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      <title>SÁBIOS VICENTINOS (a partir da obra «Auto  da Barca do Inferno») by Sofia Manuela</title>
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      <description>Depois de conheceres algumas das personagens vicentinas, chegou o momento de mostrares que és um sábio vicentino, revelando todo o teu conhecimento sobre a personagem que foi atribuída ao teu grupo. Esta será uma grande aventura que terás de partilhar com a tua turma neste mural e, também, oralmente. </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-01-03 17:42:12 UTC</pubDate>
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         <title>ALCOVITEIRA</title>
         <author>sofiapereiradeviseu</author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><p><br></p><p><strong><em>Percurso Cénico</em></strong></p><p><em>Cais - Barca do Inferno - Barca do Anjo - Barca do Inferno (onde embarca)</em></p><p><br></p><p><strong><em>Caracterização da personagem</em></strong></p><p>Mentirosa, hipócrita, descarada, bajuladora, falsa, exploradora de raparigas e sedutora</p><p><br></p><p><strong><em>Símbolos</em></strong></p><p>– Casa movediça (Moças, 600 virgos postiços, 3 arcas de feitiços, 3 armários de mentir, 5 cofres de enleio, joias, guarda-roupa de vestir, furtos, dois coxins e estrado de cortiça)</p><p><br></p><p><strong>Simbologia dos símbolos cénicos</strong></p><ul><li><p>Os símbolos que a Alcoviteira transporta simbolizam a vida de falsidade, de feitiçaria, de roubo, de fingimento, de engano, moral e legalmente condenável.</p></li><li><p>Também representam a atividade que ela exercia: prostituição e exploração das moças.</p></li></ul><p><br></p><p><strong><em>Argumentos de acusação</em></strong></p><p>– A acusação é tão evidente que nem o Anjo nem o Diabo precisam de a enunciar e de lhe apresentar argumentos de acusação.</p><p><br></p><p><strong><em>Argumentos de defesa</em></strong></p><ul><li><p>Considera-se uma mártir por ter sido açoitada várias vezes</p></li><li><p> Compara a sua missão à dos apóstolos</p></li><li><p>“Converteu” muitas moças, livrando-as da morte e da pobreza</p></li><li><p>Criou as moças para os cónegos da Sé</p></li></ul><ul><li><p>Diz ter sido perseguida e ter sofrido tormentos</p><p><br></p></li></ul><p><strong><em>Sentença</em></strong></p><ul><li><p>CONDENAÇÃO: Entrou na Barca do Diabo que a levará ao Inferno.</p></li></ul><p><br></p><p><strong><em>Tipos de cómico</em></strong></p><p>Cómico de situação:</p><ul><li><p>Entrada da Alcoviteira em cena com a sua "casa movediça" e com as moças.</p></li></ul><p><br></p><p>Cómico de linguagem:</p><ul><li><p>Linguagem sedutora usada pela Alcoviteira para seduzir o Anjo</p></li></ul><p><br></p><p>Cómico de caráter:</p><ul><li><p>A convicção (eventualmente falsa) da Alcoviteira de que praticava uma atividade santificada e auxiliava os representantes da igreja.</p></li></ul><p><br></p><p><br></p><p><strong><em>Intenção Crítica</em></strong></p><ul><li><p>crítica às atividades ligadas à prática da prostituição;</p></li><li><p>exploração de raparigas indefesas e inocentes pelas alcoviteiras;</p></li><li><p>comportamento de luxúria por parte dos membros do Clero</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-03 17:42:12 UTC</pubDate>
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         <title>JUDEU</title>
