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      <title>Lendas de Portugal by Teresa Borges</title>
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      <description>Pesquisa do 5ºA</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-01-18 16:34:37 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda de Beja</title>
         <author>teresaborges</author>
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         <description><![CDATA[<div>A lenda de Beja revela o motivo pelo qual existe no brasão da cidade a cabeça de um touro. <br><br></div><div>Há muitos, muitos anos atrás, no local onde hoje se encontra a cidade de Beja, vivia um pequeno povo em cabanas de colmo. <br>Todos os campos lavrados e semeados que avistamos hoje, em redor da cidade de Beja, eram em tempos longínquos um grande matagal, onde o homem mal conseguia entrar. Assim, o povo que aqui habitava sobrevivia da caça que fazia na vasta floresta, que albergava um grande número de animais. <br>Entre eles, havia uma serpente monstruosa, maior do que podemos imaginar... Esta serpente gigante percorria todo o matagal que existia em redor da pequena povoação, devorando e destruindo tudo o que encontrava no seu caminho.<br>Os habitantes viviam em grande sobressalto, pensando no dia em que a encontrariam e que os devoraria, como já acontecera com certas pessoas.<br>Mas certo dia, um dos habitantes da povoação, conhecido pela sua coragem e mestria, teve uma ideia:<br>envenenar um touro e deitá-lo para a floresta onde vivia a serpente. Esta comê-lo-ia, certamente, e acabaria por morrer envenenada.<br>Após um longo debate, todos concordaram com esta ideia arriscada.<br>Puseram o plano em marcha e contou quem viu que entre a serpente e o touro ainda houve uma tremenda luta, pois este ainda estava vivo quando foi encontrado pela horrenda serpente. Porém, o touro foi vencido pelo efeito do veneno e foi devorado pelo monstro.<br>Passados uns dias, a serpente foi encontrada morta ao lado dos restos do touro salvador.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-18 16:42:02 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda da Dama Pé de Cabra</title>
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         <description><![CDATA[<div><br>Num dia sereno, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Diego_Lopes_I_de_Haro">D. Diogo Lopes</a>, nobre <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Senhorio_de_Biscaia">senhor da Biscaia</a>, caçava nos seus domínios, quando foi surpreendido por uma linda mulher que cantava sob uma pedra. Este, ao vê-la, ofereceu-lhe o seu coração, as suas terras e os seus vassalos se com ele se casasse, contudo a dama rejeitou as suas oferendas, impondo-lhe como única condição para o matrimónio que este nunca mais se <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%AAn%C3%A7%C3%A3o">benzesse</a>, ao que ele acatou. De noite, no seu castelo, D. Diogo apercebeu-se que a dama por quem se havia perdidamente apaixonado tinha os pés forcados como os de uma cabra. No entanto, esse facto não impediu o casal de viver em paz e união durante largos anos, sendo fruto do seu casamento D. Inigo Guerra e Dona Sol.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lenda_da_Dama_P%C3%A9-de-Cabra#cite_note-3"><sup><br></sup></a>Um dia, depois de uma boa caçada, durante um grandioso jantar em que toda a família estava reunida, D. Diogo premiou Silvano, o seu grande <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Al%C3%A3o">alão</a>, com um grande osso, quando este foi inesperadamente atacado pela <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Podengo_Portugu%C3%AAs">podenga</a> preta de sua mulher que o matou para se apoderar do pedaço de javali. Surpreendido com tal violência e meio embriagado, D. Diogo benzeu-se e exclamou que tal coisa só podia ser "coisa de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Belzebu">Belzebu</a>". A Dama de Pé de Cabra deu um grito, como se estivesse a ser queimada, e começou a elevar-se no ar. Os seus olhos tornaram-se brilhantes, a sua pele negra, os seus cabelos eriçados e as unhas em garras. Enraivecida, pegou na sua filha e começou a aproximar-se de D. Inigo, tentando-o também agarrar. Tentando proteger o seu filho, D. Diogo exclamou <em>“Jesus, santo nome de Deus!”