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      <title>Vítima do sistema educativo  by Ana Catarina</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-02-04 17:58:11 UTC</pubDate>
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         <title>Tarefa 1</title>
         <author>anacatarina30</author>
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         <description><![CDATA[<div><mark> </mark><strong><mark>  Geração de 70</mark></strong></div><div><br></div><div>   Em 1865, um grupo de estudantes académicos de Coimbra revolucionaram a cultura portuguesa, desde a política á literatura. Este movimento teve como nome "A Geração de 70". No grupo de brilhantes estudantes, houve 8 homens destacados, sendo eles  Antero de Quental, Guerra Junqueiro, Ramalho Ortigão, Teófilo Braga, Guilherme de Azevedo, Oliveira Martins, Jaime Batalha Reis e Eça de Queirós, marcando assim a cultura portuguesa, na literatura, na história e na política.</div><div> <br>   <strong><mark>Questão Coimbrã </mark></strong><br> <br> Antônio Feliciano de Castilho esteve envolvido em uma grande polêmica com o grupo de estudantes da Universidade de Coimbra, em 1865, dando-se assim a chamada "Questão Coimbrã". <br>  A "Questão Coimbrã" representava uma nova forma de fazer literatura, atacando as posturas de atraso cultural da sociedade portuguesa da época (por exemplo, a Alemanha encontrava-se mais desenvolvida do que Portugal). Esta questão foi a maior do séc.XIX. <br><br><strong><mark>   Conferências do Casino<br></mark></strong><br> Em Lisboa realizavam-se palestras, no ano de 1871, pelo grupo Cenáculo, numa sala de casino. Estas conferências tinham como principal objetivo fazer com que Portugal ficasse mais perto da Europa, visto que este era um país atrasado em relação ao resto da Europa. As palestras acabaram por ser proibidas pela Inquisição, pois o governo acreditava que as palestras serviam para proferir inadequadamente o mesmo. Só houve capacidade para fazer cerca de cinco palestras.<br><br><strong><mark>   Conferência de Eça de Queirós<br></mark></strong><br> Eça de Queirós atacou profundamente o estado da literatura portuguesa, pronunciando-se que a literatura portuguesa deveria abranger mais o verdadeiro espírito daquela época, salientando que deveria retratar mais a sociedade e o seu pensamento em vez de retratar a falsidade que as pessoas fingiam ser. Isso deu origem a uma palestra de Eça a que lhe deu o nome de "Realismo".<br><br><strong><mark>  Realismo/ Naturalismo<br></mark></strong><br> O Realismo e o Naturalismo negam a fuga da realidade comum no Romantismo, apontam falhas, propõem mudanças de comportamento humano e das instituições, substituindo os conhecidos heróis das historias, por pessoas limitadas e comuns, pondo fim ao finais felizes que eram quase obrigatórios nas histórias e mostrando a verdadeira realidade da dor de amar. <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-15 21:52:38 UTC</pubDate>
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         <title>Tarefa 2</title>
         <author>anacatarina30</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong><mark>Pág.231</mark></strong><br><br><strong><mark>&nbsp; &nbsp;Consolida</mark></strong><br>&nbsp; &nbsp; <br>&nbsp; <strong>1)</strong>&nbsp; O que desencadeou a paixão de Pedro Pais foi uma troca de olhares, "troca de olhares fatal e deslumbradora", caracterizando esta como uma paixão intensa, "paixões que assaltam uma existência, a assolam como um furacão, arrancando a vontade".<br><br><strong>&nbsp;1.1)</strong> A comparação é o que remete ao carácter excessivo da paixão, sendo visível nas palavras "furacão" e "abismo", que têm um sentido mais agressivo.<br><br><strong>&nbsp;2)</strong> O chamado "Violento interesse" de Pedro manifesta-se no olhar dele, sendo que na descrição de Maria é possível perceber que esta é uma bela mulher. Pedro fica interessado por Maria devido á sua beleza radiante.<br><br><strong>&nbsp;3)</strong> Pedro encarna a típica personagem romântica, pois Pedro apaixonou-se mal olhou para Maria (amor á primeira vista), acabando por elogiar a sua beleza de uma certa forma exagerada.<br><br><strong>&nbsp;4)</strong> O narrador realça a beleza e formosura de Maria (sendo esta uma mulher muito vaidosa), acabando também por demonstrar o caráter ganancioso e ambicioso da mesma.<br><br><strong>&nbsp;5)</strong> O narrador refere-se a Maria como uma mulher ambiciosa, interesseira, sem escrúpulos, usando pontos de exclamação como uma forma irónica.<br><br><strong>&nbsp;6)</strong> O estado de espírito de Pedro é de colérico, irritado, nervoso, zangado, enfurecido, mostrando-se amargurado, angustiado, atormentado, pesaroso, infeliz...