<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Educação literária: 9.ºano by </title>
      <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx</link>
      <description></description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-11-01 19:39:30 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-11-01 09:00:39 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title></title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2371551872</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Auto de moralidade:</strong> representação alegórica que pretende transmitir ensinamentos morais e religiosos.<strong><br>Alegoria: </strong>representação concreta de realidades abstratas - Bem e Mal - representadas, no <em>Auto da Barca do Inferno</em>, pelo Anjo e pelo Diabo.<br><strong>Sátira:</strong> crítica com humor (aos costumes da época).<br><strong><em>Ridendo castigat mores</em></strong>: máxima vicentina (de Gil Vicente) que significa a rir corrigem-se os costumes. <strong><br></strong><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-11-06 09:52:23 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2371551872</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Personagens</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2371552604</link>
         <description><![CDATA[<div>Todas as personagens que encontramos no <em>Auto da Barca do Inferno</em> são personagens-tipo. Quer dizer que representam classes ou tipos sociais dos quais o autor se serve para satirizar e moralizar os costumes da sua época.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-11-06 09:54:11 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2371552604</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Cómicos</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2371554499</link>
         <description><![CDATA[<div>Gil Vicente recorre aos cómicos de linguagem, situação e carácter, para provocar o riso no espetador.&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-11-06 09:58:00 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2371554499</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Estruturas</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2371555778</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Estrutura externa:</strong> apresenta apenas um ato - cenário: o rio e o cais, onde estão ancoradas duas barcas. Contudo o auto pode ser dividido em cenas sempre que entra ou sai uma personagem.<br><strong>Estrutura interna: </strong><br><strong>Exposição: </strong>breve apresentação da personagem;</div><div><strong>Conflito: </strong>julgamento feito pelo Diabo e/ou pelo Anjo;</div><div><strong>Desenlace: </strong>sentença proferida pelo Diabo e/ou pelo Anjo, que condena ou salva as almas recém-falecidas.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-11-06 10:00:17 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2371555778</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Cenário</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2371556728</link>
         <description><![CDATA[<div>Um rio (onde as almas recém-falecidas vão ter), com duas barcas: a do Diabo - que leva ao Inferno as almas pecadoras. A do Anjo - que leva ao Paraíso as almas que não pecaram.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-11-06 10:02:06 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2371556728</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Análise cena do Fidalgo</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2397026990</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Fidalgo:</strong> personagem-tipo representante da classe da nobreza.<br><strong>Anjo e Diabo:</strong> personagens alegóricas.<br><strong>Objetos/elementos/símbolos </strong>caracterizadores: pajem, manto e cadeira. Representam a vida "pecadora" que a personagem levou em vida.<br><strong>Argumentos de acusação:</strong> vaidoso, tirano, explora os mais fracos, imoral.<br><strong>Argumentos de defesa</strong>: deixa na terra quem reze por ele; o seu estatuto social; morreu sem contar.<br><strong>Processos de cómico utilizado</strong>s: situação, caráter e linguagem. Ironia.<br><strong>Intenção crítica de Gil Vicente: </strong>denúncia da tirania e exploração dos mais fracos; crítica à imoralidade (corrupção moral).</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-11-24 15:57:03 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2397026990</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Análise cena do Onzeneiro</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2416268075</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Onzeneiro:</strong> personagem-tipo representante da classe da burguesia.<br><strong>Anjo e Diabo:</strong> personagens alegóricas.<br><strong>Objetos</strong> (caracterizadores) que a personagem transporta consigo: bolsão. Representa a vida que a personagem levou na terra.<br><strong>Acusação:</strong> ganância/cobiça/avareza/materialismo.<br><strong>Defesa</strong>: morreu sem contar/ não leva dinheiro para a viagem/bolsão vazio.<br><strong>Processos de cómico:</strong> ironia e cómico de caráter.<br><strong>Intenção crítica da cena</strong>: através da personagem Onzeneiro, Gil Vicente critica uma prática da sua época - a usura - que explora as fraquezas dos necessitados. Critica também a cobiça, a ganância e o apego ao dinheiro.&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-12-10 08:32:25 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2416268075</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Significado</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2430750554</link>