</em> e fez o sinal da cruz. Mais uma vez, a dama soltou um grito de dor, elevando-se mais alto no ar, saindo depois com a filha chorosa por uma janela para nunca mais serem vistas.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lenda_da_Dama_P%C3%A9-de-Cabra#cite_note-4"><sup><br></sup></a>Desde então, D. Diogo tornou-se carrancudo e triste, sendo excomungado pelo seu enlace com a misteriosa dama. Recebendo como penitência a missão de guerrear os mouros por tantos anos quanto vivera em pecado, partiu para a guerra e ficou cativo em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Toledo">Toledo</a>, anos mais tarde. Sem saber como resgatar o pai, D. Inigo resolveu procurar a mãe que se tornara, segundo uns, numa fada, segundo outros, numa alma penada, cujas histórias eram conhecidas há mais de cem anos. Segundo a lenda, Argimiro o Negro, um ilustre conde que possuía em tempos aquelas terras, havia prometido no leito de morte do seu pai, nunca matar uma fera com crias ou no seu covil, fosse esta criatura um javali, urso ou outra qualquer. Contudo, certo dia, durante uma montaria em que não encontrava caça, entrou numa caverna e matou um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Onagro">onagro</a> que protegia as suas crias. Imediatamente, Argimiro ouviu uma voz misteriosa que lhe disse que pelas suas ações ficaria desonrado, mas não fez caso. Pouco tempo depois, o conde partiu para a guerra e deixou a sua esposa no castelo. Quando regressou, descobriu que a bela condessa encontrava-se às escondidas com Astrigildo o Alvo, um nobre, que era guiado todas as noites por um onagro ao seu encontro. Furioso, matou-os, ouvindo de seguida a mesma misteriosa voz dizer: <em>“Por ti ficaram órfãos os filhinhos do onagro, mas por via do onagro ficaste, oh conde, desonrado. Foste cru com as pobres feras: Deus acaba de vingá-las”</em>. Desde então as almas da condessa e do nobre apareciam na Biscaia: ela vestida de branco e vermelho, sentada num pedra enquanto cantava, e ele por perto, na forma de um onagro.<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lenda_da_Dama_P%C3%A9-de-Cabra#cite_note-5"><sup><br></sup></a>Procurando na serra com Tárik, o seu <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mastim">mastim</a> predileto, D. Inigo encontrou a Dama de Pé de Cabra que decidiu ajudar o filho, com a condição de este aguardar um ano pelo término da penitência de seu pai e a promessa de lhe dar Pardalo, um onagro, começando de seguida a lançar um feitiço que fez D. Inigo adormecer profundamente por mais de um ano. Ao acordar, o cavaleiro sem saber quanto tempo havia passado, partiu de imediato com a criatura até chegar a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Toledo">Toledo</a>. No meio de uma terrível e escura tempestade, atravessaram as muralhas da cidade e entraram na prisão, onde o onagro abriu a porta da cela com um coice. Pai e filho cavalgaram em fuga, quase como se voassem, contudo, no caminho, encontraram um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cruzeiro_(monumento)">cruzeiro de pedra</a> que fez o animal estacar. A voz da Dama de Pé de Cabra fez-se ouvir e instruiu o onagro a evitar a cruz. Ao reconhecer a voz, depois de tantos anos e sem saber da aliança do filho com a mãe, D. Diogo exclamou <em>“Santo Nome de Cristo!”</em> e benzeu-se, o que fez com que o onagro os cuspisse da sela, a terra tremesse e abrisse, deixando ver o fogo do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Inferno">Inferno</a>, que engoliu o animal nas suas profundezas. Com o susto, pai e filho desmaiaram. Quando retomaram os sentidos, nenhum vestígio restava do que ali se passara e os dois caminharam até à aldeia de Nustúrio, onde foram recebidos e cuidados no castelo de D. From.<sup><br></sup>D. Diogo, nos poucos anos que ainda viveu, ia todos os dias à missa e todas as semanas se confessava. D. Inigo morreu velho, nunca mais entrou numa igreja e crê-se que tinha um pacto com o Diabo, pois, a partir de então, não havia batalha que não vencesse.<a href="https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/14804/3/Herculano%20e%20a%20constru%C3%A7%C3%A3o%20da%20cultura-literatura%20nacional.pdf"><br></a><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-19 11:03:01 UTC</pubDate>
