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      <title>🌻«VIAGENS PELA MITOLOGIA CLÁSSICA»  by Susana Vieira</title>
      <link>https://padlet.com/suguidavieira/74f2pp1n0z9kgime</link>
      <description>             Este Padlet é uma pequena viagem pela MITOLOGIA CLÁSSICA NA LITERATURA.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-03-19 08:31:25 UTC</pubDate>
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         <title>Quem somos? </title>
         <author>suguidavieira</author>
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         <description><![CDATA[<div>Chamo-me Susana Vieira e sou professora de Português no Agrupamento de Escolas Padre Benjamim Salgado em Vila Nova de Famalicão. 👩🌺<br><br><br>Chamo-me Ana Paula Freitas Pereira e sou professora do Grupo 300 no Agrupamento de Escolas de Amares. <br>Desde novembro de 2016, desempenho, a tempo inteiro, as funções de representante dos serviços do Ministério da Educação na CPCJ de Amares,&nbsp; pelo que não tenho componente letiva. 👩🌻<br><br><br><strong>Este </strong><strong><em>Padlet</em></strong><strong> é uma pequena viagem pela MITOLOGIA CLÁSSICA NA LITERATURA, que resultou dos momentos assíncronos inerentes ao curso de formação</strong> <strong><em>e-Learning -</em></strong> <strong>Viagens à Mitologia greco-romana: Propostas Didáticas Digitais para aulas de Português - que decorreu entre os dias 12 de março e 9 de abril de 2022.&nbsp;</strong></div><div><strong>Após cada sessão síncrona, fomos construindo, passo a passo, este </strong><strong><em>padlet</em></strong><strong>, ferramenta de trabalho para o 12.º ano, seguindo os FIOS de ARIADNE propostos pela formadora.<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-19 08:36:41 UTC</pubDate>
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         <title>MITO</title>
         <author>suguidavieira</author>
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         <description><![CDATA[<div><em>ULISSES</em></div><div>O mito é o nada que é tudo.</div><div>O mesmo sol que abre os céus</div><div>É um mito brilhante e mudo —</div><div>O corpo morto de Deus,</div><div>Vivo e desnudo.<br><br></div><div>Este, que aqui aportou,</div><div>Foi por não ser existindo.</div><div>Sem existir nos bastou.</div><div>Por não ter vindo foi vindo</div><div>E nos criou.<br><br></div><div>Assim a lenda se escorre</div><div>A entrar na realidade,</div><div>E a fecundá-la decorre.</div><div>Em baixo, a vida, metade</div><div>De nada, morre.</div><div><sub>s.d.</sub></div><div><strong><sub>Mensagem</sub></strong><sub>. Fernando Pessoa. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1934 (Lisboa: Ática, 10ª ed. 1972).&nbsp; - 25.</sub></div><div><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-19 08:38:24 UTC</pubDate>
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         <title>MÓDULO 1</title>
         <author>suguidavieira</author>
         <link>https://padlet.com/suguidavieira/74f2pp1n0z9kgime/wish/2102836633</link>
         <description><![CDATA[<div>Tema: <strong><em>TEMPO<br></em></strong><br><strong>Quem era, história e representação na mitologia grega&nbsp;</strong></div><div>&nbsp;</div><div>Na mitologia grega, Cronos era a principal divindade da primeira geração de titãs. Estava relacionado com a agricultura e também o tempo. Filho de Urano (Céu) e Gaia (Terra) era o mais jovem da primeira geração de titãs. Era uma personificação do tempo.</div><div>&nbsp;</div><div>De acordo com a mitologia, Cronos tirou o seu pai do poder, casou-se com a irmã Reia e governou durante a Idade Dourada da mitologia. O seu poder perdurou até ser derrubado pelos filhos Zeus, Poseidon e Hades.