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      <title>Arte na (lou) Cura. by Beatriz Amirrah Lima Da Silva</title>
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      <description>Trabalho Final da Disciplina Saúde Cuidado e Qualidade de Vida. (GCCS658)
Docente: Professor Marcus Matraca</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-11-15 00:55:40 UTC</pubDate>
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         <title>A arte como representação das nossas inquietudes. </title>
         <author>beatrizamirrah</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-11-15 01:05:20 UTC</pubDate>
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         <title>Susanismo e saúde mental</title>
         <author>beatrizamirrah</author>
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         <description><![CDATA[<div>O homem carregando o peso do que sente em seu coração.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-15 01:06:04 UTC</pubDate>
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         <title>Nise: O Coração da Loucura</title>
         <author>beatrizamirrah</author>
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         <description><![CDATA[<div>O estigma da loucura<br><br>Os números demonstram, nos últimos trinta anos, crescimento consistente 66 REVISTA DO CENTRO DE PESQUISA E FORMAÇÃO / Nº 10, agosto 2020 Cultura, saúde mental e a revolução científica de nosso tempo tanto no que se refere aos casos de doenças crônicas como também em relação às variadas desordens de saúde mental (PORDEUS, 2017). Ao mesmo tempo, percebe-se a preponderância cada vez maior de uma abordagem comercial da saúde pública. Em passagens de seu livro O mundo das imagens, a doutora Nise da Silveira (1992) afirma:&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <sub>A indústria da loucura é uma aplicação lucrativa do capital, as poderosas multinacionais da droga bem o demonstram. (…) O que importa, portanto, é o lucro proporcionado pelo individuo admitido ou readmitido. À medida que mais hospitalizações acontecem, melhor. (…) Mesmo os hospitais públicos dos países pobres alocam grande parte dos seus precários fundos à compra de neurolépticos, que são administrados em doses excessivas na maioria das vezes (p. 14). <br><br><br></sub>Nesse ponto, Nise da Silveira dialoga muito com a ideias do Micheal Foucault, enquanto que a Nise nos faz refletirmos sobre esse estigma da loucura e sua comercialização, Foucaut nos demonstra como a luta antimanicomial é urgente no sentido de romper, com a moralização da racionalidade. Será que ainda vivemos no século XVII?<sub><br><br></sub>Recordemos as ideias apresentadas na <em>História da Loucura</em>. Segundo Foucault, na Renascença ainda falava alto uma experiência trágica da loucura, que se mesclava então às seduções e aos perigos do mundo e do conhecimento. Ora, da Renascença à Idade Clássica, ocorre todo um processo de domesticação, de dominação da loucura, que vai culminar no nascimento do asilo de alienados.</div><div>A <em>História da loucura</em> destaca a prática do grande internamento, no século XVII, quando instituições do tipo casas de força, casas de correção, casas de trabalho proliferam velozmente em toda a Europa. Por uma política de controle daqueles que não têm lugar no mundo do trabalho, ao lado dos mendigos, dos libertinos, dos feiticeiros, o louco será conduzido pela polícia ao enclausuramento, cuja perspectiva é correcional, não terapêutica, e do qual a Medicina se encontra inteiramente ausente.</div><div>Não é que a Medicina não prossiga, em outros espaços, suas relações já antigas com a loucura. O reconhecimento jurídico da loucura esteve ligado a seu diagnóstico pela Medicina desde o direito romano. A partir do século VII, originados no mundo árabe, já existiam hospitais destinados apenas aos loucos. E então, no século XVII, os médicos vão formular algumas classificações, concepções e terapêuticas da loucura. Contudo (e isto é muito curioso, é uma novidade muito interessante trazida por Foucault), esse trabalho médico é feito inteiramente à parte do mundo do internamento, onde se encontra de fato a maioria dos loucos.