<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>ZYGMUNT BAUMAN: quem é? Que obras tem publicadas? Qual o seu pensamento sobre a comunicação nos tempos atuais?  O que significa ‘tempos líquidos’? by LMC</title>
      <link>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb</link>
      <description>Docente: Sara Pereira</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2017-02-23 23:28:43 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2023-02-17 05:44:50 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url>https://padletuploads.blob.core.windows.net/prod/175941769/6024d44eb51868fd424da9d98734d888/CC_UMinho.png</url>
      </image>
      <item>
         <title>Zygmunt Bauman (1925 – 2017)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/156437232</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>Vida </strong><br><br></div><div>·  Sociólogo polaco e professor emérito na Universidade de Leeds, Reino Unido; </div><div>· Viveu no período da II Guerra Mundial, sendo obrigado a fugir das forças nazis para a antiga União Soviética. Alistou-se no exército polaco;</div><div>· Filiado ao Partido Comunista até 1967. Contudo, nos seus últimos anos de vida, evidenciava a necessidade do socialismo no mundo;</div><div>· Alvo de perseguição política durante 15 anos, expulso da Universidade de Varsóvia e proibido de publicar; procurou exílio em Israel e começou a lecionar na Universidade de Telavive; </div><div>· Ao leque de Universidades por onde passou, acrescentou as dos Estados Unidos e Canadá, estabelecendo-se, finalmente, no Reino Unido, onde integrou o corpo docente da Universidade de Leeds; <br><br></div><div><strong>Pensamento</strong><br><br></div><div>· Para além do percurso académico, Bauman desenvolveu uma carreira de escritor pautada pelos parâmetros da sociologia crítica. Classes sociais, o Holocausto, a Hermenêutica, o socialismo, a modernidade e a pós-modernidade, o consumo e a globalização são exemplos dos principais temas esmiuçados pelo sociólogo;</div><div>· Sobre a comunicação, Bauman, evidencia a brevidade das relações entre os indivíduos nas sociedades. Afirma que as “relações escorrem pelo vão dos dedos, como se de água se tratasse”. Fala, assim, de “Tempos líquidos”.</div><div>· Foca a instabilidade dos relacionamentos atuais devido à crescente flexibilidade das relações humanas. Paralelo com o mundo virtual e com a facilidade de “se desconectar”</div><div>· O fenómeno dos “Tempos Líquidos” também se encontra patente no Livro “Amor Líquido”. O autor procura analisar as relações amorosas, enquadrando-as na “modernidade líquida”. “Vivemos em tempos líquidos, nada é feito para durar”.  As relações amorosas perderam o aspeto sólido e de união, transformando-se num acumular de experiências. </div><div>·  Para além da brevidade e flexibilidade da comunicação, o sociólogo destaca a dificuldade da comunicação afetiva, uma vez que os relacionamentos são fundamentais para qualquer ser humano. A insegurança e o medo são retratados em “Medo Líquido”, onde a insegurança é vista como parte integrante da estrutura do sujeito pós-moderno; </div><div>· Para Bauman, a sociedade contemporânea encontra-se pautada pela fluidez dos vínculos. Esta surge inevitavelmente integrada nas características da modernidade. Foca, neste âmbito, as consequências da globalização, onde a velocidade subjacente encontra reflexo nas próprias relações humanas; </div><div>· Procurando expor o lado desumano do capitalismo, o sociólogo é encarado como um pessimista, decorrente da sua acesa crítica à pós-modernidade; </div><div>· Transversalmente a este conceito de “modernidade líquida”, surge a necessidade contemporânea do contacto via rede social para disfarçar o antigo medo da solidão. Este contacto apoderou-se das relações humanas, cuja ausência de comprometimento vem consolidar a noção de fluidez, fugacidade e instabilidade de um mundo cada vez mais dinâmico. Seja o mundo virtual, seja o mundo real;<br><br></div><div><strong>Obras</strong><br><br></div><div>· De uma vasta série de obras, podemos encontrar publicadas em Portugal: “Confiança e medo na cidade”, “Cegueira moral”, “Estado de Crise”, “A Vida Fragmentada” e “A sociedade Sitiada”. </div><div>· Aliada a estas, são ainda de destaque os já mencionados “A modernidade líquida" (2004), "Amor líquido: acerca da fragilidade dos vínculos humanos" (2005). Mais, “Europa, uma aventura inacabada" (2006), "Ética pós-moderna" (2006), "Tempos líquidos" (2007), "Vida de consumo" (2007) e "Liberdade" (2008).