</div><div>&nbsp;</div><div>De acordo com a mitologia, Cronos temia uma profecia segundo a qual seria tirado do poder por um dos seus filhos. De temperamento violento e negativo, Cronos passou a matar e devorar todos os filhos gerados com Reia. Porém, a mãe conseguiu salvar um deles, Zeus, escondendo-o numa caverna da ilha de Creta.&nbsp; Para enganar Cronos, Reia deu-lhe uma pedra embrulhada num pano que ele comeu sem perceber.</div><div>&nbsp;</div><div>Ao crescer, Zeus libertou os titãs e com a ajuda deles fez Cronos vomitar os irmãos (Hades, Hera, Héstia, Poseidon e Deméter). Zeus, com a ajuda dos irmãos e dos titãs, expulsou Cronos do Olimpo e governou como rei dos deuses gregos. Como tinha derrotado o pai Cronos, que simbolizava o tempo, Zeus tornou-se imortal, poder estendido também aos irmãos.<br><br><strong>CRONOS na LITERATURA</strong><br><br><strong>Educação Literária: Ricardo Reis<br></strong>1.<strong><br></strong>Antes de nós nos mesmos arvoredos<br>Passou o vento, quando havia vento,<br>E as folhas não falavam<br>De outro modo do que hoje.<br><br>Passamos e agitamo-nos debalde.<br>Não fazemos mais ruído no que existe<br>Do que as folhas das árvores<br>Ou os passos do vento.<br><br>Tentemos pois com abandono assíduo<br>Entregar nosso esforço à Natureza<br>E não querer mais vida<br>Que a das árvores verdes.<br><br>Inutilmente parecemos grandes.<br>Salvo nós nada pelo mundo fora<br>Nos saúda a grandeza<br>Nem sem querer nos serve.<br><br>Se aqui, à beira-mar, o meu indício<br>Na areia o mar com ondas três o apaga,<br>Que fará na alta praia<br>Em que o mar é o Tempo?<br><br><sub>Ricardo Reis,</sub><em><sub> in Odes</sub></em><br><strong><br>2.<br></strong>Vossa formosa juventude leda,</div><div>Vossa felicidade pensativa,</div><div>Vosso modo de olhar a quem vos olha,</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Vosso não conhecer-vos —<br><br></div><div>Tudo quanto vós sois, que vos semelha</div><div>À vida universal que vos esquece</div><div>Dá carinho de amor a quem vos ama</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Por serdes não lembrando<br><br></div><div>Quanta igual mocidade a eterna praia</div><div>De Cronos, pai injusto da justiça,</div><div>Ondas, quebrou, deixando à só memória</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Um branco som de espuma.<br><br></div><div><sub>2-9-1923</sub></div><div><strong><em><sub>Odes, </sub></em></strong><strong><sub>Ricardo Reis</sub></strong><sub> . Fernando Pessoa. (Notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (imp.1994).&nbsp; - 81.</sub><br><br><strong>3.</strong><br>Mestre, são plácidas</div><div>Todas as horas</div><div>Que nós perdemos.</div><div>Se no perdê-las,</div><div>Qual numa jarra,</div><div>Nós pomos flores.<br><br></div><div>Não há tristezas</div><div>Nem alegrias</div><div>Na nossa vida.</div><div>Assim saibamos,</div><div>Sábios incautos,</div><div>Não a viver,<br><br></div><div>Mas decorrê-la,</div><div>Tranquilos, plácidos,</div><div>Tendo as crianças</div><div>Por nossas mestras,</div><div>E os olhos cheios</div><div>De Natureza...<br><br></div><div>A beira-rio,</div><div>A beira-estrada,</div><div>Conforme calha,</div><div>Sempre no mesmo</div><div>Leve descanso</div><div>De estar vivendo.<br><br></div><div>O tempo passa,</div><div>Não nos diz nada.</div><div>Envelhecemos.</div><div>Saibamos, quase</div><div>Maliciosos,</div><div>Sentir-nos ir.<br><br></div><div>Não vale a pena</div><div>Fazer um gesto.</div><div>Não se resiste</div><div>Ao deus atroz</div><div>Que os próprios filhos</div><div>Devora sempre. <sub>(1)</sub><br><br></div><div>Colhamos flores.</div><div>Molhemos leves</div><div>As nossas mãos</div><div>Nos rios calmos,</div><div>Para aprendermos</div><div>Calma também.<br><br></div><div>Girassóis sempre</div><div>Fitando o Sol,</div><div>Da vida iremos</div><div>Tranquilos, tendo</div><div>Nem o remorso</div><div>De ter vivido.