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      <title>Poemarte_9º_EBMB by BE Poemarte</title>
      <link>https://padlet.com/9abepoemarte/7nfsqe93fjfxhkje</link>
      <description>Blogue de Leituras de poesia de 9ºano </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>9abepoemarte</author>
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         <description><![CDATA[<div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O poema tem como tema a denuncia das injustiças sociais.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A ironia<a href="#_ftn1">[1]</a> é um recurso frequente neste poema, nomeadamente a inclusão do sujeito poético no grupo das pessoas sensíveis.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;No título temos uma ironia: sensíveis por insensíveis.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A injustiça social assume-se aqui como desigualdade, discriminação e exploração social.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Recorre-se a três referências bíblicas, que sublinham com tom mais contundente a denúncia presente, através da sua desconstrução: “ganharás o pão com o suor do teu rosto”, “ó vendilhões do templo” e “Perdoai-lhes Senhor”.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;São três os destinatários desta denúncia.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O apelo final, em dístico, é um o golpe de morte, numa moral inexistente.<br><br></div><div><br><br><a href="#_ftnref1">[1]</a>&nbsp; &nbsp;[Retórica]&nbsp; Expressão ou gesto que dá a entender, em determinado contexto, o contrário ou algo diferente do que significa.<br><br><strong>"ironia"</strong>, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, <a href="https://www.priberam.pt/dlpo/ironia">https://www.priberam.pt/dlpo/ironia</a> [consultado em 09-05-2017].<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title>As pessoas sensíveis</title>
         <author>9abepoemarte</author>
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         <description><![CDATA[<div>As pessoas sensíveis não são capazes <br><br></div><div>De matar galinhas <br><br></div><div>Porém são capazes <br><br></div><div>De comer galinhas <br><br></div><div> <br><br></div><div>O dinheiro cheira a pobre e cheira <br><br></div><div>À roupa do seu corpo <br><br></div><div>Aquela roupa <br><br></div><div>Que depois da chuva secou sobre o corpo <br><br></div><div>Porque não tinham outra <br><br></div><div>Porque cheira a pobre e cheira <br><br></div><div>A roupa <br><br></div><div>Que depois do suor não foi lavada <br><br></div><div>Porque não tinham outra <br><br></div><div> <br><br></div><div>“Ganharás o pão com o suor do teu rosto” <br><br></div><div>Assim nos foi imposto <br><br></div><div>E não: <br><br></div><div>“Com o suor dos outros ganharás o pão” <br><br></div><div> <br><br></div><div>Ó vendilhões do templo <br><br></div><div>Ó construtores <br><br></div><div>Das grandes estátuas balofas e pesadas <br><br></div><div>Ó cheios de devoção e de proveito <br><br></div><div> <br><br></div><div>Perdoai-lhes Senhor <br><br></div><div>Porque eles sabem o que fazem<br><br><br></div><div>Sophia de M. B. Andresen, Obra Poética <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>9abepoemarte</author>
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         <description><![CDATA[<div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O poema conta, de forma metafórica, a história de um amor.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O assunto é desenvolvido à volta de um sujeito poético e um objeto poético, que é metaforicamente ligado a uma ilha.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A ilha, no 1º terceto, identificada como “tu” simboliza o feminino e o desvendar do mistério. Este mistério é suportado por outras definições.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; São três os elementos que fascinam o sujeito poético.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A noite é o espaço onde se desenha este amor, com toda a simbologia que encerra.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Existem dois campos lexicais á volta dos quais se desenvolve o poema: espaço e mar.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O recurso expressivo mais recorrente é a metáfora.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O “tu” é ilha e água, com toda a simbologia que estas palavras acolhem.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; No poema há movimento e este identifica-se com o ondear do mar.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; “Contas” e “terço” são palavras usadas com duplo sentido.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title>Contas</title>
         <author>9abepoemarte</author>
