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      <title>Favoritos by Priscila Weber</title>
      <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks</link>
      <description>Criado sem nenhum tipo de arrependimento</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-03-31 17:35:47 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Sociedades africanas antigas. Expansão do islã em terras africanas.Texto para leitura: M’BOKOLO, Elikia. África Negra – História e civilizações. Tomo I, EDUFBA/ Casa das Áfricas, 2008, capítulo II, parte I a III.</title>
         <author>priscilamariaweber</author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124076930</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 17:39:31 UTC</pubDate>
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         <title>3. Um domínio desconhecido. As sociedades rurais - A questão da propriedade da terra (p. 150-151)</title>
         <author>juliarudrigues</author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124094160</link>
         <description><![CDATA[<div>M’Bokolo (2009) nota que, embora a pressão dos Estados sudaneses sobre as sociedades rurais tenha sido muito forte, estas não foram alvo de significativa investigação. Não obstante, a formação de oligarquias político-militares e intelectuais improdutivas assim como a sucessão de Estados trouxe grandes transformações no mundo camponês. Em geral, a decomposição das estruturas sociais relativas a linhagem e patriarcado e o desenvolvimento da escravatura são as transformações mais comumente lembradas.</div><div><br></div><div><strong>A questão da propriedade da terra</strong></div><div><br></div><div>	O autor (2009) indica um aumento da preocupação ascendente das elites locais com a questão da propriedade da terra. Apesar de haver terra abundante, o cultivo satisfatório só era possível em áreas específicas próximas a rios ou com regimes chuvosos condizentes. Acontecia, por causa disto, a apropriação privada da terra fértil. O direito muçulmano buscava regular tal questão, mas a mesma gerava antagonismo entre os próprios muçulmanos e excuía os infiéis da posse de terras. É nesse sentido que se relembrava o dito muçulmano pronunciado pelo jurista malikista Asbagh: “Os muçulmanos são solidários em três coisas: a comida, a água e o fogo”.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 17:49:24 UTC</pubDate>
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         <title>2. Unificação e Cristianização 🌍 p.105 </title>
         <author>assucenasaldanha</author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124094595</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; Unificação dos Reinos setentrionais <mark>(Final Séc VII/ Início Séc. VIII</mark>) = O Reino de Merkurios (697) e da dinastia reinante em Maqurra, formada pelas regiões da Núbia, Nobatia e Maqurra.</div><ul><li>Sobre a administração e estrutura do Estado, pode-se dizer que eram usados títulos gregos e núbios, como<em> primikerios, meizon e nonnen </em>e que estavam presentes a realeza, o clero e os bispados. Vale levar em consideração que o clero, apesar de seu poder político - econômico, dependia do patriarca de Alexandria, que por sua vez era protegido do rei da Núbia.</li><li>Sobre a economia, é possível afirmar que haviam centros de produção agrícolas, com policultura rica que gerava duas colheitas por ano de cevada, milho painço e tâmaras, bem como a criação de gado variada (galinhas, carneiros, burros e bovinos) e artesanais (cerâmicas e tecelagem). Haviam também relações de importação com o Egito de produtos alimentares e artesanais que poderiam vier de Bizâncio e da Pérsia.</li><li>Sobre as mulheres, destaco as <mark>Candácias</mark>, pois a sucessão do trono era realizada pela linhagem materna e era comum o rei se casar com suas sobrinhas, elas também atuavam em importantes funções como de rainha mãe e conselheira. O rei se proclamava chefe da Igreja e podia celebrar a missa e administrar sacramentos.</li><li>Sobre a organização da vida social, haviam grandes cidades, as cidades médias e as cidades menores, dependendo da quantia da população. Nelas era possível encontrar centros administrativos e políticos, núcleos religiosos e culturais, bem como igrejas, e muitas cidades foram alvo de escavações arqueológicas.</li></ul><div>    Assucena</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 17:49:34 UTC</pubDate>