</div><div>Fora de lá, os médicos inauguram um modo de classificação das doenças que segue o modelo da botânica, nele incluindo os males do espírito. Conceberão essas doenças segundo as especulativas teorias médicas dos humores, das fibras, dos espíritos animais, de Galeno a Descartes: a loucura é uma espécie de movimento irracional posto em ação pela paixão, que afeta igualmente e, ao mesmo tempo, o corpo e a alma. Na mania, por exemplo, os espíritos animais se movimentam com violência, penetrando novas vias do cérebro que não deviam ser percorridas: daí um curso de ideias estranho e gestos agitados. O tratamento, em afinidade com essa concepção, consiste em corrigir o desarranjo desse movimento, de forma devolvê-lo à ordem natural dos movimentos do mundo; para isso servem desde as suaves viagens de barco, onde o balanço regular das ondas ordena o movimento desordenado da loucura para torná-lo conforme às leis da natureza, até as violentas duchas de água fria.</div><div>Ora, curiosamente, essas concepções do século XVII não deixaram vestígio algum nas atuais classificações dos transtornos mentais, que se iniciam, como se sabe, a partir de Pinel. O que permanecerá de tudo isso, e permanecerá com grande força, é a prática da internação do louco, mas justificada por outros raciocínios e razões. Como diria Nietzsche, obliterações, reinterpretações na constituição dos saberes, e não o seu progresso linear em direção à verdade.</div><div>Esses dois domínios, o institucional (do internamento) e o médico (fora do internamento e alheio a ele), jamais chegam a se tocar. No entanto ambos têm um núcleo comum: baseiam-se em razões morais. No internamento, onde o louco é colocado ao lado de personagens moralmente comprometidos (sodomitas, feiticeiros, filhos desobedientes, etc.), a loucura começa a avizinharse do pecado. Essa aproximação reflete uma reestruturação ética característica da Idade Clássica, em que a luta do bem e do mal se reduplica na oposição razão <em>versus</em> desrazão. Num outro espaço, o da experiência médica, distinto, repito, daquele do internamento, a classificação das formas de loucura procura seguir o critério objetivo da botânica, mas acaba chegando a bizarras categorias, como aquela que inclui 16 variedades de loucura (a loucura ciumenta, a loucura avara, a loucura arrogante, a loucura irascível, e assim por diante), cada uma delas correspondendo a uma falha moral! Nessa perspectiva, a loucura, tanto no mundo do internamento como na abordagem médica, é uma das figuras da desrazão: é erro, cegueira, obnubilação da relação do homem com a verdade do mundo.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-15 01:06:26 UTC</pubDate>
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         <title>Crônica</title>
         <author>beatrizamirrah</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Joaquim e sua mania de pensar demais.</strong></div><div><br><br></div><div>Era uma manhã de segunda-feira -literalmente- uma segunda-feira que seria mais uma daquelas, que a gente não quer ver o sol. Mais um dia em que eu me pergunto o porquê certas coisas acontecem na nossa vida, mas vamos lá. Joaquim, meu tio irmão do meu pai, mora na mesma casa que eu, e já é a minha função zelar pelos cuidados dele. Um homem de 43 anos, magro e que nunca teve acesso aos estudos, a uma vida digna… nem carteira de identidade ele tinha, coitado. Ele sempre teve esquizofrenia desde novo, sofreu muito na família por que todos achavam que ele era louco por que pensava demais. É que ele tem umas manias doidas de fazer desenhos de pessoas perseguindo ele no chão do nosso quintal. Eu já me acostumei, e até acho engraçado, mas o que eu não me acostumo é das pessoas chamarem ele de maluco por que ele ri demais, ouve vozes e diz até que alguns tios nossos são inimigos.