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         <description><![CDATA[<div>Uma noite, quando a noite não acabava, <br><br></div><div>contei cada estrela no céu dos teus olhos; <br><br></div><div>e nessa noite em que nenhum astro brilhava <br><br></div><div>deste-me sóis e planetas aos molhos. <br><br></div><div> <br><br></div><div>Nessa noite, que nenhum cometa incendiou, <br><br></div><div>fizemos a mais longa viagem do amor; <br><br></div><div>no teu corpo, onde o meu encalhou, <br><br></div><div>fiz caminho de náufrago e navegador. <br><br></div><div> <br><br></div><div>Tu és a ilha que todos desejaram, <br><br></div><div>a lagoa negra onde sonhei mergulhar, <br><br></div><div>e as lentas contas que os dedos contaram <br><br></div><div> <br><br></div><div>por entre cabelos suspensos do ar – <br><br></div><div>nessa noite em que não houve madrugada, <br><br></div><div>desfiando um terço sem deus nem tabuada.<br><br></div><div> <br><br></div><div> Nuno Júdice, Rimas e Contas<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>9abepoemarte</author>
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         <description><![CDATA[<div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Tema: infância perdida.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O título remete para um tempo passado, deixando tudo aberto e em suspenso.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A viagem é uma ação relevante no percurso de aprendizagem do sujeito poético e um marco de uma passagem.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O poema desenvolve-se em dois tempos: antes e depois.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Um acontecimento separa os dois momentos, como um ato iniciático.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A memória idealizada do passado é sublinha pela indefinição do tempo predominante: imperfeito do indicativo.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O sujeito poético aprendia com a imaginação.&nbsp;</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Presença acentuada de vocábulos que expressam positivismo.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O sujeito poético no presente apenas tem uma certeza.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title>E tudo era possível</title>
         <author>9abepoemarte</author>
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         <description><![CDATA[<div>Na minha juventude antes de ter saído <br><br></div><div>da casa de meus pais disposto a viajar <br><br></div><div>eu conhecia já o rebentar do mar <br><br></div><div>das páginas dos livros que já tinha lido<br><br></div><div> <br><br></div><div> Chegava o mês de maio era tudo florido <br><br></div><div>o rolo das manhãs punha-se a circular <br><br></div><div>e era só ouvir o sonhador falar <br><br></div><div>da vida como se ela houvesse acontecido<br><br></div><div> <br><br></div><div> E tudo se passava numa outra vida <br><br></div><div>e havia para as coisas sempre uma saída <br><br></div><div>Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer<br><br></div><div> <br><br></div><div> Só sei que tinha o poder de uma criança <br><br></div><div>entre as coisas e mim havia vizinhança <br><br></div><div>e tudo era possível era só querer<br><br></div><div> <br><br></div><div>               Ruy Belo, Obra Poética </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>9abepoemarte</author>
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         <description><![CDATA[<div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Tema: amor e natureza</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O sujeito poético está bem patente, assim como o destinatário do poema, com quem tem uma relação amorosa – eu, tu e nós.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A ilusão e a perda são sentimentos predominantes no poema presentes logo no 1º verso.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O tom é de melancolia, tristeza e desilusão, sentimentos comungados pelo Sujeito poético e o “tu”.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Existe, no poema, a menção à união entre o sujeito poético e o “tu”: “nupcial”, “pétalas”, “véu”, “esparze”…</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A sonoridade do poema reforça o tom presente.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title>Floriram por engano as rosas bravas</title>
         <author>9abepoemarte</author>
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         <description><![CDATA[<div> Floriram por engano as rosas bravas <br><br></div><div>No inverno: veio o vento desfolhá-las... <br><br></div><div>Em que cismas, meu bem? Porque me calas <br><br></div><div>As vozes com que há pouco me enganavas? <br><br></div><div> <br><br></div><div>Castelos doidos! Tão cedo caístes!... <br><br></div><div>Onde vamos, alheio o pensamento, <br><br></div><div>De mãos dadas? Teus olhos, que um momento <br><br></div><div>Perscrutaram nos meus, como vão tristes! <br><br></div><div> <br><br></div><div>E sobre nós cai nupcial a neve, <br><br></div><div>Surda, em triunfo, pétalas, de leve <br><br></div><div>Juncando o chão, na acrópole de gelos... <br><br></div><div> <br><br></div><div>Em redor do teu vulto é como um véu! <br><br></div><div>Quem as esparze – quanta flor! – do céu, <br><br></div><div>Sobre nós dois, sobre os nossos cabelos?<br><br></div><div> <br><br></div><div>Camilo Pessanha, Clepsidra<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>9abepoemarte</author>
