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      <title>Portfólio - Introdução aos Estudos Literários by Lara Martins</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-03-17 21:50:29 UTC</pubDate>
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         <title>Apresentação</title>
         <author>larafmartins18</author>
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         <description><![CDATA[<p>Sou a aluna Lara Martins, tenho 19 anos e venho de Vila Real. O curso de Educação Básica sempre foi a minha primeira opção, porém Bragança não, pois queria ter entrado na Universidade de Trás-os-montes e Alto Douro. Escolhi este curso pois adoro crianças e poder fazer parte de uma etapa tão importante da vida delas é incrível. A minha vocação é lecionar no pré-escolar e 1º Ciclo. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-17 22:01:46 UTC</pubDate>
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         <title>Expectativas para U.C.</title>
         <author>larafmartins18</author>
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         <description><![CDATA[<p>As minhas expectativas para esta unidade curricular são que vamos ler, analisar e desconstruir todos os tipos de textos. Acho que vamos aprofundar o nosso conhecimento a nível das características de cada tipo de obra. Penso também que vamos ficar a saber mais sobre o conceito, características e sobre a própria literatura. Acho que será uma unidade curricular muito interessante, pois já no secundário gostava de analisar os diferentes textos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-18 21:01:14 UTC</pubDate>
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         <title>Aula do dia 04-03-2024</title>
         <author>larafmartins18</author>
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         <description><![CDATA[<p>Na primeira aula realizamos uma apresentação pessoal. De seguida, falamos sobre os instrumentos de avaliação. Começamos por falar do campo literário e também de algumas propriedades que tornam a literatura numa instituição. Falamos ainda de alguns escritores portugueses que se destacam na literatura, como António Feliciano de Castilho (escritor do século XIX), Oliveira Martins (historiador que defende a literatura como instituição), Antero de Quental (há um reconhecimento da indignidade), Almeida Garret (foi um representante do romantismo, para ele a atividade literária só fazia sentido por ser para o povo) e Alexandre Herculano (historiador e escritor de romances históricos). Para mim a matéria mais interessante foi falar sobre os escritores portugueses, pois acho importante, que enquanto cidadãos portugueses, tenhamos conhecimento das grandes obras e autores do nosso país. Tive mais dificuldade em entender os autores bilingues.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-18 21:25:33 UTC</pubDate>
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         <title>Aula do dia 11-03-2024 (manhã)</title>
         <author>larafmartins18</author>
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         <description><![CDATA[<p>Na segunda aula falamos sobre a institucionalização da literatura e continuamos a abordar os fatores que tornam a literatura numa instituição, sendo eles: a dimensão sociocultural, a dimensão histórica e a dimensão estética, nas quais se inserem a recensão crítica, a notoriedade dos autores e obras, a importância das academias e os prêmios literários. Sinto que antes desta aula não iria saber nomear quais as características que contribuem para a institucionalização da literatura, mas depois desta aula e das aprendizagens consolidadas já possuo conhecimento em relação a esse assunto que me permite nomear as características.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-18 22:07:23 UTC</pubDate>
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         <title>Aula do dia 11-03-2024 (tarde)</title>
         <author>larafmartins18</author>
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         <description><![CDATA[<p>Nesta aula abordamos a dimensão sociocultural da literatura. Abordamos Eça de Queirós, Platão e Sartre. Eça de Queirós tece uma crítica à burguesia do século XIX, por esta ser ignorante e por criticar os costumes estrangeiros e depois realizar esses costume. Em relação a Platão, este defende que atividade poética apenas se legitimaria se o poeta prestasse com a sua obra serviço à comunidade. Para Sartre, o escritor é culturalmente responsável na medida em que pode intervir na sociedade e pode envolver o leitor nesta intervenção. Antes desta aula não sabia distinguir autor de escritor, porém nesta aula aprendi que os autores são entidades manifestadas, não indivíduos, não sendo estes indicados nos textos. Por sua vez, os escritores são indivíduos reais, localizados com um propósito na história.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-18 22:08:36 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Aula do dia 18-03-2024 (manhã)</title>
