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      <title>Cronos...cronologia ...CRÔNICAS by Terezinha Oliveira Santos</title>
      <link>https://padlet.com/terezinhasantos/8mbqodgd20twsjkf</link>
      <description>Em diálogo com os textos </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-03-25 17:01:00 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2022-04-20 02:58:50 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Gêneros Textuais - CRÔNICA</title>
         <author>terezinhasantos</author>
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         <description><![CDATA[<div>Neste módulo, faremos a leitura e análise de duas crônicas escritas por Luís Fernando Veríssimo.<br>Você já conhece esse gênero textual, claro. Faremos uma (re)visão naquela proposta da leitura crítica ( sociológica) que tenho falado nas nossas aulas.&nbsp;<br><br>
</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-25 17:01:00 UTC</pubDate>
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         <title>Afinal, quem é Luís Fernando Veríssimo?</title>
         <author>terezinhasantos</author>
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         <description><![CDATA[<div>Gosto muito de , antes de começar a leitura de um texto, buscar informações sobre a sua autoria. Quem é ? De onde fala? ( De qual contexto geopolítico, gênero, idade, estilo). Essas coisas rsrrs.  Por quê? Porque tudo isso pode colaborar na hora de fazer a análise do texto. Tudo que está fora (contexto) pode afetar o que está dentro (cotexto) do texto, as intencionalidades de quem o produziu. Na literatura , isso não funciona muito. Depois explico por que...ou vc pode fazer  essa inferência: "Ah! Deve ser porque na literatura a autoria não tem compromisso com a realidade, pode criar um "eu imaginário", um "eu lírico". É isso!!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-25 17:05:12 UTC</pubDate>
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         <title>Crônica 1 -O povo </title>
         <author>terezinhasantos</author>
         <link>https://padlet.com/terezinhasantos/8mbqodgd20twsjkf/wish/2114176265</link>
         <description><![CDATA[<div>
<br>O povo, de Luís Fernando Veríssimo</div><div>
<br>Não posso deixar de concordar com tudo o que dizem do povo. É uma posição impopular, eu sei, mas o que fazer? É a hora da verdade. O povo que me perdoe, mas ele merece tudo que se tem dito dele. E muito mais.<br>As opiniões recentemente emitidas sobre o povo até foram tolerantes. Disseram, por exemplo, que o povo se comporta mal em grenais. Disseram que o povo é corrupto. Por um natural escrúpulo, não quiseram ir mais longe. Pois eu não tenho escrúpulo.<br>O povo se comporta mal em toda a parte, não apenas no futebol. O povo tem péssimas maneiras. O povo se veste mal. Não raro, cheira mal também. O povo faz xixi e cocô em escala industrial. Se não houvesse povo, não teríamos o problema ecológico. O povo não sabe comer. O povo tem um gosto deplorável. O povo é insensível. O povo é vulgar.<br>A chamada explosão demográfica é culpa exclusivamente do povo. O povo se reproduz numa proporção verdadeiramente suicida. O povo é promíscuo e sem-vergonha. A superpopulação nos grandes centros se deve ao povo. As lamentáveis favelas que tanto prejudicam nossa paisagem urbana foram inventadas pelo povo, que as mantém contra os preceitos da higiene e da estética.<br>Responda, sem meias palavras: haveria os problemas de trânsito se não fosse pelo povo? O povo é um estorvo.<br>É notória a incapacidade política do povo. O povo não sabe votar. Quando vota, invariavelmente vota em candidatos populares que, justamente por agradarem ao povo, não podem ser boa coisa.<br>O povo é pouco saudável. Há, sabidamente, 95 por cento mais cáries dentárias entre o povo. O índice de morte por má nutrição entre o povo é assustador. O povo não se cuida. Estão sempre sendo atropelados. Isto quando não se matam entre si. O banditismo campeia entre o povo. O povo é ladrão. O povo é viciado. O povo é doido. O povo é imprevisível. O povo é um perigo.<br>O povo não tem a mínima cultura. Muitos nem sabem ler ou escrever. O povo não viaja, não se interessa por boa música ou literatura, não vai a museus. O povo não gosta de trabalho criativo, prefere empregos ignóbeis e aviltantes. Isto quando trabalha, pois há os que preferem o ócio contemplativo, embaixo de pontes. Se não fosse o povo nossa economia funcionaria como uma máquina. Todo mundo seria mais feliz sem o povo. O povo é deprimente. O povo deveria&nbsp; ser eliminado.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-25 17:05:33 UTC</pubDate>