<br><br><strong>&nbsp;7)</strong> Os elementos que pressagiam uma tragédia (neste caso o suicídio) são os vários elementos textuais presentes no final do cap.II como é visível ver na frase "uma sombria tarde de dezembro, de grande chuva..."<br><br><br>&nbsp; <strong><mark>Gramática</mark></strong><br><br> <strong>1)<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; a)</strong> oração subordinada adjetiva relativa restritiva<br>&nbsp; &nbsp;<strong>&nbsp; b)</strong> oração subordinada substantiva completiva<br><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp;c)</strong> oração subordinada adverbial condicional<br><br> <strong>2) <br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;a)</strong>2<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong>b)</strong>4<br>&nbsp; &nbsp;<strong>&nbsp; c)</strong>5<br>&nbsp; &nbsp; <strong>&nbsp;d)</strong>1<br>&nbsp; &nbsp; <strong>&nbsp;e)</strong>3<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-15 22:25:22 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Pág.233</title>
         <author>anacatarina30</author>
         <link>https://padlet.com/anacatarina30/6osxn43by7bs/wish/232765634</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;   <strong><mark>Consolida <br></mark></strong><br>&nbsp;<strong>1) </strong>A personagem que chegou ao hotel era um mulher alta, loira, possuía um véu apertado e curto, tinha um andar soberano de uma deusa e era maravilhosamente bem feita e preformada, era acompanhada por uma cadelinha escocesa de cor prata. A mulher tinha aparência de uma senhora de alta nobreza, sedutora e requintada. <br><br>&nbsp; &nbsp;<strong>1.1) </strong>Na descrição da mulher é possível visualizar sensações da visão onde esta presente na expressão "viu-a", sensação do olfato "e um aroma no ar" e a sensação do tato "onde vibrava".<br><br><strong>&nbsp;2)</strong> O adjetivo e o adverbio destacados têm como valor expressivo a função de realçar a beleza e elegância da mulher.<br><br> <strong>3) </strong>Craft usa a expressão "Très chic" para demonstrar o impacto de a "deusa" tem nas pessoas e realçar a tamanha beleza da personagem.<br><br><strong>&nbsp;4)</strong> Os aspetos em comum entre Maria Eduarda e Maria Monforte são o andar delicado "...o passo soberano da deusa..." e a beleza estonteante "...realçava o esplendor da sua carnação..." acrescentando nos seguintes retratos os olhos de ambas dizendo "...negro profundo de dois olhos..."<br><br> <strong>5)</strong> Carlos demonstra sentir-se humilhado devido ao facto de estar submisso a Maria Eduarda, acabando até mesmo por se comparar a um "cão rafeiro".</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-18 22:45:40 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Pág.241</title>
         <author>anacatarina30</author>
         <link>https://padlet.com/anacatarina30/6osxn43by7bs/wish/233054918</link>
         <description><![CDATA[<div>  <strong><mark> Consolida<br><br></mark></strong><strong> 1)</strong> <br> <strong>   a)</strong> 7<strong><br>    b) </strong>5 <strong><br>    c) </strong>1<strong><br>    d)</strong> 2<strong><br>    e)</strong> 3 <strong><br>    f) </strong>4<strong><br>    g) </strong>6</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-19 20:46:46 UTC</pubDate>
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         <title>Personagens dos Maias</title>
         <author>anacatarina30</author>
         <link>https://padlet.com/anacatarina30/6osxn43by7bs/wish/236146036</link>
         <description><![CDATA[<div>           <strong><mark>Afonso da Maia</mark></strong> <br><br><strong>Caracterização Física- </strong>Afonso era baixo, maciço, de ombros quadrados e fortes. A sua cara larga, o nariz aquilino e a pele corada. O cabelo era branco, muito curto e a barba branca e comprida. Como dizia Carlos: "lembrava um varão esforçado das idas heróicas, um D. Duarte Meneses ou um Afonso de Albuquerque". <br><strong>Caracterização Psicológica-</strong>Provavelmente o personagem mais simpático do romance e aquele que o autor mais valorizou. Não se lhe conhecem defeitos. É um homem de carácter culto e requintado nos gostos. Enquanto jovem adere aos ideais do Liberalismo e é obrigado, pelo seu pai, a sair de casa; instala-se em Inglaterra mas, falecido o pai, regressa a Lisboa para casar com Maria Eduarda Runa. Mais tarde, dedica a sua vida ao neto Carlos. Já velho passa o tempo em conversas com os amigos, lendo com o seu gato – Reverendo Bonifácio – aos pés, opinando sobre a necessidade de renovação do país. É generoso para com os amigos e os necessitados. Ama a natureza e o que é pobre e fraco. Tem altos e firmes princípios morais. Morre de uma apoplexia, quando descobre os amores incestuosos dos seus netos. <br><br>              <strong><mark> Pedro da