         <author>sofiapereiradeviseu</author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><p><strong><em>Percurso Cénico</em></strong></p><p>Cais - Barco do Diabo (vai de reboque na barca do Diabo)</p><p>Não se dirige ao Anjo.</p><p><br></p><p><strong><em>Caracterização da personagem</em></strong></p><p>O Judeu é determinado, subornador, respeitador da sua religião, agressivo e injurioso.</p><p><br></p><p><strong><em>Símbolos</em></strong></p><p>Bode- simboliza a religião judaica ( que nos sacrifícios rituais usava um bode).</p><p><br></p><p><strong><em>Argumentos de acusação</em></strong></p><p>O Diabo e o Anjo não apresentam argumentos de acusação (o Diabo não  o quer levar na sua barca.</p><p><br></p><p>O parvo acusa-o de roubo, profanação de sepulturas e desrespeito pelas práticas católicas( comia carne da panela no dia do nosso senhor- todas as sextas feiras antes da Páscoa, dia de jejum).</p><p><br></p><p><br></p><p><strong><em>Argumentos de defesa</em></strong></p><p>O parvo defende-se com o pagamento da viagem ( para si e para o bode) e o direito a regalias iguais às  da Alcoviteira.</p><p><br></p><p><strong><em>Sentença</em></strong></p><p>Condenação: foi condenado a ir a reboque no batel infernal, levando também com ele o bode.</p><p><br></p><p><strong><em>Tipos de cómico</em></strong></p><p>Cómico de linguagem: expressões  grosseiras e injuriosas dirigidas ao Diabo porque este não o deixa entrar na barca infernal.</p><p><br></p><p>Cómico de caráter : Tentativa de subornar o Diabo para entrar na sua barca ignorando completamente o Anjo e o Paraíso como destino.</p><p><br></p><p><strong><em>Intenção Crítica</em></strong></p><p><br></p><p><strong><em>Esta personagem evidencia o sentimento antissemita que caracterizava a sociedade portuguesa do século XVI, que justifica a rejeição  das práticas religiosas judaicas. Mostra, também , o olhar preconceituoso sobre os judeus, que eram considerados fanáticos, e sobre a sua relação com o dinheiro, que se acreditava ser obsessiva.</em></strong></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-03 17:42:12 UTC</pubDate>
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         <title>CORREGEDOR E PROCURADOR </title>
         <author>sofiapereiradeviseu</author>
         <link>https://padlet.com/sofiapereiradeviseu/85edlh3nwlzgy92l/wish/2837977289</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p><strong><em>Percurso Cénico</em></strong></p><p>Cais - Barca do Diabo&gt; Barca do Anjo&gt; Barca do Diabo (onde embarcaram)</p><p><br></p><p><strong><em>Caracterização da personagem</em></strong></p><p>Desonestos, hipócritas, injustos, corruptos e falsos cristãos </p><p><br></p><p><strong><em>Símbolos</em></strong></p><p>O Corregedor trazia consigo feitos (processos judiciais) e uma vara (da justiça) que representavam a sua profissão como juiz;</p><p><br></p><p>O Procurador vinha carregado de livros que representam a sua profissão e como ele era um homem culto e das leis.</p><p><br></p><p><strong><em>Argumentos do Anjo e do Parvo ao Corregedor e ao Procurador</em></strong></p><p>Roubaram e foram corruptos ("Ou homens dos briviairos / rapinastis coelhorum / e pernis perdiquitorum")</p><p><br></p><p><strong><em>Argumentos de acusa </em></strong></p><p> Corregedor : Não administrava a justiça(" Santos descorregedor ") ( v.619); era desonesto nas sentenças ( "quia judicartis malícia") ( v.650) aceitava subornos (" nonne accepistis rapina") ( v.642) /... ( e as peitas dos Judeus que vossa mulher levava") (v.653) enriqueceu a custa dos trabalhadores ingénuos (" alarde o modo adquiristes / sanguíneo laboratorum / ignorantes peccatorum ") ( v.661,662 , 663)</p><p>Procurador: Não se confessou antes de morrer </p><p><br></p><p><strong><em>Argumentos de defesa</em></strong></p><p>Corregedor: os subornos da sua mulher (" isso eu nam o tomava/ eram la percalços seus/ nom som peccatus meus/ peccavit uxore mea") (v.655, 656, 657, 658) e confusou-se antes de morrer apesar de esconder o que roubou (“Eu mui bem me confessei/ mas tudo quanto roubei/ encobri ao confessor”) </p><p>Procurador: não sabia que ia morrer por isso não se confessou (“Nam cuidei que era estermo/ nem de morte minha dor/ E vos senhor corregedor?”)</p><p><br></p><p><strong><em>Sentença</em></strong></p><p>Condenados ao inferno, têm de embarcar na barca do diabo.