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         <title>O touro de Messejana (Aljustrel) </title>
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         <description><![CDATA[<div>Micael Martins<br><br>O castelo de Messejana localiza-se no monte do mesmo nome, que faz parte do concelho de Aljustrel. O topónimo “messejana” deriva da palavra árabe "masjana", com o significado de prisão.<br>Prisão ou não, a Messejana não deixa de ser um lugar alentejano habitado, principalmente depois de reconquistado aos mouros por Dom Sancho II em 1235, que até mereceu o título de concelho, dado pelo rei Dom Dinis, cujo foi desfeito em 24 de Outubro de 1855, pelo Ministro do Reino Rodrigo da Fonseca. Dom Dinis mandou restaurar o seu castelo em 1288 e doou a vila à Ordem Militar de Santiago da Espada. O rei Dom João III doou a Messejana a Dom João da Silva, Senhor de Vagos que a fez transmitir ao seu filho Dom Lourenço da Silva, que reconstruiu o convento para frades franciscanos e a Igreja da Misericórdia.<br>O rei Dom Sebastião visitou este donatário na Messejana e convenceu-o a ir combater no Norte de África, o que lhe seria fatal cinco anos depois dessa visita.<br>Para que se não julgue ser terra de pouca importância, mormente religiosa, a Messejana chegou a ter 11 igrejas três capelas particulares.<br>Deixemos a História e o tal Rodrigo da Fonseca que não respeitou a decisão real, para irmos à Lenda.<br>Nessa terra e em tempos muito idos, estava uma mulher a lavar a roupa quando ouviu um silvo. Voltou-se e viu uma rapariga em que o corpo se dividia em duas partes: normal da cintura para cima; tal e qual uma cobra da cintura para baixo.<br>Esta mulher-serpente, que se deslocava como as cobras, rastejando e mostrando com frequência uma língua comprida e bífida, disse-lhe então que era filha do alcaide do castelo de Messejana e estava encantada. Informou-a que o pai tinha sido primeiramente encantado como touro, tendo ela acompanhado o animal até ela própria sofrer aquela metamorfose. E pediu-lhe para a desencantar:<br>“ Para me desencantares deves ir, sem medo, limpar a baba a um touro que de ti se aproximará, pois este touro é o meu pai, que também se encontra encantado. Se tiveres medo, dobrarás o nosso encanto.”<br>A mulher não interrompeu e teve receio de procurar saber mais pormenores.<br>“Entendeste o que te peço?”<br>A mulher não conseguiu abrir a boca e respondeu afirmativamente com um aceno de cabeça.<br>“Então faz como te disse.”<br>Limpar a baba a um touro, se bem que não era asseio que lhe agradasse, não era pior do que se chegar junto ao touro para essa limpeza. Um touro sempre é um touro, que lhe importava que fosse o pai daquela criatura? Seria mais fácil darem-lhe a incumbência de limpar o ranho à mulher-cobra.<br>No dia seguinte, encontrando-se a mulher novamente a lavar a roupa, aguardou que alguma coisa acontecesse, principalmente a vinda do tal touro que dela se aproximaria para limpar as beiças.<br>Efetivamente dela se aproximou um touro, escarvando o chão com as patas dianteiras, bufando e babando-se. Deu duas voltas, sempre com ar fero e sanguíneo, parando de vez em quando para escarvar o chão, baixar a cabeça e as hastes e resfolegar de modo a fazer levantar a terra do chão.<br>“Como é que queres que te limpe a baba, se me estás a ameaçar?”<br>Uma voz vinda de algures, que a mulher não conseguiu identificar, avisou:<br>“Faz o que tens a fazer.”<br>A mulher temeu-se e esqueceu as recomendações recebidas da mulher serpente no dia anterior. Podia correr risco de vida, para mais com o temor de ir bailar presa por uma ou ambas as hastes pontiagudas do bravo animal.<br>Estava para se ir dali, fugindo daquele animal bravio sem cumprir a missão. Foi quando o touro, baixando mais uma vez a cabeça negra deu ares de querer investir.<br>Perante a visão do touro nesta nova ameaça, a mulherzinha caiu para um lado, desmaiando.