do mecanismo de um relógio transformou quase todo o aspecto da experiência humana. (Pág 24)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-03 23:14:47 UTC</pubDate>
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         <title>Determinismo e reducionismo </title>
         <author>ildetesouza</author>
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         <description><![CDATA[<div>Determinismo: doutrina que afirma que os atos são determinados pelos eventos do passado. (Pág 24)<br><br>Reducionismo: doutrina que explica os fenômenos em um nível (como as ideias complexas) no que se refere a fenômenos de outro nível (como as ideias simples). (Pág. 24)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-03 23:16:43 UTC</pubDate>
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         <title>O autômato</title>
         <author>ildetesouza</author>
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         <description><![CDATA[<div>Os filósofos e cientistas da época acreditavam na tecnologia mecânica como uma forma de realizar o sonho da criação do ser artificial e, nitidamente, muitos dos primeiros autômatos davam essa impressão. Podemos pensar neles como os bonecos Disney da época e  é fácil entender por que as pessoas chegaram à  conclusão de que os seres vivos eram simplesmente outro tipo de máquina. (Pág 25)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-03 23:18:23 UTC</pubDate>
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         <title>As pessoas como máquinas</title>
         <author>ildetesouza</author>
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         <description><![CDATA[<div>Os relógios e os autômatos abriram o caminho para a noção de que o funcionamento e o comportamento humanos obedeciam às leis mecânicas e os métodos experimentais e quantitativos, tão eficazes na descoberta dos segredos do universo físico, seriam igualmente aplicáveis ao estudo da natureza humana. (Pág 26)<br><br>O legado dos séculos XVII ao XIX inclui o  conceito do funcionamento do homem como uma máquina e  a  aplicação do método científico na investigação do comportamento humano. (Pág 27)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-03 23:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>A máquina calculadora</title>
         <author>ildetesouza</author>
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         <description><![CDATA[<div>A principal limitação de uma máquina "pensante": ela não é  capaz, por iniciativa própria, de criar ou desenvolver nada novo -executa apenas o que está programada para fazer. (Pág 28)<br><br>Charles Babbage, que personificou no século XIX a noção do funcionamento do homem como uma máquina, estava evidentemente muito à frente da sua época. Sua calculadora, precursora dos modernos com-putadores, representou a primeira tentativa de sucesso na reprodução do processo cognitivo humano e no desenvolvimento de uma forma de inteligência artificial. (pág 28)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-03 23:22:18 UTC</pubDate>
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         <title>Os primórdios da ciência moderna</title>
         <author>ildetesouza</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Empirismo: </strong>busca do conhecimento mediante a observação da natureza e a atribuição de todo conhecimento à experiência. (Pág 29)<br><br>Descartes: "Vive bem aquele que vive bem escondido" (Gaukroger, 1995,  p. 16). (Pág. 30)<br><br>Para Descartes "a interação entre a mente e  o corpo diz respeito ao ocorrido com o próprio corpo." (Pág 30)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-03 23:23:52 UTC</pubDate>
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         <title>As contribuições de Descartes: o mecanicismo e o problema mente-corpo</title>
         <author>ildetesouza</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Problema mente-corpo: </strong>a questão da distinção entre as qualidades mentais e físicas. (Pág 31)<br><br>Na teoria da interação mente-corpo de Descartes, a mente influencia o corpo, mas a influência deste sobre a mente era maior do que se acreditava. A relação não era apenas unilateral, mas mútua. Essa ideia, considerada radical no século XVII, teve impor-tantes implicações para a psicologia. (Pág. 31)<br><br>A ideia revolucionária de Descartes afirma que a mente e  o corpo, embora distintos, são capazes de interagir dentro do organismo humano. A mente é capaz de exercer influência sobre o corpo do mesmo modo que o corpo pode influenciar a mente. (Pág 32)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-03 23:27:23 UTC</pubDate>
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         <title>A  natureza do corpo</title>
         <author>ildetesouza</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Teoria do ato reflexo:</strong> ideia de que um objeto externo (um estímulo) pode provocar uma resposta involuntária. (Pág. 32)<br><br>Essa teoria é  precursora da moderna psicologia behaviorista de estímulo-resposta (E-R), cuja ideia consiste na possibilidade de um objeto externo (estímulo) provocar uma resposta involuntária, como a perna que salta quando o médico bate no joelho com um pequeno martelo. O comportamento reflexo não envolve pensamento nem processo cognitivo: parece ser completamente mecânico ou automático. (Pág. 32)<br><br>O trabalho de Descartes também serviu de subsídio para a  crescente tendência à  hipótese científica da previsibilidade do comportamento humano.  O modo de operação do corpo mecânico pode ser previsto e calculado, desde que os estímulos sejam conhecidos. (Pág. 32)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-03 23:31:12 UTC</pubDate>
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         <title>A interação mente-corpo</title>
         <author>ildetesouza</author>
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         <description><![CDATA[<div>De acordo com a teoria de Descartes, a mente é imaterial, ou seja, não tem substância física, mas é provida de capacidade de pensamento e de outros processos cognitivos. (Pág. 33)<br><br>Estava claro para Descartes que o cérebro era o ponto central das funções da mente e  a única estrutura cerebral unitária (ou seja, não era dividida nem duplicada em cada hemisfério) seria o corpo pineal ou conaríum. E  Descartes considerou lógico ser esse o centro da interação. (Pág. 33)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-03 23:45:02 UTC</pubDate>
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         <title>A doutrina das ideias</title>
         <author>ildetesouza</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Ideias derivadas e inatas: </strong>as ideias derivadas são produzidas pela aplicação direta de um estímulo externo; as inatas surgem da mente ou da consciência, independentemente das experiências sensoriais ou dos estímulos externos. (Pág. 34)<br><br>O trabalho de Descartes serviu como catalisador das diversas tendências convergentes da nova psicologia. Entre as contribuições sistemáticas mais importantes, destacam-se: <br>• a concepção mecanicista do corpo; <br>• a teoria do ato reflexo; <br>• a interação mente-corpo; <br>• a localização das funções mentais no cérebro; <br>• a doutrina das ideias inatas<br>(Pág. 34)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-03 23:46:05 UTC</pubDate>
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         <title>As bases filosóficas da nova psicologia: positivismo, materialismo e empirismo</title>
         <author>ildetesouza</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Positivismo:</strong> doutrina que reconhece somente os fenômenos naturais ou fatos que são objetivamente observáveis. (Pág. 34)<br><br>O conceito e  o termo formam a base do trabalho do filósofo francês Auguste Comte (Pág. 34)<br><br>A visão positivista referia-se a um sistema baseado exclusivamente nos fatos observáveis objetivamente e  indiscutíveis. Qualquer objeto de estudo de natureza especulativa, dedutível ou metafísica era considerado ilusório e, assim, rejeitado. (Pág. 35)<br><br>Comte apoiou a noção da igualdade para as mulheres, bem como outras causas feministas, mas mudou de ideia quando casou com uma mulher cheia de vontades e extremamente inteligente. (Pág. 35)<br><br><strong>Materialismo: </strong>doutrina que considera os fatos do universo como suficientemente explicados em termos físicos pela existência e natureza da matéria. (Pág. 35)<br><br>A doutrina do materialismo assegurava a possibilidade de descrição dos fatos do universo em termos físicos e da sua explicação por meio das propriedades da matéria e da energia. A proposta dos materialistas afirmava ser possível compreender até mesmo a consciência humana com base nos princípios da física e da química. O trabalho dos materialistas rela-cionado com os processos mentais concentrava-se nas propriedades fisicas, mais especificamente nas estruturas anatômicas e fisiológicas do cérebro. (Pág. 35)<br><br>O positivismo, o materialismo e o empirismo vieram a se tornar as bases filosóficas da nova ciência da psicologia. Dentre essas três orientações filosóficas, foi o empirismo que desempenhou o  papel principal. O empirismo estava relacionado com o  desenvolvimento da mente, ou seja, com a forma como ela adquiria o conhecimento. De acordo com a visão empirista, a mente evolui com o acúmulo progressivo das experiências sensoriais. E ssa ideia contrasta com a visão nativista, exemplificada por Descartes, da existência das ideias inatas. São considerados os principais empiristas britânicos: John Locke, George Berkeley, David Hartley, James Mill e John Stuart Mill. (Pág 36)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-03 23:47:56 UTC</pubDate>
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         <title>John Locke (7632-1704)</title>
         <author>ildetesouza</author>
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         <description><![CDATA[<div>O trabalho mais importante de Locke para a psicologia  foi Ensaio sobre o entendimento humano [An essay concerning human understanding] (1690), o ponto mais alto de um estudo de 20 anos. Esse livro, publicado em quatro edições por volta de 1700 e traduzido para o francês e para o latim, marca o início formal do empirismo britânico. (Pág. 36)<br><br><strong>Como a mente adquire o conhecimento.</strong> O interesse principal de Locke estava voltado ao funcio-namento cognitivo, isto é, à forma como a mente adquire o conhecimento. Ao lidar com essa questão, Locke rejeitou a proposta de Descartes sobre a existência das ideias inatas, apresentando o argumento de que o ser humano nascia sem qualquer conhecimento prévio. (Pág 36)<br><br><strong>A sensação e  a reflexão.</strong> Locke admitia dois tipos de experiências: um derivado da sensação e outro da reflexão. As ideias resultantes da sensação, ou seja, as derivadas da experiência sensorial direta com os objetos físicos presentes no ambiente, são simples impressões do sentido. Essas impressões sensoriais operam na mente, que também opera nas sensações, fazendo uma reflexão para formar as ideias. Essa função cognitiva ou mental da reflexão como fonte de conceitos depende da experiência sensorial, já que as ideias produzidas pela reflexão da mente têm como base as impressões anteriormente percebidas por meio dos sentidos. (Pág. 36)<br><br><strong>Ideias simples e  complexas: </strong>ideias simples são as ideias elementares, que surgem da sensação e da reflexão; ideias complexas são as derivadas, compostas pelas simples, que podem ser analisadas ou reduzidas a componentes mais simples. Associação: noção de que o  conhecimento resulta da ligação ou associação entre ideias simples para formar ideias complexas. (Pág. 38)<br><br><strong>A teoria da associação.</strong> O conceito da combinação ou da composição de ideias e a noção contrária de análise marcam o início da abordagem mental-química do problema da associação. Desse ponto de vista, ideias simples podem ser conectadas ou associadas para formar as complexas. <strong>Associação</strong> é  o nome inicial dado ao processo chamado atualmente pelos psicólogos de aprendizagem. (Pág. 37)</div><div><br><strong>Qualidades primárias e secundárias.</strong> Outra importante proposta de Locke para a fase inicial da psico-logia foi o  conceito de qualidades primárias e secundárias aplicadas às ideias sensoriais simples. As qualidades primárias existem em um objeto, sejam ou não percebidas por nós. O tamanho e a forma de um edificio são qualidades primárias, enquanto sua cor é uma qualidade secundária. A cor não é inerente ao objeto em si, mas é dependente da experiência do indivíduo, já que nem todos percebem determinada cor da mesma maneira. As qualidades secundárias, como cor, odor, som e  sabor, existem não no objeto em si, mas na percepção individual do objeto. A sensação do toque de uma pena não se encontra nela, mas na reação ao toque da pena. A dor provocada pelo corte de uma faca não se encontra na faca propriamente dita, mas na experiência individual como reação ao ferimento. (Pág. 38)<br><br>Creio que, se removêssemos os ouvidos, a língua e  o nariz, permaneceriam as formas, as quantidades e  os movimentos [qualidades primárias], mas não o odor, o sabor e  o som [qualidades secundárias]. Esses últimos, acredito, nada mais são do que nomes quando os separamos dos seres vivos. (apud Boas,  1961, p. 262) (Pág. 38)<br><br>Talvez a percepção exista apenas nas questões das qualidades secundárias, subjetivas e dependentes do observador. (Pág. 38)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-03 23:56:33 UTC</pubDate>
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         <title>George Berkeley (7685-1753)</title>
         <author>ildetesouza</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>A percepção é a única realidade. </strong>Berkeley concordava com o conceito de Locke de que todo o conhe-cimento do mundo exterior tem origem na experiência, mas divergia da distinção entre as qualidades primária e secundária. Berkeley alegava não existirem qualidades primárias, mas somente as qualidades que Locke cha-mava de secundárias. Para Berkeley, todo o conhecimento era uma função ou dependia da experiência ou da percepção do indivíduo. Alguns anos mais tarde, essa teoria recebeu o nome de <strong>mentalismo</strong>, como expressão da ênfase no fenômeno exclusivamente mental. (Pág. 40)<br><br><strong>Mentalismo: </strong>doutrina que considera que todo conhecimento é função de um fenômeno mental e dependente da pessoa que o percebe ou vivencia. (Pág. 40)<br><br>Não há substância material da qual possamos ter certeza, porque, se excluirmos a percepção, a  qualidade desaparecerá. Desse modo, não existe cor sem a nossa percepção de cor, a forma ou o movimento sem notar a forma ou o movimento. (Pág. 40)<br><br><strong>A associação das sensações. </strong>Berkeley aplicou o princípio da associação para explicar como passamos a conhecer os objetos do mundo real. Esse conhecimento é basicamente a construção ou a composição de ideias simples (elementos mentais) unidas pelo fundamento da associação. As ideias complexas são formadas pela união das simples recebidas por meio dos sentidos, como explicou em Um ensaio para a nova teoria da visão. (Pág. 40)<br><br>Em outras palavras, as contínuas experiências sensoriais de caminhar em direção aos objetos ou de alcançá-los, aliadas às sensações dos músculos oculares, unem-se para produzir a percepção da profundidade. (Pàg. 41)<br><br>Sua explicação antecipou com precisão a visão moderna da percepção de profundidade no que tange à  consideração das diretrizes psicológicas da acomodação e da convergência. (Pág. 41)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-04 00:09:39 UTC</pubDate>
