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      <title>1ª Fase do Modernismo Brasileiro (83631) by Edivanildo Afonso</title>
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      <description>Do ponto de vista didático, o Modernismo brasileiro costuma ser dividido em duas fases. Na primeira, que vai de 1922 a 1930, os autores procuram difundir as novas ideias e não hesita em ridicularizar a literatura tradicionalista, provocando muitas polêmicas. Criticam-se, principalmente, a linguagem rebuscada, ainda ligada ao Parnasianismo, e as formas lusitanas de expressão literária. Na segunda, que vai de 1930 a 1945, praticamente terminam as polêmicas relacionadas à questão do combate à linguagem parnasiana. A literatura volta-se para os grandes problemas sociais e políticos do país. Discute-se o papel do escritor e do intelectual em geral em face da sociedade; renovam-se os estudos sociológicos, a crítica literária. 


Neste trabalho, vamos construir um Painel Colaborativo sobre a 1ª Fase do Modernismo Brasileiro. Com ele, nós vamos conhecer a vida e a obra dos escritores que se destacaram em nossa literatura entre os anos de 1922 e 1930, sobretudo. 

Para construir este painel colaborativo, você e sua equipe irão pesquisar em livros didáticos, em sites especializados e em outras fontes bibliográficas confiáveis informações biográficas importantes sobre o escritor indicado para o seu grupo e irão selecionar pelos menos dois poemas ou dois trechos de textos em prosa (a depender do autor) que a equipe considerar bem representativos da obra do autor pesquisado, para assim compartilhar com os colegas. 

A ideia é que, dentro do período combinado, vocês possam ir colocando neste painel colaborativo, no campo específico, postagens sobre a vida e a obra do autor indicado, usando, para isso, breves textos e também, se quiserem, fotos, imagens, vídeos, áudios, entre outras mídias; podem usar toda a criatividade. O importante aqui é aprendermos juntos e compartilharmos conhecimentos.</description>
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      <pubDate>2022-04-06 22:10:36 UTC</pubDate>
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         <author>edivanildoflauberte</author>
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         <pubDate>2022-04-06 22:12:50 UTC</pubDate>
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         <author>edivanildoflauberte</author>
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         <pubDate>2022-04-06 22:13:11 UTC</pubDate>
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         <author>edivanildoflauberte</author>
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         <pubDate>2022-04-06 22:13:30 UTC</pubDate>
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         <author>edivanildoflauberte</author>
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         <author>edivanildoflauberte</author>
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         <pubDate>2022-04-06 22:14:52 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia de Oswald de Andrade</title>
         <author>RonySaturno</author>
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         <description><![CDATA[<div>Oswald de Andrade (1890-1954) foi um escritor e dramaturgo brasileiro. Fundou junto com Tarsila do Amaral o "Movimento Antropófago". Foi uma das personalidades mais polêmicas do Modernismo.<br><br></div><div>José Oswald de Sousa Andrade nasceu em São Paulo, no dia 11 de janeiro de 1890.&nbsp;<br>Filho único de José Oswald Nogueira de Andrade e Inês Henriqueta Inglês de Souza.&nbsp; Andrade fez seus primeiros estudos no Ginásio de São Bento, onde ouviu de um professor que ia ser escritor. Passou a comprar livros e a escrever. Formou-se em Direito e ingressou na carreira jornalística.<br><br></div><div><strong>Algumas Obras</strong></div><ul><li>Os Condenados, romance, 1922</li><li>Manifesto Pau-Brasil, 1925</li><li>Pau-Brasil, poesias, 1925</li><li>Estrela de Absinto, romance, 1927</li><li>Manifesto Antropófago, 1928</li></ul><div><br><br>poema “Pronominais”:<br><br></div><blockquote>"Dê-me um cigarro<br>Diz a gramática<br>Do professor e do aluno<br>E do mulato sabido<br>Mas o bom negro e o bom branco<br>Da Nação Brasileira<br>Dizem todos os dias<br>deixa disso camarada<br>Me dá um cigarro</blockquote><div><br>poema “Bucólica”:<br><br></div><blockquote>“Agora vamos correr o pomar antigo<br>Bicos aéreos de patos selvagens<br>Tetas verdes entre folhas<br>E uma passarinhada nos vaia<br>Num Tamarindo<br>Que decola para o anil<br>Árvores sentadas<br>Quitandas vivas de laranjas maduras<br>Vespas”</blockquote><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-10 00:33:31 UTC</pubDate>