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         <description><![CDATA[<div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp;Tema: o mar, expansão e conquista marítima dos portugueses. Assim, o mar adquire a propriedade de ser português. Note-se a intemporalidade desta qualificação.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp;Organiza-se em três partes lógicas: as desgraças que o mar nos trouxe; balanço, justificação dos sacrifícios e a verdadeira conquista: a superação dos frágeis limites da condição humana.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp;O “mar” assume aqui dois significados opostos: mar destruidor de vidas, é sofrimento e morte, e mar que se liga ao céu, ao divino, à realização do sonho, à glória e imortalidade.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp;No poema, temos desenvolvido antiteticamente dois binómios: mar, terra, dor, sofrimento vs. Céu, alma, divino, imortalidade.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp;A mudança de tempos verbais, sublinha a verdade aximomática enunciada como resposta à questão “Valeu a pena?”</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp;O poema tem um tom dramático conferido pelas apóstrofes e pela interrogação retórica na 2ª est.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp;Simbologia do “sal” como dor e sofrimento que se funde com as lágrimas dos que choram.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp;As palavras que rimam são na maior parte palavras-chave do poema: “sal”, “Portugal”, “choraram”, “rezaram”, “Bojador”, “dor”…</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp;Expressividade da metáfora “por te cruzarmos”.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp;Predominância de nomes e verbos.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp;Presença de anáforas e repetição de quantificadores – “quantas”…</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp;Função emotiva das exclamações.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp;Expressividade da metáfora e hipérbole nos dois primeiros versos, que sintetizam o passado e presente de Portugal.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title>MAR PORTUGUÊS</title>
         <author>9abepoemarte</author>
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         <description><![CDATA[<div>Ó mar salgado, quanto do teu sal <br><br></div><div>São lágrimas de Portugal!<br><br></div><div>Por te cruzarmos, quantas mães choraram,<br><br></div><div>Quantos filhos em vão rezaram!<br><br></div><div> <br><br></div><div>Quantas noivas ficaram por casar<br><br></div><div>Para que fosses nosso, ó mar!<br><br></div><div>Valeu a pena? Tudo vale a pena<br><br></div><div>Se a alma não é pequena.<br><br></div><div> <br><br></div><div>Quem quer passar além do Bojador<br><br></div><div>Tem que passar além da dor.<br><br></div><div>Deus ao mar o perigo e o abismo deu,<br><br></div><div>Mas nele é que espelhou o céu.<br><br></div><div> <br><br></div><div>Fernando Pessoa, Mensagem </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>9abepoemarte</author>
         <link>https://padlet.com/9abepoemarte/7nfsqe93fjfxhkje/wish/2148994545</link>
         <description><![CDATA[<div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A repetição anafórica da conjunção causal “porque” e da adversativa “mas” sublinha a oposição entre “os outros” e “tu”.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O poema tem um destinatário claramente expresso: “tu”.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O tema do poema é a denúncia das injustiças sociais e a decadência moral da sociedade.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O “tu” define-se pela exposição dos defeitos dos “outros”.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A posição das palavras e expressões que se repetem anaforicamente, reforçam a intencionalidade do poema.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O poema é construído com base em três recursos expressivos: metáfora, anáfora e paralelismo antitético.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title>Porque</title>
         <author>9abepoemarte</author>
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         <description><![CDATA[<div>Porque os outros se mascaram mas tu não<br><br></div><div>Porque os outros usam a virtude<br><br></div><div>Para comprar o que não tem perdão<br><br></div><div>Porque os outros têm medo mas tu não<br><br></div><div> <br><br></div><div>Porque os outros são os túmulos caiados<br><br></div><div>Onde germina calada a podridão.<br><br></div><div>Porque os outros se calam mas tu não.<br><br></div><div> <br><br></div><div>Porque os outros se compram e se vendem<br><br></div><div>E os seus gestos dão sempre dividendo.<br><br></div><div>Porque os outros são hábeis mas tu não.<br><br></div><div> <br><br></div><div>Porque os outros vão à sombra dos abrigos<br><br></div><div>E tu vais de mãos dadas com os perigos.<br><br></div><div>Porque os outros calculam mas tu não.<br><br></div><div> <br><br></div><div>Sophia de M. B. Andresen, <em>Obra Poética </em></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title>Quando voltei encontrei os meus passos: linhas de leitura</title>
