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      <title>Questões relacionadas a poder: abuso e assédio by Maria do Carmo Abi Samara</title>
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      <description>Após ouvir um dos podcasts indicados, selecione uma frase que tenha te interessado, acrescente um comentário a ela e poste aqui neste espaço. Bom trabalho!</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-04-03 22:02:00 UTC</pubDate>
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         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>"E quer saber? Essa não é uma história sobre homens que se reúnem para agredir, é sobre mulheres que se unem para se defender. E ela não acaba em silêncio. 'Caminha, mais rápido, fecha os olhos e continua caminhando. Sem parar, vai, vai, vai...'"</p><p><br/></p><p>A misoginia seguirá permeando nossa experiência como mulheres, em ações esdrúxulas mas mais presentemente nas falas de colegas, de parceiros ou mesmo de estudantes das mais diversas idades, adolescentes e crianças... Machuca, muito. E deixa cicatrizes. Há formas, entretanto, de reagir, de se defender e, mais potente, de se unir, combater, discutir, se apoiar, desabafar coletivamente. A caminhada está rolando há tempos. E isso é honroso demais. Como a professora de artes marciais e defesa pessoal afirma durante ao longo desse podcast, em muitas nuances, há que seguir caminhando. Fechar os olhos. Confiar. </p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-12 00:39:45 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>"Como a gente convive com isso?"</p><p>"Crescimento das denúncias: Por que eu tenho que aceitar isso como normal?"</p><p>"Coragem: Se eu não falei, eu sou covarde?"&nbsp;</p><p><br/></p><p>&nbsp;</p><p>A coragem, muitas vezes, não adianta em nada. A questão não é sobre a coragem em si, e sim sobre o coletivo, a luta, a resistência, a clareza, o acolhimento, a consciência, o esclarecimento. Não adianta só denunciar, quando a própria política não acolhe a mulher, quando a própria sociedade não acolhe a mulher, quando, em muitos casos, a própria família não acolhe a mulher. A estrutura política, social e econômica precisa passar por mudanças para que o assédio seja enfim levado a sério, onde a responsabilidade e o peso não sejam carregados apenas pela a mulher e sim pela sociedade, pela empresa e pela política.&nbsp;&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-18 23:13:41 UTC</pubDate>
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         <title>comentarios sobre CPF na nota-radio novelo</title>
         <author>stamires775</author>
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         <description><![CDATA[<p>Fala selecionada:</p><p>“O trauma não é só um evento que aconteceu lá atrás, mas a impressão deixada por essa experiência na mente e no corpo… O trauma é a experiência suprema da sensação de que isso vai durar pra sempre.”</p><p><br/></p><p>Comentário:</p><p>Essa fala mergulha na essência do trauma como uma experiência que ultrapassa o tempo linear e se instala no corpo como memória viva e presente. Ao citar Bessel van der Kolk, a narradora evoca a ideia de que o trauma não é apenas lembrança, mas uma cicatriz neurológica, emocional e somática. Isso torna evidente o quanto experiências de violência — especialmente em contextos de relações desiguais de poder e gênero — não são eventos isolados, mas sistemas complexos de opressão que se inscrevem na subjetividade e no corpo das vítimas. A autora rompe com a lógica da “superação” simplista e denuncia como essas feridas continuam a sangrar silenciosamente mesmo com o tempo, a terapia e a tentativa de racionalização. Essa perspectiva convida à escuta empática, à crítica estrutural das relações e à responsabilização coletiva diante das violências normalizadas, especialmente aquelas que acontecem em espaços ditos progressistas ou intelectuais, onde o machismo muitas vezes se esconde sob o verniz da sofisticação.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-21 22:49:37 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>Assédio tem a ver com uma postura de hierarquização, como num jogo de poder. Até porque, abordagens não-sexuais também podem ser assediadoras; pessoas íntimas também podem ser assediadoras; pessoas do mesmo gênero também. Só quando estamos fora da dinâmica de poder, quando estamos na mesma “altura”, é possível encontrar a outra pessoa sem abuso. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-25 04:15:16 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>É interessante como durante o podcast parece ter uma contradição entre um ou outro, mas em todo momento escutando o podcast o sentimento que tive foi de eu sabia exatamente o que seria assédio em cada situação. E o que me fez perceber durante a conversa é que é muito importante saber os limites, mas para que se descubra eles é preciso que faça uma leitura corporal, o corpo transparece quando se tem interesse ou não é preciso ter respeito pelo corpo do outro e entender limites.</p><p>Entendo que em situações como o Carnaval estamos em um ambiente aberto para paquera, mas elogios que são respeitosos e respeitar o corpo do outro faz com que possamos participar desses eventos sem preocupação. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-04-28 18:54:03 UTC</pubDate>
