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      <title>Relação Fala e Escrita by ANÍVIA DE SOUZA AMARAL</title>
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      <description>DISCENTES: Anívia Amaral, Danielle Oliveira, Geovane Oliveira, Marcele Matos e Mayra Brandão</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-05-10 17:58:14 UTC</pubDate>
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         <title>Anívia de Souza Amaral</title>
         <author>2020101279</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Não apenas na língua portuguesa, mas em todas as línguas, normalmente, há diversidade linguística. Idade, situação e grupo sociais são alguns dos fatores que podem causar tais variações, mas existem vários. A linguagem, nesse sentido, é metamórfica e está num processo evolutivo constante. Com efeito, é impressionante como podemos moldá-la, aplicá-la a diferentes situações, desde transmitir sentimentos para outras pessoas até provocar verdadeiras guerras.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Assim sendo, é essencial pontuar que a gramática dita apenas como a língua deveria ser, não como ela é. Dessa forma, definiu-se a linguagem normativa como correta e mais bonita. Porém, a língua com sua dinamicidade, num contínuo de novos termos surgindo e outros entrando em desuso, não permite a existência de um padrão imutável. Em última instância, o importante é que haja entendimento entre os falantes. Portanto, a imposição da linguagem normativa é um ataque às diferentes formas de linguagem e a individualidade de cada um.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Quem fala seguindo à risca todas as regras da gramática em todas as situações, se é que isso é possível, soa bastante artificial. Não parece natural. Dessa forma, nota-se que o contexto da conversação ou da produção de textos determina, em grande parte, o tipo de linguagem usada e, por isso, não há melhor nem pior e sim a mais adequada para os diversos tipos de cenários.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;À vista disso, saber se adequar aos tipos de contextos em que é necessária a comunicação é importante para a formação de qualquer profissional no meio científico. Existe hoje, ainda, uma precária comunicação entre cientistas/pesquisadores e o público em geral. E, devido a isso, muitos assuntos importantes, que deveriam ser do conhecimento comum, são perdidos no meio da cacofonia da divulgação científica. O conhecimento da relação fala-escrita, nessa lógica, é muito importante para o biólogo, pois precisaremos ser formais muitas vezes, mas também, a fim de sermos compreendidos por leigos, teremos que adotar uma linguagem mais acessível.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Ademais, a comunicação escrita é essencial na contemporaneidade e mostra-se importantíssima no meio acadêmico. Essa ferramenta acompanha o pesquisador por toda a sua graduação, portanto, como estudantes de Ciências Biológicas temos que nos familiarizar com ela e desenvolver ao máximo nossas habilidades de dissertação. Sendo assim, é necessário ressaltar que escrever, além de fundamental para a realização ótima de produções científicas, é uma maneira de apurar nosso raciocínio e nossa percepção das intenções discursivas de outras pessoas, além de melhorar, até mesmo, nossa expressão oral, o que é definitivamente útil e preciso atualmente. A escrita é uma arma poderosa.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Diante disso, o tema de variação e diversidade linguística mostra-se indispensável para, em realidade, todos os cidadãos. O respeito pela linguagem do outro é questão de educação e empatia. Para um futuro graduado, é especialmente preciso, pois é comum que pessoas diplomadas sejam, geralmente, arrogantes e muitas vezes tendem a diminuir indivíduos pouco escolarizados. À vista disso, é evidente a importância dessa discussão num curso de graduação. Analisando a grade curricular de língua portuguesa para o ensino fundamental, entretanto, nota-se a falha do sistema educativo brasileiro desde os níveis primários, uma vez que é notório o preconceito linguístico, a defasagem de leitores e a dificuldade que grande parte da população encara em relação à produção de textos no país.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-10 20:04:33 UTC</pubDate>
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         <title>Mayra Miranda Brandão</title>
         <author>2020101279</author>