         <author>9abepoemarte</author>
         <link>https://padlet.com/9abepoemarte/7nfsqe93fjfxhkje/wish/2148994563</link>
         <description><![CDATA[<div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Tema: recuperação de um tempo passado ou angústia do passar do tempo</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Há uma clara oposição entre presente e passado, apesar de predominar no poema o perfeito.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O sujeito poético tenta regressar ao um passado muito próximo – atente-se na expressividade de “meus passos/ ainda frescos sobre a húmida areia”.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O poema tem uma estrutura narrativa: um narrador autodiegético, uma ação – “voltar à praia” -, um espaço – “praia”, um tempo – agora.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Predomina um tom melancólico, sublinhado pela pontuação: reticências, exclamações, interrogações.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Pode-se encontrar aludido que, no passado, houve um encontro amoroso e uma despedida, mas mais explícito é o sentimento de impossibilidade de reviver o tempo que passou.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A “maré” tem um sentido metafórico que conduz o desenvolvimento do poema, tal como “passos”.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O tempo é espacializado como memória.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title>Quando voltei encontrei os meus passos</title>
         <author>9abepoemarte</author>
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         <description><![CDATA[<div>(A Aires de Castro e Almeida) <br><br></div><div>Quando voltei encontrei os meus passos <br><br></div><div>Ainda frescos sobre a húmida areia. <br><br></div><div>A fugitiva hora, reevoquei-a, <br><br></div><div>– Tão rediviva! nos meus olhos baços... <br><br></div><div> <br><br></div><div>Olhos turvos de lágrimas contidas. <br><br></div><div>– Mesquinhos passos, porque doidejastes <br><br></div><div>Assim transviados, e depois tornastes <br><br></div><div>Ao ponto das primeiras despedidas? <br><br></div><div> <br><br></div><div>Onde fostes sem tino, ao vento vário, <br><br></div><div>Em redor, como as aves n’um aviário, <br><br></div><div>Até que a asita fofa lhes faleça... <br><br></div><div> <br><br></div><div>Toda esta extensa pista – para quê? <br><br></div><div>Se há-de vir apagar-vos a maré, <br><br></div><div>Com as do novo rasto que começa...<br><br></div><div> <br><br></div><div>Camilo Pessanha, <em>Clepsidra</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>9abepoemarte</author>
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         <description><![CDATA[<div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Tema: reflexão sobre o “eu” e infância perdida.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O “balouço” é uma imagem desenvolvida no poema e que se relaciona com o título.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O título aponta para uma dupla dimensão: descritiva (o balouço, o menino a brincar) e irónica (a recusa da vida adulta, a aceitação da morte prematura).</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A imagem nuclear do poema é desenvolvida como quem conta uma história, com as categorias próprias da narratividade: narrador, personagens, ação, espaço e tempo.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Marcas de oralidade e de registo familiar: frases interrogativas, inacabadas, e o uso do presente do indicativo, simulando a instabilidade do discurso oral; expressões típicas da linguagem familiar.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O poema desenvolve-se através do recurso à imagem <a href="#_ftn1">[1]</a>, a aliterações, a assonâncias e reiteração.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A alternância regular de três quadras e três dísticos gera um movimento rítmico, tradutor do movimento da imagem poética e do desdobramento do “eu” vs. “menino”.<br><br></div><div><br><br><a href="#_ftnref1">[1]</a> Imagem – Recurso a aspetos sensoriais para, a partir daí, provocar uma forte evocação afetiva (José M. de Castro Pinto).</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title>Recreio</title>
         <author>9abepoemarte</author>
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         <description><![CDATA[<div>Na minh’Alma há um balouço <br><br></div><div>Que está sempre a balouçar – <br><br></div><div>Balouço à beira dum poço, <br><br></div><div>Bem difícil de montar... <br><br></div><div> <br><br></div><div>– E um menino de bibe <br><br></div><div>Sobre ele sempre a brincar... <br><br></div><div> <br><br></div><div>Se a corda se parte um dia <br><br></div><div>(E já vai estando esgarçada), <br><br></div><div>Era uma vez a folia: <br><br></div><div>Morre a criança afogada... <br><br></div><div> <br><br></div><div>– Cá por mim não mudo a corda <br><br></div><div>Seria grande estopada... <br><br></div><div> <br><br></div><div>Se o indez morre, deixá-lo... <br><br></div><div>Mais vale morrer de bibe <br><br></div><div>Que de casaca... Deixá-lo <br><br></div><div>Balouçar-se enquanto vive... <br><br></div><div> <br><br></div><div>– Mudar a corda era fácil... <br><br></div><div>Tal ideia nunca tive...<br><br></div><div> <br><br></div><div> Mário de Sá Carneiro, <em>Indícios de Oiro</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title>Quasi</title>
