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      <title>Movimento de busca  by Elen Gandra</title>
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      <description>Criado com um gosto pela aventura e busca</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-02-13 20:31:44 UTC</pubDate>
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         <title>Conceitos e referenciais teóricos</title>
         <author>elengdr</author>
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         <description><![CDATA[<div>Postem os conteúdos e referências teóricos dos conceitos construídos pelas buscas realizadas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-13 20:41:47 UTC</pubDate>
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         <title>TEORIZAÇÃO- INVISIBILIDADE DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE: Grupo 3 Qual é a verdadeira causa do problema?Não se pode dizer que existe uma causa única para a invisibilidade da enfermagem. Essa é uma problemática complexa derivada de fatores históricos, sociais e culturais. Um desses fatores é a influência do  modelo médico centrado na formação do enfermeiro e nos hospitais, resultando na valorização do tecnicismo na assistência de enfermagem em detrimento dos aspectos individuais e emocionais do paciente. Essa valorização de atividades técnicas dificulta a identificação do papel da enfermagem pela população e contribui, consequentemente, para desvalorização e invisibilidade desses profissionais, já que a enfermagem passa a somente executar atividades prescritas por outros profissionais da saúde ao invés de priorizar atividades privativas da categoria.Segundo Gandra, E.C. et.al., podemos observar outros aspectos relacionados a invisibilidade dos profissionais de enfermagem, tais como: baixa remuneração, insegurança, sobrecarga de trabalho, dificuldade de acesso aos equipamentos de proteção individual (EPIs), precarização no ensino e qualificação, uberização das relações de trabalho, a divisão sexual do trabalho em saúde, sendo a marca da profissão, uma vez que o cuidado é atribuído como atividade feminina e a divisão racial, tendo em vista  que mulheres pretas ou pardas tendem a ocupar postos  com exploração da força de trabalho que, em última instância, é determinada pelo modo de produção capitalista. Por que ele acontece na sociedade atual?A invisibilidade dos profissionais da enfermagem acontece na sociedade atual devido a reflexos da origem da profissão, configurando a assistência de enfermagem como um ato de amor e caridade, conhecimento precário e com bases no modelo médico de ensino, questões étnico-raciais e de gênero estão na base do modo pelo qual é determinada a manutenção das relações de exploração, opressão e o apagamento das lutas das trabalhadoras no campo da Saúde e Enfermagem, além disso a falta de participação dos sindicatos e conselhos na formulação de políticas públicas que visem a capacitação dos profissionais e a garantia dos direitos trabalhistas também é uma situação que merece ser elencada.Como superar esse problema?Em concordância com Andrade. 2005,  podemos propor um  plano de ação, que  consiste na implementação de um modelo assistencial de enfermagem que seja seguido por toda equipe para assim haver uma padronização da assistência prestada, além dos enfermeiros conseguirem colocar em prática suas atividades profissionais. Vale ressaltar aqui a necessidade de cada hospital elaborar o seu plano de ação em conformidade com a realidade da instituição. Ainda, segundo Gandra,2021, são necessárias a formulação de políticas e adoção de medidas que sejam capazes de garantir a atuação segura da enfermagem, abordando tópicos como:Estabelecimento de piso salarial e regulação das relações de trabalho com garantia de vínculo e direitos trabalhistas básicos;Aprovação do projeto de Regulamentação de carga horária de 30 horas semanais;Realização de concursos públicos para eliminação de contratos precários de trabalho no setor público;Implementação de ações efetivas da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora, com estabelecimento dessas políticas nos níveis estaduais e municipais;Ambiência adequada nos espaços de cuidado às pessoas e também nos espaços de descanso e alimentação desses profissionais e Dimensionamento adequado das equipes, conforme necessidade de cada setor.Referências:ANDRADE, J. S. DE; VIEIRA, M. J. Prática assistencial de enfermagem: problemas, perspectivas e necessidade de sistematização. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 58, p. 261–265, jun. 2005.Gandra, Elen Cristiane, et. al. Enfermagem Brasileira e a Pandemia do covid-19: desigualdades em evidência.Reflexão. Esc. Anna. Nery 25 (spe), 2021. https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2021-0058.</title>
