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      <title>Letras da 19ª Mostra do Canto Campeiro! by Departamento de Cultura</title>
      <link>https://padlet.com/departamentoculturadp/letrasmostra</link>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-11-27 12:57:21 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2020-11-27 13:40:17 UTC</lastBuildDate>
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         <title>1. Tributo a uma Carreta de Boi</title>
         <author>departamentoculturadp</author>
         <link>https://padlet.com/departamentoculturadp/letrasmostra/wish/965621470</link>
         <description><![CDATA[<div>Tu que cruzastes a estrada,<br>e fronteiras não marcadas,<br>escrevendo tua história.<br>Com tuas rodas de madeira,<br>chorando tuas cantadeiras,<br>nos teus tempos de glória.<br><br>Comércio por excelência,<br>do continente à ascendência,<br>de um Rio Grande que nascia.<br>Levou carga dos mascates,<br>tecido, charque, erva mate...<br>dentre outras mercadorias.<br><br>Teve nas revoluções,<br>com cargas e munições,<br>teu papel foi exercido.<br>As vezes por circunstância,<br>servistes de ambulância,<br>pr’algum guerreiro ferido.<br><br>Participou dos rituais,<br>em campeiros funerais,<br>deste pago de outrora.<br>Com os cocões engraxados,<br>pra um silêncio desejado...<br>Na tristeza... desta hora.<br><br>“Hay” quem guarde, te respeite...<br>te usando como enfeite,<br>na frente de alguma estância.<br>Como peça de museu,<br>pra quem não te conheceu,<br>saber da tua importância.<br><br>— Ah Velha carreta de boi!<br>O teu tempo já se foi,<br>com o atropelo moderno.<br>Hoje, não mais estradeia,<br>só aranhas trançam teias,<br>no que restou... do teu cerno.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-27 13:01:33 UTC</pubDate>
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         <title>2. A “Barbuleta” da Candinha</title>
         <author>departamentoculturadp</author>
         <link>https://padlet.com/departamentoculturadp/letrasmostra/wish/965623399</link>
         <description><![CDATA[<div>Hoje bem cedo fiz “zóinho” pra candinha<br>E a danandinha não fez “zóinho” pra mim<br>Não sei por que essa malvada me maltrata<br>Me machuca e quase mata e não faz “zóinho ansim”<br><br>Quando ela passa cheia de graça e candura<br>Requebrando as “formosura” igual minhoca em terra quente<br>Me ouriça o pelo fico entupido de mágoa<br>Me empapuça os “zóio” d'água só de “oiá” pra essa vivente<br><br>Nesse abandono, eu perco o sono<br>“tenteando” um jeito de pealar essa perdiz<br>Me da vontade de “bombeá no zóio” dela<br>E cantar assim pra ela essa cantiga que eu fiz<br><br>Vem vem, vem deitar nos meus pelegos<br>Chega bem perto meu amor e diz assim<br>Que tu me ama, que me quer e que me aceita<br>Pois tu é a “barbuleta” que enfeita o meu jardim<br><br>A belezura da candinha me machuca<br>Me “apersegue”, me cutuca e o meu peito é só paixão<br>Candinha ingrata, não quero ouro nem prata<br>Quero ser teu vira-lata pra roer teu coração<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-27 13:02:57 UTC</pubDate>
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         <title>3. Porteira de Estância</title>
         <author>departamentoculturadp</author>
         <link>https://padlet.com/departamentoculturadp/letrasmostra/wish/965627259</link>
         <description><![CDATA[<div>Quem passa, não nota, entre poeira e distância: - Porteira de estância também tem saudade. E conta na tranca se o vento lhe usa... ...depois que alguém cruza, é apenas metade. <br><br>Assim, muito embora em silêncio constante Sabe dos andantes... De um outro lugar; Sem ganhar caminhos, tampouco outro posto. - Por sina ou desgosto, restou-lhe esperar. <br><br>Que culpa teria?! ...se nessas lonjuras Sua dita figura é sempre lembrada Nos gestos de adeus que acenam partidas... ...E é despercebida no olhar das chegadas. <br><br>Talvez, tenha n'alma suas preces de fé Pois mantém-se em pé, às vistas dos outros. Nem reluta o tempo que vive fechada Ou quando é "trompada" no encontro dos potros. <br><br>Por tantas vezes, ronda bastos e pelêgos Que, em breve sossêgo, perdem suor e pó. Mas logo retorna à cruz das distâncias: - Porteira de estância nasceu pra ser só.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-27 13:05:41 UTC</pubDate>