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; (1) Cronos &nbsp;</div><div><sub>12-6-1914</sub></div><div><strong><em><sub>Odes, </sub></em></strong><strong><sub>Ricardo Reis</sub></strong><sub> . Fernando Pessoa. (Notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (imp.1994).&nbsp; - 13.<br><br><br></sub><strong>Vive sem Horas<br></strong><br></div><div>Vive sem horas. Quanto mede pesa,</div><div>E quanto pensas mede.</div><div>Num fluido incerto nexo, como o rio</div><div>Cujas ondas são ele,</div><div>Assim teus dias vê, e se te vires</div><div>Passar, como a outrem, cala.</div><div><strong><em><sub>Odes, </sub></em></strong><strong><sub>Ricardo Reis</sub></strong><sub>. Fernando Pessoa.</sub><br><br><br><strong>Breves São os Anos<br></strong><br></div><div>No breve número de doze meses<br>O ano passa, e breves são os anos,<br>Poucos a vida dura.<br>Que são doze ou sessenta na floresta<br>Dos números, e quanto pouco falta<br>Para o fim do futuro!<br>Dois terços já, tão rápido, do curso<br>Que me é imposto correr descendo, passo.<br>Apresso, e breve acabo.<br>Dado em declive deixo, e invito apresso<br>O moribundo passo. <br><strong><em><sub>Odes</sub></em></strong><strong><sub>, Ricardo Reis</sub></strong><sub>. Fernando Pessoa.</sub></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-19 08:41:21 UTC</pubDate>
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         <title>MÓDULO 2</title>
         <author>suguidavieira</author>
         <link>https://padlet.com/suguidavieira/74f2pp1n0z9kgime/wish/2102837332</link>
         <description><![CDATA[<div>Tema: <strong><em>POESIA<br></em></strong><strong><br>EDUCAÇÃO LITERÁRIA<br><br>Mitologia na poesia de Miguel Torga<br><br>Sísifo<br></strong>Recomeça....<br>Se puderes<br>Sem angústia<br>E sem pressa.<br>E os passos que deres,<br>Nesse caminho duro<br>Do futuro<br>Dá-os em liberdade.<br>Enquanto não alcances<br>Não descanses.<br>De nenhum fruto queiras só metade.<br><br>E, nunca saciado,<br>Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.<br>Sempre a sonhar e vendo<br>O logro da aventura.<br>És homem, não te esqueças!<br>Só é tua a loucura<br>Onde, com lucidez, te reconheças...<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<sub>Miguel Torga, </sub><em><sub>Diário XIII<br><br><br></sub></em><strong>Mito de Sísifo<br></strong><br></div><div>O mito de Sísifo, considerado o mortal mais astuto da sua época, narra a história deste homem que ficou conhecido como um dos maiores ofensores dos deuses gregos.</div><div>De acordo com a lenda, depois de ter desrespeitado as ordens de Zeus, este mandou Tânato, o deus da morte, levar Sísifo para o Tártaro – terra dos mortos do mundo inferior que era reinado por Hades.</div><div>Sísifo, no entanto, enganou Tânato, elogiando a sua beleza e oferecendo-lhe um colar que era, na realidade, uma coleira, fazendo com que Sísifo conseguisse manter a morte como sua prisioneira. Assim, durante este tempo, nenhuma pessoa na Terra podia morrer.</div><div>Hades, ao descobrir o ato de Sísifo, ficou muito irado e libertou Tânato, ordenando que este levasse o rei de Corinto imediatamente para o mundo dos mortos.<br><br><br><strong>O que é o trabalho de Sísifo?</strong><br><br>Trabalho de Sísifo é uma expressão popular originada a partir da mitologia grega, remetendo a<strong> todo tipo de trabalho ou situação que é interminável e inútil</strong>.</div><div>O significado contemporâneo desta frase está relacionado com a ideia de que por mais trabalho e esforço que se faça em relação a algo, os <strong>resultados são sempre infrutíferos</strong>, irrelevantes e frustrantes.</div><div><br><br></div><pre>Orfeu rebelde, canto como sou:
Canto como um possesso
Que na casca do tempo, a canivete,
Gravasse a fúria de cada momento;
Canto, a ver se o meu canto compromete
A eternidade do meu sofrimento.

Outros, felizes, sejam os rouxinóis...
