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      <title>Jorge Fernandes E1T7094 by Jorge Fernandes</title>
      <link>https://padlet.com/jorge997/JorgeFernandesE1T7094</link>
      <description>Sou professor do grupo 230, no Agrupamento de Escolas de Soares dos Reis, de Vila Nova de  Gaia.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2016-10-07 22:38:46 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2016-11-22 21:28:31 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Módulo 1_ Tarefa 2.3. _opção B</title>
         <author>jorge997</author>
         <link>https://padlet.com/jorge997/JorgeFernandesE1T7094/wish/131651038</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>A fase inicial de autoexploração do tutorando<br></strong><br></div><div>Dos três objetivos do processo de tutoria apresentados, na minha opinião o que representa o maior desafio talvez seja a “AUTOEXPLORAÇÃO DO TUTORANDO”.&nbsp; O tutor para conseguir este objetivo terá que estabelecer com o seu tutorando uma relação de proximidade tal, que passe a ser incluído pelo tutorando como um elemento do seu grupo de pessoas próximas. Para que isso aconteça, é fundamental que essa fase inicial de “sedução/namoro” seja construída com todo o cuidado. O tutor tem de ouvir/escutar ativamente e, em sentido contrário, comunicar de forma eficaz. Mas para isso é muito importante o domínio da comunicação, para nos momentos de diálogo com os tutorandos sabermos o que dizer, sabermos como explorar a conversa, sabermos identificar pequenos sinais implícitos nas entrelinhas. Mas para isso sinto que não temos formação suficiente, como têm outras profissões,&nbsp; para poder explora da melhor forma estes momentos.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2016-10-18 22:27:48 UTC</pubDate>
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         <title>Módulo 1_ Tarefa 1.6. _opção B</title>
         <author>jorge997</author>
         <link>https://padlet.com/jorge997/JorgeFernandesE1T7094/wish/131651180</link>
         <description><![CDATA[<div>https://www.youtube.com/watch?v=Y-PC1C7m7HM</div><div><br></div><div><strong>Novo título</strong>&nbsp; “Afinal eu também tenho capacidades”.&nbsp;<br><br></div><div>Esta mensagem é extremamente importante neste processo de tutoria.&nbsp; Dizer aos tutorandos que para nós tutores, todos os alunos são iguais, que não “interessa” o que fizeram no passado, as asneiras ou os erros que cometeram mas sim o que vão fazer a partir de agora, é dar-lhes uma motivação para um novo recomeço. Todos partem ao mesmo tempo com os mesmos deveres e os mesmos direitos. Todos terão as mesmas oportunidades, de “levantar o dedo”, de “ir ao quadro”, de participar. E se uns são bons a Português, outros são a Matemática! E se não são bons nem a Português nem a Matemática, hão-de sê-lo a Educação Física ou a Educação Tecnológica ou a dançar ou a cantar ou até a cozinhar! Todos são bons numa coisa! Todos são úteis! &nbsp;</div><div>Mas até atingirmos o sucesso, o percurso é demorado. Ninguém aprendeu a andar de bicicleta sem antes ter dado uns valentes e dolorosos “trambolhões”! Quantos quiseram desistir quando caíram na primeira vez…e na segunda vez…e na terceira! Mas quando conseguiram … foi um momento de realização plena! Sentiram-se mais autoconfiantes e com vontade para enfrentar novos desafios. Esta mensagem é um bom ponto de partida para os tutorandos.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2016-10-18 22:29:09 UTC</pubDate>
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         <title>Módulo 2 _ Competências de relação interpessoal no âmbito da tutoria</title>
         <author>jorge997</author>
         <link>https://padlet.com/jorge997/JorgeFernandesE1T7094/wish/133162401</link>