</p><p><br></p><p><strong><em>Tipos de cómico</em></strong></p><p>Cómico de linguagem: latim deturpado usado pelo corregedor e pelo procurador. Latim deturpado usado pelo diabo para ridicularizar as personagens.</p><p>Cómico de carácter: superioridade assumida pelas personagens, que se julgam salvas pelo facto de representarem a justiça.</p><p><br></p><p><strong><em>Intenção Crítica </em></strong></p><p>Com estas duas personagens, Gil Vicente denuncia a corrupção de todos aqueles que estavam envolvidos nos processos judiciais. Além disso crítica a falsa religiosidade </p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-03 17:42:12 UTC</pubDate>
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         <title>ENFORCADO</title>
         <author>sofiapereiradeviseu</author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><p><strong><em>Percurso Cénico</em></strong></p><p>Cais &gt; barca do Diabo (onde embarcou)</p><p>Não falou com o Anjo.</p><p><br></p><p><strong><em>Caracterização da personagem</em></strong></p><p>Ingénuo, resignado, desenganado, confiante e influenciável (por Garcia Moniz - era o tesoureiro da Casa da Moeda de Lisboa).</p><p><br></p><p><strong><em>D-Símbolos</em></strong></p><p>"O baraço" (corda") usado para enforcar os condenados à morte.</p><p>Simboliza os crimes que cometeu e a condenação a que os criminosos são sujeitos. </p><p><br></p><p><strong><em>B-Argumentos de acusação</em></strong></p><p>Não há argumentos de acusação.</p><p>No entanto, a corda ao pescoço prova que cometeu algum crime que o levou à prisão. Depois de preso, foi julgado no tribunal dos homens .</p><p><br></p><p><strong><em>B-Argumentos de defesa</em></strong></p><p>O Enforcado apresenta os seguintes argumentos de defesa:</p><ul><li><p>Declarado santo</p></li><li><p>Proteção divina </p></li><li><p>Escolhido para ser salvo </p></li><li><p>Sofrimento na cadeia</p></li><li><p>Salvação garantida por Garcia Moniz a quem morresse enforcado</p></li><li><p>Castigo já recebido na prisão, por ser merecedor do paraíso.</p></li></ul><p><br></p><p><strong><em>I-Sentença</em></strong></p><p>A sentença do Enforcado foi a condenação  (entrou na barca do diabo por ter cometido algum crime), tendo assim embarcado na Barca do Inferno.</p><p><br></p><p><br></p><p><strong><em>D-Tipos de cómico</em></strong></p><ul><li><p>Cómico de situação: "Venhais embora enforcado que diz lá Garcia Moniz?"(Versos 754 e 755)</p></li><li><p>Cómico de caráter: "Eu te direi que ele diz: que fui bem aventurado em morrer dependurado(enforcado) como o todo na "buiz" (armadilha para apanhar animais e pássaros) e diz que os feitos que eu fiz me fazem canonizado."(Versos 756 a 761)</p></li></ul><p><br></p><p><strong><em>I-Intenção Crítica</em></strong></p><p>Com a cena do Enforcado, Gil Vicente pretende criticar os condenados, criminosos e ingénuos. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-03 17:42:12 UTC</pubDate>
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         <title>CAVALEIROS</title>
         <author>sofiapereiradeviseu</author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><p><br></p><p><strong><em>Percurso Cénico</em></strong></p><p><em>Cais - Barca do Anjo</em></p><p><br></p><p>Os Quatro Cavaleiros, mal morreram, chegaram a um cais.</p><p>Aí, foram diretamente para a barca do Anjo.</p><p><br></p><p><strong><em>Caracterização da personagem</em></strong></p><p>Desprendidos dos bens materiais, confiantes, seguros.</p><p><br></p><p><strong><em>Símbolos</em></strong></p><p>Cruz de Cristo, escudo e espada.</p><p><br></p><p><strong><em>Argumentos de acusação</em></strong></p><p>Não havia acusação porque quem morre pela fé cristã tem direito á salvação.