Eu ergo a voz assim, num desafio:
Que o céu e a terra, pedras conjugadas
Do moinho cruel que me tritura,
Saibam que há gritos como há nortadas,
Violências famintas de ternura.

Bicho instintivo que adivinha a morte
No corpo dum poeta que a recusa,
Canto como quem usa
Os versos em legítima defesa.
Canto, sem perguntar à Musa
Se o canto é de terror ou de beleza.
        <sub>Miguel Torga, </sub><em><sub>Orfeu Rebelde</sub></em></pre><div><br><sub>Um dos mitos mais populares é o de</sub><strong><sub> Orfeu</sub></strong><sub>. teria sido o mais talentoso de entre todos os músicos. Orfeu era filho da musa Calíope e, segundo alguns, do deus Apolo, que presenteou o filho com uma lira. Quando Orfeu a tocava, os pássaros paravam para escutar, os animais selvagens perdiam o medo e as árvores curvavam-se.<br>Orfeu apaixonou-se pela bela Eurídice e casaram-se. Ela era tão bonita que despertou o interesse de outro homem, Aristeu. Depois de recusar Aristeu, este passou a persegui-la. Durante a fuga, Eurídice tropeçou numa serpente. O animal picou Eurídice que, sob o efeito do veneno,&nbsp; morreu. Desesperado e sofrendo, Orfeu foi até o mundo dos mortos com sua lira para resgatar Eurídice. A canção emocionada que entoou convenceu o barqueiro Caronte a levá-lo e, em seguida, fez adormecer Cérbero, o cão de três cabeças que vigia a entrada do mundo inferior.<br>Quando Orfeu chegou perante Hades, o deus do submundo ficou muito irritado ao ver que um vivo conseguira penetrar no mundo dos mortos, mas a música de Orfeu comoveu-o. Perséfone, que estava com Hades, convenceu-o, então, a atender o pedido do músico. Hades concordou, mas colocou uma condição: Eurídice podia sair seguindo Orfeu, mas ele só devia olhar para ela, novamente, quando estivessem à luz do sol, mas, Orfeu virou-se, procurando certificar-se de que Eurídice o seguia e perdeu-a para sempre.<br></sub><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-19 08:42:49 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;VIAGENS À MITOLOGIA GRECO-ROMANA&quot;</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><em>"Nem nos apercebemos bem de que, embora os clássicos gregos e romanos estejam realmente distantes de nós, temos armazenados, na mente e no coração, temas e atitudes que nos vêm deles. De tal maneira que uma viagem pelos clássicos é uma viagem de descoberta, é certo, mas é também uma viagem de autodescoberta."<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;</em><em><sub>&nbsp;</sub></em><strong><em><sub>Os Grandes Livros. </sub></em></strong><em><sub>Anthony O'Hea<br><br><br></sub></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-20 22:02:33 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>suguidavieira</author>
         <link>https://padlet.com/suguidavieira/74f2pp1n0z9kgime/wish/2109606517</link>
         <description><![CDATA[<div>"Os mitos gregos são as maiores histórias alguma vez contadas. Ninguém ama e luta, deseja e engana tão arrojada e brilhantemente como os deuses e as deusas da Grécia.”&nbsp;</div><div><strong><sub>A Grande História dos Mitos Gregos.&nbsp; </sub></strong><em><sub>Stephen Fry</sub></em></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-23 12:42:06 UTC</pubDate>
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         <title>MÓDULO 3</title>
         <author>suguidavieira</author>
         <link>https://padlet.com/suguidavieira/74f2pp1n0z9kgime/wish/2114734363</link>
