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      <title>Resumos e elementos da narrativa by Aldaiana Rodrigues</title>
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      <description>Resumos dos livros O mercador de Veneza e O Auto da Compadecida para o Projeto Interdisciplinar. </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-03-28 22:50:59 UTC</pubDate>
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         <title>Resumo do livro: O Mercador de Veneza</title>
         <author>aldaiana2001</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><mark>ATO I:</mark></strong> O livro começa apresentando Antônio, um mercador veneziano que se sente triste por temer perder sua mercadoria. Seu amigo, Bassânio, aparece para lhe emprestar dinheiro, a fim de se apresentar como pretendente de uma jovem moça rica chamada Pórcia que, para se casar, precisa que seus pretendestes escolham entre 3 cofres cujo somente um, o correto, possui seu retrato. Porém com toda riqueza de Antônio no mar, os amigos então decidem fazer um empréstimo com um judeu agiota chamado Shylock, que nutri ódio de Antônio por usa postura antissemita. 🤬 então acertado um empréstimo de 3 meses para Bassânio, que Antônio como fiador na falta do pagamento da dívida, deveria dar a Shylock uma libra de carne cortada de seu próprio peito.<br><br></div><div><strong><mark>ATO II:</mark></strong> Jessica filha de Shylock, cansada de ser vista como judia, decide fugir com seu amado Loureço a fim de ser tornar cristã. Pórcia em sua casa em Belmonte recebe a notícia de que Bassânio está indo como pretendente visita-la para escolher um dos cofres.<br><br></div><div><strong><mark>ATO III:</mark></strong> Shylock a procura de sua filha fugida acaba descobrindo que os navios com as mercadorias de Antônio naufragaram, logo, supondo que ele não teria como pagar o empréstimo, exige sua libra de carne. Enquanto isso, na casa de Pórcia após escolher o cofre certo, Bassânio recebe uma carta o avisando sobre as perdas de Antônio, tendo que deixar as pressas sua amada Pórcia somente com a promessa de que nunca tiraria do dedo o anel que ela lhe dera. Pórcia e sua dama de companhia Nerissa, preocupadas com a situação de Antônio, decidem irem vestidas de advogado e escrivão ao tribunal defende-lo.<br><br></div><div><strong><mark>ATO IV:</mark></strong> No tribunal, o incontestável Shylock clamando por justiça, não aceita nada menos do que a libra de carne prometida no contrato de empréstimo por Antônio. Pórcia vestida de advogado, muito sabida das leis de Veneza, defende Antônio sem deixar brechas para Shylock ter sua libra de carne, pondo fim a briga. Shylock para não perder tudo, acaba tendo que se tornar cristão. Pórcia ainda vestida de advogado, 🤬 de Bassânio como presente por defendido Antônio o anel que ela lhe deu e Bassânio muito agradecido decide dá.<br><br></div><div><strong><mark>ATO V:</mark></strong> Após o termino do julgamento, todos vão a Belmonte para casa de Pórcia, onde ela espera a chegada de Bassânio para o interrogar sobre o sumiço do anel, até que finalmente ela e Nerissa revelam que estavam vestidas de advogado e escrivão no tribunal. Antônio descobre que no fim, nem todas as suas mercadorias tinham se perdido no mar.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-04 23:09:19 UTC</pubDate>
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         <title>Resumo do livro: Auto da Compadecida</title>