Maia <br></mark></strong><br><strong>Caracterização Física-</strong> Era pequenino, face oval de "um trigueiro cálido", olhos belos – "assemelhavam-no a um belo árabe". Valentia física. <strong>Caracterização Psicológica-</strong> Pedro da Maia apresentava um temperamento nervoso, fraco e de grande instabilidade emocional. Tinha assiduamente crises de "melancolia negra que o traziam dias e dias, murcho, amarelo, com as olheiras fundas e já velho". Eça de Queirós dá grande importância à vinculação desta personagem ao ramo familiar dos Runa e à sua semelhança psicológica com estes. Pedro é vítima do meio baixo lisboeta e de uma educação retrograda. O seu único sentimento vivo e intenso fora a paixão pela mãe. Apesar da robustez física, é de uma enorme cobardia moral (como demonstra a reacção do suicídio face à fuga da mulher). Falha no casamento e falha como homem.<br><br>               <strong><mark>Carlos da Maia</mark></strong> <br><br><strong>Caracterização Física- </strong>Carlos era um belo e magnífico rapaz. Era alto, bem constituído, de ombros largos, olhos negros, pele branca, cabelos negros e ondulados. Tinha barba fina, castanha escura, pequena e aguçada no queixo. O bigode era arqueado aos cantos da boca. Como diz Eça, ele tinha uma fisionomia de "belo cavaleiro da Renascença". <br><strong>Caracterização Psicológica- </strong>Carlos era culto, bem educado, de gostos requintados. Ao contrário do seu pai, é fruto de uma educação à Inglesa. É corajoso e frontal. Amigo do seu amigo e generoso. Destaca-se na sua personalidade o cosmopolitismo, a sensualidade, o gosto pelo luxo, e diletantismo (incapacidade de se fixar num projecto sério e de o concretizar). Todavia, apesar da educação, Carlos fracassou. Não foi devido a esta mas falhou, em parte, por causa do meio onde se instalou – uma sociedade parasita, ociosa, fútil e sem estímulos. Mas também devido a aspectos hereditários – a fraqueza e a cobardia do pai, o egoísmo, o futilidade e o espírito boémio da mãe. Eça quis personificar em Carlos a idade da sua juventude, a que fez a Questão Coimbrã e as Conferências do Casino e que acabou no grupo dos Vencidos da Vida, de que Carlos é um bom exemplo. <br><br>                 <strong><mark>Maria Eduarda<br></mark></strong><br> <strong>Caracterização Física-</strong> Maria Eduarda era uma bela mulher: alta, loira, bem feita, sensual mas delicada, "com um passo soberano de deusa", é "flor de uma civilização superior, faz relevo nesta multidão de mulheres miudinhas e morenas". Era bastante simples na maneira de vestir, "divinamente bela, quase sempre de escuro, com um curto decote onde resplandecia o incomparável esplendor do seu colo".<br><strong>Caracterização psicológica-</strong>Podemos verificar que, ao contrário das outras personagens femininas Maria Eduarda nunca é criticada, Eça manteve sempre esta personagem à distância, a fim de possibilitar o desenrolar de um desfecho dramático (esta personagem cumpre um papel de vítima passiva). Maria Eduarda é então delineada em poucos traços, o seu passado é quase desconhecido o que contribui para o aumento e encanto que a envolve. A sua caracterização é feita através do contraste entre si e as outras personagens femininas, mas e ao mesmo tempo, chega-nos através do ponto de vista de Carlos da Maia, para quem tudo o que viesse de Maria Eduarda era perfeito, "Maria Eduarda! Era a primeira vez que Carlos ouvia o nome dela; e pareceu-lhe perfeito, condizendo bem com a sua beleza serena." Uma vez descoberta toda a verdade da sua origem, curiosamente, o seu comportamento mantém-se afastado da crítica de costumes (o seu papel na intriga amorosa está cumprido), e esta personagem afasta-se discretamente de "cena". <br><br>              <strong><mark>Maria Monforte</mark></strong> <br><br><strong>Caracterização Física-</strong> É extremamente bela e sensual. Tinha os cabelos loiros, "a testa curta e clássica, o colo ebúrneo". <strong>Caracterização Psicológica-</strong> É vítima da literatura romântica e daqui deriva o seu carácter pobre, excêntrico e excessivo. Costumavam chamar-lhe negreira porque o seu pai levara, noutros tempos, cargas de negros para o Brasil, Havana e Nova Orleães. Apaixonou-se por Pedro e casou com ele. Desse casamento nasceram dois filhos. Mais tarde foge com o napolitano, Tancredo, levando consigo a filha, Maria Eduarda, e abandonando o marido - Pedro da Maia - e o filho - Carlos Eduardo. Leviana e imoral, é, em parte, a culpada de todas as desgraças da família Maia. Fê-lo por amor, não por maldade. Morto Tancredo, num duelo, leva uma vida dissipada e morre quase na miséria. Deixa um cofre a um conhecido português - o democrata Sr. Guimarães - com documentos que poderiam identificar a filha a quem nunca revelou