         <description><![CDATA[<div>Tarefa 2.3. Lista de 5 obstáculos que podem surgir no processo de facilitação e outras tantas propostas para os ultrapassar.<br><br></div><div><strong>1º Obstáculo:</strong><em>Resistência do tutorando no estabelecimento de uma relação de confiança com o tutor.<br></em>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O tutor deve procurar estabelecer uma relação de confiança com o tutorando de modo a ajudá-lo na sua autoexploração, criando as condições ideais para proporcionar ao tutorando uma maior facilidade em falar dos seus problemas. Caso surjam algumas resistências por parte do tutorando nesta fase inicial, a utilização por parte do tutor de competências de empatia, respeito e afetividade são essenciais no fortalecimento da relação. Uma estratégia inicial que resultou logo de início com os meus alunos de 8ºano, que ajudou a quebrar o gelo inicial, foi a troca dos endereços de correio eletrónico entre todos o que possibilitou, com o recurso às novas tecnologias, a partilha da data dos testes cujo levantamento foi feito pelos tutorandos e enviado ao tutor.</div><div><br></div><div><strong>2º Obstáculo: </strong><em>Resistência&nbsp; do tutorando em falar das suas dificuldades e dos seus problemas.<br></em>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Pôr os tutorandos a falar das suas dificuldades e dos seus problemas não é fácil. Mas é possível dar pequenos passos em ordem a contrariar esta dificuldade através de uma pequena atividade no início de uma sessão, uma vez por semana, possibilitando a partilha entre todos os presentes, tutorandos e tutor, de como correu a semana, sendo referido um aspeto positivo, um aspeto negativo, uma preocupação e um objetivo para semana seguinte, é extremamente interessante. Nota-se a evolução daquilo que cada um vai referindo de semana para semana. Esta atividade deve ser inicialmente escrita, para não “expor” os tutorandos, e, numa segunda fase, ser feita oralmente, em frente aos seus colegas de tutoria, de forma a dar mais autoconfiança ao tutorando. Este tipo de estratégia irá ter reflexos na sua atividade na sala de aula com o grupo turma.</div><div><br></div><div><strong>&nbsp;3º Obstáculo: </strong><em>Expetativas excessivas do tutorando face aos resultados da tutoria.<br></em>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Um aspeto muito importante para ser gerido prende-se com as expectativas excessivas por parte de alguns tutorandos em relação aos benefícios que poderão retirar da relação com o tutor. O facto de terem estabelecido uma relação de grande empatia com o tutor, de estarem ali e de terem já duas retenções, no mínimo, pode dar origem à ideia que são “especiais” e o “ano já está cantado”. Isto obriga a que desde o início fique claro entre o tutorando e o tutor que o sucesso escolar do tutorando e o seu crescimento enquanto ser humano não é apenas da responsabilidade do tutor. O envolvimento ativo do tutorando é fundamental e quanto maior for o seu comprometimento com as tarefas a realizar maior será a probabilidade de haver sucesso.</div><div><br></div><div>&nbsp;<br><strong>4º Obstáculo: </strong><em>Gestão da relação entre tutor e tutorando.<br><br></em>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Um dos aspetos mais importantes nesta fase é o clima de confiança que se estabelece e que facilita a partilha de informação por parte do tutorando. Os tutorandos dialogam com o tutor convictos que a informação não sai do espaço da tutoria. Os tutores, para não beliscar a relação estabelecida com o tutorando por vezes podem ter receio de partilhar alguma dessa informação com atores externos à relação tutor/tutorando. Assim, é muito importante que o tutorando compreenda de início que existem informações que ficam adstritas ao foro da tutoria enquanto outras poderão ser partilhadas com elementos externos, a partir do momento que o tutor considere serem demasiado condicionantes para o sucesso escolar do tutorando. O tutorando tem de compreender isto.</div><div><br></div><div><strong>5º Obstáculo: </strong><em>Definição de objetivos de curto prazo com os tutorandos.