         <author>aldaiana2001</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><mark>&nbsp;I: O ENTERRO DO CACHORRO:</mark></strong> João grilo e Chicó ficaram responsáveis por levarem o cachorro de seus patrões para o padre da cidade benzer. Visto que o padre se recusa, João grilo mente sobre o cachorro ser do major prestigiado pelos membros da igreja: Antônio Morais. O padre se desentende com o major, e após o cachorro morrer, João grilo mente novamente sobre um testamento que o cachorro deixou para os membros da igreja, onde após isso, o cachorro é enterrado em latim.<br><br><strong><mark>II: O GATO QUE DESCOMIA DINHEIRO: </mark></strong>Como forma de João grilo se vingar de seus patrões pelo desprezo quando estava doente e pela exploração de trabalho, ele os engana vendendo um gato que “descomia” dinheiro. Já se preparando para caso o golpe desse errado, João 🤬 a Chicó que o mesmo guardasse na barriga uma bexiga cheia de sangue.<br><br><strong><mark>III: A INVASÃO DA CIDADE: </mark></strong>Após todos na igreja receberem seu pagamento pelo testamento do cachorro e João Grilo ser desmascarado como o causador de toda confusão, Severino do Aracaju e seu capanga Cangaceiro, chegam à cidade e vão à igreja para rouba-los. Eles matam todos, deixando por último Chicó e João grilo.<br><br><strong><mark>IV: A CONVERSA COM PADRINHO PADRE CÍCERO:</mark></strong> Para saírem da situação de morte iminente, João Grilo e Chicó tentam trocar pela liberdade, uma gaita com a história de que a mesma ao ser tocada, revivia qualquer um. Em uma demonstração, João grilo "esfaqueia" Chicó na barriga onde estava a bexiga com sangue, ele cai no chão, e ao João tocar a gaita, Chicó “revive”. Severino convencido que a história era verdade 🤬 para seu capanga o matar para ele poder visitar o seu padrinho Padre Cícero, então seu capanga lhe dá um tiro e ele morre. Percebendo que tudo não passava de uma mentira, o Cangaceiro tenta matar João Grilo que dá uma facada no mesmo, e acreditando que ele estava morto, saí andando junto de Chicó, mas no seu último suspiro tentando vingar a morte de seu patrão, o Cangaceiro mata João Grilo.<br><br><strong><mark>V: O JULGAMENTO: </mark></strong>Todos os mortos se encontraram em um plano metafísico, no purgatório, onde são acusados pelo Encourado, que expõe tudo de errado eles que fizeram em vida. Apesar de se acharem sem salvação por terem cometido muitos erros, Manuel e a Compadecida aparecem e intercedem pelos julgados. Todos são salvos, exceto João, que para ter a chance de voltar para terra e consertar seus erros, precisa cumprir o desafio proposto por Manuel, e após isso, tem o retorno a vida concedido.<br><br><strong><mark>VI: O RETORNO DE JOÃO GRILO:</mark></strong> Chicó que havia ficado com todo o dinheiro roubado por Severino, prometeu após achar que João Grilo estava morto, dar para igreja todo dinheiro se Nossa Senhora desse livramento para João. E com o retorno de seu amigo, eles juntos puderam cumprir a promessa.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-05 00:05:47 UTC</pubDate>
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         <title>Elementos da Narrativa:</title>
         <author>aldaiana2001</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><mark>I. TIPOLOGIA TEXTUAL:</mark></strong> Gênero Literário Dramático.<br><br><strong><mark>II. ELEMENTOS DA NARRATIVA:</mark></strong><strong> <br></strong><em>O Mercador de Veneza</em><strong><br></strong><br><strong>NARRADOR<br></strong>HETERODIEGÉTIICO: "Entram Antônio. Salarino e Salânio."<br><br></div><div><strong>ENREDO</strong>&nbsp;<br>EXPOSIÇÃO “[...] não sei, realmente, porque estou tão triste.” p.3 / "Em Belmonte há uma jovem que de pouco recebeu grande herança. É muito linda e, mais do que esse termo, de virtudes admiráveis. [...] Ó meu Antônio! Se eu possuísse meios para poder apresentar-me como pretendente também, não me restara, diz-me o pressentimento, a menor dúvida de que eu viria a ser o felizardo." p.5 e 6 / “Dinheiro ora não tenho, nem disponho, nesta ocasião, de nada com que possa levantar qualquer soma. Sai a campo; põe à prova meu crédito em Veneza.” p.6<br><br></div><div>COMPLICAÇÃO<br>“Três mil ducados, por três meses e Antônio como fiador.” p.8 / “A quantia ou quantias não pagardes, concordais em ceder, por equidade, uma libra de vossa bela carne, que do corpo vos há de ser cortada onde bem me aprouver.” p.11<br><br></div><div>CLÍMAX&nbsp;<br>O julgamento. "Já expus a Vossa Graça o que pretendo, como