<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Poesia Trovadoresca Galego-Portuguesa  by Poliana Pimenta</title>
      <link>https://padlet.com/ppimenta77/8fx1ck2tv47r</link>
      <description>Aspectos gerais!</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-09-12 01:26:55 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2018-09-12 01:51:10 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>VERSIFICAÇÃO </title>
         <author>ppimenta77</author>
         <link>https://padlet.com/ppimenta77/8fx1ck2tv47r/wish/280159444</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><em>Atafinda ou atá-finda</em></strong>: Processo poético que consiste em levar o pensamento, ininterruptamente, até ao fim da cantiga, usando para isso o processo de encavalgamento na articulação das estrofes.<br><br></div><div><strong>Cobla, copla, cobra:</strong> Estrofe <br><br></div><div><strong>Coblas alternas:</strong> O esquema rimático alterna, segundo o modelo I-III, II-IV.<br><br></div><div><strong>Coblas capcaudadas:</strong> O primeiro verso de uma estrofe retoma a rima do último verso da estrofe anterior. <br><br></div><div><strong>Coblas capdenals:</strong> Repetição da mesma palavra ou grupo de palavras no início do mesmo verso em estrofes sucessivas (pode incluir a finda).<br><br></div><div><strong>Coblas capfinidas</strong>: O primeiro verso de uma estrofe retoma uma palavra do último verso da estrofe antecedente (se a cantiga for de refrão, estará no refrão). <br><br></div><div><strong>Coblas doblas ou pareadas: </strong>O mesmo esquema rimático se repete de duas em duas, segundo o modelo I-II, III-IV. <br><br></div><div><strong>Coblas singulares:</strong> As rimas mudam de estrofe para estrofe. <br><br></div><div><strong>Coblas uníssonas:</strong> A mesma série de rimas em todas as estrofes. <br><br></div><div><strong>Dobre:</strong> Prova de virtuosismo formal que consistia na repetição vocabular simétrica em que a palavra repetida poderia estar no início, no interior ou no final do verso, mas que a disposição escolhida para a primeira estrofe tinha de ser a mesma em todas as estrofes; e a palavra repetida podia ser diferente de estrofe para estrofe. <br><br></div><div><strong>Encavalgamento ou transporte: </strong> Processo poético que consiste em completar a ideia de um verso no verso seguinte, não coincidindo, portanto, a pausa métrica com a pausa sintática. <br><br></div><div><strong>Finda:</strong> Estrofe curta (geralmente constituída por três versos) que serve de remate e em que o poeta sintetiza o assunto da composição. <br><br></div><div><strong>Leixa-prém:</strong> Traduzido à letra: deixa-toma. É o procedimento formal necessário para a cantiga paralelística perfeita. Consiste no seguinte: o 2º verso da 1ª estrofe repete-se no 1º verso da estrofe alternada ao longo de toda a cantiga. <br><br></div><div><strong>Mozdobre ou mordobre:</strong> A definição é feita a partir do dobre: a única distinção é que, no mozdobre, a palavra repetida aparece em formas diversas (coincide às vezes com a rima derivada). <br><br></div><div><strong>Palavra perduda ou verso perdudo:</strong> Verso inserido no corpo da estrofe que não rimava com nenhum dos outros da mesma estrofe (prova de mestria). <br><br></div><div><strong>Palavra-rima:</strong> Utilização da mesma palavra em posição de rima (confunde-se às vezes com o dobre).<br><br></div><div><strong>Paralelismo:</strong> O paralelismo constitui uma das características estruturais da lírica galego-portuguesa, consistindo na repetição simétrica de palavras, estruturas rítmico-métricas ou conteúdos semânticos. <br><br></div><div><strong>Paralelismo imperfeito:</strong> Acontece quando o esquema do leixa-prém não se repete rigorosamente. <br><br></div><div><strong>Paralelismo perfeito ou puro:</strong> Uso do leixa-prém. <br><br></div><div><strong>Paralelismo semântico ou conceptual:</strong> Repetição de figuras de retórica; repetição, por outras palavras, daquilo que se disse na primeira estrofe. O paralelismo conceptual recusa a repetição do leixa-prém ou a simples variação sinonímica.