         <author>aiesaingrid51</author>
         <link>https://padlet.com/elengdr/83ib3gnso96uvxr1/wish/2069726184</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-02-28 15:40:00 UTC</pubDate>
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         <title>Grupo 2 - Exploração dos profissionais da saúde: Qual é a verdadeira causa do problema? Porque ele acontece na sociedade atual? Como superar esse problema?</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Historicamente, o surgimento da Enfermagem Moderna e a criação da Escola Nightingale, institucionalizou a divisão social do trabalho de Enfermagem, com as Nurses, oriundas de famílias pobres e que realizavam o trabalho direto ao cuidado, e as Ladies-Nurses, de famílias ricas e que realizavam as atividades de supervisão, administração e ensino (HENRIQUE, 2020).</div><div>Ademais, a trajetória profissional no Brasil tem seu cerne no padrão Anna-Nery de ensino, a admissão de novas alunas à Escola se dava por priorização de mulheres acima de 16 anos, brancas e que provinham de famílias abastadas, cuja expectativas eram depositadas nesse método de ensino que trazia a imagem do preparo de Enfermeiras da mais alta honra. Para tal, eram propositalmente excluídas as pobres e negras que naquele contexto histórico, poderiam trazer má visibilidade e má reputação à profissão. Esse contexto, posteriormente, resultou na fragmentação das competências, na diferenciação salarial e na hierarquia dentre as categorias da Enfermagem, tal qual a desigualdade racial e social que podem ser observadas até os dias de hoje. (SANTOS et al, 2020).</div><div>Ainda, a disputa feita pelo modelo hegemônico mercantilista na saúde, desde a década de 1990, impôs o limite de gastos públicos, ocasionando a flexibilização de leis trabalhistas, terceirizações e privatizações e, consequentemente, a queda da média salarial dos trabalhadores da saúde e aumento do desemprego (HENRIQUE, 2020).</div><div>Visto isso, para superar esse quadro de exploração, é necessário que a Enfermagem, em todas suas categorias, organize a luta pela jornada de trabalho de 30 horas semanais e pelo aumento do piso salarial. Também é preciso, contudo, que as trabalhadoras da Enfermagem reconheçam referências e iniciativas transformadoras que recuperem a ação e os objetivos coletivos, recriados pelo sujeito social, e que coloquem o fortalecimento do SUS no centro da disputa e supere, ainda, os interesses econômicos na saúde (HENRIQUE, 2020).&nbsp;</div><div><br></div><div>Referências&nbsp;</div><div>SANTOS, FBO et al. Padrão Anna Nery e perfis profissionais de enfermagem possível para enfermeiras e enfermeiros no Brasil. Rev Hist Enferm. 2020;11(1):10-21. Acesso em: 28 fev. 2022</div><div>HENRIQUE, Jorge. Qual o sentido histórico da exploração do trabalho de Enfermagem no Brasil? 2020. Disponível em: https://sindenfermeiro.com.br/index.php/2020/05/20/opiniao-qual-o-sentido-historico-da-exploracao-do-trabalho-de-enfermagem-no-brasil/. Acesso em: 28 fev. 2022.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-28 20:53:41 UTC</pubDate>
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         <title>Grupo 1 - Violência Obstétrica</title>
         <author>annahcampos2</author>
         <link>https://padlet.com/elengdr/83ib3gnso96uvxr1/wish/2070303129</link>