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         <title>3. Arabização e islamização (p. 107-110)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124102742</link>
         <description><![CDATA[<div>Os&nbsp;egípcios exigiram aos núbios pagarem tributos e o filho do rei transforma o tributo anual em trienal a Núbia sofre um ataque dos soberanos a crise dos egípcios leva os núbios a controlar a maior parte do alto Egito em 975 o novo poder egípcio envia a dongola uma embaixada encarregada de obter tributo e uma nova conversão do reino de islã com o fim da dinastia fatimistas as tropas negras recuam para o sul Heródoto junto com os núbios invadem o alto Egito com isso eles ganham do Egito e reestabelecem o cristianismo </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 17:54:04 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>B. O reino do Kongo (p. 180-181)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124107784</link>
         <description><![CDATA[<div>Uma grande linhagem de renomados autores, mas de visão estreita e parcial, compunham uma historiografia que centrava a história do reino do Kongo em suas dimensões externa, como sobre uma cristianização precoce tida por exemplar, a tentativa de aculturação ao Ocidente que vinha com ela e suas relações com Portugal. A historiografia da África central rompe com isso, instalando bases autênticas para a história do reino. A partir desse momento, a história do Kongo é centrada no próprio reino que, apesar do grande trabalho para sua compreensão, ainda guarda zonas opacas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 17:56:55 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>2. Da arqueologia à história: um percurso laborioso (p.168 – 173)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124112463</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Conforme aponta M’boloko (2009, p.168) A exploração dos materiais tendo como objetivo construir uma história global, rigorosa e satisfatória revela-se hoje ainda difícil. Se os obstáculos ideológicos para um tal trabalho foram progressivamente desaparecendo, entretanto, as dificuldades técnicas continuam a ser numerosas e difíceis de superar. No plano ideológico, uma muito longa série de autores se empenhou, do século XVI ao XX, em negar a africanidade destes monumentos, aos quais queriam a todo custo encontrar uma paternidade estrangeira ao continente negro. Os viajantes e compiladores antigos pecavam tanto por ignorância e ingenuidade, como pela preocupação de se conformar com as verdades e as crenças do seu tempo.&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; De acordo com M’bokolo (2009, p.170) A historiografia dominante do “Monamopata” ia em seguida ressentir-se de uma colonização aberta marcada pelo racismo. Recusando absolutamente imaginar que os negros, naturalmente destinados, do seu ponto de vista, à dominação colonial, tivessem sido capazes de elaborar a menor “civilização”, os historiadores colonialistas limitaram-se a retomar e a arranjar as teorias “ofirianas” e “fenícias”.&nbsp;<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 17:59:35 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>B. O reino do Kongo [...] 1. Origens Obscuras (p. 182 - 190)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124122757</link>
         <description><![CDATA[<div>No que tange o reino do Kongo, o autor procura trazer suas organizações sociais, suas tradições, como sua história é passada. O autor escreve que suas tradições são passadas de forma oral, o que faz lembrar o texto de HAMPATÉ BÂ (2010) sobre a história oral nas sociedades africanas e sua importância. M’Bokolo também escreve sobre as suas estruturas,&nbsp; que havia uma divisão por parentesco na divisão das residências, de terra ao ponto que deixa claro a matrilinearidade dos kanda (M’BOKOLO, 2009, p.182), porém sem ignorar a importância do papel do pai, pois era muito presente, inclusive usavam “o nome de seu pai como segundo nome” (M’BOKOLO, 2009, p. 182). O reino do Kongo também era um grande produtor de alimentos, como milho e leguminosas, assim como animais como cabras, por exemplo. No que diz respeito as suas crenças, elas eram tradicionais, próprias, e se dividiam em três corpos, como explica o autor: as crenças associadas aos mortos, ligadas aos mbumba e fertilidade e o terceiro ligado aos espíritos demoníacos (M’BOKOLO, 2009).</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 18:05:51 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Estados e Sociedades Séculos XII-XV (p. 101-102)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124124903</link>