&nbsp;</div><div>Nesta segunda-feira, como todas as outras durante 10 anos, fui levar Joaquim para o psiquiatra. Hoje é dia de ele mudar os desenhos no chão e chorar igual a menino pequeno em seu quarto. Tá, fomos mais uma vez ao psiquiatra. geralmente eu pego um uber, por que no ônibus Joaquim chama a atenção das pessoas. Mas é nesse momento que fico revoltada e não quero acreditar mais nas epssoas. Mas é por Joaquim que eu ainda vou nesse&nbsp; ônibus que deveria ser chamado, circo de horrores. Nele, eu consigo enxergar os rostos da falta de empatia, compreensão e amor. E eu penso o quanto aprendi com aquela frase do Carl Jung”Tudo que a mente moderna não consegue definir ela considera como demência “ e pasmem: as pessoas ficam apavoradas e se tornam verdadeiro animal primitivo daquilo que ela não tem conhecimento, seja em aspectos da saúde, seja em aspectos variados da vida, elas legitimam os seus medos e impõe suas limitações as outras pessoas. É&nbsp; triste ver que quanto mais vamos descobrindo novos horizontes da mente humana, vamos ficando mais perdidos e desorientados. Essa parte você ignora por que vamos focar no psiquiatra de Joaquim.&nbsp;</div><div><br></div><div>No psiquiatra, eu venho percebendo, em parceria com os médicos do Joaquim, que sua esquizofrenia estava muito mais grave, e estava cada vez mais difícil lidar com suas emoções e comportamentos inesperados. Eu estava maluca porque precisava acessar cada dia mais como a mente de Joaquim funcionava. Sério gente, é muito difícil lidar com essas coisas e não saber como proceder, como trabalhar e principalmente, ver um ente querido seu passando por tratamentos que não fazem ele ser “normal”.</div><div><br></div><div>Para minha sorte, seu psiquiatra era simpatizante das terapias não convencionais para ajudar nos processos e entender melhor como funcionava a cabeça de Joaquim. Eu achei ótimo, quem sabe pelo menos, ele consiga ser amado pelas outras pessoas como eu o amo. Sei lá, esse medicamentos todos acabam com a cabeça dele e a minha também. Será também que sou maníaca?&nbsp;</div><div><br></div><div>Enfim, Joaquim passou a frequentar atividades de pintura em um centro cultural perto da nossa casa. O governo faz aquelas ações de arte para os pobres que possuem doenças psíquicas&nbsp; e depois não garante que tenhamos a efetividade no tratamento completo. Quanta hipocrisia.</div><div><br></div><div>Mas não é que tá dando certo? A moça lá do centro disse que Joaquim tá mega concentrado nas pinturas, ela até mencionou que tudo que ele pinta tem haver com os seus sonhos, seus desejos mais profundos..Só de ouvir essa mulher eu também fiquei doidinha da cabeça. Mas o que mais tem chamado a minha atenção é que por mais louco que seja, a&nbsp; arte tá mudando o meu Tio Joaquim. Ele chega em casa e consegue realizar suas tarefas básicas sem episódios de crise. Claro, a medicação dele é da boa, mas as suas pinturas tem ajudado muito nos seus pensamentos, ele parou de me chamar e dizer que tem vizinhos na janela, as vozes foram diminuindo e ele consegue até cantar meu louvor de manhã.</div><div><br></div><div>É, eu quero ver agora os vizinhos falarem que Joaquim pensa demais,&nbsp; como Horácio proclamou a propósito da insanidade ao mesmo tempo fingida e verdadeira do príncipe Hamlet: “Loucura embora, tem seu método.”&nbsp;<br><br>Autoria Própria, Beatriz Amirrah. 2022</div><div><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-15 01:07:35 UTC</pubDate>
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         <title>Loucura e literatura </title>
         <author>beatrizamirrah</author>
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         <description><![CDATA[<div>Como é por dentro outra pessoa?<br>Quem é que o saberá sonhar?<br>A alma de outrem é outro universo<br>Com que não há comunicação possível,<br>Com que não há verdadeiro entendimento.<br><br>Nada sabemos da alma<br>Senão da nossa;<br>As dos outros são olhares,<br>São gestos, são palavras,<br>Com a suposição<br>De qualquer semelhança no fundo.</div><div><a href="https://www.pensador.com/autor/fernando_pessoa/">Fernando Pessoa</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-15 01:10:30 UTC</pubDate>
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         <title>Novas possibilidades médicas e científicas</title>
         <author>beatrizamirrah</author>