</div><div>· O seu último ensaio, “Estranhos batendo à porta”, caracteriza uma reflexão do sociólogo sobre as crises migratórias. Nesta, Bauman culpabiliza os políticos do seu aproveitamento dos “deserdados e pobres” e afirma, ainda, que a ideia da construção de muros falhará, a longo prazo. <br><br></div><div><strong>Fim da vida</strong><br><br></div><div>Aos 91 anos, Zygmunt Bauman faleceu em Leeds, no dia 9 de janeiro de 2017. Deixa o legado de um dos nomes chave “para se entender o seculo XX”. <br><br>Marta Alves, a75255</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2017-02-27 15:22:31 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/156437232</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Zygmunt Bauman</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/157377263</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>Quem foi? </strong></div><div>·  Nacionalidade – Polaca</div><div>·  Nascimento – 19 de novembro de 1925</div><div>·  Morte – 9 de janeiro de 2017</div><div>·  Profissões – sociólogo e professor emérito na Universidade de Leeds, no Reino Unido<br><br></div><div>- Nascido no seio de uma família judia, Bauman é considerado um dos principais pensadores do século XX, que critica a sociedade pós-moderna e globalizada.</div><div>- Quando estalou a II Guerra Mundial, fugiu para a antiga União Soviética e alistou-se no exército polaco.</div><div>- No final da Guerra, começou a dar aulas de Filosofia e Sociologia na Universidade de Varsóvia.</div><div>- Até 1967, esteve filiado no Partido Comunista.</div><div>- Foi perseguido pelas forças políticas durante 15 anos e acabou por ser expulso da universidade.</div><div>- Exilou-se em Israel.</div><div>- Lecionou em universidades americanas e canadienses, tendo acabado por se fixar no Reino Unido.<br><br></div><div><strong>Obras<br></strong><br></div><div>·  "Confiança e medo na cidade"</div><div>·   "Cegueira moral"</div><div>·   "Estado de crise" (com Carlo Bordoni)</div><div>·   "A vida fragmentada"</div><div>·   "A sociedade sitiada"</div><div>·   "A modernidade líquida" </div><div>·   "Amor líquido: acerca da fragilidade dos vínculos humanos" </div><div>·   "Europa, uma aventura inacabada" </div><div>·   "Ética pós-moderna" </div><div>·   "Tempos líquidos" </div><div>·   "Vida de consumo"</div><div>·    "Liberdade" </div><div>·    "Viver com o tempo emprestado"</div><div>·    "Estranhos batendo à porta" (sobre o impacto da crise de refugiados)<br><br></div><div><strong>Pensamento sobre a comunicação nos tempos atuais <br> <br></strong>Para entendermos a forma como Bauman encarava a comunicação na sociedade moderna, nada melhor do que atentarmos em algumas declarações por ele concedidas em entrevistas aos jornais:<br><br></div><div>- “As redes sociais são uma armadilha”.</div><div>- “Tudo é mais fácil na vida virtual, mas perdemos a arte das relações sociais e da amizade”.</div><div>- “Os grupos de amigos ou as comunidades de bairro não te aceitam sem terem razões fortes para isso, mas ser membro de um grupo no Facebook é facílimo. Podes ter mais de 500 contatos sem sair de casa, apertas um botão e pronto”.<br> <br>Entende-se, então, que o olhar de Bauman sobre a comunicação pós-moderna é marcado pelo ceticismo quanto aos benefícios das redes digitais e pela crítica profunda que denuncia a sua perversidade. <br><br></div><div><strong>Significado de ‘tempos líquidos’<br></strong><br></div><div>A expressão está intrinsecamente relacionada com o ponto anterior, ou seja, com as alterações verificadas nos paradigmas da comunicação quotidiana. A ideia central está na fragilidade das relações humanas. Numa visão pessimista, Bauman deixou-nos a premissa de que a insegurança faz parte do Homem pós-moderno.<br><br></div><div>Numa entrevista ao site ‘Isto É’, o próprio autor explicou:<br><br></div><div>“Os líquidos mudam de forma muito rapidamente, sob a menor pressão. Na verdade, são incapazes de manter a mesma forma por muito tempo. No atual estado “líquido” da modernidade, os líquidos são deliberadamente impedidos de se solidificarem. A temperatura elevada — ou seja, o impulso de transgredir, de substituir, de acelerar a circulação de mercadorias rentáveis — não dá ao fluxo uma oportunidade de abrandar, nem o tempo necessário para condensar e solidificar-se em formas estáveis, com uma maior expectativa de vida.”<br><br>Florbela Caetano, a75649<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2017-03-02 16:07:01 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/157377263</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Zygmunt Bauman</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/157407892</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2017-03-02 17:21:50 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/157407892</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Zygmunt Bauman</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/157407945</link>