         <description><![CDATA[<div>Tema: <strong><em>o HERÓI<br><br>Infopédia</em></strong></div><h1><sub>herói</sub></h1><div><sub>he.rói iˈrɔj, eˈrɔj</sub></div><div><sub>nome masculino<br>1.<br>indivíduo que se destaca por um ato de extraordinária coragem, valentia, força de carácter, ou outra qualidade considerada notável<br>2.<br>aquele que é admirado por qualquer motivo, constituindo o centro das atenções<br>3.<br>CINEMA, LITERATURA protagonista<br>4.<br>MITOLOGIA personagem nascida de um ser divino e outro mortal</sub></div><div><sub>Do grego </sub><em><sub>héros</sub></em><sub>, «chefe», pelo latim </sub><em><sub>herōe-</sub></em><sub>, «herói; homem célebre»<br></sub><br></div><div><strong><em><br></em></strong><a href="https://iedamagri.files.wordpress.com/2014/07/ulisses-james-joyce-em-portuguc3aas.pdf"><em>Ulisses</em>&nbsp;- James Joyce (Em Português).pdf (wordpress.com)</a><br><br><strong><br>EDUCAÇÃO LITERÁRIA<br>O herói na literatura<br><br>1.<br></strong>Cessem do sábio Grego e do Troiano<br>As navegações grandes que fizeram;<br>Cale-se de Alexandro e de Trajano<br>A fama das vitórias que tiveram;<br>Que eu canto o peito ilustre Lusitano,<br>A quem Neptuno e Marte obedeceram:<br>Cesse tudo o que a Musa antígua canta,<br>Que outro valor mais alto se alevanta.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <em><sub>Os Lusíadas</sub></em><sub>, Canto I, est.3<br></sub><strong><sub>2.</sub></strong><sub><br></sub>Que auréola te cerca?</div><div>É a espada que, volteando,</div><div>Faz que o ar alto perca</div><div>Seu azul negro e brando.</div><div>Mas que espada é que, erguida,</div><div>Faz esse halo no céu?</div><div>É Excalibur, a ungida,</div><div>Que o Rei Artur te deu.</div><div>Esperança consumada,</div><div>S. Portugal em ser,</div><div>Ergue a luz da tua espada</div><div>Para a estrada se ver!</div><div><sub>8-12-1928</sub></div><div><strong><em><sub>Mensagem, </sub></em></strong><sub>Fernando Pessoa. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1934 (Lisboa: Ática, 10ª ed. 1972).<br><br></sub><strong><sub>3.<br></sub></strong>ASCENSÃO DE VASCO DA GAMA</div><div>Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra</div><div>Suspendem de repente o ódio da sua guerra</div><div>E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus</div><div>Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus,</div><div>Primeiro um movimento e depois um assombro.</div><div>Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro,</div><div>E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões.</div><div>Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta</div><div>Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões,</div><div>O céu abrir o abismo à alma do Argonauta.</div><div><sub>10-1-1922</sub></div><div><strong><em><sub>Mensagem, </sub></em></strong><sub>Fernando Pessoa. Lisboa: Parceria António Maria Pereira, 1934 (Lisboa: Ática, 10ª ed. 1972).&nbsp; - 69.<br><br></sub><mark><sub><br></sub></mark><strong>PRODUÇÃO ESCRITA</strong><mark><sub><br></sub></mark><sub><br></sub>O herói simboliza a <strong>união das forças celestes e terrestres</strong>. Mas não goza, naturalmente, da importalidade divina, embora conserve até à morte um poder sobrenatural: deus caído ou homem divinizado. Os heróis podem, entretanto, adquirir a imortaliade […]. Podem também surgir do seu túmulo e defender do inimigo a cidade que está colocada sob a sua proteção.<br><sub>Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, “Herói”, in </sub><em><sub>Dicionário dos Símbolos</sub></em><sub>,&nbsp; trad. Cristina Rodriguez e Artur Guerra, Lisboa, Teorema, 1994</sub><br><br></div><div>&nbsp;</div><div>Num texto bem estruturado, com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas palavras, apresente uma reflexão sobre o que é afirmado no excerto, considerando a importância da figura do herói na vida do ser humano.</div><div>Para fundamentar o seu ponto de vista, recorra, no mínimo, a dois argumentos, ilustrando cada um deles com, pelo menos, um exemplo significativo.<br><br></div><div><a href="https://www.examesnacionais.com.pt/exames-nacionais/12ano/2008-2fase/Portugues_639.pdf"><strong><sub>https://www.examesnacionais.com.pt/exames-nacionais/12ano/2008-2fase/Portugues_639.pdf</sub></strong></a> <br><br><br><strong>Sugestão:<br></strong><br></div><div>O herói representa, simbolicamente, “a união das forças celestes e terrestres”, sendo, assim, uma entidade que se destaca do ser humano comum, apresentando capacidades invulgares que o colocam numa posição intermédia entre homem e Deus, sendo passível de ser idolatrado e surgindo como um ser capaz de proteger os homens. Consequentemente, o herói revela-se extremamente importante na vida do ser humano, individual e coletivamente.