         <author>larafmartins18</author>
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         <description><![CDATA[<p>Nesta aula estivemos a analisar vários poemas, sendo eles a "Carta", "Acusam-me de Mágoa e Desalento" e "Rendimento".</p><p>Em relação ao poema "Carta" verificamos que a dimensão sociocultural está presente na sociedade através das classes. No segundo poema, o tema principal é a opressão, a estagnação social e a mágoa. Concluímos ainda que o sujeito poético fala com a Natureza e não com as pessoas, pois estas não poderiam falar por viverem oprimidos; o sujeito poético recebe das pessoas apenas silêncio; o povo surge na cruz em vez de Cristo pois é o povo que está a sofrer. </p><p>No poema "Rendimento" verifica-se uma sociedade triste e oprimida. A única coisa que o sujeito poético podia ter era "o cartão de visita, o bilhete de identidade, a certidão, a carta de curso, a apólice de seguro e o título do Estado", ainda assim era-lhe permitido pedir esmola. Para mim esta aula foi muito interessante pois analisamos vários poemas que é uma coisa que eu admiro, poemas esses que remetem para a antiga sociedade e que nos permitem perceber o quanto a sociedade evoluiu.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-27 18:40:41 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Aula do dia 18-03-2024 (tarde)</title>
         <author>larafmartins18</author>
         <link>https://padlet.com/larafmartins18/8x7v0j1hm0epi8g0/wish/3007519003</link>
         <description><![CDATA[<p>Nesta aula continuamos a analisar poemas, como por exemplo: "Perfilados de medo" e "As palavras".</p><p>Em relação ao primeiro poema, o tema principal era a vida dos que foram submetidos à ditadura. Viviam todos com medo, devido ao regime ditatorial. Um dos factos que mais me marcou na leitura deste poema foi perceber que as pessoas não vivem, apenas sobrevivem. O autor utiliza frequentemente a ironia para dizer o contrário daquilo que pensa. "Os fantasmas somos nós", com este verso o autor pretende mostrar que as pessoas, apesar de terem corpo, para a ditadura eles não existem, sendo por isso fantasmas irónicos. O autor frisa a inexistência da liberdade de expressão através do verso "Sem mais voz". Há ainda uma referência à sociedade como um "rebanho" que é comando pelo "pastor", que era o Salazar. </p><p>Por sua vez o poema "As palavras" tem como tema principal a luta, por parte da sociedade, contra o regime ditatorial. Ao longo da análise deste poema verifica-se que as pessoas são substituídas pelas palavras, pois se não conseguirem lutar fisicamente contra a ditadura vão combater com o uso das palavras. O próprio autor deste poema é um exemplo disso, pois já foi preso por ter escrito poesia contra o regime ditatorial. Defende ainda que os autores nunca se tornaram submissos da ditadura. Frisa ainda que o estado pode puni-los mas que os autores nunca deixaram de lutar/escrever para derrubarem o estado. </p><p>Falamos também da literatura como mimese, abordando as perspectivas de três filósofos: Platão, Aristóteles e Horácio. Começamos por perceber o que era a mimese, a qual é uma imitação, inspiração ou criação do real. A mimese surgiu pela primeira vez nas obras de Platão, o qual vê a mimese como uma imitação orientada para o engano e à ilusão. Defende que é o resultado da pura inspiração e entusiasmo do artista pelas coisas aparentemente reais. Platão assume assim uma posição negativa perante a mimese, pois as cópias das coisas encontram-se muito distantes da verdade. Já para Aristóteles, a mimese é uma faculdade natural, inerente ao homem. Para este a mimese não se deve a uma cópia ou imitação do real, devendo-se sim ao que é provável e à  construção fictícia.  </p><p>Concluindo, para este filósofo a obra poética surge como um objeto autónomo, independente da realidade que tenta imitar.</p><p>A parte mais interessante desta aula foi, infelizmente, perceber melhor o que as pessoas sofriam com a ditadura mas perceber também que, felizmente, foram fortes o suficiente para conseguirem lutar contra isso e darem uma vida melhor e mais livre às gerações futuras.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-26 12:16:57 UTC</pubDate>
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         <title>Aula do dia 15-04-2024</title>
         <author>larafmartins18</author>
