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      <title>Estudos by Celvio Derbi Casal</title>
      <link>https://padlet.com/derbits/estudo</link>
      <description>Mural para registrar meus estudos</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2016-04-04 13:14:28 UTC</pubDate>
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         <title>A Ideia</title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/106815498</link>
         <description><![CDATA[<div>Meu amigo Gui me informou dessa seleção. Disse que me indicou para um professor bem louco desse programa, o Bedin.<br><br>Estou fritando com essa ideia e pensando muito em que tipo de proposta de pesquisa eu poderia apresentar.<br><br>Não conheço muito da Área, e preciso fazer todas as leituras para uma seleção que acontece em 20 dias...<br><br>Vou usar esse mural para organizar os textos que estou lendo e tentar fazer um mapa dos assuntos e autores que interessam e também dos projetos que posso apresentar nessa perspectiva.<br>______________<br>17/09/2018<br>Olha como são as coisas... Anos depois, revisito esse pad e estou trabalhando como bibliotecário no Instituto de Psicologia da UFRGS, e um dos trabalhos mais interessantes que tenho desenvolvido aqui é justamente com o PPG Psico Social, e justamente com a escrita e formas de buscar outras epistemologias que estão fora da escrita acadêmica. <br><br>Vou redefinir a utilização deste pad para reunir compilar anotações para esse trabalho<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2016-04-20 15:57:34 UTC</pubDate>
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         <title> Imagens do escuro : reflexões sobre subjetividades invisíveis</title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/106816813</link>
         <description><![CDATA[<div><br>SCISLESKI, Andrea Cristina Coelho; HÜNING, Simone Maria. Imagens do escuro: reflexões sobre subjetividades invisíveis. Revista Polis e Psique. Porto Alegre, v. 6, n. 1, p. 8–27, 2016. <a href="http://seer.ufrgs.br/index.php/PolisePsique/article/view/61374/pdf_12">http://seer.ufrgs.br/index.php/PolisePsique/article/view/61374/pdf_12</a><br><br>Autores importantes: Michel Foucault, Walter Benjamin e Giorgio Agamben...<br><br>Michel Foucault (2014) nas aulas do curso “A vontade de saber”, ocorridas entre 1970 e 1971 no Collège de France, apresenta uma problematização sobre a formação de modelos epistemológicos do conhecimento.<br>Para tanto, ele pretende “precisar o jogo entre essas três noções: saber, verdade, conhecimento”.<br><br>Três teses oriundas dos pressupostos aristotélicos: a) existe um desejo relacionado ao saber; b) esse desejo é universal a todos, c) e ele é dado pela natureza.<br><br>Essa luz que está presente desde a formação do pensamento ocidental que se associa naturalmente ao conhecimento produz a composição de muitos dos diversos campos de saber sobre os quais se fundamentará a ciência.<br><br>Nietzsche revitaliza o pensamento ao buscar os pré-socráticos. Nessa concepção, nenhuma assepsia faz sentido no processo de conhecer, pois são justamente as lutas, os conflitos e a violência que se colocam em questão no que se configura como saber.</div>]]></description>
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         <pubDate>2016-04-20 16:02:33 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/106849917</link>
         <description><![CDATA[<div>O pensamento ocidental (essa entidade...) vive tentando "jogar luz sobre os fatos", "iluminar a situação", "clarificar os caminhos", colocar sob a "luz dos fatos"... Ao direcionar esse "foco de luz" sobre os "fatos", algo sobra no escuro...</div><div><br></div><div>Nosso conhecimento é construído com as coisas selecionadas para serem vistas e nosso campo de visão é limitado... Uma seleção sempre deixa algo de fora, algo que não será visto, pois permanece no escuro.</div><div><br><br></div><div>Que tal tentarmos uma epistemologia da sombra???</div>]]></description>
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         <pubDate>2016-04-20 17:57:02 UTC</pubDate>
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         <title>Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial</title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/282642870</link>
         <description><![CDATA[<div>HARAWAY, Donna. Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos Pagu - situando diferenças. Campinas, n. 5, p. 7–41, 1995. Disponível em: &lt;https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/1773&gt;<br><br>"Méfiez-vous de la pureté; c'est le vitriol de l'âme" Latour<br><br>"O laboratório é para Latour a indústria estrada de ferro da epistemologia, na qual os fatos só podem mover-se nos trilhos montados a partir do laboratório. Quem controla a estrada de ferro controla o território em volta." p.9 (nota)<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-09-18 00:01:27 UTC</pubDate>
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         <title>Notas sobre um experimento imaginativo de escrita coletiva comunitária</title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/287163019</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>Apenas Mais Uma Oficina de Leitura e Escrita Acadêmica...</strong><br><br>No momento em que aceitei o convite para propor uma oficina de leitura e escrita acadêmica, não fazia qualquer ideia de como seria. Como bibliotecário, só sabia o que não queria que fosse: apenas mais uma apresentação de bases de artigos, teses e dissertações, e de orientações sobre a apresentação de trabalhos acadêmicos e normas da ABNT...</div><div><br></div><div>As formas oficiais da ciência, o conhecimento autorizado e suas bases - capitalistas, brancas, patriarcais, heteronormativas e colonizadoras - já têm bastante espaço no discurso acadêmico. As práticas de produção do conhecimento acadêmico hegemônico e as hierarquias de valoração de títulos baseadas na produtividade meritocrática são algumas das causas diretamente relacionadas à precarização das relações nas universidades.</div><div><br></div><div>A hipervalorização do conhecimento produzido pelo método científico e de seu principal instrumento de divulgação e circulação, a escrita, opera uma construção identitária do pesquisador que é inalcançável e que têm sido uma importante fonte de sofrimento psíquico para estudantes, docentes e pesquisadores. Essa identidade é representada, entre outras formas, na idealização das práticas da escrita e da leitura, da produção de artigos, dissertações e teses e das metodologias e estruturas desses textos.<br><br>Como toda prática que se torna hegemônica, a escrita acadêmica se pretende universal, busca se tornar "tudo o que existe" e assim o imaginário sobre o trabalho acadêmico adquire um repertório privilegiado, que se impõe como limite para a criação de novas formas de produzir conhecimento e para a validação das formas não contempladas nesse repertório.<br><br>No panorama geral da produção textual nas universidades - com a exceção de algumas abordagens em algumas disciplinas -, a expressão de modos de linguagem e de articulação de ideias diferentes da prática pretensamente racional fica à margem. <br><br>São epistemologias que ultrapassam ou que não se pautam pela visão analítica tradicional da academia. Modos de ser e viver que não podem ser transpostos e que não são contemplados em uma escrita estruturada prioritariamente pelos métodos do raciocínio. Nessas margens do texto acadêmico se encontram a experiência, a emoção, a serendipidade, os saberes tradicionais, indígenas e quilombolas, a transmissão oral, entre outros.<br><br>Buscando explorar o caráter ficcional da pretensa universalidade das representações sobre a escrita acadêmica, resolvi então propor, para essa oficina, um experimento imaginativo sobre as possibilidades de encarar as práticas da leitura e produção de textos.<br><br><strong>Recontando a História de Contar Histórias</strong><br><br>A partir da leitura do ensaio de Ursula K. le Guin,&nbsp; <em>The Carrier Bag Theory of Fiction</em>, iniciamos o experimento. Nesse ensaio, Ursula primeiramente nos remete à ideia de que a primeira ferramenta inventada teria sido uma arma: um osso, pedaço de pau, ou pedras, utilizados como clava, faca ou lança, para matar, caçar, pescar. Ela nos lembra da cena icônica de abertura do filme <em>2001: uma odisseia no espaço,</em> onde o homem-macaco pré-histórico descobre a ferramenta ao bater com um osso em um crânio no chão, e este se partindo em vários cacos. A cena segue, interpolando imagens do homem-macaco quebrando outros ossos, utilizando sua invenção para matar outros animais, e por fim, jogando o osso para o alto. Acompanhamos, então, a trajetória ascendente do osso até sua transformação em uma estação espacial, flutuando em órbita da Terra, assim sugerindo a evolução tecnológica da humanidade até seu apogeu: a conquista do espaço.<br><br>Ursula segue nos dizendo que, de acordo com essa ideia, essa teria sido também a origem da ficção, da contação de histórias: geralmente em volta de uma fogueira, os homens (a imagem evocada é sempre masculina) contavam dos perigos que enfrentaram nas caçadas… então, as primeiras histórias teriam sido sobre heróis em suas jornadas heroicas cheias de perigo e violência.<br><br>Nesse ponto, Ursula propõe uma reflexão: e se a primeira ferramenta não tivesse sido uma arma? Antes de se tornar caçadora (e por muito tempo depois da caça surgir), a humanidade foi predominantemente coletora: a alimentação de nossos ancestrais primevos era substancialmente composta por pequenos animais, vegetais, frutas, sementes e raízes, coletados nos lugares por onde passavam. Por conta disso a primeira ferramenta (e dispositivo cultural) não teria sido uma arma, mas um recipiente, uma sacola, uma bolsa, uma mochila, uma rede, um sling, que permitia transportar alimentos e a prole de um lugar para o outro.