         <description><![CDATA[<div>•	19.11.1925 – 9.01.2017</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2017-03-02 17:22:01 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/157407945</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Zygmunt Bauman</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/157407970</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>Quem foi?<br></strong><br>- 19.11.1925 – 9.01.2017<br>- Sociólogo e filósofo<br>- De nacionalidade polaca (da cidade Poznan), Bauman viveu na Rússia, Israel e EUA mas acabou por se instalar no Reino Unido.<br>- Com a II Guerra Mundial, fugiu às forças nazis e mudou-se para antiga União Soviética.<br>- Juntou-se ao exército polaco, que sob a alçada da URSS, combateram o regime nazi. Ao regressar ao país, Bauman tornou-se professor de Filosofia e Sociologia na Universidade de Varsóvia.<br>- A sua ligação ao Partido Comunista até 1967, tornou-o alvo de perseguição política: teve de abandonar a universidade e foi-lhe proibida a publicação de livros.<br>- Em 1968, Bauman e a mulher perderam o trabalho na Polónia e partiram para o exílio, em Israel, onde o sociólogo começou a dar aulas na Universidade de Telavive.<br>- Antes de se fixar no Reino Unido, onde lecionou na Universidade de Leeds durante mais de 30 anos, passou por universidades dos Estados Unidos e Canadá.<br><br><strong>Estudos e Obras</strong><br><br>- É considerado um dos principais pensadores do século XX. A carreira de escritor iniciou na década de 50 e ficou conhecida por uma sociologia crítica já que abordava temas como as classes sociais, o socialismo, o Holocausto, a modernidade e a pós-modernidade, o consumismo e a globalização.<br><br>- Da sua autoria destacam-se os livros: “A modernidade líquida” (2004), “Amor líquido: acerca da fragilidade dos vínculos humanos” (2005), "Europa, uma aventura inacabada" (2006), "Ética pós-moderna" (2006), "Tempos líquidos" (2007), "Vida de consumo" (2007) e "Liberdade" (2008).<br><br>- Em “Tempos líquidos”, Bauman procura fazer uma reflexão detalhada sobre a insegurança, principalmente nas grandes cidades. Os fenómenos como o terrorismo, o desemprego e solidão, mostram como as cidades, que surgiram para fornecer proteção aos cidadãos, tornaram-se em ambientes inseguros. Neste livro, Bauman introduz o conceito de “modernidade líquida” que consiste nas ligações entre as pessoas nos tempos atuais. Segundo o autor, os tempos são “líquidos porque tudo muda rapidamente. Nada é feito para durar, para ser sólido. A obsessão pelo corpo ideal, o culto às celebridades, o endividamento, o sentimento de insegurança e a instabilidade dos relacionamentos amorosos, são temas que integram a teoria de Bauman. Num mundo de incertezas, cada um é por si. Segundo Bauman os líquidos são deliberadamente impedidos de se solidificarem. A temperatura elevada – como o acelerar da circulação de mercadorias rentáveis – não dá oportunidade ao fluxo de se abrandar, nem o tempo necessário para se solidificar de forma estável, com maior esperança de vida.<br><br>- Em Portugal, o filósofo está presente com as obras: "Confiança e medo na cidade", "Cegueira moral", "Estado de crise" (com Carlo Bordoni), "A vida fragmentada", assim como "A sociedade sitiada", pelo Instituto Piaget.<br><br>- Numa entrevista ao EL País, Bauman disse “tudo é fácil na vida virtual, mas perdermos a arte das relações sociais e da amizade”. Para o sociólogo, as relações são cada vez menos duradoras. O autor considera que a fluidez do tempo e da identidade leva a que as relações entre os indivíduos sejam mais frágeis, facilitando as separações.<br><br><strong>Algumas frases marcantes do autor:</strong>&nbsp;<br><br>1.	“As redes sociais são uma armadilha”. Em relação ao contacto no mundo virtual, Bauman considera que se torna difícil estabelecer relações de confiança com outras pessoas. O autor acrescenta que quanto mais as pessoas tentarem fugir dos problemas da vida offline, maior será a tendência para desconectar.<br><br>2.	“Esquecemos o amor, a amizade, os sentimentos, o trabalho bem feito. O que se consome, o que se compra, são apenas sedativos morais que tranquilizam seus escrúpulos éticos”; “Os grupos de amigos ou as comunidades de bairro não te aceitam sem dar razão, mas ser membro de um grupo no Facebook é facílimo. Você pode ter mais de 500 contatos sem sair de casa, você aperta um botão e pronto”.