         <description><![CDATA[<div>A violência obstétrica é caracterizada pelo alto grau de medicalização e pelo abuso de práticas invasivas, levando o parto a ser médico centrado. Além disso, vemos que essas práticas são consequências dos padrões históricos da nossa sociedade, pois vemos que ainda seguimos uma lógica de pessimização do parto - a visão de que ele é sujo e nojento e por isso deve ser terminado logo -, e do pessimismo fisiológico - acredita-se que a mulher é frágil e precisa ser controlada durante esse processo. Por isso vemos profissionais da saúde fazendo chantagens, julgamentos, brincadeiras de mau gosto, realizando procedimentos sem a autorização das grávidas, pois eles acreditam que são superiores por deterem o saber científico, e usam desse poder para realizarem essas violências.&nbsp;<br>Sendo assim, para superar essas violências é preciso reeducar esses profissionais e treiná-los para saberem lidar melhor durante todo o processo da gravidez e aprender a respeitarem essas mulheres.<br><br>Referências<br><br>TRAJANO, Amanda; BARRETO, Edna. Violência obstétrica na visão de profissionais de saúde: a questão de gênero como definidora da assistência ao parto.&nbsp;Interface, [s. l.], 2021. DOI&nbsp;https://doi.org/10.1590/interface.200689. Disponível em:&nbsp;https://www.scielo.br/j/icse/a/PDnDR5XtNdJy47fkKRW6qcw/?format=pdf&amp;lang=pt. Acesso em: 28 fev. 2022</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-28 20:59:49 UTC</pubDate>
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         <title>Grupo 4 - Mulheres negras na enfermagem </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/elengdr/83ib3gnso96uvxr1/wish/2076605848</link>
         <description><![CDATA[<div>Os discursos institucionais e históricos perpetuam barreiras para a enfermagem negra, resultando em sua invisibilidade. Dentre os pontos encontrados, apresenta-se que a divulgação da história dessas mulheres atuam como um instrumento de visibilização das contribuições dessas profissionais para a enfermagem e para a saúde pública brasileira, em um compromisso histórico que é não permitir que tais discriminações e opressões continuem ocorrendo na profissão e na sociedade (SANTOS, 2020).</div><div>A invisibilidade das enfermeiras negras é resultado de <strong>opressão e discriminação</strong> geracional que se manifesta na forma de discursos sociais e institucionais. (JEFFERIES, 2018)</div><div>“A invisibilidade está diretamente ligada ao discurso social e institucional que foi normalizado pelo patriarcado branco dominante” (Collins, <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/jocn.14505#jocn14505-bib-0008">2000</a>). Dessa forma, a ocultação das lutas das mulheres na enfermagem, permite que o preconceito perpetue e que essas mulheres não sejam vistas e respeitadas. Esse comportamento favorece um ciclo de lutas pelos direitos, acesso a espaços não ocupados e o não reconhecimento pelo seu trabalho.</div><div>O<strong> daltonismo</strong> é um conceito intimamente ligado à invisibilidade. O daltonismo está relacionado com comportamentos e ações, em que a raça e etnia de um indivíduo são ignoradas (Lewis &amp; Neville, 2015 ). O daltonismo pode parecer uma abordagem equitativa para interagir com diversos grupos de pessoas; porém, as evidências mostram que esse daltonismo é tão prejudicial à saúde mental e física quanto o racismo flagrante. Lewis e Neville (2015) explicam que o daltonismo é prejudicial de forma que ignora diferenças únicas ou distintas, que podem ou não colocar um indivíduo em desvantagem; ignorar essas diferenças geralmente leva a sentimentos crescentes de marginalização e opressão.</div><div>No Brasil, o <strong>mito da democracia racial</strong> produz consequências que relacionam-se com os efeitos do daltonismo, sendo um conceito importante para compreender as relações raciais no Brasil. Esse mito, postulado por vários intelectuais, subestima as desigualdades raciais do país com base na suposta miscigenação dos brasileiros.</div><div>O marco histórico da democracia racial ocorreu na década de 30, com as políticas para integração subordinada dos negros, desenvolvidas pelo Estado Novo.&nbsp; Esse período foi marcado por conquistas sociais, como a criação do Ministério do Trabalho e a Lei dos ⅔. No entanto, a integração dos brasileiros, baseada em princípios nacionalistas, foi utilizada para mascarar as desigualdades raciais, de modo que o Estado Novo “não desenvolveu ações abertamente racistas contra a diáspora negra e, ao contrário, propagou a ideologia da nacionalidade morena” (SALES, 2006).