<br><br></div><div> <strong>Paralelismo sintático ou estrutural:</strong> Repetição de uma determinada construção sintática e rítmica. O poeta podia obter a variação mediante três processos: - substituição da palavra rimante por um sinónimo; - transposição das palavras (alteração da ordem); - repetição do conceito mediante a negação do conceito oposto.<br><br></div><div><strong>Paralelismo verbal, literal ou de palavra:</strong> Repetição (no mesmo lugar) de palavras, expressões ou versos inteiros, na cantiga, quer siga ou não o leixa-prém. Pode ocorrer também o paralelismo verbal com substituição sinonímica (embora formalmente diferente, é semanticamente igual). O paralelismo verbal arrasta consigo uma certa monotonia evitada se recorrerem à variação (que pressupõe uma certa progressão no pensamento). <br><br></div><div><strong>Rima:</strong> derivada Emprego de formas diversas da mesma palavra em posição de rima (confunde-se, às vezes, com o mozdobre). <br><br></div><div><strong>Rima:</strong> equívoca Repetir a mesma palavra dando-lhe significações diferentes (confunde-se às vezes com o dobre). <br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-09-12 01:31:46 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/ppimenta77/8fx1ck2tv47r/wish/280159444</guid>
      </item>
      <item>
         <title>CLASSIFICAÇÃO DAS CANTIGAS </title>
         <author>ppimenta77</author>
         <link>https://padlet.com/ppimenta77/8fx1ck2tv47r/wish/280160622</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div><strong>Cantigas de Amor: <br></strong><br></div><div>·         O eu lírico é masculino; </div><div>·         O amor é uma fatalidade, não pode-se escapar dele; </div><div>·         O enamorado torna-se louco, perdido e coitado de amor; </div><div>·         A dama é uma mulher inacessível, altiva, formosa e ideal; </div><div>·      Amor cortês: existe um código de honra nesse amor. O trovador serve a dama; submete-se à sua vontade e seus caprichos; ela é a suserana que domina o coração do homem que a ama; </div><div>·         Existe um estado de tensão por um ideal de mulher ou ideal de amor;</div><div>·         Essas cantigas são, em sua maioria, cantigas de maestria; <br><br></div><div><strong>Cantigas de Amigo: <br></strong><br></div><div>·         O eu lírico é feminino;</div><div>·         A donzela exprime a sua situação amorosa ou os seus dramas na relação com o amigo;</div><div>·         O amor é natural e espontâneo, mas pode provocar os ciúmes, a angústia ou o arrebatamento apaixonado;</div><div>·         Apresentam um carácter feminino traduzido na sedução, nas saudades, na confiança amorosa, no sofrimento e nos queixumes;</div><div>·         O amor puro ou a paixão arrebatadora, as traições ou os ciúmes, deram origem a uma poesia marcadamente afetiva;</div><div>·         Revelam belos quadros sentimentais da donzela, frequentemente emoldurados pela Natureza;</div><div>·         Natureza: personificada, confidente ou tradutora do estado de espírito: alegre, alterosa; a <em>Natureza anímica</em> que possibilita uma intimidade espontânea com a donzela: as "ondas do mar de Vigo", as "avelaneiras", as "flores do verde pino";</div><div>·         Expressão do amor natural e espontâneo, da obsessão amorosa ou da ternura, da saudade, do sofrimento da angústia; </div><div>·          Sedução e indício do erotismo feminino;</div><div>·         São cantigas simples, com um fundo de frases feitas, tendo o refrão e o paralelismo como marcas distintivas. <br><br></div><div><strong>Cantigas de Escárnio e Maldizer: <br></strong><br></div><div>·         A cantiga de escárnio conteria sátira indireta, realizada por meio de sarcasmo, da zombaria e de uma linguagem de sentido ambíguo; </div><div>·         A cantiga de maldizer é de sátira direta, agressiva, contundente, e lançaria mão duma linguagem objetiva e sem disfarce algum; </div><div>·         A distinção entre cantigas de escárnio e maldizer nem sempre é visível, pois existem várias cantigas eu misturam os dois processos; </div><div>·         Expõem vícios e costumes: a avareza, a vaidade, a crença em agoiros, o casamento por rapto, a homossexualidade, entre outros. </div><div>·         Faz paródia com os temas e as formas da poesia lírica amorosa.</div><div>·         Reflexivas e críticas.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-09-12 01:38:09 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/ppimenta77/8fx1ck2tv47r/wish/280160622</guid>