<br><br></div><div>Considerando a hipótese de que a primeira ferramenta tenha sido a sacola ou mochila, Ursula nos traz uma série de implicações e possibilidades de recontar a história de contar histórias. Nessa nova história, o herói, o que luta, defende, briga, corta, mata (qualidades geralmente associadas ao masculino) perde importância para aquilo que abriga, cuida, guarda, gesta…&nbsp;<br><br>As primeiras histórias então, não seriam histórias de heroísmo, mas de partilha de alimentos, artefatos e informações: "Esta fruta? Atrás daquela montanha tem mais!", "Não comam esta raiz! Meu amigo comeu e não acordou mais!"<br><br>A própria ação de contar histórias é assim vista como o ato de tirar ideias, palavras e nomes de uma sacola ou bolsa e ofertá-las a outras pessoas.<br><br></div><blockquote>the natural, proper, fitting shape of the novel might be that of a sack, a bag. A book holds words. . . A novel is a medicine bundle, holding things in particular, powerful relation to one another and to us.</blockquote><div><br><br><strong>O Autor-Herói e @s Autor@s Coletor@s</strong><br><br></div><div>Partindo da proposta de Ursula le Guin, fiz o convite à turma para aplicarmos as duas versões da origem da ficção à produção do discurso acadêmico, suas práticas e seus sistemas de difusão e fomento.<br><br>Não é muito difícil imaginar a produção da escrita acadêmica como uma jornada do autor-herói:&nbsp; Aquele que produz sua escrita sozinho ou em pequenos bandos (com o autor-alfa sempre mencionado primeiro no artigo), desbravando o universo das fontes, dominando métodos avançados de análise, escrevendo de modo autoral e buscando o reconhecimento individual por suas descobertas... Disputando seu lugar de publicação em periódicos com alto fator de impacto, passando por criteriosas avaliações por pares, e, como resultado, elevando a nota (e o fomento) do departamento...<br><br>A escrita, nesse caso, é como a arma que permite a sobrevivência no competitivo universo acadêmico. A narrativa é meritocrática e heroica. A sobrevivência se dá por meio da disputa por espaço e reconhecimento pelos pares em publicações importantes da área. <br><br>O autor-herói luta não só pela sobrevivência do grupo, mas, também, pela sua própria imagem e prestígio, e isso demanda que sua jornada seja difícil e cansativa, cheia de riscos, armadilhas e perigos, para que seus feitos sejam impressionantes e para que poucos se aventurem a superá-lo. Isso o torna, se não um solitário, um utilitarista das relações: o grupo serve principalmente como suporte para suas conquistas. Portanto, haverá algum nível de competição, mesmo dentro do grupo no qual colabora.<br><br>A linguagem é o principal recurso do heroísmo do autor. É necessário que ela esteja no limiar da inteligibilidade e complexidade. A linguagem confere poder: demonstra o difícil caminho trilhado pelo autor-herói e marca sua posição como legítimo entendedor do assunto. O uso adequado da linguagem é um dos principais requisitos para o reconhecimento pelos pares no trabalho acadêmico<br><br>A relação com a autoridade da escrita tende a operar totalizações sobre a realidade, seja nos atos da própria escrita, na elaboração argumentativa, seja nas apropriações das leituras feitas desde a escrita produzida. <br><br>Essa construção identitária está intimamente relacionada ao poder do "especialista" ou do "doutor". A autoridade do discurso do especialista se impõe aos demais discursos, deslegitimando saberes e visões de mundo diferentes, linguagens que não são reconhecidas pelos pares acadêmicos, num processo de epistemicídio...<br><br>Então passamos a imaginar essa produção da escrita na versão recipiente, ou mochila (para usar um recipiente comum à vida acadêmica): @s pesquisador@s-coletor@s percorrem as fontes, coletando citações, comentários, relações entre textos lidos e experiências vividas, e guardam tudo na mochila. <br><br>Desse passeio nômade por fontes -&nbsp; que não incluem apenas as bases de dados, coleções de periódicos, livros e bibliotecas, mas também a memória, os afetos, as conversas com colegas e professores - @s autor@s-coletor@s juntam os elementos que articulam na escrita, ofertando aos seus pares o conteúdo de suas mochilas-pesquisas...<br><br>Na perspectiva d@s autor@s-coletor@s, a colaboração adquire outra importância. Os perigos e armadilhas do meio continuam existindo e ainda é necessário desbravar a complexidade da linguagem e dos campos específicos, constituídos por atravessamentos que só podem ser acessados a partir da mobilização de saberes complexos. A composição de&nbsp; mapas, cartografias do saber se torna possível através da partilha das coletas individuais realizadas no percurso.<br><br>As operações de escrita e leitura são então adaptadas para a relação com o diferente, com a crítica, com o contraditório, com o incoerente, com o absurdo, uma vez que é na diversidade da partilha que se constitui o conhecimento e que se determina o seu valor, para cada indivíduo e para o grupo.<br><br>A identidade gerada aqui é também complexa. Diferente do autor-herói, que constrói seu poder a partir de uma ideia de mérito e de esforço pessoal, @s autor@s-coletor@s precisam constituir-se na troca e na relação entre si. Os objetos partilhados enriquecem a experiência e a coleta individual, a composição das ideias e relações possíveis é mais importante que sua autoria.<br><br>Surge então uma impossibilidade: a totalização individual. Uma vez que dependo de trocas com outras pessoas para prosseguir compondo a realidade e poder assim dar sentido à minha coleta, não posso conceber que o que coletei sozinho seja a totalidade. No lugar da totalização operada pela escrita heroica, a escrita coletiva produz a dúvida e pode produzir a abertura.<br><br>Essas duas dinâmicas, a dúvida e a abertura, são as disparadoras do que chamo de escrita comunitária. Uma coletividade passa a também ser uma comunidade, quando o estabelecimento de acordos e sinergias possibilita a produção comum de sentido. A partir da dúvida, por saber que a coleta individual é incompleta, abre-se a disposição para receber a coleta de outr@s autor@s e, principalmente, essa colaboração torna-se necessária para a sobrevivência.<br><br>É possível que a formação da comunidade objetive a proteção por meio de uma estratégia de totalização coletiva - buscar elementos comuns e focar no que é igual, produzindo o apagamento da diferença, uma comunidade fascista -, ou que, intuindo que a diversificação e complexificação são melhores estratégias de sobrevivência, gerar mecanismos que favoreçam a expressão da diferença.<br><br><strong>Vivenciando o Experimento</strong><br><br>A experiência de produção de ficção contra-hegemônica sempre é limitada pela narrativa que se estabelece como verdade e que está imbricada nos mais escuros becos do cotidiano. Outra ficção, essa narrativa acaba, inevitavelmente, permeando o experimento em todas as suas etapas.<br><br>É possível vê-la nos estranhamentos e incompreensões a cada proposta ou enunciado. Está bem presente no desconforto e insegurança de não poder contar com bases conhecidas para uma atividade tão familiar. É surpreendida nas desconfianças e sensações de "fracasso".<br><br>Este experimento contou com todas essas limitações.<br><br>Após a apresentação das duas histórias da contação de histórias e da ideia do autor-herói e autor@s-coletor@s,&nbsp; a proposta inicialmente feita à turma foi:&nbsp;</div><ul><li>A partir do gerenciador de referências Mendeley, anotar a leitura de um texto relevante para a sua pesquisa;</li><li>Copiar os trechos destacados desse texto e colar num PAD coletivo;</li><li>Copiar as anotações e comentários feitos no texto e colar no PAD;</li><li>Ler, reorganizar a informação compartilhada, tecer comentários e costurar relações entre os trechos ofertados por outr@s coletor@s; e</li><li>Exportar as referências dos textos coletados no Mendeley para o PAD.</li></ul><div><br>Um gerenciador de referências é um software que permite criar uma base de referências de artigos, livros, teses e dissertações, filmes, relatórios de pesquisa, conjuntos de dados, etc. Em geral esses softwares recuperam automaticamente as informações das obras importando os metadados das bases de dados científicas, catálogos de bibliotecas, entre outros, e permitem gerar listas de referências em diferentes formatos e normas de apresentação.<br><br>A escolha do gerenciador de referências Mendeley como a "mochila" do experimento se deu por motivos de duas ordens:</div><ul><li>Técnicos:&nbsp;<ul><li>O Mendeley possui o recurso de armazenar e abrir arquivos PDF com os textos completos dos trabalhos registrados, permitindo a leitura, anotação e comentários do texto direto na base de referências coletadas.</li><li>Possui integração com o navegador, possibilitando que a atividade de coleta de textos imaginativamente se assemelhe muito à proposta de guardar objetos numa mochila; e</li><li>Possui uma rede social acadêmica integrada, permitindo a troca de informações e colaboração em um conjunto de textos e referências</li></ul></li><li>Político-pedagógicos:<ul><li>Gerenciadores de referências são ferramentas muito utilizadas no trabalho acadêmico, estabelecendo uma comunicação com boa parte das fontes de&nbsp; informação científica. O domínio do uso dessas ferramentas é uma competência informacional relevante;&nbsp;</li><li>A apropriação de uma ferramenta da ciência normativa com uma proposta de contra-ficção, anti-hegemônica, colaborativa e comunitária nos agrada ;)</li></ul></li></ul><div><br>O PAD é um editor de texto online e colaborativo, onde um documento pode ser editado por várias pessoas simultaneamente. Escolhi o pad.riseup.net, por suas simplicidade e ferramentas muito abertas para a edição de texto<br><br></div><div>Exposta a proposta, a turma teve três semanas para registrar no Mendeley as experiências com a leitura de algum texto.&nbsp; O texto era de livre escolha, mas sugeri o uso de algum texto que já precisavam ler para as disciplinas do mestrado.<br><br>Neste ponto tivemos uma limitação técnica (e política), pois a versão gratuita do Mendeley&nbsp; não permite o registro de mais de 25 pessoas em um grupo e nossa turma tinha mais de 30 inscritos. Convencionamos que quem havia ficado de fora faria suas anotações na biblioteca pessoal do Mendeley.