         <description><![CDATA[<div>Dizemos que a crítica vicentina ou aplicação do mote vicentino (<em>ridendo castigat mores)</em> é intemporal pois, tal como Gil Vicente encontrou motivos para satirizar ou criticar a sociedade do seu tempo, também atualmente podemos apontar as mesmas críticas à sociedade do nosso tempo, nomeadamente a crítica à ganância, ao materialismo, à soberba, à vaidade, à parcialidade da aplicação da justiça...</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-12-30 18:41:42 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2430750554</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Cena do Sapateiro</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2431698455</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Sapateiro:</strong> personagem-tipo, representante da classe do povo.<br><strong>Anjo e Diabo:</strong> personagens alegóricas.<br><strong>Objetos/elementos/símbolos:</strong><br>Caracterizadores: o avental serve para identificar a sua classe social e a sua profissão, e as formas que ele levava consigo eram símbolos dos seus pecados.<br><strong>Argumentos de acusação</strong>: "calaste dous mil enganos, tu roubaste bem trint`anos o povo com teu mester"&nbsp; <br><strong>Argumentos de defesa</strong>: " quantas missas eu ouvi, nom me hão elas de prestar? "<br><strong>Processos de cómicos utilizados: </strong>Cómico de linguagem e caracter que provoca o riso, Ex:<br>Linguagem- "e da puta da barcagem"<br>Caracter- "ora eu me maravilho haverdes por grão pejilho quatro forminhas cagadas que podem bem ir chantadas num cantinho desse leito"<br><strong>Intenção critica do autor:</strong> o sapateiro era desonesto com os clientes, porque cobrava dinheiro excessivo.<br>Critica à sua má prática religiosa.&nbsp; <br><strong>Síntese da cena: </strong><br>o Sapateiro chega ao cais com a certeza que ia para a barca do Anjo, porque confessou os seus pecados e foi a muitas missas, mas não irá pois tem muitos pecados, então o Anjo recusa-lhe a entrada na sua&nbsp; barca, porque o seu destino era a barca do Diabo, pois era desonesto com os seus clientes e também os roubava. &nbsp;<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-01-02 15:36:33 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2431698455</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Cena do Frade</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2431698542</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Classe social:</strong> clero&nbsp;</div><div><br><strong>Elementos cénicos</strong></div><ul><li>Moça: desrespeito aos votos de castidade</li><li>broquel (escudo), espada, casco (capacete): símbolos de uma vida sem regras, dedicada aos prazeres do mundo</li></ul><div><strong>Argumentos de defesa:&nbsp;</strong></div><ul><li>era dado à virtude (“Um padre tão namorado/e tanto dado à virtude?” vv. 412-413)</li><li>rezava (“com tanto salmo rezado?” v. 427)</li><li>esgrimava bem (“Esta espada é roloa/e este broquel rolão” vv. 436-437; “Padre que tal aprendia/no Inferno há-de haver pingos?” vv. 468-469)</li></ul><div><strong>Argumentos de acusação:</strong> não são explícitos, pois o próprio frade apresenta os motivos pelo qual deveria ser condenado ao defender-se, sendo estes não cumprir o celibato e dar-se aos prazeres em vez de cumprir o seu dever de frade.</div><div><br><strong>Tipos de cómico</strong></div><ul><li><strong>caráter:</strong> o frade não tem noção que a vida que levava não cumpria com os valores da sua religião</li><li><strong>situação:</strong> comportamento que não é adequado (cantar e saltar)</li></ul><div><strong>Intenção crítica do autor:</strong></div><div>Através desta personagem, Gil Vicente pretende criticar os comportamentos centrados nos prazeres e a imoralidade do clero do século XVI, denunciando uma classe que pretende imitar a vida da nobreza, deixando de lado os seus deveres como membro do clero e o desrespeito pelo celibato.<br><br><strong>Síntese da cena:</strong><br>O Frade entra no Cais da Morte cantarolando e dançando. Traz consigo uma moça, um broquel, uma espada e um casco por baixo do seu capelo, que representam a sua vida sem regras. É uma personagem-tipo que representa o clero.<br>Ao longo da cena, o Frade vai-se condenando a si próprio, apesar de não ter noção, pelo que não há argumentos de acusação explícitos. Quando dirige-se à Barca do Paraíso, não é o Anjo que fala com o Frade, mas sim Joane, o Parvo. Isto pode ser interpretado como uma indignação do Anjo para com o Frade, pois, de todos aqueles que entram no cais, era aquele que deveria ir para a Barca do Paraíso.<br>A partir desta personagem, Gil Vicente pretende criticar os membros do clero que não cumpriam o celibato e que se dedicavam aos prazeres da vida em vez da religião. <br><br><strong>Referências:</strong><br>Marques, Carla (2018). Exame 9 - Prova Final - Português. Lisboa: Leya Educação&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-01-02 15:36:43 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2431698542</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Cena da Alcoviteira</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2431698662</link>