jurei por nosso santo Sábado cobrar o estipulado pela multa. Se me negares, que com o risco seja das leis e liberdades de Veneza. Decerto haveis de perguntar-me a causa de eu preferir um peso de carniça a ter de volta os ricos três mil durados. " p.36</div><div><br>DESFECHO<br>&nbsp;“A metade de quanto tens pertence agora a Antônio. A outra parte, a do Estado, reduzida pela humildade pode ser a multa.” p.41 “Mais duas condições imponho, ainda: que, por esse favor, agora mesmo cristão ele se torne, e que em presença desta corte ele firme um documento em que declare que, por morte, deixa todos os seus haveres para a filha e seu filho Lourenço." p.42</div><div><br><strong>PERSONAGENS <br></strong>PROTAGONISTA:<br>ANTÔNIO, um mercador de Veneza. BASSÂNIO, seu amigo. PÓRCIA, rica herdeira.</div><div><br>ANTAGONISTA&nbsp;<br>SHILOCK, um judeu rico.</div><div><br>SECUNDÁRIOS<br>GRACIANO, amigo de Antônio e de Bassânio. SALÂNIO, amigo de Antônio e de Bassânio. SALARINO, amigo de Antônio e de Bassânio. LOURENÇO, apaixonado de Jessica. NERISSA, dama de companhia de Pórcia. JESSICA, filha de Shylock. LANCELOTO GOBBO. criado de Shylock. O DOGE DE VENEZA. O PRÍNCIPE DE MARROCOS, pretendente de Pórcia. O PRÍNCIPE DE ARAGÂO, pretendente de Pórcia. TUBAL, um judeu, amigo de Shylock. O VELHO GOBBO, pai de Lanceloto. LEONARDO, criado de Bassânio. BALTASAR, criado de Pórcia. ESTÉFANO, criado de Pórcia. Senadores de Veneza, oficiais da Corte de Justiça, um carcereiro, criados de Pórcia e outros servidores.</div><div><br><strong>TEMPO </strong><br>CRONOLÓGICO&nbsp;<br>“[...] mui gratos vos ficaremos, se hoje à noite, à ceia, vos lembrardes do ponto em que devemos encontrar-nos de novo.”<br><br></div><div>PSICOLÓGICA<br>&nbsp;“[...] não vos recordais, senhora, no tempo em que vosso pai ainda vivia [...]”<br><br><strong>ESPAÇO </strong><br>FÍSICO&nbsp;<br>“Por ele ser cristão é que o odeio, mas, acima de tudo, porque em sua simplicidade vil, dinheiro empresta gratuitamente e faz baixar a taxa de juros entre nós aqui em Veneza."<br><br></div><div>SUBJETIVO &nbsp;<br>“Pensamento terei para sobre essa conjuntura pensar [...]"</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-05 14:18:27 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>aldaiana2001</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><mark>III. FUNÇÕES DA LINGUAGEM:</mark></strong><em><mark><br></mark></em><em>Auto da Compadecida<br></em><br><strong>EMOTIVA:</strong> "Medo da solidão. Perdoei minha mulher na hora da morte, porque a amava e porque tive medo terrível da solidão."<br><br></div><div><strong>APELATIVA: </strong>"Que vergonha, chega dá desgosto matar um homem desse! Vá, vá logo!"<br><br></div><div><strong>METALÍNGUISTICA:</strong> "Espero que todos os presentes aproveitem os ensinamentos desta peça e reformem suas vidas [...]<br><br></div><div><strong>POÉTICA:</strong> "Valha-me nossa senhora, Mãe de Deus de Nazaré! A vaca mansa dá leite, A braba dá quando quer. A mansa dá sossegada, a braba levanta o pé. Já fui barco, fui navio, Mas hoje sou escaler. Já fui menino, fui homem, Só me falta ser mulher."<br><br></div><div><strong>REFERENCIAL:</strong> "Simonia: negociou com o cargo, aprovando o enterro de um cachorro em latim, porque o dono lhe deu seis contos."<br><br></div><div><strong>FÁTICA:</strong> "- João Grilo: Padre João! Padre João! - Padre, aparecendo na igreja: Que há? que gritaria é essa?"