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         <title>David Hartley (7705-7757)</title>
         <author>ildetesouza</author>
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         <description><![CDATA[<div>A associação por contiguidade e por repetição. Para Hartley, a lei fundamental da associação é  a contiguidade, que usou como base para explicar os processos da memorização, do raciocínio, da emoção e da ação voluntária e involuntária. Ideias ou sensações que ocorrem juntas, simultânea ou sucessivamente, tornam--se associadas, de modo que a ocorrência de uma resulta na ocorrência da outra. Hartley ainda afirmava que a repetição das sensações e  das ideias é necessária para a formação das associações. (Pág. 41)<br><br><strong>Repetição: </strong>noção de que, quanto mais frequente é a ocorrência de duas ideias simultâneas, mais rápida será sua associação. (Pág. 41)<br><br>Hartley foi o primeiro a aplicar a teoria da associação para explicar todos os tipos de atividades mentais. (Pág. 41)<br><br><strong>A influência do mecanicismo. </strong>Assim como outros filósofos que o antecederam, H artley enxergava o mundo mental com base no mecanicismo. Em um aspecto ele ultrapassou os objetivos de outros empiristas e associacionistas: Hartley tentou não apenas explicar os processos psicológicos com base nos princípios mecânicos, como também tentou explicar da mesma forma os processos fisiológicos subjacentes. (Pág. 41)<br><br>A importância da doutrina de Hartley para a  psicologia reside no fato de ainda ser uma tentativa de usar as ideias científicas do universo mecânico como modelo para a compreensão da natureza humana. (Pág. 42)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-04 00:23:30 UTC</pubDate>
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         <title>James Mill (7773-1836) </title>
         <author>ildetesouza</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>A mente como uma máquina. </strong>James Mill aplicou a doutrina do mecanicismo à mente humana com rara objetividade e clareza. Seu objetivo era destruir a ilusão a respeito de toda a subjetividade ou das atividades psíquicas e demonstrar que a mente não passava de uma máquina. Mill não se convencia com a argumentação dos empiristas de que a mente era semelhante à máquina apenas no seu funcionamento. A mente era uma máquina -  funcionava da mesma forma previsível e mecânica de um relógio. Era colocada em funcionamento por forças físicas externas e  operada por forças físicas internas. (Pág. 42)<br><br>Em outras palavras, a associação é mecânica e as ideias resultantes são apenas o acúmulo ou a soma dos elementos mentais individuais. (Pág. 42)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-04 00:27:28 UTC</pubDate>
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         <title>John Stuart Mill (7806-1873)</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/719769486</link>
         <description><![CDATA[<div>"A subjugação das mulheres", escrito a partir da sugestão de Helen e  inspirado pelas experiências do casamento de Harriet com seu primeiro marido. Ficou horrorizado com o fato de as mulheres serem privadas dos direitos financeiros ou das propriedades e comparou a saga feminina à de outros grupos de desprovidos. Condenava a ideia da submissão sexual da esposa ao desejo do marido, contra a própria vontade, e a proibição do divórcio com base na incompatibilidade de gênios. Sua concepção de casamento era baseada na parceria entre pessoas com os mesmos direitos, e não na relação mestre--escravo (Rose, 1983). Mais tarde, Sigmund Freud traduziu para o  alemão o  ensaio de Mill sobre a mulher e, em uma carta para sua noiva, zombou do conceito de Mill a respeito da igualdade dos sexos. Freud escreveu: "A posição da mulher não pode ser outra senão esta: ser uma namorada adorada na juventude e uma esposa querida na maturidade" (Freud, 1883/1964, p. 76). Pode-se observar que Mill estava mais avançado nos seus pensamentos a respeito dessa questão do que Freud. (Pág. 43)<br><br>A química mental. Por causa dos seus trabalhos abordando diversos tópicos, John Stuart Mill tornou-se contribuinte influente no que logo se transformou formalmente na nova ciência da psicologia. Ele combatia a posição mecanicista de seu pai, James Mill, ou seja, a visão da mente passiva que reage mediante o  estímulo externo. Para John Stuart Mill, a mente exercia um papel ativo na associação de ideias. (Pág. 43)<br><br><strong>Síntese criativa:</strong> noção de que ideias complexas, formadas de ideias simples, adquirem novas qualida-des; a combinação dos elementos mentais cria um conjunto maior ou diferente do que a soma dos elementos originais. <br>(Pág. 44)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-04 00:29:23 UTC</pubDate>
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         <title>Contribuições do empirismo à psicologia</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/719782046</link>
         <description><![CDATA[<div>Princípios do empirismo: <br>• o  papel principal do processo da sensação; <br>• a análise da experiência consciente nos elementos;<br>• a síntese dos elementos em experiências mentais complexas mediante o  processo da associação; <br>• o  foco nos processos conscientes. <br>(Pág. 44)<br><br>O papel principal do empirismo na formação da nova psicologia científica tornara-se evidente e foi possível perceber que as preocupações dos empiristas formavam o objeto de estudo básico da psicologia. Em meados do século XIX, os filósofos estabeleceram a justificativa teórica para uma ciência dedicada à natureza humana. O passo seguinte seria a transformação da teoria em realidade -  o tratamento experimental do mesmo objeto de estudo- ,  o  que ocorreria logo, graças aos psicólogos, que proporcionaram o tipo de experimentação que viria a completar a fundação da nova psicologia. (Pág. 45)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-04 00:35:48 UTC</pubDate>
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         <title>Tarefas múltiplas não são permitidas </title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/736662290</link>
         <description><![CDATA[<div>A descoberta de Wundt de que nós não podemos atentar a ou manter o foco em mais de uma coisa ao mesmo tempo tem, como podemos notar, uma aplicação contemporânea impactante. [...] Assim, Wundt estava muito à frente de seu tempo quando ele escreveu que <em>"a consciência retém só um pensamento, uma única percepção. Quando parece que temos diversas percepções simultâneas, somos enganados pela sua rápida sucessão"</em> (apud Diamond, 1980b, p. 39). Com essa descoberta, Wilhelm Wundt havia medido a mente. É verdade que Fechner já havia feito isso antes, mas foi Wundt quem usou o experimento como base para uma nova ciência (e David Kinnebrook jamais soube de seu papel nisso).</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-10 19:06:08 UTC</pubDate>
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         <title>O pai da psicologia moderna</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/736674590</link>
         <description><![CDATA[<div>Wilhelm Wundt foi o fundador da psicologia como disciplina acadêmica formal. Instalou o primeiro labora-tório, lançou a primeira revista especializada e deu início à psicologia experimental como ciência. Os temas de suas pesquisas, como sensação e percepção, atenção, sentimento, reação e associação, tornaram-se capítulos básicos de livros didáticos e  são até hoje fontes inesgotáveis de estudo.<br><br>Fechner não foi identificado como o fundador da psicologia, pois na verdade, ele simplesmente não estava tentando fundar uma nova ciência. Seu objetivo era compreender a relação entre os universos mental e material. Ele buscava descrever com base científica um conceito unificado de mente e  corpo.<br><br><strong>Todavia é preciso reafirmar que, embora Wundt seja considerado o fundador da psicologia, ele não foi o  seu criador. A psicologia é  o  resultado de uma longa sequência de esforços criativos.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-10 19:09:21 UTC</pubDate>
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         <title>Wilhelm Wundt (1832-1920) A biografia de Wundt</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/736692823</link>
         <description><![CDATA[<div>Em 1906, conseguiu renomear a  revista de Psychological Studies. Agora tendo nas mãos um manual, um laboratório e uma revista acadêmica especializada, a psicologia estava em um bom caminho.Em 1867, Wundt começou a ministrar um curso de psicologia fisiológica em Heidelberg, o primeiro curso formal dessa área no mundo. Suas aulas também produziram material para outro importante livro, Princípios da psicologia fisiológica [Principies ef physiological psychology], publicado em duas partes, em 1873 e 1874.<br><br>Na realidade, Wundt estava lecionando e  escrevendo a respeito de psicologia experimental e não sobre a psicologia fisiológica no sentido atual da palavra (Blumenthal, 1998).<br><br>Em 1906, conseguiu renomear a  revista de Psychological Studies. Agora tendo nas mãos um manual, um laboratório e uma revista acadêmica especializada, a psicologia estava em um bom caminho.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-10 19:14:13 UTC</pubDate>
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         <title>A Psicologia Cultura</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/736701598</link>
         <description><![CDATA[<div>Um destacado pesquisador observou que a psicologia cultural não atraía tanto interesse porque ela "surgiu em um estágio de maturidade da psicologia norte-americana em que os pesquisadores americanos estavam bem menos suscetíveis às impressões estrangeiras do que nas décadas de 1880 e 1890" Qudd, 1961, p. 219)Com a implementação do laboratório e  a criação da revista especializada, além da grande quantidade de pes-quisas em andamento, Wundt voltou a  atenção para a filosofia. De 1880 a  1891,  escreveu a respeito da ética, da lógica e da filosofia sistemática. Publicou a segunda edição de Princípios da psicologia fisiológica [Principies ef physiological psychology] em 1880 e  a terceira em 1887; ainda contribuía com artigos para a revista.<br><br>A psicologia cultural tratou de várias etapas do desenvolvimento mental humano manifestado pela lingua-gem, nas artes, nos mitos, nos costumes sociais, na lei e na moral. O impacto dessa publicação na psicologia foi mais significativo do que o conteúdo em si, já que serviu para dividir a nova ciência em duas partes principais: a experimental e  a social. Wundt acreditava que as funções mentais mais simples, como a sensação e a percepção, deviam ser estu-dadas por meio de métodos de laboratório. No entento, os processos mentais superiores, como a aprendizagem e a memória,  não podiam ser investigados pela experimentação científica por serem condicionados pela língua e por outros aspectos culturais. Wundt somente acreditava no estudo dos processos de pensamento superiores com o emprego de meios não experimentais como os usados na sociologia, na antropologia e na psicologia social. A noção do significativo papel das forças sociais no desenvolvimento dos processos cognitivos ainda é considerada importante; no entanto, a  conclusão de Wundt de que tais processos não são passíveis de estudo por meio de experimentos foi logo contestada e invalidada.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-10 19:16:39 UTC</pubDate>
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         <title>O estudo da experiência consciente</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/736726092</link>
         <description><![CDATA[<div>O objeto de estudo de Wundt consistia,  para definir em uma única palavra, na consciência. No sentido mais amplo,  o impacto do empirismo e do associacionismo do século XIX refletia-se, ao menos parcialmente, no sistema de Wundt. Na sua perspectiva, a  consciência incluía várias partes diferentes e podia ser estudada pelo método da análise ou da redução. Ele declarou: "A primeira etapa da investigação de um fato deve ser uma descrição dos elementos individuais [ ... ] dos quais ele consiste" (apud Diamond, 1980, p. 85). No entanto, a semelhança entre a abordagem de Wundt e a da maioria dos empiristas e dos associacionistas concentrava-se apenas nesse ponto de vista. Wundt não aceitava a ideia de os elementos da consciência serem estáticos (assim denominados átomos da mente) e  se conectarem de forma passiva mediante algum processo mecânico de associação. Ao contrário, ele acreditava no papel ativo da consciência em organizar o próprio conteúdo. Portanto, o  estudo separado dos elementos, do conteúdo ou da estrutura da consciência proporcio-naria apenas o ponto inicial para a compreensão dos processos psicológicos.<br><br>Wundt concentrou-se no estudo da capacidade própria de organização da mente, dando o nome de <strong>voluntarismo</strong> ao seu sistema, em referência à palavra volição, que significa o  ato ou a força de vontade. O voluntarismo refere-se à força de vontade própria em organizar o conteúdo da mente em processos de pensamento superiores. Wundt enfatizava não os elementos em si, como os empiristas e  associacionistas britânicos (assim como Titchener, aluno de Wundt, mais tarde enfatizara), mas o processo ativo de organização e síntese desses elementos. No entanto, é importante lembrar que Wundt, embora alegasse que a mente consciente era dotada do poder de sintetizar os elementos em processos cognitivos de nível superior, nunca deixou de reconhecer serem básicos os elementos da consciência. Na ausência desses elementos, não havia nada a ser organizado na mente. <br><br><strong>Experiência mediata e imediata. </strong>Na opinião de Wundt,  os psicólogos deveriam dedicar- se ao estudo da experiência imediata e não da experiência mediata. A <strong>experiência mediata</strong> proporciona ao indivíduo as informações ou o conhecimento relacionado com algo além dos elementos de uma experiência. É a forma usual de empregar a  experiência para adquirir o conhecimento do nosso mundo. Quando olhamos uma rosa e  dizemos "A rosa é vermelha", subentende-se que nosso interesse principal concentra-se na flor e não no fato de percebermos algo denominado "[cor] vermelha".<br><br>A <strong>experiência imediata </strong>de visualizar a flor não está no objeto propriamente dito, e sim na experiência de perceber que alguma coisa é vermelha. Para Wundt, a experiência imediata não sofre nenhum tipo de influência de interpretações pessoais, como a descrição da experiência de visualizar a cor vermelha da rosa em termos do objeto, ou seja, da flor em si. Do mesmo modo, ao descrevermos a sensação de desconforto provocada por uma dor de dente, relatamos a  nossa experiência imediata. No entanto,  se apenas dissermos: "Estou com dor de dente", referimo-nos somente à experiência mediata.<br><br>Na perspectiva de Wundt, as experiências básicas humanas, como a percepção da cor vermelha ou a sen-sação de desconforto provocada pela dor, formam os estados da consciência (os elementos mentais) organizados de forma ativa pela mente. A proposta de Wundt consistia em analisar a mente com base nos seus elementos, suas partes componentes, exatamente do mesmo modo que os cientistas naturalistas trabalhavam para dividir o  seu objeto de estudo, ou seja, o  universo fisico. A ideia da tabela periódica desenvolvida pelo químico russo Dimitri Mendeleev serviu de apoio para o  objetivo de Wundt. Os historiadores sugeriram que talvez Wundt estivesse tentando desenvolver uma espécie de "tabela periódica" da mente (Marx e Cronan-Hillix, 1987).</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-10 19:22:53 UTC</pubDate>