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         <title>Mário de Andrade</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Quem foi Mário de Andrade? </strong></div><pre>Foi um poeta, romancista, musicólogo, historiador de arte, fotógrafo brasileiro, contista, crítico literário, professor <strong>e</strong> pesquisador de manifestações musicais <strong>e</strong> excelente folclorista..</pre><div><br><br><br><br></div><div><strong>Principais obras:</strong></div><pre>•Há uma Gota de Sangue em Cada Poema <sub>(1917)</sub>
•Paulicéia Desvairada <sub>(1922)</sub>
•A Escrava que não é Isaura <sub>(1925)</sub>
•Primeiro Andar <sub>(1926)</sub>
•Clã do Jabuti <sub>(1927)</sub>
•Amar, Verbo Intransitivo <sub>(1927)</sub>
•Macunaíma <sub>(1928)</sub>
•O Aleijadinho de Álvares de Azevedo <sub>(1935)</sub>
•Poesias <sub>(1941)</sub>
•O Movimento Modernista <sub>(1942)</sub>
•O Empalhador de Passarinhos <sub>(1944)</sub>
•Lira Paulistana <sub>(1946)</sub>
•Contos Novos <sub>(1947)</sub>
•Poesias Completas <sub>(1955)</sub>
•O Banquete <sub>(1978)</sub></pre>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-10 17:11:08 UTC</pubDate>
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         <title>Vida, obras de Manuel Bandeira.</title>
         <author>santoscaiorogerio</author>
         <link>https://padlet.com/edivanildoflauberte/8v7kytt8brbfdbkw/wish/2178232637</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Quem foi Bandeira?</strong> <br><br><strong>Manuel Bandeira</strong> nasceu em <strong>19 de abril de 1886</strong>,<strong> em Recife</strong>. Foi poeta, professor, tradutor e crítico. A partir de 1904, começou a apresentar problemas de saúde relacionados à <a href="https://brasilescola.uol.com.br/doencas/tuberculose.htm"><strong>tuberculose</strong></a>. Devido a isso, buscou viver em cidades com clima apropriado ao tratamento da doença. Assim, teve uma<strong> estadia em Campinas</strong> (Minas Gerais), além de <strong>Teresópolis</strong> e <strong>Petrópolis</strong> (Rio de Janeiro). Em 1913, internou-se no <strong>sanatório de Clavadel</strong>, na <strong>Suíça</strong>, onde permaneceu por meses.<br><br>O escritor <strong>não participou diretamente da </strong><a href="https://brasilescola.uol.com.br/literatura/semana-arte-moderna-1922.htm"><strong>Semana de Arte Moderna</strong></a> de 1922. Seu <strong>poema “Os sapos”</strong>, de seu livro <em>Carnaval</em> (1919), foi <strong>declamado pelo poeta </strong><a href="https://brasilescola.uol.com.br/biografia/ronald-de-carvalho.htm"><strong>Ronald de Carvalho</strong></a> (1893-1935). No entanto, Bandeira escreveu textos para as revistas vinculadas ao <a href="https://brasilescola.uol.com.br/literatura/modernismo.htm">movimento modernista</a>, como: <em>Klaxon</em>, <em>Revista de Antropofagia</em>, <em>Lanterna Verde</em>, <em>Terra Roxa</em> e <em>A Revista</em>.<br><br></div><div>Em 1937, recebeu o <strong>prêmio da Sociedade Felipe d’Oliveira</strong> e, em 1946, o <strong>prêmio do Instituto Brasileiro de Educação e Cultura</strong>, ambos pelo conjunto da obra. Além disso, em 29 de agosto de 1940, foi eleito o terceiro ocupante da <strong>Cadeira 24</strong> da <strong>Academia Brasileira de Letras</strong>.<br><br></div><div>Manuel Bandeira, além de <strong>poesias</strong> e <a href="https://brasilescola.uol.com.br/redacao/cronica.htm">crônicas</a>, escreveu <strong>crítica</strong> literária, musical, de cinema e de artes plásticas. Foi também <strong>tradutor</strong> de, entre outras obras: <em>Macbeth</em>, de <a href="https://brasilescola.uol.com.br/literatura/william-shakespeare.htm">William Shakespeare</a> (1564-1616); <em>D. Juan Tenório</em>, de José Zorilla (1817-1893); e <em>O advogado do diabo</em>, de Morris West (1916-1999).