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      <title>Evangelho no Lar  Utilidade providencial da fortuna  . Item 7, do cap. XVI by Vera Braga</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-07-16 12:07:50 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>vabraga</author>
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         <description><![CDATA[<p>Utilidade providencial da riqueza. Provas da riqueza e da miséria 7. Se a riqueza houvesse de constituir obstáculo absoluto à salvação dos que a possuem, conforme se poderia inferir de certas palavras de Jesus, interpretadas segundo a letra e não segundo o espírito, Deus, que a concede, teria posto nas mãos de alguns um instrumento de perdição sem apelação nenhuma, ideia que repugna à razão. Sem dúvida, pelos arrastamentos a que dá causa, pelas tentações que gera e pela fascinação que exerce, a riqueza constitui uma prova muito arriscada, mais perigosa do que a miséria. É o supremo excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual. E o laço mais forte que prende o homem à Terra e lhe desvia do céu os pensamentos. Produz tal vertigem que, muitas vezes, aquele que passa da miséria à riqueza esquece de pronto a sua primeira condição, os que com ele a partilharam, os que o ajudaram, e faz-se insensível, egoísta e vão. Mas, do fato de a riqueza tornar difícil a jornada, não se segue que a torne impossível e não possa vir a ser um meio de salvação para o que dela sabe servir-se, como certos venenos podem restituir a saúde, se empregados a propósito e com discernimento. Quando Jesus disse ao moço que o inquiria sobre os meios de ganhar a vida eterna: "Desfaze-te de todos os teus bens e segue-me", não pretendeu, decerto, estabelecer como princípio absoluto que cada um deva despojar-se do que possui e que a salvação só a esse preço se obtém; mas, apenas mostrar que o apego aos bens terrenos é um obstáculo à salvação. Aquele moço, com efeito, se julgava quite porque observara certos mandamentos e, no entanto, recusava-se à ideia de abandonar os bens de que era dono. Seu desejo de obter a vida eterna não ia até ao extremo de adquiri-la com sacrifício. O que Jesus lhe propunha era uma prova decisiva, destinada a pôr a nu o fundo do seu pensamento. Ele podia, sem dúvida, ser um homem perfeitamente honesto na opinião do mundo, não causar dano a ninguém, não maldizer do próximo, não ser vão, nem orgulhoso, honrar a seu pai e a sua mãe. Mas, não tinha a verdadeira caridade; sua virtude não chegava até à abnegação. Isso o que Jesus quis demonstrar. Fazia uma aplicação do princípio: "Fora da caridade não há salvação". A conseqüência dessas palavras, em sua acepção rigorosa, seria a abolição da riqueza por prejudicial à felicidade futura e como causa de uma imensidade de males na Terra; sem apelação nenhuma, ideia que repugna à razão. Sem dúvida, pelos arrastamentos a que dá causa, pelas tentações que gera e pela fascinação que exerce, a riqueza constitui uma prova muito arriscada, mais perigosa do que a miséria. É o supremo excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual. E o laço mais forte que prende o homem à Terra e lhe desvia do céu os pensamentos. Produz tal vertigem que, muitas vezes, aquele que passa da miséria à riqueza esquece de pronto a sua primeira condição, os que com ele a partilharam, os que o ajudaram, e faz-se insensível, egoísta e vão. Mas, do fato de a riqueza tornar difícil a jornada, não se segue que a torne impossível e não possa vir a ser um meio de salvação para o que dela sabe servir-se, como certos venenos podem restituir a saúde, se empregados a propósito e com discernimento. Quando Jesus disse ao moço que o inquiria sobre os meios de ganhar a vida eterna: "Desfaze-te de todos os teus bens e segue-me", não pretendeu, decerto, estabelecer como princípio absoluto que cada um deva despojar-se do que possui e que a salvação só a esse preço se obtém; mas, apenas mostrar que o apego aos bens terrenos é um obstáculo à salvação. Aquele moço, com efeito, se julgava quite porque observara certos mandamentos e, no entanto, recusava-se à idéia de abandonar os bens de que era dono. Seu desejo de obter a vida eterna não ia até ao extremo de adquiri-la com sacrifício. O que Jesus lhe propunha era uma prova decisiva, destinada a pôr a nu o fundo do seu pensamento. Ele podia, sem dúvida, ser um homem perfeitamente honesto na opinião do mundo, não causar dano a ninguém, não maldizer do próximo, não ser vão, nem orgulhoso, honrar a seu pai e a sua mãe. Mas, não tinha a verdadeira caridade; sua virtude não chegava até à abnegação. Isso o que Jesus quis demonstrar. Fazia uma aplicação do princípio: "Fora da caridade não há salvação". A consequência dessas palavras, em sua acepção rigorosa, seria a abolição da riqueza por prejudicial à felicidade futura e como causa de uma imensidade de males na Terra; IA. 1. uma síntese do tema 2. Historieta curta. 3. Pergunta reflexiva. è para pessoas adultas e acadêmicas. Usar profundidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-16 12:10:55 UTC</pubDate>
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         <author>vabraga</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>2. Historieta curta – <em>A Porta e o Peso</em></strong></p><p>Um homem chegou à beira de uma grande porta. Do outro lado, diziam, havia um campo de paz, luz e liberdade.<br>Tentou atravessá-la, mas sua mochila estava pesada demais. Carregava joias, documentos, títulos, chaves de cofres e medalhas de reconhecimento. A porta não se movia.</p><p>— Talvez se eu empurrar mais forte… — pensou.</p><p>Empurrou por anos. E nada.</p><p>Até que uma senhora pobre, com as mãos vazias e o olhar sereno, passou suavemente pela porta. O homem, ofegante, perguntou:</p><p>— Como conseguiu?</p><p>Ela respondeu, sorrindo:</p><p>— Eu não trouxe nada, mas ofereci tudo o que tinha, no caminho.</p><p>O homem, em silêncio, começou a tirar item por item da mochila. E, a cada desapego, a porta se aliviava.</p><p>Até que, enfim… abriu-se.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-16 12:11:39 UTC</pubDate>
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         <author>vabraga</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Pergunta reflexiva</strong></p><p><strong>Aquilo que possuímos está nos libertando ou nos aprisionando?</strong><br>O que, em nossa vida, poderia ser transformado de posse em partilha — de peso em caminho?</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-16 12:12:05 UTC</pubDate>
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         <author>vabraga</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>A riqueza como prova e não como condenação</strong></p><p>O texto analisa a riqueza não como um mal absoluto, mas como uma prova de alta exigência moral. Ela seduz, exalta o egoísmo e o orgulho, prendendo o ser humano à Terra e dificultando sua elevação espiritual. Ainda assim, não é a riqueza em si que condena, mas o apego a ela. O verdadeiro perigo está na ilusão que a posse material produz — vertigem que faz o rico esquecer a solidariedade e a compaixão.<br>Jesus, ao convidar o jovem rico a abandonar seus bens, revela não um dogma de pobreza compulsória, mas o obstáculo espiritual representado pelo apego. O episódio evidencia que não basta cumprir preceitos exteriores da moral; é preciso ter caridade verdadeira, capaz de ir até a renúncia. A riqueza, como os venenos, pode matar ou curar — depende do uso que dela se faz.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-16 12:12:46 UTC</pubDate>
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