<br><br>Bauman ficou também conhecido por ser defensor dos pobres. Desenvolveu estudos sobre o modo como se podia atingir a qualidade de vida num mundo globalizado e dominado pelo capitalismo. Sobre o trabalho e a precaridade, ficaram algumas frases:<br><br>1.	“O velho limite sagrado entre o horário de trabalho e o tempo pessoal desapareceu. Estamos permanentemente disponíveis, sempre no posto de trabalho”<br><br>2.	“As desigualdades sempre existiram, mas de vários séculos para cá se acreditou que a educação podia restabelecer a igualdade de oportunidades. Agora, 51% dos jovens diplomados estão desempregados e aqueles que têm trabalho têm empregos muito abaixo das suas qualificações. As grandes mudanças na história nunca vieram dos pobres, mas da frustração das pessoas com grandes expectativas que nunca se cumpriram”.<br><br><br>Inês Viegas Neves - A74347<br><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2017-03-02 17:22:05 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/157407970</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Zygmunt Bauman (Por: Ana Costa, A76426)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/157633341</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Quem foi?<br></strong><br></div><div>- Zygmunt Bauman era sociólogo e filósofo. Foi também professor na Universidade de Leeds, no Reino Unido;<br>- Nasceu a 19 de Novembro de 1925 e faleceu a 9 de Janeiro de 2017, aos 91 anos;<br>- Foi considerado um dos principais pensadores do século XX;<br>- Principal criador do conceito de “modernidade líquida”;<br>- Segundo um artigo do Jornal Expresso publicado a 9/1/2017, a carreira deste escritor polaco teve início em 1950 e “ficou caracterizada por uma sociologia crítica que abordava temas como as classes sociais, o socialismo, o Holocausto, a hermenêutica, a modernidade e a pós-modernidade, o consumismo e a globalização.”<br><br></div><div><strong>Obras:<br></strong><br></div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;“Amor Líquido”</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;"A vida fragmentada"</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;"A sociedade sitiada”</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;"Europa, uma aventura inacabada”</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;"Ética pós-moderna"</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;"Tempos líquidos"</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;"Cegueira moral"</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;"Vida de consumo"</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;"Confiança e medo na cidade"</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;"Liberdade"<br><br></div><div><strong>Pensamento:<br></strong><br></div><div>Bauman debruçou-se sobre a temporalidade das relações dos indivíduos, onde há menos união e não há intenção de fazer as relações durar durante bastante tempo – Tempos Líquidos.<br><br></div><div>As ligações que as pessoas mantêm entre si são “afetadas” pela internet e pelas redes sociais virtuais onde não existe contacto físico nem emocional, o tempo é mais fluido e a separação torna-se, portanto, inevitável.&nbsp;<br><br></div><div>Na obra “Amor Líquido”, Bauman analisa as relações amorosas que existem no quotidiano que ele apelida de <em>modernidade líquida</em> onde nada é feito com a intenção de durar, ou seja, nada é sólido e os relacionamentos “escorrem pelas mãos como dedos feitos de água”. Com a facilidade da "desconexão” presente no mundo virtual, as pessoas tendem a manter relacionamentos curtos que acabam por se apagar com o tempo devido a incertezas, instabilidades e à maior dificuldades das pessoas se conectarem emocionalmente.<br><br></div><div>Bauman também deu contributos sobre temas como a crise dos refugiados mais recente, a perda de direitos e a construção de muros nas fronteiras, mais concretamente entre a América e o México.&nbsp;<br><br></div><blockquote>“A vida é muito maior que a soma de seus momentos. Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar.” <strong>- Zygmunt Bauman</strong></blockquote><div><br></div><div>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2017-03-03 15:11:35 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/157633341</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Zygmunt Bauman</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/157751111</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>Alguns dados de referência:</strong></div><div>Nascimento: 19-11-1925</div><div>Morte: 09-01-2017</div><div>Profissão: Sociólogo, Filósofo e professor na Universidade de Leeds, Reino Unido</div><div>Nacionalidade: Polaca (da cidade Poznan)</div><div>Cidades onde habitou: Rússia, Israel, EUA e Reino Unido<br><br><strong>Acontecimentos