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         <description><![CDATA[<div>Cultura, saúde e doença enfatiza o papel que a antropologia médica pode desempenhar na compreensão dos problemas de saúde em diversos contextos culturais e sociais, e como prevenir e lidar com eles. São apresentados novos tópicos, entre eles - perspectivas interculturais sobre o ciclo humano de vida, especialmente infância e velhice; narrativas de pacientes sobre doença e sofrimento; visão das crianças da doença e da assistência médica; efeitos sociais e psicológicos da tecnologia médica; aspectos culturais da deficiência e comprometimento físicos; perspectivas antropológicas dos transtornos psicossomáticos; dimensões culturais da malária, da tuberculose e da epidemia de AIDS; problemas de saúde de refugiados; efeitos da globalização sobre a nutrição e a desnutrição; a relação de dieta com o câncer..<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-15 01:15:01 UTC</pubDate>
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         <title>Já dizia Machado de Assis que “De médico e louco todo mundo tem um pouco”.</title>
         <author>beatrizamirrah</author>
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         <description><![CDATA[<div><em>O Alienista</em>, de 1882.<br>“Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas muito ajuizadas.”&nbsp;<br><br><br>O que foi o alienismo?</div><div><br></div><div>O alienismo estudado por Simão Bacamarte foi um campo bastante popular a partir do final do século XVIII, e começo do XIX, tendo surgido na França com o médico <strong>Philippe Pinel</strong> após a publicação dos seus livros <strong><em>Nosografia Filosófica</em></strong> (1798) e <strong><em>Tratado Médico-Filosófico Sobre a Alienação Mental</em></strong>, ou <strong><em>A Mania</em></strong> (1801).</div><div><br></div><div>Os estudiosos da época o tornaram uma resposta da ciência médica para a questão da "loucura", antes pensada apenas sob as lentes da religião. Como aponta <strong>Ramos Teixeira</strong> (2012), a "loucura" foi redescrita como alienação mental – isto é, como uma doença que deveria ser tratada por um tipo especial de medicina, segundo os paradigmas do tratamento físico-moral pineliano e da teoria das paixões, passando a ser entendida como uma afecção médica provocada pela combinação de causas físicas e morais. Neste contexto, surge um novo especialista, o alienista, a quem compete tratar, usando uma expressão da época, "dos infelizes privados do uso da razão". Aparecem também os hospícios, lugares de triunfo e operação desta nova concepção.</div><div><br></div><div>O nascente alienismo buscou retirar a tal "loucura" do terreno das especulações metafísicas e religiosas, apresentando-se como uma alternativa mais moderna e humanitária ao já existente cuidado religioso, oferecido aos que possuíam a condição na Europa, por diversas irmandades religiosas e hospitais de caridade.<br><br>"A primeira tipificação da loucura, a mais simplista, determinava como louco aquele com comportamento anormal em relação à maioria. A segunda teoria, mais ampla e determinista, parte do princípio de que a razão é o perfeito equilíbrio de todas as faculdades,<em> '[...] fora daí, insânia, insânia e só insânia</em> (Assis, 1994, p 08)'. A terceira teoria qualificava a loucura em tipologias que se restringem a quatro categorias: os leais, os justos, os honestos, os imparciais. O equilíbrio dessas qualidades implicaria em lucidez, sendo o desequilíbrio o contrário."<br><br><br>Pensar e cuidar da saúde mental em tempos de pós pandemia, com o peso das notícias que nos cercam, lutos e contextos políticos, é um exercício crucial de autocuidado. É olhar os nossos e a nós mesmos. Em um contexto de seguidos retrocessos governamentais de desfinanciamento do nosso Sistema Único de Saúde (SUS) e o desmonte sucessivo dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), precisamos ficar atentos ao todo que nos cerca e defender essas iniciativas que de fato beneficiam a sociedade. Além disso, a reflexão sobre o incentivo governamental de Comunidades Terapêuticas pelo atual governo Bolsonaro é um ponto crucial para o entendimento de motivações e fios condutores de políticas públicas, e é nesse sentido que a luta antimanicomial tem atuado com vigor.</div><div><br></div><div>Diante disso tudo, a leitura de <strong><em>O Alienista</em></strong> é uma experiências bastante única, abordando vários pontos de reflexão sobre ciência, o significado do que é considerado loucura em contextos específicos, relações políticas complexas e as intenções que nem sempre são expostas, mas fazem parte dos porquês de determinadas atitudes. O conto é um retrato histórico bastante rico sobre o seu tempo, mas também um ponto de partida para uma análise de questões atuais sobre a saúde mental e das lutas sociais que nos cercam.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-15 01:18:23 UTC</pubDate>
