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      <title>Mural narrativa escrita Umbrella by Marcelo Duarte de Sousa e Silva</title>
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      <description>A partir do curta metragem &quot;Umbrella&quot; crie uma narrativa escrita para o curta metragem. Para essa narrativa lembre-se de retomar os estudos sobre os elementos da narrativa.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-03-13 13:13:50 UTC</pubDate>
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         <title>Umbrella</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Num dia chuvoso e triste, em um orfanato Mairo, uma criança triste a desenhar no embaçado de uma janela de um dia frio e chuvoso. Ele tinha um longo cachecol amarelo, isolava-se das demais crianças.&nbsp;<br><br></div><div>Ah como Mairo não esperava a reviravolta deste dia. Na pacata tarde, Lola uma menina doce e loira, chegou de carro com sua mãe trazendo uma caixa de brinquedos para doação, é convém dizer que Lola não estava tão feliz em doar os brinquedos.<br><br></div><div>Descendo do carro e sob a chuva intensa, Lola e sua mãe contam com o amparo de um guarda-chuva amarelo. Da janela, Mairo viu a chegada das desconhecidas, e se alegrou repentinamente, era o Lola, os brinquedos, o que era?<br><br></div><div>Lola e sua mãe foram atendidos na porta pela cuidadora, a mãe de Lola vai direto a sala, abre a caixa para alegria das crianças, eram os brinquedos doados por Lola. A doce menina, deixa o guarda-chuva ensopado no porta guarda-chuva na entrada da sala.<br><br></div><div>Lola, que estava triste se alegra com as crianças felizes as brincar com seus brinquedos doados. Curioso não ver Mairo feliz entre as crianças, Mairo não estava na sala, não tinha vindo brincar com os novos brinquedos, onde estava Mairo?<br><br></div><div>Lola, estimando as crianças felizes a brincar, inclina seu olhar para o porta guarda-chuva e não o vê mais lá, mais que depressa Lola percebe gotas no chão, onde está meu guarda-chuva? Seguindo as gotas Lola sobre as escadas do frio orfanato, ofegante chega no sótão, onde vê Mairo. O garoto, órfão, guardara seu objeto num armário lotado de fotos e livros. Ele roubou o guarda-chuva!<br><br></div><div>Mais que depressa Lola, ora disposta por doar os brinquedos e não estava disposta a abrir mão do guarda-chuva, se aproximou e Mairo, o pobre coitado a proteger o armário. Num ímpeto grosseiro, Lola rompe o velho móvel, que derrama sobre os dois, num estrondoso barulho, os pertences internos. As fotos de Mairo estão pelo chão, o guarda-chuva sob os livros. Mais que depressa, no susto a mãe de Lola e a cuidadora de Mairo, ao ouvir o som, correm. Lola?&nbsp;<br><br></div><div>As mulheres chegam no sótão e encontram a desordem dos pertencer do armário sobre o chão, as fotos de Mairo deitadas no piso, e Lola tomando de volta o que lhe foi tirado, o guarda-chuva amarelo.<br><br></div><div>De repente as mulheres colhem as fotos do chão, e Mairo volta a molhar o chão, dessa vez com gotas de lágrimas. O que vinha na memória de Mairo era seu pai, as lembranças do refúgio que vieram buscar no novo país, no barco, na rua, o desejo de tomar o café da manhã.<br><br></div><div>As alegres tristezas de Mairo vieram a tona, com o guarda-chuva amarelo, idêntico ao do seu pai, que o deixara no orfanato, era como se seu pai estivesse ali.<br><br></div><div>A soluçar das lembranças Lola e sua mãe se comovem, e presenteiam Mairo com o guarda-chuva amarelo.&nbsp;<br><br></div><div>Ah, descobri o que aquele guarda-chuva amarelo significava para Mairo<br><br></div><div>Agora eu sei, sou Lola, a esposa do Mairo.<br><br></div><div>Assim foi o início de nossa história de amor, e a história desta loja de guarda-chuva.<br><br></div><div>Pois moça, iremos te vender este guarda-chuva, é isso mesmo, este amarelo que significa muito, e que a 55 anos dei para o Mairo.&nbsp;<br><br></div><div>Acredite, junto com o guarda-chuva vão as lembras do pai. Pode ser que quando saia, Mairo, trepido corra atrás do guarda-chuva como que num arrependimento, mas manco deixará ir.<br><br></div><div>Hoje querida menina, ficamos nós, eu e Mairo a construir uma linda história. A do guarda-chuva azul.<br><br>Por Lucas Alves<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-17 23:34:37 UTC</pubDate>
