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      <title>Psicologia ambiental by Ana Claudia Assis Rodrigues Figueiredo</title>
      <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum</link>
      <description>Criado por Ana Claudia</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-06-17 18:20:13 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>acarfigueiredo</author>
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         <description><![CDATA[<div>O surgimento do campo da Psicologia Ambiental se deu após a II guerra mundial com o processo de reconstrução das cidades. Com a implementação de programas habitacionais de larga escala, no quadro da política de reconstrução do pós-guerra, os arquitetos e planejadores urbanos, juntamente com os cientistas do comportamento, se conscientizaram de que o ambiente construído deveria refletir não somente princípios de construção e estética, mas também outros fatores como as necessidades psicológicas e comportamentais dos futuros ocupantes.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:21:26 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
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         <description><![CDATA[<div>A Psicologia Ambiental surgiu inicialmente com o nome de "Psicologia da Arquitetura" (Architetural Psychology), nos fins dos anos 50 e começo dos anos 60. A partir daí, ela foi reconhecida como um ramo distinto da psicologia. Muito embora, mesmo antes de sua existência como um campo distinto, tenha havido alguns trabalhos oriundos de diferentes áreas, que por sua própria natureza deram grandes contribuições a esse novo ramo da psicologia.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:22:00 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
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         <description><![CDATA[<div>O surgimento da "Psicologia da Arquitetura" se deu a partir da necessidade dos arquitetos de entenderem os requerimentos e as necessidades dos futuros ocupantes de grandes obras públicas vinculadas à reconstrução das cidades, uma vez que eles estavam acostumados a trabalhar diretamente com clientes privados. E como eles tinham que proporcionar o maior número de habitações possível para acomodar os desabrigados da guerra, partiram para construção de blocos de apartamentos. E dessa forma, se viram numa situação em que teriam que lidar com diversos clientes e atender a diferentes necessidades ao mesmo tempo. Além, é claro, de que a utilização de uma tecnologia relativamente nova no manejo dos edifícios pós-guerra iria requerer uma compreensão dos efeitos dos aspectos físicos do ambiente, tais como, a iluminação, conforto térmico, as funções das janelas, a falta de controle pessoal do ambiente sobre as atividades e o comportamento humano.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:22:19 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224219096</link>
         <description><![CDATA[<div>É interessante notar que, enquanto os planejadores e arquitetos se interessam pelo estudo homem-meio ambiente visando a uma análise sistemática e direta do comportamento humano em resposta ao ambiente construído e criado por eles, os psicólogos, por outro lado, buscam um entendimento do contexto ambiental, na qual o comportamento humano ocorre. Ou seja, enquanto os arquitetos têm uma visão bastante determinista da relação homem-meio ambiente, onde o ambiente determina o comportamento do homem, a atenção dos psicólogos se voltaram para a compreensão do que leva os indivíduos a se comportarem de determinadas formas em determinados lugares. Desse modo, seus interesses se voltam para as descobertas e análises de regras ambientais e sociais, papéis ocupacionais, objetivos e intenções dos usuários de um determinado ambiente, função do local, atividade X ambiente, etc. E é a partir de estudos básicos como estes que vai se criando o embasamento teórico necessário a qualquer disciplina.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:22:57 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
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         <description><![CDATA[<div>O termo específico "Psicologia Ambiental" surgiu na ocasião de um seminário a respeito do relacionamento entre o "design" de sala de hospitais psiquiátricos e a evidência do progresso terapêutico.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:24:16 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