         <description><![CDATA[<div>O texto inicia-se sobre a condição da historiografia da África e como a partir do século XII o cruzamento de fontes e métodos auxiliou a construção de uma visão historiográfica sobre a política, cultura e paisagem social do continente. O texto alerta também para os problemas acerca dessas fontes, por seu direcionamento parcial, visto a sucessão de influências exteriores e interiores sobre o solo africano, a escravatura e a colonização tornaram dificilmente ímpar o estudo da historiografia da África. Os historiadores por muito tempo se preocuparam muito mais com uma construção de historiografia positivista que compreendesse os limites dos Estados, porém a antropologia política desenvolveu uma melhor divisão entre sociedades sem a presença do Estado, e as sociedades estatais.&nbsp;</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 18:07:10 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>2. Uma vida urbana florescente (p. 142-149)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124126331</link>
         <description><![CDATA[<div>O autor faz um apanhado sobre a configuração urbana, principalmente, das cidades sudanesas ao longo dos séculos III a.C. até os séculos XV e XVI. Fazendo um comparativo direto entre a instabilidade das Cidades Saarianas e sua dependência comercial, para com a estabilidade conquistada nas Cidades Sudanesas através das múltiplas funções desempenhadas em seu seio econômico, político, social e sobretudo religioso, o qual evidencia-se a presença muçulmana nas aglomerações urbanas e sua incidência cultural na organização do espaço urbano e social (tendo vestígios arqueológicos de cidades com bairros de muçulmanos e não-muçulmanos), mas sempre prevalecendo majoritariamente o “urbanismo original africano”. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 18:08:01 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>III. Os Estados das Savanas Meridionais - 1. O império do mwene mutapa (p. 163-168)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124128542</link>
         <description><![CDATA[<div>Apesar das fontes europeias trazem muitas informações acerca do império do <em>mwene mutapa</em>, ainda se trata de um “grande mistério”. Contudo as pesquisas arqueológicas têm auxiliado nos estudos sobre a organização de poder, da economia e da sociedade dos Zimbabwe, especialmente no que diz respeito as suas construções de pedra, conhecidas desde o final do século XIX. Há de se atentar ao fato de que, durante os séculos XVI ao XVIII, o imaginário europeu já havia apropriado-se desse reino, atribuindo-lhe narrativas maravilhosas e fantásticas. Ao final do século XIX, tais narrativas foram cessando com o trabalho arqueológico, que permitiu a análise do Grande Zimbábue, composto por partes integrantes individualizadas e organizadas, além de diversas outras "ruínas análogas" que havia entre os vales de Zambeze e dos Limpopo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 18:09:24 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>B. A emergência de um Islã militante (p. 137-142)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124139055</link>
         <description><![CDATA[<div>A religião e a política estiveram sempre associadas, como explica M'Bokolo ao falar de Cardaire, sendo possível entender com a segunda fase Islã a medida que houve uma uniformização dos modos de vida, e a participação importante dos africanos, principalmente príncipes letrados, na islamização, tendo como exemplo o Réponses aux questions de l'émir El-Hadj Abu Abdallah Mohammed: "[...] autêntico manual do perfeito príncipe mulçumano, fervente de ortodozia e intransigente na aplicação da lei mulçumana." (M´BOKOLO). Consequentemente, houve a primeira reescrita da história africana, "no espírito da qual tudo o que era bom - origem dos povos africanos, genealogias das famílias ilustres, saberes e práticas - vinha necessariamente dos Lugares