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         <title>Carl Jung: um dos pais da psiquiatria</title>
         <author>beatrizamirrah</author>
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         <description><![CDATA[<div>-inconsciente coletivo.<br><strong><em>“Mesmo uma vida feliz não pode existir sem um pouco de escuridão”</em></strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-15 02:22:50 UTC</pubDate>
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         <title>Poesia do ama(d)or </title>
         <author>beatrizamirrah</author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div>A doença é uma pausa não programada da vida.</div><div>Ela vem em silêncio, outrora com um barulho estarrecedor.</div><div>Barulho esse que quebra a distância e o orgulho.&nbsp;</div><div>A saúde como ausência de doença, é só mais uma falácia da dor.</div><div><br></div><div>Ela é relativa mas o que nesse mundo é constante?</div><div>Apenas a certeza de que a vida não é isenta de distantes.</div><div>Ainda que livres, vivemos aprisionados.</div><div>Como reféns dependentes do alívio temporário de pequenos afagos.</div><div><br></div><div>E sem se dar conta desse ciclo vicioso, nos distanciamos da arte de viver.</div><div>O viver ele é efêmero e ao mesmo tempo constante, em oposição às receitas e incertezas.</div><div>Do movimento mais complexo da dança até o mais singelo ato de prazer.</div><div><br><br></div><div>A&nbsp; esperança invade todos os cômodos, todos os corpos sem pedir licença.</div><div>Da escrita criativa à prescrição, sem medicação o corpo corresponde ao seu antídoto.</div><div>Dessa arte, uns vivem, outros sobrevivem mas só alguns renascem.</div><div><br>É na dor e no amor, que a cura vem trazendo acalanto ao mais bravo dos oceanos.&nbsp;</div><div>Do amor, tudo de mais belo vive e sobrevive.</div><div>Ele é absoluto, assim revela o mais belo e infinito do ser humano.</div><div>Aprender da vida, seus limites e contratempos.</div><div><br><br>Na dor, na doença, na saúde e no amor, de todos os jeitos e trejeitos.</div><div>A arte vem como um antídoto, um escape único, que apesar de sua beleza e maestria é ultrajada como ineficiente.</div><div>E é através dela que nós, seres humanos podemos moldar uma saúde mais humanitária em contrapartida a bulas e receitas.</div><div>Viver é mudar, a cada milésimo de segundo.</div><div>Você está em constante transformação ou apenas vivendo como o mundo? &nbsp;</div><div><br>Autoria própria, Jaqueline Oliveira. 2022<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-15 03:40:29 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>beatrizamirrah</author>
         <link>https://padlet.com/beatrizamirrah/8he1k9t30jqwqtta/wish/2421384243</link>
         <description><![CDATA[<div>“A loucura de Kate” (1806), Henry Fuseli</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-15 03:56:12 UTC</pubDate>
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         <title>A compreensão das emoções como ponto de revolução paradigmática entre Descartes e Spinoza</title>
         <author>beatrizamirrah</author>