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         <title>4. Tesoura de Tosar Crina</title>
         <author>departamentoculturadp</author>
         <link>https://padlet.com/departamentoculturadp/letrasmostra/wish/965629691</link>
         <description><![CDATA[<div>Tesoura de tosar crina - moça negra de olhar firme<br>No teu molde o desamor cravou eterna morada...<br>Se matraqueira te julgam, esquecem, talvez por isso<br>Que é também "malo" o feitiço que te envolve à cavalhada.<br><br>Nos tantos fiapos perdidos, depois do corte que entregas<br>Fica todo amor que, um dia, prometeram-te em lonjuras,<br>Mas que ao provarem teu corpo, descobriram num abraço<br>Que o afago deste aço não dá carícias ou curas.<br><br>Talvez não sejas assim, mas tua sina, a vida inteira<br>Fez-te simples prisioneira da precisão de um campeiro,<br>Que deixa em talhos ligeiros o que o tempo determina<br>Sem perceber que nas crinas, bate um coração inteiro.<br><br>E depois do fio já gasto, terás descanso, quem sabe...<br>Ou partida por metade tomará forma e valor<br>De um cutillo pecador, e outra vez injustiçada<br>Vai ver a vida findada por beijar o sangrador.<br><br>Tesoura de tosar crina - que vela o sono, em silêncio...<br>Ninguém mais te atreve o toque, tampouco juram-te amores...<br>E voam nos corredores os fiapos por ti tombados<br>Varridos e ressabiados, pelo vento e por tuas dores.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-27 13:07:24 UTC</pubDate>
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         <title>5. Barqueiro do Santa Maria</title>
         <author>departamentoculturadp</author>
         <link>https://padlet.com/departamentoculturadp/letrasmostra/wish/965634320</link>
         <description><![CDATA[<div>Não te preocupa, que domingo estou de volta<br>Eu te prometo te beijar daqui três dias<br>Juntei as tralhas, vou partir de Dom Pedrito<br>Rumo a Rosário pelo Rio Santa Maria</div><div> </div><div>Estou levando a carne gorda pra o churrasco<br>Erva da buena pra cevar meu chimarrão<br>Não esqueci da cangibrina com butiá<br>Nem da santinha no chapéu, por proteção</div><div> </div><div>Vou reencontrar a parceria de jornada<br>Ver maravilhas que pouca gente já viu<br>Para chegar na Praia das Areias Brancas<br>Com os olhos cheios das belezas do meu rio</div><div> </div><div>Mirando as margens vou rever os coqueirais<br>Miles de aroeiras, amarilhos e araçás<br>Essas barrancas, despraiados e restingas<br>Conheço mais que as capivaras e os biguás</div><div> </div><div>No Reculuta, na parada do descanso<br>A flor mais linda vou colher pra te levar<br>Ao ginetear as corredeiras do São Borja<br>A oração que me ensinaste vou rezar</div><div><br> Vai ter pernoite na bela “Casa de Vidro”<br>Com guitarreios que dedicarei a ti</div><div>E uma saudade vai comigo rio a baixo<br>Até chegar nas confluências do Ibicuí </div><div> </div><div><strong>Misto de rio, areia e mato</strong></div><div><strong>Foi deste jeito que brotei num mundo um dia</strong><br><strong>Pra andar no lombo dessas águas caborteiras</strong><br><strong>E ser barqueiro do meu Rio Santa Maria</strong></div><div>                                               </div><div>                                   </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-27 13:10:10 UTC</pubDate>
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         <title>6. Lua em Meus Olhos</title>
         <author>departamentoculturadp</author>
         <link>https://padlet.com/departamentoculturadp/letrasmostra/wish/965640744</link>