santos do Islã." (M´BOKOLO) Além disso, mesmo havendo o bombardeamento de estereótipos negativos entre os mabas e os arábes, como explica o autor, os mabas passaram a falar a língua árabe a medida que a islamização continuava a persegui-los. Mas, com o golpe de Estadp de 1493, o "o Islã recuperava o seu papel de recurso privilegiado - mesmo que não exclusivo - dos grupos dirigentes nos países sudaneses." (M´BOKOLO), a ideia mais aceita é de um Sudão divido enquanto ocidental e central, mas, também, entendo que, a partir do renascimento, o Islã está mais próximo da cultura e das preocupações das classes populares, como explica M´Bokolo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 18:15:55 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>3. Um domínio desconhecido. As sociedades rurais. - Persistência e aumento da escravatura (p. 151 - 155) </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124139217</link>
         <description><![CDATA[<div>Durante o excerto, o autor trata de diversas questões no que tange a forma como a escravidão era praticada no tempo dos <em>askiya </em>Dawud e Muhammad, entre elas, o autor destaca os tipos de escravização em duas categorias: individual e coletiva; A individual geralmente dizia respeito a escravos que trabalhavam no campo, enquanto a forma coletiva é relatada como a submissão de “tribos” inteiras para tarefas especificas de acordo com as habilidades ou recursos que eles possuíssem em benefício do <em>askiya</em>, chamados de escravos do chi<em>.</em> Além disso o autor deixa claro que todos os escravos e terras pertencem primariamente ao soberano, <em>askiya</em>, e cabia a ele distribuir estes ganhos. Também é abordada a questão de sociedade escravista X sociedade com escravidão, e o autor defende que não há diferença entre ambas neste caso, já que os escravos faziam parte do mecanismo de sobrevivência do estado. A guerra também era fundamental para a manutenção do sistema e quiçá de seu aumento, já que como o próprio autor cita “A Guerra (...) tinha como efeito, ou objetivo, a captura de pessoas em seguida reduzidas a escravatura(...)”<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 18:15:59 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>2. Economias de subsistência e aumento das trocas (p. 127-132)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124139335</link>
         <description><![CDATA[<div>Tratando-se da participação dos países sudaneses no comércio internacional do Mediterrâneo, este se tornou um dos domínios melhor estudados na história africana, por mais que, por falta de resultados dos trabalhos arqueológicos, tenha fontes predominantemente árabes. Quanto às moedas de trocas, estas eram diversas e incluíam o cauris e o cobre. Ao que se refere a economia, não é aconselhado utilizar-se do conceito de “prosperidade bárbara” para referir-se a sua “economia natural”, pois há evidentemente uma falta de fontes para chegar a esta hipótese. Neste viés, é interessante lembrar que a história dos Estados sudaneses está repleta de explorações internas das próprias sociedades africanas. Com relação ao comércio e estas explorações, há uma diferenciação entre o “comércio inter-regional” e o “comércio exterior”, estes eram baseados no sentido dos meridianos, ambos com uma grande variedade de produtos. Por exemplo, ouro e escravos eram os produtos de base no sentido sul-norte, reforça-se aqui, a importância e a numerosa quantidade de ouro; enquanto que no sentido norte-sul, os produtos variam entre cauris, cavalos, alimentos associados às cortes sudaneses, tecidos luxuosos, escravos estrangeiros, além de variados produtos de luxo. O comércio então, torna-se um comércio de luxo, sendo controlado pelo Estado e tendo como beneficiários os detentores de poder político, reforçando assim, as desigualdades sociais. Estes beneficiados, a partir das trocas, viram melhoras em sua vida em todos os sentidos: vestuário, comida e escravos.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 18:16:03 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A Restauração &quot;salomônica&quot; Páginas 119 - 122</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124139910</link>