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         <description><![CDATA[<div>O trabalho de Nise da Silveira como exemplo pioneiro de medicina ecológica.<br>De todos os exemplos de experiências terapêuticas significativas em cenários desfavoráveis, justamente em que modelos científicos robustos e adequados são necessários, destaca-se&nbsp; o exemplo da psiquiatra brasileira Nise da Silveira (1905-1999). Em uma experiência que se iniciou em 1944, no Hospício do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, Nise finca sua ciência em dois autores fundamentais: Carl Jung e Baruch Spinoza (MELLO, 2014).&nbsp;<br><br>Ela demonstra conceitos essenciais da obra spinoziana, como a noção de que as imagens são emoções consideradas em conjunto, já que a ideia é expressão simultânea do afeto. Tudo é uno em Spinoza e na biologia do novo tempo (SILVEIRA, 1995). De Jung, ela aprende que essas imagens- -afeto se apresentam em padrões conservados ao longo das gerações e aparecem em situações em que predominam as forças do inconsciente coletivo: delírios, psicoses, transes, sonhos, visões e sintomas psiquiátricos. O pioneirismo de Nise está justamente em observar esses afetos utilizando o recurso das artes visuais, estimulando seus pacientes a se expressarem por meio de diversos suportes disponíveis (idem, 1981).&nbsp;<br>Carl jung era uma referência para a Nise da Silveira, por que em suas obras ele trazia os estudos dos sonhos como uma interpretação do nosso inconsciente.&nbsp; Assim, como Spinoza, que para ela seria a referência de explicar e compreender as emoções.&nbsp;<br><br>A Nise é uma referência no campo de saúde e do cuidado, visto que compreende e têm uma visão antropológica de uma medicina nova, que traz cuidado e novas formas de promoção de saúde.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-15 15:16:21 UTC</pubDate>
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         <title>Arterapia como promoção de Saúde </title>
         <author>beatrizamirrah</author>
         <link>https://padlet.com/beatrizamirrah/8he1k9t30jqwqtta/wish/2421981121</link>
         <description><![CDATA[<div><br><br></div><div>Para Organização Pan-Americana da saúde (2018), os fatores sociais, culturais, econômicos, políticos e ambientais são os determinantes da saúde mental e transtornos mentais, pois além dos distúrbios, existem fatores que desenvolvem estas doenças mentais. Visto que esses determinantes possuem uma grande potencialidade de influência sobre os indivíduos no cotidiano desenvolvendo os transtornos mentais.<br><br></div><div>A arteterapia, para Coqueiros et al. (2010), permite aos utilizadores desse processo a oportunidade de trabalharem e vivenciarem suas angústias, medos e bloqueios de uma forma mais adaptativa e menos sofrível. Consolida-se como uma ferramenta eficaz para canalizar e converter os conflitos advindos do adoecimento mental.<br><br></div><div>De certo ponto, a arte é um importante dispositivo no cenário do processo terapêutico promovendo diversos benefícios ao usuário como a humanização das pessoas portadoras de transtornos mentais e melhoria em todos âmbitos da saúde, principalmente a mental,&nbsp; justificando a relevância do trabalho, tanto no âmbito científico, difundindo o conhecimento da arteterapia como ferramenta psicológica, bem como as vantagens de sua utilização no trabalho do psicólogo.<br><br><br><strong>Alguns dispositivos sociais que atuam com arterapia a titulo de conhecimento:</strong><br>Práticas integrativas no SUS: Aromaterapia&nbsp;<br>Cidade da Luz (Atendimento da Maurício de Nassau).Rua Barreto Pedros, Pituaçu. Salvador BA<br>Serviço de Práticas Integrativas. Ambulatório Magalhães Neto, 3º andar, HUPES. Rua Padre Feijó, Canela.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-15 15:24:36 UTC</pubDate>
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         <title>Wassily Kandinsky (1866 — 1944)</title>
         <author>beatrizamirrah</author>
         <link>https://padlet.com/beatrizamirrah/8he1k9t30jqwqtta/wish/2421989646</link>
         <description><![CDATA[<div>Nise citava suas obras expressivas e reflexivas.<br>Nise expressa a todos os momentos em sua obra que o ambiente terapêutico propício à prática da Emoção de Lidar é o ambiente livre de regras e coerções, onde é permitida ao indivíduo a prática da livre criação. É nesse ambiente rico em improvisação que a experiência clínica demonstra a emergência de “imagens do inconsciente”, afetos-imagens, arquétipos mitológicos junguianos que são objeto do processo terapêutico individual e coletivo.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-15 15:31:38 UTC</pubDate>
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