<br><br></div><div>O poeta morreu em <strong>13 de outubro de 1968</strong>, no Rio de Janeiro. Em 19 de abril de 1986, em comemoração ao centenário de seu nascimento, foi inaugurado o <strong>Espaço Pasárgada</strong>, no casarão onde Bandeira vivera dos seis aos 10 anos, em Recife. A casa está aberta para pesquisas e eventos literários e possui o acervo de Manuel Bandeira.<br><br><strong>Características da obra de Manoel Bandeira:</strong></div><div><br>A poesia modernista de Manuel Bandeira está situada na chamada primeira geração modernista. Como característica dessa geração, é possível observar <strong>liberdade de criação</strong>, predominância de versos livres, <strong>aproximação entre a fala e a escrita</strong>, além de elementos regionalistas. A sua obra <em>Libertinagem</em> é considerada plenamente modernista, em franca oposição à tradicional arte acadêmica, e marcada pela temática do cotidiano.<br><br>Assim, segundo Wilson José Flores Jr., doutor em Letras, a produção de Bandeira está dividida em <strong>três fases</strong>.<br><br>A <strong><em>primeira</em></strong> “compreenderia <em>A cinza das horas</em> (1917), <em>Carnaval</em> (1919) e <em>O ritmo dissoluto</em> (1924), seria caracterizad[a] pela presença marcante de <strong>elementos da tradição parnaso-simbolista</strong>, sendo, por isso, ainda um tanto convencional ou, para alguns, ‘pré-modernista’”.<br><br></div><div>→ A <strong><em>segunda</em></strong> “abrangeria <em>Libertinagem</em> (1930) e <em>Estrela da manhã</em> (1936), apresentaria o poeta maduro, não apenas por ter dominado sua técnica e ‘cristalizado’ seu estilo (que seria caracterizado, sobretudo, por certo <strong>modo despojado, humilde, delicado de falar das coisas</strong> e de desentranhar o sublime poético das coisas mais banais), como também por dar expressão à poesia propriamente moderna (ou modernista)”.<br><br></div><div>→ Já a <strong><em>terceira</em></strong> — da qual fariam parte <em>Lira dos cinquent’anos</em> (1940), <em>Belo belo</em> (1948), <em>Mafuá do malungo</em> (1948), <em>Poemas traduzidos</em> (1948), <em>Opus 10</em> (1952) e <em>Estrela da tarde</em> (1963) — “seria expressão da continuação dessas conquistas (combinadas com uma <strong>relativa retomada de princípios clássicos</strong>, por um lado, e por <strong>experimentos esparsos</strong>, por outro), na qual repontam alguns grandes poemas, mas nenhum grande desdobramento”.<br><br><strong>Obras de Bandeira:</strong></div><div><br>os livros em <strong>prosa</strong> de Manuel Bandeira, em ordem cronológica de publicação:<br><br><br></div><ul><li><em>Crônicas da província do Brasil </em>(1937)<br><br></li><li><em>Guia de Ouro Preto </em>(1938)<br><br></li><li><em>Noções de história das literaturas </em>(1940)<br><br></li><li><em>Literatura hispano-americana </em>(1949)<br><br></li><li><em>Gonçalves Dias </em>(1952)<br><br></li><li><em>Itinerário de Pasárgada </em>[memórias] (1954)<br><br></li><li><em>De poetas e de poesia </em>(1954)<br><br></li><li><em>Flauta de papel </em>(1957)<br><br></li><li><em>Os reis vagabundos e mais 50 crônicas </em>(1966)<br><br></li><li><em>Andorinha, andorinha </em>(1966)<br><br></li></ul><div>A seguir, os livros de <strong>poesia</strong> de Manuel Bandeira:<br><br><br></div><ul><li><em>A cinza das horas</em> (1917)<br><br></li><li><em>Carnaval</em> (1919)<br><br></li><li><em>O ritmo dissoluto</em> (1924)<br><br></li><li><em>Libertinagem</em> (1930)<br><br></li><li><em>Estrela da manhã</em> (1936)<br><br></li><li><em>Lira dos cinquent’anos</em> (1940)<br><br></li><li><em>Belo belo</em> (1948)<br><br></li><li><em>Mafuá do Malungo</em> (1948)<br><br></li><li><em>Opus 10</em> (1952)<br><br></li><li><em>Estrela da tarde</em> (1963)</li></ul><div><br><strong>Poemas selecionados para análise:&nbsp;</strong></div><div><br><strong>Os sapos</strong><br><br>Enfunando os papos,<br>Saem da penumbra,<br>Aos pulos, os sapos.<br>A luz os deslumbra.<br><br>Em ronco que aterra,<br>Berra o sapo-boi:<br>— “Meu pai foi à guerra!”<br>— “Não foi!” — “Foi!” — “Não foi!”.<br><br>O sapo-tanoeiro,<br>Parnasiano aguado,<br>Diz: — “Meu cancioneiro<br>É bem martelado.<br><br>Vede como primo<br>Em comer os hiatos!<br>Que arte! E nunca rimo<br>Os termos cognatos.<br><br>O meu verso é bom<br>Frumento sem joio.<br>Faço rimas com<br>Consoantes de apoio.<br><br>Vai por cinquenta anos<br>Que lhes dei a norma:<br>Reduzi sem danos<br>A fôrmas a forma.