         <description><![CDATA[<div>Começou nos espíritos antes da tomada por Yikun No Amlak (o artesão da restauração salomônica) que teve o poder elevado após uma crise dinástica. Há uma lenda que os descendentes de Ibn al-Hakim seriam os reis de Abissínia (o filho do sábio). No século XII, surgiu a ideia de que “o reino de Israel foi dado a pessoas que não eram descendentes de Israel”, os centros monásticos que de Debre Damo cuja função era atribuída aos “Nove Santos” e de Axum, eles que sustentam essa ideia. Um mosteiro de Deble Líbano repugnava este mito "salomônico" e apoiava a dinastia Zagwe que escolheu para santo o fundador do mosteiro. Eclodiu o caso de Kebra Negast ( Glória dos Reis) que era um livro na versão original em arabe, que foi a certidão de nascimento do mito salomônico e se tornou referência para a nova dinastia. De Yikunno Amlak(rei de 1270 a 1285) de ascendência controvérsia, desde sua chegada ao poder reduziu as pretensões de Deble Libanos que se identificavam com a antiga monastia. Dois reinos se destacam na dinastia salomônica: o de Amda Syon (1314-1344) e o de Zara Yaqob&nbsp; (1434-1468), uma rainha conhecida por administrar.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 18:16:25 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>3. O reino do Kongo. Origens obscuras. (p. 186-188)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124140569</link>
         <description><![CDATA[<div>M' Bokolo descreve que os Kanda possuem fatores de permanência e de perenidade, sendo assim a sua transformação menos acelerada. Com a sua evolução para estruturas hierárquicas, havendo uma expansão no seu efetivo demográfico, destacando que que um indivíduo temporariamente empenhado pelo seu Kanda, poderia escolher residir nas suas terras. Outro fator muito importante nesta parte da obra é a religião, que gganha destaque com as chefaturas de essência religiosa, assentando no controle de um território extremamente extenso.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 18:16:49 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>2. Estados Sudaneses. A: Um espaço original. 1: O povoamento: Um fundo negro enriquecido por contribuições exteriores (p. 122-126)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124140901</link>
         <description><![CDATA[<div>O Sudão, ou <em>Bilad es-Sudan</em> (País dos Negros), é muito provavelmente uma das regiões mais originais e gloriosas da história da África Antiga. Em face da emergente vida urbana na localidade, esta conservava um grande dinamismo econômico, muito aberto a trocas, resultando em seu rico povoamento. Assim, no subcapítulo “O povoamento: um fundo negro enriquecido por contribuições exteriores”, iremos compreender como deu-se a miscelânea de populações no Sudão. Primeiramente, desta forma, nos é dito que esta remontaria a época neolítica, onde estudos arqueológicos provam a existência de uma predominância negroide acima dos tipos não negroides ou mistos, configurando, a época, este “fundo negro”, antiga descendência negroide anterior a quais queres contatos exteriores posteriores. Porém, não obstante, o povoamento sudanense não se resume a esse momento. Como já citado, há uma intensa gama de contribuições posteriores, sendo a primeira, a dos povos brancos nômades do deserto, ligadas a desertificação do Saara. Ainda, tem-se a contribuição dos árabes, cujos contatos com os países negros do Sudão remontam ao século VIII. E, por fim, nos é citada as contribuições das populações judaicas e do pouco conhecido grupo dos peul.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 18:17:02 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O advento dos sultanatos muçulmanos (p. 114)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124147401</link>
         <description><![CDATA[<div>Os sultanatos foram obra de árabes, muçulmanos, persas e abissínos. No arquipélago de Dahlak durante o século X construíram obras de armazenamento e de distribuição de água. A formação desses sultanatos, segundo o autor, esteve relacionada com à expansão do comercio e ao desenvolvimento das cidades comerciais, todos de origem árabe se convertiam ao Islã. Eles estavam unidos por uma hostilidade em comum contra um Estado cristão abissínio, estes sultanatos faziam guerras frequentemente. Um dos primeiros sultanatos foi o de Danut, que hoje em dia corresponde ao território situado entre o Nilo Azul e o Choa e foi um dos primeiros sultanatos conquistado pelos cristãos. O sultanado mais duradouro foi o de Choa, montado no final do século IX. O sultanato de Ifat tinha como principal trunfo sua posição privilegiada, pois ficava localizado no cruzamento das estradas comerciais, que levava até Zeila e de Barbera até Harar e, a partir daí, para as ricas terras do vale do Nilo&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 18:21:06 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A explosão do reino de Meroé (p. 103-105)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124158733</link>
