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      <title>Investigações em Ensino de Ciências by Juliane Quirino</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-09-16 00:26:35 UTC</pubDate>
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         <title>Investigações em Ensino de Ciências</title>
         <author>julianesdc</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;O aumento recente do número de estudantes se lançando em carreiras científicas nestes últimos anos mostra que uma boa campanha publicitária e o argumento do emprego têm um efeito sobre nossos jovens.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-09-16 00:33:11 UTC</pubDate>
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         <author>julianesdc</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Os professores de ciências são atingidos. Inicialmente, como todos os professores, eles têm de se “virar” face à crise da escola e à perda de poder e de consideração de sua profissão. Eles também têm que enfrentar questões próprias aos professores de ciências. Pede-se a eles que mostrem efetivamente o sentido que pode haver no estudo de ciências para um jovem de hoje, preferencialmente associando à interdisciplinaridade, que apenas raramente lhes ensinamos como fazer intervir, para resolver uma situação problemática, as disciplinas pertinentes, sejam elas de ciências naturais ou humanas. No melhor dos casos, eles praticaram a interdisciplinaridade, mas sem engajar uma reflexão sistemática a seu respeito. Muitos limitam, além disso, a noção de interdisciplinaridade ao cruzamento de disciplinas científicas escolares (física, química, biologia). Em resumo, sua formação fez, grosso modo, um impasse sobre a maior parte dos preceitos que permitiriam analisar o sentido de um trabalho científico. Há também uma defasagem entre a formação e as exigências da situação. &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-09-16 00:37:10 UTC</pubDate>
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         <author>julianesdc</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;aos dirigentes de nosso mundo econômico e industrial , eles lamentam muito ao ver diminuir o número de jovens que se engajam em carreiras com forte base científica. Os empresários se inquietam com a falta de engenheiros e outros cientistas. Suas associações se engajam em campanhas publicitárias. Eles quase não se incomodam com o detalhe, mas destacam a importância de dispor de cargos científicos e tecnológicos. O mundo industrial testemunha assim, que, se não se leva em conta os limites descritos pelas ciências e tecnologias, corre-se o risco de não mais produzir riquezas em quantidades suficientes para satisfazer nossas necessidades crescentes&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-09-16 23:03:51 UTC</pubDate>
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         <author>julianesdc</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Como pano de fundo desta evocação da crise do ensino de ciências, pode-se apontar diferentes controvérsias quanto a suas finalidades e seus métodos. A apresentação feita por mim não se pretende isenta de preconceito: ela veicula uma representação da crise,&nbsp; cada uma das controvérsias é exposta aqui sob a forma de uma polarização.&nbsp; Esta polarização aparece sobretudo quando os professores discutem programas a estabelecer ou a ensinar. Para alguns – e estes são às vezes os que são muito atentos ao sentido do ensino – o importante é que os alunos conheçam bastante os resultados científicos que lhes permitam compreender a unidade do mundo que nos cerca.&nbsp; e, de qualquer maneira, os alunos não conhecerão jamais tudo o que poderia ser útil para sua inserção em um mundo técnico-científico. Vem daí a posição que considera preferível ver a fundo alguns elementos, de modo a bem adquirir os métodos e as atitudes; aos quais se acrescentará uma sólida formação à prática da transferência de modelos e de intervenções de um contexto a outro. Mas se aceitará no aluno grandes lacunas de conhecimentos, desde que ele se documente sobre pontos precisos quando isso for necessário. A tensão entre estas duas perspectivas se exprime bastante bem nos termos de um dilema que se diz vir da China: “O que vale mais: dar um peixe ou ensinar a pescar?” Mas é preciso saber que só se aprende a pescar pegando peixes (mesmo que a aprendizagem da pesca não se limite a esta prática). Só se aprende um método científico estudando questões particulares. Resulta que certos professores são mais polarizados quanto aos resultados a ensinar, e outros quanto aos métodos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-09-16 23:08:23 UTC</pubDate>
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         <author>julianesdc</author>
         <link>https://padlet.com/julianesdc/757nw7wyesays89i/wish/2300610562</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Se a escola se preocupasse mais com a alfabetização científica e técnica dos indivíduos e dos grupos, ela trataria de proporcionar aos alunos a experiência de ter participado de uma coletividade praticando um debate. Ter vivido, desta forma, tal experiência, confere uma competência da qual se pode preparar explicitamente a transferência para outras situações. Assim, um grupo alfabetizado cientificamente e tecnicamente em relação a uma família de situações pode se tornar consciente de que aquilo que a competência.&nbsp; Há, portanto, em relação à alfabetização científica e técnica, uma polarização entre duas atitudes educativas: a que promove a formação do indivíduo e reforça o seu poder, e a que visa a fortificar a cultura cidadã das coletividades. Uma não anda sem a outra, mas pode-se perguntar se ocorre com freqüência que um ensinamento seja pensado com o objetivo de criar uma cultura de grupo que capacite uma coletividade para deliberar mecanismos sociais e políticas de decisões científicas e técnicas&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-09-16 23:11:17 UTC</pubDate>
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