</div><div><br><strong><mark>IV.COESÃO TEXTUAL</mark></strong> <br><em>O Mercador de Veneza</em><strong><br></strong><br><strong>ANÁFORA:</strong> "Legalmente pode reclamar o judeu, por estes termos, uma libra de carne, que ele corte de junto ao coração do mercador." p.39<br><br></div><div><strong>CATÁFORA: </strong>" Se o pai dela, o judeu, em qualquer tempo chegar a ir para o céu, será por causa dessa adorável filha, cuja vida não poderá ser perturbada nunca por nenhuma desgraça, salvo, apenas, sob a desculpa de ser ela filha de um judeu infiel. Enquanto andamos, vai lendo isto. Será meu porta-tocha a formosa Jessica em nossa festa." p.19<br><br></div><div><strong><mark>V. RESUMOS:</mark></strong><strong> </strong><em>Anexados</em><br><br><strong>VI. EIXOS TEMÁTICOS: <br></strong><em>O Mercador de Veneza<br></em><strong><br>SAÚDE:</strong> "A peste que a carregue." p.26<br><br></div><div><strong>CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÃO: </strong>“Dentre as atividades as quais os judeus se dedicaram, uma é de particular importância [...]; o empréstimo de dinheiro a juros. [...] eram os únicos que dispunham de grandes somas em moedas para emprestar às empresas e mercadores. Sob cada empréstimo cobravam juros, tomando como garantia objetos da vida cotidiana [...]. (LE GOFF, 1998).” Artigo: SHYLOCK E O MERCADOR DE VENEZA: OS JUDEUS E O ANTISSEMITISMO NA EUROPA RENASCENTISTA<br><br></div><div><strong>PANDEMIA:</strong> “[...] o advento das cruzadas e a crescente intolerância delas derivada produziram os primeiros massacres de judeus na Europa que atingiram o auge no século XIV, com a proliferação da peste negra. O pânico causado pela doença e o fervor religioso levaram os judeus a serem acusados de envenenar os poços e as fontes d’água, resultando em mais massacres e expulsões. (SCHEINDLIN, 2003).” Artigo: SHYLOCK E O MERCADOR DE VENEZA: OS JUDEUS E O ANTISSEMITISMO NA EUROPA RENASCENTISTA<br><br></div><div><strong><mark>VI. EIXOS TEMÁTICOS:</mark></strong><strong> </strong>&nbsp;<br>Auto da Compadecida<br><br><strong>RACISMO: </strong>"Porque... não é lhe faltando com o respeito não, mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado."<br><br></div><div><strong>POBREZA:</strong> "João foi um pobre como nós, meu filho. Teve de suportar as maiores dificuldades, numa terra seca e pobre como a nossa."<br><br></div><div><strong>ADÚLTERIO:</strong> "Vergonha é uma mulher casada na igreja se oferecer desse jeito. Aliás, já tinha ouvido falar que a senhora enganava seu marido com todo mundo."<br><br></div><div><strong>RELIGIÃO: </strong>“Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora na hora de nossa morte. Amém.”<br><br><strong><mark>VII. PONTUAÇÃO: </mark></strong><br><em>O Mercador de Veneza</em><br><br><strong>EXCLAMAÇÃO: </strong>"Lei e Justiça! Ide atrás dela! Tem consigo as pedras, meus ducados e as pedras!" p.22<br><br></div><div><strong>INTERROGAÇÃO: </strong>"E um cirurgião, Shylock, contratastes, para evitar que Antônio a morrer venha, por grave hemorragia?" p.39<br><br></div><div><strong>PONTO E VÍRGULA: </strong>"Cuide Antônio de não perder o prazo; do contrário, virá a pagar por isto." p.22<br><br></div><div><strong>PONTO FINAL: </strong>"Nada hei de, ora, guardar com mais cuidado do que o anel de Nerissa tão prezado." p.49<br><br></div><div><strong>VÍRGULA: </strong>"Se um cristão ofender a um judeu, qual deve ser a paciência deste, de acordo com o exemplo cristão? ora, vingança." p.25</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-06 14:47:07 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>aldaiana2001</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><mark>VII. PONTUAÇÃO:</mark></strong><mark> </mark><br>Auto da Compadecida<br><br></div><div><strong>EXCLAMAÇÃO:</strong> "Lá vem a compadecida! Mulher em tudo se mete!"<br><br></div><div><strong>INTERROGAÇÃO:</strong> "Você pensa que eu sou americano para ter preconceito de raça?"<br><br></div><div><strong>VÍRGULA:</strong> "Meu, é um modo de dizer, porque, para falar a verdade, acho que eu era dele."<br><br></div><div><strong>PONTO E VÍRGULA:</strong> "Deixe de moleza, Chicó; Voce encheu a bexiga de sangue?"<br><br></div><div><strong>PONTO FINAL:</strong> "Acho que basta. Inferno nele."