<br>Ali ficou por tempo interdito, não se sabe por quanto, parecendo morta. O touro, vendo-a naquele estado e a baba por limpar, deu duas voltas ainda mais enfurecido e acabou por desaparecer, ouvindo-se de algures os silvos aflitivos da cobra com aspeto humano. Pai e filha continuaram assim encantados, não se sabe por quanto tempo, provavelmente para sempre. Coitados!<br>Quando a mulher foi encontrada por familiares e outros populares, que já a faziam ferida ou morta nalgum declive da serra, não conseguiu articular palavra para dizer o que tinha acontecido. Instavam com ela, mas só lhe viam os olhos olhar para nenhures, perdido todo o brilho, como se estivesse em transe. E estava.<br>“Que terá acontecido à mulherzinha?”<br>“Parece que foi lavar a roupa e caiu para o lado, variando de vez.”<br>“Pior ainda, foi ter perdido a fala, que nem sequer sabe dizer quem é e onde está.”<br>A partir dali nunca mais recobrou o juízo.<br>Quanto ao alcaide encantado em touro e a filha em mulher serpente nunca mais se ouviu falar deles, pois o encantamento redobrou e não consta que tivessem proposto nova tentativa a alguém.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-19 11:14:03 UTC</pubDate>
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         <title>A LENDA DA COSTUREIRINHA</title>
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         <description><![CDATA[<div>Por todo o Baixo Alentejo são muitas as pessoas que dizem ouvir, por vezes, o som de uma máquina de costura que trabalha sem parar. Diz quem ouve que o som é tão nítido que se pode mesmo reconhecer o som do pedal da máquina e da linha a partir. Estes inexplicáveis sons deram origem à Lenda da Costureirinha, história de que podemos ouvir várias versões se percorrermos o concelho.<br><br> Segundo uma das versões, em tempos que já lá vão, uma certa costureira fez um vestido de noiva para a filha, mas esta morreu antes do casamento. Cheia de tristeza, a senhora terá continuado a costurar por toda a eternidade.<br><br> <br>Numa outra versão da história, uma costureira tinha um marido alcoólico, sendo obrigada a trabalhar dias a fio, sem parar, para poder sustentar a família. Reza a lenda que nem mesmo depois de morta terá parado de costurar.<br><br> <br>Conta-se ainda que uma certa costureira adoeceu gravemente. Com intuito de recuperar a sua saúde prometeu que doaria a sua máquina de costura caso melhorasse. Porém, assim que recuperou esqueceu-se do prometido, por isso quando faleceu, como castigo, foi obrigada a continuar a costurar.<br><br>Margarida Brito<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-19 11:32:48 UTC</pubDate>
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         <title>PADEIRA DE ALJUBARROTA Esta lenda justifica a existência de uma pá de padeiro no brasão de Aljubarrota. Brites de Almeida mais conhecida  por  padeira de Aljubarrota, não se enquadrava nos típicos padrões femininos: era feia, de cabelos crespos, muito forte e grande. Tinha um comportamento masculino, o que se refletiu nas profissões que teve ao longo da vida.  Com os primeiros clamores da batalha de Aljubarrota, Brites não conseguiu resistir ao apelo da sua natureza: pegou na primeira arma que achou e juntou-se ao exército português, que naquele dia derrotou o invasor castelhano.  Chegando a casa, cansada mas satisfeita, despertou-a um ruído estranho: dentro do forno estavam sete castelhanos escondidos.  Brites pegou na sua pá de padeira e matou-os ali mesmo. Tomada de zelo nacionalista, liderou em seguida um grupo de mulheres que perseguiram os fugitivos castelhanos que ainda se escondiam pelas redondezas.  Conta a história que Brites acabou os seus dias em paz, junto do seu lavrador, mas a memória dos seus feitos heroicos ficou para sempre como símbolo da independência de Portugal. </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Ana Maria Matos</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-19 12:04:14 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda das Unhas do Diabo</title>