         <author>9abepoemarte</author>
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         <description><![CDATA[<div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; ·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O poema trata a problemática do Eu e do Outro, típica da modernidade;&nbsp;</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A cisão entre Eu e o Outro - comum à geração do Orpheu-, neste poema, ultrapassa o domínio da filosofia para se tornar um drama pessoal, experimentado na vivência quotidiana. É ele o motivo central, manifesto na crise de personalidade, na inadequação do que se sente em relação ao que se desejaria sentir;</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; “Quase” é o abismo entre o sentimento do que o poeta julga ser e a incapacidade de alcançar o que deseja, agravado pela circunstância de pouco ter faltado para lá chegar;</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O sujeito poético caracteriza-se como alguém incompleto;</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O título do poema, retomado ao longo do poema, serve como linha condutora do pensamento do “eu”, que faz, ao longo do poema um balanço de vida negativo, centrado na ideia da frustração de tudo o que foi sonhado, iniciado e não concluído, ou vivido apenas pela metade. Nenhum projeto ou sonho foi realizado, nenhuma meta foi alcançada, sendo que várias vezes esteve lá perto (“quasi”).</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A repetição anafórica do advérbio “quasi” (3ª est.) serve a uma síntese dos sentimentos predominantes no texto: frustração, incapacidade de lutar pelo sonho, sofrimento.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Na quarta estrofe, “tudo” encerra uma verdade assumida.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O discurso no passado é interrompido pelo presente uma só vez, mas não há uma quebra do tom de desalento do “eu”.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O poema tem uma estrutura circular: começa e termina de forma igual, o que produz uma diferença de sentido pela alteração de tempos verbais usados, conferindo ao poema um tom pessimista.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A primeira e última quadras são a chave que explica o motivo da desilusão enunciada no corpo do texto: só por lhe faltar esse “quase” não conseguiu ser feliz, só por um nada julga não ter chegado a onde o sonho o levou.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Para amenizar a amargura, o sujeito poético formula um desejo que, no entanto, sabe que é irrealizável;</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O que domina é o sentimento de não ter cumprido o seu destino. Destino de que, dentro de si, apenas encontra “indícios”. É como se estivesse fechado dentro de si mesmo sem poder chegar ao absoluto.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; os recursos expressivos usados como a metáfora (“Para atingir, faltou-me um golpe d’asa…”), a interjeição retórica (“Assombro ou paz? Em vão… Tudo esvaído”), as reticências e apóstrofe (“O grande sonho – ó dor! – quási vivido…”), sublinham o estado de desilusão, frustração e abatimento que o balanço de vida provoca no sujeito poético.<br><br></div><div>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title>Quasi</title>
         <author>9abepoemarte</author>
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         <description><![CDATA[<div>Um pouco mais de sol – eu era brasa, <br><br></div><div>Um pouco mais de azul – eu era além. <br><br></div><div>Para atingir, faltou-me um golpe d’asa… <br><br></div><div>Se ao menos eu permanecesse aquém... <br><br></div><div> <br><br></div><div>Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído <br><br></div><div>Num baixo mar enganador d’espuma; <br><br></div><div>E o grande sonho despertado em bruma, <br><br></div><div>O grande sonho – ó dor! – quasi vivido...<br><br></div><div> <br><br></div><div>Quasi o amor, quasi o triunfo e a chama, <br><br></div><div>Quasi o princípio e o fim – quasi a expansão... <br><br></div><div>Mas na minh’alma tudo se derrama... <br><br></div><div>Entanto nada foi só ilusão! <br><br></div><div> <br><br></div><div>De tudo houve um começo... e tudo errou... <br><br></div><div>– Ai a dor de ser-quasi, dor sem fim... – <br><br></div><div>Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim, <br><br></div><div>Asa que se elançou mas não voou... <br><br></div><div> <br><br></div><div> <br><br></div><div> <br><br></div><div>Momentos d’alma que desbaratei... <br><br></div><div>Templos aonde nunca pus um altar... <br><br></div><div>Rios que perdi sem os levar ao mar... <br><br></div><div>Ânsias que foram