<br><br>Clame a saparia<br>Em críticas céticas:<br>Não há mais poesia,<br>Mas há artes poéticas…”<br><br><strong>Vou-me embora pra Pasárgada</strong></div><div><strong><br></strong><br>Vou-me embora pra Pasárgada<br>Lá sou amigo do rei<br>Lá tenho a mulher que eu quero<br>Na cama que escolherei<br>Vou-me embora pra Pasárgada<br><br></div><div>Vou-me embora pra Pasárgada<br>Aqui eu não sou feliz<br>Lá a existência é uma aventura<br>De tal modo inconsequente<br>Que Joana a Louca de Espanha<br>Rainha e falsa demente<br>Vem a ser contraparente<br>Da nora que nunca tive<br><br></div><div>E como farei ginástica<br>Andarei de bicicleta<br>Montarei em burro brabo<br>Subirei no pau-de-sebo<br>Tomarei banhos de mar!<br>E quando estiver cansado<br>Deito na beira do rio<br>Mando chamar a mãe-d’água<br>Pra me contar as histórias<br>Que no tempo de eu menino<br>Rosa vinha me contar<br>Vou-me embora pra Pasárgada<br><br></div><div>Em Pasárgada tem tudo<br>É outra civilização<br>Tem um processo seguro<br>De impedir a concepção<br>Tem telefone automático<br>Tem alcalóide à vontade<br>Tem prostitutas bonitas<br>Para a gente namorar<br><br></div><div>E quando eu estiver mais triste<br>Mas triste de não ter jeito<br>Quando de noite me der<br>Vontade de me matar<br>— Lá sou amigo do rei —<br>Terei a mulher que eu quero<br>Na cama que escolherei<br>Vou-me embora pra Pasárgada.<br><br><strong><em>Referência bibliográfica.<br><br></em></strong>SOUZA, Warley. "Manuel Bandeira"; <em>Brasil Escola</em>. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/literatura/manuel-bandeira.htm. Acesso em 10 de maio de 2022.</div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-10 19:51:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br><br>*Quem foi Mário de Andrade?*<br><br>Foi um poeta, romancista, musicólogo, historiador de arte, fotógrafo brasileiro, contista, crítico literário, professor e pesquisador de manifestações musicais e excelente folclorista. Mário foi um dos fundadores do modernismo no país, ele praticamente criou a poesia brasileira moderna com a publicação de sua Pauliceia Desvairada em 1922.<br><br>*Características de suas obras:*<br><br>Inovação no uso da linguagem;<br>Caráter forte do modernismo no Brasil;<br>Exploração da cultura brasileira ao longo das obras;<br>Exaltação do país e um nacionalismo disfarçado;<br>Característica calma e intimista;<br>Pontos críticos e políticos que instigam o debate;<br>Uso de uma linguagem mais coloquial;<br>Rebate constantemente o parnasianismo e a formalidade.<br><br>*Principais obras:*<br><br>Há uma Gota de Sangue em Cada Poema (1917)<br>Paulicéia Desvairada (1922)<br>A Escrava que não é Isaura (1925)<br>Primeiro Andar (1926)<br>Clã do Jabuti (1927)<br>Amar, Verbo Intransitivo (1927)<br>Macunaíma (1928)<br>O Aleijadinho de Álvares de Azevedo (1935)<br>Poesias (1941)<br>O Movimento Modernista (1942)<br>O Empalhador de Passarinhos (1944)<br>Lira Paulistana (1946)<br>Contos Novos (1947)<br>Poesias Completas (1955)<br>O Banquete (1978)<br><br>*Prosa escolhida:*<br><br>Amar, Verbo Intransitivo (1927)<br><br>*Resumo da prosa:*<br><br>O livro conta a iniciação sexual de um adolescente com uma mulher madura, uma alemã institutriz contratada pelo pai do jovem. O filme Lição de Amor, de 1975, com Lilian Lemmertz é baseado no livro.<br><br>*Trecho da prosa escolhida:* &nbsp;<br><br>"A felicidade é tão oposta à vida que, estando nela, a gente esquece que vive. Depois quando acaba, dure pouco, dure muito, fica apenas aquela impressão do segundo."<br><br>*Momentos marcantes na vida de Mário de Andrade:*<br><br>Em 1938, muda-se para o Rio de Janeiro. Foi nomeado catedrático de Filosofia e História da Arte e ainda, Diretor do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Retorna à sua cidade natal, em 1940, onde começa a trabalhar no Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.<br><br>*Mário de Andrade na semana da arte moderna:*<br><br>Mário foi um dos principais nomes da Semana de Arte Moderna de 1922. Integrava, junto com Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Oswald de Andrade e Menotti del Picchia, o Grupo dos Cinco. Andrade ajudou a organizar o evento, que aconteceu entre os dias 11 e 18 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo.<br>Ele buscou divulgar, em seus textos, elementos da cultura brasileira e criar um sentimento de identidade nacional.<br><br>*Frase de Mário de Andrade:*&nbsp;<br><br>“Minha obra toda badala assim: Brasileiros, chegou a hora de realizar o Brasil.”<br>Mário de Andrade (⭐09/10/1893 ✝️25/02/1945)</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-10 21:10:06 UTC</pubDate>