         <description><![CDATA[<div>Teu lume rompe a noite</div><div>Com seu magiar de rainha</div><div>Por vezes clareia sozinha</div><div>Sem precisares de outrem</div><div>Conserve o bom que convém</div><div>Aos olhos deste campeiro</div><div>Assim aguçando o cheiro</div><div>Em flores dadas a alguém. <br><br></div><div>O teu clarão que assombra</div><div>Faz descampado e silhuetas</div><div>No rancho, tinir de rosetas</div><div>Atiçam o fogo de chão</div><div>E por frestas no galpão</div><div>Vertentes, sonhos povoeiros</div><div>Se fazem versos campeiros</div><div>Clareando todo o rincão. <br><br></div><div><strong>Te canto lua em meus olhos</strong></div><div><strong>Nas encilhas e campo gasto</strong></div><div><strong>O tranco pisoteando o pasto</strong></div><div><strong>Lampejos e amor que se tem</strong></div><div><strong>Rabisquem silhuetas também</strong></div><div><strong>Em contraponto de olhares</strong></div><div><strong>A quem sentiu em pesares</strong></div><div><strong>Saudades de um querer bem. <br><br></strong>Tem fases lua bonita</div><div>Balança qual natureza</div><div>Surpreende rara beleza</div><div>Quando de dia te escondes</div><div>Debruçada junto aos montes</div><div>Na vasta pampa sulina</div><div>Brotam anseios de menina</div><div>Quando espias no horizonte.</div><div>  </div><div>Fiz quarto de ronda e espera</div><div>Sob teu manto em abrigo</div><div>Parceiro só o cusco amigo</div><div>E o zaino que a soga pastava</div><div>Na ânsia em voltar pra casa</div><div>Rever-te, ó lua bonita!</div><div>Em ti morena de chita</div><div>O encanto que eu buscava.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-27 13:14:04 UTC</pubDate>
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         <title>7. O Fim da Picada</title>
         <author>departamentoculturadp</author>
         <link>https://padlet.com/departamentoculturadp/letrasmostra/wish/965650087</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Quando madrugo pra sorver meu mate desses bem campeiro </strong></div><div><strong>Em pleno o janeiro que anda inverneiro bem descontrolado </strong></div><div><strong>Meu poncho piloto dado como morto desdo velho agosto</strong></div><div><strong>Começa a pegar o gosto e ganhar o posto do pala colorado</strong></div><div><strong> </strong></div><div><strong>Quando me tardo pra virar a erva deste meu amargo </strong></div><div><strong>Vou pro meu encargo num trotão bem largo com a cara que é um réu</strong></div><div><strong>Sopra um vento norte com um bafo forte me aquecendo o lombo </strong></div><div><strong>Deve ser o rombo cada vez mais longo no sem fim do céu</strong></div><div><strong>   </strong></div><div><strong>O janeiro esfria o minuano chia o fevereiro tenta </strong></div><div><strong>Alguma invernia </strong></div><div><strong>E pior do março é o vento loco que me vare os ranchos </strong></div><div><strong>Do meu sul aos socos</strong></div><div><strong> </strong></div><div><strong><em> É o fim da picada previsão que nada prenuncio a chuva </em></strong></div><div><strong><em>E a seca é danada</em></strong></div><div><strong><em>É o fim da picada tanta chuvarada e o verão de maio</em></strong></div><div><strong><em>Vem branqueando geada</em></strong></div><div><strong> </strong></div><div><strong> Quando madrugo pra sorver meu mate desses mais urbanos </strong></div><div><strong>Vou moldando os planos pra no fim do ano me atirar nas cordas </strong></div><div><strong>Chimarriar na praia quando o sol desmaia la na outra ponta </strong></div><div><strong>Mas Tempo apronta e outra vez reponta uma garoa morna     </strong></div><div><strong> </strong></div><div><strong>Quando me tardo pra virar a erva do meu chimarrao </strong></div><div><strong>Ta uma viração parece um furacão eu não entendo nada </strong></div><div><strong>É a coisa sem nome o tal de ciclone devastando a terra</strong></div><div><strong>E até parece guerra a natureza berra é o fim da picada </strong></div><div><strong> </strong></div><div><strong>O janeiro esfria...</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-27 13:19:53 UTC</pubDate>
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         <title>8. Poema pra Meia Noite</title>
         <author>departamentoculturadp</author>
         <link>https://padlet.com/departamentoculturadp/letrasmostra/wish/965656993</link>