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         <title>Umbrella</title>
         <author>marceloduartecomunicacao</author>
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         <description><![CDATA[<div>O Guarda-chuva<br><br></div><div>Jonas estava debruçados no patente da janela do sotão do abrigo infantil Lar das Crianças, ali era o seu local favorito onde encarava o vidro embaçado pela chuva que caia lá fora e enrolava seus dedos nas lãs do seu cachecol amarelo. Não havia muito tempo em que ele morava ali juntamente com outras crianças abandonadas, mas seu olhar vago fazia parecer anos de solidão.&nbsp;<br><br></div><div>Entre as gotas de chuva que escorriam pelo vidro, Jonas nota estacionar um carro em frente ao abrigo, e percebe uma movimentação de caixas lá dentro. Curioso com a situação, e focado em uma das poucas atividades que lhe mantinha entretido, Jonas nota sair do automóvel uma mulher alta e loira usando seu guarda-chuva amarelo que se destacava na paisagem fria e monótona. Naquele momento, os olhos de Pedro brilham intensamente, e um sorriso surge em seu rosto que agora expressa esperança e felicidade.&nbsp;<br><br></div><div>Junto a mulher com seu vibrante guarda-chuva, encontra-se uma garotinha com semblante raivoso e aparência semelhante a da mulher, ela segura uma caixa média de papelão em suas mãos e as duas andam rapidamente até a porta do Lar das Crianças. A campainha toca.<br><br></div><div>Jonas desce as pressas e se esconde atrás da parede que dava diretamente na sala principal onde a instituição recebia suas visitas. A garotinha, ainda com cara de birra, entrega a caixa para mãe que lhe entrega o guarda-chuva molhado. Ela o fecha, sacode e o coloca-o no porta-guarda-chuvas.<br><br></div><div>A garotinha agora vê sua mãe abrir a caixa e entregar as crianças os seus brinquedos velhos. A felicidade dos garotos e garotas ao receberem a doação a contagia, e ela se enturma rapidamente. Enquanto as duas visitas se divertem com as demais crianças e a Diretora do abrigo, Jonas rapidamente pega o guarda-chuva sem que ninguém o visse, sobe as escadas eufórico e tenta encontrar um local adequado para guardá-lo com cuidado, nesse momento, os passos atrás de si congelam sua espinha, e ao virar, dá de cara com grandes olhos azuis o fitando ferozmente.<br><br></div><div>Com dois passos para trás, o pobre garoto segura as portas do armário com suas mãos enquanto a brava garota o puxa e o repreende ao querer seu item de volta. Em um movimento brusco, Jonas vê a porta se abrir e todo conteúdo do seu armário cai sobre os dois.&nbsp;<br><br></div><div>Papéis, desenhos, fotos, livros e o guarda-chuva molhado estão espalhados pelo chão juntamente das duas crianças. Rapidamente a Diretora e a mãe sobem as escadas preocupadas com tamanho barulho. Lá estava Jonas se recuperando do tombo e entregando tristemente o vibrante guarda-chuva amarelo para a garota ainda muito irritada, que nesse momento já tinha contado as duas adultas ali presentes sobre o furto. Com os olhos marejados, bochechas coradas pela vergonha, o infeliz garoto começa a recolher seus itens enquanto pede desculpas incessantemente.&nbsp;<br><br></div><div>Vendo uma foto de Jonas e um homem que se parecia muito com ele, a mãe da garota questiona a imagem a Diretora do abrigo. Ela conta sobre o passado de Jonas e sobre ele e seu pai terem vindo ao país como refugiados da guerra. A Diretora confessa que não conheceu o pai de Jonas, ela acordou em uma madrugada de chuva forte com a criança encolhida em seu cachecol amarelo enorme e tremendo de frio, a única coisa que Jonas pedia de presente era um guarda-chuva igual ao do seu pai, pois pensava que só assim o veria novamente. Jonas pensava que se seu pai o visse com aquele guarda-chuva amarelo igual ao que ele usava quando o deixou no abrigo, o reconheceria e voltaria para ele.<br><br></div><div>Nesse momento, a mulher sente algo puxar a barra de seu vestido, era a garotinha. Com um gentil gesto, ela pede o guarda-chuva a mãe e chama Jonas para perto delas. Ainda acanhado com a situação, ele vem cabisbaixo e aparentemente envergonhado, a garota estende o guarda-chuva para Jonas e o pede para guardá-lo bem. A gratidão estampada no rosto de Jonas faz com que um abraço coletivo se inicie ali mesmo, e todos descem para se juntar as demais crianças.&nbsp;<br><br></div><div>Após uma tarde de muitas brincadeiras, Jonas e os demais se despedem da alta e elegante mulher loira e da pequena garotinha de olhos azuis, que agora tem em seu semblante um aspecto amigável e feliz. Jonas corre as escadas e se debruça no patente da janela do sotão do abrigo Lar das Crianças, agora a paisagem lá fora parecia tão vibrante quanto aquele guarda-chuva amarelo. Jonas olha as duas irem embora, e em sua mente ingênua de criança, não imagina que acabara de conhecer seu futuro.<br><br>Autor: Iully França<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-17 23:38:34 UTC</pubDate>