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         <description><![CDATA[<div>Nos meados dos anos 70 a Psicologia Ambiental começou a ser oferecida como disciplina em alguns cursos e certos departamentos passaram a oferecer cursos com esse título. Primeiro surgiu na Universidade de Nova York, depois na Universidade de Surrey na Inglaterra, onde o MSc e o DPhil (curso de mestrado e doutorado) foram implantados precisamente em 1973.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:26:15 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224222974</link>
         <description><![CDATA[<div>A Psicologia Ambiental tem um caráter multidisciplinar. Ela recebe contribuições de outras disciplinas, tais como: psicologia, geografia humana, sociologia urbana, antropologia, planejamento e arquitetura. Antes mesmo de seu reconhecimento como uma área distinta, havia pesquisas realizadas por cientistas comportamentais que já demonstravam possuir interesses comuns, como por exemplo, os estudos da interferência dos fatores do ambiente, como: luz, ventilação, etc., sobre o desempenho do homem em seu trabalho, visando a uma maior produtividade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:32:20 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224223170</link>
         <description><![CDATA[<div>A preocupação naquele tempo, da necessidade de se criar um ambiente apropriado às necessidades humanas ficou bem clara nas palavras de Churchill, na abertura do debate sobre a reconstrução da "House of Commons", depois de ter sido bombardeada, onde ele disse: "We shape our buildings and afterwards our buildings shape us" (nós moldamos nosso próprio ambiente e depois disso esse ambiente molda o nosso comportamento). Ele aponta para a importância que a configuração, o "design" de um ambiente qualquer, tem em determinar o comportamento humano. Para isso, basta pensarmos que é de se esperar que não se pode fazer da cozinha um quarto de dormir ou do banheiro uma sala de jantar, porque a estrutura de ambos não permite que sejam utilizadas de outra forma. Ou seja, isto pode ser visto como um simples exemplo de como, em alguns casos, o ambiente tem o poder de determinar o tipo de atividade que pode ser desenvolvido dentro dele. Em outras palavras, a estrutura de certos ambientes pode impedir que alguns tipos de atividades sejam desenvolvidas em locais não apropriados. Observa-se que, inicialmente, o modelo adotado na psicologia ambiental era muito determinista.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:32:49 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224223400</link>
         <description><![CDATA[<div>Posteriormente, observou-se que certos aspectos dos indivíduos deveriam ser levados em consideração na relação homem-meio ambiente, pois eles podem modificar a natureza da influência que o ambiente exerce sobre seus comportamentos. Sendo assim, os estudos relativos ao contexto ambiental passaram a ser interpretados como uma inter-relação entre o ambiente físico (natural e/ou construído) e o comportamento humano, ou seja, o ambiente influencia o comportamento, e este por sua vez, também leva a uma mudança no ambiente. Considerando o exemplo acima citado, poderemos transformar a cozinha em quarto de dormir, se assim o desejarmos, colocando uma cama no local durante a noite, no caso de não ter outro espaço mais adequado para uma visita dormir, por exemplo. A simples presença de um indivíduo num quarto que antes estava vazio já modifica o ambiente. Esses são apenas alguns simples exemplos de como o homem pode modificar o ambiente para que suas necessidades sejam atendidas. As tentativas de mudanças realizadas no ambiente físico e as descrições das atividades desenvolvidas em certos contextos ambientais são uma forma que os psicólogos ambientais encontraram para entender qual é exatamente o papel que o ambiente físico exerce sobre o comportamento social. Se pararmos para pensar, veremos que, a todo momento estamos interagindo com o ambiente, pois, onde quer que estejamos, estamos inseridos num ambiente, que requer que o analisemos para entendermos a forma apropriada de utilizá-lo. E caso essa forma de utilização estabelecida não nos convenha tentaremos modificá-la para que se adeque aos nossos objetivos e necessidades imediatas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:33:19 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