<br><br>No encontro para a produção da escrita coletiva, pouc@s fizeram o exercício da leitura e anotações no Mendeley e uma das questões levantadas foi a de uma dificuldade em entender a proposta do experimento. Esse resultado era de alguma forma esperado e minha interpretação é a de que reflete, em alguma medida, o ritmo ditado pela produção na academia: os afazeres curriculares, as produções exigidas, deixam pouco espaço para experimentos imaginativos, mesmo quando o experimento apresenta ferramentas que podem auxiliar a vencer as exigências da academia.<br><br>Passamos para a parte prática da escrita coletiva comunitária. Apresentei o PAD à turma e a única orientação foi para que interagissem a partir da escrita naquele ambiente.&nbsp;<br><br>Os recursos do PAD permitiram que toda a turma editasse simultaneamente um documento online. Cores diferentes representam a autoria dos textos e uma ferramenta permite que cada usuário associe seu nome à uma cor.<br><br>O início tímido da ocupação do ambiente de escrita rapidamente deu lugar a uma divertida dinâmica de trocas escritas entre a turma e o texto rapidamente se expandiu em conversas informais, brincadeiras e jogos de palavras. Surgiram letras de música pop, poemas, convites para o bar, comentários nos poemas e citações...<br><br>A ocupação se deu em diversos pontos do ambiente, formando grupos por afinidade com o conteúdo, que ia sendo livremente digitado ou colado no editor. Logo surgiram linguagens cifradas, piadas internas, compartilhadas apenas por pequenos grupos.<br><br>Em um quadrante do texto surgiu um parágrafo de uma citação acadêmica e logo surgiram pequenos comentários jocosos em partes do trecho citado.<br><br>Uma estudante de repente descobriu que escrevia sob o nome de outra pessoa. Outra estudante percebeu que sua cor fora modificada... Repentinamente, todas as marcas de autoria do texto sumiram, desapareceram todas as cores que identificavam quem digitou o que...<br><br>A flexibilidade do PAD permite que qualquer pessoa altere as cores e os nomes de qualquer outra pessoa utilizando o ambiente, sem qualquer credencial ou autorização necessária...<br><br>Nos relatos da turma sobre o experimento estavam presentes:&nbsp;<br><br>Uma incompreensão do que "era pra fazer" no ambiente de escrita<br>Uma sensação de liberdade e diversão em poder interagir sem limitações.<br>Um grande estranhamento e&nbsp; dificuldade de encontrar o espaço para escrever no meio de tantas manifestações imprevisíveis de colegas;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-09-29 00:07:45 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/299461668</link>
         <description><![CDATA[<div>Blanchot Maurice<br>livro do fogo<br>Solidão no processo da escrita acadêmica.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-01 16:33:34 UTC</pubDate>
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         <title>O Feiticeiro de Terramar</title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/310956797</link>
         <description><![CDATA[<div>O Feiticeiro de Terramar é o primeiro livro do ciclo de Terramar, composto por cinco livros. Até o momento, somente os dois primeiros tiveram a tradução para o português publicada.<br><br>Nesta história seguimos os passos de Ged, ou Gavião, como ficou conhecido. É uma história do começo de suas aventuras, antes de se tornar um grande mago, reconhecido em toda Terramar.<br><br>A narrativa acompanha a infância e adolescência de Ged, de seu nascimento, num pequeno vilarejo de Gont, até sua juventude como mago em uma jornada necessária, para encarar um estranho inimigo e, talvez, sobreviver.<br><br>O universo criado por Ursula quase poderia ser um mundo de fantasia típico, com ares medievais, dominado pela espada e a magia dragões e outros seres fantásticos, não fosse pelas pequenas (nem tão pequenas assim...) subversões inseridas ao longo das páginas...<br><br>A primeira e mais óbvia: Ged, assim como a maioria dos personagens do livro, é negro. A forma como a cor da pele dos principais personagens é apresentada no livro é tão sutil, que só nos damos conta de que são negros quando já lemos quase um terço do livro.<br><br>Não só os personagens principais, magos e sábios, as pessoas das grandes cidades do mundo civilizado são quase todos negros (de diferentes tons de pele), como aqueles personagens mais rudes e violentos são brancos.<br><br>Mesmo hoje, com o debate sobre a representatividade racial repercutindo no cinema e nas séries do netflix, raramente encontramos literatura de fantasia personagens negros representativos. Lembrando que o livro foi publicado pela primeira vez em 1968 nos Estados Unidos, num momento em que o mercado editorial não dava muita atenção para as questões raciais, especialmente em livros de fantasia, considerados literatura infanto-juvenil.<br><br>Mais do que apenas não abordar a questão racial, a literatura de fantasia se mostra bastante racista. Em geral, desde as crônicas arturianas, associa o bem à claridade, à luz branca e o mal às sombras e à escuridão negra. Vemos essa divisão cromática da moral muito explícita em O Senhor dos Anéis, grande clássico do gênero: na Terra Média, os elfos são altos, com a pele muito clara, cabelos loiros e lisos e feições delicadas, enquanto os orcs, seres negros, monstruosos, violentos e pouco inteligentes, são os exércitos das trevas, representando o mal do mundo.<br> <br>Neste ponto nos damos conta de outra subversão inserida por Ursula: não há guerra, nem exércitos em Terramar. Não há a divisão dualista simplificadora entre bem e mal. O que não significa que a jornada de Ged não tenha obstáculos, que não encontre inimigos, momentos de tensão, dor e sofrimento, raiva, vaidade ou disputa.<br><br>O que muda é a complexidade de como os conflitos são encarados, os inimigos apresentados e como os personagens são construídos. Ged é muito inteligente e curioso, busca o conhecimento com entusiasmo. Mas é também vaidoso, invejoso e limitado, o que lhe acaba custando um alto preço. Outros personagens também apresentam incoerências e conflitos internos, nada nem ninguém é intrinsecamente bom ou mau. <br><br>Ursula K. le Guin é autora de diversos títulos de ficção científica e fantasia, ensaios e críticas. A marca de sua escrita é o desafio as nossas configurações sociais, em geral cômodas para uns, injustas para outros. <br><br>Entre seus títulos mais conhecidos estão: Os Despossuídos (ficção científica anarquista) e A Mão Esquerda da Escuridão (que se passa em um planeta onde os habitantes humanos não possuem gênero biológico determinado, eles mudam de gênero de acordo com um ciclo e permanecem a maior parte do tempo assexuados). <br><br>Os livros do ciclo de Terramar:<br>Livro 1: O Feiticeiro de Terramar<br>Livro 2: As tumbas de Atuan<br>Livro 3: “The Farthest Shore”<br>Livro 4: “Tehanu”<br>Livro 5: “Tales From Earthsea”<br>Ensaios e histórias curtas:  “The Other Wind”, “The Rule of Names”, “The Word of Unbinding”, “The Daughter of Odren”, “Earthsea Revisioned: A Lecture at Oxford University”</div><div><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-04 15:47:42 UTC</pubDate>
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         <title>Roda de Samba e Conversa</title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/356702241</link>
         <description><![CDATA[<div>Boa Noite, me chamo Celvio, sou Bibliotecário aqui na Psico, e agradeço, em nome da biblioteca, a presença de todas e todos vcs, especialmente de nossos convidados.<br><br>Esta atividade é parte da Semana de Narrativas sobre a Cidade e a Memória, organizada pelo programa Biblioteca Viva, que é o programa de extensão da Biblioteca.  A Biblioteca Viva  tem como horizonte a articulação de encontros de partilha e produção de conhecimento, entre a comunidade acadêmica e as diferentes organizações sociais e comunidades e também a construção e fortalecimento de vínculos de apoio mútuo, a partir desses encontros.<br><br>Essa é uma roda de samba e conversa<br><br>E tanto o samba como a conversa, são formas de transmissão de conhecimento, de contação de histórias. <br><br>A ideia é que possamos contar a história das rodas de samba e do carnaval de rua de porto alegre através de uma roda de samba e de conversa. <br><br>Contar a história de Porto Alegre a partir do samba e do carnaval de rua, é contar a história de uma cidade que se esforça para apagar a presença negra e seus modos de existir. Mas, acima de tudo, é contar uma história de resistência.<br><br>De resistência aos violentos processos que empurram as pessoas negras para as periferias, que negam a historicidade de seus territórios, que criminalizam sua expressão, que encarceram seus corpos, que tiram suas vidas. Processos que nunca deixaram de existir, que se atualizam: da escravização às remoções e da perseguição policial à gentrificação dos bairros pelos movimentos do capital.<br><br>Contar essa história à partir do samba, é contar a história da resistência da Alegria que, apesar de tudo, insiste em transbordar e retomar as ruas.<br><br>Ou, como disse Dona Ivone Lara disse num samba:<br><br><em>Quando um poeta compõe mais um samba<br>Ele funda outra cidade<br>Lamentando a sua dor ele faz felicidade<br></em><br>E pra contar essa história, e cantar esses sambas hoje convidamos:<br><br>Andressa Ferreira e Gutcha Ramil. Musicistas, pesquisadoras, fundadoras do grupo três marias, percorreram o Brasil escutando e aprendendo com as mestras e mestres da cultura popular. A própria ideia de compor essa roda hoje, veio da convivência que eu tive com elas e da admiração enorme pelo trabalho que elas fazem. <br><br>Leandro Queiroz, presidente do Bloco do Isopor e Simone Langer, do Bloco Do Jeito Que Tá Vai, blocos tradicionais do carnaval de rua da Cidade Baixa, que há muitos anos rexistem através da alegria e da brincadeira popular. <br><br>Todo samba tem uma história, toda roda tem uma história e um de nossos convidados, é sambista, músico, artista plástico, mas, se tem um título que cabe a ele é o de Griô. <br><br>Griô, pra quem não sabe, são os guardiões da memória, aqueles que guardam e transmitem a ancestralidade através das histórias. <br><br>Então entre samba, história e conversa, eu passo a palavra ao mestre paraquedas com uma pergunta: Mestre, com qual samba a gente abre a roda?</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-05-03 17:36:57 UTC</pubDate>