</p><p><br></p><p><strong><em>Argumentos de defesa</em></strong></p><p>Morreram a combater os Mouros, por Jesus Cristo. Argumento de defesa do Anjo: "Quem morre por Cristo merece "paz eternal"."</p><p><br></p><p><strong><em>Sentença</em></strong></p><p>Salvação.</p><p><br></p><p><strong><em>Tipos de cómico</em></strong></p><p>Reação do Diabo ao ver que as personagens não param para falar com ele.</p><p><br></p><p><strong><em>Intenção Crítica</em></strong></p><p>Glorificação do espírito da cruzada e serve como final moralizante ao recordar a existência de um julgamento após a morte, cujo resultado fica dependente do comportamento em vida.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-03 17:42:12 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>FRADE</title>
         <author>sofiapereiradeviseu</author>
         <link>https://padlet.com/sofiapereiradeviseu/85edlh3nwlzgy92l/wish/2838781424</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p><strong><em>Percurso Cénico</em></strong></p><p>Barca do Diabo &gt; Barca do Anjo &gt; Barca do Diabo (onde embarca)</p><p><br></p><p><strong><em>Caracterização da personagem</em></strong></p><ul><li><p>Alegre, festivo, falso religioso, devasso</p></li><li><p>Despreocupado, feliz, conformado</p></li><li><p>Resignado</p></li></ul><p><br></p><p><strong><em>Símbolos</em></strong></p><p>Moça Florença</p><ul><li><p>Simboliza o desrespeito<br>pelos votos de castidade.</p><p><br></p><p>Espada, broquel (escudo) , casco (capacete) e hábito com capelo (capuz)</p></li><li><p>Simbolizam a vida pouco própria da religião levada pelo Frade, que prefere dedicar-se a atividades mundanas (profanas).<br>O hábito remete para a pertença ao clero, o que contrasta com a entrada com a moça pela mão.</p></li></ul><p><br></p><p><strong><em>Argumentos de acusação</em></strong></p><p>Diabo<br>• Desrespeito pelos votos de castidade<br>• Dedicação a atividades próprias da nobreza</p><p><br></p><p>Parvo<br>• Imoralidade</p><p><br></p><p>(O Anjo mantém-se em silêncio, o que pode ser visto como uma atitude de condenação.)</p><p><br></p><p><strong><em>Argumentos de defesa</em></strong></p><p>Frade<br>• Generalização das práticas imorais<br>• Salvação garantida a todos os membros do clero<br>• Realização de todas as práticas religiosas</p><p><br></p><p><strong><em>Sentença</em></strong></p><p>Condenação (extensível à moça, Florença, também ela pecadora)</p><p><br></p><p><strong><em>Tipos de cómico</em></strong></p><p>Cómico de situação</p><ul><li><p>Comportamentos do Frade (canta, dança, dá aulas de<br>esgrima).</p><p><br></p><p>Cómico de caráter</p></li><li><p>Crença na salvação apesar de todos os pecados cometidos e assumidos sem peso na consciência ou arrependimento.</p></li></ul><p><br></p><p><strong><em>Intenção Crítica</em></strong></p><p>A cena permite a denúncia da dissolução de costumes do clero, uma classe marcada pela imoralidade associada ao desrespeito pelos votos do celibato e pela procura de atividades de entretenimento típicas da nobreza.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-04 10:52:20 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Auto da Barca do Inferno</title>
         <author>sofiapereiradeviseu</author>
         <link>https://padlet.com/sofiapereiradeviseu/85edlh3nwlzgy92l/wish/2839871574</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>O «<strong>Auto da Barca do Inferno</strong>» é uma peça teatral da autoria de Gil Vicente, escrita em 1517.</p><p>A peça faz parte da Trilogia das Barcas, junto com o Auto da Barca do Purgatório e o Auto da Barca da Glória.</p><p><br></p><p>Retrata a sociedade portuguesa do século XVI de uma forma satírica e humorística. </p><p><br></p><p>O cenário da peça é um cais/ porto onde se encontram duas barcas: a barca conduzida pelo Diabo e que leva as almas para o inferno e a barca conduzida pelo Anjo e que leva as almas para o paraíso. </p><p><br></p><p>Em cada cena é inquirida uma pessoa e o Diabo e o Anjo decidem em que barca deverão entrar - sentença final.