mas que não fixei... <br><br></div><div> <br><br></div><div>Se me vagueio, encontro só indícios… <br><br></div><div>Ogivas para o sol – vejo-as cerradas; <br><br></div><div>E mãos d’herói, sem fé, acobardadas, <br><br></div><div>Puseram grades sobre os precipícios... <br><br></div><div> <br><br></div><div>Num ímpeto difuso de quebranto, <br><br></div><div>Tudo encetei e nada possuí... <br><br></div><div>Hoje, de mim, só resta o desencanto <br><br></div><div>Das coisas que beijei mas não vivi… <br><br></div><div>………………………………………………… <br><br></div><div>………………………………………………… <br><br></div><div>Um pouco mais de sol – e fora brasa, <br><br></div><div>Um pouco mais de azul – e fora além. <br><br></div><div>Para atingir, faltou-me um golpe d’asa… <br><br></div><div>Se ao menos eu permanecesse aquém…<br><br></div><div> <br><br></div><div> Mário de Sá Carneiro, <em>Dispersão</em> </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title>Quasi</title>
         <author>9abepoemarte</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title>Para começar...</title>
         <author>9abepoemarte</author>
         <link>https://padlet.com/9abepoemarte/7nfsqe93fjfxhkje/wish/2148994589</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 17:35:22 UTC</pubDate>
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         <title>XIX (Errei as contas no quadro)</title>
         <author>sandrabettencourt</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;(De pé, humilhado diante do quadro preto.)&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>Errei as contas no quadro,&nbsp;<br><br></div><div>preguiça de giz negro&nbsp;<br><br></div><div>– e é tão bom parecer 🤬!&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>Minado pelo sonho&nbsp;<br><br></div><div>– liberdade secreta,&nbsp;<br><br></div><div>rosto de espelho opaco.&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>Assim também a noite&nbsp;<br><br></div><div>que eu via através das janelas fechadas&nbsp;<br><br></div><div>– sozinho na cama quente de solidão.&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>E tantas, tantas somas de estrelas erradas.<br><br></div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;José Gomes Ferreira, <em>Poeta Militante III<br></em><br></div><div><br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 18:06:53 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>sandrabettencourt</author>
         <link>https://padlet.com/9abepoemarte/7nfsqe93fjfxhkje/wish/2149052969</link>
         <description><![CDATA[<div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O poema tem como tema a recuperação do tempo perdido.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O tempo perdido é a infância, que aqui é identificado com a idade escolar, pois como título temos “as contas” e, no poema, estas estão no “quadro de giz preto”.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A hipálage<a href="#_ftn1">[1]</a> “preguiça de giz negro” transfere para o quadro a preguiça do sujeito poético, sentimento que é sublinhado pelo verso seguinte: ” – e é tão bom parecer 🤬!”.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A “aparente estupidez” remete para esse tempo da vida em que se podia ser irresponsável e “errar as contas”.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Nesse mesmo tempo, o sonho tinha lugar. No entanto, as contas erradas eram – sabe hoje o sujeito poético – a soma das estrelas ou dos “sonhos”.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; É o olhar do adulto, que transfigura esse tempo ideal da infância, pois todo o poema assume um tom melancólico e um carater negativo, denunciado pelo discurso parentético que abre o poema.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Tal como hoje, já em tempos passados, o sujeito poético se sentia “humilhado”.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; As “contas” tem dupla sentido: as contas da aula de matemática da infância e as contas&nbsp; do tempo presente, em que se faz “fazer contas à vida”, isto é, se faz um balanço da vida.<br><br></div><div><br><br><a href="#_ftnref1">[1]</a> Hipálage:&nbsp; Figura de estilo pela qual se atribui a certas palavras, geralmente através de um adjectivo, qualidades que pertencem a outras, com as quais se relacionam, normalmente na mesma frase (ex.: <em>existe hipálage na expressão de Eça de Queirós</em> "fumar antes do almoço um pensativo cigarro" <em>porque</em> pensativo <em>refere-se ao fumador e não a</em> cigarro).<br><br> <strong>"hipálage"</strong>, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, <a href="https://dicionario.priberam.org/hip%C3%A1lage">https://dicionario.priberam.org/hip%C3%A1lage</a> [consultado em 12-10-2020].<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 18:11:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Aquela nuvem parece um cavalo</title>
         <author>sandrabettencourt</author>
         <link>https://padlet.com/9abepoemarte/7nfsqe93fjfxhkje/wish/2149083987</link>