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         <title>Umbrella</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Certo dia, o tempo estava fechado e chovia muito. Em dias assim eu costumava ficar triste. Sempre sentava na janela e ficava olhando para a rua, esperando que algo surpreendente fosse acontecer. Só que isso nunca ocorria. Porém, daquela vez foi diferente.<br><br></div><div>De repente, um carro estacionou aqui na porta e desceu alguém com uma guarda-chuva amarelo. Meu coração se encheu de alegria e esperança.&nbsp;<br><br></div><div>Desci as escadas rapidamente, logo vi uma menininha segurando o guarda-chuva. Fiquei arrasado. Mas, percebi ali uma oportunidade de guardar uma lembrança.&nbsp;<br><br></div><div>Enquanto a menina entregava os brinquedos para as outras crianças, peguei o guarda-chuva e corri para o sótão. Queria guarda-lo junto com meus outros pertences sem que ninguém percebesse.&nbsp;<br><br></div><div>Infelizmente, aquela garotinha era esperta. Deu falta de seu guarda-chuva e resolveu seguir os rastros deixados pelas gotas de chuva que ainda estava nele.&nbsp;<br><br></div><div>Quando ela me viu escondendo o guarda-chuva, disse grosseiramente:<br><br></div><div>- O que você pensa que está fazendo com meu guarda-chuva amarelo?<br><br></div><div>Confesso que me assustei com a braveza dela e não sabia como respondê-la. Durante a tentativa dela de pegar o guarda-chuva no armário. Acabou derrubando tudo que tinha lá e caímos junto com as coisas.<br><br></div><div>Após todo aquele barulho, escutei passos rápidos nas escadas. Era a mãe dela e a Diretora Mirtes, que se assustaram com o que viram.&nbsp;<br><br></div><div>- Ana, minha filha, o que significa isso? - indagou a mãe dela.<br><br></div><div>- Lucas, aprontando de novo! - exclamou a diretora.<br><br></div><div>Me levantei correndo e peguei o guarda-chuva. Não estava disposto a devolvê-lo. Quando vi o olhar da Diretora Mirtes e da Ana que já estava parada na minha frente muito brava. Precisei devolver. Aquilo me doeu tanto.<br><br></div><div>No meio de todas aquelas coisas espalhadas pelo chão, estavam as minhas recordações de antes do abrigo. Memórias especiais que eu guardava muito bem.&nbsp;<br><br></div><div>A mãe de Ana, pegou uma foto e ficou surpresa. Ela descobriu um dos meus segredos. Eu havia vindo para o país com meu pai buscando refúgio. Porém, ao chegar aqui acabamos tendo que morar na rua.&nbsp;<br><br></div><div>Ao ver outra foto, captou o porquê eu queria tanto aquele guarda-chuva amarelo. Meu pai sempre carregou consigo uma guarda-chuva como este. Por muitas noites nas ruas, ele nos protegeu.&nbsp;<br><br></div><div>- A última lembrança que tenho do meu pai é ele me entregando esse cachecol amarelo e indo embora com o guarda-chuva. - contei para elas pegando o cachecol que também estava no chão e derramando lagrimas por lembrar da cena.<br><br></div><div>Com pena, Ana me entregou o guarda-chuva e disse que queria ser me amiga. Nos abraçamos.<br><br></div><div>Aquele dia, realmente mudou a minha vida. Quando crescemos, nos apaixonamos e construímos juntos uma linda família. Também abrimos uma loja de guarda-chuvas.&nbsp;<br><br></div><div>O tempo passou, mas eu nunca me esqueci do meu pai e seu lindo guarda-chuva amarelo.<br><br>Autora: Thalyta Vieira<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-17 23:52:14 UTC</pubDate>
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         <title>Umbrella</title>