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         <title>Diário de campo IPF</title>
         <author>derbits</author>
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         <description><![CDATA[<div>Então, cá estamos, desde abril </div>]]></description>
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         <pubDate>2019-08-23 00:26:28 UTC</pubDate>
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         <title>Di</title>
         <author>derbits</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-08-23 00:26:28 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/381048503</link>
         <description><![CDATA[<div>ORCID: https://orcid.org/0000-0002-7086-9276</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2019-09-06 18:07:07 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/401798728</link>
         <description><![CDATA[<div>1 - Como tudo começou...<br><br>No dia 10 de outubro de 2018, a Biblioteca do Instituto de Psicologia UFRGS inaugurou a exposição "Olhares, Memórias e Caminhos: Retratos e Autorretratos no Manicômio Judiciário. Composta por telas pintadas pelos artistas internos no Instituto Psiquiátrico Forense, no Atelier Artinclusão.<br><br>A abertura contou com a presença de 23 artistas, que, com autorização do judiciário, puderam sair do IPF e para comentarem suas obras.<br><br>2 - <br>O evento de abertura também contou com um seminário conduzido pelos artistas e uma roda de conversa com professores e estudantes de Psicologia e Serviço Social que atuavam no projeto DesMedida, desenvolvido no IPF. Nessa roda, os artistas-internos participaram de um intenso debate sobre suas condições de vida na instituição.<br><br>3 - Exposição: A Rua, seus Sentidos e Contradições. Com fotografias produzidas pela estudante de Serviço Social Poliana Einsfeld da Silva com a População de Rua em uma ocupação.<br><br>Na abertura tivemos uma roda de conversa com algumas das pessoas em situação de ruaque participaram das fotografias.<br><br>4 - A partir daí...<br><br>5 - A Biblioteca se tornou referência da comunidade para a organização de eventos e ações culturais no Instituto.<br><br>6 - Para organizar a demanda (cada vez maior), no início de 2019, criamos o programa de extensão Biblioteca Viva: Laboratório de Criatividade. e fomos contemplados com 2 bolsas de extensão.<br><br>7- O projeto bibl<br><br><br><br>A ética do fazer com nos coloca  incontáveis desafios, especialmente aqueles referentes aos modelos institucionais e imaginários de organização social.</div><div><br></div><div><br></div><div>Transferir o foco da atenção de uma biblioteca dos serviços para as relações comunitárias também implica em algum nivel de renuncia daquilo que constitui majoritariamente a identidade de bibliotecas e bibliotecários acadêmicos: o papel de gestores da informação, de curadores que desenvolvem ferramentas para a comunidade.</div><div><br></div><div>O bibliotecário nesse modo de ser, passa a ser, nessa ordem, um escutador, um articulador de relações e um co-produtor de conhecimento</div><div><br></div><div><br></div><div>A desconstrução da biblioteca como serviço auxiliar de ensino, pesquisa e extensão, passando para um lugar central na produção dos saberes acadêmicos requer essa mudança de postura e de relação, rompe com as hierarquias administrativas e com as cadtas acadêmicas e horizontaliza relações institucionais.</div><div><br></div><div><br></div><div>Isso opera uma dobra sobre a subjetivação dos papeis acadêmicos, tornando o espaço da biblioteca um território no qual se diluem as relações de autoridade dentro da instituição, uma especie de zona autonoma temporaria, onde se tornam possivris encontros onde há a escuta e o reconhecimento da diferença</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-24 01:15:07 UTC</pubDate>
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         <title>Aniversário</title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/420544192</link>
         <description><![CDATA[<div>Hoje é meu aniversário.<br><br></div><div><br>Nesse dia eu sempre fico mais introspectivo, reavaliando rumos, pensando em como serão as coisas daqui pra frente.<br><br></div><div>Neste ano, escuto o som das instituições ruindo, de uma sociedade que se pensava democrática confrontando sua fragilidade. Não que ela já não fosse frágil, ou que já não estivesse ruindo. Mas agora o som das engrenagens claudicando, da ferrugem e desgaste das peças, da destruição de cada componente, é um estrondo em ouvidos que antes não detectavam problema. Para muitos continua sendo a máquina de morte que sempre foi, agora intensificada... O que há de comum para todxs que escutam é o horror crescente representado por esse som.</div><div><br>Eu sei, em meu íntimo, que a vida sempre acha um caminho, uma fresta, uma fissura, e que da destruição surge a invenção. A possibilidade de fazer diferente, de viver e sentir diferente, brota como a flor que racha o concreto, a planta que irrompe da carcaça abandonada da máquina.</div><div><br>A vida dá pistas, possibilita situações nas quais a potência surge do encontro com o diferente. Assim, precisamos fazer da atenção uma artesania, capaz de produzir um corpo sensível à multiplicidade de modos de ser, disposto à criação coletiva e à reconfiguração radical dos limites do comum.</div><div><br>Ter a atenção como cuidado, de si e do mundo, o encontro como aposta na produção de outros mundos, o paradoxo como oportunidade de renovação, de linhas de fuga das estratificações do discurso, é a estratégia à qual me entrego. Para sobreviver e ter saúde.</div><div><br>Sigo escutando a máquina ruir, a indignação por aquelxs que ela esmaga nesse caminho de destruição segue. Que essa indignação seja o combustível de uma fogueira, sobre os escombros da máquina, em torno da qual cantaremos e dançaremos uma nova música, feita das vozes múltiplas que se levantam para criar, às vezes juntas, às vezes não, as formas que virão no seu lugar.<br><br></div><div>Assim o que desejo para mim nesse aniversário, é essa atenção, esse cuidado com a vida, as vidas, que sobrevivem e que (re)nascem nesse processo. E, sem esperar nada do futuro, tecer redes no agora, e confiar que as fibras dessa trama sustentem o amanhã</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-05 23:30:44 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/442622110</link>
         <description><![CDATA[<div>CARTA DE INTENÇÕES<br><br>Quando ingressei como bibliotecário no Instituto de Psicologia (em janeiro de 2018.), iniciei uma jornada que cruza, interpola e converge meu trabalho com a ficção e o ativismo. De início assumi a área que, em biblioteconomia, chamamos de serviço de referência - a parte do trabalho que envolve a relação com a comunidade usuária da biblioteca. Nessa atividade e, um tempo depois, na coordenação da biblioteca, busquei integrar ao meu trabalho três paixões pessoais: o anarquismo, as bibliotecas comunitárias e a literatura de ficção científica. Na forma como vejo, essas três coisas dialogam e se complementam, possibilitando a emergência de uma ética e uma produção de encontros capazes de articular relações em uma comunidade.&nbsp; Meu desafio tem sido promover esses encontros e essa ética em uma biblioteca universitária...</div><div><br></div><div>Do anarquismo, levo as ideias e experiências buscando a autogestão e horizontalidade das relações em coletivo (e também um certo olhar utópico sobre uma possibilidade de mundo sem desigualdade de condições, onde a diversidade de modos de ser é celebrada). Vejo as bibliotecas comunitárias como um território onde a autogestão e a horizontalidade podem atuar para produzir novas possibilidades de interação, a partir de encontros nos quais a diferença é o fio condutor. A literatura de ficção científica (ou especulativa), se tornou, nesse cenário, uma espécie de guia, mapa, referência ou bússola, pela qual se torna possível posicionar o leme e as velas do barco, para que os ventos o conduzam à lugares ainda inexistentes, mundos ainda por serem inventados e experimentados. Nem sempre de maneira fácil... - Como o feiticeiro Ged, da saga de Terramar, de Ursula Le Guin, que segue os fluxos indeterminados do vento para enfrentar um aspecto sombrio de si mesmo - os encontros com a diferença se chocam com os limites da biblioteca e do bibliotecário, e os obriga a expandir, modificar, movimentar e inventar a si.</div><div><br></div><div>Na ficção de especulação busco hibridizar a biblioteca universitária e comunitária, os olhares acadêmicos e os saberes tradicionais. Como a criança Kaingang que, quando vai aprender o tramado do cipó, busca na mata a teia da aranha e, com um toque, pede licença para absorver seus poderes, aprendo a tecer a alteridade no convívio e no contágio, com humanos e não-humanos, nas teias de potências que se formam na biblioteca.&nbsp;</div><div><br></div><div>Algumas referências me acompanham nesse processo: A já citada Ursula Le Guin, me ensinou, com sua Carrier Bag Theory of Fiction, que a primeira ferramenta e dispositivo cultural foi a mochila, do interior da qual também as histórias são compartilhadas; Octavia Butler me mostra que os deslocamentos da ficção científica podem ser a matéria prima das resistências; Borges revela que as infinitas estantes da Biblioteca-Universo podem confundir mais do que orientar;&nbsp; e as Mil e Uma Noites apresentam a serendipidade como método, o acaso como o mapa da coleção.</div><div><br></div><div>Assim, minhas intenções com esta disciplina, são de explorar nos mundos imaginados e nas palavras inventadas as possibilidades de (re)criar modos de (r)existir em comunidade, no espaço da biblioteca.</div><div><br></div><div>Cordialmente,</div><div>Celvio Derbi Casal</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-02-09 02:24:20 UTC</pubDate>
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         <title>Bibliografia sugerida para a prova escrita PPGPSI</title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/453266229</link>