         <description><![CDATA[<div>M’Bokolo (2009) no primeiro subtítulo do capitulo 2&nbsp; intitulado “A explosão do reino de Meroé” detalha o processo de decadência do reino de Meroé, que até meados do séc. III havia conseguido manter sua integridade. Estando o Egito sob domínio do império romano Meroé conseguiu estabelecer uma importante rota comercial, facilitando assim o comércio para o norte com destaque para ouro e o ferro. Porém após o reinado de Teqerideamani o reino entrou em um intenso declínio, principalmente devido à ameaça de povos nômades. De um lado pelo oeste os nobas ou nobatas; de outro, vindos do leste através do deserto arábico os blemmyes. Estes povos obtiveram tanto sucesso ao conquistar uma parte do vale do Nilo que o próprio imperador romano Dioclesiano resolveu colocar os nobatas para fazer a segurança das fronteiras e comerciais do Egito principalmente contra os blemmyes que estavam também em um interessante movimento de expansão. Por volta de 350 um combate entre as tropas de Axum e os nobatas resultou na destruição de Meroé, sendo assim o velho reino deu origem a três estados: Nobatia (ou Al- Maris) ao norte, se estendendo da 1ª a 3ª catarata; Maqurra (ou Dongola) que se situava mais ao sul de Nobatia, localizando-se entre a 3ª e a 4ª cataratas; e o reino de Alodia (ou Alwa) situada mais ao sul de Maqurra, cuja localização se dava a partir da 5ª catarata até o sul em uma distância ainda desconhecida.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 18:28:17 UTC</pubDate>
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         <title>A Dinastia Zagwe (pág. 117-118-119)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124163377</link>
         <description><![CDATA[<div>De acordo, com alguns historiadores, a dinastia Zagwe foi acusada de "usurpação" do poder.&nbsp; As tradições e origens desta dinastia são ainda confusas e contraditórias.   Teria se instalado no poder no começo do século XII e para se tornar legítima, procurou  subordinar a Igreja Copta da Etiópia.  Tentou se manter no poder com uma política de conquistas territoriais e diplomacia com países estrangeiros.  E como acontecia com muitos reinos africanos, teve problemas com a sucessão do trono.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 18:31:26 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>B. O reino do Kongo (p. 184-185)</title>
         <author>marialuciajacque</author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124169701</link>
         <description><![CDATA[<div>As crenças eram baseadas na ideia de que o mundo está dividido em duas partes antagônicas, o mundo dos vivos e o mundo invisível, cujo primeiro é este mundo e o segundo o mundo dos antepassados. Dentro desta visão, originou-se três grupos de crenças, cada qual com a sua própria organização de cultos. O primeiro era sobre os mortos que poderiam perturbar os vivos, os <em>nganga atombola</em> - corpo de especialistas - eram os responsáveis por impedir que os espíritos infelizes entrassem no corpo dos vivos. O segundo grupo de crenças diz respeito à fertilidade, fecundidade e aos <em>mbumba </em>- espíritos da água e da terra - evocando os espíritos por meio de frequentes venerações. O terceiro é ligado aos <em>nkadi mpemba</em> - espíritos malígnos - e sob iniciativas individuais geralmente com objetivo de atingir desempenho e êxito, riqueza material, prestígio social e a força. Estas organizações da fé foram importantes para legitimar estruturas políticas como os<em> kanda</em>, que apoiavam-se fortemente na tradição e nos antepassados.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 18:35:37 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>C- Uma grande diversidade das formações políticas: 1. Tipologias frágeis face a história.  (p.155-158)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124185645</link>