as origens. <br><br>              <strong><mark> João da Ega </mark></strong><br><br><strong>Caracterização Física-</strong> Ega usava "um vidro entalado no olho", tinha "nariz adunco, pescoço esganiçado, punhos tísicos, pernas de cegonha". Era o autêntico retrato de Eça. <br><strong>Caracterização Psicológica-</strong> João da Ega é a projecção literária de Eça de Queirós. É uma personagem contraditória. Por um lado, romântico e sentimental, por outro, progressista e crítico, sarcástico do Portugal Constitucional. Era o Mefistófeles de Celorico. Amigo íntimo de Carlos desde os tempos de Coimbra, onde se formara em Direito (muito lentamente). A mãe era uma rica viúva e beata que vivia ao pé de Celorico de Bastos, com a filha. Boémio, excêntrico, exagerado, caricatural, anarquista sem Deus e sem moral. É leal com os amigos. Sofre também de diletantismo, concebe grandes projectos literários que nunca chega a executar. Terminado o curso, vem viver para Lisboa e torna-se amigo inseparável de Carlos. Como Carlos, também ele teve a sua grande paixão - Raquel Cohen. Ega, um falhado, corrompido pela sociedade, encarna a figura defensora dos valores da escola realista por oposição à romântica. Na prática, revela-se em eterno romântico. Nos últimos capítulos ocupa um papel de grande relevo no desenrolar da intriga. É a ele que o Sr. Guimarães entrega o cofre. É juntamente com ele, que Carlos revela a verdade a Afonso. É ele que diz a verdade a Maria Eduarda e a acompanha quando esta parte para Paris definitivamente. <br><br>         <strong><mark> Conde de Gouvarinho <br><br></mark></strong><strong>Caracterização Física-</strong> Era ministro e par do Reino. Tinha um bigode encerado e uma pêra curta. <strong>Caracterização Psicológica-</strong> Era voltado para o passado. Tem lapsos de memória e revela uma enorme falta de cultura. Não compreende a ironia sarcástica de Ega. Representa a incompetência do poder político (principalmente dos altos cargos). Fala de um modo depreciativo das mulheres. Revelar-se-á, mais tarde, um bruto com a sua mulher. <br><br>      <strong><mark> Condessa de Gouvarinho</mark></strong> <br><br><strong>Caracterização Física-</strong> Cabelos crespos e ruivos, nariz petulante, olhos escuros e brilhantes, bem feita, pele clara, fina e doce; é casada com o conde de Gouvarinho e é filha de um comerciante inglês do Porto. <strong>Caracterização Psicológica-</strong> É imoral e sem escrúpulos. Traí o marido, com Carlos, sem qualquer tipo de remorsos. Questões de dinheiro e a mediocridade do conde fazem com que o casal se desentenda. Envolve-se com Carlos e revela-se apaixonada e impetuosa. Carlos deixa-a, acaba por perceber que ela é uma mulher sem qualquer interesse, demasiado fútil. <br><br>             <strong><mark>Dâmaso Salcede </mark></strong><br><br><strong>Caracterização Física-</strong> Era baixo, gordo, "frisado como um noivo de província". Era sobrinho de Guimarães. A ele e ao tio se devem, respectivamente, o início e o fim dos amores de Carlos com Maria Eduarda. <br><strong>Caracterização Psicológica-</strong>Dâmaso é uma súmula de defeitos. Filho de um agiota, é presumido, cobarde e sem dignidade. É dele a carta anónima enviada a Castro Gomes, que revela o envolvimento de Maria Eduarda com Carlos. É dele também, a notícia contra Carlos n' A Corneta do Diabo. Mesquinho e convencido, provinciano e tacanho, tem uma única preocupação na vida o "chic a valer". Representa o novo riquismo e os vícios da Lisboa da segunda metade do séc. XIX. O seu carácter é tão baixo, que se retracta, a si próprio, como um bêbado, só para evitar bater-se em duelo com Carlos. <br><br>               <strong><mark>Sr. Guimarães</mark></strong> <br><br><strong>Caracterização Física-</strong> Usava largas barbas e um grande chapéu de abas à moda de 1830. <strong>Caracterização Psicológica-</strong> Conheceu a mãe de Maria Eduarda, que lhe confiou um cofre contendo documentos que identificavam a filha. Guimarães é, portanto, o mensageiro da trágica verdade que destruirá a felicidade de Carlos e de Maria Eduarda. <br><br>                      <strong><mark>Alencar</mark></strong><br><br> <strong>Caracterização Física-</strong> Tomás de Alencar era "muito alto, com uma face encaveirada, olhos encovados, e sob o nariz aquilino, longos, espessos, românticos bigodes grisalhos". <br><strong>Caracterização Psicológica-</strong> Era calvo, em toda a sua pessoa "havia alguma coisa de antiquado, de artificial e de lúgubre". Simboliza o romantismo piegas. O paladino da moral. Era também o companheiro e amigo de Pedro da Maia. Eça serve-se desta personagens para construir discussões de escola, entre naturalistas e românticos, numa versão caricatural da Questão Coimbrã. Não tem defeitos e possui um coração grande e generoso. É o poeta do ultra-romantismo. <br><br>                    <strong><mark>Cruges </mark></strong><br><br><strong>Caracterização Física-</strong> "De grenha crespa que lhe ondulava até à gola do jaquetão", "olhinhos piscos" e nariz espetado.