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         <title>O método da introspecção</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/736747925</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Introspecção: </strong>autoanálise da mente para inspecionar e relatar pensamentos ou sentimentos pessoais.<br><br>A introspecção, ou percepção interna, praticada no laboratório de Wundt, na University ofLeipzig, obe-decia a regras e  condições estabelecidas por ele: <br>• Os observadores devem ser capazes de determinar quando o processo será introduzido. <br>• Os observadores devem estar em estado de prontidão e alerta. <br>• Deve haver condições adequadas para se repetir várias vezes a observação. <br>• Deve haver condições adequadas para se variar as situações experimentais quanto a manipulação con-trolada do estímulo.<br><br>Poucos estudos do laboratório de Wundt usaram relatos de natureza subjetiva ou qualitativa, como a percepção de prazer provocada por um estímulo, a  intensidade de uma imagem ou a qualidade de uma sensação.<br><br>Quando foram acumuladas informações objetivas suficientes, Wundt desenhou inferências sobre os ele-mentos e processos da experiência consciente.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-10 19:29:03 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Elementos da experiência consciente</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/757633373</link>
         <description><![CDATA[<div>Definidos o  objeto de estudo e a metodologia para a nova ciência da psicologia, Wundt traçou suas metas: <br>• analisar os processos conscientes, utilizando os seus elementos básicos; <br>• descobrir como esses elementos eram sintetizados e  organizados; <br>• determinar as leis da conexão que regiam a organização dos elementos. <br><br><strong>Sensações.</strong> Wundt alegava ser a  sensação uma das duas formas básicas de experiência. A sensação surge sempre que um órgão do sentido é estimulado e os impulsos resultantes atingem o cérebro. Pode ser classificada pela intensidade, duração e modalidade sensorial. Wundt não reconhecia nenhuma diferença fundamental entre a sensação e a imagem porque esta também está associada com a  estimulação do córtex cerebral. <br><br><strong>Sentimentos. </strong>O sentimento é  a outra forma elementar da experiência. A sensação e  o sentimento são aspectos simultâneos da experiência imediata. O sentimento é  o complemento subjetivo da sensação, embora não se origine diretamente de um órgão do sentido. Sensações são acompanhadas de certas qualidades de sen-timento; quando se combinam para formar um estado mais complexo, resultam na qualidade de sentimento. Wundt propôs a teoria tridimensional do sentimento com base nas próprias observações introspecti-vas. Trabalhando com um metrônomo (aparelho que pode ser programado para produzir cliques audíveis em intervalos regulares), notou que, após ouvir uma série de cliques, alguns padrões rítmicos eram mais prazerosos ou agradáveis do que outros. Concluiu que parte da experiência de qualquer padrão sonoro requer o sentimento subjetivo do prazer ou desprazer (observe que o sentimento subjetivo ocorria ao mesmo tempo que as sensações fisicas associadas com os cliques). Wundt sugeriu, então, que esse estado de sentimento poderia ser alocado em uma variação contínua desde o extremamente agradável até o extremamente desagradável.<br><br><strong>Teoria tridimensional do sentimento:</strong> explicação de Wundt para os estados do sentimento, baseada em três dimensões: prazer/desprazer, tensão/relaxamento e excitação/depressão.<br><br>Cada sentimento básico era efetivamente descrito de acordo com a  sua localização dentro do espaço tridimensional, ou seja, a sua posição em cada uma das dimensões.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-18 02:32:32 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A  organização dos elementos da experiência consciente</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/757643966</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Apercepção:</strong> processo pelo qual elementos mentais são organizados. <br><br>O processo de organização dos elementos mentais formando uma unidade é uma síntese criativa (também conhecida como a lei das resultantes psíquicas) que cria novas proprie-dades mediante a mistura ou a combinação dos elementos. Wundt declarou: "Todo composto psíquico é dotado de características que de modo algum consistem na mera soma das características dos elementos" (Wundt, 1896, p. 375). Todos já ouvimos esta afirmação: a totalidade não é igual à soma das partes.<br><br>Wundt não acreditava no processo da associação mecânica e passiva, defendido pela maioria dos empiristas e associacionistas britânicos</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-18 02:36:53 UTC</pubDate>
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         <title>O destino da psicologia de Wundt na Alemanha</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/757646744</link>
         <description><![CDATA[<div>Wundt considerava a psicologia uma ciência puramente acadêmica e não se interessava em aplicá-la às questões práticas. Desse modo, apesar da sua aceitação nas universidades de vários países, a  evolução da psicologia wundtiana, como ciência distinta, foi relativamente lenta na própria Alemanha.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-18 02:38:12 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>As críticas à psicologia de Wundt</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/757647732</link>
         <description><![CDATA[<div>O la boratório de Wundt, onde ele orientou a primeira geraç ão de psicólogos, foi destruído durante um bombardeio de norte-americanos e ingleses em 4 de dezembro de 1943. Assim , a natureza, o conteúdo, a forma e  a té mesmo o lar da psicologia wundti a na se perderam .</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-18 02:38:42 UTC</pubDate>
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         <title>A herança de Wundt </title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/757648777</link>
         <description><![CDATA[<div>O fato de a maior parte da história da psicologia pós-Wundt consistir de posições contrárias às limitações por ele impostas para a área não desvaloriza as suas brilhantes contribuições. Ao contrário, enaltece ainda mais a sua grandeza. As contestações devem ter algum alvo, algo a ser rebatido, e  o  trabalho de Wundt, sendo esse alvo, proporcionou um início magnífico e convincente para a moderna psicologia experimental.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-18 02:39:14 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Outras tendências da psicologia alemã</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/757650090</link>
         <description><![CDATA[<div>Os acontecimentos na Inglaterra dariam à psicologia uma temática e uma direção radicalmente diferentes (ver Capítulo 6). Charles Darwin apresentava a teoria da evolução e Francis Galton começava a trabalhar com a psicologia das diferenças individuais. Ao chegarem aos Estados Unidos, essas ideias exerceram um impacto ainda maior sobre o rumo da psicologia do que o  trabalho pioneiro de Wilhelm Wundt.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-18 02:39:53 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Hermann Ebbinghaus (1850-1909) Pesquisa sobre aprendizagem</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/757651477</link>
         <description><![CDATA[<div>O trabalho de Ebbinghaus a  respeito da aprendizagem e do esquecimento acabou sendo considerado um exemplo de genialidade e  originalidade da psicologia experimental. Foi o primeiro trabalho a tratar de um problema que fosse <br>verdadeiramente psicológico e não fisiológico, como eram muitos dos tópicos da pesquisa de Wundt</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-18 02:40:31 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Pesquisa com sílabas sem sentido</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/757656539</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Sílabas sem sentido:</strong> sílabas apresentadas em séries aleatórias para estudar os processos da memória.<br><br>Ele publicou os resultados das pesquisas no livro intitulado Memória: A contribuição para a psicologia ex-perimental [On memory: a contribution to experimental psychology] (1885), que pode ser considerada a pesquisa mais brilhante realizada por um único estudioso na história da psicologia experimental. Além de inaugurar um novo campo de estudo, importante até hoje, seu programa de pesquisas é um exemplo de habilidade técnica, perseverança e  engenhosidade. Não se tem notícia, na história da psicologia, de qualquer outro pesquisador que tenha trabalhado sozinho e  se submetido a um regime de experimentação tão rigoroso. Sua pesquisa foi tão precisa, completa e  sistemática que continua a ser mencionada nos livros atuais de psicologia, depois de mais de um século.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-18 02:42:57 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Outras contribuições de Ebbinghaus à psicologia</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/757662202</link>
         <description><![CDATA[<div>Graças à visão e  à  dedicação de Ebbinghaus, as pesquisas relacionadas com a associação deixaram de basear-se em mera especulação sobre os seus atributos e  passaram à investigação científica formal. Mais de um século depois, muitas das suas conclusões a respeito da natureza da aprendizagem e da memória ainda permanecem válidas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-18 02:45:39 UTC</pubDate>
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         <title>Franz Brentano (1838-1917)</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/757663120</link>
         <description><![CDATA[<div>Embora não rejeitasse totalmente o  experimentalismo, Brentano considerava a observação, e não a experimentação, o principal método da psicologia. Acreditava que a abordagem empirista caracterizava-se por um escopo geralmente mais amplo, já que aceitava, além dos dados da observação e  da experiência individual, os da experimentação.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-18 02:46:04 UTC</pubDate>
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         <title>O estudo dos atos mentais</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/757663805</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Psicologia do ato: </strong>sistema de psicologia de Brentano que se concentra mais nas atividades mentais (por exemplo, no ato de ver) do que nos conteúdos mentais (por exemplo, aquilo que é visto).<br><br>Brentano se opunha à ideia de Wundt de que a psicologia devia estudar o conteúdo da experiência consciente. Seu argumento era que o próprio objeto de estudo da psicologia é a atividade mental, por exemplo, o ato mental de ver, e não o conteúdo mental do que é visto. Desse modo, a psicologia do ato de Brentano contestava a noção wundtiana de que os processos mentais envolvem conteúdo ou elementos.<br><br>Brentano aperfeiçoou duas formas de estudo dos atos mentais: <br>1. por meio do uso da memória (a lembrança dos processos mentais envolvidos em determinado estado mental); <br>2. por meio do uso da imaginação (imaginando um estado mental e  observando os processos mentais que ocorrem).</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-18 02:46:26 UTC</pubDate>
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         <title>Carl Stumpf (1848-1936)</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/757666268</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Fenomenologia:</strong> método de introspecção de Stumpf que examina a experiência tal como ela ocorreu, sem tentar reduzi-la a seus componentes elementares. Também uma abordagem baseada em uma descrição imparcial da experiência imediata conforme ela ocorre, e  não analisada ou reduzida aos elementos.<br><br>A influência de Brentano explica por que Stumpf aceitava o  tratamento não tão rigoroso da psicologia quanto Wundt acreditava ser necessário. Stumpf alegava serem os fenômenos os dados mais importantes para a psicologia.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-18 02:47:41 UTC</pubDate>
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         <title>Oswald Külpe (1862-1915)</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/757669141</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Introspecção experimental sistemática: </strong>método de introspecção de Külpe que utilizava relatos retrospec-tivos de processos cognitivos das pessoas após terem completado uma tarefa experimental.<br><br>Em outras palavras, as pessoas realizavam alguns processos mentais, como o pensamento ou o julgamento, e  depois examinavam como haviam pensado e julgado. Wundt não permitia em seu laboratório o  uso dessa descrição retrospectiva ou após o fato. Ele analisava a experiência consciente à medida que ela ocorria e não a lembrança do fato ocorrido. Decepcionado com a metodologia de Külpe, chamou-a "falsa" introspecção.<br><br>Na introspecção experimental sistemática de Külpe, o  pesquisador assumia um papel mais ativo no pro-cesso de pesquisa. No laboratório de Wundt, o envolvimento do pesquisador limitava-se à apresentação do material de estímulo e  ao registro dos resultados das observações. Portanto, os pesquisadores de Wundt não interferiam nas observações em si. No entanto, na abordagem de Külpe, os pesquisadores faziam perguntas diretas aos observadores, tentando explicitar os detalhes das suas reações aos estímulos experimentais.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-18 02:49:06 UTC</pubDate>