         <description><![CDATA[<div>Grupo social: Povo<br>Elementos cénicos: <br>- 3 armários de mentir<br>- 5 cofres de enlheos<br>- Alguns furtos alheos <br>- Joias de vestir<br>- Guarda-roupa d'encobrir <br><strong>Acusação:</strong><br>- Brísida Vaz foi acusada de ter uma vida de prostituição e de hipocrisia<br><strong>Defesa</strong>:<br>- A alcoviteira considera-se mártir por ter sido vítima de perseguição por parte da Justiça (açoitada).<br>- Argumenta que fez " cousas mui divinas" e que " forneceu" as moças para o Clero ou seja " converteu mais moças que Santa Úrsula."<br><strong>Intenção crítica</strong>:<br>-A intenção crítica de Gil Vicente era criticar as alcoviteiras naquela época, o Clero e a sociedade no geral.<br><strong>Síntese da cena</strong>:<br>- A Alcoviteira Brísida Vaz é a sexta personagem a entrar em cena e, <em>embora tenha vivido da prostituição das moça</em>s, altiva perante o Diabo, acha-se digna de ir para o céu. A Alcoviteira considera-se uma mártir por ter sido vítima de perseguição por parte da Justiça (açoitada), argumenta que fez “cousas mui divinas”, que “forneceu” as moças para o clero, orientou-as para arranjarem maridos ou amantes, refere que “converteu” mais moças do que Santa Úrsula, de forma que se acha meritória do Céu. O discurso argumentativo da Alcoviteira perante o Anjo, pejado de palavras carinhosas, também não convence. Depois da condenação do Anjo, resignada, Brízida Vaz entra na barca do Diabo. Mais uma vez, Gil Vicente critica a sociedade em que vive. A existência da profissão imoral de Brízida Vaz e a sua pertinência na sociedade revela a decadência e a devassidão dos bons costumes no séc. XVI. O próprio clero, que deveria simbolizar de alguma forma a castidade e os bons costumes, é denunciado.&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-01-02 15:36:55 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2431698662</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Cena do Corregedor</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2431698738</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Grupo social/profissional:</strong> funcionário da corte <br>elementos cénicos: feitos ou processos judiciais, vara que simbolizava a sua profissão e os pecados que havia cometido<br><strong>Argumentos de acusação</strong>: o diabo acusou-o de ser vadio e preguiçoso; o diabo acusa-o também de ser subordinado, confessou-se mas mentiu; o diabo acusa-o de não ter sido imparcial nas suas sentenças<br><strong>Argumentos de defesa: </strong>o corregedor defende-se ao dizer que não havia cometido os pecados mas sim a mulher<br><strong>Processos cómicos:</strong> cómico de linguagem<br>I<strong>ntenção crítica do autor:</strong> a intenção crítica de Gil Vicente foi criticar as pessoas da justiça bem como o seu funcionamento<br><strong>Síntese da cena:</strong> o corregedor foi a oitava personagem a chegar ao cais da morte sendo recebido pelo diabo.&nbsp;<br>O corregedor chega com livros jurídicos e uma vara na mão encontrando-se com o diabo, o diabo começa a acusá-lo de ter sido subornado, preguiçoso, mentiroso e parcial mas defende-se ao dizer que não foi ele que pecou mas sim a sua mulher.&nbsp;<br>Após isso dirige-se à barca da glória em busca da salvação, mas é obrigado a embarcar na barca do inferno.&nbsp;<br>O corregedor representa um funcionário da corte, contudo ele provoca o riso com a sua linguagem.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-01-02 15:37:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2431698738</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Cena do Procurador</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2431698809</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Procurador:</strong> Personagem-tipo, funcionário da corte;<br><strong>Elementos cénicos:</strong> Os elementos cénicos que o procurador carregava consigo eram uma série de livros, representativos da sua profissão de advogado;<br><strong>Elementos de acusação:</strong> O Procurador é acusado de ser corrupto, sendo cúmplice do Corregedor;<br><strong>Elementos de defesa:</strong> O Procurador diz que a sua morte foi inesperada;<br><strong>Processos de cómico: </strong>O processo cómico utilizado para provocar o riso foi a linguagem utilizada em algumas partes da cena;<br><strong>Síntese da cena/intenção crítica do autor: </strong>Procurador é uma personagem-tipo, representado pelo personagem: Funcionário da corte, que levava consigo uma serie de livros, representativos da sua profissão de advogado.<br> O procurador foi acusado de ser corrupto, sendo cumplice do corregedor.<br>Ele defende-se das acusações que lhe vao sendo feitas dizendo que morreu inesperadamente.<br>  Gil Vicente pretende criticar comportamentos da justiça pelo facto de: serem corruptos, desonestos, presunçosos, maliciosos, e roubarem e enganarem os aldeões ingénuos.<br><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-01-02 15:37:12 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2431698809</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Cena do Judeu</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2431698957</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Grupo social:</strong> povo.<br><strong>Elementos cénicos:</strong> bode, significava o seu fanatismo religioso.<br><strong>Argumentos de acusações: </strong>praticou o judaísmo; tentou subornar os outros; não respeitou os dias de jejum e abstinência; profanou os locais sagrados.<br><strong>Argumentos de defesa:</strong> não se defendeu, <em>pois se o judaísmo era a sua religião, era essa que ele tinha de respeitar.</em><br><strong>Cómicos: </strong><br>- cómico de situação: não entra na barca e vai a reboque;<br>- cómico de linguagem: usa a calão, o palavrão.<br><strong>Intenção crítica:</strong> a intenção crítica desta cena é explicar a discriminação social vivida pela comunidade judaica naquela época. Apego ao dinheiro, no entanto pode-se considerar uma segunda intenção crítica.<br><strong>Síntese da cena: </strong>O Judeu é a sétima personagem a entrar em cena com um bode às costas (elemento cénico), dirigindo-se ao Diabo, a quem oferece dinheiro para entrar na barca (tenta subornar o Diabo).<br>Ele vai com o bode a reboque, porque o próprio Diabo se recusa a entrar dentro da barca com o bode, por causa da sua religião, ou seja, ainda existe discriminação após a morte.<br><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-01-02 15:37:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2431698957</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Cena do Enforcado</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2431699153</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>Enforcado</strong>:</div><div>Personagem representante da classe social do povo.