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         <description><![CDATA[<div>A escrita e a fala se entrelaçam de uma forma que uma precisa da outra para a comunicação. É importante notar como a fala é imprescindível para quem começa a escrever. Por exemplo, ao ensinar alguém a escrever, é preciso se falar para reconhecer os sons dessas palavras que precisam ser colocadas no papel ou algo assim. Entretanto, também se deve ressaltar que há diversos tipos de escrita que variam de região para região, de condição social, de convívio e afins.&nbsp;</div><div>&nbsp; A consciência fonológica é um processo que vem antes da alfabetização das crianças e ela contribui diretamente com a fala e a escrita na formação da criança. Isso favorece o processo de aprendizagem por proporcionar à criança as maneiras que devem ser utilizadas na pronúncia das palavras e na forma de escrevê-las.&nbsp;</div><div>&nbsp; A área da fala e escrita é muito vasta, afinal no Brasil há vinte e seis estados com muitos municípios. Porém, ainda assim, as pessoas têm dificuldade em entender que todas as formas de comunicação são válidas e que a diversidade nesse quesito deve ser respeitada, e não inferiorizada. Quando se fala em preconceito linguístico, não é apenas com a linguagem falada, mas com a escrita também. E isso não deveria ser assim, visto que todo ser humano tem convívios, costumes e condições diferentes. E ele vai se adaptar a se comunicar do modo que pode.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-10 20:07:38 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>2020101279</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-05-10 20:14:45 UTC</pubDate>
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         <title>Riba é eloquência</title>
         <author>enavoeg3011</author>
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         <description><![CDATA[<div>Poxa! Não posso xingar.<br>Sobe lá em riba,<br>Todavia não quero subir,<br>quero ribar.<br><br></div><div>&nbsp;Em riba desse conhecimento<br>que me desfaço já faz tempo<br>não subo na escala do ser<br>esses seres humanos que estão aí.<br><br></div><div>&nbsp;Mas o que é ser humano?<br>Ser humano é um canto de encanto; é olhar para os cantos e pensar: somos todos seres humanos.<br><br>Somos irmãos, nisso ciência e religião estão de comum acordo.<br><br>Por ventura todos nós, de fato, precisamos acordar e concordar que para sermos os primeiros precisamos ser os últimos.<br><br></div><div>&nbsp;Bom mesmo é: ser existente precedendo a essência.<br>Digo a todos uma coisa: o “em riba” me ajuda a aproximar-me da língua<br>na sua mais bela eloquência.<br><strong>- Geovane</strong>&nbsp;</div>]]></description>
         <pubDate>2021-05-11 21:20:15 UTC</pubDate>
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         <title>Geovane de Oliveira Santos Ribeiro</title>
         <author>enavoeg3011</author>
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         <description><![CDATA[<div>Todas as línguas variam sob algumas perspectivas: geográfica, histórica, situacional e sociocultural. Com isso, a língua portuguesa brasileira, não é dicotômica; nossas regiões, sejam a nível nacional ou a nível municipal sofrem o “fenômeno” da variação linguística. A nível nacional podemos falar em variação geográfica e outras mais (histórica, situacional e sociocultural), contudo, quando diminuímos a área de estudo, percebemos uma variação, predominantemente do tipo sociocultural, que diz respeito a pouca educação de uma pessoa e ao local no qual ele se consolidou e estabeleceu relações com os seres ao seu redor (familiares e amigos). Para exemplificar, abaixo farei uso da figura de linguagem parábola, para uma melhor compreensão.<br><br></div><div>Marcos, nasceu e viveu no bairro do Morumbi, na cidade de São Paulo. Essa região é um local onde habita pessoas da alta burguesia paulistana. Seus pais eram fartos economicamente, fato esse que levou o filho a gozar de boa educação nas melhores escolas e, possivelmente, ser instruído, com as melhores mentes docentes da capital paulista. Certo dia, ocorreu uma festa e Marcos fora convidado; chegando lá, decorreu-se a boêmia, até que os seus olhos fitaram um indivíduo de modos peculiares, modos esses que eram contrapostos aos seres ali fixados; dentre as peculiaridades dos modos do jovem que Marcos visualizara, dois lhe chamaram a atenção: os dizeres curtos e os “palavrões”. O nome do nosso impostor era Eclenilson, e ele era de um bairro periférico chamado Brasilândia, o qual tinha altos índices de violência (pelo visto, não era só o bairro que era periférico e violento, mas sua língua também era). Nosso nobre e requisitado convidado, dirigiu-se ao anfitrião da festa, e perguntou-lhe: “ Que faz aqui aquele jovem nu em palavras? Sua nudez, quer ser dissipada, e para tanto, utiliza-se de jargões inapropriados e repetitivos”. Ao ouvir isso, o anfitrião lhe respondeu, dizendo: “ Não sei, mas já que ele está aqui, deixe-o até o término, para que se evite uma reação negativa e, com isso, um possível transtorno entre os convidados”. Assim, a festa se seguiu normalmente até o término.