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         <title>Pensamentos sem imagens </title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/757672708</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Pensamento sem imagens: </strong>a  ideia de Külpe de que o  significado pode ocorrer no pensamento sem qualquer componente sensorial ou imagético.<br><br>Pensamento sem imagens para representar a ideia de que os significados, no pensamento, não requerem necessariamente imagens específicas e, assim, a pesquisa de Külpe identificou o  aspecto não sensorial da consciência.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-18 02:50:43 UTC</pubDate>
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         <title>Tópicos de pesquisa do laboratório de Würzburg</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/757675783</link>
         <description><![CDATA[<div>Külpe e seus alunos realizaram </div><div>pesquisas sobre diversos tópicos. </div><div><br>As pessoas envolvidas no trabalho de Watt aparentemente estabeleceram um ambiente inconsciente ou uma tendência determinante para responder da forma desejada, no momento em que compreenderam as instruções. Quando as regras da tarefa foram compreendidas e a tendência determinante adotada, a tarefa em si foi realizada com pouco esforço consciente. Essa pesquisa indicou que as predisposições externas à consciência eram capazes, de alguma forma, de controlar as atividades conscientes. Dessa maneira, a experiência foi considerada dependente não apenas dos elementos conscientes, como também das tendências determinantes inconscientes, supondo que a mente inconsciente pode influenciar o comportamento humano. Essa noção foi adotada posteriormente por Sigmund Freud na sua escola de pensamento psicanalítica</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-18 02:52:19 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Comentários</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/757681779</link>
         <description><![CDATA[<div>Observamos que, logo após a fundação formal da psicologia, surgiram muitas divisões e controvérsias. <strong>Entretanto, apesar de todas as divergências, os primeiros psicólogos estiveram unidos em torno de um único objetivo:  o desenvolvimento de uma ciência da psicologia independente.</strong> Mesmo com as diversas visões quanto ao objeto e ao método de estudo da psicologia, Wundt,  Ebbinghaus, Brentano, Stumpf e  outros mudaram definitiva-mente a perspectiva do estudo da natureza humana. Um escritor observou que, em virtude dos esforços desses intelectuais, a psicologia não era mais</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-18 02:55:34 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Edward Bradford Titchener (1867-1927) </title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/760938115</link>
         <description><![CDATA[<div>Embora professasse ser um fiel seguidor de Wilhelm Wundt, E . B . Titchener alterou drasticamente o  sistema de psicologia ao levá-lo da Alemanha para os Estados Unidos. Ele apresentou uma abordagem própria, à qual denominou estruturalismo, embora alegasse tratar do mesmo sistema estabelecido por Wundt. Na realidade, os dois eram completamente distintos e  a denominação "estruturalismo" é adequada para definir apenas a psicologia de Titchener. O estruturalismo permaneceu em evidência por cerca de 20 anos nos E stados Unidos até ser superado por outros movimentos mais novos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-19 13:18:03 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Os experimentalistas de Titchener: proibido para as mulheres</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/760938595</link>
         <description><![CDATA[<div>Embora Titchener continuasse a excluir as mulheres das reuniões dos experimentalistas, encorajava e apoiava seu progresso na psicologia. Ele aceitava mulheres nos programas de pós-graduação em Cornell, mas as universi-dades de Harvard e Columbia não as admitiam. Mais de um terço dos 56 doutorados concedidos por Titchener foi para mulheres. Nenhum psicólogo daquela época concedeu tantos títulos de doutorados a mulheres como Titchener. Ele também apoiava a contratação de professoras, ideia que muitos colegas consideravam avançada demais. Em uma ocasião, ele insistiu na contratação de uma professora, mesmo diante  da recusa do diretor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-19 13:18:48 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O conteúdo da experiência consciente</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/760939071</link>
         <description><![CDATA[<div>De acordo com Titchener, o  objeto de estudo da psicologia é  a  experiência consciente como dependente do indivíduo que a vivencia. Esse tipo de experiência difere da estudada por cientistas de outras áreas. Por exemplo, tanto a física como a psicologia podem estudar a luz e  o som. Enquanto os físicos examinam os fenômenos do ponto de vista dos processos físicos envolvidos, os psicólogos analisam a luz e  o som com base na experiência e na observação humana desses fenômenos. As outras ciências não dependem da experiência pessoal. Titchener citou, como exemplo da física, a tem-peratura de uma sala que pode ser, por exemplo, de 30 ºC, haja ou não uma pessoa presente para senti-la. No entanto, quando há observadores que relatem sentir um calor desconfortável, essa sensação -  a experiência da temperatura elevada -  depende das experiências individuais dos presentes. Para Titchener, esse tipo de experiência consciente é o único enfoque adequado para a pesquisa psicológica. Ele descreveu a diferença entre a experiência dependente e  a independente no livro Compêndio de psicologia [A textbook of psychology], publicado em 1909.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-19 13:19:36 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Erro de Estímulo</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/760939946</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Erro de estímulo: </strong>confusão entre o  processo mental que está sendo estudado e o  estímulo ou objeto que está sendo observado.<br><br>Quando o  observador concentra-se no objeto de estímulo e não no conteúdo consciente, não faz distin-ção entre o conhecimento adquirido no passado em relação ao objeto (por exemplo, que o nome do objeto é maçã) e a própria experiência imediata e direta. Todo observador sabe que a maçã é vermelha, redonda e tem certo brilho. Ao descrever outras características que não sejam a cor, o brilho e o formato, em vez de observar o objeto, o observador o  está interpretando. Trata- se, assim, da experiência mediata, e não da imediata.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-19 13:21:00 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>A evolução chega aos Estados Unidos: Herbert Spencer (1820-1903)</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762319448</link>
         <description><![CDATA[<div>A filosofia que rendeu a Herbert Spencer o reconhecimento e a aclamação foi o darwinismo -  a noção da evolu-ção e da sobrevivência do mais apto. Spencer estendeu a teoria para muito além do próprio trabalho de Darwin.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 19:50:16 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O darwinismo social </title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762320132</link>
         <description><![CDATA[<div>Spencer alegava que o  desenvolvimento de todos os aspectos do universo é  evolucionário, incluindo o  caráter humano e as instituições sociais, em conformidade com o princípio da "sobrevivência do mais apto" (expressão cunhada por ele). Essa ênfase no chamado darwinismo social -   aplicação da teoria  da evolução da natureza humana e  da sociedade -  foi recebida com muito entusiasmo nos Estados Unidos.<br><br>Essa mensagem era compatível com o espírito individualista norte- americano e as expressões "sobrevivência do mais apto" e "a luta pela existência" rapidamente passaram a  fazer parte da consciência nacional.<br><br>Os princípios da seleção natural eram claramente demonstrados nas experiências diárias, principalmente na fronteira oeste dos Estados Unidos, onde a sobre-vivência  e  o  sucesso dependiam da capacidade de adaptação do homem às difíceis condições e  exigências do ambiente; quem não se adaptou não sobreviveu. O historiador norte-americano Frederick Jackson Turner descreveu assim os sobreviventes: <br><br>Aquela rudeza e força combinadas com a agudeza e curiosidade; aquela mentalidade prática engenhosa e astuta para encontrar recursos; aquele hábil domínio das coisas materiais [ ... ] poderoso para realizar grandes feitos; aquela energia incansável e agitada; aquele individualismo dominante. (Turner,  1947, p. 235)<br><br>A psicologia norte-americana transformou-se em uma psicologia funcional porque a evolução e o  espírito funcional eram compatíveis com esse temperamento básico.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 19:51:00 UTC</pubDate>
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         <title>Filosofia Sintética</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762321985</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Filosofia sintética: </strong>ideia de Spencer que o conhecimento e a experiência podem ser aplicados em termos evolutivos.<br><br>Spencer discute a noção de que a forma atual da mente é resultado dos esforços passados e contínuos na adaptação a diversos ambientes. Ele enfatizava a natureza adap-tável dos processos nervosos e  mentais e  afirmava que uma complexidade crescente de experiência -   e  assim de comportamento -  faz parte do processo normal de evolução. O organismo precisa se adaptar ao ambiente se desejar sobreviver.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 19:52:46 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>A evolução contínua das máquinas</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762322973</link>
         <description><![CDATA[<div>Essas novas máquinas eliminam as antigas, que, inferiores, não conseguem mais se adaptar ou competir na luta pela sobrevivência -um lugar no mercado. Como resultado, as máquinas obsoletas desaparecem,  assim como os dinossauros.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 19:53:51 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Henry Hollerith e os cartões perfurados </title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762323652</link>
         <description><![CDATA[<div>O sistema de cartão perfurado de Hollerith alterou radicalmente o processamento desse tipo de informação e renovou as esperanças (e os temores) de que as máquinas, com o tempo, seriam capazes de reproduzir o fun-cionamento cognitivo humano.<br><br>Em 1896, Hollerith estabeleceu a própria empresa, a Tabulating Machine Company, que foi vendida em 1911. A nova corporação, a Computing-Tabulating-Recording Company, foi rebatizada em 1924, sendo hoje a famosa IBM. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 19:54:35 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>William James (1842-1910): o precursor da psicologia funcional</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762324168</link>
         <description><![CDATA[<div>Uma pesquisa realizada pelos historiadores da psicologia, 80 anos após a morte de James, revelou que ele era considerado a segunda figura mais importante da psicologia, perdendo apenas para Wilhelm Wundt, além de ser apontado como o principal psicólogo norte-americano (Korn et al., 1991).<br><br>James não fundou a psicologia funcional, mas apresentou de forma clara e  eficaz as suas ideias dentro da atmosfera funcionalista impregnada na psicologia norte-americana. Dessa forma, influenciou o movimento funcionalista, inspirando as gerações posteriores de psicólogos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 19:55:10 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A biografia de James</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762325011</link>
         <description><![CDATA[<div>William James nasceu no Astor House, um hotel da cidade de Nova York, em uma família destacada e  rica. Seu pai (naquela época, o segundo homem mais rico dos Estados Unidos) dedicou-se com entusiasmo, embora de forma inconsistente, à  educação dos filhos, que alternava entre a Europa e  os Estados Unidos. Assim,  os anos escolares iniciais de James foram passados na Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Suíça e nos Estados Unidos. Essas experiências estimulantes expuseram James às vantagens culturais e intelectuais da Inglaterra e do restante da Europa<br><br>James conseguiu formar- se em medicina em Harvard em 1869, mas a insegurança e a depressão pioravam. Acometido de males indeterminados e  medos terríveis, chegou a pensar em suicídio. O pavor dele era tão imenso que não conseguia sair de casa sozinho à noite. Internou-se em uma clínica de repouso em Somerville, Massachusetts, mas nenhum tratamento era capaz de aliviar seu sofrimento. Um biógrafo verificou que, du-rante esse período, James era "um completo resmungão. Durante 1870 e  1871 podemos ouvir intermináveis reclamações sobre seus olhos, suas costas, seu baixo-astral, sua existência sem propósito" (Richardson, 2006, p. 128). Porém, WilliamJames não era o único que sofria de tais problemas àquela época. Uma epidemia de <strong>neurastenia (ou americanite - nota nossa).<br><br></strong>O neurologista americano George Beard cunhou o termo "neurastenia" para referir-se a um estado nervoso peculiar do norte-americano.  Listou uma variedade de sintomas como insônia, hipocondria, dor de cabeça, erupções cutâneas, cansaço nervoso e um estado que chamou de colapso cerebral (Lutz, 1991). James chamou a síndrome de "americanite" (Ross, 1991). Durante a segunda metade do século XIX, aquilo que muitos observadores chamaram de "epidemia de neu-rastenia" varria as classes mais altas. Neurastenia era, literalmente, a falta de força nervosa, ou seja, depressão paralisante e perda de ânimo. Os mais educados e  conscientes eram os que tinham mais chances de sucumbi-rem.  O adiamento na escolha da carreira tornou-se uma experiência comum entre esses filhos problemáticos da burguesia. (Lears, 1987, p. 87)<br><br>[...] "para os americanos, o  trabalho tinha se tornado uma obsessão patológica. Os americanos estavam colocando em perigo a saúde mental e fisica pelo excesso de trabalho" (apud Shapin, 2007, p. 75). Vejam que Spencer fez este comentário antes da nossa obsessão pela multitarefa e por levar o  trabalho conosco 24 horas e sete dias por semana.<br><br>A indústria farmacêutica Rexall tirou proveito da oportunidade criada por essa doença, introduzindo um remédio patenteado com o nome de Americanitis Elixir (Elixir para americanitis), recomendado para distúrbios nervosos, fadiga e todos os problemas causados pela americanite (Marcus, 1998).<br><br><strong>Descobrindo a psicologia. <br></strong>Embora James houvesse instalado e equipado o laboratório de psicologia de Harvard, ele não era experimentalista. Nunca se convencera do valor do trabalho laboratorial e pessoalmente não gostava de realizar essa tarefa.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 19:55:49 UTC</pubDate>