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         <description><![CDATA[<div>Atualmente, os conhecimentos se ampliaram e o modelo adotado para explicar a relação homem-meio ambiente passou a ser chamado de transacional, onde importância foi atribuída aos objetivos dos indivíduos numa determinada situação. Esses objetivos são organizados e estruturados pelos processos sociais e/ou organizacionais, que, por sua vez, estão associados a determinadas ações que são desenvolvidas em lugares específicos. Dessa forma, se reconhece que indivíduos envolvidos numa mesma situação possuem diferentes objetivos e são essas diferenças que vão justificar os diferentes critérios utilizados por eles na sua avaliação do mesmo ambiente. Essa é a ideia que norteia a teoria de "Environmental Role" desenvolvido por Canter. De um modo geral, observamos que todos esses componentes mencionados aqui tem sua parcela de contribuição na formulação das teorias que servem de base para os estudos da Psicologia Ambiental.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:33:43 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224224185</link>
         <description><![CDATA[<div>Uma das características importantes da Psicologia Ambiental é que ela é estudada como uma unidade e não como componentes separados e distintos. Ou seja, a psicologia tradicional estuda a percepção, sensação separada do estímulo ambiental. A percepção do estímulo é vista como sendo distinta do próprio estímulo, podendo ser estudados independentes um do outro. Já para os psicólogos ambientais, o estudo da percepção não pode ocorrer fora de seu ambiente natural. Num estudo de percepção de uma paisagem urbana, por exemplo, devem ser levados em consideração não só os conteúdos da paisagem (complexidade, novidade, movimento, etc) mas também a experiência passada do observador (ex. o tempo de moradia do sujeito no local), sua associação auditiva e olfativa com a paisagem, suas características de personalidade, etc. Todas essas coisas formam uma unidade global do ambiente-comportamento perceptual. Isto não quer dizer, no entanto, que o psicólogo ambiental nunca estude o comportamento isolado dentro de laboratório, mas, quando o faz, ele está consciente de que tal análise lhe dará um quadro incompleto daquela unidade. Por exemplo, se compararmos a percepção de dois indivíduos oriundos de lugares diferentes, um do Recife e outro de Garanhuns — município de Pernambuco localizado na Zona da Mata — da cidade de Caruaru, provavelmente teremos duas percepções diferentes. O sujeito do Recife achará Caruaru um pouco frio à noite, (pois está acostumado com a temperatura quente do Recife), além de percebê-la como uma cidade calma, plana, pouco industrializada, comércio pequeno quando comparada com sua vivência e experiência do Recife. Por outro lado, o sujeito de Garanhuns provavelmente achará Caruaru com uma temperatura amena, movimentada, cheia de indústrias, e prédios, com uma grande variedade de comércio, quando comparada com sua experiência anterior. Ou seja, o ambiente ao qual os sujeitos foram expostos é o mesmo. O que poderia explicar essa diferença na percepção seriam suas experiências anteriores.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:34:51 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224224640</link>
         <description><![CDATA[<div>O psicólogo ambiental parte do pressuposto de que o homem não possui apenas uma existência social, ele possui acima de tudo uma existência física. O homem onde quer que esteja, ocupa algum espaço, espaço esse que exige algumas propriedades especiais, como iluminação, ventilação, abrigo do sol e do calor, etc. ou a ausência disso, para que possa desenvolver as suas atividades e manter suas relações sociais num certo padrão. Caso o ambiente onde o indivíduo se encontre não atenda aos seus objetivos, ele tenderá a modificá-lo a fim de torná-lo congruente com suas necessidades.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:35:49 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224225305</link>
         <description><![CDATA[<div>Acreditamos que só podemos perceber o ambiente ao nosso redor porque construímos um sistema conceptual, a partir de nossa experiência sequencial, que nos permite identificar o que representa cada uma das edificações à nossa volta. Por exemplo, nós só conseguimos identificar determinados prédios, como sendo, igrejas, museus, clubes, residências, etc, porque temos vivenciados experiências em diferentes instituições que nos permite construir um sistema conceitual contendo diferente formas de prédios e avaliá-los conforme a função a eles atribuída pelo sistema social do qual fazemos parte. O que acontece, por exemplo, com a arquitetura pós-moderna é que muitas vezes em projetos pós-modernos não conseguimos identificar, através de sua fachada, a que categoria ela pertence, se é igreja, escola, museu, etc, pois esse tipo de arquitetura foge dos padrões aos quais estamos habituados a ver e experienciar. Em virtude disso, toma-se impossível sua identificação imediata, porque não possuímos em nosso sistema conceptual nada semelhante que nos dê condição de afirmarmos que tipo de instituição tal edificação representa, ou ao menos um sinal que nos permita identificar que tipo de atividade pode ser desenvolvida lá e por associação descobrirmos que tipo de instituição ela representa.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:37:12 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224225700</link>