         <description><![CDATA[<div>A história política da África sudanesa é caracterizada por uma grande diversidade nos sistemas políticos. De modo geral, podemos dividir estes sistemas entre "sociedades com Estado e "sociedades sem Estados". A partir disso, surge um problema posto a história, sobre a origem ou passagem do estado, onde são concentrados em: o inevitável problema das fontes; na falta de fontes, são as relações do Estado com as sociedades "não-estatais" as mais bem conhecidas; e no que refere a passagem do não-Estado ao Estado. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 18:46:07 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>1. A islamização: uma história a reescrever                                                Islã e religiões africanas: o tempo da coexistência (p.133-137)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124188002</link>
         <description><![CDATA[<div>Durante um certo período, o Islã era uma espécie de religião marginalizada, na época, porém coexistiam com as religiões locais. A adesão ao islã, na África, foi de forma simples e rápida no seu início, pela adaptabilidade dos povos de lá. Apenas muito tempo depois que as sociedades começaram a serem colocados perante as implicações do Islã.<br>Entre o século XI e XII, em Gana, conheceu-se a primeira guerra santa na África. Dentre os grupos de pessoas que adotaram o islã de forma rápida, foram os comerciantes. Eles viram no islã uma certeza de boa fé nos negócios e ajuda. A instauração do Islã, diferentemente dos comerciantes, cortou a relação entre os mestres do ferro e da realeza, assim os ferreiros passaram a sentir medo do medo dominar o respeito.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 18:47:43 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>De Axum ao Império do Négus: O Colapso de Axum (p. 110-114)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124195247</link>
         <description><![CDATA[<div>Ao que se indica as fontes, Axum teve de fazer frente, sem muito êxito, as dificuldades de todas às espécies que enfraqueceram o reino a ponto de provocar sua decomposição.<br>A retirada do Império Bizantino, onde Axum era aliado, foi um rude golpe e um dos principais motivos para o enfraquecimento do reino africano. Logo após, os persas retomando os postos comerciar e formando novos, reduziram o papel dos auxitas como escalas de comércio do Oriente. Os primeiros contatos dos árabes com Axum foram bons, porém outras fontes afirmam que a Oligarquia de Meca teria, assustada pelo avanço da nova fé, enviado um comissário para convencer o reino a opor-se. Se sabe pelas fontes que o maior embate entre árabes e cristãos era econômico e geopolítico, tendo o controle do Mar Vermelho. Os auxitas tentam investir ataques ao porto Djeddah porém os árabes respondem a altura, ocupa e destrói Adulis que se tornara de extrema importância aos árabes. A conjunção das pressões sobre o Mar Vermelho e sobre os flancos norte e leste do reino de Axum teve como efeito um deslocamento para o sul, mas houve resistências das populações a incorporação cristã como forma de organização política e como forma de legitimidade do poder, tendo oposição ainda maior por parte dos Estados muçulmanos que formaram no planalto etíope.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 18:52:25 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Unificação e Cristianização (p. 105 - 107)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124226209</link>
         <description><![CDATA[<div>Entre o fim do século VII e VIII iniciou-se o reino dos Merkurios, que unificou dois reinados setentrionais formando um reino forte e cristão. Baseando-se em uma forte maquina administrativa, o clero, já numeroso, se dividia em sete bispados fortes. Sua relevância era tão impactante na administração do Estado, quanto na economia, os numerosos mosteiros formavam rotas de comercio entre o Egito e centros da produção agrícola e artesanais. As mulheres tiveram relevante papel durante este reinado, além de cargos de prestigio a ascensão ao trono era a partir da linhagem materna. O reino da Núbia viveu anos prósperos, baseados numa rica policultura e no comercio, principalmente egípcio, estes anos se refletem, também, a partir de sua organização urbana, que contava com grandes cidades, onde se concentravam os centros administrativos, comerciais e religiosos, cidades médias, onde se concentravam centenas de habitantes, e pequenas cidades, que mais tarde foram objeto de escavações arqueológicas e ajudaram a compreender esta civilização.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 19:15:24 UTC</pubDate>