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         <description><![CDATA[<div>João era um menino que vivia em um orfanato conhecido por Lar da Esperança. Em um dia chuvoso ao olhar pela janela deparou com uma pessoa saindo de um carro em direção ao local em que morava com um guarda-chuva amarelo. O&nbsp; objeto lhe trouxe lembranças.<br><br>Rapidamente correu em direção a porta e deparou com Clara e sua mãe que estavam trazendo brinquedos para as outras crianças.&nbsp;<br><br>Ao entrar, Clara colocou o guarda-chuva no suporte para secar e sua mãe foi em direção as crianças para distribuir brinquedos. Pediu para que cada uma escolhesse apenas um.<br><br>João aproveitou que estavam todos distraídos e pegou o guarda-chuva e subiu para escondê-lo.<br><br>Clara ao olhar para o suporte percebeu que o seu guarda-chuva não estava lá e&nbsp; que o chão estava com pingos de água. Ela resolveu ir atrás para averiguar a situação.<br><br>Ao final, Clara encontrou João guardando algo. Rapidamente se enfureceu e partiu para cima dele, porém a estante que ele guardava o objeto se abriu e tudo que tinha caiu pelo chão fazendo barulho.<br><br>A responsável pelo orfanato e a mãe de Clara foram verificar o que havia ocorrido. Ao deparar com a situação ficaram sem entender o motivo do menino ter pego o objeto. Ele diante da situação começou a contar sua história.<br><br>Falou que&nbsp; vivia com seu pai, mas as condições financeiras foram apertando. Chegaram a passar fome. A exemplo contou que famintos olharam para bolos decorados pelo vidro de uma lanchonete na cidade.<br><br>Sem condições de comprá-los, voltaram a andar pelas ruas.<br><br>Pensando no bem estar do filho, em um dia chuvoso, usando um guarda-chuva amarelo, ele o deixou&nbsp; no orfanato e toda vez que João via um objeto semelhante, tinha a esperança de que um dia o pai voltaria para buscá-lo.<br><br>Clara emocionada com a situação o entregou o guarda-chuva e compreendeu a história.<br><br><br>Anos se passaram, João montou uma loja de guarda-chuva para ele.<br><br>&nbsp;Depois de atender uma criança teve a percepção de que seu pai estava passando na rua usando o guarda-chuva amarelo.<br><br>Tentando chamar atenção&nbsp; correu atrás, mas a sua idade já não estava colaborando. Ele se desequilíbrou e caiu. A visão que teve de seu pai, estava somente em sua cabeça.&nbsp;<br><br>João machucou o rosto. Sua esposa o ajudou a se&nbsp; levantar. Era Clara, a criança que foi com a mãe no orfanato.&nbsp;<br><br>Os dois seguiram em direção a loja e seguiram a vida.<br><br>Por Bruna Oliveira </div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-17 23:56:21 UTC</pubDate>
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         <title>Umbrella</title>
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         <description><![CDATA[<div><br>O guarda-chuva<br><br>Mais um dia comum no lugar onde eu moro, chuvoso, nublado, cheio de folhas, nada de novo. O clima frio combinava com o meu humor.&nbsp;<br><br>Enquanto não havia nenhuma novidade, continuei demonstrando minha saudade através de desenhos no vidro embaçado da janela do meu quarto, assim como sempre fiz desde um certo dia. Apenas eu, ele e o guarda-chuva amarelo.&nbsp;<br><br>Ah, o guarda-chuva amarelo… é curioso o fato de somente um objeto, insignificante para muitos, conseguir me trazer tantas memórias. Minha tristeza aumentava a cada rabisco.<br><br>Em contrapartida, logo avistei um carro estacionado em frente a minha calçada. O que será que vieram fazer aqui? Logo pensei. Seriam visitas? Por mera coincidência, uma mulher desceu do carro com sua filha, que parecia ter a minha idade.&nbsp;<br><br>E por incrível que pareça, ela estava carregando um guarda-chuva amarelo. Minha tristeza diminuía a cada passo que aquela garotinha tão pequenininha de touca rosa dava.&nbsp;<br><br>Foi impossível não perceber que elas carregavam uma caixa, que foi motivo de tamanha felicidade para todas as crianças que moravam comigo.&nbsp;<br><br>Por que eu não estava feliz com os brinquedos doados que estavam ali? Eu não conseguia entender. Mas claro que minha atenção estava toda voltada para aquela sombrinha de cor amarelada.&nbsp;<br><br>Também é óbvio que não deixei de espionar onde o objeto foi colocado, levando em consideração a grande importância que tem para mim. Tomando todo o cuidado para a menina, que chamava Sofia, não me ver, peguei a sombrinha e fui correndo escondê-la em meu armário.