<br>O homem precisa de acreditar ser capaz de superar as suas limitações e de conseguir atingir os seus objetivos, por muito irreais e longínquos que estes possam parecer, e, neste sentido, precisa de um exemplo que lhe prove que isso é possível. Assim, escolhe um modelo que revela atributos invulgares, que é capaz de se superar e que, por isso mesmo, se destaca. Exemplo disto é a veneração de determinados atletas, que são transformados em heróis pelas suas proezas desportivas e cujos comportamentos são frequentemente emulados. Tudo aquilo que eles conseguem concretizar permite ao indivíduo acreditar no seu próprio potencial.<br>Por outro lado, os heróis podem funcionar com fator de coesão cultural e étnica, tornando-se importantes, sobretudo, em épocas de crise. Como ser social, o homem precisa de se sentir integrado num coletivo e, frequentemente, a comunidade elege como herói uma entidade que congrega aspetos que a definem. Um bom exemplo é a figura mitificada de D. Sebastião, que representa para uma nação a possibilidade de grandeza e surge como entidade criadora de um sentimento coletivo de esperança no futuro e de capacidade de ultrapassar as dificuldades presentes.<br>Em suma, ao acreditar em entidades superiores, os homens podem estruturar a sua vida, acreditando no seu próprio potencial enquanto indivíduos e criando elos coesivos com os outros elementos da sua própria comunidade o que comprova a importância que os heróis têm na vida dos seres humanos.&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; </strong><em><sub>CER</sub></em><sub>-</sub><em><sub>P12</sub></em><sub> © </sub><em><sub>Porto Editora</sub></em></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-26 10:52:17 UTC</pubDate>
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         <title>Ligações de interesse</title>
         <author>suguidavieira</author>
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         <description><![CDATA[<div><a href="https://estudoemcasa.dge.mec.pt/2020-2021/12o/portugues/19">Introdução ao estudo de Mensagem, de Fernando Pessoa | #EstudoEmCasa (mec.pt)</a> <br><br><a href="https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/heroi-epico-e-heroi-mitico/30722">Herói épico e herói mítico - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa (iscte-iul.pt)</a><br><br><a href="https://tviplayer.iol.pt/programa/jornal-das-8/53c6b3903004dc006243d0cf/video/5ea5f9090cf2a588342058dd">O mito de Sísifo e o poema de Miguel Torga: o "até breve" de José Alberto Carvalho | Jornal das 8 | TVI Player (iol.pt)</a><br><br><a href="https://edtl.fcsh.unl.pt/encyclopedia/heroi">HERÓI | cceia (unl.pt)</a><br><br><a href="http://filologia.org.br/xv_cnlf/tomo_2/106.pdf">Microsoft Word - __Cad CNLF, Vol XV, nº 5, t 2, 1026 a 1596.doc (filologia.org.br)</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-26 10:59:42 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>anafreitaspereira</author>
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         <description><![CDATA[<div><sub>Poema " O Crepúsculo dos Deuses", de Sophia de Mello Breyner Andresen<br></sub><a href="https://www.rtp.pt/play/p1109/e437411/a-vida-breve"><strong><sub>https://www.rtp.pt/play/p1109/e437411/a-vida-breve</sub></strong></a></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-28 20:23:41 UTC</pubDate>
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         <title>                                   MÓDULO 4                                                                Plano do trabalho final da formação - proposta didática para uma aula de Português </title>
         <author>suguidavieira</author>
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         <description><![CDATA[<div>A Mitologia na Literatura</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-03 16:38:58 UTC</pubDate>