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         <title>3- Arabização e islamização. (p. 107-110)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2124264463</link>
         <description><![CDATA[<div>O texto começa relatando o que seriam as consequências do povoamento árabe no Egito, no que diz respeito às relações entre Egito e as terras núbias, deixando claro que tais consequências têm reverberações profundas na sociedade local. A imposição do <em>baqt</em> em 651 pelo <em>emir </em>Abdallah já ditaria o tom das relações futuras entre os locais. Com a crise que se estendia na sucessão egípcia, a Núbia então decidiu não dar continuidade no pagamento do acordo, em 833 entretanto, (quando foi resolvida a questão da sucessão) foi exigido o pagamento do tributo anual além dos atrasados. Coube a Georgios, ir a Bagdá com o objetivo de negociar a dívida (e também de avaliar os exércitos muçulmanos), conseguindo a modificação para que o tributo fosse cobrado de maneira trienal.</div><div>Após a reunificação da Núbia, houve a nomeação de um “eparca” para, entre outras funções, tratar das relações com o Egito. Em 975, uma embaixada enviada a Dongola, exigia o pagamento dos tributos do <em>baqt</em>, além da conversão dos do reino ao Islã, pedido este que não foi acatado, por conta da garantia do Egito da segurança dos súditos cristãos no local. Em 1172, ajudada por tropas núbias, os fatímidas invadiram e saquearam Assuã, a resposta egípcia no entanto, foi severa. Em 1275, com a província do norte já retomada pelos núbios, o rei David I se recusou a pagar os tributos e atacou Assuã, mas foi traído e preso até sua morte, o que levou à invasão de maneira permanente da Núbia. Tal movimentação estava ligada também à arabização e islamização da sociedade núbia. A Infiltração dos árabes para o sul tinha chegado de três maneiras.</div><ul><li>Para o sul, com a compra de terras nas regiões fronteiriças, e com a descida de comerciantes pelas margens do Nilo, o que favoreceu a mistura de árabes com os núbios.&nbsp;</li><li>Para o leste, com uma espécie de “corrida do ouro” nas terras povoadas pelos bedjas, além de uma importância religiosa com o reino de Jerusalém (1100).</li><li>Para o oeste, principalmente no que se refere ao Darfur.&nbsp;</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 19:45:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>B. O reino do kongo. 1. Origens obscuras. (P. 188, 189, 190.) </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/priscilamariaweber/Bookmarks/wish/2125671086</link>
         <description><![CDATA[<div>Na esteira da descrição de organizações sociais prévias ao estado constituído do reino do Kongo, o autor aborda alguns exemplos interessantes de chefaturas de caráter religioso.&nbsp;<br><br>Um dos exemplos é o dos "quittomi", que são descritos de forma depreciativa por uma fonte citada, sendo caracterizados como uma "seita demoníaca". (P. 188). Estes possuíam uma legitimidade pautada na religião, e além disso, tinham a garantia de reservas feita por autoridades locais que eram obrigadas a prover o sustento deles. Sua autoridade espiritual é pautada na tradição religiosa e na atribuição que lhes é dada acerca de ações vitoriosas.&nbsp;<br><br>Já na página 189, os chefados são apresentados de forma igual, como autoridades espirituais muito respeitadas, que teriam posse de saberes sobre feitiços poderosos, que teriam a capacidade de mudar a realidade, causar mortes e etc, só pela palavra. Por seus poderes e credibilidade, eram muito requisitados.&nbsp;<br><br>Entre esses e outros elementos de matriz espiritual/religiosa, surgiu e foi moldado o estado do reino Kongo, que acabou se apropriando destes elementos em seus modelos de organização social. O mito de fundação Kongo é descrito na página 199.&nbsp;<br><br>Matthaus. </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-01 15:51:45 UTC</pubDate>
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