marcantes na sua vida:</strong></div><div>- Durante a II Guerra Mundial foi obrigado a fugir das forças nazis para a antiga União Soviética;</div><div>- Aliou-se ao exército polaco (URSS) para combater o regime nazi;</div><div>- Foi alvo de uma perseguição política durante 15 anos, devido à sua ligação ao Partido Comunista (até 1967);</div><div>- Foi expulso da Universidade de Varsóvia, como também proibido de publicar livros;</div><div>- Procurou exilo em Israel (começou a dar aulas na Universidade de Telavive);</div><div>- Passou pelas universidades dos EUA e Canadá;</div><div>- Depois fixou-se no Reino Unido, onde começou a lecionar na Universidade de Leeds (durante mais de 30 anos) <br><br><strong>Alguma da Bibliografia e Estudos do autor</strong><br>Zygmunt Bauman, é considerado um dos principais e fundamentais pensadores do século XX.</div><div>Começou a sua carreira de escritor na década de 50 e as suas obras são conhecidas como a “sociologia crítica”, já que as temáticas abordadas são, por exemplo; as classes sociais, o socialismo, o Holocausto, a modernidade e a pós-modernidade, o consumismo e a globalização.</div><div>Podemos destacar alguns livros da sua autoria, nomeadamente:</div><div>“A modernidade líquida” (2004);</div><div>“Amor líquido: acerca da fragilidade dos vínculos humanos” (2005); </div><div>"Europa, uma aventura inacabada" (2006);</div><div>"Ética pós-moderna" (2006); </div><div>"Tempos líquidos" (2007);</div><div> "Vida de consumo" (2007);</div><div> "Liberdade" (2008).<br><br><strong>A nível nacional:</strong></div><div>No nosso país, podemos destacar a presença do autor nas seguintes obras:</div><div>"Confiança e medo na cidade";</div><div>"Cegueira moral", "Estado de crise" (com Carlo Bordoni);</div><div>"A vida fragmentada";</div><div>"A sociedade sitiada", pelo Instituto Piaget;<br><br><strong>Visão do autor:</strong></div><div>Bauman apercebeu-se que no século XX existiu uma passagem da sociedade de produção para a sociedade de consumo. E este fenómeno levou a outro, ainda hoje bem presente – “processo de fragmentação da vida humana”. Parece ter deixado de existir um pensamento comum – comunitário – para o foco ser apenas o “eu” individual. </div><div>O individuo parece ter deixado de saber que pertence a uma comunidade e depende dela.</div><div>Considero que esta frase do autor: “A ideia de progresso foi transferida da ideia de melhoria partilhada para a de sobrevivência do indivíduo”, resume, notoriamente, a sua posição em relação a esta nova realidade, a esta nova sociedade.<br><br></div><div><strong>“Tempos Líquidos”</strong></div><div>Nesta obra, da sua autoria, Bauman, logo na introdução, aponta cinco pontos de partida referentes à reflexão sobre os desafios impostos ao indivíduo na era presente. O autor faz referência à “insegurança”, à falta de certezas num mundo cada vez mais rápido.</div><div>Percebe-se, claramente, a opinião de Bauman a esta “nova sociedade”, já não vista como uma “estrutura”, mas como uma “rede”.</div><div>Perante todo o cenário percetível nesta nova realidade de insegurança e instabilidade (terrorismo, desemprego e solidão), o escritor introduz um novo conceito: “modernidade líquida” que, se analisarmos mais a fundo a questão, nos elucida sobre o mundo dos dias de hoje. </div><div>Segundo o autor, os tempos são “líquidos” porque tudo muda rapidamente, quase como se não tivéssemos tempo para assimilar tudo o que vemos e acontece ao nosso redor. </div><div>A analogia ao estado líquido vem reforçar esta efemeridade das coisas, como se nada fosse feito para durar, para ser sólido. Nesta sua teoria, podemos encontrar temas bem atuais como: o endividamento, a estabilidade emocional, a obsessão pelo corpo perfeito, entre outros.</div><div>Para concretizar esta ideia, é importante salientar que Bauman afirma que a sociedade é líquida já que é deliberadamente impedida de se solidificar, exatamente pelo modo como as coisas se processam – não há tempo para a solidificação.<br><br><strong>Algumas frases de Bauman:</strong></div><div><strong> </strong></div><blockquote>- A incerteza é o habitat natural da vida humana - ainda que a esperança de escapar da incerteza seja o motor de atividade de atividades humanas. Escapar da incerteza é um ingrediente fundamental presumido, de todas e quaisquer imagens compósitas da felicidade genuína, adequada e total sempre parece residir em algum lugar à frente: tal como o horizonte, que recua quando se tenta chegar mais perto dele.<br> <br>-Loucos são apenas os significados não compartilhados. A loucura não é loucura quando compartilhada.<br> <br>-A incerteza foi sempre o chão familiar da escolha.