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      <title>VIOLENCIA CONTRA A MULHER by KELLY MOTTA CAMARGO</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-03-20 14:08:13 UTC</pubDate>
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         <title>quem e Maria da Penha?</title>
         <author>e2547297</author>
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         <description><![CDATA[<p>Maria da Penha Maia Fernandes (Fortaleza-CE, 1º de fevereiro de <strong>1945</strong>) é farmacêutica bioquímica e se formou na Faculdade de Farmácia e Bioquímica da Universidade Federal do Ceará em 1966, concluindo o seu mestrado em Parasitologia em Análises Clínicas na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo em 1977.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-20 14:17:41 UTC</pubDate>
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         <title>o inicio...</title>
         <author>e2547297</author>
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         <description><![CDATA[<p>O caso Maria da Penha é representativo da violência doméstica à qual milhares de mulheres são submetidas em todo o Brasil.</p><p><strong>A SUA TRAJETÓRIA EM BUSCA DE JUSTIÇA DURANTE 19 ANOS E 6 MESES FAZ DELA UM SÍMBOLO DE LUTA POR UMA VIDA LIVRE DE VIOLÊNCIA.</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-20 14:19:22 UTC</pubDate>
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         <title>sua historia part-1</title>
         <author>e2547297</author>
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         <description><![CDATA[<p>Maria da Penha conheceu Marco Antonio Heredia Viveros, colombiano, quando estava cursando o mestrado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo em <strong>1974</strong>. À época, ele fazia os seus estudos de pós-graduação em Economia na mesma instituição.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-20 14:21:30 UTC</pubDate>
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         <title>part-2</title>
         <author>e2547297</author>
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         <description><![CDATA[<p>Naquele ano, eles começaram a namorar, e Marco Antonio demonstrava ser muito amável, educado e solidário com todos à sua volta. O casamento aconteceu em <strong>1976</strong>. Após o nascimento da primeira filha e da finalização do mestrado de Maria da Penha, eles se mudaram para Fortaleza, onde nasceram as outras duas filhas do casal. Foi a partir desse momento que essa história mudou.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-20 14:23:20 UTC</pubDate>
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         <title>part-3</title>
         <author>e2547297</author>
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         <description><![CDATA[<p>As agressões começaram a acontecer quando ele conseguiu a cidadania brasileira e se estabilizou profissional e economicamente. Agia sempre com intolerância, exaltava-se com facilidade e tinha comportamentos explosivos não só com a esposa mas também com as próprias filhas.<br>O medo constante, a tensão diária e as atitudes violentas tornaram-se cada vez mais frequentes.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-20 14:27:38 UTC</pubDate>
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         <title>part-4</title>
         <author>e2547297</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>FORMOU-SE, ASSIM, O </strong><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.institutomariadapenha.org.br/violencia-domestica/ciclo-da-violencia.html"><strong>CICLO DA VIOLÊNCIA</strong></a><strong>: AUMENTO DA TENSÃO, ATO DE VIOLÊNCIA, ARREPENDIMENTO E COMPORTAMENTO CARINHOSO.</strong></p><p>Foi nessa última fase, também conhecida como “lua de mel”, que, na esperança de uma mudança real por parte do ex-marido, Maria da Penha teve a sua terceira filha.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-20 14:28:47 UTC</pubDate>
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         <title>part-5</title>
         <author>e2547297</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>NO ANO DE 1983,</strong> Maria da Penha foi vítima de dupla tentativa de feminicídio por parte de Marco Antonio Heredia Viveros.<br><br>Primeiro, ele deu um tiro em suas costas enquanto ela dormia. Como resultado dessa agressão, Maria da Penha ficou paraplégica devido a lesões irreversíveis na terceira e quarta vértebras torácicas, laceração na dura-máter e destruição de um terço da medula à esquerda – constam-se ainda outras complicações físicas e traumas psicológicos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-20 14:30:41 UTC</pubDate>
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         <title>part-6</title>
         <author>e2547297</author>