<br> <strong>Caracterização Psicológica-</strong>Maestro e pianista patético, era amigo de Carlos e íntimo do Ramalhete. Era demasiado chegado à sua velha mãe. Segundo Eça, "um diabo adoidado, maestro, pianista com uma pontinha de génio". É desmotivado devido ao meio lisboeta - "Se eu fizesse uma boa ópera, quem é que ma representava". <br><br>                            <strong><mark>Craft </mark></strong><br><br>É uma personagem com pouca importância para o desenrolar da acção, mas que representa a formação britânica, o protótipo do que deve ser um homem. Defende a arte pela arte, a arte como idealização do que há de melhor na natureza. É culto e forte, de hábitos rígidos, "sentindo finamente, pensando com rectidão". Inglês rico e boémio, coleccionador de "brica-brac". <br><br>                 <strong><mark> Eusebiozinho</mark></strong> <br><br>Eusebiozinho representa a educação retrógrada portuguesa. Também conhecido por Silveirinha, era o primogénito de uma das Silveiras - senhoras ricas e beatas. Amigo de infância de Carlos com quem brincava em Santa Olávia, levando pancada continuamente, e com quem contrastava na educação. Cresceu tísico, molengão, tristonho e corrupto. Casou-se, mas enviuvou cedo. Procurava, para se distrair, bordéis ou aventureiras de ocasião pagas à hora. </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-27 20:28:30 UTC</pubDate>
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         <title>Crítica Social</title>
         <author>anacatarina30</author>
         <link>https://padlet.com/anacatarina30/6osxn43by7bs/wish/236151749</link>
         <description><![CDATA[<div> A crónica de costumes da vida lisboeta da Segunda metade do séc. XIX desenvolve-se num certo tempo, projecta-se num determinado espaço e é ilustrada por meio de inúmeras personagens intervenientes em diferentes episódios. Lisboa é o espaço privilegiado do romance, onde decorre praticamente toda a vida de Carlos ao longo da acção. O carácter central de Lisboa deve-se ao facto de esta cidade, concentrar, dirigir e simbolizar toda a vida do país. Lisboa é mais do que um espaço físico, é um espaço social. É neste ambiente monótono, amolecido e de clima rico, que Eça vai fazer a crítica social, em que domina a ironia, corporizada em certos tipos sociais, representantes de ideias, mentalidades, costumes, políticas, concepções do mundo, etc. Vários são os episódios utilizados pelo autor para mostrar a vida da alta sociedade lisboeta. Destacamos os mais importantes: o Jantar do Hotel Central; a Corrida de Cavalos; o Jantar dos Gouvarinho; a Imprensa; a Educação; o Sarau do Teatro da Trindade; e o Episódio Final: Passeio de Carlos e João da Ega.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-27 20:40:47 UTC</pubDate>
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         <title>A Mensagem</title>
         <author>anacatarina30</author>
         <link>https://padlet.com/anacatarina30/6osxn43by7bs/wish/236152060</link>
         <description><![CDATA[<div> A mensagem que o autor pretende deixar com esta obra, tem uma intenção iminentemente crítica. É através do paralelo entre duas personagens - Pedro e Carlos da Maia, que Eça concretiza a sua intenção. Note-se que ambos, apesar de terem tido educações totalmente diferentes, falharam na vida. Pedro falha com um casamento desastroso, que o leva ao suicídio; Carlos falha com uma ligação incestuosa, da qual sai para se deixar afundar numa vida estéril e apagada, sem qualquer projecto seriamente útil, em Paris. Por outro lado, estas duas personagens, representam também épocas históricas e políticas diferentes. Pedro, a época do Romantismo, e seu filho, a Geração de 70 e das Conferências do Casino, geração potencialmente destinada ao sucesso. Mas não foi isso que sucedeu e é este facto que o escritor pretende evidenciar com o episódio final - o fracasso da Geração dos Vencidos da Vida. Assim, estas personagens representam os males de Portugal e o fracasso sucessivo das diferentes correntes estético-literárias. Fracasso este que parece dever-se, não às correntes em si, mas às características do povo português - a predilecção pela forma em detrimento do conteúdo, o diletantismo que impede a fixação num trabalho sério e interessante, a atitude "romântica" perante a vida, que consiste em desculpar sistematicamente, os próprios erros e falhas, e dizer "Tudo culpa da sociedade". </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-27 20:41:28 UTC</pubDate>