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         <title>Princípios de psicologia</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762331648</link>
         <description><![CDATA[<div>Por que tantos estudiosos consideram James o maior psicólogo norte-americano? Três hipóteses são levantadas para explicar tamanha importância e influência creditadas a ele. Primeiro James escrevia com uma clareza rara na ciência. Sua escrita era dotada de magnetismo, espontaneidade e charme. Segundo, ele se posicionou contra o  objetivo de Wundt na psicologia -   a  análise da consciência a partir dos seus elementos. E terceiro, James ofereceu uma forma alternativa de analisar a mente, uma visão congruente com a abordagem funcional da psi-cologia. Em resumo, a era da psicologia norte-americana estava preparada para ouvir o que James tinha a dizer. No livro Princípios de psicologia, James apresentou a  visão que acabou tornando-se a doutrina central do funcionalismo norte-americano -  a psicologia não tem como meta a descoberta dos elementos da experiência, mas o estudo sobre a adaptação dos seres humanos ao meio ambiente. A função da nossa consciência é guiar--nos aos fins necessários para a  sobrevivência. A consciência é vital para as necessidades  dos seres complexos em um ambiente complexo; de outra forma, a  evolução humana não ocorreria.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 20:02:57 UTC</pubDate>
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         <title>O objeto de estudo da psicologia: a nova visão sobre a consciência</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762332144</link>
         <description><![CDATA[<div>O termo fenômenos é utilizado para indicar que o  objeto de estudo da psicologia deve ser buscado na experiência imediata; já o termo condições, refere-se à importância do corpo, particularmente do cérebro, na vida mental.<br><br>Os psicólogos realizam leituras da experiência com base na sua posição sistemática e com o  seu ponto de vista.<br><br>No lugar da análise artificial e da redução da experiência consciente aos ditos elementos componentes, James criou um programa de psicologia. A vida mental consiste em uma unidade, em uma experiência total que se modifica. A consciência é um fluxo constante e qualquer tentativa de dividi-la em fases temporaria-mente distintas pode distorce-la. Para expressar essa ideia, James cunhou a  expressão <strong>fluxo de consciência.<br><br></strong>Como a consciência está em constante modificação, não é possível experimentar o mesmo pensamento ou a mesma sensação mais de uma vez. Pode-se pensar em um objeto ou um estímulo em mais de uma ocasião, mas os pensamentos não são idênticos em cada situação. São diferentes devido às experiências intervenientes. Desse modo, a  consciência é  definida como cumulativa e não recorrente. A mente é igualmente contínua. Não há interrupção abrupta no fluxo de consciência. É possível notar lapsos de tempo, por exemplo, quando estamos sonolentos, mas, quando estamos despertos, não temos dificuldade de estabelecer relações com nosso fluxo de consciência em andamento. Além disso, a mente é seletiva: como somos capazes de prestar atenção em apenas uma pequena parte do universo das nossas experiências, ela escolhe entre os vários estímulos aos quais é  exposta. A mente filtra algumas experiências, combina ou separa outras, seleciona e rejeita outras mais. O principal critério de seleção é  a relevância -  a mente seleciona os estímulos relevantes de modo que permita que a  consciência opere de modo lógico, criando assim uma série de ideias que possam resultar em uma conclusão racional. Por fim, James destacou a função ou o  propósito da consciência. Acreditava que ela desempenhava algu-ma função biológica, de outro modo não teria sobrevivido ao tempo. A função da consciência é proporcionar a  capacidade de adaptação ao ambiente, permitindo-nos escolher. Para desenvolver essa ideia, James fazia a distinção entre a  escolha e  o  hábito; acreditava que os hábitos eram involuntários e não conscientes. Quando estamos diante de um novo problema e  temos de escolher uma forma de enfrentá-lo, a  consciência entra em cena. Essa ênfase da intencionalidade reflete o impacto da teoria da evolução.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 20:03:32 UTC</pubDate>
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         <title>Os métodos da psicologia</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762334082</link>
         <description><![CDATA[<div>Como a psicologia lida com a consciência pessoal e imediata, a introspecção deve ser o seu método básico. James dizia: "A observação introspectiva é  o método em que devemos nos basear primeiramente e  sempre a  visão da nossa mente e  a  descrição do que observamos.  Todos concordam que é  n a nossa mente que descobrimos os estados da consciência" (James,  1890, v. 1, p. 185). James tinha ciência das dificuldades da introspecção e a aceitava mesmo considerando-a um método imperfeito de observação. No entanto, acreditava na possibilidade de uma verificação mais apurada dos resultados produzidos mediante a  comparação das  constatações  obtidas por diversos observadores.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 20:05:43 UTC</pubDate>
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         <title>O pragmatismo</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762334349</link>
         <description><![CDATA[<div>Doutrina que valida as ideias medidas por suas consequências práticas.<br><br>James enfatizava a importância do pragmatismo na psicologia, cuja doutrina baseia-se na comprovação da validade de uma ideia ou de um conceito mediante a análise das consequências práticas. A conhecida expressão do ponto de vista pragmático afirma que "se funcionar,  é verdadeiro".</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 20:06:01 UTC</pubDate>
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         <title>A teoria das emoções</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762335210</link>
         <description><![CDATA[<div>James inverteu essa ordem e afirmou que a reação física ocorre antes do surgimento da emoção, princi-palmente das emoções que considerava "grosseiras" como o medo, a  ira, a dor e  a  compaixão. Por exemplo, vemos o animal, corremos e, então, vivenciamos a emoção do medo. "Nosso sentimento em relação às reações [físicas] que ocorrem é a emoção" Qames, 1890, v. 2, p.  449). Para defender essa ideia, James analisou, mediante a  observação introspectiva, que, quando não ocorrem alterações físicas, como a  aceleração do batimento cardíaco, a  respiração ofegante e  a  tensão muscular, não há emoção. As visões de James sobre as emoções provocaram muita polêmica e incentivaram a realização de diversas pesquisas. Em um exemplo de descoberta simultânea, o  fisiologista dinamarquês, Carl Lange publi-cou uma teoria semelhante em 1885. A correlação entre as duas teorias levou à denominação de "teoria das emoções James- Lange".<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 20:06:56 UTC</pubDate>
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         <title>O eu de três partes</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762335660</link>
         <description><![CDATA[<div>James sugeriu que o  sentido do eu de uma pessoa é formado por três aspectos ou componentes. O eu material consiste de tudo que chamamos de pessoal, como nosso corpo, família, lar, ou estilo de se vestir. Ele achava que a nossa escolha de roupa é particularmente importante. Escreveu ele que "o velho ditado que diz que uma pessoa é  composta de três partes -  alma, corpo e roupas -  é mais do que piada. Nós nos apropriamos de nossas roupas e nos identificamos com elas" Qames, 1890, v. 1, p. 292). O eu social refere-se ao reconhecimento que obtemos por meio de outras pessoas. James salientou que temos muitos eus sociais; apresentamos diferentes lados de nós mesmos a  diferentes pessoas. Por exemplo, você provavelmente se comporta de modo diferente com seus pais, com conhecidos ou com amantes. Cada um o  verá de modo diferente. O terceiro componente,  o  eu espiritual, refere-se a nosso ser interior ou subjetivo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 20:07:25 UTC</pubDate>
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         <title>O hábito</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762336224</link>
         <description><![CDATA[<div>As atitudes repetitivas ou habituais envolvem o sistema nervoso e servem para aumentar a plasticidade da matéria neural. Como consequência, os hábitos facilitam a execução das subsequentes repetições e exigem menor atenção consciente. Os hábitos têm enormes implicações sociais, como exemplifica o trecho a seguir. O hábito [ ... ] per se é o que nos mantém dentro dos limites da ordem. [ ... ] Ele nos condena a lutar a batalha da vida de acordo com as orientações da nossa criação ou da nossa escolha inicial e a fazer o melhor de uma atividade, mesmo que nos desagrade, porque não há outra para a qual estamos aptos e é tarde demais para recomeçar [ ... ] Já com 25 anos é  possível enxergar o tino profissional de um jovem representante comercial, do jovem médico, ministro ou advogado. É possível enxergar as tênues linhas divisórias do caráter, das elaborações do pensamento, dos preconceitos das quais logo o homem não consegue mais escapar, assim como são inevitáveis as marcas deixadas pelo tempo. No fim, é melhor que ele não escape e que, para o bem da humanidade, a maioria de nós, aos 30 anos,já tenha o caráter solidificado e que nunca mais volte a amolecer. Qames, 1890, v. 1, p. 121)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 20:07:59 UTC</pubDate>
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         <title>A desigualdade funcional das mulheres</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762336498</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Mary Whiton Calkins (7863-7930) </strong>James foi o grande responsável pelos estudos de pós-graduação de Mary Whiton Calkins, ajudando-a a vencer as barreiras do preconceito e da discriminação. Calkins acabou desenvolvendo a técnica da associação de pares usada no estudo da memória, além de haver contribuído de forma significativa e duradoura para a psicologia.<br><br>Grande parte do mito da superioridade intelectual do homem surgiu da chamada <strong>hipótese da variabilidade, </strong>noção de que o  homem demonstra maior gama de variação no desenvol-vimento físico e mental do que a mulher; as habilidades da mulher são consideradas mais medianas.<br><br>Nos primeiros anos do século XX, duas psicólogas obtiveram êxito ao desafiarem a ideia da desigualdade fun-cional entre os sexos. Utilizando as técnicas empiristas da psicologia funcional, Helen Bradford Thompson Woolley e Leta Stetter Hollingworth demonstraram que Darwin e os demais estavam equivocados a respeito da mulher.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 20:08:14 UTC</pubDate>
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         <title>Helen Bradford Thompson Woolley (1874-1947) </title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762338709</link>
         <description><![CDATA[<div>A apresentação da dissertação de doutorado de Helen Woolley na University of Chicago foi o primeiro teste experimental do conceito darwiniano da inferioridade biológica da mulher em relação ao homem, ideia considerada, na época, tão óbvia que dispensava qualquer comprovação científica Qames, 1994). Ela aplicou um teste em 25 homens e 25 mulheres para medir a habilidade motora, os limiares sensoriais (paladar, olfato, audição, visão e tato), a capacidade intelectual e  os traços de personalidade. Os resultados revelaram não haver diferenças no funcionamento emocional entre homens e  mulheres e apenas uma diferença insignificante na capacidade intelectual. Os dados também mostraram pequena superio-ridade das mulheres em habilidades como a memória e a percepção sensorial. Woolley deu um passo inédito ao atribuir as diferenças aos fatores ambientais e sociais -às diferentes práticas na criação da criança e às expectativas distintas para os meninos e as meninas -  e  não às determinantes biológicas (Rossiter, 1982).</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 20:10:35 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Leta Stetter Hollingworth (1886-1939)</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762339644</link>
         <description><![CDATA[<div>Leta Hollingworth realizou ampla pesquisa empírica a  respeito da hipótese da variabilidade,  o  conceito de que, em relação ao funcionamento fisico, psicológico e emocional, as mulheres constituíam um grupo mais homogêneo e mediano do que os homens, demonstrando, assim, menor variação. A pesquisa de Hollingworth, entre 1913 e  1916, se concentrou no funcionamento fisico, sensorial e motor e nas habilidades intelectuais de diversos tipos de pessoas, como crianças, estudantes universitários do sexo masculino e do feminino, mulhe-res no período menstrual (quando se presume que suas condições emocionais e  mentais sejam afetadas pelos processos naturais do corpo). Seus dados desmentiram a hipótese da variabilidade e  outras noções de inferio-ridade feminina. Por exemplo, ela constatou, ao contrário do que se afirmava havia muito tempo, que o  ciclo menstrual não estava relacionado com os desempenhos deficientes das habilidades motoras e  perceptuais ou das capacidades intelectuais (Hollingworth,  1914). Mais tarde, ela desafiou o  conceito de instinto inato da maternidade, questionando a noção de que a mu-lher atingia a plena satisfação somente sendo mãe e  descartou o  conceito de que o  desejo da mulher de obter êxito em outros campos, que não no casamento ou na constituição de família, fo sse anormal ou não saudável. Ela sugeriu não serem os fatores biológicos e  sim as atitudes sociais e  culturais que exerciam influência, im-pedindo as mulheres de se tornarem membros mais ativos na sociedade (Benjamin e  Shields, 1990; Shields, 1975).</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 20:11:38 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Granville Stanley Hall (1844-1924)</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762341187</link>