</p><p><br></p><p>A maioria das personagens vai para a barca do Inferno, por terem cometido vários pecados em vida, como a avareza, a corrupção, a hipocrisia, a luxúria, etc. </p><p><br></p><p>Apenas duas personagens poderão entrar na barca do Paraíso: o Parvo, que representa a inocência e a simplicidade, e os Quatro Cavaleiros, que lutaram pela fé cristã.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-05 16:49:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>FIDALGO</title>
         <author>sofiapereiradeviseu</author>
         <link>https://padlet.com/sofiapereiradeviseu/85edlh3nwlzgy92l/wish/2839878897</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p><strong>Personagem / Classe social</strong></p><ul><li><p>Fidalgo/ nobreza</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Símbolo cénicos / Simbologia</strong></p><ul><li><p>Pajem – simboliza a tirania e o desprezo pelos mais necessitados</p></li><li><p>Cadeira – simboliza poder, o seu estatuto social</p></li><li><p>Manto – simboliza a sua riqueza e vaidade (presunção)</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Percurso cénico</strong></p><p>Cais → Barca do Diabo → Barca do Anjo → Barca do Diabo</p><p><br></p><p><strong>Caracterização psicológica</strong></p><ul><li><p>Vaidoso</p></li><li><p>Infiel</p></li><li><p>Presunçoso</p></li><li><p>Tirano</p></li><li><p>Não ajudava os outros</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Acusações</strong></p><ul><li><p>Viveu a seu belo prazer</p></li><li><p>Foi tirano</p></li><li><p>Desprezou e não ajudou os mais fracos</p></li><li><p>Foi vaidoso</p></li><li><p>Foi infiel</p></li></ul><p><br></p><p><strong>Argumentos de defesa</strong></p><ul><li><p>Deixa na outra vida, quem reze por ele</p></li><li><p>Morreu sem estar à espera, sem contar</p></li><li><p>É Fidalgo de solar (condição social – nobre)</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Destino</strong></p><ul><li><p>Inferno</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Intenção crítica</strong></p><p>Gil Vicente pretende:</p><ul><li><p>Acusar a Nobreza de tirania e desprezo pelos mais necessitados</p></li><li><p>Denunciar a infidelidade conjugal</p></li><li><p>Demonstrar a vaidade e presunção dos nobres</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-05 16:59:01 UTC</pubDate>
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         <title>ONZENEIRO</title>
         <author>sofiapereiradeviseu</author>
         <link>https://padlet.com/sofiapereiradeviseu/85edlh3nwlzgy92l/wish/2839882918</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p><strong>Personagem / Classe social</strong></p><ul><li><p>Onzeneiro/ burguesia</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Símbolos cénicos / Simbologia</strong></p><ul><li><p>Bolsão: simboliza a sua ganância/ avareza/ ambição desmedida/ o apego ao dinheiro</p></li><li><p>simboliza a sua profissão</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Percurso cénico</strong></p><p>Cais → Barca do Diabo → Barca do Anjo → Barca do Diabo</p><p><br></p><p><strong>Caracterização psicológica</strong></p><ul><li><p>Pecador</p></li><li><p>Ladrão</p></li><li><p>Usuário</p></li><li><p>Rico</p></li><li><p>Explorador</p></li><li><p>Apegado ao dinheiro</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Acusações</strong></p><ul><li><p>Roubar, através dos juros elevados (11% - onzena)</p></li><li><p>Ter o coração cheio de pecados (ambição, maldade)</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Argumentos de defesa</strong></p><ul><li><p>Tem muito dinheiro em terra e poderá pagar a passagem</p></li><li><p>O bolsão está vazio</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Destino</strong></p><ul><li><p>Inferno</p></li></ul><p><br></p><p><strong>Intenção crítica</strong></p><p>Gil Vicente pretende:</p><ul><li><p>Criticar a prática da usura, denunciando o enriquecimento rápido e fácil à custa dos mais necessitados</p></li><li><p>Fazer ver às pessoas que o dinheiro que tem não lhes vale de nada, quando morrerem o importante é as boas ações que fizeram.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-05 17:04:46 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>PARVO</title>