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         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>“<strong>Estar arrumada, maquiada e simpática não é um convite.”</strong> Essa frase precisa ecoar mais vezes em nossa sociedade, a forma como uma mulher se apresenta nunca deve ser interpretada como permissão para ultrapassar seus limites. Como bem foi dito no podcast, <strong>“Assédio é tudo que excede ou invade”. </strong>— e essa definição simples e direta deveria ser o ponto de partida para qualquer conversa sobre respeito. Precisamos, urgentemente, ressignificar olhares e atitudes para que o básico, o respeito, deixe de ser exceção e passe a ser regra.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-13 01:34:30 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Até muito pouco tempo isso era tido como parte do trabalho&quot;</title>
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         <description><![CDATA[<p>A força que as mulheres ganharam no mundo de hoje é incrível, ao ponto de se encorajarem e falarem com alguém sobre o assédio sexual, acredito eu que esse espaço de fala faz com que os assediadores pensem bastante antes de agir.</p><p>E que bom que reconheceram que assédio não é parte do trabalho, a maioria das vezes é abuso de poder com segundas intenções, alguns se aproveitam da necessidade dos(as) funcionários(as) e os(as) "compram" com aumento de salário, promoção de cargos etc.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-18 20:57:08 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Porque vivemos em uma sociedade com tanto abuso sexual?&quot;</title>
         <author>lafutoni</author>
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         <description><![CDATA[<p>A cultura patriarcal perpetua a violência, culpabilizando as vítimas e minimizando a responsabilidade dos agressores. Importante neutralizar essa violenta estrutura de poder.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-18 23:39:19 UTC</pubDate>
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         <link>https://padlet.com/mariaabisamara/92ls228qd9f0ntro/wish/3461835004</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p>"Força. Abre o peito, abre o peito. Vai!"</p><p>"Respira, respira, respira! Voltou".</p><p><br/></p><p>Passamos por tantas situações de abuso, de violência, de misoginia durante a vida ( na verdade, durante o mês, a semana o dia). Muitas cicatrizes. </p><p>Todas nós conhecemos alguns Titos, alguns grupos de whatsapp, pessoas passando pano etc. O mais doido é que o tempo passa, as conversas sobre o tema aumentam, mas as coisas não parecem melhorar. Tudo continua igual, talvez um pouco mais velado.</p><p>Acho que como diz a frase escolhida, cabe a nós força, abrir o peito e ir. </p><p>Respirar, respirar e voltar.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-21 21:02:21 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<p>“ assédio é tudo aquilo que invade, ultrapassa ou acontece depois do não “ </p><p>O podcast inteiro é um contradizendo o outro, mas ao mesmo tempo é interessante ver isso acontecendo conforme a conversa. Nos faz pensar como as vezes deixamos isso passar despercebido e muitas vezes nem sabemos que isso é assédio e ambas as partes. </p><p>Na sociedade os homens são ensinados de uma forma que eles assediam e nem percebem que estão, e nós mulheres a aceitar o assédio para não incomodar, ou não parecer fraca. O podcast inteiro nos faz pensar em como isso ainda está inserido na sociedade e nas miudezas das pequenas e grandes relações sociais.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-26 21:32:47 UTC</pubDate>
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         <title>Um número numa nota fiscal</title>
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         <description><![CDATA[<p>Uma pista involuntária.</p><p>Um rastro deixado por quem se achava invisível demais para ser visto.</p><p>E ali, entre recibos e silêncios, desvendam-se os bastidores do poder que corrompe não com gritos,</p><p>mas com omissões, ironias e listas privadas.</p><p><br/></p><p>“Eu só descobri porque meu CPF estava na nota do hotel.”</p><p>Uma frase simples, mas que carrega o peso de uma estrutura inteira:</p><p>da traição íntima ao silêncio coletivo —</p><p>o abuso de poder também mora onde há prestígio e autoconfiança demais.</p><p><br/></p><p>Um episódio que não é só pessoal. É político. E necessário.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-06-02 23:38:16 UTC</pubDate>
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