</div><div><strong>Elementos cénicos: </strong>Baraço (corda de enforcar). Significa que morreu enforcado por ter cometido vários crimes (pecados) durante a sua vida.</div><div><strong>Acusação: </strong>Criminalidade (ladrão).</div><div><strong>Defesa</strong>: Foi enganado por Garcia Moniz que lhe disse que o purgatório era o Limoeiro (prisão), e que iria para o céu por se deixar enforcar.</div><div><strong>Processos cómicos</strong>: Cómico de carácter, situação e ironia</div><div><strong>Intenção crítica da cena</strong>: A intenção do autor é criticar aqueles que utilizavam a sua posição social e o poder para manipular os mais ingénuos e os que estavam numa posição social mais baixa.</div><div><strong>Síntese</strong>: O enforcado foi condenado à morte por ser ladrão. Esta personagem acreditava que podia entrar na barca do anjo, pois acreditou nas palavras de Garcia Moniz que lhe disse que estar na prisão era o purgatório e que tinha passagem direta para o céu, ou seja, a justiça terrena era igual á justiça divina. No entanto ao longo da cena o diabo fê-lo acreditar o contrário e que o seu destino seria a barca do inferno.</div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-01-02 15:37:46 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2431699153</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Quatro Cavaleiros</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2452212288</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Tipo social: </strong>nobreza (cruzados)<br><strong>Elementos</strong> cénicos: cruz de Cristo; espadas e escudos.<br><strong>Acusação: </strong>não têm.<br><strong>Defesa</strong>: morreram a lutar por Cristo no norte de África, logo estão livres de toda a culpa (pecado).<br><strong>Importante</strong>: nesta cena reside a moralidade do auto vicentino, pois o autor coloca na cantiga que os cavaleiros entoam quando chegam ao cais, o aviso (advertência) a todos os que vivem sem se preocuparem com o destino após a morte - a vida que levam em terra é determinante para o destino final.<br><strong>Síntese da cena:</strong> os quatro cavaleiros chegam ao cais transportando a cruz de Cristo, as espadas e escudos, pois morreram a combater contra os mouros, cantando uma cantiga que adverte os pecadores para a vida que levam pois esta será determinante para o seu destino após a morte. Na cantiga referem-se ao "rio" que simboliza a passagem da vida terrena para a morte, após a qual as almas merecem os "prazeres" (salvação) ou as "dolores" (condenação) pelo que se devem acautelar e mudar de vida para não irei para o inferno. O Diabo tenta travar os Cavaleiros, mas estes seguros do seu destino, dirigem-se diretamente à barca do Anjo, pois sabem que praticaram o bem e não temem o juízo final.<br>O Anjo recebe-os com alegria, pois são mártires da Igreja por terem morrido a combater por Cristo.<br><br>Não esquecer: o ABI traça um retrato da sociedade de quinhentos em que vivia Gil Vicente, daí que esta cena que enaltece e salva os Cavaleiros evidencie a apologia (o louvor) da guerra no Norte de África.&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-01-22 09:14:41 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2452212288</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Epopeia</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493538865</link>
         <description><![CDATA[<div>Uma epopeia é um género literário do modo narrativo que narra, num estilo solene/elevado, as façanhas ilustres de um herói individual ou de um povo.&nbsp; No caso de <em>Os Lusíadas</em> o herói coletivo é o povo Português e o herói individual Vasco da Gama.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-02-24 06:58:40 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493538865</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Os Lusíadas:</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493540481</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Estrutura interna:</strong><br>Proposição (Canto I, est. 1-3): O poeta apresenta o <strong>assunto</strong> da epopeia, propondo-se cantar os grandes portugueses.<br><br>Invocação (Canto I, est. 4-5): O poeta invoca as ninfas do Tejo (Tágides) para que lhe concedam a inspiração necessária para exaltar os feitos heroicos dos lusitanos.<br><br>Dedicatória (Canto I, est. 6-18): O poeta dedica a epopeia ao rei D. Sebastião, tecendo-lhe vários elogios pelo seu espírito guerreiro e empreendedor.<br><br>Narração (Canto I, est. 19 – Canto X): Narram-se as aventuras e feitos do protagonista, <strong>o povo português</strong>. É a parte mais extensa da obra.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-02-24 07:00:55 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493540481</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Tema de Os Lusíadas</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493540664</link>
         <description><![CDATA[<div>A epopeia <em>Os Lusíadas </em>tem como tema <strong>o passado épico nacional, inspirando-se na tradição nacional </strong>(e não na experiência individual). Nela narram-se os feitos grandiosos do povo português, desde a fundação da nacionalidade até ao século XVI (data em que Camões escreve a obra).</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-02-24 07:01:14 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493540664</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Os Lusíadas</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493544416</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Estrutura externa:</strong><br>- Escrita em verso;<br>- Divide-se em dez cantos;<br>- Cada canto apresenta um número variável de oitavas (estâncias de oito versos), sendo o mais longo o Canto X e o mais curto o Canto VII;<br>- Esquema rimático fixo: rima <strong>cruzada</strong> nos seis primeiros versos e rima <strong>emparelhada</strong> nos dois últimos versos, segundo o esquema <strong>abababcc</strong>.<br>- versos decassilábicos (dez sílabas métricas).</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-02-24 07:07:30 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493544416</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Estrutura interna</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493545372</link>
