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      <title>Álvaro de Campos- Ode triunfal by Carolina Nobre</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-12-17 13:17:47 UTC</pubDate>
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         <title>Título- “Ode triunfal”</title>
         <author>beatrizgoncalves30</author>
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         <description><![CDATA[<p>Ode- Composição poética lírica destinada a cantar algo de elevado.</p><p>Trinfual- Celebração da modernidade, do triunfo da civilização técnica e industrializada.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 13:38:02 UTC</pubDate>
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         <title>Introdução </title>
         <author>beatrizgoncalves30</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li><p>Localização espácio-temporal- Fábrica, inicio do século XX:</p></li></ul><p>       "À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica" (v.1)</p><ul><li><p>Estado de espirito- febril, delirante </p></li></ul><p>     "Tenho febre e escrevo."   (v.2)</p><ul><li><p>Ação do sujeito poético:</p><p>“Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto, / Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.” (vv. 2-3)</p><p><br/></p></li></ul><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 13:49:33 UTC</pubDate>
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         <title>Desenvolvimento </title>
         <author>beatrizgoncalves30</author>
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         <description><![CDATA[<p>Traços futuristas:</p><ul><li><p>Cântico da era moderna e do progresso-«E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso / De expressão de todas as minhas sensações, / Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!» (vv. 12-14); «Ó coisas todas modernas, / Ó minhas contemporâneas, forma atual e próxima / Do sistema imediato do Universo! / Nova Revelação metálica e dinâmica de Deus!» (vv. 45-48); ... - Elogio, à maneira futurista, da agitação e do movimento próprios da vida moderna; apologia da força, enquanto critério primordial da beleza, que a obra escrita deve reproduzir.</p></li><li><p>Fusão de todas as eras no momento do presente-«Canto, e canto o presente, e também o passado e o futuro, / Porque o presente é todo o passado e todo o futuro» (vv. 17-18); «Eia todo o passado dentro do presente! / Eia todo o futuro já dentro de nós!» (vv. 90-91); ... - 0</p><p>Instante presente é a congregação de todos os tempos: o presente é o resultado de esforços científicos passados e catalisador dos feitos futuros.</p></li><li><p>Fusão de todos os génios nos maquinismos- “Átomos que hão de ir ter febre para o cérebro do Esquilo do século cem, / Andam por estas correias de transmissão e por estes êmbolos e por estes volantes» (vv. 19-23) “Fusão de todos os génios nos maquinismos- As ideias brilhantes e as invenções do passado ajudaram muito a criar o mundo como o conhecemos hoje.  O que temos agora é o resultado de muitas descobertas que foram acontecendo ao longo do tempo.</p></li><li><p>Universalidade-“E outra vez a fúria de estar indo ao mesmo tempo dentro de todos os comboios / De todas as partes do mundo» (vv. 60-61)”  O "eu" identifica-se com todos os lugares urbanos, refletindo o espírito cosmopolita e global da era moderna, onde não existem fronteiras geográficas. Daí a presença de referências a diversos cenários das grandes cidades.</p><p><br/></p><p><br/></p></li></ul><p>Traços sensoriais:</p><ul><li><p>﻿﻿visão: “e olhando os motores” (v. 15), “Desta flora estupenda, negra, artificial e insaciável!” (v. 32);</p></li><li><p>﻿﻿paladar: “Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!” (v. 9), “Tenho os lábios secos” (v. 10);</p></li><li><p>﻿﻿audição： “r-r-r-r-r-r-r eternos” （V. 5）， “ruidos modernos” （V. 10）， “Rugindo, rangendo, ciciando” (v. 24);</p></li><li><p>﻿﻿olfato: “perfumes de óleos” (v. 31);</p></li><li><p>﻿﻿tato: “Fazendo-me um excesso de carícias ao corpo numa só carícia à alma.” (v. 25), “calores” (v. 31).</p></li></ul><p>Traços disfóricos:</p><ul><li><p> Identificação dos momentos disfóricos- “(Na nora do quintal da minha casa / O burro anda à roda, anda à roda, / E o mistério do mundo é do tamanho disto. / Limpa o suor com o braço, trabalhador descontente. / A luz do sol abafa o silêncio das esferas / E havemos todos de morrer, / Ó pinheirais sombrios ao crepúsculo, / Pinheirais onde a minha infância era outra coisa / Do que eu sou hoje...)” (vv. 49-57) - momento de quebra disfórica no poema.</p></li><li><p>Temas abordados- a rotina diária e a dimensão do mistério do mundo; o descontentamento da classe trabalhadora; a inevitabilidade da morte;</p><p>a nostalgia da infância;</p></li><li><p>Simbolismo associado a esses momentos- Intercalados nos devaneios frenéticos da ode, estes momentos disfóricos representam o retorno do eu lírico à dura realidade: a rotina inalterável e monótona; a incapacidade de atingir a verdadeira dimensão do mistério do mundo; o reverso da medalha do progresso industrial e as duras condições de vida dos trabalhadores; a evasão para a infância irremediavelmente perdida.</p></li></ul><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 13:59:16 UTC</pubDate>
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         <title>Conclusão</title>