<br><br></div><div>Com a devida análise dessa parábola, podemos identificar e explicitar o preconceito e a variação sociocultural. Percebemos o preconceito da parte de Marcos, quando esse diz: “Que faz aqui aquele jovem nu de palavras”? Por outro lado, também percebemos que, apesar de Marcos deter uma boa educação, o seu preconceito se deleita na cama da sua ignorância, pois presume-se que, se ele teve boa base de conhecimento ao curso de sua vida, visualizaria claramente, por parte de Eclenilson, um bom caso de variação sociocultural. O anfitrião também realizara o ato do preconceito. Conseguimos perceber isso na seguinte frase: “Não sei, mas já que ele está aqui, deixe-o até o término, para que se evite uma reação negativa e, com isso, um possível transtorno entre os convidados”. A ação expressa no fragmento frasal “reação negativa”, de acordo com o anfitrião da festa, seria efetuada no momento em que eles tentassem expulsar Eclenilson da boêmia; tudo isso porque ele acreditava que, por aquele jovem ter modos tão distintos ao seu, ele seria muito mal-educado, a ponto de criar um tumulto na “festança”.<br><br></div><div>A relação fala e escrita tem valor agregador ao calouro universitário. Ter o conhecimento de termos técnicos, algo que a grande maioria da população não tem, e usá-los em conversas rotineiras é algo bastante desagregador, pois a maioria das pessoas não irão entender o que você disser e a conversa não se desenrolará, de tal modo que o universitário possa parecer um tanto quanto insensível e incompreensível para com o “mundo” da população que está fora dos centros acadêmicos. Ele, para se livrar de tal “embaraço”, deve fazer uso da variação situacional, que é saber quando e onde usar o seu léxico universitário, para não ser improdutivo em lidas diárias. Os estudantes devem tomar cuidado quando não se encontram sob a variação situacional, pois senão, poderá acontecer o que fora dito numa parte do poema “ Aula de português” de Carlos Drummond de Andrade: “Já esqueci a língua em que comia, em que pedia para ir lá fora...”</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-11 21:36:41 UTC</pubDate>
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         <title>Danielle Oliveira da Silva</title>
         <author>enavoeg3011</author>
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         <description><![CDATA[<div>A escrita e a fala se conectam através do falante, de modo que, o ensino da escrita se baseia nos sons da fala. A fala apresenta variações dependendo da região, condição social, entre outros fatores que influenciam na formação da linguagem de cada sujeito. Diante tantas variedades e incorporações a que vivenciamos na atualidade se tornou inviável o preconceito linguístico.&nbsp; Vivemos num país muito diverso onde cada pessoa através do discurso de sua fala emite um pouco de suas vivências, sua história e sua formação humana, esse é um aspecto muito próprio da oralidade que muito das vezes não é emitido na linguagem escrita. Na linguagem escrita também estão sujeitas a variações e muito mais a interpretações, temos que considerar como legítimo tanto a escrita em norma culta que encontramos em artigos, discursos, textos acadêmicos como uma publicação em uma rede social.&nbsp;<br><br></div><div>No que diz respeito à conexão da linguagem escrita com a oral, temos a escrita muito mais condicionada à fala, levando em consideração que o sujeito produzirá uma escrita própria de sua realidade sócio-cultural perpassando também por seu nível de escolaridade muitas das vezes transcrevendo literalmente a sua fala, a sua necessidade de emissão para a língua escrita. Por esta razão surgem tantas variações linguísticas na escrita, que não podem ser tomadas ou julgadas por preconceitos envolvendo, uma visão de que linguagem escrita é apenas a tida da norma culta. Para cada espaço e situação é passível uma produção, por mais que a língua escrita seja organizada e planejada, há várias vivências onde podemos dizer que realizamos uma linguagem escrita falada, como nas redes sociais.&nbsp;<br><br></div><div>Já em nossos discursos, diálogos, podemos lançar mão de algumas organizações próprias da linguagem escrita, como a idealização de um tema a ser discutido, abordado durante uma conversa ou um discurso, esquemas de questionamentos, ou seja, uma organização que pertenceria a linguagem escrita, mas que poderá favorecer o locutor que dela utilizar.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-22 01:13:33 UTC</pubDate>
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