         <description><![CDATA[<div>Ordenação dos factos narrados: <br>Nas epopeias, os factos não são narrados por ordem cronológica. O narrador inicia o relato num momento adiantado da ação, recuperando depois os acontecimentos anteriores através de <strong>analepses</strong>.</div><div>&nbsp; N’<em>Os Lusíadas</em>, a ação apresenta-se <strong><em>in medias res</em></strong>, ou seja, já a meio dos acontecimentos.</div><div><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-02-24 07:09:09 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493545372</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Ordenação dos factos narrados</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493546885</link>
         <description><![CDATA[<div>Até ao final da obra, narram-se:<br>- as peripécias da <strong>viagem de Vasco de Gama até à Índia </strong>➞ narração de acontecimentos <strong>presentes;<br>-&nbsp;</strong>factos do passado da <strong>História de Portugal </strong>➞ narração de acontecimentos passados, <strong>em analepse</strong>;<br>- sonhos proféticos e profecias dos deuses relativamente ao <strong>futuro dos Portugueses&nbsp; &nbsp;</strong>➞ narração de acontecimentos<strong> futuros.</strong></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-02-24 07:10:56 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493546885</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Estrutura interna - Planos narrativos</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493549315</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;A narração d’<em>Os Lusíadas </em>ocupa a quase totalidade da epopeia, mas ainda assim o poeta conseguiu garantir a unidade da ação. Para isso contribuiu a perfeita articulação entre os vários planos narrativos.<br><br>- <strong>Plano da Viagem: </strong>Consiste na <strong>ação central </strong>do poema, a viagem marítima da tripulação comandada por Vasco da Gama&nbsp; até à Índia. Predomina, sobretudo, nos Cantos I, II, V, VI, IX e X.</div><div><strong>- Plano do Maravilhoso (ou Plano da Mitologia/Plano dos Deuses/Plano Mitológico): </strong>Surge, geralmente, articulado com o plano da Viagem, uma vez que se refere à intervenção que as figuras divinas e mitológicas têm na ação, ou seja, na viagem dos portugueses até à Índia. Predomina, sobretudo, nos Cantos I, II, VI, VIII, IX e X.<br><strong>- Plano da História de Portugal:&nbsp;</strong>Surge encaixado no plano da Viagem e consiste na narração da História de Portugal (por Vasco da Gama ao rei de Melinde, por Paulo da Gama ao Catual de Calecut ou ainda pelo Adamastor e por Tétis, que profetizam as proezas dos Portugueses). Predomina, sobretudo, nos Cantos III, IV, VIII e X.</div><div><strong>- Plano das Reflexões (ou das Considerações do Poeta):&nbsp;</strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Encontra-se em quase todos os Cantos, geralmente, no final, e consiste em <strong>reflexões</strong>, <strong>críticas</strong>, <strong>elogios</strong> ou <strong>lamentações do poeta</strong> acerca de diversos assuntos (a condição humana, o conceito de heroísmo, o elogio dos Portugueses, a ingratidão e o desprezo pelas artes…).</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-02-24 07:14:24 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493549315</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Estrutura interna - Episódios</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493553574</link>
         <description><![CDATA[<div>Ao longo d’<em>Os Lusíadas</em>, encontramos diversos episódios inseridos nos vários planos referidos anteriormente. Trata-se de <strong>pequenas unidades narrativas</strong> (ações de carácter secundário) que contribuem para uma ação variada e dinâmica.<br>Tendo em conta a sua natureza, é possível agrupar os vários episódios d’<em>Os Lusíadas</em> nos seguintes grupos:<br>- <strong>episódios mitológicos: </strong>Consílio dos Deuses;<br>-&nbsp;<strong>episódios líricos: </strong>Inês de Castro, Despedidas em Belém;<br>- <strong>episódios simbólicos: </strong>Adamastor, Ilha dos Amores;<br>-&nbsp;<strong>episódios naturalistas:&nbsp;</strong>Tempestade.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-02-24 07:20:03 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493553574</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Proposição</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493567389</link>
         <description><![CDATA[<div>O poeta apresenta o <strong>assunto</strong> da epopeia, propondo-se cantar (exaltar, enaltecer/celebrar) três grupos de portugueses:<br>- "As armas e os barões assinalados” por terem ousado navegar nos mares desconhecidos, enfrentaram vários perigos e guerras e construírem um novo império em terras remotas;<br>- "[...] as memórias gloriosas/ Daqueles Reis” que expandiram o território português além-fronteiras e a fé cristã;<br>- ”[...] aqueles que [...] / Se vão da morte libertando”, porque realizaram grandes e “valerosas” obras.<br><br><strong>Ou seja</strong><br>Camões propõe-se celebrar todos aqueles homens cheios de coragem que descobriram, “por mares nunca dantes navegados”, novas terras, indo mais longe do que aquilo que alguém podia esperar de seres humanos, “Mais do que prometia a força humana”. <br>Os reis que contribuíram para que a fé cristã se espalhasse por terras que foram sendo descobertas, alargando assim o Império Português.