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         <description><![CDATA[<p>No entanto, Marco Antonio declarou à polícia que tudo não havia passado de uma tentativa de assalto, <strong>versão que foi posteriormente desmentida pela perícia</strong>. Quatro meses depois, quando Maria da Penha voltou para casa – após duas cirurgias, internações e tratamentos –, ele a manteve em cárcere privado durante 15 dias e tentou eletrocutá-la durante o banho.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-20 14:32:20 UTC</pubDate>
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         <title>part-7</title>
         <author>e2547297</author>
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         <description><![CDATA[<p>Cientes da <strong>grave situação</strong>, a família e os amigos de Maria da Penha conseguiram dar apoio jurídico a ela e providenciaram a sua saída de casa sem que isso pudesse configurar abandono de lar; assim, não haveria o risco de perder a guarda de suas filhas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-20 14:33:50 UTC</pubDate>
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         <title>part-8</title>
         <author>e2547297</author>
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         <description><![CDATA[<p>A próxima violência que Maria da Penha sofreu, após o crime cometido contra ela, foi por parte do Poder Judiciário:</p><p><strong>O PRIMEIRO JULGAMENTO DE MARCO ANTONIO ACONTECEU SOMENTE EM 1991, OU SEJA, OITO ANOS APÓS O CRIME. O AGRESSOR FOI SENTENCIADO A 15 ANOS DE PRISÃO, MAS, DEVIDO A RECURSOS SOLICITADOS PELA DEFESA, SAIU DO FÓRUM EM LIBERDADE.</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-20 14:35:10 UTC</pubDate>
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         <title>part-9</title>
         <author>e2547297</author>
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         <description><![CDATA[<p>Mesmo fragilizada, Maria da Penha continuou a lutar por justiça, e foi nesse momento em que escreveu o livro <em>Sobrevivi... posso contar</em> (publicado em 1994 e reeditado em 2010) com o relato de sua história e os andamentos do processo contra Marco Antonio.<br><br>O segundo julgamento só foi realizado em <strong>1996</strong>, no qual o seu ex-marido foi condenado a 10 anos e 6 meses de prisão. Contudo, sob a alegação de irregularidades processuais por parte dos advogados de defesa, mais uma vez a sentença não foi cumprida.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-20 14:36:47 UTC</pubDate>
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         <title>part-10</title>
         <author>e2547297</author>
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         <description><![CDATA[<p>O ano de <strong>1998</strong> foi muito importante para o caso, que ganhou uma dimensão internacional. Maria da Penha, o Centro para a Justiça e o Direito Internacional (CEJIL) e o Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM) denunciaram o caso para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH/OEA).</p>]]></description>
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         <title>part-11</title>
         <author>e2547297</author>
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         <description><![CDATA[<p>Mesmo diante de um litígio internacional, o qual trazia uma questão grave de violação de direitos humanos e deveres protegidos por documentos que o próprio Estado assinou (Convenção Americana sobre Direitos Humanos – Pacto de San José da Costa Rica; Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem; Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher – Convenção de Belém do Pará; Convenção sobre a Eliminação do Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher), o Estado brasileiro permaneceu omisso e não se pronunciou em nenhum momento durante o processo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-20 14:40:00 UTC</pubDate>
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         <title>part-12</title>
         <author>e2547297</author>
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         <description><![CDATA[<p>Então, em <strong>2001</strong> e após receber quatro ofícios da CIDH/OEA (1998 a 2001) − silenciando diante das denúncias −, o Estado foi responsabilizado por negligência, omissão e tolerância em relação à violência doméstica praticada contra as mulheres brasileiras.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-20 14:41:01 UTC</pubDate>
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         <title>part final</title>
         <author>e2547297</author>
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         <description><![CDATA[<p>A história de Maria da Penha significava mais do que um caso isolado: era um exemplo do que acontecia no Brasil sistematicamente sem que os agressores fossem punidos.</p><p>FOI ASSIM QUE A COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS DEU AS SEGUINTES RECOMENDAÇÕES AO ESTADO BRASILEIRO</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-03-20 14:43:07 UTC</pubDate>
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