&nbsp;<br><br>Foi uma pena que a pequena Sofia me viu correndo. Quando ouvi os som de passos, imaginei que em breve eu não estaria mais sozinho ali. Infelizmente, consegui ouvir somente as últimas pisadas. Quando me dei conta ela já estava parada na minha frente, com um olhar nada agradável.<br><br>Ixi, me dei mal… foi a primeira coisa que pensei. Mas, eu não tive nem tempo para esboçar reações, visto que o susto foi tão grande que o meu armário acabou caindo, junto com todas minhas coisas.&nbsp;<br><br>Eu até poderia ter inventado uma desculpa naquele momento, mas eu só queria chorar. No meio das minhas coisas, estavam inúmeros desenhos que eu guardava com todo meu coração.&nbsp;<br><br>O que será que o menino Isaac, que vive há tempos em um serviço de acolhimento e mal saía de “casa”, queria com um guarda-chuva amarelo? Por que ele não ficou empolgado com os outros brinquedos? Tenho certeza que esse foi um dos questionamentos feitos pela Sofia e sua mãe.&nbsp;<br><br>Bom, não houve mais motivos para tantas perguntas. Olhando para meus desenhos e vendo o meu chororô já dava para entender tudo. Uma sombrinha amarela sempre serviu de escudo para mim e para o meu pai, Lúcio, nos dias mais conturbados da vida de refugiados.&nbsp;<br><br>Claro que, a nossa sombrinha não era tão limpa quanto a delas, mas ainda dava para associá-las. Amarelo significa luz e vida e foi justamente esses pilares que me levaram as mais afetivas lembranças.&nbsp;<br><br>Neste momento, me recordei daqueles dias em que eu passava com o meu pai — que apesar de serem sombrios, eu ainda estava feliz pois me encontrava na companhia dele.&nbsp;<br><br>Naquela época, eu não imaginava que um abrigo para crianças se tornaria meu lar em meio a tantos passeios, ruas estranhas, calçadas e barcos.&nbsp;<br><br>O momento em que fui deixado na porta da casa-lar foi o último dia que vi o meu pai, indo embora com aquela sombrinha especial que fez parte de grandes momentos das nossas vidas.&nbsp;<br><br>Meus pensamentos foram interrompidos quando avistei Sofia me entregando aquele objeto amarelinho, que embora não fosse o mesmo, me dava esperanças que um dia encontraria Lúcio novamente. Assim, as lágrimas foram preenchidas por um sorriso de orelha a orelha.&nbsp;<br><br>Tempos se passaram e a esperança ainda se mantinha viva. Eu abri uma loja de sombrinhas, sabia? Até que tive a oportunidade de entregar um pouco da minha felicidade para uma outra pessoa, que de lá saiu carregando o guarda-chuva.<br><br>Assim que ela foi embora, tive a visão de o meu pai estar indo. Estranho, não? Mas, com a ajuda de Sofia, que atualmente é minha esposa, consegui deixar o passado de lado e transformá-lo em boas lembranças.<br><br>Autor: Isabelly Quintão&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-18 00:07:28 UTC</pubDate>
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         <title>UMBRELLA | Curta Metragem de Animação Premiado e Qualificado ao Oscar</title>
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         <description><![CDATA[<div>Certo dia chuvoso, com muita<br>ventania, e bem escuro, uma criança chamada Joãozinho, estava no seu lar em um orfanato, bem conhecido pela cidade, como Lar de Criança, seu olhar bem triste e solitário pela janela da sala.&nbsp;</div><div><br></div><div>Joãozinho olhando para chuva pela janela embaçada e desenhando ele e seu pai de mãos dadas, ao avistar uma mulher estacionando um carro perto do orfanato, chamou sua atenção, quando a mulher desce do carro com um guarda-chuva amarelo, abrindo a porta para sua filha Ana descer, ele ficou encantado, e super agitado com a chegada dessas visitas.&nbsp;</div><div><br></div><div>Joãozinho correu para ver a chegada da visita e aproveitou o momento que a mãe da Ana, a Lúcia que trouxe uma caixa de brinquedos para as crianças do Lar, neste momento todos ficaram bem distraídos, e sem perder tempo o Joãozinho, sussurrando bem forte pegou o guarda-chuva amarelo que o chamou atenção que Ana deixou encostado em um suporte a marrom no chão.&nbsp;</div><div><br></div><div>Com isso ele subiu para seu quarto onde fica bastante livros para esconder o guarda-chuva que era muito chamativo e trazia muita lembrança pra ele. &nbsp;</div><div><br></div><div>Ana a filha da Lúcia achou bastante estranho que o Lar tinha uma escada estava molhada com pingos, ela reparou bastante a casa e não achou goteira nenhuma, bem observadora ela percebeu que seu guarda-chuva que estava segurando e deixou no suporte da sala não estava no local onde deixou.