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         <title>Simbolismo</title>
         <author>anacatarina30</author>
         <link>https://padlet.com/anacatarina30/6osxn43by7bs/wish/236152209</link>
         <description><![CDATA[<div> <strong>Os Maias</strong> estão incrivelmente repletos de símbolos. Afonso da Maia é uma figura simbólica - o seu nome é simbólico, tal como o de Carlos - o nome do último Stuart, escolhido pela mãe. Carlos irá ser o último Maia - note-se a ironia em forma de presságio. No Ramalhete, esta designação e o emblema (o ramo de girassóis) mostram a importância "da terra e da província" no passado da família Maia. A "gravidade clerical do edifício" demonstra a influência que o clero teve no passado da família e em Portugal. Por oposição, as obras de restauro, levadas a cabo por Carlos, introduziram o luxo e a decoração cosmopolita, simbolizam uma nova oportunidade, uma reforma da casa (ou do país) para uma nova etapa - é o reflexo do ideal reformista da Geração de Carlos. Carlos é um símbolo da Geração de 70, tal como o é Ega. Tal como o país, também eles caíram no "vencidismo". No último capítulo, a imagem deixada pelo Ramalhete, abandonado e tristonho, cheio de recordações de um passado de tragédia e frustrações, está muito relacionado com o modo como Eça via o país, em plena crise do regime. O quintal do Ramalhete, também sofre uma evolução. No primeiro capítulo a cascata está seca porque o tempo da acção d' Os Maias ainda não começou. No último capítulo, o fio de água da cascata é símbolo da eterna melancolia do tempo que passa, dos sentimentos que leva e traz, mostra-nos também que o tempo está mesmo a esgotar-se e o final da história d' Os Maias está próximo. Este choro simboliza também a dor pela morte de Afonso da Maia. A estátua de Vénus que, enegrece com a fuga de Maria Monforte. Agora, (no último capítulo) coberta de ferrugem simboliza o desaparecimento de Maria Eduarda, os seus membros agora transformados dão-lhe uma forma monstruosa fazendo lembrar Maria Eduarda e monstruosidade do incesto. Esta estátua marca então, o início e o fim da acção principal. Ela é também símbolo das mulheres fatais d' Os Maias - Maria Eduarda e Maria Monforte. No quarto de Maria Eduarda, na Toca, o quadro com a cabeça degolada é um símbolo e presságio de desgraça. Os seus aposentos simbolizam o carácter trágico, a profanação das leis humanas e cristãs. Também o armário do salão nobre da Toca, tem uma simbologia trágica. Os guerreiros simbolizam a heroicidade, os evangelistas, a religião e os trofeus agrícolas o trabalho: qualidades que existiram um dia na família (e no Portugal da epopeia). Os dois faunos simbolizam o desastre do incesto decorrido entre Carlos e Maria Eduarda. No final um partiu o seu pé de cabra e o outro a flauta bucólica, pormenor que parece simbolizar o desafio sacrílego dos faunos a tudo quanto era grandioso e sublime na tradição dos antepassados. No final, a estátua de Camões é o símbolo da nostalgia do passado mais recuado. Não é difícil lermos o percurso da família Maia, nas alterações sofridas pelo Ramalhete. No início o Ramalhete não tem vida, em seguida habitado, torna-se símbolo da esperança e da vida, é como que um renascimento; finalmente, a tragédia abate-se sobre a família e eis a cascata chorando, deitando as últimas gotas de água, a estátua coberta de ferrugem; tudo tem um carácter lúgubre. Note-se que as paredes do Ramalhete foram sempre sinal de desgraça para a família Maia. O cedro e o cipreste, são árvores que pela sua longevidade, significam a vida e a morte, foram testemunhas das várias gerações da família. Mas também, simbolizam a amizade inseparável de Carlos e João da Ega. A morte instala-se nesta família. No Ramalhete todo o mobiliário degradado e disposto em confusão, todos os aposentos melancólicos e frios, tudo deixa transparecer a realidade de destruição e morte. E se os Maias representam Portugal, a morte instalou-se no país. A Toca é o nome dado à habitação de certos animais, o que, desde logo, parece simbolizar o carácter animalesco do relacionamento de Carlos e Maria Eduarda. Na primeira vez que lá vão, Carlos introduz a chave no portão com todo o prazer, o que sugere o poder e o prazer das relações incestuosas; da segunda vez ambos a experimentam - a chave torna-se, portanto, o símbolo da mútua aceitação e entrega. Os aposentos de Maria Eduarda simbolizam o carácter trágico, a profanação das leis humanas e cristãs. Os Maias estão também, povoados de símbolos cromáticos: a cor vermelha tem um carácter duplo, Maria Monforte e Maria Eduarda são portadoras de um vermelho feminino, despertam a sensibilidade à sua volta; espalham a morte. O vermelho é, portanto, o símbolo da paixão excessiva e destruidora. Já o vermelho da vila Balzac é muito intenso, indicando a dimensão essencialmente carnal e efémera dos encontros de amor de Ega e Raquel Cohen. O tom dourado está também presente, indicando a paixão ardente; anunciando a velhice (o Outono), a proximidade da morte. Morte prefigurada pela cor negra, símbolo de uma paixão possessiva e destruidora. Mãe e filha conjugam em si estas três cores: elas são, portanto, vida e morte, o divino e o humano, a aparência e a realidade, a força que se torna fraqueza. Constatamos que a simbologia d' Os Maias possui uma função claramente pressagiosa da tragédia. </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-27 20:41:54 UTC</pubDate>