<br>Todos os que são dignos de serem recordados pelos feitos heroicos cometidos em favor da pátria e que, por isso, nem mesmo a morte os pode votar ao esquecimento, “Se vão da lei da Morte libertando” pois foram imortalizados.<br><br>Na estância 2, o poeta revela que pretende ao escrever a epopeia (propósito): “ Cantando espalharei por toda a parte” (universalidade e intemporalidade da obra). O verbo cantar tem aqui o sinónimo de exaltar, enaltecer ou celebrar. Contudo, para esse objetivo ser alcançado, o poeta precisa de talento e de inspiração: “Se a tanto me ajudar o engenho e a arte” (condição necessária para realizar o que se propõe fazer). <br><br>Na estância 3, refere os feitos de Ulisses, herói da <em>Odisseia</em> de Homero, e os e Eneias, o troiano que, na <em>Eneida</em> de Virgílio, que fizeram grandes navegações. E os feitos de Alexandre Magno e de Trajano que foram grandes conquistadores para destacar a coragem dos portugueses que foram vitoriosos nas navegações e guerras ("A quem Neptuno e Marte obedeceram" (Canto I, est. 3, v. 6).<br><br><strong>Concluindo:</strong><br>A Proposição funciona como uma introdução, uma apresentação geral da obra. É uma síntese daquilo que o poeta se propõe fazer. Propor significa precisamente apresentar, expor, anunciar, mostrar.&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-02-24 07:37:14 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493567389</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Síntese Proposição</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493567942</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><br>&nbsp;</strong>A Proposição, que corresponde, na estrutura interna, à primeira parte de <em>Os Lusíadas</em>, divide-se em duas partes - a primeira corresponde às duas primeiras estâncias, nas quais o Poeta apresenta o assunto do poema - irá cantar as façanhas guerreiras dos homens ilustres, os Reis que dilataram a Fé e o Império e todos aqueles que se tornaram imortais por causa dos feitos que realizaram.</div><div><br>Na segunda parte (terceira estância), o Poeta afirma que irá cantar a glória do povo português cujas façanhas ultrapassaram o valor das contadas nos poemas greco-latinos.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-02-24 07:37:45 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2493567942</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Narração: Consílio dos Deuses</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2519622428</link>
         <description><![CDATA[<div>A Narração inicia-se na estância 19, Canto I, <em>in medias res</em> (quando a viagem para a Índia se encontra a meio) cumprindo-se, assim uma regra da epopeia clássica.<br>Na estância 19 apresenta-se&nbsp; a armada Portuguesa navega com mar e ventos favoráveis, no oceano Índico - Plano da Viagem.<br>Quando Júpiter convoca os deuses do Olimpo para debater sobre "as cousas futuras do Oriente" - Plano Mitológico. <br><strong>Estrutura do episódio mitológico:</strong><br>1. Descrição do espaço e a organização dos deuses no consílio (est. 20 a 23). <br>2. O consílio inicia-se com o discurso de Júpiter (est. 24 a 29) que determina que os Portugueses sejam protegidos e ajudados na sua viagem porque: são superiores a todos os outros povos (est. 24, vv.4-8);&nbsp; venceram os Mouros e os Castelhanos (est. 25); Viriato e Sertório, heróis do passado, lutaram com sucesso contra os Romanos (est. 26); agora, que navegam para Oriente, os Portugueses enfrentam, corajosamente, os perigos do mar desconhecido (est. 27);as leis do destino não podem ser contrariadas (est. 28); os marinheiros estão cansados da viagem e precisam ser recebidos, «como amigos», na costa africana (est. 28 – 29).<br>3. Apresentação das opiniões dos outros deuses, destacando-se os pareceres de Baco e de Vénus (est. 30 a 35). <br>Apesar da determinação de Júpiter, os deuses não chegam a acordo e instala-se a desordem no Olimpo (est. 30 – 32) .<br>Baco assume-se adversário dos portugueses porque: temia ser esquecido no Oriente, onde era adorado, caso os portugueses lá chegassem; sabia pelos «fados» que o governo do Oriente, que até então ele dominava , estava destinado aos portugueses. (est. 33 - 34).<br>Vénus manifesta-se contra Baco e mostra-se favorável aos portugueses porque: gostava do povo lusitano, no qual via qualidades idênticas às dos Romanos: coragem, as vitórias do Norte de África e a língua;&nbsp; sabia que seria adorada nos locais por onde os Portugueses passassem (est. 35). A discussão entre os deuses continua tão intensa que é comparada a um ciclone. Até os próprios verbos sugerem essa confusão: “rompendo”, Brama”, “murmura”, “Rompem-se”, “ferve”. O tom utilizado nesta estrofe é hiperbólico, há um exagero intencional da realidade para enfatizar a confusão.<br>4. Discurso de Marte, deus da Guerra (est. 36 a 40). (36 – 40) Marte surge em defesa de Vénus, sem que se saiba as suas verdadeiras motivações (amor antigo que sente pela deusa, reconhecimento do valor dos portugueses, falsidades das razões de Baco); é descrito como um deus tão poderoso que ninguém ousa contestá-lo. Termina o seu discurso, apelando a Júpiter para que cumpra sua decisão inicial de apoiar os portugueses.<br>5. Decisão final de Júpiter e encerramento do Consílio (est. 41). Depois de Marte apresentar a sua opinião, Júpiter concordou, com uma inclinação de cabeça, e deu por terminado o consílio. Os deuses regressaram às suas moradas. <br>A conclusão do Consílio: Júpiter e os deuses consentiram em ajudar os Portugueses e que estes parassem e descansassem na costa africana e recuperassem forças e, posteriormente, seguissem viagem rumo à Índia.<br><br>Episódio que glorifica (engrandece) o herói de <em>Os Lusíadas</em><br>- o povo português - na medida em que os próprios deuses, entidades sobrenaturais, debatem o destino dos Portugueses, reconhecendo as suas qualidades prodigiosas.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-03-16 15:42:46 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2519622428</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Episódio lírico &quot;Inês de Castro&quot;</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2519623373</link>