         <description><![CDATA[<div> CARNEIRO, Sueli. Mulheres em Movimento. Estudos Avançados 17 (49), 2003. (http://www.scielo.br/pdf/ea/v17n49/18400.pdf) <br>COSTA, Claudia de Lima e AVILA, Eliana. Gloria Anzaldúa, a consciência mestiça e o “feminismo da diferença”. Ver. Estud. Fem. Vol.13 n.3 Florianópolis Sept./Dec.2005. (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-026X2005000300014)<br> COLLINS, Patricia Hill. Aprendendo com a outsider within: a significação sociológica do pensamento feminista negro. Sociedade e Estado (online) v.31 n.1, 2016. p. 99-127. (http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s0102- 69922016000100099&amp;script=sci_abstract&amp;tlng=pt.) <br>CONDE RODRIGUES, Heliana de Barros. Intercessores e Narrativas: por uma dessujeição metodológica em Pesquisa Social. Pesquisas e Práticas Sociais 6(2). São João del Rei, (agodez 2011). p. 234-242. 2011. (https://www.ufsj.edu.br/portal2- repositorio/File/revistalapip/volume6_n2/Rodrigues.pdf) <br>DELEUZE, Gilles. Post-scriptum sobre as sociedades de controle. In: DELEUZE, Gilles. Conversações. São Paulo: Editora 34, 1992. <br>FONSECA, Tania Mara Galli. A psicologia em tempos extremos. (https://seer.ufrgs.br/PolisePsique/article/view/98741) <br>FONTCUBERTA, Joan. A pós-fotografia explicada aos macacos. Porto Arte v. 21 n.35, 2016. ( https://seer.ufrgs.br/PortoArte/article/view/73711) <br>FOUCAULT, Michel. A ética do cuidado de si como prática da liberdade. In: MOTA, Manoel Barros. Ditos e Escritos V: Michel Foucault: Ética, Sexualidade e Política. Rio de Janeiro. Editora Forense Universitária, 2004. (http://escolanomade.org/wpcontent/downloads/foucault_%20etica_cuidado_si.pdf) <br>HARAWAY, Donna. Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo é o privilégio da pesquisa parcial. Cadernos Pagu (5), 1995. p. 07-41. (https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/1773) </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-02 21:06:55 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/508722857</link>
         <description><![CDATA[<div><a href="https://electricliterature.com/ted-chiang-explains-the-disaster-novel-we-all-suddenly-live-in/?fbclid=IwAR2cgfhPw5NM-9vREBd3ukBwZ5V_cBfnwGlbkLgvpSwXwMY7xXDi0wvWwEc">https://electricliterature.com/ted-chiang-explains-the-disaster-novel-we-all-suddenly-live-in/</a><br><br>traditional “good vs. evil” stories follow a certain pattern: the world starts out as a good place, evil intrudes, good defeats evil, and the world goes back to being a good place. These stories are all about restoring the status quo, so they are implicitly conservative. Real science fiction stories follow a different pattern: the world starts out as a familiar place, a new discovery or invention disrupts everything, and the world is forever changed. These stories show the status quo being overturned, so they are implicitly progressive. (This observation is not original to me; it’s something that scholars of science fiction have long noted.) This was in the context of a discussion about the role of dystopias in science fiction. </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-04-15 15:11:39 UTC</pubDate>
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         <title>Curso Mil Platôs</title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/815427013</link>
         <description><![CDATA[<h1><a href="https://www.youtube.com/watch?v=N3tgYozEHrI&amp;feature=youtu.be&amp;ab_channel=CarlosCardoso">01 - Rizoma</a></h1><div>Carlos Cardoso<br>O curso Introdução ao pensamento de Deleuze e Guattari: rizoma e micropolítica tem como objetivo apresentar o pensamento de Gilles Deleuze e Félix Guattari de modo didático, a partir do comentário dos volumes 1 ao 3 do livro Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia.<br><br>Neste encontro vamos trabalhar o capítulo "Introdução: Rizoma" do Mil Platôs, volume 1.<br><br>Obras citadas:<br>Gilles Deleuze; Félix Guattari - O Que é a Filosofia?<br>Manuel DeLanda - Intensive Science and Virtual Philosophy.<br><br>Anotações:<br>Deleuze está muito ligado à filosofia da diferença, Espinoza, Nietzsche, Bergson, Foucault, Derrida, Blanchot, Whitehead, Battaile: Críticos das ideias de identidade, fenomenologia, marxismo e psicanálise.<br><br>Para a filosofia da diferença é o contrário da ideia platônica de mundo transcendente, com identidades, o idêntico a si mesmo.<br><br>No início há o devir, a transformação, a mutação.. Antes da identidade vem a diferença, a mudança constante, o fluxo de diferenciação, as identidades ocorrem após, como paradas nos fluxos de mudança. A identidade aprisiona a mudança em fluxos regulares ou estratificações (paradas totais). Pega em heráclito a ideia do rio...<br><br>O rizoma está no começo, dele se estruturam as raízes pivotantes (pensamento ocidental, por divisões binárias) e raízes fasciculadas.<br><br><strong>Pivotantes</strong>: movimentos de análise e síntese, divisão e composição. Divisões de uma unidade em partes. Pensamento de classificação, categorias, especializações. <br>No movimento de síntese, vamos das partes ao todo e no movimento de análise, do todo para as partes. Opera por bifurcações.<br><br><strong>Fasciculada</strong>: ideia de sistema. muito difícil de separar do rizoma. Um dos princípios dos dois é que qualquer ponto pode ser conectado a qualquer ponto. Na teoria dos sistemas o todo é maior que as suas partes. <em>Holismo</em><br>propriedades emergentes (teoria dos sistemas): a agua tem comportamentos que o hidrogênio e o oxigênio isolados não tem (algo que só aparece no todo)<br>O sujeito como um todo é também diferente das suas partes.<br>Morin diz que o sistema é mais e menos que as partes.<br>O movimento de análise e síntese é circular, vem e volta entre as partes e o todo.<br><br><strong>Rizoma</strong>: sempre tem algo de imprevisto, não pode ser entendido só pelas ideias de análise e síntese, está num momento anterior à isso. O rizoma é um sistema totalmente aberto, não tem o todo. Nas raízes pivotantes e fasciculadas, se pensa em pontos que se conectam de alguma forma como a partida. No rizoma se pensa as linhas primeiro e os pontos são os cruzamentos entre essas linhas.<br>Os pontos ainda são sujeitos e objetos, as linhas são práticas, processos. Começamos sempre a partir das linhas, que não tem nem início nem fim.<br>No rizoma importam também os espaços entre as linhas e pontos (virtual)<br>(Des)Estratificação - (Des)Territorialização - (Des)-Codificação.<br>Noção de <strong>Estrato </strong>é importantíssima para pensar muitos dos conceitos de Deleuze.<br>A Estratificação é surge a partir dos nós formados na sobreposição de linhas. o estrato é o ponto, o endurecimento. Os nós uma vez formados dificultam a formação de outros caminhos. A estratificação torna difícil o movimento do rizoma, mas sempre algo escapa (linha de fuga). é do espaço vazio, sem origem, que brotam as linhas de fuga.<br><strong>Áptico</strong> (ligado ao tato, oposto ao óptico): o tato percebe texturas imperceptíveis à visão. o espaço vazio é povoado pela singularidade.<br><strong>Singularidade</strong> (conceito que vem de Simondon) denota um ponto de virada, um atrator. a singularidade são pontos fora das linhas que exercem forças de atração sobre as linhas, gerando desvios. é uma tendência, um atrator. <br><strong>Atual e Virtual  </strong>o atual é feito de coisas, feitas a partir de possíveis. O virtual não trabalha com as ideias de possível, é anterior às coisas, são suas infinitas possibilidades antes de se tornarem alguma. O virtual é um processo que quando atualizado ganha corpo, assume substâncias e vira matéria.<br>As raízes pivotantes e fasciculadas operam sempre a partir do atual, do que já existe como possibilidade. O rizoma considera o virtual.<br><br>As estratificações são as atualizações do virtual em instituições.<br><br>Princípios do rizoma:<br>1- conexão: qualquer ponto pode conectar com qualquer ponto<br>Devir é esse processo enquanto ele não acontece, a formação de linhas e pontos. <br>2- Heterogeneidades: misturas de ordens, categorias etc.<br>3- Multiplicidades: n-1. o rizoma aumenta em múltiplas dimensões, menos 1, a totalidade. Inventamos totalidades e universalidades artificiais que violentam as multiplicidades<br>4- ruptura a-significante: quebra de uma logica que isolava uma totalidade.<br>5- cartografia: é mais para uma ética, é uma forma de invenção, é fazer um método, um mapa. Qualquer metodologia que siga junto. A cartografia não desenha o rizoma, ela integra o rizoma, compõe e produz diferença.<br>6-calcomania<br><br><strong><br></strong><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-08 20:57:20 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/846479983</link>
         <description><![CDATA[Bhabha (2007) comenta que as imagens enquadram a situação, emolduram a
historicidade e assim corpo e identidade passam a ser encaixados estrategicamente
 numa narrativa cultural, onde esse outro perde seu poder de significar, de negar, de
demonstrar seu desejo histórico, ou seja, de estabelecer seu próprio discurso.]]></description>
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         <pubDate>2020-10-20 19:47:34 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Epistemologia genética, prof Fernando Becker</title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/846676802</link>