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         <title>Oswald de Andrade - Prosa </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Oswald de Andrade (1890-1954) foi escritor e dramaturgo brasileiro. Ele representa uma das principais lideranças no processo de implantação e definição da literatura modernista no Brasil. Fundou junto com Tarsila do Amaral o "Movimento Antropófago". Foi uma das personalidades mais polêmicas do Modernismo, sua atuação ficou marcada pelo seu espírito irreverente, polêmico, irônico e combativo. Tornando-se figura fundamental dos principais acontecimentos da vida cultural brasileira na primeira metade do século XX.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 00:07:26 UTC</pubDate>
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         <title>Principais características do estilo literário de Oswald de Andrade </title>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Suas obras são expressões puras da cultura fielmente brasileira. Buscou sempre valorizar os&nbsp; elementos culturais e a história do nosso país, rejeitando as influências estrangeiras. Tinha&nbsp; uma visão crítica da colonização portuguesa e das influências que Portugal deixou em nossa&nbsp; literatura, arte e cultura;</li><li>Renovou a linguagem literária brasileira. Neste contexto, buscou deslocar-se do uso de&nbsp; regras gramaticais e defendeu uma escrita baseada na forma com que falamos, ou seja, coloquial;</li><li>Escreveu poemas primitivistas (que valorizam a cultura indígena);</li><li>Além dos livros escritos por ele, Oswald de Andrade foi o precursor de perspectivas&nbsp; totalmente inexploradas pelo teatro brasileiro;</li><li>Oposição às características do romantismo e do parnasianismo;&nbsp;</li><li>Valorização de elementos das vanguardas europeias, incorporando-as na realidade nacional.</li></ul><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 00:11:03 UTC</pubDate>
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         <title>Obras em ordem cronológica</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Os Condenados, romance, 1922</div><div>● Memórias Sentimentais de João Miramar, romance, 1924</div><div>● Manifesto Pau-Brasil, 1925</div><div>● Pau-Brasil, poesias, 1925</div><div>● Estrela de Absinto, romance, 1927</div><div>● Primeiro Caderno de Poesia do Aluno Oswald de Andrade, 1927</div><div>● Manifesto Antropófago, 1928</div><div>● Serafim Pontes Grande, romance, 1933</div><div>● O Homem e o Cavalo, teatro, 1934</div><div>● Escada Vermelha, romance, 1934</div><div>● O Rei da Vela, teatro, 1937</div><div>● A Morta, teatro, 1937</div><div>● Marco Zero I - A Revolução Melancólica, romance, 1943</div><div>● A Arcádia e a Inconfidência, ensaio, 1945</div><div>● Ponta de Lança, ensaio, 1945</div><div>● Marco Zero II - Chão, romance, 1946</div><div>● A Crise da Filosofia Messiânica, 1946</div><div>● O Rei Floquinhos, teatro, 1953</div><div>● Um Homem Sem Profissão, memórias, 1954</div><div>● A Marcha das Utopias, 1966 (edição póstuma)</div><div>● Poesias Reunidas, (edição póstuma)</div><div>● Telefonemas, crônicas, (edição póstuma)</div><div><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 00:14:05 UTC</pubDate>
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         <title>Romance “Os Condenados (trilogia)” </title>
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         <description><![CDATA[<div>Resumo da obra:<br>Os personagens de "Alma: Os Condenados" vivem uma busca incessante por algo que possa arrancar de dentro deles a dor de serem o que são. A história destas figuras comuns carrega a marca da autodestruição numa dosagem um pouco maior do que aquela presente em nossas próprias histórias. Alma, uma jovem 🤬, é obcecada por um homem violento e sem caráter. Acostumada à dureza das ruas e à rudeza de seus amantes, Alma faz sofrer João, um telegrafista romântico obcecado pela jovem. Uma ciranda de encontros e&nbsp;desencontros mantém os dois seres infelizes atados ao mesmo laço por anos a fio.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 00:59:27 UTC</pubDate>