&nbsp;</div><div><br></div><div>Sendo assim ela pensou em seguir os pingos da escada, subindo cada degrau para investigar o que está acontecendo.&nbsp;</div><div><br></div><div>Ana viu que Joãozinho estava com o seu guarda-chuva, e escondendo no seu guarda-roupa, com isso ela o puxou, para pegar o guarda-chuva novamente, neste momento os dois caíram e bastante livros caíram também e fazendo bastante barulho, chamando atenção sua mãe e a diretora do Lar.&nbsp;</div><div><br></div><div>Sua mãe e a diretora foram mediatamente ver o que estava acontecendo, ao chegar no quarto e deparar com o que ocorreu, ficaram confusas, e a Ana apontou o dedo para o Joãozinho, revelando o que estava acontecendo.&nbsp;</div><div><br></div><div>O pobre menino solitário com lágrimas no seu rosto, começou a contar sua triste história da sua família, com lembrança do seu pobre pai Fernando.&nbsp;</div><div><br></div><div>Joãozinho contou sua história, e revelou que seu pai não tinha condições para manter os dois, que sua vida estava sem rumo, vivia bastante com dificuldade e principalmente fome para os sustentar, que tem saudade de viver com seu pai, e ele achou melhor colocar ele no orfanato para ele não ficar sofrendo, e principalmente não ter o que comer e ter uma vida com dignidade. &nbsp;</div><div><br></div><div>&nbsp;Assim ele explicou o motivo de ter pegado o guarda-chuva amarelo, por seu pai está com um semelhante e esse por incrível que pareça o fez lembrar as cenas que viveu com seu pai, e tudo que ele vê com essa cor o faz ficar triste e lembrar dos momentos. Com isso Lúcia, sua filha e a diretora ficaram bastante emocionada com sua história bem triste. E assim a Ana entregou o guarda-chuva para Joãozinho, e ele ficou encantado quando o recebeu de volta.&nbsp;</div><div><br></div><div>Tempos passaram, chuvas, sol, dias e noites. Até que um dia Joãozinho cresceu, mudou totalmente sua vida e abriu uma loja de guarda-chuva, principalmente amarelos para trazer felicidades para outra pessoa, e ajudar pessoas como ele que passou sua vida com lembranças, isso tudo por trás tem um significado, e pra ele isso significa muito.&nbsp;</div><div><br></div><div>Um certo dia ao vender um guarda-chuva para uma criança, ele teve uma visão que o seu pai estava a passar ao lado da sua loja, e ele saiu andado com suas moletas para fora e tentando chamar o pai, e o tropeçou e caiu no chão, como fosse uma criança ainda, relembrando o passado com seu pai, ao cair e bater seu rosto no chão, sua esposa sai da loja para o ajudar e o levantar do chão, mesma assim Joãozinho levantou a mão tentou chamar seu pai, e ele sua esposa entra na loja abraçados, ajudando acalmar&nbsp;o&nbsp;seu&nbsp;coração.<br><br>Autor: Júnio Santos&nbsp;</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-18 02:30:27 UTC</pubDate>
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         <title>Umbrella</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Em noite chuvosa no orfanato Casa da Esperança, Josué olha entristecido as gotas de água da chuva que respingam na janela.&nbsp;<br><br></div><div>Mal sabia ele que teria uma grande surpresa naquela noite.</div><div>Isto porque, Marta e sua filha Giovana estariam levando brinquedos que a garota não utilizava mais, em um Honda Civic azul, as duas iam a caminho do orfanato, Giovana, não estava nada contente em ter que doar os brinquedos.<br><br></div><div>Ao chegar na Casa da Esperança, Marta abre o seu guarda-chuva amarelo fora do carro e diz para Giovana espera-la para não se molhar. Josué pela janela viu o guarda-chuva de Marta, e desceu as escadas correndo.<br><br></div><div>Mônica, uma das acolhedoras do orfanato, recebeu mãe e filha e chamou todas as crianças para a sala.<br><br></div><div>Josué esbaforido se esconde atrás da parede, Giovana vê o seu vulto, mas segue para caminhando atrás de sua mãe.<br><br></div><div>Quando Marta colocou a caixa de brinquedos no chão todas as crianças alegres com os presentes, brincavam.</div><div>Evandro um garoto sonhador que queria ser astronauta, pegou o foguete e como se estivesse no espaço foi correndo por toda sala com o brinquedo na mão.