<br> <br>-Há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis para uma vida satisfatória, recompensadora e relativamente feliz. Um é segurança e o outro é a liberdade. <br><br> </blockquote><div>Tânia Quintas | A75267</div><div> </div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2017-03-03 22:57:31 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/157751111</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Zygmunt Bauman: “Tudo é mais fácil na vida virtual, mas perdemos a arte das relações sociais e da amizade”</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/157796740</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>Zygmunt Bauman</strong>, sociólogo polaco e fundador do conceito da “modernidade líquida”, foi considerado um dos nomes-chave para o entendimento do século XX. O autor de “A sociedade sitiada” trabalhava como sociólogo e professor na Universidade de Leeds, no Reino Unido, onde deu aulas durante mais de 30 anos, construindo uma obra caracterizada por uma visão crítica da sociedade pós-moderna e globalizada.</div><div><br></div><div>Nascido em Poznan, na Polónia, a 19 de novembro de 1925, no seio de uma família judia, mudou-em em 1939 para a antiga União Soviética, com o início da II Guerra Mundial e de forma a fugir às forças nazis.<br><br></div><div>Alistou-se no exército polaco e aliou-se à frente russa, acabando por regressar ao seu país depois do conflito, lecionando filosofia e sociologia na Universidade de Varsóvia.<br><br></div><div>Com o afastamento da linha dominante de Moscovo, foi perseguido durante 15 anos, foi expulso da universidade é proibido de publicar.&nbsp;<br><br></div><div>Em 1968, Bauman e a esposa, Janina, perderam o trabalho na Polónia e partiram para o exílio, em Israel, onde o filósofo passou a lecionar na Universidade de Telavive. Seguiu-se o ensino em universidades dos EUA e no Canadá, antes de se fixar no Reino Unido, em 1971, acabando por entrar no corpo docente da Universidade de Leeds.<br><br></div><div>Ao longo da sua carreira como escritor, iniciada nos anos de 1950, desenvolveu os parâmetros de uma sociologia crítica, abordando temas como as classes sociais, o socialismo, o Holocausto, a hermenêutica, a modernidade e a pós-modernidade, o consumismo e ainda a globalização.<br><br></div><div>Ficou conhecido por ter uma abordagem filosófica e multidisciplinar, sendo também uma voz forte para os pobres, num mundo dominado pela globalização.<br><br></div><div>As suas obras estão publicadas em Portugal pela Relógio d'Água, nomeadamente "Confiança e medo na cidade", "Cegueira moral", "Estado de crise”, "A vida fragmentada", assim como "A sociedade sitiada", pelo Instituto Piaget.<br><br></div><div>Entre os seus livros destaque para "A modernidade líquida" (2004), "Amor líquido: acerca da fragilidade dos vínculos humanos" (2005), "Europa, uma aventura inacabada" (2006), "Ética pós-moderna" (2006), "Tempos líquidos" (2007), "Vida de consumo" (2007) e "Liberdade" (2008).<br><br></div><div>No último livro, "Viver com o tempo emprestado", publicado em 2009, analisou o estado atual e os desafios que enfrenta o mundo globalizado, em que tudo é mercadoria.<br><br></div><div>A crise dos refugiados, a perda de direitos e a construção de muros fronteiriços dominam o último ensaio de Bauman, publicado em 2016, no qual analisa o impacto das vagas migratórias.<br><br></div><div>Bauman culpava ainda os políticos que se aproveitam do medos dos "deserdados e dos pobres" e assegurava que a política de construção de muros está destinada a fracassar a longo prazo.<br><br></div><div>Entre outras distinções, Bauman foi premiado com o prémio Amalfi de Sociologia e Ciências Sociais (1992), o prémio Theodor W. Adorno (1998) e com o prémio Príncipe das Astúrias de Comunicação, em 2010.<br><br></div><div><strong>Sobre a Modernidade Líquida<br></strong><br></div><div>A modernidade líquida é considerada a época atual em que vivemos. É o conjunto de relações e instituições que se impõe e que são a base da contemporaneidade. É uma época de liquidez, de fluidez, de volatilidade, de incerteza e insegurança. É nesta época que toda a fixidez e todos os referenciais morais da época anterior, denominada pelo autor como modernidade sólida, dá lugar à artificialidade.</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>&nbsp;</strong><strong><em>Maria João Mesquita da Costa (a74942)</em></strong></div>]]></description>
         <enclosure url="https://padletuploads.blob.core.windows.net/prod/178695137/2c2f09f64abe3caf8110432bb1f5443a/Zygmunt_Bauman.jpg" />