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         <title>Trecho de Os Condenados</title>
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         <description><![CDATA[<div>Chegou-se à janela. Seriam cinco horas da tarde; o velho e o cão passeavam ainda. Olhou a rua e descobriu, parado à esquina, contrito sob o chapéu de palha, o telegrafista pálido que a amava. Não a vira decerto entrar. Se soubesse onde ela andara, o que fizera... Alma teve um arrepio incontido. Se contasse ao avô... Mas não: João do Carmo era um rapaz direito, incapaz dessas torpezas.&nbsp;<br>Êle já a percebera, decerto, no balcão. Pusera-se a caminhar, num passo medido.&nbsp;<br>Cumprimentou-a. Foi-se. Queria casar-se com ela, mas nunca ousara falar-lhe.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 01:01:14 UTC</pubDate>
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         <title>Memórias Sentimentais de João Miramar</title>
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         <description><![CDATA[<div>Desde sua publicação, em 1924, <em>Memórias sentimentais de João Miramar</em> vem sendo saudado como um dos textos mais instigantes da prosa brasileira. Construído a partir de 163 fragmentos de gêneros diversos, o romance de Oswald de Andrade é um dos abre-alas do modernismo e um precursor das poéticas contemporâneas.<br>O romance retraça a vida de João Miramar, uma espécie de caricatura do homem das classes mais favorecidas - herdeiro da cultura do café, fascinado pelas coisas estrangeiras, distante do cotidiano brasileiro. É uma sátira, selvagem e por vezes melancólica, do veio memorialista da literatura brasileira, em que os filhos das famílias mais abastadas reescrevem sua própria trajetória.<br><br><br>Trecho da Obra:<br>"Gare do infinito<br><br>Papai estava doente na cama e vinha um carro e um homem e o carro ficava esperando no jardim.<br>Levaram-me para uma casa velha que fazia doces e nos mudamos para a sala do quintal onde tinha uma figueira na janela.<br>No desabar do jantar noturno a voz toda preta de mamãe ia me buscar para a reza do Anjo que carregou meu pai."</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 21:22:40 UTC</pubDate>
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         <title>Quem foi Mário de Andrade?</title>
         <author>giselereis3954</author>
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         <description><![CDATA[<div>Mário de Andrade nasceu em 9 de outubro de 1893, na cidade de São Paulo. Ele tinha grande interesse pela arte e cultura brasileiras. Estudou piano no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e, em 1922, começou a trabalhar como professor de História da Música e da Estética nesse Conservatório. Dedicou praticamente toda a sua vida para destrinchar a cultura brasileira, para isso, ele atuou em diversas frentes como : poeta, contista, romancista, cronista, pianista jornalista crítico de arte, musicólogo, colecionador, professor, fotógrafo, ícone da Vanguarda modernista e o primeiro diretor do primeiro órgão de cultura do brasil.<br>Ele é um dos principais nomes do movimento modernismo no Brasil. Macunaíma é seu livro mais famoso e é uma das obras mais importantes do movimento.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 22:00:27 UTC</pubDate>
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         <title>Sua presença na semana da Arte Moderna</title>
         <author>giselereis3954</author>
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         <description><![CDATA[<div>Como ficou conhecido na literatura por ter participado da fundação do modernismo brasileiro. Acabou se tornando um dos principais nomes da Semana de Arte Moderna de 1922. Integrava, junto com Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Oswald de Andrade e Menotti del Picchia o Grupo dos Cinco. Ajudou a organizar o evento, que aconteceu entre os dias 11 e 18 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 22:07:18 UTC</pubDate>
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         <title>Características literárias de Mário de Andrade:</title>
