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      <title>Dia Mundial da Poesia - 21 de março by Regina Gaspar</title>
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      <description>Criado sem nenhum tipo de arrependimento.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-03-10 11:05:26 UTC</pubDate>
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         <title>    Dia Mundial da Poesia</title>
         <author>reginagaspar1</author>
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         <description><![CDATA[<div>               21 de março</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-10 12:20:13 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>reginagaspar1</author>
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         <description><![CDATA[<div>«Cântico negro», de José Régio, dito pelo ator Marco d'Almeida.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-17 10:40:07 UTC</pubDate>
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         <title>Escada sem corrimão</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>É uma escada em caracol<br>E que não tem corrimão.<br>Vai a caminho do Sol<br>Mas nunca passa do chão.<br> <br>Os degraus, quanto mais altos,<br>Mais estragados estão,<br>Nem sustos nem sobressaltos<br>servem sequer de lição.<br> <br>Quem tem medo não a sobe<br>Quem tem sonhos também não.<br>Há quem chegue a deitar fora<br>O lastro do coração.<br> <br>Sobe-se numa corrida.<br>Corre-se perigos em vão.<br>Adivinhaste: é a vida<br>A escada sem corrimão.<br><br>                  David Mourão-Ferreira<br><br>Afonso Araújo, 12.ºA</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-19 09:45:26 UTC</pubDate>
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         <title>Eu...</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Eu sou a que no mundo anda perdida,<br>Eu sou a que na vida não tem norte,<br>Sou a irmã do Sonho,e desta sorte<br>Sou a crucificada ... a dolorida ...<br><br>Sombra de névoa tênue e esvaecida,<br>E que o destino amargo, triste e forte,<br>Impele brutalmente para a morte!<br>Alma de luto sempre incompreendida!...<br><br>Sou aquela que passa e ninguém vê...<br>Sou a que chamam triste sem o ser...<br>Sou a que chora sem saber porquê...<br><br>Sou talvez a visão que Alguém sonhou,<br>Alguém que veio ao mundo pra me ver,<br>E que nunca na vida me encontrou!<br><br>                             Florbela Espanca<br>Filipa Pinto 12ºA</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-19 10:50:38 UTC</pubDate>
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         <title>Litania Heróica</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Entrem, entrem os ventos, os chuveiros, as estrelas,<br>No palácio inabitado<br>Sem Telhado e sem vidraças nas janelas...<br>Que os vidros se me estalaram,<br>O telhado me voou,<br>E, pelos caminhos que ante mim se desdobraram,<br>Eu lá vou (nem sei se vou...)!<br><br>Sem preferir, sem definir, sem restringir, avanço<br>De renúncia em renúncia, luta em luta.<br>Não sou para ter descanso,<br>Não para ser redimido...<br><br>Também não sou para vencer ou ser vencido.<br>Lutei, luto e lutarei...<br>Do Nenhum-Reino é que sou rei!<br><br>Também não sou para dormir nas estalagens.<br>Venho de trás vou para a frente...<br>Como bastar-me o presente?<br>Lucidamente delirante, o meu olhar é um rastro ardente<br>Incendiando todas as paisagens...<br><br>Por tudo isto sou profundamente só,<br>E me debato com ansiedade,<br>E nada sei ver só de um lado,<br>Porque, pairando em tudo como a luz ou como o pó,<br>Transbordo de humanidade,<br>Vivo desumanizado...<br><br>Vivo na heróica tortura,<br>E viva a magna aventura!<br>Minha grandeza é sem cura...<br>Renego a felicidade.<br><br>Entrem, entrem os ventos, os chuveiros, as estrelas,<br>No palácio inabitado<br>Sem Telhado e sem vidraças nas janelas...<br><br>Entrem as aves noturnas,<br>Os animais sem dono, as feras brutas,<br>Os fantasmas peregrinos,<br>Os lunáticos, os párias, os ladrões, os assassinos,<br>Que têm olhos como furnas,<br>Bocas mudas como grutas...<br><br>Tudo em que mais vasto for,<br>(Sei-o! bem n-o sei, Senhor!)<br>Pagá-lo-ei demasiado caro.<br><br>Faça-se, pois, em mim toda a vossa Vontade,<br>Emudeça em meu lábio o vão reparo...<br><br>...E a vida me persiga<br>Com as misérias mais subtis e menos gloriosas,<br>As decepções mais insólitas,<br>Humilhações mais recônditas<br>E raras,<br>Para que enfim se extinga toda a veleidade<br>De também ir atrás de nem sei que felicidade... <br><br>Entrem, entrem os ventos, os chuveiros, as estrelas,<br>No palácio inabitado<br>Sem Telhado e sem vidraças nas janelas...<br><br>E de misérias, deceções, humilhações,<br>E apelos de velhos vícios,<br>E virtudes ignoradas,<br>Farei látegos! Cilícios<br>Para me modelar às chicotadas!