         <description><![CDATA[<div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Tema: infância perdida</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O discurso parentético nos primeiros versos anuncia o sujeito poético.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O poema começa pro um monólogo e termina em diálogo – no final há um destinatário implícito na pessoa e modo verbal.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A observação anda, no poema, de mãos dadas com a imaginação.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O desejo do sujeito poético vai acompanhando as transformações das nuvens.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O menino associa a nuvem à ideia de partida, movimento, viagem.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O mundo formulado pelo sujeito é irreal.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A comparação inicial compara um mundo com outro, que através das metáforas, que se seguem, o transformam um no outro.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Expressividade da pontuação: reticências, exclamações e interrogações.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 18:30:05 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Aquela Nuvem parece um cavalo</title>
         <author>sandrabettencourt</author>
         <link>https://padlet.com/9abepoemarte/7nfsqe93fjfxhkje/wish/2149087315</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Aquela nuvem parece um cavalo<br></strong><br></div><div>&nbsp;(Na praia. O menino aprende a linguagem das nuvens.)&nbsp;<br><br></div><div>Aquela nuvem&nbsp;<br><br></div><div>parece um cavalo...&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>Ah! se eu pudesse montá-lo!&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>Aquela?&nbsp;<br><br></div><div>Mas já não é um cavalo,&nbsp;<br><br></div><div>é uma barca à vela.&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>Não faz mal.&nbsp;<br><br></div><div>Queria embarcar nela.&nbsp;<br><br></div><div>Aquela?&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>Mas já não é um navio,&nbsp;<br><br></div><div>é uma Torre Amarela&nbsp;<br><br></div><div>a vogar no frio&nbsp;<br><br></div><div>onde encerraram uma donzela.&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>Não faz mal.&nbsp;<br><br></div><div>Quero ter asas&nbsp;<br><br></div><div>para a espreitar da janela.&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>Vá, lancem-me no mar&nbsp;<br><br></div><div>donde voam as nuvens&nbsp;<br><br></div><div>para ir numa delas&nbsp;<br><br></div><div>tomar mil formas&nbsp;<br><br></div><div>com sabor a sal&nbsp;<br><br></div><div>– labirinto de sombras e de cisnes&nbsp;<br><br></div><div>no céu de água-sol-vento-luz concreto e irreal...&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;José Gomes Ferreira , <em>Poeta Militante<br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 18:32:19 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Construir Poesia Visual com ferramentas digitais</title>
         <author>sandrabettencourt</author>
         <link>https://padlet.com/9abepoemarte/7nfsqe93fjfxhkje/wish/2149090503</link>
         <description><![CDATA[<div>Segue o link: https://www.languageisavirus.com/visual-poetry/index.php</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 18:34:30 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Construir Poesia Visual com Ferramenta digital</title>
         <author>sandrabettencourt</author>
         <link>https://padlet.com/9abepoemarte/7nfsqe93fjfxhkje/wish/2149097562</link>
         <description><![CDATA[<div>Segue o link: https://wordart.com/</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 18:39:35 UTC</pubDate>
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         <title>Poesia Experimental Portuguesa</title>
         <author>sandrabettencourt</author>
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         <pubDate>2022-04-19 20:49:42 UTC</pubDate>
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         <title>Uma Pequenina Luz</title>
         <author>sandrabettencourt</author>
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         <pubDate>2022-04-19 20:50:31 UTC</pubDate>
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         <title>Uma Pequenina Luz</title>
         <author>sandrabettencourt</author>
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         <description><![CDATA[<div>Uma pequenina luz bruxuleante<br><br></div><div>não na distância brilhando no extremo da estrada<br><br></div><div>aqui no meio de nós e a multidão em volta<br><br></div><div>une toute petite lumière<br><br></div><div>just a little light<br><br></div><div>una picolla... em todas as línguas do mundo<br><br></div><div>uma pequena luz bruxuleante<br><br></div><div>brilhando incerta mas brilhando<br><br></div><div>aqui no meio de nós<br><br></div><div>entre o bafo quente da multidão<br><br></div><div>a ventania dos cerros e a brisa dos mares<br><br></div><div>e o sopro azedo dos que a não vêem<br><br></div><div>só a adivinham e raivosamente assopram.<br><br></div><div>Uma pequena luz<br><br></div><div>que vacila exacta<br><br></div><div>que bruxuleia firme<br><br></div><div>que não ilumina apenas brilha.