         <description><![CDATA[<div>No processo da construção da "conceptualização" devem ser levados em consideração, não apenas experiências passadas do indivíduo, mas também, o papel que ele exerce num determinado lugar, bem como as regras sociais utilizadas em determinados locais que são apreendidas e repassadas. Pois, como veremos adiante, diferenças foram encontradas na "conceptualization" de indivíduos que possuem diferentes papéis dentro, por exemplo, de uma mesma instituição, E são esses diferentes papéis sociais e/ou organizacionais que explicam as variações encontradas no uso e avaliação de determinados locais e que deram origem a teoria de "Environmental Role".</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:37:52 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224226024</link>
         <description><![CDATA[<div>Por outro lado, quando pretendemos estudar a interação do homem com o meio ambiente devemos sempre levar em consideração a atividade na qual o indivíduo está envolvido e o seu papel no exercício dessa atividade, pois acreditamos que o indivíduo está em algum lugar não por acaso, mas porque tem algum objetivo/meta a cumprir. Além disso, devemos considerar o tipo de interação desse indivíduo com os que estão a sua volta, caso seja de nosso interesse estudar o indivíduo num ambiente particular. Isso significa que o ambiente tem grande impacto sobre o processo social, e por isso mesmo ele nunca pode ser menosprezado.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:38:10 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224226162</link>
         <description><![CDATA[<div>Além de levarmos em consideração os papéis sociais e/ou organizacionais dos indivíduos associados a seus objetivos, bem como, suas experiências passadas, devemos analisar os padrões e regras que regem determinados locais se quisermos entender o efeito que o ambiente físico tem no comportamento humano. Foi observado que em situações extremas como em caso de incêndio os envolvidos tendem a se guiar obedecendo uma hierarquia de poder, sendo assim, no caso do incêndio do restaurante Kentucky Supper Club, por exemplo, os garçons mostravam a saída para as pessoas das mesas que estavam sobre a sua responsabilidade, e os clientes por sua vez tendiam a esperar pela orientação do garçom que atendia a sua mesa.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:38:30 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224227372</link>
         <description><![CDATA[<div>Canter mostrou através de alguns exemplos que existe uma tendência natural nas pessoas, quando envolvidas em incêndio, para obedecerem às regras vigentes do local onde se encontram. Por exemplo, no caso de uma empresa, a secretária sempre espera ser guiada pelo chefe ao qual ela é subordinada, esse por sua vez, pelo diretor, caso ele esteja presente e assim por diante. Isso mostra as dificuldades encontradas por alguns pesquisadores para determinar quais os efeitos diretos e simples do ambiente físico no comportamento humano.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:41:27 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224228878</link>
         <description><![CDATA[<div>A teoria de "Environmental Role" proposta por CANTER (1977) refere-se a padrões de interação desenvolvidos por um indivíduo em um determinado ambiente. Tal padrão pode variar de acordo com o papel social ou organizacional do indivíduo. Em outras palavras, os padrões de avaliação e percepção ambiental correspondem a "papéis" sociais ou organizacionais distintos que os indivíduos desempenham no ambiente e que vão determinar as formas de interação que mantém com o ambiente no exercício desses papéis. Dessa forma, argumenta-se que "porque essas regras limitam a interação do homem com seu ambiente, ele construirá ao longo do tempo uma conceptualização diferente daqueles que possuem diferentes papéis naquele mesmo ambiente". Essa é a base para a formação da teoria de "Environmental Role", ou seja, ele partiu da necessidade de se entender as diferenças encontradas, em alguns estudos, entre pessoas na sua avaliação e uso do ambiente.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:44:54 UTC</pubDate>
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         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224229061</link>