         <description><![CDATA[<div>Biólogo, suiço<br>Epistemologia genética, busca das origens do conhecimento.<br>como uma criança se desenvolve ao ponto de produzir conhecimento.<br>como se passa de um conhecimento mais simples para um mais complexo.<br>Psicologia genética<br>compreender como as crianças vão se constituindo em termos de conhecimento.<br>aplica a ideia da evolução de darwin no desenvolvimento cognitivo.<br>Seres humanos não vem prontos, um bebe traz a capacidade de construir as cognições quando nasce.<br>construção. as capacidades vem de uma construção das cognições e consequentemente das compreensões da realidade.<br>estádios (estados) do desenvolvimento cognitivos. organizações (estruturas) cerebrais que perduram por um período.<br>período sensório motor até 2 anos<br>pré-operatório  2 aos 7 anos<br>Operatório-concreto de 7 a 12<br>Operatório-formal 12 a 15-16<br>Os estádios aparecem em função do ápice do estádio anterior.<br>características: estrutural, cronológica e integrativo.<br>no ápice do sensório motor uma criança começa a fazer coisas diferentes, imitar e representar eventos que aconteceram antes, no dia de ontem, por exemplo (imitação diferida). a capacidade representativa surge como continuidade do estádio sensório motor.<br><br>Crenças psicológicas antes de Piaget:</div><ul><li>Apriorismo: crença que as capacidades nasce com a pessoa, e aparece quando a criança amadurece. a </li><li>Empirismo: criança é tábula rasa, e tudo é impresso pelo meio através dos sentidos.</li></ul><div><br>Piaget: desvia o foco da herança genética e do meio social para a ação da criança sobre o meio, por meio dos processos de adaptação. conhecimento como processo de adaptação.<br>Processo de equilibração: assimila &gt; acomoda &gt; adapta = constrói conhecimento.<br><br>Pedagogia ativa reconhece a criança como sujeito da ação e é a ação dela que gera o aprendizado.<br><br><strong>leituras:</strong><br>trilogia básica do piaget: O nascimento da inteligência na criança; A construção do real na criança; A construção do símbolo na criança. Psicologia e pedagogia (para educadores). Para onde vai a educação? (escrito para a UNESCO).<br><strong><br>Teoria da equilibração das estruturas cognitivas.</strong><br>- Assimilação: trazer algo de fora para dentro. uma informação nova traz desequilíbrio, um desequilíbrio cognitivo tem características similares a outros desequilíbrios como fome, sede, etc. a resposta normal do organismo é tentar recuperar o equilíbrio.<br>- Acomodação: momento de construção,  a partir da acomodação do assimilado.<br>- Adaptação: produção de novidade com um novo patamar de equilibração.<br><br>Assimilação&gt;acomodação&gt;adaptação: a sequência é mais para quem observa os processos, mas na ocorrência dos processos não há relação simples de sequencialidade. Ocorrem de maneira cíclica e quase simultânea.<br><br>Cabe à escola potencializar esses processos através de inquietações que provoquem desequilíbrio no aluno.<br><br>Os processos adaptativos são hereditários. Assim que nasce, a criança já está exercendo capacidades adaptativas através de estruturas adaptadas para sobreviver mas a cognição só existe como possibilidade ao nascimento<br><br><strong>Formas de estruturas</strong>:<br>Estruturas totalmente construídas (hereditárias): aparelho digestivo, circulatório...<br>Estruturas parcialmente construídas: sistema nervoso (não vem totalmente pronto).<br>Estruturas nada construídas: estruturas cognitivas (são todas construídas a partir do nascimento).<br><br><strong>InterAção</strong>: a ação sobre o meio que produz um efeito no sujeito.<br>A hereditariedade é traduzida em um mundo de inter-relações sociais.<br>é a ação do sujeito e as interações com os meios que determinam as estruturas cognitivas. é o sujeito que determina o que é estímulo para ele.<br><br>O conhecimento é a forma mais especializada de adaptação ao meio.<br><br><strong>Espirais ascendentes.</strong><br>tudo o que o sujeito faz no plano da adaptação corresponde a acontecimentos cerebrais no plano da organização. a criança na medida em que brinca, e categoriza os brinquedos, cria séries e organizações, o cérebro desenvolve suas habilidades de classificação e seriação. "a ação produz organizações que só geram compreensões depois.<br><br>Brincar é um processo de equilibração. É uma necessidade e um prazer.<br>O desenvolvimento ocorre de forma cumulativa e cíclica, representada graficamente pela espiral ascendente.<br><br><strong>Abstração reflexionante</strong>: livro de Piaget. é um termo que denota uma processualidade, a abstração está constantemente reflexionando. No ponto mais alto de cada processo de abstração há a tomada de consciência. Se contrapõe à abstração empírica que compreende tudo o que é observável. A abstração reflexionante trata da coordenação das ações, de forma endógena, interna. <br>Retirar qualidades das coordenações das ações, para fazer algo novo.<br>É o processo que se executa para reorganizar estruturas abstratas de diferentes patamares ou níveis de complexidade, para reconstruir em um nível mais elevado de complexidade, gerando algo novo, como a criança quando consegue fundir a capacidade de seriação com a de classificação, gerando a compreensão de número.<br><br>A estratégia para produzir aprendizado é frequentemente desafiar os limites da cognição. <br>Os processos da abstração reflexionante se movem na direção da produção de uma generalização. <br>Abstração pseudo-empírica: quando eu comparo duas coisas, um lápis e uma caneta e digo que são objetos para escrever, essa categoria é uma relação reflexionante colocada sobre a realidade empírica.<br>Abstração refletida: quando o sujeito toma consciência da abstração reflexionante, no seu ápice.<br><br><strong>Obras de Piaget:</strong><br>Abstração Reflexionante: operações aritméticas elementares e noções de relações especiais, fundamental para repensar a escola.<br>A tomada de consciência: sobre a abstração refletida como caminho para a formação de conceitos.<br>Fazer e compreender: elaboração das relações entre teoria e prática, psicogênese, capacidades de compreensão.<br><br><strong>Reversibilidade em pensamento</strong>: ir e vir em pensamento através da ação lá pelos 7 anos. Em média dos 11 aos 12 é que a reversibilidade acontece apenas em pensamento. O pensamento formal.<br><br>Operação:  aos 7 anos até 11,12 <br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-20 20:58:45 UTC</pubDate>
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         <title>Leitura, Literatura e Território Comunitário</title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/871475186</link>
         <description><![CDATA[<div>Primeiro encontro: Márcia Cavalcante.<br>Começa lendo o Direito de ler e escrever da silvia castrillon<br>- A leitura como veículo de liberdade, desenvolvimento de habilidades<br>- Quais as leituras marcaram a minha história e quem me ensinou a ler.<br>- Na formação de leitores aparece muito a ação da escola e da família e, de um tempo pra cá, as iniciativas comunitárias;<br>leitura e literatura como um direito.<br>literatura como indispensável para a formação do sujeito<br>Bartolomeu Campos de Queirós, fala um pouco sobre como a literatura cria um diálogo subjetivo a partir das diferenças;<br><br>Espaços de direitos: </div><ul><li>plano municipal do livro de POA (priemira cidade a ter um) aprovado em 2012</li><li>Conselho municipal do livro e leitura: 2013;</li><li>Setorial estadual do livro, leitura e literatura: criada em 2013</li><li>Política nacional de leitura e escrita: Lei n 13.696 de 2018, ainda sem implementação no governo federal;</li></ul><div>Garantia do direito à literatura como forma de marcar o espaço da diversidade. fomento pra a produção do livro e para a mediação. <br><br>Emilia Ferreiro: argentina, fala sobre a alfabetização e o meio e os processos cognitivos. a questão da oralidade e memória<br>Paulo Freire: educação popular, espaço que não é neutro<br>Magda Soares: conceito de letramento <br><br>Literatura como direito humano, por Cida Fernandez<br>Texto Letramento e alfabetização: as muitas facetas, por Magda Soares<br>Curta "a palavra conta" por Duty Sperry<br>cirandarong@gmail.com<br><br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-28 21:38:03 UTC</pubDate>
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         <title>Acesso Aberto</title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/938061786</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Acesso Aberto: Une o compromisso da comunicação científica de atingir o maior número de pessoas possível e as tecnologias da internet para desfazer as barreiras que impedem o acesso a esta literatura e com isso acelerar a pesquisa, fortalecer a educação e difundir o conhecimento de maneira geral.<br><br>O crescimento acentuado do volume da literatura científica foi acompanhado pela “comercialização” do sistema de comunicação da ciência, e pela perda do seu controle por parte do mundo acadêmico e científico.<br><br>A função essencial das revistas científicas - a divulgação de resultados de investigação para promover a disseminação do conhecimento e o avanço da ciência – foi atravessada pelos objetivos comerciais das <a href="https://mooc.campusvirtual.fiocruz.br/rea/ciencia-aberta/serie3/curso1/aula2.html#">editoras</a>. O movimento pelo Acesso Aberto surgiu num momento em que as editoras acadêmicas viveram processos (ainda em curso) de fusões e aquisições, que resultaram em um mercado com contornos monopolistas.<br><br>No meio acadêmico e entre os profissionais de informação, isso gerou a designada <a href="https://mooc.campusvirtual.fiocruz.br/rea/ciencia-aberta/serie3/curso1/aula2.html#">“crise dos periódicos”</a>, com o aumento brutal do custo das assinaturas de revistas e consequentes cancelamentos de assinaturas por muitas bibliotecas  e graves consequências que as limitações ao acesso à literatura produziram ao próprio sistema científico.<br><br>A iniciativa de Acesso Aberto de Budapeste, <em>Budapest Open Access Initiative - BOAI</em> (2002) propôs o Acesso Aberto como o acesso totalmente irrestrito e gratuito a literatura acadêmica revisada por pares e disponível no mundo por parte de qualquer cientista, acadêmico, professor, estudante ou outro interessado, desfazendo as barreiras que impedem o acesso a esta literatura. Outro ponto importante, é a Declaração de Budapeste que estabelece duas estratégias para viabilizar o acesso aberto, a Via Verde e a Via Dourada<br><br><strong><em>- Via Dourada: </em></strong></div><ul><li><strong>AA puro</strong>: periódicos financiados por instituições. Pesquisadores que escolhem periódicos de AA que não cobrem do leitor nem do autor.</li><li><strong>AA híbrido: </strong>periódicos que cobram taxas, do autor ou instituição, para que disponibilizem como AA. <ul><li><strong><em>APC (Article Processing Tax): </em></strong>Taxas para que o autor ou a instituição que o financia pague para publicar em acesso aberto, isto é, com barreira financeira para o autor ou a instituição.