         <description><![CDATA[<div>É meia noite quando a luz se apaga, saudade vem me procurar sem medo.<br>Estrelas são enfeites pras janelas, a lua guarda todo esse segredo.<br>Quando as estradas são miragens turvas, quando o teu nome, enfim, é proibido.<br>E quando apenas o calor da alma são só lembranças de um tempo esquecido.<br><br>É meia noite de calar-se insone, e meio é o tempo que te distancia.<br>O teu olhar é estância em plenitude, o meu amor é luz em poesia.<br>A noite é um consolo repentino a desgastar-se pela ausência breve.<br>O tempo é faca que cortando lenta, sangra a demora que em em ti descreve.<br><br>É meia noite e no galpão dos sonhos um mate vem amadrinhar o agosto.<br>As mãos se encontram silenciosamente e de repente corre um "sal" no rosto.<br>Um beijo demorado toma conta, do rancho em prece, que se enterneceu.<br>E a saudade que minh'alma tinha, tornou-se a luz que em ti se concebeu.<br><br>É meia noite e as horas adormecem e junto à ela tecem madrugadas.<br>Do amor calado, da saudade turva e um violão que teima em dizer nada.<br>É meio o sentimento interminável que dividiu-se em dois pra te esperar.<br>Um vive pelo o dia campo à fora, o outro à meia noite a te buscar.<br><br>É meia noite e no galpão dos sonhos um mate vem amadrinhar o agosto.<br>As mãos se encontram silenciosamente e de repente corre um "sal" no rosto.<br>Um beijo demorado toma conta, do rancho em prece, que se enterneceu.<br>E a saudade que minh'alma tinha, tornou-se a luz que em ti se concebeu.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-27 13:24:12 UTC</pubDate>
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         <title>9. Estradas</title>
         <author>departamentoculturadp</author>
         <link>https://padlet.com/departamentoculturadp/letrasmostra/wish/965658793</link>
         <description><![CDATA[<div>Nasceu pra vencer distancias</div><div>Serpenteando o proprio rastro</div><div>Recorrendo o pampa vasto</div><div>Cortando rumos pra o tempo</div><div>Pastagems e arranchamento</div><div>Pra gadaria pobreira</div><div>É a vizinhal das porteiras</div><div>Sentadas aos quatro ventos</div><div> </div><div>Estrada é a sina terrunha</div><div>Do traste que vaga al pedo</div><div>Os “corredor” são seus dedos</div><div>Cada um, mostra um caminho</div><div>Chega a noite ao despacinho</div><div>Roubando as cenas do dia</div><div>Se vê proseando com a “guia”</div><div>N’uma tapera sozinho</div><div> </div><div><strong>Se arrasta sobre as planuras</strong></div><div><strong>Se dobra, costeando os cerros</strong></div><div><strong>Monta no lombo do aterro</strong></div><div><strong>Pra atorar o banhado</strong></div><div><strong>Retrata o “sinal sagrado</strong></div><div><strong>Nos braços da encruzilhada</strong></div><div><strong>E até na cruz falquejada</strong></div><div><strong>Fincada no teu costado.</strong></div><div><strong> </strong></div><div>Cada um tem sua estrada</div><div>Nestas cruzadas da vida <br>Tem chegadas e partidas</div><div>Neste mundano “portal”</div><div>Nenhum caminho é igual</div><div>Sorvendo as horas do tempo</div><div>Pois quando olhamos pra dentro</div><div>Sempre chega o seu final</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-27 13:25:17 UTC</pubDate>
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         <title>10. Faca e Chaira</title>
         <author>departamentoculturadp</author>
         <link>https://padlet.com/departamentoculturadp/letrasmostra/wish/965668564</link>
         <description><![CDATA[<div>Pegou fio a carneadeira</div><div>A pedra sentou o aço</div><div>Já na bainha se deita</div><div>Pra logo tirar pedaços.</div><div> </div><div>A ponta tal,na sangria</div><div>O sangrador no pescoso</div><div>Não corta mais o pelego</div><div>Se foi o fio rente ao osso.</div><div> </div><div>A chaira de serventia</div><div>Daí,desgruda do chão </div><div>E a faca ganha sentido</div><div>Que vem chairando a razão.</div><div> </div><div>O afiador cuida o jeito</div><div>Quando a navalha ta cega</div><div>No couro de  graxa grossa</div><div>No ‘risca cola’ se nega.</div><div> </div><div>O fio assenta no golpe</div><div>Na chaira que o ferro ataca</div><div>Redonda que puxa o aço</div><div>Pro corte Bueno da faca.</div><div> </div><div>Quando a faca de gumes</div><div>Não sabe por quem afiada</div><div>A chaira ‘’sai da bainha’’</div><div>E a faca corta  por nada.</div><div> </div><div>Assim nos moldes do aço</div><div>Juntas,de campo e lida</div><div>Se ‘tira couro e não sangra’</div><div>Pode ‘sangrar toda a vida’.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-27 13:31:01 UTC</pubDate>
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