<br></em><br></div><div><em>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; </em>O tutor e os tutorandos deverão definir objetivos concretos e exequíveis nesta fase inicial. Os tutorandos têm muita dificuldade em formular o futuro. Definir objetivos para o “hoje” e para o “amanhã” é fácil. Mas a definição de objetivos para a próxima semana já se torna mais complicada quanto mais a médio ou a longo prazo. O tutor ao “negociar” com eles uma tarefa para ser atingida daqui a um mês, está a pedir algo utópico nesta fase inicial. Pedir ao tutorando X , com dificuldades de comportamento nas aulas, que se&nbsp; “porte bem durante um mês” é traçar com ele uma meta difícil de atingir. Com estes alunos tem de ser metas pequenas. Desta forma, torna-se mais fácil aos tutorandos atingi-las e com isso, aumentar a sua autoestima. Assim, com a evolução esperada dos tutorandos, a integrando de tarefas de grau de dificuldade superior é feita de forma natural. �������<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2016-10-25 20:11:02 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/jorge997/JorgeFernandesE1T7094/wish/133162401</guid>
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         <title>M3 | Tarefa Competências de Relação Interpessoal na Tutoria</title>
         <author>jorge997</author>
         <link>https://padlet.com/jorge997/JorgeFernandesE1T7094/wish/134111483</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Tarefa 2.3. Exemplos das três competências de atendimento: empatia, respeito e afetividade.</div><div><br></div><div><strong>Empatia:<br></strong><br></div><div>Exercício eficaz- O tutor recebe o tutorando na sessão de tutoria, que vem nervoso pois foi posto na rua por ter sido mal-educado com o professor. O Tutor pede ao tutorando para ele contar o que aconteceu, ficando a ouvi-lo atentamente. <strong>Mal o tutorando termina de falar, o tutor começa por dizer-lhe que esta situação faz-lhe lembrar uma que lhe aconteceu quando era pequeno</strong>. &nbsp; Tinha tido um problema num intervalo que não ficou resolvido, acabando por ter prolongamento na sala de aula. O professor chamou-me à atenção na aula e eu acabei por lhe responder de forma incorreta. Lá me acalmei, tendo tomado consciência do que tinha feito.&nbsp; Pedi-lhe para falar com ele no fim da aula para lhe explicar o que tinha acontecido, para lhe pedir desculpa e ele entender a minha reação… (Contar um caso semelhante&nbsp; é um passo facilitador para estabelecer uma relação de empatia)&nbsp;<br><br></div><div>Exercício não eficaz -&nbsp; O tutor recebe o tutorando na sessão de tutoria, que vem nervoso pois foi posto na rua por ter sido mal-educado com o professor. O Tutor mal vê o tutorando diz logo: “Lá vens tu outra vez. Não aprendes a estar calado. Assim não vais lá. És sempre a mesma coisa”<br><br></div><div><strong>Respeito:<br><br></strong>Exercício eficaz- O Tutor ouve o tutorando que lhe conta alguns problemas que está a ter. O Tutor deteta que há um problema com uma outra pessoa que está a prejudicar o tutorando, alterando o seu comportamento. O Tutor entende que deve partilhar essa informação com a Direção da escola. <strong>Mas antes de o fazer pergunta ao tutorando se o pode fazer</strong>, para não "perturbar" a relação de confiança existente.</div><div><br></div><div>Exercício não eficaz- O Tutor ouve o tutorando que lhe conta alguns problemas que está a ter. O Tutor deteta que há um problema com uma outra pessoa que está a prejudicar o tutorando, alterando o seu comportamento. O Tutor entende que deve partilhar essa informação com a direção da escola <strong>e faz logo a comunicação, sem perguntar ao tutorando se o podia fazer</strong>, quebrando a sua confiança.