      </item>
      <item>
         <title>TIPOLOGIA DAS CANTIGAS DE AMIGO </title>
         <author>ppimenta77</author>
         <link>https://padlet.com/ppimenta77/8fx1ck2tv47r/wish/280161072</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><strong>Alba, alva ou alvorada</strong> </li></ul><div>Terminologia tirada à lírica provençal, é a designação que os estudiosos, à falta de outra melhor, dão às cantigas de amigo em que aparece o tema da alvorada. Focaliza o amanhecer depois de uma noite de amor. Devemos salientar, no entanto, que há apreciável diferença entre a alba galego-portuguesa e a occitânica, o que tem levado alguns a negar a existência do género no Ocidente peninsular. Parece-nos apressado esse modo de ver radical, pois, no caso, poderia ter havido a confluência de um motivo autóctone relacionado com a alvorada com o da alba provençal. Se esta, durante certo tempo, se restringiu ao motivo da separação, ao romper do dia, de dois amantes, acordados pelo grito do vigia dos castelos, não faltam exemplos posteriores em que a inoportuna intervenção do gaita é substituída pelo canto dos pássaros.<br><br></div><ul><li><strong>Bailada ou bailia</strong></li></ul><div>Composta para ser cantada e dançada, caracterizada pelo grande investimento formal no seu carácter musical, para o qual concorrem sobretudo o paralelismo e o refrão.<br><br></div><ul><li><strong>Barcarola ou marinha</strong></li></ul><div><br>É uma variedade de cantiga de amigo em que o mar, e por extensão um rio (frequente sinónimo combinatório de mar), constituem o elemento essencial, pois são a causa da separação e o meio para o reencontro dos apaixonados: a presença de ondas, ou de barcos que chegam, é só mais uma achega ao conjunto. A fúria do mar ou a maré inesperada funcionam em certas ocasiões como símbolos de isolamento da mulher.<br>Todas as cantigas de amigo que se podem adscrever a este género apresentam estribilho e têm carácter paralelístico: em geral são de temática simples: a mulher lamenta-se, diante das suas irmãs ou da mãe, da ausência do amado. O carácter arcaizante ou popular deste tipo de cantigas não deixa lugar a dúvidas.<br>Para compreender plenamente o conteúdo das barcarolas, é necessário recordar que Gonzalo Correas inclui no seu Vocabulário um refrão «La que del baño viene, bien sabe lo que quiere», que é explicado com toda a brevidade: «juntarse com el varón». O simbolismo oculto sob o motivo da água (seja ela fonte, rio, mar ou lago) não é senão o da fecundidade, ligado portanto de forma inseparável à figura da mulher. A frequente presença de ermidas, ou as alusões a romarias, neste tipo de cantigas, serve para reforçar esta mesma ideia, em que o mar se transforma em paixão amorosa e as margens não são mais do que o lugar do encontro. Do mesmo modo, é frequente que o motivo deslize para outras variedades, em que se recorre a símbolos não menos claros, como o cervo e a lavagem das roupas.<br><br></div><ul><li><strong>De romaria</strong></li></ul><div>Distingue-se pela referência a romarias ou santuários. Não se trata, contudo, de composições de temática religiosa, já que, frequentemente, a peregrinação ou a capela são pretexto ou cenário do desenvolvimento da temática amorosa e profana.<br><br></div><ul><li><strong>Pastorela</strong></li></ul><div>Cantiga de origem provençal, geralmente iniciada pela fala do cavaleiro que declara o seu amor a uma pastora. Estas, entre os portugueses, adquiriu algumas características das cantigas de amigo (ambiente rústico, simplicidade da donzela), pelo que se integram, habitualmente, neste género de composições trovadorescas.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-09-12 01:40:38 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/ppimenta77/8fx1ck2tv47r/wish/280161072</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