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         <title>Proposta didática para uma aula de Português de 12.º ano</title>
         <author>suguidavieira</author>
         <link>https://padlet.com/suguidavieira/74f2pp1n0z9kgime/wish/2130142072</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-04-05 07:05:04 UTC</pubDate>
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         <title>A mitologia na Educação Literária - 10.º e 11.º anos</title>
         <author>suguidavieira</author>
         <link>https://padlet.com/suguidavieira/74f2pp1n0z9kgime/wish/2134532559</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Camões lírico </strong><br><sub>Depois que quis Amor que eu só passasse</sub></div><div><sub>Quanto mal já por muitos repartiu,</sub></div><div><sub>Entregou-me à Fortuna, porque viu</sub></div><div><sub>Que não tinha mais mal que em mim mostrasse.<br></sub><br></div><div><sub>Ela, porque do Amor se avantajasse</sub></div><div><sub>Na pena a que ele só me reduziu,</sub></div><div><sub>O que para ninguém se consentiu,</sub></div><div><sub>Para mim consentiu que se inventasse.</sub></div><div><sub><br>Eis-me aqui vou com vário som gritando,</sub></div><div><sub>Copioso exemplário para a gente</sub></div><div><sub>Que destes dois tiranos é sujeita;</sub></div><div><sub><br>Desvarios em versos concertando.</sub></div><div><sub>Triste quem seu descanso tanto estreita,</sub></div><div><sub>Que deste tão pequeno está contente!</sub></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<em><sub>Rimas</sub></em><sub>, Luís de Camões<br><br>Está o lascivo e doce passarinho<br>Com o biquinho as penas ordenando,<br>O verso sem medida, alegre e brando,<br>Espedindo no rústico raminho.<br><br>O cruel caçador (que do caminho<br>Se vem calado e manso desviando),<br>Na pronta vista a seta </sub><em><sub>endereitando,</sub></em><sub><br>Lhe dá no Estígio lago eterno ninho.<br><br>Destarte o coração, que livre andava<br>(Posto que já de longe destinado),<br>Onde menos temia, foi ferido.<br><br>Porque o Frecheiro cego me esperava,<br>Pera que me tomasse descuidado,<br>Em vossos claros olhos escondido.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; </sub><em><sub>Rimas</sub></em><sub>, Luís de Camões</sub></div><div><br><strong>Camões épico</strong><br><sub>70</sub></div><div><sub>«Sigamos estas Deusas e vejamos</sub></div><div><sub>Se fantásticas são, se verdadeiras.»</sub></div><div><sub>Isto dito, veloces mais que gamos,</sub></div><div><sub>Se lançam a correr pelas ribeiras.</sub></div><div><sub>Fugindo as Ninfas vão por entre os ramos,</sub></div><div><sub>Mas, mais industriosas que ligeiras,</sub></div><div><sub>Pouco e pouco, sorrindo e gritos dando,</sub></div><div><sub>Se deixam ir dos galgos alcançando.</sub></div><div><br></div><div><sub>71</sub></div><div><sub>De ũa os cabelos de ouro o vento leva,</sub></div><div><sub>Correndo, e da outra as fraldas delicadas;</sub></div><div><sub>Acende-se o desejo, que se ceva</sub></div><div><sub>Nas alves carnes, súbito mostradas.</sub></div><div><sub>Ũa de indústria cai, e já releva,</sub></div><div><sub>Com mostras mais macias que indinadas,</sub></div><div><sub>Que sobre ela, empecendo, também caia</sub></div><div><sub>Quem a seguiu pela arenosa praia.</sub></div><div><br></div><div><sub>72</sub></div><div><sub>Outros, por outra parte, vão topar</sub></div><div><sub>Com as Deusas despidas, que se lavam;</sub></div><div><sub>Elas começam súbito a gritar,</sub></div><div><sub>Como que assalto tal não esperavam;</sub></div><div><sub>Ũas, fingindo menos estimar</sub></div><div><sub>A vergonha que a força, se lançavam</sub></div><div><sub>Nuas por entre o mato, aos olhos dando</sub></div><div><sub>O que às mãos cobiçosas vão negando;</sub></div><div><br></div><div><sub>73</sub></div><div><sub>Outra, como acudindo mais depressa</sub></div><div><sub>À vergonha da Deusa caçadora,</sub></div><div><sub>Esconde o corpo n' água; outra se apressa</sub></div><div><sub>Por tomar os vestidos que tem fora.