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      <title>mapa mental by Kallyu Castanho de Pinho</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-06-15 14:53:21 UTC</pubDate>
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         <title>auto da barca do inferno</title>
         <author>e1968428</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li><strong>Diabo</strong>: capitão da barca do Inferno.</li><li><strong>Anjo</strong>: capitão da barca do Céu.</li><li><strong>Fidalgo</strong>: tirano e representante da nobreza. Teve uma vida voltada para o luxo e vai para o inferno.</li><li><strong>Onzeneiro</strong>: homem ganancioso, agiota e usurário. Por ter sido um grande avarento na vida ele vai para o inferno.</li><li><strong>Joane, o parvo</strong>: personagem inocente que teve uma vida simples. Portanto, ele vai para o céu.</li><li><strong>Sapateiro</strong>: homem trabalhador, mas que roubou e enganou seus clientes. Assim, ele vai para o inferno.</li><li><strong>Frade</strong>: representante da Igreja, que vai para o inferno. Isso porque ele tinha uma amante, Florença, e não seguiu os princípios do catolicismo.</li><li><strong>Brígida Vaz</strong>: alcoviteira condenada por bruxaria e prostituição que vai para o inferno.</li><li><strong>Judeu</strong>: personagem que foi recusado pelo Diabo e pelo Anjo por não ser adepto ao Cristianismo. Por fim, ele vai para o inferno.</li><li><strong>Corregedor e Procurador</strong>: representantes da lei. Ambos vão para o inferno, pois foram acusados de serem manipuladores e utilizarem das leis e da justiça para o bem e interesses pessoais.</li><li><strong>Cavaleiros</strong>: grupo de quatro homens que lutaram para disseminar o cristianismo em vida e portanto, são absolvidos dos pecados que cometeram e vão para o céu.</li></ul><div><br><br></div><div>O <em>Auto da Barca do Inferno</em> ou <em>Auto da Moralidade</em> é uma obra de dramaturgia que foi escrita em 1517 pelo escritor humanista português <strong>Gil Vicente</strong>.<br><br></div><div>Essa peça é uma das mais emblemáticas do dramaturgo, considerado o “pai do teatro português”.<br><br></div><div>Foi encenada em 1531 e faz parte da Trilogia das Barcas, ao lado do <em>Auto da Barca do Purgatório</em> e o <em>Auto da Barca da Glória</em>.<br><br>Contexto histórico</div><div><br>Gil Vicente testemunhou o processo de expansão ultramarina, viveu o período áureo de Portugal. Foi contemporâneo das grandes navegações de Vasco da Gama e observou como o país ficou abandonado porque a atenção fora voltada para o exterior, para as colônias.<br><br></div><div><br>O autor teceu profundas críticas a desordem da sociedade portuguesa de outrora: aos valores, a moralidade, ao homem corrompido, a instituição religiosa católica. Gil Vicente não era propriamente contra a igreja, mas era contra o que faziam dela (a venda de indulgências, ao falso celibato de padres e freiras).<br><br></div><div><br>Criticou os vícios da sociedade medieval e moderna, colocou o dedo na ferida para denunciar a estrutura opressora e fechada em si própria. Foi o porta voz que delatou a hipocrisia social: frades sem vocação, a justiça corrupta que comungava com a nobreza, a exploração dos trabalhadores rurais.<br><br></div><div><br>Antes de Gil Vicente, não havia registro documental de teatros encenados em Portugal, apenas breves representações, de caráter cavaleiresco, religioso, satírico ou burlesco.<br><br>Quem foi Gil Vicente?</div><div><br>Gil Vicente nasceu em torno de 1465, encenou a sua primeira peça em 1502 e foi colaborador do <em>Cancioneiro Geral</em>, de Garcia de Resende. Publicou em vida alguns de seus autos, enquanto alguns outros foram censurados. Seu último auto data de 1536. Suas obras mais famosas são: o Auto da Índia (1509), o Auto da barca do inferno (1517), o Auto da Alma (1518), a Farsa de Inês Pereira (1523), o D.Duardos (1522), o Auto de Amadis de Gaula (1523) e o Auto da Lusitânia (1532).<br><br></div><div><br>Em 1562, Luís Vicente reuniu o que possuía da produção do pai morto em <em>Copilaçam de Todalas Obras de Gil Vicente</em>. A autenticidade das obras é questionada uma vez que o filho fez supostas pequenas alterações no texto.<br><br></div><div><br></div><div>Resumo da obra</div><div>A peça Auto da Barca do Inferno começa no momento em que um Fidalgo tenta entrar na barca do céu, mas o Anjo não permite e salienta que ele não tratara bem os pobres em vida. O Diabo, comandante da barca do inferno, aceita sua entrada, mas sem a luxuosa cadeira que carregava. Posteriormente, um agiota também tenta embarcar na arca que iria ao céu e recebe a recusa do Anjo, não havia espaço suficiente para toda a ambição do homem.<br><br></div><div>O próximo sujeito era de pouca inteligência, um Parvo. Devido à ausência de malícia em sua personalidade, o Anjo permite sua entrada. Em seguida, um Sapateiro embarca na barca do inferno, uma vez que não havia espaço na barca do céu para suas ferramentas de trabalho, instrumentos que utilizara para enganar seus clientes enquanto vivo.<br><br></div><div><br><br></div><div>Desfecho</div><div>O último a embarcar na barca do inferno foi um homem enforcado que acreditara ser uma forma santa de morrer. No fim, porém, não havia levado uma vida santa e acompanha o Diabo. A peça se encerra quando chegam os Quatro Cavalheiros os quais embarcam juntos ao Anjo, orgulhosos por morrerem em nome de Cristo na guerra contra os mouros.<br><br></div><div>Contexto de produção</div><div>Gil Vicente viveu durante a passagem da Idade Média para a Idade Moderna. Nesse período, surgiu a corrente cultural denominada Humanismo a qual representou a quebra dos valores teocêntricos e alicerçou o <a href="https://www.todoestudo.com.br/historia/antropocentrismo">antropocentrismo</a> nas artes. Foi o movimento que preparou terreno para o que conhecemos como Renascentismo.<br><br></div><div>As ideias humanistas começaram a influenciar a literatura portuguesa por volta de 1434. O teatro vicentino desenvolveu-se em um período de grandes mudanças sociais e econômicas em Portugal e na Europa. As viagens à costa africana, às Índias e à América mudaram o cenário internacional, quebrando os paradigmas da sociedade medieval. Assim, Gil Vicente olhava para sociedade, via seus vícios, utilizava os tipos sociais para realizar críticas e não perdoava nenhuma classe, mas não focava em nenhuma instituição representada por esses sujeito</div><div><br></div><div><br></div><div>Estrutura</div><div><br>O Auto não tem uma estrutura definida, não estando dividido em atos ou cenas, por isso para facilitar a sua leitura divide-se o auto em cenas à maneira clássica, de cada vez que entra um novo personagem. A estrutura é vista pelo percurso cênico de cada personagem, que demonstra as suas ações enquanto "julgado".<br><br></div><div><br>Existe um percurso cênico padrão - as personagens começam por se dirigir à <strong>Barca do Inferno</strong> (que está mais enfeitada, que salta mais à vista), percebem que aquela barca se dirige ao Inferno e vão à<strong> Barca da Glória</strong>. As personagens que não podem entrar nesta barca, voltam à Barca do Inferno, onde acabam por ficar<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-06-15 14:59:16 UTC</pubDate>
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