         <description><![CDATA[<div>Localizado no Canto III, insere-se no Plano da História de Portugal (encaixado no plano da viagem) e organiza-se do seguinte modo:<br>&nbsp; <strong>Estâncias</strong><br> <strong>A. Introdução ao episódio</strong> <br>Localização temporal do episódio, apresentação da história que vai ser contada e responsabilização do amor pela morte de D. Inês (est. <strong>118-119).</strong><br><strong>&nbsp;B.</strong> <strong>Episódio de Inês de Castro</strong> <br>Felicidade e despreocupação de Inês e os eu amor ao príncipe (est. <strong>120 - 122 (VV. 1-4</strong>).<br>Razões invocadas para a necessidade de matar Inês, trazida diante do rei. (est. <strong>c. 122 (vv. 5-8) – 124 (vv. 1-4)).</strong>&nbsp; <br>Súplicas de Inês ao rei.&nbsp; (est. <strong>124 (vv.5-8) – 129).</strong><br>Hesitação do rei e confirmação da sentença de morte de Inês (est. <strong>130 - 132).</strong> <br><strong>C. Considerações finais do narrador</strong> <br>Comparação do caso de Inês com outros terríveis episódios célebres, constatação da morte injusta e prematura de Inês e lembrança eterna deste episódio na Fonte dos Amores (est.<strong> 133 - 135).<br><br>A saber:</strong></div><div>Neste episódio lírico, Camões coloca de lado o tom otimista e eufórico da epopeia. O narrador interpela o Amor acusando-o de ser responsável pela tragédia, sendo a inconformidade do “eu” poético expressa ao longo de todo o episódio, bem como a repulsa pela morte de Inês, chorada até pela natureza.</div><div>O amor surge assim personificado e apontado como causa da morte de Inês. É apresentado como um sentimento negativo e antitético, pois seduz mas gera as maiores tragédias e tem em Inês uma heroína trágica, vítima desse amor cruel e despótico. É caracterizado negativamente: “puro amor com força crua”, “fero...áspero e tirano”.</div><div>Camões altera a verdade histórica e orienta o episódio para uma intensa poetização. O poeta insiste na inocência de Inês como vítima do amor, mais do que vítima de razões políticas ou de estado. O amor é um engano...&nbsp;</div><div>O repúdio do narrador pelos carrascos de Inês contrasta com a simpatia que ele exprime pela personagem, como podemos constatar através da adjetivação usada:</div><div><strong>Carrascos:</strong></div><div>“horríficos algozes”; “com falsas e ferozes Razões”; “duros ministros”; “avô cruel”; “ peitos carniceiros”;&nbsp; “brutos matadores”</div><div><strong>Inês de Castro</strong>:<br>“fraca dama delicada”; “tristes e piedosas vozes”; “olhos piedosos”; meninos “tão queridos e mimosos”.</div><div>Esse repúdio é ainda visível na comparação do caso de Inês com outros atos cruéis e aberrantes (caso da morte de Policena), bem como na ironia que subjaz à questão “Contra hua dama, ó peitos carniceiros, / Feros vos mostrais e cavaleiros?”.</div><div>Na conclusão, Camões mostra a própria Natureza entristecida diante do crime, chorando a “morte escura” da donzela, perpetuando a fatalidade numa fonte pura de onde correm lágrimas em vez de água, que recordará para sempre tais Amores.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-03-16 15:43:16 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2519623373</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Episódio lírico: As Despedidas em Belém (Canto IV)</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2519626588</link>
         <description><![CDATA[<div>Este episódio de <em>Os Lusíadas</em> corresponde ao momento da partida dos marinheiros da praia do Restelo e da despedida dos seus familiares e amigos -&nbsp; início da viagem de Vasco da Gama à Índia.<br> O episódio está incluído apenas no canto IV, pois seguindo o modelo das epopeias greco-latinas, a narração não começa no princípio da ação (a partida das naus de Lisboa e início da viagem), mas já a meio da ação (<em>in media res</em>): “Já no largo Oceano navegavam (Canto I, est. 19).<br>Estrutura do episódio<br>1. <strong>Os que partem</strong><br>- Referência ao estímulo dado pelo rei aos marinheiros (est. 83).<br>- Vasco da Gama refere o entusiasmo de marinheiros e soldados em o acompanhar (est. 84-85).<br>- Orações de despedida (est. 86-87).<br><br>2.<strong> Os que ficam</strong><br>- A gente da cidade deixa transparecer saudade e tristeza (est. 88).<br>- Os mais chegados revelam a sua tristeza: os homens com “suspiros”; as mulheres, as mães, as esposas e as irmãs “cum choro piadoso”(est. 89).<br>- As súplicas de uma mãe e de uma esposa (que representam todas as mães e esposas daqueles que partem) (est. 90-91).<br><br>3. Embarque que, por vontade de Vasco da Gama, se fez sem as despedidas habituais para diminuir o sofrimento, tanto dos que partiam como dos que ficavam (est. 93).<br><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-03-16 15:45:32 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2519626588</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Episódio simbólico: O Adamastor (Canto V)</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2519627231</link>