         <description><![CDATA[<div>Um dos primeiros psicólogos da psicologia aplicada.<br><br>Hall foi um dos primeiros psicólogos norte-americanos a se interessar pela psicanálise freudiana e  foi o responsável, em grande parte, pela atenção inicial que o sistema de Sigmund Freud recebeu nos Estados Unidos.<br><br>Hall tornou a Clark University mais receptiva às mulheres e  minorias do que a  grande parte das escolas nos Estados Unidos naquela época. Embora compartilhasse da oposição nacional à coeducação para alunos universitários, ele prontamente admitia mulheres como alunas de pós-graduação e como assistente para traba-lhos de pesquisa. Tomou uma atitude pouco comum ao encorajar alunos japoneses a se matricularem na Clark e  se recusava a restringir a  contratação de judeus para o corpo docente como acontecia na maioria das outras universidades. Também encorajou negros a fazerem o  curso de pós-graduação.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 20:13:21 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Evolução e teoria da recapitulação da teoria do desenvolvimento </title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762351158</link>
         <description><![CDATA[<div>Embora Hall estivesse interessado em muitas áreas, seu percurso intelectual tinha um tema somente: e a teoria evolucionista. Seu trabalho era governado pela convicção de que o  crescimento normal da mente envolvia uma série de fases evolucionárias.<br><br>Pretentendia verificar o desenvolvimento da criança no mundo real, entretanto, não foi bem sucedido.<br><br>Os primeiros estudos sobre crianças entusiasmaram o  público em geral e levaram à formalização do mo-vimento de estudo da criança. Entretanto, essa abordagem desapareceu em poucos anos devido à pesquisa mal executada. As amostragens de sujeitos eram inadequadas,  os questionários eram falhos,  os coletores de dados não tinham treinamento adequado,  e  os dados eram mal analisados -um esforço considerado "psicologia muito pobre, imprecisa, inconsistente e mal orientada" (Thorndike, apud Berliner, 1993, p. 54). Apesar dessa crítica merecida, o movimento do estudo da criança promoveu tanto seu estudo empírico como o conceito de desenvolvimento psicológico.<br><br>O trabalho mais influente de Hall é Adolescência: sua psicologia e  suas relações com a fisiologia, antropo-logia, sociologia, sexo, crime, religião e  educação [Adolescence: its psychology and its relations to physiology, anthropology, sociology, sex, crime, religion, and education] (1904) com 1.300 páginas, em dois volumes. Resultado de 10 anos de pesquisas, essa enciclopédia tornou-se "o primeiro (e  único), mais importante traba-lho em psicologia de Hall [e inaugurou], o  estudo científico da psicologia do adolescente" (Arnett e  Cravens, 2006, p. 165). Ele contém a mais completa afirmação da<strong> teoria da recapitulação</strong> de Hall sobre a psicologia do desenvolvimento. Em essência, Hall afirmou que as crianças, no seu desenvolvimento pessoal, repetem a história de vida da raça humana, evoluindo de um estágio próximo ao selvagem quando bebês e durante a infância até um ser humano racional e  civilizado na fase adulta.<br><br>O livro Adolescência tornou-se controvertido porque alguns psicólogos consideraram que a obra apresentava um enfoque excessivo e  entusiasmado em sexo; Hall foi acusado de ter interesses lascivos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 20:24:27 UTC</pubDate>
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         <title>A fundação do funcionalismo</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762357778</link>
         <description><![CDATA[<div>Os estudiosos relacionados com a fundação do funcionalismo não ambicionavam iniciar uma nova escola de pensamento. Eles apenas protestavam contra as restrições e limitações da psicologia de Wundt e do estruturalismo de Titchener e não desejavam substituí-los por outro "ismo" formal. A primeira razão era pessoal e não ideoló-gica, já que nenhum dos principais proponentes do funcionalismo ambicionava estabelecer um movimento, do modo como fizeram Wundt e Titchener. Naquela época, o  funcionalismo incorporava diversas características de uma escola de pensamento, mas esse não era o  objetivo dos líderes. Eles pareciam satisfazer-se apenas em modificar a ortodoxia existente, sem lutar ativamente para substituí-la. Desse modo, o  funcionalismo jamais se constituiu uma posição sistemática rígida ou diferenciada formal-mente como o  estruturalismo de Titchener. Não houve uma psicologia funcional única, assim como houve uma psicologia estrutural única. Várias psicologias funcionais coexistiram e, embora apresentassem algumas diferenças, todas compartilhavam o interesse no estudo das funções da consciência. Posteriormente, como resul-tado dessa ênfase nas funções mentais, os funcionalistas interessaram-se pelas possíveis aplicações da psicologia aos problemas cotidianos em relação ao comportamento e à adaptação do homem nos diferentes ambientes.<br><br>Os estudiosos relacionados com a fundação do funcionalismo não ambicionavam iniciar uma nova escola de pensamento. Eles apenas protestavam contra as restrições e limitações da psicologia de Wundt e do estruturalismo de Titchener e não desejavam substituí-los por outro "ismo" formal. A primeira razão era pessoal e não ideoló-gica, já que nenhum dos principais proponentes do funcionalismo ambicionava estabelecer um movimento, do modo como fizeram Wundt e Titchener. Naquela época, o  funcionalismo incorporava diversas características de uma escola de pensamento, mas esse não era o  objetivo dos líderes. Eles pareciam satisfazer-se apenas em modificar a ortodoxia existente, sem lutar ativamente para substituí-la. Desse modo, o  funcionalismo jamais se constituiu uma posição sistemática rígida ou diferenciada formal-mente como o  estruturalismo de Titchener. Não houve uma psicologia funcional única, assim como houve uma psicologia estrutural única. Várias psicologias funcionais coexistiram e, embora apresentassem algumas diferenças, todas compartilhavam o interesse no estudo das funções da consciência. Posteriormente, como resul-tado dessa ênfase nas funções mentais, os funcionalistas interessaram-se pelas possíveis aplicações da psicologia aos problemas cotidianos em relação ao comportamento e à adaptação do homem nos diferentes ambientes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 20:31:44 UTC</pubDate>
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         <title>A escola de Chicago</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762361128</link>
         <description><![CDATA[<div>Dois psicólogos que contribuíram diretamente na fundação da escola de pensamento funcionalista foram John Dewey e James Rowland Angell. Em 1894, eles chegaram à recém-criada University of Chicago; mais tarde, foram capa da revista Time. Foi nada menos do que William James a anunciar posteriormente Dewey e Angel como respon-sáveis pela fundação do novo sistema que ele designou a "escola de Chicago" (ver Backe, 2001, p . 328).</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 20:34:27 UTC</pubDate>
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         <title>John Dewey (1859-1952)</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762363322</link>
         <description><![CDATA[<div>O artigo de Dewey<strong> "O conceito do arco reflexo na psicologia" </strong>("The reflex are concept in p sychology"), publicado na Psychological Review (1896), foi o ponto de partida da psicologia funcional. Realmente, um histo-riador afirmou ter sido o artigo o "tiro inaugural" do movimento funcionalista (Bergmann, 1956, p. 268). Ele se tornou tão popular que foi votado como o "artigo mais importante publicado nos primeiros 50 volumes da Psychological Review" (Backe, 2001, p . 329). Nesse importante trabalho, Dewey criticava o  aspecto molecular, elementar e  reducionista p sicológico do arco reflexo, devido à sua distinção entre o estímulo e a resposta. Por meio dessa crítica, Dewey  alegava não ser possível reduzir o comportamento ou a experiência consciente a seus elementos componentes, como afirmavam Wundt e Titchener. Assim, Dewey atacava o ponto principal das suas abordagens da psicologia. Os proponentes do arco reflexo argumentavam que qualquer unidade de comportamento extingue a resposta a um estímulo, por exemplo, quando a criança  afasta a mão do fogo. Dewey sugeria que o  reflexo formava mais um círculo do que um arco, já que a percepção da criança sobre a chama muda, servindo, assim, a di-ferentes funções. <br><strong><br>Arco reflexo:</strong> conexão entre estímulos sensoriais e respostas motoras.<br><br>Inicialmente, a chama atrai a criança, m as, logo em seguida, ao sentir seus efeitos, repele o fogo. A resposta altera a percepção da criança sobre o  estímulo (a chama). Portanto, a percepção e  o movimento (o estímulo e a resposta) devem ser vistos como uma unidade e não como uma composição de sensações e respostas individuais. Portanto, D ewey argumentava não ser possível a redução do comportamento envolvido na resposta reflexiv a a  elementos sensório-motores básicos, assim como era impossível analisar de forma adequada a  consciência, dividindo-a em partes componentes elementares. Esse tipo de análise e  redução artificiais faz com que o comportamento perca todo o  sentido, deixando apenas abstrações na mente do psicólogo que está realizando o  exercício. Dewey observou que o comporta-mento não deve ser tratado como um constructo científico artificial,  mas em termos do seu significado para o  organismo, na adaptação ao ambiente. Ele concluiu que o objeto de estudo mais adequado para a psicologia seria a análise do organismo inteiro e  o  seu funcionamento no ambiente.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 20:36:58 UTC</pubDate>
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         <title>James Rowland Angell (1869-1949)</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762372165</link>
         <description><![CDATA[<div>A psicologia funcional, afirmou Angell, não consiste,  de todo, em uma novidade e sim em uma parte significativa da psicologia desde o  início. Foi a psicologia estrutural que se colocou à parte da forma de psico-logia funcional mais antiga e  verdadeiramente mais difusa. Assim, Angell descreveu os três principais temas do movimento funcionalista:<br><br>1. A psicologia funcional é a psicologia da operação mental, ao contrário do estruturalismo, que é a psicologia dos elementos mentais. O aspecto elementar da psicologia de Titchener ainda contava com defensores e Angell promovia o  funcionalismo em oposição direta a  ele. A tarefa do funcionalismo é  descobrir o modus operandi do processo mental, as suas realizações e as condições sob as quais ele ocorre. 2.  A psicologia funcional é a psicologia das utilidades fundamentais da consciência. Desse modo, a consciência é vista como um instrumento utilitário, já que faz a mediação entre as necessidades do organismo e as condições do ambiente. As estruturas e as funções orgânicas existem a fim de permitir que o  organismo se adapte ao ambiente para, assim, sobreviver. Angell sugeria que a consciência sobrevivia para executar alguma função essencial para o organismo. Os psicólogos funcionalistas precisavam descobrir exatamente qual era essa função, não apenas da consciência como também dos processos mentais mais específicos, como o julgamento e a vontade. 3. A psicologia funcional é a psicologia das relações psicofísicas (as relações mente-corpo) e  dedica-se ao estudo de todas as relações entre o  organismo e seu ambiente. O funcionalismo abrange todas as fun-ções mente-corpo e não faz qualquer distinção entre a mente e o  corpo. Ele os considera pertencentes à mesma classe e admite a facilidade de transferência entre eles.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 20:46:13 UTC</pubDate>
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         <title>Harvey A. Carr (1873-1954)</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762387169</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Funcionalismo: o formato fim<br></strong>No período de Carr, o funcionalismo em Chicago atingiu o ápice como sistema formal. Carr alegava ser a psicologia funcional a psicologia norte-americana. O livro básico de Carr, Psychology (1925),  apresenta a forma mais refinada de funcionalismo, do qual se destacam dois pontos principais: <br>• Carr definiu a atividade mental como objeto de estudo da psicologia -   os processos mentais, como a memória, a percepção, o sentimento, a imaginação, o julgamento e  a vontade. <br>• A função da atividade mental é a aquisição, fixação, retenção, organização e avaliação das experiências e  a sua utilização para determinar a ação de uma pessoa. Carr chamou a forma específica de ação, na qual aparece a atividade mental, de comportamento de "adaptação" ou "ajuste". <br><br>É possível perceber, nas ideias de Carr, a ênfase familiar da psicologia funcional nos processos mentais e não nos elementos nem no conteúdo da consciência. Ainda, observa-se uma descrição da atividade mental quanto as realizações que permitem a  adaptação do organismo a seu ambiente. É importante ressaltar que, em 1925, essas questões já eram aceitas como fatos e não mais como objeto de debate. Nesse período, o  funcionalismo já era considerado psicologia geral.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 21:03:33 UTC</pubDate>
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         <title>Funcionalismo na Columbia University</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762390014</link>
         <description><![CDATA[<div>Como observamos até agora, não existiu uma forma única de psicologia funcional nos mesmos moldes da psicologia estrutural exclusiva de Titchener. Embora a  evolução inicial e a fundação da escola de pensamento funcionalista houvessem ocorrido na University of Chicago, outro ponto de vista vinha sendo formado por Robert Woodworth na Columbia University.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 21:07:03 UTC</pubDate>
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         <title>Robert Sessions Woodworth (1869-1962)</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762390870</link>
         <description><![CDATA[<div>Woodworth sugeria que o  objeto de estudo da psicologia fosse tanto a consciência como o comportamento (essa posição foi adotada posteriormente pelos psicólogos humanistas e pelos teóricos da aprendizagem social). <br><br><strong>Psicologia dinâmica:</strong> sistema de psicologia de Woodworth, que se dedica aos fatores causais e às moti-vações que influenciam os sentimentos e o comportamento.<br><br>Woodworth introduziu no funcionalismo a psicologia dinâmica, que desenvolveu com base nos ensi-namentos de John Dewey e William James (Dewey, usara a palavra "dinâmico" nesse contexto já em 1884 e James, em 1908). A psicologia dinâmica diz respeito ao estudo da motivação e a intenção de Woodworth era desenvolver o que chamava de "motivatologia" (o estudo da motivação).</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 21:08:08 UTC</pubDate>
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         <title>Críticas ao funcionalismo</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762396762</link>