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         <description><![CDATA[<p>Nesta aula abordamos a ficcionalidade no texto literário e a presença da dimensão ficcional na obra "Diário de um menino já crescido". </p><p>O que é a ficcionalidade? A ficcionalidade é a representação ou a imitação de algo real.<strong> </strong>A ficcionalidade surge como uma definição do texto literário, o qual é composto por um sistema literário. Este sistema verifica-se na comunicação literária a qual é composta por um emissor, recetor e um código. Algumas das características desta comunicação literária são que se verifica na ausência de um recetor ou emissor; há uma distância temporal entre o emissor e o recetor e os papeis de emissor e recetor são inalteráveis. Para Carlos Reis, o texto literário possui algumas características próprias como a configuração de um universo ficcional; a evidência da sua própria coerência; a entidade pluriestratificada e a dimensão intertextual. Abordamos ainda os conceitos e características do poeta, do escritor, do narrador e do autor e, dentro deste último, ficamos a saber mais sobre os diferentes tipos de autor: autor empírico e autor implícito. O poeta é o sujeito empírico real; o escritor é quem escreve a obra e o autor é quem está na origem da criação da literatura; o narrador é a Voz que aparece nos textos narrativos, é quem narra os acontecimentos. O autor empírico é o sujeito que se encontra situado num determinado local, num determinado período da história e é o responsável pelos direitos das obras publicadas. O autor implícito é a entidade responsável pela enunciação de cada texto.</p><p>Para mim a parte mais interessante da aula foi analisar a obra "Diário de um menino já crescido" e perceber onde estava presente a ficcionalidade. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-26 17:36:32 UTC</pubDate>
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         <title>Aula do dia 22-04-2024</title>
         <author>larafmartins18</author>
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         <description><![CDATA[<p>Nesta aula abordamos a cosmovisão e o signo ideológico.</p><p>A cosmovisão abrangente a vida, o universo e a condição humana que se manifesta na obra, nas personagens, no ambiente e nos temas da obra. A cosmovisão literária é definida pelas crenças, valores, ideais s e experiências do autor e pelo contexto histórico em que a obra foi produzida. Ao situar-se num espaço e tempo concreto e ao estabelecer diálogos com a cultura e o imaginário, o escritor representa uma cosmovisão, evidenciando as suas emoções relativas a determinados temas e valores. No tema "A obra literária como cosmovisão" verificamos duas vertentes: a de Platão e a de Aristóteles. Para Platão existem três modalidades de representação, sendo elas a imitação, a narração e a elaboração da epopeia. Já para Aristóteles todo o texto literário é poesia, faz uma divisão da criação literária em duas partes: a narrativa e a dramática, para ele a tragédia é superior em relação à qualidade de representação da forma dramática.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-26 18:10:53 UTC</pubDate>
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         <title>Aula do dia 06-05-2024</title>
         <author>larafmartins18</author>
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         <description><![CDATA[<p>Nesta aula falamos sobre os modos e géneros literários, mais especificamente sobre as características do modo narrativo.</p><p> Os textos narrativos podem ser escritos em prosa ou verso. São processos de representação dinâmica; estruturam-se em dois planos: o da história relatada e o do discurso que a relata (a narração); a narrativa é composta por personagens, espaço, ação, tempo e o narrador.</p><p>Os textos narrativos instauram uma dinâmica de sucessividade . O tempo narrativo engloba três temporalidades autónomas: o tempo da história, o tempo do discurso e o tempo da narração. Para além disto o texto narrativo conta ainda com vários níveis narrativos: o 1º nível é o extradiegético, no qual o narrador se encontra num plano exterior à história; o 2º nível é diegético, no qual uma personagem assume o papel de narrador e o 3º nível é o hipodiegético, caracterizado pela presença de personagens, ação e narrador. A ação é uma sequência de eventos, constituída por momentos nos quais ocorrem transformações, que surgem acompanhadas por descrições. A ação decorre num determinado lugar e ocorre num tempo cronológico, o qual  se relaciona com o tempo histórico. No texto narrativo há vários tipos de tempo: há o tempo do discurso, o tempo da história, o tempo psicológico e o tempo de narração. O tempo da história é definido pela extensão cronológica dos eventos. Pode ser medido como uma sequência linear de acontecimentos dentro desse período. O tempo psicológico, por outro lado, é o tempo subjetivo das personagens ou do narrador, manifestando-se em memórias, recordações, sonhos ou imaginações. Já o tempo da narração está vinculado ao ritmo e à progressão do discurso do narrador. A analepse e a prolepse são ainda duas características muito presentes no modo narrativo. Surgem ainda três tipos de narrador: autodiegético, homodiegético e heterodiegético.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-26 18:42:16 UTC</pubDate>
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         <title>Intertextualidade entre dois poemas do 25 de abril</title>
         <author>larafmartins18</author>
         <link>https://padlet.com/larafmartins18/8x7v0j1hm0epi8g0/wish/3016888349</link>