         <pubDate>2017-03-04 18:38:58 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/157796740</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Zygmunt Bauman</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/158173862</link>
         <description><![CDATA[<div>Francisco Eurico Leite, a36424; Joana Carvalho, a75082; Raquel Murteira, a75971;<br><br>Bauman nasceu em 19 de Novembro de 1925 e faleceu a 9 de Janeiro de 2017. Após combater na 2ª Grande Guerra, acabou por ver-se forçado a abandonar a Polónia, o seu país natal, e a emigrar para o Reino Unido. Sociólogo e filósofo, viria com o tempo a ser reconhecido como um dos mais importantes estudiosos da actualidade em áreas como o modernismo, a globalização e o consumismo, entre outros.<br><br>Bauman apresentou uma perspectiva da comunicação nos dias de hoje como uma "armadilha", nas palavras do próprio. Algo que parece que derruba as barreiras geográficas, mas na verdade nos fecha mais sobre nós mesmos. Diferencia comunidades de redes, dizendo que enquanto pertencemos a uma comunidade, a rede é que nos pertence a nós. É precisamente este controlo sobre ela que tende a fazer com que nos fechemos cada vez mais sobre nós mesmos, através da criação de uma espécie de visão do mundo constituída apenas por elementos com os quais estamos confortáveis em vez de procurarmos aquilo que é diferente ou contraditório à nossa visão.<br><br>Diz-se por vezes que o tempo agora anda mais rápido. O conceito de "tempos líquidos" de Bauman traduz bem esta ideia: o mundo já não é estável e tudo parece alterar-se muito rapidamente. O problema que daqui surge é óbvio: se as circunstâncias mudam rapidamente, cada vez é mais difícil adaptarmo-nos a elas de maneira a resolver os novos problemas que inevitavelmente surgem. Assim, torna-se também cada vez menos apelativo procurar uma vida estável (sendo que esta é quase impossível), tentando antes estar sempre preparado para se poder aproveitar novas oportunidades.<br><br><strong>Algumas obras publicadas:</strong><br>Liquid Modernity (2000);<br>Liquid Love: On the Frailty of Human Bonds (2003)<br>Modernity and the Holocaust (1989)<br>Globalisation: the Human Consequences (1998)<br>The Individualised Society (2001)<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2017-03-06 20:44:34 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/158173862</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Zygmunt Bauman</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/158664083</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>Quem é?<br></strong><br></div><div>·         1925-2017</div><div>·         Sociólogo Polaco e professor universitário em Leeds e Varsóvia</div><div>·         Nasceu numa família judaica e mudou-se para a União Soviética devido ao nazismo</div><div>·         Durante a II Guerra Mundial foi soldado no exército polaco</div><div>·         Foi militante do Partido Operário Unificado Polaco (partido comunista da Polónia) até ao ano de 1967</div><div>·         Estudou sociologia na Academia de Política e Ciências Sociais de Varsóvia</div><div>·         Foi professor na Universidade de Varsóvia até 1968 quando foi expulso devido ao forte retorno do antissemitismo</div><div>·         Foi perseguido durante 15 anos, proibido de publicar e exilou-se em Israel</div><div>·         Passou por vários países mas acabou por ficar em Inglaterra<br><br></div><div><strong>Que obras tem publicadas?<br></strong><br></div><div>O autor apresenta uma vasta obra publicada (mais de 30 livros), pelo que destacamos as seguintes:<br><br></div><div>·         “Modernidade e Holocausto” (1998)</div><div>·         “A modernidade líquida" (2004)</div><div>·         "Amor líquido: acerca da fragilidade dos vínculos humanos" (2005)</div><div>·         “Europa, uma aventura inacabada" (2006)</div><div>·         "Ética pós-moderna" (2006)</div><div>·         "Tempos líquidos" (2007)</div><div>·         "Vida de consumo" (2007)</div><div>·         "Liberdade" (2008)<br><br></div><div><strong>Pensamento<br></strong><br></div><div>·         Na sua obra “Tempos Líquidos”, publicada em 2007, Bauman criou a teoria da modernidade líquida: definição do nosso tempo como uma era de mudanças onde nada solidifica, tudo é instável, fragmentado e disperso, determinado pelo curto prazo e pela incerteza permanente.</div><div>·         Esta teoria aplica-se à forma como nos relacionamos com o tempo, com a convivência com os outros e com relações afetivas. Para o autor nada é suficientemente determinado.</div><div>·         É uma teoria contrária à que se viveu na época anterior, que Bauman denominou “modernidade sólida” onde os referenciais morais eram a classe, a religião, a família, a nacionalidade e a ideologia política. Atualmente, os valores morais passam a ser progressivamente substituídos por consumo, gozo e artificialidade.</div><div>·         Outro dos seus pensamentos prende-se com a busca frenética por identidade que não deixa nenhuma margem para a construção de uma vida coletiva</div><div>·         Destacamos também o seguinte pensamento do autor: a liberdade consumidora proporciona aos indivíduos líquidos o sonho de uma vida feliz que nunca chegará<br><br><br>Ana Oliveira (A75661)<br>Sónia Rocha (A75170)</div>]]></description>