         <description><![CDATA[<div>Titchener e  seus seguidores argumentavam que o funcionalismo não era, de modo algum, psicologia. Por quê? Porque alegavam que o  funcionalismo não adotava os métodos e  o  objeto de estudo do estruturalismo! Assim, na visão de Titchener, qualquer abordagem da psicologia que se desviasse da análise introspectiva da mente com base nos elementos componentes não podia ser chamada de psicologia. E, é óbvio que era exata-mente essa definição de psicologia que os funcionalistas estavam questionando. Estruturalistas também consideravam equivocado o interesse dos funcionalistas pelas questões práticas, rea-cendendo, assim, a interminável polêmica entre a ciência pura e a aplicada. Os estruturalistas ignoravam qualquer aplicação do conhecimento psicológico aos problemas do mundo real, enquanto os funcionalistas não viam a menor utilidade em manter a psicologia como uma ciência pura e jamais abriram mão do seu interesse prático. Carr e outros funcionalistas afirmavam que tanto na psicologia pura como na aplicada, poder-se-ia adotar procedimentos científicos rigorosos e também realizar pesquisas válidas em fábricas, escritórios, salas de aulas, bem como nos laboratórios universitários. É o método e não o objeto de estudo que determina a validade científica de qualquer campo de investigação. Essa incessante disputa entre a  ciência pura e  a  aplicada não é mais tão acirrada na psicologia norte-americana como foi um dia, principalmente por causa do grande poder de penetração da psicologia aplicada. A aplicação prática da psicologia nos problemas reais está entre as principais e mais duradouras contribuições do funcionalismo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 21:15:11 UTC</pubDate>
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         <title>Contribuições do funcionalismo</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/762398659</link>
         <description><![CDATA[<div>A forte oposição do funcionalismo ao estruturalismo teve enorme impacto na evolução da psicologia nos Es-tados Unidos. A amplitude das consequências da transferência da ênfase da estrutura para a função também foi bastante significativa. Um dos resultados foi a  incorporação da pesquisa do comportamento animal, que não fazia parte do tratamento estruturalista como área de estudo da psicologia. A ampla base da psicologia funcionalista também incorporava os estudos sobre bebês, crianças e  adultos com dificuldades mentais. Os funcionalistas complementavam o método introspectivo com dados obtidos por meio de outros métodos, como a pesquisa fisiológica, os testes mentais, os questionários e as descrições objetivas do comportamento. Essas abordagens, rejeitadas pelos estruturalistas, transformaram-se em fontes respeitáveis de informação para a psicologia. Na época da morte de Wundt, em 1920, e de Titchener, em 1927, suas abordagens já estavam obscuras nos Estados Unidos. Por volta de 1930, consolidava-se a vitória do funcionalismo. Como veremos no Capítulo 8, o  funcionalismo deixou a sua marca na psicologia americana contemporânea mais significativamente devido à ênfase na aplicação dos métodos e  das descobertas da psicologia para a solução dos problemas práticos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-20 21:17:29 UTC</pubDate>
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         <title>Introspecção </title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/764406613</link>
         <description><![CDATA[<div>Titchener empregava a introspecção, ou auto- observação, com base em observadores rigorosamente treinados para descrever os elementos no seu estado consciente, em vez de relatar o  estímulo observado ou percebido, utilizando apenas nomes conhecidos. Percebeu que todos aprendemos a descrever a experiência no que se refere a estímulo, por exemplo, chamar o objeto vermelho, redondo e brilhante de maçã, o que é suficiente e útil para o cotidiano. Em seu laboratório de psicologia, no entanto, essa prática teve de ser desaprendida.<br><br>Alinhado com a maioria dos empiristas e  associacionistas britânicos, o  objetivo de Titchener era descobrir os chamados átomos da mente.<br><br>O espírito da filosofia mecanicista também o influenciou como se pode observar na imagem que ele ti-nha dos observadores que forneciam dados a  ele em seu laboratório.<br><br>Titchener os enxergava (os observadores humanos - grifo nosso) como instrumentos mecânicos de registro, que reagiam e respondiam de forma objetiva às observações das características do estímulo observado.<br><br>Destacmos então que, os observadores no laboratório de Titchener tinham de ser rigorosamente treinados, e suas observações eram necessariamente subjetivas, ou qualitativas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-21 14:36:15 UTC</pubDate>
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         <title>Os elementos da consciência</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/764426590</link>
         <description><![CDATA[<div>Titchener apresentou três propostas básicas para a psicologia: <br>1. reduzir os processos conscientes a seus componentes mais simples; <br>2. determinar as leis de associação desses elementos da consciência; 3. conectar os elementos às suas condições fisiológicas. Assim,  as metas da psicologia estrutural de Titchener coincidem com as das ciências naturais.<br><br>A parte principal da pesquisa de Titchener dedicava-se ao primeiro problema: descobrir os elementos da consciência.<br><br>Titchener definiu três estados elementares da consciência: o  estado da sensação, o da imagem e  os estados afetivos. As sensações são elementos básicos da percepção e  estão presentes nos sons, nas visões, nos cheiros e  nas outras experiências provocadas pelos objetos físicos do ambiente. As imagens são elementos das ideias e estão no processo que reflete as experiências não realmente presentes no momento, mas como a lembrança de uma experiência do passado. Os estados afetivos, ou as afeições, são elementos da emoção e encontram-se nas experiências como o amor, o ódio e a tristeza. Em Um esboço de psicologia [An outline of psychology] (1896), Titchener apresentou a  lista dos elementos da sensação descobertos nas suas pesquisas. São cerca de 44.500 qualidades sensoriais individuais, sendo 32.820 visuais e  11.600 auditivas. Cada elemento é  considerado consciente e  distinto dos demais, podendo haver a combinação entre eles para a formação das percepções e  das ideias. Embora básicos e  irredutíveis, os elementos mentais podem ser categorizados, do mesmo modo que os elementos químicos são agrupados em classes. Apesar da simplicidade, os elementos mentais são dotados de atributos distintivos. Titchener adicionou a duração e  a nitidez. Essas quatro características eram consideradas fundamentais, já que estão, em certo grau, em toda experiência.<br>• Qualidade é  a  característica, como "frio" ou "vermelho", que distingue claramente um elemento de todos os demais. <br>• Intensidade refere-se a força, fraqueza, sonoridade ou brilho de uma sensação. <br>• Duração é  o  curso da sensação ao longo do tempo. <br>• Nitidez refere-se à função da atenção na experiência consciente; uma experiência no foco da nossa atenção é mais nítida do que uma que não seja alvo da nossa atenção.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-21 14:40:13 UTC</pubDate>
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         <title>Críticas ao estruturalismo</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/764438924</link>
         <description><![CDATA[<div>Vários psicólogos che-garam a considerar a psicologia estrutural uma tentativa fútil de ater-se a princípios e métodos antiquados.<br><br>Titchener acreditava que estava estabelecendo uma base para a psicologia, no entanto seus esforços fizeram parte apenas de uma fase da história da disciplina. A era do estruturalismo entrou em colapso quando Titchener morreu, e o fato de essa escola ter se mantido por tanto tempo, deve ser atribuído como um verdadeiro tributo à sua personalidade dominadora.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-21 14:42:39 UTC</pubDate>
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         <title>Críticas à introspecção</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/764446144</link>
         <description><![CDATA[<div>O filósofo positivista Auguste Comte criticou o método introspectivo, alegando que, se a mente fosse capaz de observar as próprias atividades, teria de se dividir em duas partes: uma observadora e outra observada e, para ele, obviamente, isso era impossível (Wilson, 1991).<br><br>A ideia da criação da linguagem introspectiva nunca se concretizou. Havia muita discordância entre os observadores, mesmo quando as condições eram extremamente controladas.<br><br>A base da análise introspectiva estava na crença de que todo o funcionamento da m ente era passível de obser-vação consciente e , se fosse possível observar cada aspecto do pensamento humano e da emoção, a introspecção proporcionaria, na melhor das hipóteses, apenas um retrato fragmentado e incompleto do funcionamento mental. Se a  consciência representava apenas a ponta visível do iceberg, com a maior parte da área da m ente permanentemente encoberta pelas poderosas barreiras d efensivas, a introspecção estava realmente condenada. (Lieberman, 1979, p. 320)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-21 14:44:05 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Mais críticas ao sistema de Titchener </title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/764450382</link>
         <description><![CDATA[<div>Titchener não considerava a psicologia infantil e  a animal como psicologia.  O seu conceito era tão restrito que não permitia incluir os novos trabalhos feitos e as novas direções que estavam sendo exploradas. A psicologia ultrapassava a fronteira de Titchener, e com muita rapidez.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-21 14:44:57 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Contribuições do estruturalismo</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/764452290</link>
         <description><![CDATA[<div>Apesar de todas essas críticas, os historiadores dão o devido crédito às contribuições de Titchener e dos estrutu-ralistas. Seu objeto de estudo -  a experiência consciente -  era claramente definido. Seus métodos de pesquisa, baseados na observação, experimentação e medição, eram cientificamente os mais tradicionais. O método mais adequado para o  estudo da experiência consciente consistia na auto- observação, já que a  consciência é  m ais bem percebida pela pessoa que a vivencia. <br>Embora o objeto de estudo e  os propósitos dos estruturalistas não sejam mais fundamentais, o método de introspecção, mais amplamente definido como relato oral baseado na experiência, ainda é empregado em diversas áreas da psicologia. Há pesquisadores da psicofísica que pedem aos observadores para relatarem se o segundo tom é  mais alto ou mais baixo que o  anterior. Há relatos de pessoas expostas a ambientes incomuns, como a  falta de gravidade nos voos espaciais. Os relatórios clínicos de pacientes, bem como as respostas dos testes de personalidade e  a análise do comportamento, são de natureza introspectiva. <br>Os relatórios introspectivos que envolvem processos cognitivos como o  raciocínio são frequentemente usados na psicologia atual. Por exemplo, os psicólogos industriais/organizacionais obtêm relatos introspectivos dos funcionários a respeito da interação com os terminais de computador. Essas informações podem ser utili-zadas para o  desenvolvimento de componentes de computador de mais fácil manuseio e móveis ergonômicos. Os relatos verbais baseados na experiência pessoal são formas legítimas de coleta de dados. Além disso,  a psi-cologia cognitiva, com seu renovado interesse nos processos conscientes, vem conferindo maior legitimidade à introspecção (ver no Capítulo 15). Dessa forma, o método introspectivo, embora diferente daquele visto por Titchener, permanece vivo e ativo.<br><br>Com o estruturalismo de Titchener sendo o  alvo da oposição, a psicologia superou seus limites iniciais.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-21 14:45:20 UTC</pubDate>
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         <title>Por que estudar a história da psicologia?</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/764559724</link>
         <description><![CDATA[<div>Cursos de história da psicologia têm sido ministrados desde 1911, e em muitas universidades a disciplina consta na grade curricular principal.<br><br>O site, www.apa.org/ archives/apa-history.aspx, direcionará você às histórias orais, fotos, biografias, obituários e ao material relevante nas coleções da Biblioteca do Congresso (dos Estados Unidos).<br><br>Não há uma única forma, abor-dagem ou definição de psicologia com a qual todos os psicólogos concordem.<br><br>A única linha de trabalho que une essas diversas áreas e abordagens e lhes dá um contexto coerente é sua história, ou seja, a  evolução da psicologia ao longo do tempo como uma disciplina independente. Somente a exploração das origens da psicologia e  o estudo do seu desenvolvimento é que proporcionam uma visão clara da natureza da psicologia atual. O conhecimento histórico organiza a desordem e  estabelece um significado ao que parece ser um caos, colocando o  passado em perspectiva para explicar o presente.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-21 15:06:50 UTC</pubDate>
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         <title>O desenvolvimento da psicologia moderna</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/764704235</link>
         <description><![CDATA[<div>Podemos inicialmente traçar ideias e fazer especulações a respeito da natureza e do comportamento humano já no século V a.C., quando Platão, Aristóteles e outros filósofos gregos já discutiam muitas questões comuns aos psicólogos de hoje. Entre essas ideias estão alguns dos tópicos básicos abordados nos cursos de psicologia: memória, aprendizagem, motivação,  pensamento, percepção e comportamento anormal.<br><br>Em contraposição, podemos optar por considerar a psicologia como uma das áreas mais novas de estudo e começar nossa cobertura há aproximadamente 200 anos atrás, quando a psicologia moderna surgiu da filosofia e de outras abordagens científicas emergentes para proclamar sua própria identidade como uma área formal de estudo.<br><br>São a abordagem e as técnicas empregadas que distinguem a  antiga filosofia da psicologia moderna e marcam o surgimento da psicologia como uma área de estudo própria, fundamentalmente científica.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-21 15:35:10 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Dados históricos: reconstruindo o passado da psicologia - Historiografia: como estudamos história</title>