</sub></div><div><sub>Tal dos mancebos há que se arremessa,</sub></div><div><sub>Vestido assi e calçado (que, co a mora</sub></div><div><sub>De se despir, há medo que inda tarde)</sub></div><div><sub>A matar na água o fogo que nele arde.</sub></div><div><br></div><div><sub>74</sub></div><div><sub>Qual cão de caçador, sagaz e ardido,</sub></div><div><sub>Usado a tomar na água a ave ferida,</sub></div><div><sub>Vendo [ò] rosto o férreo cano erguido</sub></div><div><sub>Pera a garcenha ou pata conhecida,</sub></div><div><sub>Antes que soe o estouro, mal sofrido</sub></div><div><sub>Salta n' água e da presa não duvida,</sub></div><div><sub>Nadando vai e latindo: assi o mancebo</sub></div><div><sub>Remete à que não era irmã de Febo.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Luís de Camões, </sub><em><sub>Os Lusíadas</sub></em><sub>, Canto IX</sub></div><div><sub><br></sub>Eça de Queirós<br><sub>Carlos acendeu uma </sub><em><sub>cigarrette</sub></em><sub>, continuaram a percorrer a casa. A cozinha agradou-lhe muito, arranjada à inglesa, toda em azulejos. No corredor Maria Eduarda demorou-se diante de uma panóplia de tourada, com uma cabeça negra de touro, espadas e garrochas, mantos de seda vermelha, conservando nas suas pregas uma graça ligeira, e ao lado o cartaz amarelo de la corrida, com o nome de Lagartijo. Isto encantou-a como um quente lampejo de festa e de sol peninsular...</sub></div><div><sub>Mas depois o quarto que devia ser o seu, quando Carlos lho foi mostrar, desagradou-lhe com o seu luxo estridente e sensual. Era uma alcova, recebendo a claridade duma sala forrada de tapeçarias, onde desmaiavam na trama de lá os </sub><strong><sub>amores de Vénus e Marte:</sub></strong><sub> da porta de comunicação, arredondada em arco de capela, pendia uma pesada lâmpada da Renascença, de ferro forjado: e, àquela hora, batida por uma larga faixa de sol, a alcova resplandecia como o interior de um tabernáculo profanado, convertido em retiro lascivo de serralho... Era toda forrada, paredes e tectos, de um brocado amarelo, cor de botão de ouro; um tapete de veludo do mesmo tom rico fazia um pavimento de ouro vivo sobre que poderiam correr nus os pés ardentes duma deusa amorosa - e o leito de dossel, alçado sobre um estrado, coberto com uma colcha de cetim amarelo bordada a flores de ouro, envolto em solenes cortinas também amarelas de velho brocatel, - enchia a alcova, esplêndido e severo, e como erguido para as voluptuosidades grandiosas de uma paixão trágica do tempo de Lucrécia ou de Romeu. E era ali que o bom Craft, com um lenço de seda da índia amarrado na cabeça, ressonava as suas sete horas, pacata e solitariamente.</sub></div><div><sub>Mas Maria Eduarda não gostou destes amarelos excessivos. Depois impressionou-se, ao reparar num painel antigo, defumado, resultando em negro do fundo de todo aquele ouro - onde apenas se distinguia uma cabeça degolada, lívida, gelada no seu sangue, dentro dum prato de cobre. E para maior excentricidade, a um canto, de cima de uma coluna de carvalho, uma enorme coruja empalhada fixava no leito de amor, com um ar de meditação sinistra, os seus dois olhos redondos e agourentos... Maria Eduarda achava impossível ter ali sonhos suaves.</sub></div><div><sub>Carlos agarrou logo na coluna e no mocho, atirou-os para um canto do corredor; e propôs-lhe mudar aqueles brocados, forrar a alcova de um cetim cor de rosa e risonho.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Eça de Queirós, </sub><em><sub>Os Maias</sub></em><sub>, Cap.XIII</sub></div><div><sub><br></sub><strong><sub>Vénus e Marte:</sub></strong><sub> Marte tem o amor da deusa Vénus, e com ela teve um filho, Cupido e uma filha mortal, Harmonia. Na verdade tratava-se de uma relação adúltera, uma vez que a deusa era esposa de Vulcano, que arranjou um estratagema para os descobrir e prender numa rede enquanto estavam juntos na cama.</sub></div><div><sub><br></sub><br></div><div><sub><br></sub><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-07 13:00:26 UTC</pubDate>
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