         <description><![CDATA[<div>Notou-se que a forma como o ambiente é utilizado pelo indivíduo para atingir seus objetivos é bastante consistente, bem como o objetivo central que caracteriza o padrão de interação do indivíduo com algum ambiente varia, de ambiente para ambiente. Sendo assim, se espera que dois indivíduos com papéis sociais diferentes experienciam o mesmo ambiente de forma distinta e o mesmo indivíduo experiencie diferentes ambientes de forma também distintas. Em ambos os casos, os objetivos a serem alcançados vão variar de indivíduo para indivíduo, bem como de lugar para lugar. Por exemplo, um indivíduo foi ao supermercado para fazer compras, o outro foi para trabalhar como vendedor. Provavelmente quando pedidos para avaliar o supermercado em que se encontram, suas avaliações se distanciam em vários pontos. O mesmo pode ser observado no caso de a mesma pessoa ir a uma igreja para rezar ou ir para o clube. Se questionarmos sobre a percepção ou satisfação desse indivíduo em relação aos locais acima descritos, provavelmente haverá diferenças. Espera-se que a forma de percepção e o tipo de satisfação de um indivíduo sobre um determinado local varie conforme os seus objetivos a serem alcançados naquele local, ou seja, o ambiente será avaliado analisando-se até que ponto ele facilita ou dificulta a realização de seus objetivos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:45:21 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224229167</link>
         <description><![CDATA[<div>Inúmeras pesquisas já realizadas corroboram essa teoria de "Environmental Role". Dentre elas, podemos citar o estudo de CANTER <em>&amp;</em> REES (1982), onde eles analisaram as avaliações das donas de casa e dos seus respectivos maridos a respeito de suas residências. Os resultados mostraram claramente que ambos os grupos basearam suas avaliações em diferentes grupos de critérios, dando suporte para a teoria de que a avaliação que as pessoas fazem de seus ambientes é o resultado de como eles percebem esse ambiente, facilitando ou dificultando o alcance de seus objetivos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:45:38 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224229280</link>
         <description><![CDATA[<div>Outro estudo sobre conceptualização de diferentes estilos de arquitetura (arquitetura moderna e pós-moderna) mostrou que existe diferença entre a conceptualização de arquitetos e de auditores financeiros, ou seja, os dois grupos usaram diferentes critérios para avaliar os projetos arquitetônicos que lhes foram apresentados. Os resultados revelaram que, ao contrário dos arquitetos, os auditores financeiros não fizeram distinção entre os dois estilos acima descritos. Paralelamente, os edifícios julgados como os preferidos pelos auditores financeiros estavam entre os menos preferidos pelos arquitetos. Essa diferença pode ser explicada pelos distintos papéis profissionais dos dois grupos. Esse estudo serviu para conscientizar os arquitetos e planejadores da importância de se levar em consideração a conceptualização que as pessoas fazem de seu ambiente caso sua intenção seja que sua obra arquitetônica transmita um particular significado. Mas recentemente DEVLIN <em>&amp;</em> NASAR (1989) mostraram que diferenças foram encontradas na avaliação feita por um grupo de arquitetos e um grupo de não-arquitetos com relação a diferentes estilos de arquitetura residencial (arquiteturas sofisticadas e populares), o que vem a reforçar mais uma vez a teoria de "Environmental Role".</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:45:58 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224232543</link>
         <description><![CDATA[<div>Inicialmente, os pesquisadores da área do comportamento tinham seus interesses voltados puramente para os estudos das implicações das políticas governamentais. Dessa forma, as pesquisas eram realizadas com o objetivo de estabelecer diretrizes para o "design": por exemplo, o "design" de escritórios, ou no caso da Inglaterra, a análise do tamanho mais adequado das unidades de vizinhança nas chamadas "New Towns" (Lee,1968). A ênfase específica foi colocada na concepção e satisfação dos usuários dos edifícios residenciais ou comerciais. O principal objetivo era o estudo da relação direta entre variáveis físicas e respostas humanas. Muitos desses estudos de avaliação das qualidades físicas de estruturas arquitetônicas envolviam a questão de satisfação dos usuários com o ambiente, ou seja, se o ambiente físico atendia às necessidades de requerimentos funcionais específicos dos usuários. Essas análises servem muitas vezes de "feedback" para os futuros projetos arquitetônicos a serem implantados.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:53:44 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224233004</link>