         <author>giselereis3954</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>antiacademicismo;</li><li>liberdade formal;&nbsp;</li><li>nacionalismo crítico;&nbsp;</li><li>busca da identidade nacional;&nbsp;</li><li>releitura dos símbolos de nacionalidade;</li><li>valorização da linguagem coloquial;&nbsp;</li><li>resgate do folclore brasileiro;&nbsp;</li><li>regionalismo;</li></ul><div><br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 22:10:04 UTC</pubDate>
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         <title>Suas poesias:</title>
         <author>giselereis3954</author>
         <link>https://padlet.com/edivanildoflauberte/8v7kytt8brbfdbkw/wish/2180166720</link>
         <description><![CDATA[<div>Na rua Aurora eu nasci</div><div><br></div><div>Na rua Aurora eu nasci</div><div>na aurora de minha vida</div><div>E numa aurora cresci.</div><div>no largo do Paiçandu</div><div>Sonhei, foi luta renhida,</div><div>Fiquei pobre e me vi nu.</div><div>nesta rua Lopes Chaves</div><div>Envelheço, e envergonhado</div><div>nem sei quem foi Lopes Chaves.</div><div>Mamãe! me dá essa lua,</div><div>Ser esquecido e ignorado</div><div>Como esses nomes da rua.</div><div><br></div><div>Acalanto da Pensão Azul</div><div><br></div><div>Oh heticas maravilhos</div><div>Dos tempos quentes do Romantismo,</div><div>Maças coradas olhos de abismo,</div><div>Donas perversas e perigosas,</div><div>Oh heticas maravilhosas!</div><div>Não vos compreendo, sois de outras eras,</div><div>Fazei de pressa o pneumotorax</div><div>Mulheres de Anto e de Dumas Filho!</div><div>E então seremos bem mais felizes,</div><div>Eu sem receio do vosso brilho,</div><div>Vós sem bacilos nem hemoptises,</div><div>Oh heticas maravilhosas!</div><div><br>As poesias de Mário Andrade apresentam uma linearidade de assuntos, demonstrando uma lado bem sentimental da sua cosmovisão e do que ele entendia sobre si mesmo. Ele usa muito do regionalismo, usando os lugares pelo qual passou e viveu para despertar na cabeça do leitor um cenário que se aproximasse do sentimento que ele queria transmitir. Sua obra é quase uma parte dele, como conversar com um conhecido sobre a vida.</div><div><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 22:14:23 UTC</pubDate>
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         <title>Vida e obras de Antônio  de Alcântara Machado </title>
         <author>vitormorais724</author>
         <link>https://padlet.com/edivanildoflauberte/8v7kytt8brbfdbkw/wish/2180248352</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><em>Quem foi Alcântara Machado ? <br></em></strong><br>Nascido em São Paulo, no dia 25 de maio de 1901. Antônio de Alcântara Machado era filho de família ilustre. Seu pai foi escritor e professor da Faculdade de Direito de São Paulo.<br>Formou-se em direito em 1924, mas não exerceu a profissão. Ainda estudante, começou a se dedicar ao jornalismo. Alcântara Machado foi um escritor brasileiro. Um dos mais importantes contistas do Primeiro Tempo Modernista.<br>Alcantara Machado escreveu contos sentimentais e irônicos para serem publicados em jornais. Em 1928, publicou seu primeiro livro de contos, "Brás, Bexiga e Barra Funda", no qual focaliza a imigração italiana para a cidade de São Paulo, revelou-se um talento extraordinário na arte da narrativa curta. No segundo livro de contos de Alcântara Machado,&nbsp;Laranja da China&nbsp;(1929),&nbsp;o luso-brasileiro toma o lugar do italiano. O cotidiano e suas minúcias continuam atraindo o estilo telegráfico do autor. Em 1929, Alcântara Machado uniu-se a Oswald de Andrade, para fundar a "Revista de Antropofagia", sempre apresentando certa modernidade de estilo. Em 1931, com Mário de Andrade e Paulo Prado, dirigiu a Revista Hora. Interessado pela História, escreveu alguns estudos, entre eles, um sobre seu avó&nbsp;Basílio Machado e outro sobre o Padre Anchieta.<br>Alcântara Machado não conheceu grande sucesso em vida, mas só foi valorizado por gerações posteriores. Antônio Machado faleceu&nbsp;em São Paulo, no dia 14 de abril de 1935.<br><br><strong><em>Curiosidades e características:<br><br></em></strong>Por volta de 1931, o escritor candidata-se ao cargo de deputado federal, pelo qual é eleito, mas não chega a tomar posse, pois falece aos 34 anos de idade e deixa seu único romance inacabado “Mana Maria” (1936). Alcântara Machado faleceu aos 14 de abril de 1935, após uma semana da&nbsp; realização de cirurgia para apendicite.