<br><br>Assim não pare, nem descanse,<br>Seja em que lar, ou seja em que deserto.<br>Sem preferir nada a nada,<br>Fugindo sempre da entrada,<br>De continuo avance!<br>Avance, sempre mais longe e mais perto...<br><br>Porque não é em mim que me sonhei viver!<br>Meu ser-eu só me aperta, e só sonho esmagá-lo.<br>Livre, sou tudo o que é, foi, há de ser,<br>Vivo em tudo o que vive, há de viver, viveu...<br><br>E então quando eu disser: “eu...”<br>Já direi: “Não! Não é de mim que falo!”<br><br>Entrem, entrem os ventos, os chuveiros, as estrelas,<br>No palácio inabitado<br>Sem Telhado e sem vidraças nas janelas...<br><br>                                       José Régio<br>Diogo Malcata 12ºA</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-19 16:56:30 UTC</pubDate>
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         <title>O tempo passa? Não passa</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O tempo passa? Não passa<br>no abismo do coração.<br>Lá dentro, perdura a graça<br>do amor, florindo em canção.<br><br></div><div>O tempo nos aproxima<br>cada vez mais, nos reduz<br>a um só verso e uma rima<br>de mãos e olhos, na luz.<br><br></div><div>Não há tempo consumido<br>nem tempo a economizar.<br>O tempo é todo vestido<br>de amor e tempo de amar.<br><br></div><div>O meu tempo e o teu, amada,<br>transcendem qualquer medida.<br>Além do amor, não há nada,<br>amar é o sumo da vida.<br><br></div><div>São mitos de calendário<br>tanto o ontem como o agora,<br>e o teu aniversário<br>é um nascer toda a hora.<br><br></div><div>E nosso amor, que brotou<br>do tempo, não tem idade,<br>pois só quem ama<br>escutou o apelo da eternidade.</div><div><br></div><div>    Carlos Drummond De Andrade</div><div>Beatriz Pinho 12ºA</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-19 17:01:22 UTC</pubDate>
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         <title>Em todos os jardins</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Em todos os jardins hei-de florir,<br>Em todos beberei a lua cheia,<br>Quando enfim no meu fim eu possuir<br>Todas as praias onde o mar ondeia.<br><br>Um dia serei eu o mar e a areia,<br>A tudo quanto existe me hei-de unir,<br>E o meu sangue arrasta em cada veia<br>Esse abraço que um dia se há-de abrir.<br><br>Então receberei no meu desejo<br>Todo o fogo que habita na floresta<br>Conhecido por mim como num beijo.<br><br>Então serei o ritmo das paisagens,<br>A secreta abundância dessa festa<br>Que eu via prometida nas imagens.<br><br>           <strong> Sophia de Mello Breyner<br><br><br></strong>Raquel Nogueira 12ºA<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-19 21:17:06 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-03-20 14:02:28 UTC</pubDate>
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         <title>  </title>
         <author>reginagaspar1</author>
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         <description><![CDATA[<div> Para ser grande. sê inteiro: nada<br>Teu exagera ou exclui.<br>Sê todo em cada coisa. Põe quanto és<br>No mínimo que fazes.<br>Assim em cada lago a lua toda<br>Brilha, porque alta vive.<br><br>                               Ricardo Reis<br>12.ªA<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-20 17:06:59 UTC</pubDate>
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         <title>Verdes são os campos da cor de limão, Luís de Camões</title>
         <author>reginagaspar1</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-03-20 17:44:32 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Quando vier a Primavera&quot;, de Alberto Caeiro,</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>na voz de Pedro Lamares.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-21 15:01:14 UTC</pubDate>
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         <title>Quando as Crianças Brincam </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Quando as crianças brincam<br>E eu as oiço brincar,<br>Qualquer coisa em minha alma<br>Começa a se alegrar.<br>E toda aquela infância<br>Que não tive me vem,<br>Numa onda de alegria<br>Que não foi de ninguém.<br>Se quem fui é enigma,<br>E quem serei visão,<br>Quem sou ao menos sinta<br>Isto no coração.<br><br>                             <strong>Fernando Pessoa</strong><br> <br>Miguel Batata, 10ºK<br>        </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-22 12:08:52 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>William Shakespeare</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Duvida da luz dos astros,<br>De que o sol tenha calor,<br>Duvida até da verdade,<br>Mas confia em meu amor.</div><div><a href="https://www.pensador.com/autor/william_shakespeare/"><br>William Shakespeare<br></a>Enzo Haddad Parro 10ºK</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-25 14:20:47 UTC</pubDate>
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