<br><br></div><div>Ao olhar para trás, para procurar quem estava se escondendo, Giovana, vê um rastro de água pelo chão, e ao segui-lo, chegou até o sótão do orfanato e se deparou com Josué escondendo algo dentro de um armário velho, Giovana sempre muito desconfiada e curiosa, puxa Josué, e o armário acaba caindo, foi livro para cá, livro para lá, e muita poeira, além do guarda-chuva amarelo de Marta.<br><br></div><div>Ao escutar o barulho Mônica e Marta subiram até o sótão e ficaram assustadas com Josué e Giovana caídos no chão.<br><br></div><div>Giovana se levanta rapidamente e aponta para Josué, afirmando para a mãe que ele havia roubado o guarda-chuva dela, e o garoto entrega o guarda-chuva com os olhos cheios de lagrimas.<br><br></div><div>No meio de todos os livros havia uma foto de Josué com seu pai, foi aí que o menino não se aguentou, e com o seu rosto já tomados pelas lacrimas, ele contou o porquê teria pego o guarda-chuva.<br><br></div><div>Josué e seu pai eram refugiados, e chegando não tinham onde morar, no dia de seu nascimento, sua mãe não conseguiu sobreviver. O seu pai Carlos desempregado e sem expectativa de melhora de vida, tiveram que passar muitas noites na rua, pois não era todo dia que conseguiam algum dinheiro para pernoitar em um hotel.</div><div>A única coisa que ambos tinham, era a roupa do corpo, um cachecol e um guarda-chuva, ambos amarelos.<br><br></div><div>Vendo que não conseguiria cuidar de seu filho estando naquela situação, Carlos preferiu levar Josué a um orfanato, ali Josué teria uma condição melhor de estudar e teria um teto para morar. Na noite em que Josué foi deixado por seu pai em frente ao orfanato Casa da Esperança, caía muita chuva e Carlos estava com o guarda-chuva amarelo, cobrindo ele e Josué, o pai muito triste por ser obrigado a fazer isso com seu filho, coloca o cachecol amarelo em torno do pescoço e diz:</div><div>“Filho, eu vou voltar”.<br><br></div><div>Josué ficou ali na porta do orfanato, sozinho e vendo seu pai atravessando a rua e sumindo no meio daquela forte chuva.<br><br></div><div>Após contar tudo que ele passou até chegar ali, Giovana, que tinha tomado o guarda-chuva das mãos de Josué, entregou novamente para o menino, Mônica e Marta muito emocionadíssima com a história de vida do garoto, abraçaram ele.<br><br></div><div>Após isso, tentaram encontrar o pai de Josué, mas sem sucesso.</div><div>Os anos foram se passando… se passando…se passando.<br><br></div><div>Até que Josué já se viu com seus 80 anos e dono de uma loja de guarda-chuvas, e aquele guarda-chuva amarelo que havia sido entregue por Giovana, Josué estava vendendo para uma pequena garotinha e passou um filme aos seus olhos vendo tudo que ele tinha passado.<br><br></div><div>Josué sentia a presença de seu pai a todo momento, e muitas vezes, ele tinha devaneios de seu pai andando em frente à sua loja, com o guarda-chuva amarelo, e todas as vezes tinha essa ilusão, Josué corria atrás dele, mas nunca conseguia alcançá-lo, e Giovana a menina que mudou a sua história, permanece do seu lado, desde de aquela noite chuvosa.</div><div>&nbsp;</div><div>Autor: Filipe Moura</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-19 14:46:54 UTC</pubDate>
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         <title>Umbrella</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Ao longo da vida, aprendemos a significar e ressignificar as coisas, os objetos, as características dos dias, os lugares e as pessoas. Tem uma coisa específica, que talvez, para a maioria das pessoas, seja algo na maior parte do tempo é fútil, escanteado, deixado de lado, mas que para mim, por muitos momentos, significava lembrança, presença, esperança e se tornou algo que me sustenta.</div><div><br></div><div>O que um simples objeto pode fazer na sua vida? Meus caros, eu, um simples senhorzinho de 77 anos, já de cabelos grisalhos, e que usa uma bengala para me locomover, digo que tive minha vida talvez forjada, e com certeza mudada, através de uma guarda-chuva.</div><div><br></div><div>Para isso, precisamos voltar há 70 anos. Era uma noite de quarta-feira, estava frio, chuvoso, tempo que fazia relembrar-me de meu pai, de seus cabelos castanhos, de sua barba e da forma como andávamos juntos, de mãos dadas.</div><div><br></div><div>Eu estava no meu lar, um orfanato chamado O lar das crianças. A casa tinha dois andares, e eu estava justamente no de cima, aproveitando o efeito que as gotas de água faziam na janela, e desenhando, eu e meu pai, claro, de mãos dadas.