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         <description><![CDATA[<div>Teresa Neves<br><br></div><div>Em tempos que já lá vão, morreu um célebre escrivão que vivia em Ponte de Lima. O escrivão não era modelo de virtude ou honestidade. Tendo lesado muitas famílias, falsificava documentos e aceitava subornos que guardava numa arca escondida no sótão de sua casa. Era do consenso geral que aquela alma não tinha salvação possível e duvidava-se mesmo que tivesse direito a um enterro cristão. No entanto, os frades franciscanos do Convento de Santo António ofereceram-se para sepultar o homem.</div><div>À meia-noite do dia do enterro, os franciscanos foram acordados por três sonoras argoladas na porta do convento. Do outro lado, uma voz pedia-lhes para se reunirem na capela pois queria falar-lhes. Quando abriram a porta, entrou um vulto imponente e de olhar penetrante. Os frades, assustados, repararam que apesar de estar muito bem vestido tinha uns pés estranhos, chanfrados como os das cabras.</div><div>O visitante dirigiu-se à capela onde estava sepultado o escrivão. Parando à frente da sua sepultura, retirou o corpo amortalhado e fez com que este vomitasse a hóstia que tinha na boca. Em seguida o vulto, mais negro e temível, elevou-se no ar com o corpo do defunto e saiu por uma janela, com um grande estrondo.</div><div>A comunidade correu para o adro e ainda conseguiu ver os dois corpos unirem-se num só e voarem pelos céus com uma risada diabólica, deixando atrás de si um rasto de cheiro a queimado.<br> </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-19 12:06:20 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda de Santa Iria</title>
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         <description><![CDATA[<div>Matilde Reis    </div><div><br></div><div>Conta a história que na antiga Nabância (Tomar) nasceu Iria, uma bela jovem. Desde cedo, Iria descobriu a sua vocação religiosa e entrou para um mosteiro. A região era governada pelo príncipe Castinaldo, cujo filho Britaldo tinha por hábito compor trovas junto da igreja de S. Pedro.</div><div>Um dia, Britaldo viu Iria e ficou perdidamente apaixonado por ela. Ficou doente de amor e, em estado febril e desesperado, reclamava a presença da jovem. Temendo o pior, os pais foram buscá-la. Iria pediu-lhe que a esquecesse, porque o seu coração e o seu amor eram de Deus.</div><div>Britaldo concordou, sob a condição de que ela não pertencesse a mais nenhum homem. Passados tempos, Britaldo ouviu rumores infundados de que Iria tinha atraiçoado a sua promessa e amava outro homem. Furioso, seguiu-a num dos seus habituais passeios ao rio Nabão, apunhalou-a e atirou o seu corpo à água.</div><div>O corpo de Iria foi levado pelas águas até ao Zêzere e daí ao Tejo. Foi encontrado junto da cidade de Scalabis (Santarém), encerrado num belo sepulcro de mármore. O povo rendeu-se ao milagre e, a partir de então, a cidade passou a chamar-se de Santa Iria, mais tarde Santarém.</div><div>Cerca de seis séculos depois, as águas do Tejo voltaram a abrir-se para revelar o túmulo à rainha D. Isabel, que mandou colocar o padrão que ainda hoje se encontra na Ribeira de Santarém.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-19 12:09:22 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda das Santas Cabeças de Aljezur      </title>
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         <description><![CDATA[<div>Bruna Alexandra<br><br>Consta que no tempo do Rei D. Manuel I e do Bispo do Algarve D. Fernando Coutinho existiam na zona de Aljezur dois lavradores, pai e filho - João e Pedro Galego, respetivamente. Homens dedicados ao trabalho, justos e virtuosos, foram aqui famosos, pois que de tão abalizados em virtude, com o seu “bafo” ou hálito curavam ou conferiam saúde a infinitos enfermos. Depois de mortos, as suas caveiras continuaram a realizar milagres. Colocadas numa caixa na igreja matriz da vila, Igreja de Nossa Senhora da Alva (ainda hoje lá estão depositadas), a elas concorriam todo o ano infinitas romagens de pessoas, mordidas por cães e outros animais, com males do coração, dores de cabeça e dores de dentes. Estas ficaram assim conhecidas pelas Santas Cabeças de Aljezur.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-19 12:34:05 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda de Nossa Senhora da Cola</title>
         <author>teresaborges</author>