         <description><![CDATA[<p>Os poemas que abordam o 25 de abril que eu escolhi analisar são: "25 de Abril" de Sophia de Mello Breyner Andresen e "Abril de Novo" de Manuel Alegre. O poema "25 de Abril" está presente na capa e o poema "Abril de Novo" é o seguinte:</p><p><strong><em>"Abril é tempo de segredos</em></strong></p><p><strong><em> De flores nos canteiros e asas de albatroz </em></strong></p><p><strong><em>Abril é tempo de sermos livres </em></strong></p><p><strong><em>De cantar outra vez em nossa voz".</em></strong></p><p>A intertextualidade entre este dois poemas verifica-se no tema, na esperança e renovação, no uso dos elementos da Natureza, na temporalidade e no tom celebrativo. Em relação ao tema, ambos os poemas falam da liberdade, um dos principais temas do 25 de Abril. No poema "25 de Abril"  fala-se de "emergir da noite e do silêncio" e de "livres habitamos a substância do tempo", sugerindo a transição da opressão para a liberdade. Já Manuel Alegre menciona "tempo de sermos livres" e "cantar outra vez em nossa voz", abordando a recuperação da liberdade de expressão. Por sua vez, a renovação e esperança surge no poema de Sophia quando esta descreve o "dia inicial inteiro e limpo", simbolizando um novo começo após a escuridão da ditadura. Em Manuel Alegre está presente quando se refere a "Abril é tempo de segredos" e "flores nos canteiros" associando abril à primavera e à renovação. A natureza é um tema recorrente em ambos os poemas. Sophia usa a madrugada e o tempo como símbolos de um novo ciclo natural. Manuel Alegre menciona flores e asas de albatroz, para simbolizar liberdade e esperança. A menção ao tempo é significativa em ambos os poemas. Sophia refere-se ao "dia inicial" e à "substância do tempo", enquanto Manuel Alegre menciona "abril" repetidamente, reforçando a ideia de um momento específico de transformação e liberdade. Por fim, ambos os poemas têm um tom celebrativo e otimista. Sophia celebra a chegada de um novo dia de liberdade, enquanto Manuel Alegre celebra Abril como um tempo para cantar e ser livre.</p><p>Concluindo, a intertextualidade entre "25 de Abril" de  e "Abril de Novo" é evidente na maneira como ambos os poemas tratam a temática da liberdade, renovação e esperança, utilizando a natureza como uma metáfora poderosa. Ambos os poemas celebram a Revolução dos Cravos com um tom otimista, destacando a importância do 25 de abril como um marco histórico de libertação em Portugal.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-03 20:26:51 UTC</pubDate>
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         <title>Análise do poema &quot;Amor é fogo que arde sem se ver&quot; de Luís de Camões</title>
         <author>larafmartins18</author>
         <link>https://padlet.com/larafmartins18/8x7v0j1hm0epi8g0/wish/3016921000</link>
         <description><![CDATA[<p><em>"Amor é fogo que arde sem se ver" </em>é um soneto de Luís Vaz de Camões, um dos maiores escritores portugueses de todos os tempos. O famoso poema foi publicado na segunda edição da obra "<em>Rimas"</em> em 1598.</p><p>Camões desenvolve o seu poema de amor através da apresentação de ideias opostas: a dor que se opõe ao não sentir e o contentamento que é descontente. Analisando a temática e o conteúdo percebe-se que o poema é uma meditação sobre a natureza contraditória do amor. Camões utiliza várias antíteses e paradoxos para capturar a essência multifacetada e muitas vezes conflitante do amor. As citações "fogo que arde sem se ver" e "ferida que dói e não se sente"  transmitem a invisibilidade do amor, mesmo quando os seus efeitos são sentidos. "Contentamento descontente" e "dor que desatina sem doer" expressam como o amor pode trazer felicidade e sofrimento ao mesmo tempo. As metáforas surgem frequentemente no poema, o amor é descrito como "fogo" e "ferida", sugerindo a paixão intensa e a dor emocional. "É querer estar preso por vontade" demonstra o desejo de liberdade mas também de submissão no amor. Existe também uma dualidade e oposição no poema: a oposição entre querer e não querer, contentamento e descontentamento, liberdade e prisão,  refletindo, assim, a dualidade das experiências amorosas.</p><p>Em relação à estrutura e forma do poema: o soneto é composto por quatorze versos, divididos em dois quartetos e dois terceto. O esquema rítmico é ABBA ABBA CDC DCD. Esta estrutura clássica do soneto é característica do Renascimento, período em que Camões viveu.</p><p>Em suma, o soneto de Camões é uma profunda reflexão sobre o amor, capturando a sua essência e as suas complexidades emocionais. O autor ilustra como o amor pode ser fonte de prazer e ao mesmo tempo de dor, liberdade e prisão. Este poema captura a atemporalidade e a universalidade da experiência amorosa.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-03 21:27:26 UTC</pubDate>
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         <title>Análise sociocultural do poema &quot;Mar português&quot; de Fernando Pessoa</title>