<br><br></div><div>&nbsp;<strong>Afetividade:<br></strong><br></div><div>Exercício eficaz - O tutorando precisa de ajuda para fazer um trabalho para uma disciplina e não tem computador nem sabe como o fazer. O tutor, ao perceber que o aluno está angustiado pela situação fica também preocupado pelo pouco tempo disponível e vai, juntamente com o tutorando, pedir autorização para utilizar um computador da escola. Assim, ajuda o aluno na realização do trabalho, agindo de maneira mais humana, afetiva, realçando que o estado de ansiedade por parte do tutorando é sinal que ele está a preocupar-se para fazer o melhor trabalho possível. Se da próxima vez pedir ao tutor com antecedência, conseguirão fazer melhores pesquisas e o tutorando realizará um melhor trabalho. Este comportamento do tutor expressa afetividade e respeito pelo aluno, ajudando a criar um clima de cumplicidade e confiança mútua.<br><br></div><div>Exercício não eficaz- O tutorando precisa de ajuda para fazer um trabalho para&nbsp; uma disciplina e não tem computador nem sabe como o fazer. O tutor, ao perceber que o aluno está angustiado pela situação, começa a dar-lhe cabo da cabeça pois deixou tudo para última e só se lembrou disto no final do prazo, estando assim aflito.&nbsp; Agora vai ter de desenrascar. Assim vai aprender.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2016-10-30 22:17:27 UTC</pubDate>
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         <title>M5   Tarefa 1.3     </title>
         <author>jorge997</author>
         <link>https://padlet.com/jorge997/JorgeFernandesE1T7094/wish/137587600</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Opção B – Baseando-se nos conteúdos do presente módulo, comente o discurso do pai de um aluno do 9ºano.<br><br></div><div>&nbsp;“Não percebo o meu filho…Tem os melhores resumos da turma seguramente. Fiz-lhe a papinha toda e mesmo assim não chega à positiva. “<br><br></div><div>&nbsp;Para começar a conversa começaria por referir que estava perante um pai interessado e empenhado na busca de sucesso para o seu filho. De facto isso era muito importante. Mas, perante a minha experiência enquanto professor acrescentaria que talvez não fosse a estratégia mais adequada pois estava a contribuir para que o filho se habituasse a esperar passivamente pelo resumo do pai, não desenvolvendo competências atitudinais como esforço, capacidade de trabalho e resiliência. Desta forma, não se apropriava dos conteúdos que estavam no resumo, pois não era obra dele e como não custou nada, não os valorizava. Provavelmente, nem sabia como se fazia um resumo.&nbsp;</div><div><br></div><div>O senhor, ao invés, devia ter-se sentado com ele e mostrado o que era um resumo, como se fazia, dava-lhe exemplos e comparava o texto final obtido com os textos originais. Dizia-lhe que primeiro devia ler um texto duas vezes e, só depois, começaria a sublinhar o que era mais importante, e não a totalidade do texto como faziam muitos. Este procedimento repetia-se até não poder eliminar mais nada. No final, do texto original restariam um conjunto de palavras que, de forma ordenada, permitiriam “ler” as ideias principais do texto. Nesta fase o senhor ensinava como se fazia e ele observava. &nbsp; (observação)<br><br></div><div>De seguida, estaria na altura de o estimular a fazer ele próprio um resumo. O senhor acompanhava-o nesta tarefa enquanto ele tentava fazer o resumo, de certa forma imitando-o a si. Como verificaria, o seu papel neste processo começaria a reduzir-se.&nbsp; &nbsp; (imitação)<br><br></div><div>Depois estaria na altura do seu filho começar a fazer o seu próprio resumo.&nbsp; No fundo iria praticar, treinando para ganhar mais traquejo. O senhor manter-se-ia atento, ajudando-o subtilmente, dando-lhe pequenas dicas relacionadas com a forma de realizar a tarefa. O seu filho começava agora a ser proativo na realização do resumo, tornando-se mais autónomo e capaz, aprendendo melhor.&nbsp; &nbsp; (autocontrolo)&nbsp;<br><br></div><div>Por fim, iria verificar que ele próprio estava capaz de fazer o seu resumo de forma independente, sem a ajuda do senhor. Ele tornar-se-ia totalmente autónomo, aprendia de forma consistente, revelava mais interesse e uma atitude positiva perante os conteúdos a estudar. Por outro lado, passava a dominar a estratégia da realização de resumos e conseguia transferir esta estratégia para outras disciplinas onde teria que fazer o mesmo. Tornar-se-ia autoeficaz e ficaria com a sua autoestima reforçada. Como estava motivado intrinsecamente, conseguirá obter naturalmente sucesso escolar, nessa e noutras disciplinas.&nbsp; (autorregulação)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2016-11-15 00:42:26 UTC</pubDate>