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         <description><![CDATA[<div>Esta lenda fala sobre uma igreja localizada em Castro da Cola, a cerca de 7 km de Ourique.</div><div>Todos os anos, em setembro, realiza-se uma festa (feira), com procissão, em honra da santinha. Nesta festa costuma-se dar voltas à igreja, porque conta-se que antigamente tentavam prolongar a procissão para fora dos muros da localidade, mas nunca conseguiram. Isto acontecia, porque os homens que carregavam o andor começavam a senti-lo cada vez mais pesado conforme se iam afastando daquela localidade, obrigando-os a terem de regressar.</div><div>Assim sendo, continua-se a realizar os festejos naquela localidade.<br><br>Bernardo Alves</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-19 12:37:01 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda do Cativo de Belmonte</title>
         <author>teresaborges</author>
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         <description><![CDATA[<div>Esta é a história de Manuel, um corajoso soldado nascido em Belmonte que combateu com<br>ardor os muçulmanos. Um dia, foi capturado pelos mouros e levado para Argel. Aí ficou<br>longos anos como escravo. Encarava o seu destino como uma penitência e iludia as<br>saudades da terra e da família com as tarefas mais pesadas.<br>Após muitos anos, um mouro perguntou-lhe qual o significado da palavra que Manuel<br>repetia vezes sem conta: esperança. Manuel disse-lhe que significava o desejo de voltar à<br>sua terra e a sua fé na Virgem da Esperança. O mouro respondeu-lhe que tal fé era<br>impossível e tornou-lhe a vida ainda mais dura.<br>Conta a lenda que a Virgem se apiedou de Manuel. Apareceu-lhe na véspera do dia de<br>Páscoa e anunciou-lhe a sua libertação. Perante o espanto dos mouros, a arca onde Manuel<br>costumava dormir elevou-se no ar e desapareceu em direção ao mar.<br><br>Maria Inês Jorge</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-19 12:49:49 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda do Nevoeiro Denso &quot;Vila Negra&quot; (Almodôvar)</title>
         <author>teresaborges</author>
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         <description><![CDATA[<div>Os milagres do Senhor Jesus do Calvário tornaram-se conhecidos por todo o país. Este facto aguçou a cobiça dos das redondezas no  sentido de querer roubar a imagem milagrosa, para isso fizeram um plano. Certo dia de lindo sol, dirigiram-se a Almodôvar muitos cavaleiros, armados de lança e espada, para levarem de qualquer maneira a imagem do senhor Jesus do Calvário. Quando se aproximavam já de Almodôvar, operou-se um milagre que ficou na história da vila que viria a dar-lhe o nome. Um nevoeiro muito cerrado ocultou por completo a vila e não deixava ver nada; nem sequer um plano um palmo à frente do nariz, como se costuma dizer. Os guerreiros que não conseguiam ver nada, passaram de lado e não puderam levar consigo o Senhor Jesus do Calvário. Mas os habitantes, ouvindo apenas o barulho das patas dos cavalos, vieram às janelas para ver, mas como estava muito nevoeiro nada puderam ver. <br>No dia seguinte, quando souberam o que tinha acontecido, atribuíram o milagre ao Cristo Crucificado da sua devoção e fizeram logo uma grande procissão com o Senhor pelas ruas da vila, todas engalanadas e cheias de flores. <br>Ainda hoje, esta imagem é muito venerada pelo povo e conserva-se no mesmo local, embora mais cuidado. Todas as noites se encontram no local muitas velas acesas pelos fiéis que receberam benefícios espirituais ou materiais por intermédio do Senhor Jesus do Calvário. Por esta razão, diz a lenda , passou a chamar-se a Almodôvar “ Vila Negra”.<br><br>Gonçalo Custódio</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-19 12:52:52 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda da Moura da Ponte de Chaves</title>
         <author>teresaborges</author>