         <author>larafmartins18</author>
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         <description><![CDATA[<p>"Mar Português" é um poema de Fernando Pessoa, inserido no livro "Mensagem", a única obra publicada em vida por Pessoa. A obra destaca-se pela sua abordagem mística e nacionalista, refletindo sobre a história e o destino de Portugal. O poema "Mar Português" evoca a era das grandes navegações e explora os sacrifícios feitos pelos navegadores portugueses.</p><p>Alguns aspetos que conferem a análise sociocultural a este poema são: o contexto histórico, o nacionalismo, os valores culturais e filosóficos e o impacto cultural do poema. Em relação ao contexto histórico, o poema remonta ao período das Grandes Navegações, uma era crucial na história de Portugal, quando exploradores como Vasco da Gama e Fernão de Magalhães expandiram os horizontes do mundo. Essas expedições transformaram Portugal numa potência global com vastos impérios coloniais. O nacionalismo verifica-se na celebração da grandiosidade da nação portuguesa nos feitos heroicos dos navegadores e no reconhecimento do sofrimento que acompanhou esses triunfos. Dentro do nacionalismo são destacadas duas vertentes: o sacrifício e sofrimento, o "sal" do mar é metaforicamente comparado às lágrimas das mães, filhos e noivas que perderam seus ente queridos nas navegações. Pessoa destaca o alto custo humano das conquistas marítimas, lembrando que o progresso e a glória vieram à custa de dor e perda; e a dualidade do mar, o mar é tanto um símbolo de perigo e abismo quanto um espelho do céu. Esta dualidade reflete a complexidade da experiência humana e a ambiguidade da própria existência. O mar tanto é  uma ameaça como uma promessa, uma fonte de medo e de esperança. Por sua vez, os valores culturais também se encontram divididos em duas partes: o determinismo e espiritualidade. O determinismo e a grandeza verifica-se em versos como "Tudo vale a pena se a alma não é pequena" o qual detém uma filosofia de perseverança e resiliência. Pessoa sugere que os grandes feitos e as conquistas valem os sacrifícios quando se tem uma alma grandiosa. A superação das dificuldades é vista como parte essencial do processo de alcançar algo significativo. A espiritualidade e misticismo está presente na última linha do poema, "Mas nele é que espelhou o céu", o qual sugere uma dimensão espiritual do mar. Deus, ao conceber o mar, o perigo e o abismo tornou-o num reflexo divino implicando que o mar, com todos os seus perigos, também possua uma beleza celestial. Por último, o impacto cultural verifica-se por o poema ressoa na cultura portuguesa, evocando a memória coletiva das navegações e explorando temas de saudade, sacrifício e grandeza nacional. Ele reforça a ideia de que a história de Portugal está ligada ao mar, e que os portugueses, como povo, carregam a herança desses feitos heroicos, com todas as suas glórias e tragédias.</p><p>Concluindo, " o poema "Mar Português" é uma reflexão sobre a história e a identidade de Portugal. Através das suas imagens poéticas e da sua filosofia, Fernando Pessoa consegue capturar a essência da experiência humana e nacional, lembrando o leitor que a grandeza e o progresso vêm acompanhados de sacrifício e dor. Este poema não só celebra os feitos dos navegadores portugueses, mas também honra as perdas e o sofrimento que tornaram essas conquistas possíveis.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-03 21:50:31 UTC</pubDate>
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         <title>Aula do dia 20-05-2024</title>
         <author>larafmartins18</author>
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         <description><![CDATA[<p>Nesta aula, abordamos o texto dramático e a representação teatral.</p><p>Exploramos algumas características do drama, como a valorização de tensões e conflitos que são resolvidos num determinado período de tempo. O drama geralmente é vivido por um pequeno número de personagens e estabelece uma conexão com a vida real. Segundo Carlos Reis, num texto dramático, a ação é vivida por um grupo de personagens que mantêm relações conflituosas, utilizando diálogos e monólogos, e imita a realidade através da isocronia. Elementos como a catarse, a mimese e a verossimilhança contribuem para criar a ilusão dramática. A organização do teatro divide-se em dois níveis: o primeiro envolve o encenador, que se baseia nas didascálias, no diálogo com o dramaturgo e no contexto histórico. O encenador é responsável por dirigir os atores, transformar o texto dramático em ação teatral e decidir quais instrumentos e procedimentos utilizar. O segundo nível refere-se aos materiais e instrumentos técnicos, como a escolha e decoração do palco, os efeitos de luz e som, e os elementos de caracterização dos personagens, como maquilhagem e roupas a usar.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-03 22:32:50 UTC</pubDate>
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