         <enclosure url="https://i0.wp.com/curadoriacolunastortas.files.wordpress.com/2016/10/bauman-cachi.jpg?resize=702%2C487&amp;ssl=1" />
         <pubDate>2017-03-08 14:28:44 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/158664083</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Zygmunt Bauman</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/173726127</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Zygmunt Bauman foi um sociólogo e intelectual de renome. Nasceu em 1925, em Poznan, na Polónia, e faleceu a 9 de janeiro deste ano, em Leeds, na Inglaterra. Foi precisamente este país que adotou como seu, quando em 1971 aí se refugiou do regime comunista. Já antes se havia refugiado, com a sua família de origem judia, na URSS, aquando do início da Segunda Guerra Mundial. Essas experiências marcadas por dificuldades e exclusão contribuíram para o teor da sua obra. Chegou a ser professor na Universidade de Varsóvia, na Polónia, deu aulas em universidades de países como Israel, Austrália, Canadá e Estados Unidos, mas foi na Universidade de Leeds que se estabeleceu como professor emérito.</div><div>O seu reconhecimento mundial é inegável e teve muito a ver com o que se pode chamar de marco central de toda a sua obra: o conceito de ‘sociedade líquida’, pelo qual é conhecido como o fundador da teoria da modernidade líquida. Este termo por si criado foi, de facto, extremamente essencial na sua obra, e pode ser explicado pela ideia de que os tempos atuais constituem uma época de constante mutação e movimentação, em que tudo é instável, descartável, disperso, fragmentado, sempre incerto e efémero, nada solidifica. E, na sua perspetiva, esses tempos líquidos repercutem-se nas nossas relações afetivas, na nossa relação com o tempo, na nossa relação em rede dentro do espaço onde coabitamos, pelo que todas as componentes da nossa vida (empregos, economia, relações, etc) são imprecisas. Nesta era onde a sociedade é afetada em todas as suas dimensões e planos pela predominância do que é permeável, transitório e fluido, esta própria noção serve para Bauman como uma qualificação dos tempos atuais. Em suma, o conceito da liquidez é uma representação para a totalidade da nossa época.</div><div>Todo o seu percurso e obra foram sempre fortemente ligados ao presente. Para a representação do seu tempo valeu-se mais de instrumentos teóricos especulativos do que análises empíricas, tendo por isso desafiado limites. Aliás, nunca se dedicou unicamente à teoria e componente académica, mas quis também ter uma palavra crítica sobre o mundo, pelo que se dedicou e interessou-muito por temáticas relativas à globalização e aos refugiados, pobreza, consumismo e exclusão. Também foi responsável pelo reavivar da noção de pós-modernidade, precisando o seu conteúdo como mais abrangente face a novos fenómenos, como as migrações e o terrorismo.</div><div>Resumidamente, na sua obra falou sobre as relações humanas, como estas se desenrolam e são afetadas, construindo uma visão crítica da sociedade pós-moderna e globalizada.</div><div>Entre os seus mais de 60 livros, como principais obras podemos referir: “Modernidade Líquida”, “<em>Amor Líquido”,</em> “Tempos Líquidos”, “Modernidade e Holocausto”, <em>“Confiança e Medo na Cidade”,</em> “Cegueira Moral”, “A Sociedade Sitiada”, “Medo Líquido”, “<em>Vida de Consumo”, “Liberdade”, “Europa Líquida”, “Estado de Crise”</em> (com Carlo Bordoni) e <em>“Cegueira Moral”</em> (com Leonidas Donski). O último ensaio que escreveu, "Estranhos batendo à porta”, incidiu sobre a crise dos refugiados.</div><div>Como figura de destaque no campo das Ciências Sociais que foi, Bauman recebeu diversas distinções, entre as quais o prémio Amalfi de Sociologia e Ciências Sociais (1992), o prémio Theodor W. Adorno (1998) e o prémio Príncipe das Astúrias de Comunicação (2010).<br><br>Inês Viana   <br>A74173<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2017-05-24 22:33:25 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/literaciamediacidadania/731hes0uradb/wish/173726127</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