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         <description><![CDATA[<div>Reza a lenda de Chaves que no século XII, uma jovem moura ficara noiva do primo, Abed, filho de um guerreiro mouro que virara alcaide. A jovem, apesar de ter aceitado o noivado, não amava o futuro marido. Anos mais tarde, os cristãos voltaram para reconquistar Chaves, e a jovem moura foi tomada refém por um guerreiro cristão. A moura e o cristão apaixonaram-se e viviam felizes, enquanto o seu prometido e o seu tio fugiram de Chaves. Os cristãos ganharam a guerra e restabeleceu-se a paz.<br>Abed, que sabia do caso, nunca perdoou, e voltou à cidade vestido de mendigo, para se vingar. Esperou-a na ponte e, quando a viu, pediu-lhe esmola. A moura, que lhe estendeu a mão, cruzou olhares com ele e o mouro rejeitado rogou-lhe a praga: “Para sempre ficarás encantada sob o terceiro arco desta ponte. Só o amor de um cavaleiro cristão, não aquele que te levou, poderá salvar-te.” A moura desapareceu como por magia, e só umas poucas damas cristãs foram testemunhas.<br>O amado procurou a sua moura por toda a parte e nunca a encontrou, acabando por morrer de tristeza e saudade. E a moura encantada da ponte nunca mais foi vista. Anos mais tarde, diz o povo que, numa noite de S. João, passava um cavaleiro cristão pela ponte quando ouviu murmúrios e socorros. Então, uma voz de mulher lhe pediu para descer ao terceiro arco da ponte e dar-lhe um beijo. O jovem cristão, com medo, fugiu. Assim, ficou a moura da ponte de Chaves encantada para sempre. Agora, nas noites de S. João, é possível ouvir os lamentos da moura encantada, que está eternamente castigada por se ter apaixonado.<br><br>Bárbara Inácio<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-19 12:59:21 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda do Castelo de Bragança ou da Torre da Princesa</title>
         <author>teresaborges</author>
         <link>https://padlet.com/teresaborges/6pphid19hfr1603l/wish/1218703659</link>
         <description><![CDATA[<div>Quando a cidade de <a href="https://www.infopedia.pt/%24braganca?intlink=true">Bragança</a> era ainda a aldeia da Benquerença, lá vivia uma princesa bela e órfã com o seu tio, o senhor do Castelo.<br>A princesa tinha-se apaixonado por um jovem nobre e valoroso, apesar de pobre. Este, que também a amava, partira para procurar fortuna, prometendo só voltar quando se achasse digno de a pedir em casamento.<br>Durante muitos anos, a princesa recusou todas as propostas de casamento, até que o tio resolveu forçá-la a casar-se com um nobre cavaleiro seu amigo. Quando a jovem foi apresentada ao cavaleiro decidiu contar-lhe que o seu coração era do homem por quem esperava há dez anos. Este facto despertou a cólera do tio, que resolveu vingar-se.<br>Nessa noite, o senhor do Castelo disfarçou-se de fantasma e, entrando por uma das duas portas dos aposentos da princesa, disse-lhe que esta seria condenada para sempre se não acedesse a casar com o cavaleiro. Quando estava a ponto de a obrigar a jurar por Cristo, a outra porta abriu-se e, apesar de ser noite, entrou um raio de sol que desmascarou o falso fantasma.<br>A partir de então, a princesa não mais foi obrigada a quebrar a sua promessa e passou a viver recolhida numa torre que ficou para sempre lembrada como a Torre da Princesa.<br>As duas portas ficaram a ser conhecidas como Porta da Traição e Porta do Sol.<br><br>Ana Beatriz Carvalho</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-19 13:06:20 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda da Caparica </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Santiago Leal <br><br>Há muitos anos quando a Caparica era apenas um local ermo, apareceu por lá uma criança pobre, muito bonita. Ninguém sabia donde vinha, mas apesar disso, um velho da Freguesia da Senhora do Monte tomou conta dela. <br>A criança trazia aos ombros uma velha capa. O velho reparou que a capa era de boa qualidade, provavelmente pertencente a uma família rica ou mesmo nobre. <br>Passados alguns anos, a menina tornou-se uma bela jovem. <br>O velho estava às portas da morte e pediu-lhe, como última vontade, que pusesse a sua capa por cima dele para o aquecer naqueles momentos. <br>Quando o velho morreu, ela juntou o pouco dinheiro que restava para lhe dar uma sepultura digna. <br>A jovem ficou a viver naquele casebre e envelheceu sozinha. <br>Na hora da sua morte, descobriu que a capa era afinal rica , ao encontrar uma verdadeira riqueza escondida no seu forro.<br>Junto do seu corpo, encontraram uma carta dirigida ao rei. Nela pedia que utilizasse o tesouro para transformar aquela costa numa terra onde trouxesse saúde e alegria para todos. <br>Reza a lenda que foi assim que surgiu a Costa da Caparica. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-19 15:51:42 UTC</pubDate>