         <author>mariacarolinanobrept</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li><p>Interpertação e simbolismo do último verso:</p><p>O mal-estar final de frustração assemelha-se ao estado desassossegado e febril da introdução.</p></li><li><p>Relação com a introdução:</p><p>“Ah não ser eu toda a gente e toda a parte!”(v. 107) - desejo frustrado de abarcar por inteiro toda a realidade e toda a humanidade, apesar de todo o esforço literário empregue no cântico.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 21:36:36 UTC</pubDate>
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         <title>Estrutura externa</title>
         <author>mariacarolinanobrept</author>
         <link>https://padlet.com/mariacarolinanobrept/9afgln2ech8gx4z7/wish/3265460482</link>
         <description><![CDATA[<p>Classificação da composição poética- Ode</p><p>Classificação estrófica, métrica e rimática- irregular</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 21:37:58 UTC</pubDate>
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         <title>Linguagem e estilo</title>
         <author>mariacarolinanobrept</author>
         <link>https://padlet.com/mariacarolinanobrept/9afgln2ech8gx4z7/wish/3265461532</link>
         <description><![CDATA[<p>Linguagem</p><ul><li><p>diferentes registos de língua:</p><ul><li><p>Linguagem corrente</p></li><li><p>Literária</p></li><li><p>Intercalada com momentos linguísticos marcados pelo excesso, como, por exemplo</p></li></ul></li><li><p><br/></p></li></ul><p><br/></p><p>Estilo</p><ul><li><p>Inovação poética</p><ul><li><p>Rutura ao nível do conteúdo: o uso de palavras completamente prosaicas (comuns ou vulgares); o canto excessivo da civilização industrial (a «flora estupenda, negra, artificial e insaciável!» [v. 32] das fábricas) e a ousadia de abordar alguns aspetos negativos da sociedade («Progressos dos armamentos gloriosamente mortíferos! / Couraças, canhões, metralhadoras, submarinos, aeroplanos!» [vv. 39-40]).</p></li></ul></li><li><p>Estruturas ritmícas</p><ul><li><p>Irregularidade em todos estes parâmetros</p></li></ul></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 21:40:12 UTC</pubDate>
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         <title>Recursos expressivos/linguísticos/estilísticos</title>
         <author>mariacarolinanobrept</author>
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         <description><![CDATA[<p>Recurso Linguístico em "Ode Triunfal"</p><ul><li><p>Enumeração: Campos faz uso extenso de enumerações para criar um efeito de acumulação e saturação, refletindo a modernidade e o caos do mundo industrial.<br>Exemplo:<br><em>"Máquinas, engrenagens, fivelas, ferramentas, vapor,<br>Pistões e alavancas, retortas e dinamite…"</em></p></li><li><p>Onomatopeias: Reproduz sons industriais, conferindo ritmo e energia ao poema.<br>Exemplo:<br><em>"Clangor de ferro, estrépito de polias,<br>R-r-r-r-r-r eterno das máquinas triunfais…"</em></p></li><li><p>Vocabulário técnico: Emprego de palavras relacionadas à tecnologia e à indústria para evocar o ambiente moderno.<br>Exemplo: <em>"Dínamos, turbinas, cilindros que giram, engrenagens que rodam…"</em></p></li></ul><p>Recurso Expressivo em "Ode Triunfal"</p><ul><li><p>Hipérboles: Álvaro de Campos exagera as descrições para transmitir o entusiasmo desenfreado com o progresso industrial.<br>Exemplo:<br><em>"Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime!"</em></p></li><li><p>Imagens sensoriais: A evocação de sons, cheiros e visões dá vida à paisagem industrial.<br>Exemplo:<br><em>"O cheiro quente e oleoso das máquinas,<br>Cheiro de ferro e carvão!"</em></p></li><li><p>Exclamações e interjeições: Intensificam a expressividade e o tom de exaltação.<br>Exemplo:<br><em>"Ah, máquinas, máquinas, máquinas, máquinas!"</em></p></li></ul><p>Estilo em "Ode Triunfal"</p><ul><li><p>Estilo Modernista e Futurista:<br>"Ode Triunfal" celebra a modernidade e a energia do mundo industrial. Campos aproxima-se do futurismo com a glorificação das máquinas, do movimento e da velocidade.<br>Exemplo:<br><em>"Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r eterno!<br>Forte espasmo retido dos mecanismos em fúria!"</em></p></li><li><p>Estilo Prolixo e Dinâmico:<br>O poema tem versos extensos, cheios de ritmo, imitando a cadência frenética da vida moderna e industrial.</p></li><li><p>Contradições e Oscilações:<br>Embora celebre a modernidade, há momentos de melancolia e crítica .<br>Exemplo:<br><em>"E eu, olhando tudo isto, com uma alma enorme…"</em><br>→ Demostra que o entusiasmo também pode ser vazio.</p></li><li><p>Egocentrismo e Confissão:<br>O eu lírico coloca-se como o centro ,e absorve a energia do mundo moderno, mas também expõe as suas emoções .<br>Exemplo:<br><em>"Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime!<br>Ser completo como uma máquina!"</em></p></li><li><p>Ritmo Variado:<br>Alterna momentos de explosão energética com pausas reflexivas, reproduzindo a dinâmica da modernidade.</p><p><br></p><p>Em suma, na  <em>"Ode Triunfal"</em>, Álvaro de Campos é utilizado recursos linguísticos técnicos, como enumerações e onomatopeias, aliados a recursos expressivos sensoriais, como hipérboles e imagens, para criar um poema de exaltação à modernidade. O estilo modernista e futurista, dinâmico e contraditório, reflete o fascínio e a inquietação diante do progresso industrial e tecnológico.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 21:41:53 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>mariacarolinanobrept</author>
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         <description><![CDATA[<p>As máquinas e as rodas no interior da fábrica representam as novas tecnologias e o progresso.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-18 10:17:41 UTC</pubDate>
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