         <description><![CDATA[<div>Podemos citar também o estudo envolvendo duas categorias de donas-de-casa, um grupo com filhos e outra sem filhos em duas culturas diferentes (Brasil e Inglaterra), relativo à sua conceptualização sobre o volume de habitações (casas, edifícios até 4 andares e arranha céus). Tanto os dois grupos da amostra brasileira, quanto os dois grupos da amostra inglesa apresentaram distinção quanto às suas conceptualizações dessas habitações, tendo sido notada uma diferença mais clara entre os grupos da amostra inglesa. Essa diferença entre os dois países se deve às diferenças culturais, ou seja, às suas atitudes com relação às diferentes densidades das habitações. Outro estudo demonstrou que diferenças existem no uso e tempo despendido em cada cômodo da casa, entre mulheres com filhos que possuem diferentes status ocupacionais (trabalha fora ou não) e entre pessoas com o mesmo estado civil e nível de emprego, o sexo é que irá contribuir para as diferenças encontradas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:54:52 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224233098</link>
         <description><![CDATA[<div>Partindo do pressuposto de que diferenças no "Environmental Role" podem ser encontradas entre grupos de pessoas que interagem diferentemente com o seu ambiente é de se esperar que diferenças sejam encontradas na avaliação de um Shopping Center, por exemplo, entre um grupo de frequentadores assíduos e um de freqüentadores esporádicos, ou na avaliação de um hospital entre os pacientes confinados em seu leito e os que podem sair do seu quarto, etc. Baseado nesse princípio, Oakley estudou a conceptualização dos residentes de Acomodações do Exército da Salvação para homens em Londres, levando-se em consideração o tempo de residência desses homens nas acomodações. O resultado mostrou que diferenças foram encontradas na forma como os residentes permanentes, intermediários e temporários, conceptualizam a acomodação onde frequentavam.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:55:07 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224233467</link>
         <description><![CDATA[<div>Canter (1970), numa fase posterior do desenvolvimento da Psicologia Ambiental, argumentou que seria fundamental para os estudos dessa área a análise de como o indivíduo entende e experiência no meio ambiente. Para tal, se faz necessário a compreensão dos processos envolvidos na formação das representações internas do ambiente.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:56:07 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224234464</link>
         <description><![CDATA[<div>A Psicologia Ambiental aqui discutida é definida como o estudo da transação entre o indivíduo e o ambiente físico (tanto o ambiente natural quanto construído). Dessa forma, ele envolve estudos de percepção (como o indivíduo percebe o ambiente), de cognição (como a mente do indivíduo absorve e estrutura as informações recebidas do meio ambiente), do comportamento (como o indivíduo compreende, age e modifica o meio ambiente); ou seja, como esse processo influencia o comportamento humano. Em outras palavras, é a área da psicologia que faz a junção e analisa a transação e inter-relacionamento da experiência e ações humanas com aspectos pertinentes do ambiente social e físico". Dessa forma, é do interesse do psicólogo ambiental estudar o COMO, POR QUE e QUAIS os caminhos que esse relacionamento se manifesta, bem como o que poderia ser feito para aumentar as suas consequências construtivas e diminuir as destrutivas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:58:54 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>acarfigueiredo</author>
         <link>https://padlet.com/acarfigueiredo/920n2mpbusvfibum/wish/2224234585</link>
         <description><![CDATA[<div>De um modo geral, há estudos que se referem a lugares específicos, ou seja, estilo interessados em pesquisar os objetivos e aspirações dos indivíduos em estar num determinado lugar. Há outros que têm suas pesquisas centradas no processo político de tomada de decisão, ex. redução de barulho, conservação de energia, preservação ambiental, etc. Esses estudos, apesar de não darem ênfase ao lugar, como a pesquisa anterior, dão ênfase ao entendimento que o indivíduo tem de seu contexto e é, a partir desse esquema, que ele elabora a implicação política.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-17 18:59:14 UTC</pubDate>
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