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      <title>Obra Iracema  by Ana Luisa Santos Da Silva</title>
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      <description>Criado com um desejo a uma estrela</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-03-06 03:46:04 UTC</pubDate>
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         <title>Livro Iracema</title>
         <author>00001127920741sp</author>
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         <description><![CDATA[<div>Narra a história de um amor improvável entre uma índia e um colonizador português, no início do processo de colonização efetiva da costa brasileiro, no século XVII. Desse amor nasceria o primeiro mestiço, símbolo de uma nova raça que seria o povo brasileiro.<br><br><strong><br>Personagens de Iracema</strong><strong><em><br></em></strong><br></div><ul><li>Iracema, índia tabajara, guardadora do segredo da jurema, planta alucinógena;</li><li>Martim, colonizador português, baseado em Martim Soares Moreno, primeiro colonizador português do Ceará;</li><li>Araquém, pajé tabajara e pai de Iracema;</li><li>Caubi, guerreiro tabajara e irmão de Iracema;</li><li>Irapuã, chefe dos tabajaras, principal inimigo de Martim;</li><li>Andira, velho guerreiro, irmão de Araquém;</li><li>Poti, guerreiro potiguara e aliado de Martim;</li><li>Jacaúna, chefe dos potiguaras;</li><li>Batuirité, velho sábio, avô de Poti;</li><li>Moacir, filho de Iracema e Martim;</li><li>Japi, cão de Martim.</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-06 03:56:39 UTC</pubDate>
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         <title>Resumo da obra Iracema</title>
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         <description><![CDATA[<div>Iracema é uma índia da nação Tabajara. Ela é filha do pajé da tribo (Araquém) e está prometida como esposa ao chefe guerreiro (Irapuã). A moça também é detentora do segredo da Jurema. Ela produz uma bebida alucinógena que é dada aos guerreiros em rituais específicos. Este segredo está condicionado à sua virgindade. Ela não pode se entregar a nenhum homem antes de passar a outra virgem o segredo de fabricação dessa bebida.<br><br></div><div>Martim é um guerreiro português que vive entre a tribo Pitiguara e tem a missão de fiscalizar a costa cearense contra as invasões estrangeiras. Junto com seu fiel amigo, Poti, lidera os guerreiros pitiguaras nas batalhas contra invasores, principalmente holandeses. Os pitiguaras, que vivem na costa cearense, são inimigos naturais dos tabajaras, que vivem mais para o interior.<br><br></div><div><br>Um dia, Martim se perde na mata e acaba encontrando Iracema, que estava caçando. Como os brancos são inimigos de seu povo, ela atira uma flecha, ferindo o homem no ombro. Martim não reage à agressão por ser uma mulher. Ela então leva o português ferido para sua cabana onde, protegido pela lei da hospitalidade, ele é cuidado pelo pajé.<br><br></div><div>Nasce então uma forte atração entre eles. O guerreiro branco, no entanto, tem consciência da impossibilidade de sua união com uma índia de uma tribo inimiga. Pede assim a bebida alucinógena à moça, para dormir e não ceder à tentação. Sob efeito da bebida ele tem um sonho onde chama a moça para se deitar com ele na rede. Ela obedece e os dois acabam tendo relações. Nas palavras de Alencar “Tupã já não tinha mais sua virgem nos campos dos tabajaras”<br><br></div><div>Ameaçados pelos guerreiros tabajaras liderados por Irapuã, que quer “beber o sangue do guerreiro branco”, Eles fogem para encontrar Poti e os guerreiros pitiguaras. Após uma violenta batalha entre as duas tribos, ela confessa a Martim que não é mais virgem e que se voltar para sua tribo será morta. Ela também não pode viver entre os pitiguaras, seus inimigos.<br><br></div><div>Martim decide então construir uma cabana na praia cearense onde passa a viver com Iracema. Pouco tempo depois, ela engravida e esse filho é mais uma amarra para Martim, que sonha com sua terra natal mas não tem coragem de abandonar a mulher e o filho, da mesma forma que não pode leva-los para a Europa.<br><br></div><div>Começa então o martírio de Iracema. Longe da família e dos amigos, ela passa muito tempo sozinha, enquanto Martim faz suas expedições fiscalizando toda a costa. Quando ele está com ela, uma nuvem de tristeza cobre seu rosto enquanto seus olhos buscam Portugal na linha do horizonte. Ela sente-se culpada pela tristeza do amado e conclui que a sua morte é a única forma de libertá-lo. Começa então a definhar de tristeza e solidão. Quando o filho nasce, ela o chama de Moacir, que significa “filho da dor”, e morre.<br><br></div><div>Martim a enterra na sombra de uma palmeira, pega o filho, primeiro representante de uma nova raça, e parte para Portugal. Alguns anos mais tarde ele volta liderando um grupo de colonos. No lugar onde ele vivera o seu amor com a moça, ele funda a primeira cidade do Ceará.<br><br><strong>O foco narrativo<br></strong><br></div><div>A história é narrada em terceira pessoa, ou seja, possui um narrador externo onisciente. A narrativa não é linear. O primeiro capítulo mostra a conclusão da história, com o Martim partindo da costa cearense levando consigo o filho que tivera. A história de amor da índia com o português será contada, em progressão cronológica, a partir do segundo capítulo. Para uma melhor compreensão, vale reler o primeiro capítulo após terminar a leitura do livro.<br><br></div><div>A técnica narrativa mais importante dessa obra é o uso intenso do que a crítica chama de <strong>prosa poética</strong>. Embora a narrativa esteja estruturada em forma de prosa, ela possui ritmo, musicalidade e linguagem próprias da poesia. Dessa forma, o livro une a beleza estética e sonora da poesia com os elementos típicos da narrativa, como enredo e personagens.<br><br><strong>Metáforas&nbsp;<br></strong><br></div><div>Outro aspecto importante desta obra é a simbologia embutida em sua narrativa. A história de amor simboliza o surgimento do povo brasileiro. A índia representa a América virgem (seu nome é um anagrama da palavra américa); Martim representa a Europa colonizadora. Da união do índio nativo americano com o colonizador branco europeu nasce o povo brasileiro, representado pelo filho Moacir.<br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-06 04:02:54 UTC</pubDate>
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         <title>Iracema em PDF</title>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-03-06 04:04:28 UTC</pubDate>
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         <title>Cenas do filme Iracema (1979) no YouTube</title>
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         <description><![CDATA[<div>https://youtu.be/IQ7V3VkScmc</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-10 18:05:26 UTC</pubDate>
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         <title>Romantismo no Brasil</title>
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         <description><![CDATA[<div>O Romantismo no Brasil foi um movimento literário que reuniu uma produção muito rica de textos poéticos, teatrais e romances.<br><br></div><div>Teve como marco inicial a publicação do livro de poemas "<em>Suspiros poéticos e saudades</em>", de Gonçalves de Magalhães (1811-1882), em 1836. Além dessa obra, a <em>Revista Niterói</em>, publicada nesse mesmo ano em Paris, também foi precursora do movimento.<br><br></div><div>O romantismo no Brasil se caracterizou, num primeiro momento, pela busca da identidade nacional e resgate das tradições e valores da cultura popular e do folclore. Temas como o índio, a exaltação da natureza, os regionalismos e a realidade social do país são muito explorados pelos autores românticos.<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-10 18:43:33 UTC</pubDate>
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