<br><br><strong><mark>VIII. FIGURAS DE LINGUAGEM:<br></mark></strong><em>O Mercador de Veneza<br><br></em><strong>METÁFORA:</strong> "[...] pessoas há, cuja fisionomia se enruga e enturva como uma lagoa parada." p. 4<br><br></div><div><strong>METONÍMIA: </strong>"Adeus; estas gotas idiotas me amolecem de alguma forma o espírito varonil. Adeus." (gotas no lugar de lágrima) p. 16<br><br></div><div><strong>ZEUGMA:</strong> "No seu melhor estado é pouco pior do que homem; no pior, pouco melhor do que animal." p. 7<br><br></div><div><strong>APÓSTROFE:</strong> "Oh nobre juiz! Oh extraordinário jovem!" p. 39<br><br></div><div><strong>PROSOPOPEIA: </strong>"A lua está dormindo ao lado de Endimião; não devemos despertá-la." p. 46<br><br></div><div><strong><mark>IX. NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO</mark></strong><strong><br></strong><em>Auto da Compadecida<br><br></em><strong>USO DE LETRAS MAIÚSCULAS:</strong> “Ele e a mulher foram os piores patrões que Taperoá já viu.” Os topônimos, reais ou fictícios devem-se iniciar com letra maiúscula.<br><br></div><div><strong>RETIRADA DO TREMA:</strong> “Se tivessem tido que agüentar o rojão de João Grilo [...]”. Deve-se retirar o trema de todas as palavras da língua portuguesa. (Correto: Aguentar)<br><br></div><div><strong>USO DO HÍFEN:</strong> “Hipocrisia e auto-suficiência chegaram e aí ficaram.” Quando o prefixo da palavra termina em vogal e o segundo elemento começar por “r” ou “s”, deve-se dobrar as consoantes e suprimir o hífen. (Correto: Autossuficiência).<br><br></div><div><strong>USO DA ACENTUAÇÃO: </strong>“Vêem-se senhores trabalhando em suas terras como qualquer foreiro. ”Deve-se eliminar o acento circunflexo das palavras paroxítonas terminadas em ôo e em êem. (Correto: Veem-se)<br><br></div><div><strong>USO DA ACENTUAÇÃO:</strong> “Mas é uma grande idéia, Severino.” Deve-se eliminar o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas.(Correto: Ideia)<br><br></div><div><strong><mark>X. INTERTEXTUALIDADE<br></mark></strong><em>Auto da Compadecida e o Mercador de Veneza<br><br></em><strong>TIRA DE COURO:</strong> Na obra literária de William Shakespeare, a tira de couro de Antônio é proposta como multa pelo agiota Shylock caso houvesse o atraso do empréstimo de 3 mil ducados que Bassânio pediu e colocou Antônio como fiador. Na obra cinematográfica de O Auto da Compadecida adaptado por Guel Arraes, há a cena em que o major Antônio Moraes firmou um contrato com Chicó, pelo empréstimo do dinheiro da reforma da igreja, prometendo-lhe tirar uma tira de coro com a sua faca caso ele não pague a dívida, referenciando assim a cena do O Mercador de Veneza.<br><br></div><div><strong>O PAPEL DA FIGURA FEMININA: </strong>Pórcia que inicialmente teve de obedecer às ordens de seu falecido pai, no contexto do julgamento de O mercador de Veneza, demonstrou coragem e audácia para assumir um “lugar” a qual não lhes era dado chances, disfarçada como advogado, interferiu na cobrança da multa de Antônio e no veredito dado a Shylock por meio de sua perspicazes, e evidenciou o quanto a mulher pode ser inteligente, astuta e sabia, independentemente da posição. Assim como em O Auto da Compadecida, representando a figura feminina, Nossa Senhora entra na cena do Julgamento Final para interceder e advogar para os acusados, onde consegue reverter a situação apesar dos fortes argumentos. Logo Manoel os isenta por conta da compadecida, que desempenhou papel excepcional.<br><br></div><div><strong>FOME E POBREZA:</strong> Em O Mercador de Veneza, Shylock, um judeu bem estabilizado, senhor de posses, avarento e rude, é patrão de Lanceloto Gobbo, seu servo, o qual Shylock não se preocupa que ele padeça de inúmeras necessidades, inclusive a maior delas, a fome, resultado de um salário baixo e mal tratos do patrão, pontos em comum presentes no O Auto da Compadecida com Chicó e João Grilo que são funcionários do padeiro e sua mulher, e são contratados por serem mão de obra barata, explorados, são submetidos a muitas horas de serviço para tenta ter o mínimo para suas necessidades básicas e tentar driblar a fome.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-06 15:22:17 UTC</pubDate>
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