         <description><![CDATA[<div>O episódio do gigante Adamastor é central em <em>Os Lusíadas</em>, localiza-se no Canto V, marcando o meio da epopeia. <br>A figura do gigante (criação de Camões) personifica os perigos e castigos do mar, dos monstros que se acreditava habitarem nas zonas desconhecidas. Trata-se, em suma, de uma personificação que representa os medos que dominavam os homens da época relativamente ao desconhecido. <br><br><strong>A saber sobre o episódio:<br></strong><br></div><ul><li>O Adamastor sente-se prejudicado por os seus mares estarem a ser invadidos pela "gente ousada".</li><li>Glorificação/ elogio dos feitos dos Portugueses pela sua coragem e confiança.</li><li>Ameaças/profecias (naufrágios, tempestades, perdições de toda a sorte, morte).</li><li>Discurso autobiográfico (quem é, o que fazia, história de amor não correspondida).</li></ul><div><br></div><div><strong>Ações do episódio:</strong><br><br></div><ul><li>Preparação do ambiente para o aparecimento do Gigante (cenário).</li><li>Visão do Gigante (retrato físico e psicológico) / reação dos marinheiros.</li><li>Discurso do Adamastor (elogios e profecias/ameaças)</li><li>Interpelação de Vasco da Gama.</li><li>Desaparecimento do Gigante e do cenário que o enquadra.</li></ul>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-03-16 15:46:00 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2519627231</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Episódio naturalista: A Tempestade (e chegada à Índia)</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2519630496</link>
         <description><![CDATA[<div>Os marinheiros são surpreendidos pela Tempestade, em cuja descrição se cruzam dois planos narrativos: da viagem e dos deuses.<br><br><strong>Divisão do episódio:</strong><br><br></div><ul><li>Tempestade e agitação a bordo (agitação dos elementos da natureza – vento, nuvens e mar – e dos elementos humanos – marinheiros ((est.70 à 84).</li><li>Súplica de Vasco da Gama à divina guarda (est. 85 à 91).</li><li>Intervenção de Vénus (est. 92 e 93).</li></ul><div><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-03-16 15:48:08 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2519630496</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Episódio simbólico: A Ilha dos Amores (Canto IX, est. 18-29)</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2519631067</link>
         <description><![CDATA[<div>O episódio "Ilha dos Amores" relata a&nbsp; vontade da deusa Vénus em premiar os heróis portugueses com um merecido descanso e com prazeres divinos, numa ilha paradisíaca, no meio do oceano, a <a href="https://www.infopedia.pt/%24ilha-dos-amores?intlink=true"><strong>Ilha dos Amores</strong></a>.<br>A Ilha dos Amores simboliza o porto e prémio aos navegadores, a glorificação pelos feitos heroicos, a imortalidade do nome, para sempre gravado na História. E o Amor representa a vitória sobre o desconcerto do mundo, afinal travara “u'a famosa expedição / contra o mundo rebelde”.<br><br><strong>Organização do episódio:</strong><br>. Estâncias 18 a 20: Decisão de Vénus de recompensar os Portugueses.<br>. Estâncias 21 e 22: Descrição do prémio atribuído por Vénus.<br>. Estâncias 23 a 24: Vénus pede ajuda ao seu filho Cupido.<br>. Estâncias 25 – 29: apresenta-se a missão de Cupido.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-03-16 15:48:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2519631067</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Vasco da Gama: narrador</title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2555710003</link>
         <description><![CDATA[<div>A partir da terceira estrofe do Canto III de <em>Os Lusíadas</em> há uma mudança de narrador da ação: o poeta – narrador heterodiegético (não participante) – para ser Vasco da Gama, um narrador autodiegético (participante). Através de uma longa analepse, o navegador conta a História de Portugal desde o berço até ao momento da viagem ao rei de Melinde (narratário).</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-04-16 11:03:33 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2555710003</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Despedida de Tétis e regresso a Portugal (Canto X, est. 142-146, 154-156) </title>
         <author>helenacardoso3</author>
         <link>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2580206620</link>
         <description><![CDATA[<div>Este excerto de <em>Os Lusíadas</em> é constituído por duas partes distintas: o episódio que relata a partida da Ilha dos Amores e a chegada a Portugal (estrofes 142 a 144) e o epílogo (conclusão), em que o Poeta tece as suas considerações finais (estrofes 145, 146 e 154 a 156).<br><br><strong>Primeira parte:</strong><br>Antes de avisar os navegadores que já podem partir, Tétis recorda dois factos fundamentais: que lhes foi concedido o privilégio de conhecerem os feitos gloriosos que Portugal ainda realizará e que realizaram, eles próprios, grandes feitos que lhes proporcionaram o contacto com as ninfas. <br>Camões termina, simbolicamente, a viagem na Ilha dos Amores – o prémio conquistado. Os Portugueses já tinham atingido o seu objetivo e nada mais havia a acrescentar à glória dos heróis.<br><strong><br>Segunda parte:</strong><br>O Poeta expressa o seu cansaço por ver que a sua obra não é valorizada pela “gente surda e endurecida”.&nbsp;<br>Camões critica ainda o facto de Portugal não estimular o talento, pois, estando o país mergulhado na ganância e numa triste e vil mediocridade, não está preparado para premiar aqueles que se dedicam às artes.&nbsp;<br>Interpela D. Sebastião no sentido de o alertar para o valor dos seus vassalos, que são “excelentes”, quando comparados com os povos de outros reinos. Faz um apelo ao rei para que se orgulhe do seu povo, para que lhe preste homenagem, pois os Portugueses bem precisam que se lhes levante o ânimo.<br>Camões põe-se ao serviço de D. Sebastião como soldado e como poeta.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-05-06 09:10:56 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/helenacardoso3/74h0ec5vrmaq3lqx/wish/2580206620</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