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         <title>Lenda da Moura Salúquia</title>
         <author>teresaborges</author>
         <link>https://padlet.com/teresaborges/6pphid19hfr1603l/wish/1221737193</link>
         <description><![CDATA[<div>Matilde José<br><br>Segundo a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lenda">lenda</a>, a princesa Salúquia, filha de <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Abu-Hassan&amp;action=edit&amp;redlink=1">Abu-Hassan</a> e governadora da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cidade">cidade</a>, apaixonou-se por Bráfama, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Alcaide_(magistrado)">alcaide</a> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mouros">mouro</a> de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Aroche">Aroche</a>. Na véspera do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Matrim%C3%B3nio">matrimónio</a>, Bráfama dirigiu-se com uma comitiva para Al-Manijah, a dez <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%A9gua">léguas</a> de distância. Mas todo o <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Alentejo">território alentejano</a> a norte e oeste tinha já sido conquistado pelos cristãos e a jornada revelava-se perigosa.<br><br></div><div>Entretanto, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_I_de_Portugal">D. Afonso Henriques</a> encarregara dois <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Fidalgo">fidalgos</a>, os irmãos <a href="https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=%C3%81lvaro_Rodrigues&amp;action=edit&amp;redlink=1">Álvaro Rodrigues</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Rodrigues">Pedro Rodrigues</a>, de conquistar a cidade de Moura. Estando ao corrente dos preparativos matrimoniais que aí se desenrolavam, os irmãos emboscaram-se num <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Olival">olival</a> perto dos limites da povoação. Surpreendidos pela ação dos <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cavalaria_medieval">cavaleiros cristãos</a>, a comitiva de Aroche foi facilmente derrotada, e Bráfama foi morto.<br><br></div><div>Disfarçando-se com as vestes dos representantes muçulmanos, os fidalgos cristãos dirigiram-se para a cidade. Salúquia estava no alto da torre do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Moura">castelo</a>, onde aguardava a chegada do seu noivo. Vendo aproximar-se um grupo de cavaleiros aparentemente islâmicos, a princesa julgou que se tratava da comitiva de Aroche, ao que ordenou que lhes franqueassem as portas da fortificação.<br><br></div><div>Mas mal transpuseram a muralha, os cristãos lançaram-se sobre os defensores da cidade, tomados de surpresa, e conquistaram o castelo. Salúquia apercebeu-se então do erro que tinha cometido e, ferida pela certeza da morte de Bráfama, tomou as chaves da cidade e precipitou-se da torre onde se encontrava.<br><br></div><div>Comovidos pela história de amor que os sobreviventes islâmicos lhes contaram, os irmãos Rodrigues teriam renomeado a cidade para <em>Terra da Moura Salúquia</em>. O tempo encarregar-se-ia de transformar esta designação para <em>Terra da Moura</em>, até que evoluíu para a actual forma de Moura.<br><br></div><div>A uma torre de taipa do Castelo de Moura ainda hoje se chama a <em>Torre de Salúquia</em>, e a um olival nas proximidades de Moura, aquele onde supostamente teriam sido emboscados Bráfama e a sua comitiva, o povo chama <em>Bráfama de Aroche</em>.<br><br></div><div>Nas <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Bras%C3%A3o">armas</a> da cidade figura, uma moura morta no chão, com uma torre em segundo plano, numa alusão à lenda da Moura Salúquia.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-20 17:22:48 UTC</pubDate>
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