         <author>sofiapereiradeviseu</author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><p><strong>Personagem / Classe social</strong></p><ul><li><p>Parvo/ povo</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Elementos / Simbologia</strong></p><ul><li><p>Não tem</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Percurso cénico</strong></p><ul><li><p>Cais → Barca do Diabo → Barca do Anjo (fica no cais à espera que venha alguém merecedor de tal bem -entrar no Paraíso)</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Caracterização psicológica</strong></p><ul><li><p>Injurioso/ grosseiro</p></li><li><p>Ingénuo</p></li><li><p>Simples</p></li><li><p>Humilde</p></li><li><p>Cómico/ engraçado</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Acusações</strong></p><ul><li><p>Não há argumentos para o acusar.</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Argumentos de defesa</strong></p><ul><li><p>Como não é acusado, não precisa de se defender.</p></li><li><p>Limita-se a agir naturalmente, mostrando a sua personalidade simples.</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Destino</strong></p><ul><li><p>Aguarda no cais</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Intenção crítica</strong></p><p>Gil Vicente pretende:</p><ul><li><p>Enaltecer os pobres de espírito que, graças à sua simplicidade e humilde, obtêm a misericórdia divina</p><p><br></p></li></ul><p><em>* A função desta personagem é fazer rir (intenção lúdica) e assume, em algumas cenas, a função de acusador, denunciando os vícios das outras personagens.</em></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-05 17:12:54 UTC</pubDate>
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         <title>SAPATEIRO</title>
         <author>sofiapereiradeviseu</author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><p><strong>Personagem / Classe social</strong></p><ul><li><p>Sapateiro/ povo</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Elementos / Simbologia</strong></p><ul><li><p>Avental / formas dos sapatos – simbolizam a sua profissão e os seus pecados</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Percurso cénico</strong></p><p>Cais → Barca do Diabo → Barca do Anjo → Barca do Diabo</p><p><br></p><p><strong>Caracterização psicológica</strong></p><ul><li><p>Mentiroso</p></li><li><p>Ladrão</p></li><li><p>Falso religioso</p></li><li><p>Malcriado</p></li><li><p>Hipócrita</p></li><li><p>Trocista</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Acusações</strong></p><ul><li><p>Roubou o povo</p></li><li><p>É mentiroso</p></li><li><p>Não viveu honestamente</p></li><li><p>Foi excomungado</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Argumentos de defesa</strong></p><ul><li><p>Morreu confessado e comungado</p></li><li><p>Ouviu muitas missas</p></li><li><p>Deu esmolas à igreja</p></li><li><p>Assistiu à hora dos finados</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Destino</strong></p><ul><li><p>Inferno</p><p><br></p></li></ul><p><strong>Intenção crítica</strong></p><p>Gil Vicente pretende:</p><ul><li><p>Denunciar a exploração dos indivíduos da mesma classe</p></li><li><p>A hipocrisia daqueles que praticam, sem fé, os diferentes atos religiosos.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-01-05 17:22:17 UTC</pubDate>
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