</div><div><br></div><div>Minutos depois, um carro azul parou em frente a nossa casa e um guarda-chuva amarelo foi aberto. Neste momento, desci correndo para o térreo. Márcia, uma de nossas cuidadoras já estava na porta, recebendo os visitantes. Uma mulher adulta de cabelos loiros e uma menina, também loira, e que trazia com sigo um guarda-chuva amarelo. Elas estavam com uma caixa de brinquedos.</div><div><br></div><div>Eu, tímido, me escondi atrás de uma parede, enquanto eles dirigiam-se para a sala. Em um dado momento, a garota quase me viu. Eu senti meu coração chegar na garganta. Ela deixou um guarda-chuva em um recipiente, e logo, a caixa de brinquedos chamou a atenção das outras crianças que moravam na casa, eram cinco.</div><div><br></div><div>Em um momento de distração de todos que estavam lá, peguei o guarda-chuva e corri para o segundo andar. Achei que ninguém iria perceber minha ausência e muito menos a daquele objeto, bom pelo menos naquele momento. E quando terminei de colocá-lo em um armário, eis que aquela garotinha de cabelos claros e toca rosa apareceu no cômodo onde eu estava. Ela bateu o pé no piso de madeira e quando eu virei, me deparei com ela, vermelha de raiva, que esbravejava e apontava o dedo pra mim.</div><div><br></div><div>Na tentativa dela de abrir o armário, e claro, de eu protegê-lo, o móvel veio a cair, quase que sobre nós, fazendo um tremendo barulho. Rapidamente, Márcia e a mãe da menina, que depois descobri que se chamava Sônia, foi até nós.</div><div><br></div><div>Já de pé, ela correu para o lado da mãe dela e disse que eu havia pegado aquele usado guarda-chuva amarelo. Devolvi-o à ela, e em um instante de saude de dor, derramei uma gota de lágrima, momento que contei à elas um pouco da minha história e do que aquele objeto representava.</div><div><br></div><div>Eu e meu pai fugimos do nosso país, devido a uma intensa crise humanitária que ocorria por lá. Como se não bastasse a fome. Por muito tempo foi só nos dois, um famigerado guarda-chuva amarelo. Atravessámos um continente com ele nos protegendo da chuva em um barco capenga, que também levava outros imigrantes.</div><div><br></div><div>Aquele guarda-chuva amarelo também estava conosco, quando moramos na calçada de uma rua. E foi justamente em um dia chuvoso, debaixo daquele guarda-chuva amarelo, que, meu pai me deixou no Lar das Crianças. Como pôde perceber, aquele objeto, para mim, era carregado de sentimentos, lembranças, e em dado momento da noite, quando a porta daquele carro se abriu e ele foi aberto no meio daquela chuva, ele significou esperança.</div><div><br></div><div>Deixaram que eu ficasse com o guarda-chuva amarelo, e mais do que ele, ganhei uma amiga, aquela garota, que na verdade tem um lindo nome: Gabriela. A partir daquele momento, convivemos por anos e até hoje, é assim. Ela me levantou naquele dia, e novamente, o guarda-chuva amarelo voltou a significar esperança.</div><div><br></div><div>Conto essa história, porque hoje, uma fato curioso me ocorreu, e foi justamente ela que me ajudou a levantar, novamente. Depois de muito trabalhar em diversas áreas, resolvi me tornar o dono do meu próprio negócio, e como moro em Saint Paul, a terra da garoa, abri uma lojinha de guarda-chuvas. Quem diria, não é mesmo?</div><div><br></div><div>E hoje, uma garotinha me comprou um guarda-chuva amarelo, idêntico a que outrora foi do meu pai, que outrora foi de Gabriela, e posteriormente, tornou-se meu. Ao realizar a venda, minha mente se teletransportou para o passado, e por um breve momento, vi meu pai passar pelos vidros de minha loja, com aquele guarda-chuva amarelo, e eu me tornei novamente criança, e mesmo com uma bengala para ajudar minhas pernas suportarem meu corpo, iniciei uma desenfreada corrida, só para ter a oportunidade de rever os olhos dele novamente, a barba, dá um “oi”. Caí na calçada, e se por um lado, meu pai e o guarda-chuva amarelo sumiram num piscar de olhos da minha vista, por outro lado, Gabriela, aquela mesmo do também guarda-chuva amarelo, hoje o amor da minha vida, apareceu para me levantar, novamente.</div><div><br>Matheus Valadares</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-21 00:33:03 UTC</pubDate>
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