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         <title>M6 tarefa 2.3 </title>
         <author>jorge997</author>
         <link>https://padlet.com/jorge997/JorgeFernandesE1T7094/wish/139478841</link>
         <description><![CDATA[<div>Opção A<br><br>De acordo com a afirmação, a situação relativa aos alunos de etnia cigana é preocupante, pois o seu baixo envolvimento escolar tem reflexo nas taxas elevadas de insucesso, de absentismo e afastamento perante os valores e as normas escolares.&nbsp;<br><br></div><div>Este envolvimento nas atividades letivas é baixo e os resultados obtidos condizem com o trabalho realizado. Para se obter sucesso académico, o processo é demorado, construído passo a passo e exige a definição de objetivos de longo prazo (p. ex. transitar de ano). A cultura de “semear hoje para colher amanhã” colide um pouco com a forma de viver de um grande grupo de famílias ciganas, que vivem do imediato, do momento. O sucesso escolar exige um trabalho de estudo sistemático diário, tanto na escola como em casa. Na escola esse acompanhamento nem sempre funciona e em casa é reduzido ou até inexistente. Um docente, ao pedir a um aluno de etnia cigana que realize um resumo para o teste ou faça os trabalhos de casa, é solicitar algo difícil de concretizar, acabando o aluno, na maior parte das vezes, por não o fazer. É muito provável que o aluno não tenha ninguém com formação para o ajudar no estudo. Por outro lado, como são tempos “livres”, pode estar a ajudar os pais nas feiras ou até a apanhar sucata. Este tipo de solicitação poderá servir para cavar mais o fosso entre os alunos de etnia cigana e os que não são, caso não seja feita de acordo com o contexto. Além disso, poderá criar mais uma situação de exposição negativa do aluno perante a turma o que afastará cada vez mais o aluno da escola e do caminho do sucesso. Como reação natural, o aluno escolhe faltar às aulas, para não baixar a sua autoestima. &nbsp;<br><br></div><div>Que soluções para a dimensão comportamental<br><br></div><div>É importante estimular o relacionamento entre alunos ciganos e alunos não ciganos. A partilha do mesmo espaço de trabalho na sala de aula (mesa de trabalho) ou a realização de trabalhos de grupo em conjunto permitirá potenciar o sucesso e, com isso, a valorização por parte dos alunos ciganos da escola. Esta proximidade poderá favorecer a realização de tarefas pedidas pelos docentes, nomeadamente os trabalhos de casa, podendo ser feito na escola, em horários de estudo. Ao mesmo tempo, favorece a integração social dos alunos ciganos e a aceitação social por parte dos nossos alunos.<br><br></div><div>Os docentes deverão valorizar os progressos dos alunos ciganos, especialmente perante a turma, valorizando os objetivos conseguidos, devendo partilhar esses sucessos com a família cigana.<br><br></div><div>O estabelecimento de pontes entre família cigana e os docentes. Esta relação permitirá a construção de uma relação de confiança mútua, permitindo que a família confie no docente e na escola. Por outro lado, esta relação próxima possibilita a partilha de afetos para com a criança cigana, fazendo com que tenha gosto em vir à escola, sendo um espaço onde se sinta bem.<br><br></div><div>Este conjunto de possíveis estratégias poderão contribuir para a redução dos problemas de assiduidade e de comportamento, fomentando o interesse pelas atividades letivas. <br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2016-11-22 21:26:32 UTC</pubDate>
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