</div><div>Esse mito, que ainda faz parte do imaginário social, relaciona-se com os processos de <strong>estigmatização </strong>e<strong> invisibilidade</strong> que assolam a população negra brasileira, pois nega além das desigualdades raciais, a contribuição da cultura africana na identidade da nação. “Diferentemente de outros lugares, a nossa identidade se definiria pela impossibilidade de defini-la.” (CARNEIRO 2011).</div><div>Ao analisar o contexto histórico da enfermagem, a estigmatização e a invisibilidade relacionam-se não apenas com a desigualdade racial, mas também com a desigualdade de gênero (LIMA 2011). Desse modo, o <strong>feminismo negro </strong>também é um conceito essencial para compreender os mecanismos de resistência da enfermagem no contexto do poder das práticas curativistas, focadas na figura do médico.</div><div>A organização política das mulheres negras foram atuantes e essenciais na construção e consolidação de políticas públicas ao longo da história, e ainda que as contribuições de Nightingale para a profissão de enfermagem tenham sido notáveis, as contribuições de outros líderes de enfermagem, especialmente das mulheres negras,&nbsp; ​​são frequentemente esquecidas, negligenciadas ou invisibilizadas (Donnelly, <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/jocn.14505#jocn14505-bib-3001">2016</a>; Staring-Derks et al., <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/jocn.14505#jocn14505-bib-0039">2015</a>).</div><div>É válido ressaltar que quando o <strong>empoderamento feminino</strong> se fortalece, ou seja, na inclusão da mulher em distintos espaços sociais, favorece a garantia dos direitos de cidadania (LIMA, 2011). E nesse contexto, a enfermagem pode ser um espaço de ascensão&nbsp; social das mulheres negras, sendo necessário para que a luta antiracista seja valorizada como um elemento transversal ao engajamento político pela valorização da enfermagem.&nbsp;</div><div>A sensibilização de profissionais e acadêmicos de enfermagem sobre esse tema pode contribuir para a construção de uma<strong> identidade étnica</strong> que valorize a diversidade cultural. Além disso, o resgate histórico das contribuições das mulheres negras na saúde favorece a valorização da <strong>competência cultural</strong> como habilidade essencial à prática de enfermagem (SANTOS, 2020).<br><br><strong>REFERÊNCIAS<br></strong><br></div><div>SANTOS, Fernanda Batista Oliveira et al. Mulheres negras na história da enfermagem: a competência cultural na trajetória de Maria Barbosa Fernandes. <strong>Revista Brasileira de Enfermagem</strong>, v. 73, 2020.</div><div><br></div><div>Collins, Patrícia Hill. <em>Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política de empoderamento</em> . Routledge, 2002.</div><div><br></div><div>JEFFERIES, Keisha et al. Understanding the invisibility of black nurse leaders using a black feminist poststructuralist framework. <strong>Journal of Clinical Nursing</strong>, v. 27, n. 15-16, p. 3225-3234, 2018.</div><div><br></div><div>Lewis, JA , &amp; Neville, HA ( 2015 ). Construção e validação inicial da escala de microagressões raciais de gênero para mulheres negras . <em>Journal of Counseling Psychology</em> , 62 ( 2 ), 289 – 302 .<a href="https://doi.org/10.1037/cou0000062">https://doi.org/10.1037/cou0000062</a></div><div>Donnelly, GF ( 2016 ). Em louvor de Harriet Tubman; enfermeira, espiã, abolicionista . <em>Prática de Enfermagem Holística</em> , 30 , 191 .</div><div><br></div><div>Staring-Derks, C. , Staring, J. , &amp; Anionwu, E. ( 2015 ). Mary Seacole: Enfermeira extraordinária global . <em>Journal of Advanced Nursing</em> , 71 ( 3 ), 514 – 525 .<a href="https://doi.org/10.1111/jan.12559">https://doi.org/10.1111/jan.12559</a></div><div><br></div><div>LIMA, Beatriz de Souza. Mulheres negras e profissionais da Enfermagem: quando o invisível torna-se visível e dizível. 2011. 95 f. Dissertação (Mestrado) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2011.</div><div>CARNEIRO, Sueli Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil. Selo Negro. São Paulo, 2011</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-03 20:12:42 UTC</pubDate>
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