         <author>ildetesouza</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Historiografia: </strong>princípios, métodos e questões filosóficas da pesquisa histórica.<br><br>Os psicólogos podem conduzir uma experiência em laboratório, observar o comportamento do mundo real sob condições controladas, fazer uma pesquisa ou calcular a correlação estatística entre duas variáveis. Usando esses métodos, esses cientistas obtêm uma medida de controle sobre as situações ou eventos que escolheram estudar. Por sua vez, esses eventos podem ser reconstruídos ou replicados por outros cientistas em épocas e lu-gares diferentes. Assim, é possível verificar os dados posteriormente, estabelecendo condições similares àquelas do estudo original e repetindo as observações. Ao contrário, os dados históricos não podem ser reconstruídos ou replicados.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-21 17:58:33 UTC</pubDate>
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         <title>Dados perdidos ou omitidos</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/765606870</link>
         <description><![CDATA[<div>Em alguns casos,  o  registro histórico  está incompleto porque os dados foram perdidos, algumas vezes delibe-radamente. Considere o  caso de John B. Watson, o fundador do behaviorismo. Antes de morrer, em 1958, aos 80 anos, ele sistematicamente queimou suas cartas, manuscritos e notas de pesquisa, destruindo todo o registro não publicado de sua vida e carreira. Logo, esses dados estão para sempre perdidos para a história.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-21 18:39:23 UTC</pubDate>
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         <title>Dados distorcidos na tradução</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/765622586</link>
         <description><![CDATA[<div>Outro problema referente aos dados históricos são as informações que chegam de forma distorcida aos histo-riadores. Nesse caso, os dados estão disponíveis, mas de algum modo foram alterados, talvez por causa de erro de tradução de uma língua para outra ou pelas distorções introduzidas, de propósito ou por descuido, pelo participante ou observador que registrou os eventos relevantes.<br><br>Um provérbio italiano expressa bem essa ideia: Tradutore -Traditore (tradutor -  traidor).</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-21 18:43:06 UTC</pubDate>
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         <title>Informações tendenciosas</title>
         <author>ildetesouza</author>
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         <description><![CDATA[<div>As atitudes dos próprios personagens, na narração de eventos importantes, também podem afetar os dados históricos. As pessoas produzem, consciente ou inconscientemente, relatos tendenciosos para se protegerem ou para melhorarem sua imagem pública.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-21 18:45:20 UTC</pubDate>
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         <title>Forças contextuais na psicologia </title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/765641221</link>
         <description><![CDATA[<div>Uma ciência como a psicologia não se desenvolve no vazio, sujeita apenas às influências internas. Por fazer parte de uma cultura mais ampla, a psicologia também sofre influência das forças externas, que dão forma à sua natureza e  direção. Para entender a história da psicologia, é necessário analisar o contexto em que a disciplina se desenvolveu, as ideias predominantes na ciência e cultura da época, ou seja, o Zeítgeíst ou clima intelectual da época, além de examinar as forças sociais, econômicas e  políticas existentes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-21 18:47:40 UTC</pubDate>
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         <title>Oportunidades advindas da economia</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/765721130</link>
         <description><![CDATA[<div>Os psicólogos logo perceberam que para melhorar os departamentos acadêmicos, verbas e  receitas, eles deveriam provar à  direção das universidades e  autoridades governamentais que a psicologia podia ser útil na solução dos problemas sociais, educacionais e  industriais. E assim, com o  passar do tempo, os departamentos de psicologia começaram a ser avaliados com base no seu valor prático.<br><br>Ao mesmo tempo, devido às mudanças sociais observadas na população norte-americana criou-se uma ótima oportunidade para os psicólogos aplicarem suas habilidades. O fluxo de entrada de imigrantes nos Estados Unidos, aliado à alta taxa de natalidade, transformou a  educação pública em uma indústria crescente. Matrí-culas nas escolas públicas cresceram 700% entre 1890 e  1918 e as escolas de ensino médio foram construídas na proporção de uma por dia. Alocava-se mais verba para a educação do que para os programas sociais ou de defesa juntos. Muitos psicólogos tiraram proveito dessa situação e rapidamente buscaram formas de aplicar o conhecimento e métodos de pesquisa à  educação. Essa atividade estabeleceu a mudança fundamental na ênfase da psicologia norte-americana, que passou dos experimentos nos laboratórios acadêmicos para a aplicação da psicologia nas questões do ensino e da aprendizagem.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-21 19:09:43 UTC</pubDate>
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         <title>As guerras mundiais</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/765730818</link>
         <description><![CDATA[<div>As guerras foram outra força contextual que ajudou a estruturar a psicologia moderna, criando oportunidades de trabalho para os psicólogos.<br><br>As experiências dos psicólogos norte-americanos, colaborando com o  esforço de guerra nas duas Guerras Mundiais, aceleraram o  desenvolvimento da psicologia aplicada e estenderam a sua influência para áreas como seleção de pessoal, testes psicológicos e psicologia aplicada à engenharia.<br><br>A Segunda Guerra Mundial também alterou a constituição e o destino da psicologia europeia, principalmente na Alemanha (onde surgiu a psicologia experimental) e na Áustria (o berço da psicanálise).<br><br>As guerras provocaram grande impacto pessoal nas ideias de vários teóricos importantes. Por exemplo: após testemunhar a carnificina da Primeira Guerra Mundial, Sigmund Freud propôs a agressão como força motivadora significativa da personalidade humana. Erich Fromm, teórico da personalidade e  ativista da paz, atribuiu seu interesse pelo comportamento anormal ao fanatismo que varreu a Alemanha, sua terra natal, durante a guerra.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-21 19:12:32 UTC</pubDate>
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         <title>Preconceito e discriminação</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/765744301</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Discriminação contra as mulheres.</strong> A discriminação disseminada contra as mulheres existiu por toda a história da psicologia. Há inúmeros exemplos em que as mulheres não eram admitidas no programa de pós-graduação ou eram excluídas do corpo docente. Mesmo quando estavam capacitadas a ocupar essas posi-ções, recebiam salários inferiores aos dos homens e encontravam barreiras para obter uma promoção ou uma titularidade. Por muitos anos, a única posição acadêmica tipicamente acessível às mulheres encontrava-se nas faculdades exclusivamente femininas e, mesmo assim, muitas dessas entidades praticavam uma forma própria de discriminação, recusando a  contratação de mulheres casadas. A justificativa dada era de que a mulher não estava capacitada a administrar ao mesmo tempo a vida doméstica e  a carreira docente.<br><strong><br>Discriminação com base em origem étnica. </strong>Na década de 1960, homens e mulheres judeus enfren-taram cotas de admissão em faculdades e  cursos de pós-graduação. Um estudo sobre a  discriminação contra judeus, na época, em três universidades de elite -Harvard, Yale e Princeton -  verificou que essas práticas de exclusão eram bastante difundidas. As pessoas que trabalhavam nos departamentos de Admissão e os presidentes de universidades falavam rotineiramente a respeito de manter a "invasão dos judeus" sob controle. Em 1922, o diretor de admissões da Yale University escreveu um relatório intitulado "O problema judaico". Ele descreveu os judeus como "elementos alienígenas e  sujos" (Friend, 2009, p. 272). Nos anos 1920, a política da Harvard University era de aceitar não mais que de 10 a 15% dos judeus que se inscreviam para admissão em cada curso inicial. Os judeus aceitos eram geralmente segregados e não tinham permissão para participar de associações ou jantares prestigiosos e clubes sociais. Uma porcentagem muito alta de alunos judeus era vista como uma ameaça; "Se judeus fossem admitidos", foi dito a um pesquisador, "eles iriam arruinar Princeton" (Karabel, 2005, p. 75).<br><br>Os<strong> afro-americanos </strong>enfrentaram fortes preconceitos da psicologia em geral. Em 1940, somente quatro faculdades para negros nos Estados Unidos ofereceram os cursos de graduação em psicologia. Quando o negro era aceito em uma universidade para brancos, enfrentava uma série de barreiras para conseguir frequentar os cursos. Nas décadas de 1930 e  1940, diversas faculdades nem permitiam que os negros morassem no campus. Francis Sumner, o primeiro negro a obter o título de doutorado em psicologia,  recebeu, em 1917, uma carta de recomendação considerada excelente, para um estudante de pós-graduação. O seu orientador o  descreveu como "um homem de cor [ ... ]  relativamente livre das características fisicas e  mentais que muitas pessoas de outras raças consideram tão condenáveis" (Sawyer, 2000, p . 128). Quando Sumner matriculou-se para o  curso de pós-graduação na Clark University, a  direção da faculdade providenciou uma mesa separada no refeitório para ele e para os poucos colegas que se dispunham a acompanhá-lo nas refeições.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-21 19:16:27 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Concepções da história científica</title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/765798704</link>
         <description><![CDATA[<div>A <strong>teoria personalista </strong>da história científica concentra- se nas realizações e contribuições de pessoas específicas. De acordo com essa perspectiva, o  progresso e  a mudança resultam diretamente da vontade e do carisma do indivíduo, que, sozinho, redireciona o curso da história. Napoleão, Hitler ou Darwin foram, assim como afirma a teoria, os principais condutores e formadores dos grandes eventos. A visão personalista parte do pressuposto de que os eventos nunca teriam ocorrido sem o surgimento dessas impressionantes figuras. Na verdade, a teoria afirma que o indivíduo é  responsável por edificar uma era.<br><br>Assim, a teoria personalista tem o  seu mérito, mas ela é  suficiente para explicar todo o  desenvolvimento da ciência ou da sociedade? Não. Muitas vezes, as contribuições dos cientistas, artistas e pesquisadores foram ignoradas ou omitidas em vida, sendo reconhecidas somente muito tempo depois. Esses exemplos indicam que a atmosfera intelectual, cultural ou espiritual da época pode determinar se a ideia será aceita ou rejeitada, elogiada ou desprezada. A história da ciência é também a história das descobertas e ínsíghts que foram inicial-mente rejeitados. Mesmo os grandes pensadores e inventores foram reprimidos pelo Zeítgeíst, pelo espírito ou clima da época.<br><strong><br>Teoria naturalista: </strong>visão de que o  progresso e as mudanças na história científica são atribuídos ao Zeítgeíst, que torna a cultura receptiva a algumas ideias, mas não a outras.<br><br>O Zeitgeist na ciência pode provocar efeito inibidor sobre os métodos de investigação, sobre as formulações teóricas e sobre a definição do objeto de estudo.<br><br>A ênfase dada ao Zeitgeist não nega a importância da visão personalista da história científica, ou seja, as importantes contribuições dos grandes homens e  das grandes mulheres, mas é  necessário analisar as ideias em seu contexto. Charles Darwin ou Sigmund Freud não alteraram sozinhos o  curso da história apenas pela força da genialidade. Eles o fizeram porque o clima era favorável.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-21 19:32:34 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Escolas de pensamento na evolução da psicologia moderna </title>
         <author>ildetesouza</author>
         <link>https://padlet.com/ildetesouza/9e60bzzqmv2215j6/wish/765874060</link>
         <description><![CDATA[<div>Durante o último quartel do século XIX, ou seja, nos anos iniciais da evolução da psicologia como uma disciplina científica distinta, o rumo da nova área foi influenciado por Wilhelm Wundt. Psicólogo alemão, Wundt tinha ideias precisas em relação à forma que a nova ciência (a sua nova ciência) deveria ter. Ele estabeleceu as metas, o objeto de estudo, os métodos e os tópicos de pesquisa a serem investigados.<br><br>No entanto, não demorou muito para aparecerem divergências entre os muitos psicólogos que surgiam. Novas ideias sociais e  científicas se desenvolviam.<br><br>Por volta de 1900, diversas posições sistemáticas e  escolas de pensamento coexistiram, apesar das divergência. Podemos considerá-las como diferentes definições sobre a natureza da psicologia.<br><br>A expressão escola de pensamento refere-se a um grupo de p sicólogos que se associam ideologicamente e,  algumas vezes, geograficamente com o líder do movimento.<br><br>Cada uma das primeiras escolas de pensamento na psicologia foi um movimento de protesto, ou seja, uma revolta contra a posição sistemática dominante. Cada escola chamava a atenção para os pontos fracos observa-dos no sistema antigo e  oferecia novas definições, conceitos e  estratégias de pesquisa a fim de corrigir falhas. Quando uma nova escola de pensamento despertava a atenção de um segmento da comunidade científica, os especialistas rejeitavam a visão anterior. Esses conflitos intelectuais entre as posições antiga e nova costumavam provocar discussões acaloradas.<br><br><strong>Estruturalismo:</strong> sistema de psicologia de E. B. Titchener, que considera a experiência consciente como dependente da pessoa que a experimenta. <br><br><strong>Funcionalismo: </strong>sistema de psicologia preocupado com o  funcionamento da mente na adaptação de um indivíduo a seu ambiente. <br><br><strong>Behaviorismo:</strong> ciência do comportamento concebida por Watson, que tratava somente de ações com-portamentais observáveis, que podem ser descritas objetivamente. <br><br><strong>Psicologia da Gestalt: </strong>sistema de psicologia amplamente focada na aprendizagem e  na percepção, sugerindo que a combinação dos elementos sensoriais produz novos padrões com propriedades ine-xistentes nos elementos individuais. <br><br><strong>Psicanálise:</strong> teoria de Sigmund Freud sobre a personalidade e o sistema de psicoterapia.<br><br><strong>Psicologia humanista:</strong> sistema de psicologia que enfatiza o estudo da experiência consciente e a tota-lidade da natureza humana. <br><br><strong>Psicologia cognitiva: </strong>sistema de psicologia que tem foco nos processos de aquisição do conhecimento, mais especificamente em como a mente ativamente organiza as experiências.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-21 19:57:04 UTC</pubDate>
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