<br>Em 1961, todos os contos e o romance que ficou inacabado foram reunidos em um único volume, com o título de “Novelas Paulistanas”.<br><br>Entre as principais características encontradas na obra de Alcântara Machado, destacam-se o dinamismo de seus contos, a forma objetiva e direta de narrar, a utilização da linguagem jornalística e o uso de jargões, gírias e maneirismos populares dos imigrantes italianos em suas obras.<br><strong><br></strong><strong><em>Modernismo</em></strong><strong><br><br></strong>A primeira geração do modernismo é caracterizada, de modo geral, pelo desejo de <strong>ruptura com a estética vigente</strong> até o momento.<strong> Essa ruptura não era simplesmente temática, mas também formal.<br><br></strong>Na poesia, os versos brancos - ou seja, sem rimas - e livres - isto é, sem uma métrica regular -, foram amplamente explorados pelos autores da época, mas <strong>a renovação formal, ou ainda, estrutural da prosa parecia um pouco mais complexa</strong>.<br><br>Embora muitos romances tenham conseguido inovações significativas - a exemplo de Macunaíma, de autoria de Mário de Andrade -, que dissolveram a noção de tempo e espaço, a irreverência modernista em <strong>textos em prosa curtos, como contos e crônica</strong>s, foi primeiro alcançada por Alcântara Machado.<br><br></div><div>Em relação à temática, Alcântara Machado foi o escritor responsável por incluir os imigrantes na literatura. Nessa inserção, o autor conseguiu identificar que <strong>a chegada dos estrangeiros – e sobretudo dos italianos – produziu alterações nos costumes da sociedade</strong> e até mesmo, como resultado dos novos conteúdos trazidos por eles, <strong>uma nova fala</strong>.<br><br><strong><em>Obras<br><br></em></strong>A produção literária de Alcântara Machado está longe de ser das mais volumosas entre os autores modernistas. Além de se dedicar aos gêneros curtos da prosa, sua morte precoce interrompeu sua carreira na literatura de forma abrupta.<br><br><br></div><ul><li>Pathé Baby, (1926)</li><li>Brás, Bexiga e Barra Funda, (1927)</li><li>Laranja da China, (1928)</li><li>Anchieta na Capitania de São Vicente, (1928)</li><li>Mana Maria (romance inacabado)</li><li>Cavaquinho e Saxofone, (1940)</li></ul><div><br><strong><em>Poesias <br><br>Livros e flores</em></strong><br><br>Teus olhos são meus livros.<br>Que livro há aí melhor,<br>Em que melhor se leia<br>A página do amor?<br><br>Flores me são teus lábios.<br>Onde há mais bela flor,<br>Em que melhor se beba<br>O bálsamo do amor?<br><strong><em><br>Saudade </em></strong><br><br>Por que sinto falta de você? Por que está saudade?<br>Eu não te vejo mas imagino suas expressões, sua voz teu cheiro.<br>Sua amizade me faz sonhar com um carinho,<br>Um caminhar, a luz da lua, a beira mar.<br>Saudade este sentimento de vazio que me tira o sono <br>me fazendo sentir num triste abandono, é amizade eu sei, será amor talvez...<br>Só não quero perder sua amizade, esta amizade... <br>Que me fortalece me enobrece por ter você.<br><br><strong><em>Trecho do livro&nbsp; “Brás, Bexiga e Barra Funda”.<br><br></em></strong>Gaetaninho<br><br>— Xi, Gaetaninho, como é bom!<br>Gaetaninho ficou banzando bem no meio da rua. O Ford quase derrubou e ele não viu o Ford. O carroceiro disse um palavrão<br>e ele não ouviu o palavrão.<br>— Eh! Gaetaninho! Vem pra dentro.<br>Grito materno sim: até filho surdo escuta. Virou o rosto tão feio de sardento, viu a mãe e viu o chinelo.<br>— Súbito!<br>Foi-se chegando devagarinho, devagarinho. Fazendo beicinho. Estudando o terreno. Diante da mãe e do chinelo parou.<br>Balançou o corpo. Recurso de campeão de futebol. Fingiu tomar a direita. Mas deu meia volta instantânea e varou pela<br>esquerda porta adentro.<br>Eta salame de mestre!<br>Ali na Rua Oriente a ralé quando muito andava de bonde. De automóvel ou carro só mesmo em dia de enterro. De enterro ou de<br>casamento. Por isso mesmo o sonho de Gaetaninho era de realização muito difícil. Um sonho.<br>O Beppino por exemplo. O Beppino naquela tarde atravessara de carro a cidade. Mas como? Atrás da tia Peronetta que se<br>mudava para o Araça. Assim também não era vantagem.<br>Mas se era o único meio? Paciência."<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 23:59:52 UTC</pubDate>
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