</li></ul></li></ul><div><strong><em>- Via Verde: </em></strong></div><ul><li><strong>Repositórios abertos</strong> podem ser definidos como um serviço de informação científica, em ambiente digital e interoperável, dedicado ao gerenciamento da produção científica e/ou acadêmica, de uma instituição (repositório institucional), de uma área (repositório temático), contemplando a reunião, armazenamento, organização, preservação, recuperação e a ampla disseminação da informação científica. Além dos artigos científicos, os repositórios também contemplam outras tipologias, como arquivos de áudio, vídeos, fotos e softwares (BERLIM, 2003).</li></ul><div><strong><em>- Preprints:</em></strong><br>O <a href="https://arxiv.org/">ArXiv</a> é um arquivo para preprints eletrônicos de artigos científicos nos campos da matemática, física, ciência da computação, biologia quantitativa e estatística que podem ser acessados via internet. Em muitos campos da matemática e da física, quase todos os artigos estão no arXiv. <br><br><strong><em>Revistas de Acesso Aberto<br></em></strong><br></div><div>As revistas de acesso aberto, que eram algumas centenas em 2002, registaram também um grande crescimento e, atualmente, há cerca de de 13000 revistas registadas no Directory of Open Access Journals - DOAJ. Desse total de revistas, mais de 1300 são do Brasil.<br><br></div><div>O crescimento do número total de revistas de acesso aberto, foi acompanhado pelo aumento do número de revistas que usam taxas de publicação, as denominadas Article Processing Charges - APCs), quer revistas integralmente de acesso aberto, quer das chamadas revistas híbridas, que usam simultaneamente assinaturas e taxas de publicação. Apesar deste aumento das revistas que usam APCs, elas continuam a representar menos de 30% do total de revistas de acesso aberto, pois a grande maioria, mais de 70%, não utiliza taxas de publicação.<br><em><br></em><strong><em>Repositórios de Acesso Aberto</em></strong></div><div><br></div><div><em>Fonte: </em><a href="http://v2.sherpa.ac.uk/view/repository_visualisations/1.html"><em>http://v2.sherpa.ac.uk/view/repository_visualisations/1.html</em></a><em>.<br></em><br></div><div><em>Verificou-se também um crescimento muito significativo dos repositórios de acesso aberto, que eram poucas dezenas em 2002 e hoje são mais de 4000,dos quais mais de 100 são do Brasil.<br></em><br></div><div><em>A grande maioria das instituições de pesquisa mais relevantes do mundo possuem e utilizam repositórios institucionais. Para além do crescimento do número de repositórios, nos últimos dez anos, também foram constituídas redes nacionais (como RCAAP em Portugal) e regionais de repositórios na Europa (OpenAIRE), na América Latina (La Referencia) e em países da Ásia, como o Japão e a China, e também na Oceania.<br></em><br></div><div><br><br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-18 18:06:11 UTC</pubDate>
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         <title>Projetos e bancas</title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/1098675971</link>
         <description><![CDATA[<div>Projeto Daniel - Paternidades<br>atenção conjunta, mapas do deligny<br>masculinidade: se justificar no lugar da produção de si. dois movimentos.<br>Cleci: o conceito de enação concretiza como a identificação se produz.<br>Welzer-Lang: masculinidades, vem da sociologia, estudos de gênero, dialoga com a Buttler e com o pós-estruturalismo. <br><br>Banca do Ali<br>Tempo: koselleck<br>escrita multimodal<br>Valery: ficção<br><br>artigo que aborda a multimodalidade na escrita acadêmica: <a href="https://meet.google.com/linkredirect?authuser=0&amp;dest=https%3A%2F%2Fwww.e-publicacoes.uerj.br%2Findex.php%2Frevistateias%2Farticle%2Fview%2F53737%2F36141">https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revistateias/article/view/53737/36141</a><br><br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-18 17:41:14 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Orientações</title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/1107312750</link>
         <description><![CDATA[<div>Virginia Kustrup - grupo de pesquisa: museus - acessibilidade em museus <br>enação e atenção conjunta: foco social, foco mais psi (individual)<br>prefácio do livro enação.<br>breakdowns nos curriculos</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-20 19:08:51 UTC</pubDate>
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         <title>Fragmentos de um olfato assaltado por covid-19</title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/1110858400</link>
         <description><![CDATA[<div>Peguei covid no final de novembro de 2020. Com um teste PCR com resultado reagente, passei 14  dias em confinamento total. Minha esposa e filhas conseguiram sair de casa a tempo de evitar o contágio. Tive diversos dos sintomas característicos com uma intensidade que me preocupou, embora não tenha precisado procurar um hospital. Alguns deles permanecem comigo como sequelas: uma leve falta de ar e o olfato ainda fragmentado1.<br><br>Considero o olfato o mais enigmático dos sentidos. Uma porta secreta por onde os afetos-cheiros entram234, driblando a vigilância do eu-visão e amotinando os outros sentidos em experiências sinestésicas imediatas de um eu-não-cindido. Os cheiros ativam teias de memória (e de ficção) de uma forma muito peculiar, ultrapassando as frágeis barreiras que produzimos para nos separar de intensidades que compõem um mundo assombroso, que estende essas sombras desconhecidas até os limites das luzes da razão5.<br><br>&lt;fragmento de memória olfativa do autor, pré-covid&gt;<em><br>Subitamente, o cheiro do peixe frito por algum vizinho se soma ao farfalhar das folhas de uma árvore, ao frescor do vento, ao canto dos pássaros; à brancura do muro em frente à minha janela, ao calor do sol das duas e meia de uma tarde de sábado e primavera, e se avolumam em mim, juntos, mancomunados, contra a pragmática atividade de estender a roupa no varal da janela. <br>Sequestrada, a cena passa a se desenrolar em uma praia distante (ou próxima, não dá pra saber, uma vez que é totalmente imaginada). Desprendido da janela original, quase toco a possibilidade de estar brevemente nesse outro lugar... </em></div><div>&lt;/fragmento de memória olfativa do autor, pré-covid&gt;<em><br></em><br>Antes dos primeiros sintomas emergiu um novo cheiro, que aos poucos foi dominando o campo do olfato até se tornar quase onipresente: coentro com baunilha. Era como se alguém colocasse coentro por engano numa receita de bolo com sabor artificial de baunilha... Isso é o mais próximo que consigo chegar de uma descrição minimamente "inteligível". Antes de prosseguir, cabe um comentário: sou do grupo de pessoas que não gosta de coentro e identifica seu cheiro com sabão 6. <br><br>Sentia esse cheiro na roupa estendida no varal, o que até poderia ter alguma relação com a associação entre coentro e sabão, mas, logo era o cheiro: da cama, da gata, da comida, do café recém passado... <br><br>&lt;fragmento de memória olfativa do autor, pré-covid&gt;<br>N<em>ão totalmente desperto, levanto da cama. Os músculos, ainda reticentes em obedecer,  me conduzem até a cozinha, onde encho de água a chaleira e a coloco sobre a boca acesa do fogão; pego o filtro; abro o pote; uma, duas, três... quatro, cinco colheres de sopa bem cheias; a chaleira apita; despejo a água sobre o pó, preto como a noite, e o aroma sobe em espirais de vapor que me atingem as narinas. Mogiana especial. Sou levado imediatamente a uma cena da infância, quando descobri, para minha decepção na época, que o gosto do café não tinha nada a ver com o cheiro (há toda uma categoria de alimentos assim, todos decepcionantes...). Hoje tomo o café sem açúcar e criei uma relação entre o cheiro, o gosto e a ocasião.</em><br>&lt;/fragmento de memória olfativa do autor, pré-covid&gt;<br><br>O cheiro de coentro com baunilha estava em mim ou fora? ou era a minha maneira de perceber os cheiros que estava "quebrada"? O corpo se deslocando no espaço vai se atualizando a cada instante, integrado e integrando o ambiente, o organismo-entorno vai emergindo continuamente no espaço e no tempo; na cultura e na história7. O cheiro estava ao mesmo tempo dentro e fora.<br><br>Enquanto me fazia essas perguntas percebi os cheiros que não estavam lá: não sentia o cheiro de feijão azedo, de gás de cozinha, do cocô da gata, de canela, de cominho, de limão, de incenso... Essas coisas ficaram sem cheiro algum. <br><br>&lt;fragmento de memória olfativa pré-covid&gt;<br>Incenso me remete a tempos que não existiram e experiências que eu não vivi. É cheiro de casas de madeira e da noite. Casas de madeira sobrepostas, diversas casas, começando pela primeira em que morei, apesar de nunca haver incenso nela. É um cheiro que tem paredes e janelas, que edifica moradias para o corpo. A noite em si me lembra incenso, mas só a parte quieta dela.<br>&lt;/fragmento de memória olfativa pré-covid&gt;<br><br></div><div>A ausência desses cheiros torna nítidas algumas relações antes semi-conscientes entre olfato, espaço, movimento e afeto. Antes de qualquer outro sentido é o olfato que percebe os espaços e muitas vezes funciona como alerta para possíveis perigos e situações desagradáveis ou como prelúdio de situações prazerosas. Desenhando os espaços (como uma planta baixa), estabelece relações e vínculos emocionais com os lugares: o cheiro da casa da avó, do refeitório da escola, do trabalho na fábrica, o aroma da casca da bergamota compartilhada com uma pessoa querida, o cheiro de sexo impregnado no quarto, o cheiro de morte na entrada do cemitério. (chamo de "cheiro de morte" uma mistura de vela, flores e outros cheiros, compartilha diferentes notas com o cheiro de igrejas católicas e terreiros).