<br><br></div><div>Chamaram-lhe voz ouviram-na e é muda.<br><br></div><div>Muda como a exactidão como a firmeza<br><br></div><div>como a justiça.<br><br></div><div>Brilhando indefectível.<br><br></div><div>Silenciosa não crepita<br><br></div><div>não consome não custa dinheiro.<br><br></div><div>Não é ela que custa dinheiro.<br><br></div><div>Não aquece também os que de frio se juntam.<br><br></div><div>Não ilumina também os rostos que se curvam.<br><br></div><div>Apenas brilha bruxuleia ondeia<br><br></div><div>indefectível próxima dourada.<br><br></div><div>Tudo é incerto ou falso ou violento: brilha.<br><br></div><div>Tudo é terror vaidade orgulho teimosia: brilha.<br><br></div><div>Tudo é pensamento realidade sensação saber: brilha.<br><br></div><div>Tudo é treva ou claridade contra a mesma treva: brilha.<br><br></div><div>Desde sempre ou desde nunca para sempre ou não: brilha.<br><br></div><div>Uma pequenina luz bruxuleante e muda<br><br></div><div>como a exactidão como a firmeza<br><br></div><div>como a justiça.<br><br></div><div>Apenas como elas.<br><br></div><div>Mas brilha.<br><br></div><div>Não na distância. Aqui<br><br></div><div>no meio de nós.<br><br></div><div>Brilha.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>25/9/1949<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>JORGE DE SENA, <em>Poesia III</em>,&nbsp; 1978<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 20:51:06 UTC</pubDate>
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         <title>Uma Pequenina Luz: linhas de leitura</title>
         <author>sandrabettencourt</author>
         <link>https://padlet.com/9abepoemarte/7nfsqe93fjfxhkje/wish/2149279790</link>
         <description><![CDATA[<div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O poema é uma reflexão sobre a consciência e ignorância da humanidade.&nbsp;</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O estado da humanidade é salientado pela oposição à presença de uma pequena “luz bruxuleante” e discreta que brilha no meio da multidão, mas que, na confusão e no alarido do dia-a-dia, não se dá conta da sua presença luminosa.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Os outros não reparam nos pequenos sentimentos à sua volta e cometem erros sem se aperceberem, vivendo de forma ignorante e egocêntrica.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O diminutivo “Pequenina” sublinha a pequenez e simplicidade desta luz, a sua insignificância, mas que por oposição ao estado geral de tudo o que a rodeia se destaca e é única. Sublinha ainda a afetividade também presente em “bruxuleante”, pois é pequena em tamanho e trémula, por isso deve ser amparada e protegida.&nbsp;</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A repetição&nbsp; dos versos “Muda como a exactidão como a firmeza/ como a justiça” mostra-nos a força desta luz, reforçada por diferentes antíteses, como “vacila exacta”, e pelas adversativas “brilhando incerta mas brilhando”.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Note-se como o sujeito poético vê esta luz, mas não se destaca da “multidão” e junta-se a esta através do “nós” - “no meio de nós”. Expressão que também surge repetida no poema, marcando esta oposição entre a “luz pequenina” e a multidão.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A repetição de diferentes formas do verbo “brilhar” e até em repetição anafórica, quando surge quase no final do poema, acaba por ser uma contradição, pois a fragilidade do ser “bruxuleante” acaba por se diluir nesta propriedade persistente de “brilhar”.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 21:10:44 UTC</pubDate>
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         <title>Oficina de Escuta e Leitura de Poesia</title>
         <author>sandrabettencourt</author>
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         <description><![CDATA[<div>Sessão com 9º C e Profª Maria Cristina Almeida</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-24 18:42:27 UTC</pubDate>
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         <title>Horas</title>
         <author>aalicekabenda</author>
         <link>https://padlet.com/9abepoemarte/7nfsqe93fjfxhkje/wish/2210131305</link>
         <description><![CDATA[<div><br>(Saindo do toalete)&nbsp;<br>- Desculpe, que horas são?<br>- São um quarto para as 7.&nbsp;<br>Ponho-me a pensar, que horas serão?&nbsp;<br><br>Depois dum tempo com a dúvida aquém...&nbsp;<br>De repente, passa alguém,&nbsp;<br>- Poderia me dizer a hora?<br>- Não posso dizer-lhe agora.<br><br>Procuro outra pessoa, para ver o que diria.&nbsp;<br>- Que horas são?<br>- Um quarto para o meio dia.&nbsp;<br>Eis-me a questão...<br><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<br>Alice Kabenda e Rafaela Dias</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-03 12:22:43 UTC</pubDate>
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         <title>Poema &quot;Aquela nuvem parece um cavalo&quot;</title>
         <author>amadalenapetronilo</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-06-06 21:16:20 UTC</pubDate>
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