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         <title>Crônica 2 - A senhora  quer sambar  ( Luís Fernando Veríssimo)</title>
         <author>terezinhasantos</author>
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         <description><![CDATA[<h1>&nbsp;</h1><div>— Geneci...</div><div>— Senhora?</div><div>— Preciso falar com você.</div><div>— O que foi? O almoço não estava bom?</div><div>— O almoço estava ótimo. Não é isso. Precisamos conversar.</div><div>— Aqui na cozinha?</div><div>— Aqui mesmo. O seu patrão não pode ouvir.</div><div>— Sim, senhora.</div><div>— Você...</div><div>— Foi o copo que eu quebrei?</div><div>— Quer ficar quieta e me escutar?</div><div>— Sim, senhora.</div><div>— Não foi o copo. Você vai sair na escola, certo?</div><div>— Vou, sim senhora. Mas se a senhora quiser que eu venha na Terça...</div><div>— Não é isso, Geneci!</div><div>— Desculpe.</div><div>— É que eu... Geneci, eu queria sair na sua escola.</div><div>— Mas...</div><div>— Ou fazer alguma coisa. Qualquer coisa. Não aguento ficar fora do Carnaval.</div><div>— Mas...</div><div>— Vocês não têm, sei lá, uma ala das patroas? Qualquer coisa.</div><div>— Se a senhora tivesse me falado antes...</div><div>— Eu sei. Agora é tarde. Para a fantasia e tudo o mais. Mas eu improviso uma baiana. Deusa grega, que é só um lençol.</div><div>— Não sei...</div><div>— Saio na bateria. Empurrando alegoria.</div><div>— Olhe que não é fácil...</div><div>— Eu sei. Mas eu quero participar. Eu até sambo direitinho. Você nunca me viu sambar? Nos bailes do clube, por exemplo. Toca um samba e lá vou eu. Até acho que tenho um pé na cozinha. Quer dizer. Desculpe.</div><div>— Tudo bem.</div><div>— Eu também sou povo, Geneci! Quando vejo uma escola passar, fico toda arrepiada.</div><div>— Mas a senhora pode assistir.</div><div>— Mas eu quero participar, você não entende? No meio da massa. Sentir o que o povo sente. Vibrar, cantar, pular, suar.</div><div>— Olhe...</div><div>— Por que só vocês podem ser povo? Eu também tenho direito.</div><div>— Não sei...</div><div>— Se precisar pagar, eu pago.</div><div>— Não é isso. É que...</div><div>— Está bem. Olhe aqui. Não preciso nem sair na avenida. Posso costurar. Ajudar a organizar o pessoal. Ajudar no transporte. O Alfa Romeo está aí mesmo. Tem a Caravan, se o patrão não der falta. É a emoção de participar que me interessa, entende? Poder dizer "a minha escola...". Eu teria assunto para o resto do ano. Minhas amigas ficariam loucas de inveja. Alguns iam torcer o nariz, claro. Mas eu não sou assim. Eu sou legal. Eu não sou legal com você, Geneci? Sempre tratei você de igual para igual.</div><div>— Tratou, sim senhora.</div><div>— Meu Deus, a ama-de-leite da minha mãe era preta!</div><div>— Sim, senhora.</div><div>— Geneci, é um favor que você me faz. Em nome da nossa velha amizade. Faço qualquer coisa pela nossa escola, Geneci.</div><div>— Bom, se a senhora está mesmo disposta...</div><div>— Qualquer coisa, Geneci.</div><div>— É que o Rudinei e Fátima Araci não têm com quem ficar.</div><div>— Quem?</div><div>— Minhas crianças.</div><div>— Ah.</div><div>— Se a senhora pudesse ficar com eles enquanto eu desfilo...</div><div>— Certo. Bom. Vou pensar. Depois a gente vê.</div><div>— Eu posso trazer elas e...</div><div>— Já disse que vou pensar, Geneci. Sirva o cafezinho na sala.</div><div>&nbsp;|&nbsp;<br>&nbsp;</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-25 17:06:08 UTC</pubDate>
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         <title>Comentários  - O povo </title>
         <author>terezinhasantos</author>
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         <pubDate>2022-03-29 12:54:08 UTC</pubDate>
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         <title>Continuação= A senhora quer sambar ( comentários)</title>
         <author>terezinhasantos</author>
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         <pubDate>2022-03-29 12:54:54 UTC</pubDate>
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