</div><div><br>&lt;fragmento de memória olfativa pré-covid&gt;<br>Pedalo rápido na cidade semi-deserta, sentindo o vento no rosto, num fim de tarde de um sábado pós-feriado. Testando a bicicleta recém revisada (pneus calibrados, freios ajustados, rodas alinhadas, corrente engraxada), a sensação é a de deslizar pelo asfalto, macio, suave. Passo por diversas ruas dos bairros centrais, sentindo a velocidade e os cheiros dos lugares. Fantasio que cada cheiro delimita uma bolha-mundo diferente: mundos de pão quentinho, de alguém assando carne, de pneu queimando, de gasolina, de grama cortada, de mijo nas calçadas, de esgoto, de maconha, do cheiro frio e artificial que exala das portas automáticas dos shopping centers... Quais bolhas me atraem, quais causam repulsa? Que rostos, imagens e cenas (muitas vezes contraditórias e paradoxais) se associam a cada um desses cheiros?<br>&lt;/fragmento de memória olfativa pré-covid&gt;<br><br>Meu olfato assaltado pela covid já não consegue mais evocar as mesmas cenas, os ambientes se tornaram insípidos, perderam uma dimensão importante.<br><br>&lt;fragmento de memória olfativa pré-covid&gt;<br>Todos os dias eu e a Amanda (6 meses) vamos até a horta nos fundos do prédio e cheiramos as plantas. Nosso percurso é: manjericão, malva, hortelã, menta, cidreira, alecrim e lavanda. Ela parece preferir, por vezes a cidreira ou o alecrim, outras vezes a malva e a lavanda. Fico imaginando que relações esses cheiros têm agora para ela e como serão suas memórias sobre eles... Gosto de pensar que esses estímulos olfativos podem ajudá-la a desenvolver o sentido e associá-lo ao bem estar de nossas brincadeiras matinais.<br>&lt;/fragmento de memória olfativa pré-covid&gt;<br><br></div><ol><li>The basis for the smell loss due to SARS‐CoV‐2 is not entirely clear, although it is well established that viruses and other xenobiotics can damage the olfactory neuroepithelium. Indeed, acute viral upper respiratory viral infections that damage this epithelium are the major cause of chronic olfactory dysfunction and numerous viruses are known to enter the brain through cellular and pericellular transport via this epithelium.<ul><li>MOEIN, S. T. et al. Smell dysfunction: a biomarker for COVID-19. International Forum of Allergy and Rhinology, v. 10, n. 8, p. 944–950, 2020. Disponível em: &lt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/alr.22587&gt;. Acesso em: 27 jan. 2021.</li></ul></li><li>Odor-evoked memories are exceptionally viscerally involving because the neuroanatomy of olfaction has a privileged and unique connection to the neural substrates of emotion and associative learning. The primary olfactory cortex includes the amygdala, which processes emotional experience and emotional memory, as well as the hippocampus, which is involved in associative learning<ul><li><em>(PDF) The Role of Odor-Evoked Memory in Psychological and Physiological Health</em>. Available from: <a href="https://www.researchgate.net/publication/305452032_The_Role_of_Odor-Evoked_Memory_in_Psychological_and_Physiological_Health">https://www.researchgate.net/publication/305452032_The_Role_of_Odor-Evoked_Memory_in_Psychological_and_Physiological_Health</a> [accessed Jan 22 2021]. </li></ul></li><li>|...| different odour molecules are represented by different patterns of spatial activity in the olfactory bulb. |...|  such patterns, analogous to those of other sensory systems, constitute 'odour images', or 'odour maps'. |...|  this is analogous to recognizing complex visual patterns such as those of human faces. Just as the identity of a face is encoded in its visual image, so is the identity of an odour molecule or complex odour object — such as the scent of a flower or the aroma of coffee — encoded in an odour image.<ul><li>SHEPHERD, G. M. Smell images and the flavour system in the human brain, Nature Publishing Group, 2006. Disponível em: &lt;https://www.nature.com/articles/nature05405&gt;. Acesso em: 27 jan. 2021.</li></ul></li><li><em>"Um cheiro específico nos faz reentrar de modo inconsciente um espaço totalmente esquecido pela memória da retina." (p.51)<br></em> PALLASMAA, Juhani. Os olhos da pele: A arquitetura e os sentidos. Porto Alegre, Bookman, 2011. </li><li>De Platão ao iluminismo, o pensamento ocidental tem sido associado à luminosidade, uma alegoria da razão e também da modernidade/colonialidade: "O excesso de luminosidade ofusca. Faz doer os olhos, que precisam descansar. Nos dão dor de cabeça. E também cegam. As sombras que sobram e o breu que obscurece – que foram propositalmente colocados fora daquilo que é contemplado como campo do saber – paradoxalmente deixam de existir e continuam presentes. Aprendemos a ter medo da escuridão e acender a luz para dissipá-la, no almejo por uma zona de conforto. Dessa forma, a escuridão nos interpela para enfrentarmos certos fantasmas. Fantasmas esses que são produzidos por uma clara racionalidade." SCISLESKI, A. C. C.; HÜNING, S. M. Imagens do escuro: reflexões sobre subjetividades invisíveis. Revista Polis e Psique, v. 6, n. 1, p. 8-27, 2016. </li><li>The leaves of the Coriandrum sativum plant, known as cilantro or coriander, are widely used in many cuisines around the world. However, far from being a benign culinary herb, cilantro can be polarizing---many people love it while others claim that it tastes or smells foul, often like soap or dirt. This soapy or pungent aroma is largely attributed to several aldehydes present in cilantro. Cilantro preference is suspected to have a genetic component, yet to date nothing is known about specific mechanisms. <ul><li>ERIKSSON, N. et al (2012). A genetic variant near olfactory receptor genes influences cilantro preference. Flavour, v. 1, n. 1, 2012. Disponível em: &lt;http://arxiv.org/abs/1209.2096&gt;. Acesso em: 26 jan. 2021.</li></ul></li><li>Sobre enação, corpo-entorno, emergir.</li></ol><div><br><br>Não há mais essências acima de nós, objetos positivos, oferecidos a um olho espiritual. Há, porém, uma essência sob nós, nervura comum do significante e do significado, aderência e reversibilidade de um a outro, como as coisas visíveis são as dobras secretas de nossa carne e de nosso corpo. (p. 117) </div><ul><li>Merleau-Ponty, M. (1992). O visível e o invisível. São Paulo: Perspectiva </li></ul><div><br>Os movimentos acompanham nosso acordo perceptivo com o mundo. Situamo-nos nas coisas dispostos a habitá-las com todo nosso ser. As sensações aparecem associadas a movimentos e cada objeto convida à realização de um gesto, não havendo, pois,<br>representação, mas criação, novas possibilidades de interpretação das diferentes situações existenciais. (NOBREGA, 2008, p. 142)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-21 16:45:53 UTC</pubDate>
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         <title>Reunião NuTAL - 23/02/21</title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/1233578382</link>
         <description><![CDATA[<div>Apresentação do projeto.<br>Bedin: selo Nota Azul.<br>Canal do youtube: ver seminário de arte e loucura<br>Ver o insta do NuTAL<br>Planejamento: presença nas redes, divulgação, produção de lives.<br>ufrgsnutal@gmail.com: para mandar propostas.<br>Residência "Arte à Disposição" com a Paola Zordan<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-23 20:17:39 UTC</pubDate>
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         <title>Roteiro para um texto sobre as bibliotecas como lugar de invenção de futuros localizados</title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/1249841474</link>
         <description><![CDATA[<ol><li>modernidade/colonialidade e fragmentação da cultura<ol><li>Separação humano-natureza.</li><li>Subjetividade moderna</li><li>Colonialidade do Ser/Saber</li></ol></li><li>esgotamento da política, da narrativa e do planeta.<ol><li>crise da modernidade</li><li>necropolítica</li><li>antropoceno, aceleração, cosmotécnica.</li><li>fim do futuro.</li></ol></li><li>bibliotecas e a invenção de novas histórias.<ol><li>saberes locais e bibliotecas</li><li>encontro como produção do comum e cartografia.</li><li>Biblioteca de técnicas e saberes da comunidade: DIY, edições artesanais (cordel, zine)...</li></ol></li><li>leituras imaginadas para cada ponto:<ol><li>Latour/Stengers, para pensar a separação humano-natureza; Subjetividade moderna com Rolnik e o pessoal da cartografia; teoria decolonial para situar as colonialidades, com Maldonado Torres, Mignolo, Cusicanki, etc</li><li>crítica à globalização neoliberal e crítica decolonial. Situar a necropolítica com Mbembe e outrxs... Crise climática, quem é o "antropos" do antropoceno, articular <a href="https://href.li/?http://culturaebarbarie.org/sopro/n91s.pdf"> Chakrabarty</a>, os outros "cenos", crítica de Eileen Crist, e Kathryn Yusoff; Viveiros de Castro e Deborah Danowski e os Mil Nomes de Gaia, Iniciar com as ideias de Haraway... Acelaracionistas e ideias para precipitar o fim do mundo, Yuk Hui e as cosmotécnicas</li><li>Seguir com Haraway: saberes localizados e permanecer com o problema; articulação dos conceitos com as bibliotecas e sua relação com as comunidades que atendem. Pensar o encontro na biblioteca e a cartografia a partir de Kastrup et al. Produção do comum (buscar mais referenciais). Pensar na possibilidade de uma biblioteca de saberes locais, produzida artesanalmente. </li></ol></li></ol>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-28 11:56:58 UTC</pubDate>
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         <title>Dicas de escrita</title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/1253353457</link>
         <description><![CDATA[<div>Cleci: estruturar as críticas em torno das questões, não na genealogia do debate.<br><br>Isso permite abrir questões e deixá-las abertas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-01 14:38:35 UTC</pubDate>
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         <title>Kastrup e enação (ideia da Cleci)</title>
         <author>derbits</author>
         <link>https://padlet.com/derbits/estudo/wish/1255897200</link>
         <description><![CDATA[<div>crítica da kastrup à ausência da dimensão coletiva nos estudos da cognição.<br><br>Possibilidade de uso da figuração como ponte para o coletivo na enação</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-03-01 23:36:02 UTC</pubDate>
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