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         <title>Espaço Físico dos Maias</title>
         <author>anacatarina30</author>
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         <description><![CDATA[<div>                   <strong><mark> Exteriores</mark></strong><br><br> A maior parte da narrativa passasse em Portugal, mais concretamente em Lisboa e arredores. Em Santa Olávia passasse a infância de Carlos. É também para lá que este foge quando descobre a sua relação incestuosa com a irmã. Em Coimbra passam-se os estudos de Carlos e as suas primeiras aventuras amorosas. É em Lisboa que se dão os acontecimentos que levam Afonso da Maia ao exílio; é em Lisboa que sucedem os acontecimentos essenciais da vida de Pedro da Maia; e é também lá que decorre a vida de Carlos que justifica o romance - a sua relação incestuosa com a irmã. O estrangeiro surge-nos como um recurso para resolver problemas. Afonso exila-se em Inglaterra para fugir à intolerância Miguelista; Pedro e Maria vivem em Itália e em Paris devido à recusa deste casamento pelo pai de Pedro. Maria Eduarda segue para Paris quando descobre a sua relação incestuosa com Carlos. O próprio resolve a sua vida falhada com a fixação definitiva em Paris. Deve referir-se como importante espaço exterior Sintra, palco de vários encontros, quer relativos à crónica de costumes, quer à relação amorosa dos protagonistas. <br><br>                  <strong><mark> Interiores</mark></strong><br><br> Vários são os espaços interiores referidos n' Os Maias, portanto, destacamos os mais importantes. No Ramalhete podemos encontrar: o salão de convívio e de lazer, o escritório de Afonso, que tem o aspecto de uma "severa câmara de prelado", o quarto de Carlos, "como um ar de quarto de bailarina", e os jardins. A acção desenrola-se também na vila Balzac, que reflecte a sensualidade de João da Ega. É referido também na obra, o luxuoso consultório de Carlos que revela o seu diletantismo e a predisposição para a sensualidade. A Toca é também um espaço interior carregado de simbolismo, que revela amores ilícitos. São ainda referidos outros espaços interiores de menor importância como o apartamento de Maria Eduarda, o Teatro da Trindade, a casa dos Condes de Gouvarinho, o Grémio, o Hotel Central os hotéis de Sintra, a redacção d' A Tarde e d' A Corneta do Diabo, etc. </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-27 20:43:18 UTC</pubDate>
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         <title>Espaço Social dos Maias</title>
         <author>anacatarina30</author>
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         <description><![CDATA[<div> O espaço social comporta os ambientes (jantares, chás, soirés, bailes, espectáculos), onde actuam as personagens que o narrador julgou melhor representarem a sociedade por ele criticada - as classes dirigentes, a alta aristocracia e a burguesia. Destacamos o jantar do Hotel Central, os jantares em casa dos Gouvarinho, Santa Olávia, a Toca, as corridas do Hipódromo, as reuniões na redacção d' A Tarde, o Sarau Literário no Teatro da Trindade - ambientes fechados de preferência, por razões de elitismo. O espaço social cumpre um papel puramente crítico. </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-27 20:44:45 UTC</pubDate>
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         <title>Espaço Psicológico </title>
         <author>anacatarina30</author>
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         <description><![CDATA[<div> O espaço psicológico é constituído pela consciência das personagens e manifesta-se em momentos de maior densidade dramática. É sobretudo Carlos, que desvenda os labirintos da sua consciência. Ocupando também Ega, um lugar de relevo. Destacamos, como espaço psicológico, o sonho de Carlos no qual evoca a figura de Maria Eduarda; nova evocação dela em Sintra; reflexões de Carlos sobre o parentesco que o liga a Maria Eduarda; visão do Ramalhete e do avô, após o incesto; contemplação de Afonso morto, no jardim. Quanto a Ega, reflexões e inquietações após a descoberta da identidade de Maria Eduarda. O espaço psicológico permite definir estas personagens como personagens modeladas. </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-27 20:45:11 UTC</pubDate>
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         <title>Tempo</title>
         <author>anacatarina30</author>
         <link>https://padlet.com/anacatarina30/6osxn43by7bs/wish/236154157</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong><mark>Tempo Histórico</mark></strong><br><br> Entende-se por tempo histórico aquele que se desdobra em dias, meses e anos vividos pelas personagens, reflectindo até acontecimentos cronológicos históricos do país. N' Os Maias, o tempo histórico é dominado pelo encadeamento de três gerações de uma família, cujo último membro - Carlos, se destaca relativamente aos outros. A fronteira cronológica situa-se entre 1820 e 1887, aproximadamente. Assim, o tempo concreto da intriga compreende cerca de 70 anos. <br><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong><mark>Tempo do Discurso</mark></strong> <br><br>Por tempo do discurso entende-se aquele que se detecta no próprio texto organizado pelo narrador, ordenado ou alterado logicamente, alargado ou resumido. Na obra, o discurso inicia-se no Outono de 1875, data em que Carlos, concluída a sua viagem de um ano pela Europa, após a formatura, veio com o avô instalar-se definitivamente em Lisboa. Pelo processo de analepse, o narrador vai, até parte do capítulo IV, referir-se aos antepassados do protagonista (juventude e exílio de Afonso da Maia, educação, casamento e suicídio de Pedro da Maia, e à educação de Carlos da Maia e sua formatura em Coimbra) para recuperar o presente da história que havia referido nas primeiras linhas do livro. Esta primeira parte pode considerar-se uma novela introdutória que dura quase 60 anos. Esta analepse ocupa apenas 90 páginas, apresentadas por meio de resumos e elipses. Assim, como vemos, o tempo histórico é muito mais longo do que o tempo do discurso. Do Outono de 1875 a Janeiro de 1877 - data em que Carlos abandona o Ramalhete - existe uma tentativa para que o tempo histórico (pouco mais de um ano da vida de Carlos) seja idêntico ao tempo do discurso - cerca de 600 páginas - para tal Eça serve-se muitas vezes da cena dialogada. O último capítulo é uma elipse (salto no tempo) onde, passados 10 anos, Ega se encontra com Carlos em Lisboa.<br><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong><mark>Tempo Psicológico </mark></strong><br><br>O tempo psicológico é o tempo que a personagem assume interiormente; é o tempo filtrado pelas suas vivências subjectivas, muitas vezes carregado de densidade dramática. É o tempo que se alarga ou se encurta conforme o estado de espírito em que se encontra. No romance, embora não muito frequente, é possível evidenciar alguns momentos de tempo psicológico nalgumas personagens: Pedro da Maia, na noite em que se deu o desaparecimento de Maria Monforte e o comunica a seu pai; Carlos, quando recorda o primeiro beijo que lhe deu a Condessa de Gouvarinho, ou, na companhia de João da Ega, contempla, já no final de livro, após a sua chegada de Paris, o velho Ramalhete abandonado e ambos recordam o passado com nostalgia. Uma visão pessimista do Mundo e das coisas. É o caso de "agora o seu dia estava findo: mas, passadas as longas horas, terminada a longa noite, ele penetrava outra vez naquela sala de repes vermelhos...". O tempo psicológico introduz a subjectividade, o que põe em causa as leis do naturalismo.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-02-27 20:46:16 UTC</pubDate>
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         <title>Pág.295</title>
         <author>anacatarina30</author>
         <link>https://padlet.com/anacatarina30/6osxn43by7bs/wish/251355132</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong><mark>&nbsp;Consolida</mark></strong><br><br><strong>1)</strong> O poeta demonstra um impulso dominante que consiste na sua insatisfação perante um sentido frustrante, ele demonstra o sonho e a sua busca de um ideal de perfeição nos "sonetos", projetando-o como, de um certo modo, imaginário, realizando-se na sua perfeição.<br><br><strong>2)</strong> É possível comprovar a angústia e o ideal associados no excerto "... apesar de o ambiente ser atribuído ao Antero noturno, a aspiração e a ascensão associada à luz, que rompe as trevas para alcançar o Bem, seria uma ação do Antero luminoso."</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-04-12 20:29:40 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Pág.316</title>
         <author>anacatarina30</author>
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         <description><![CDATA[<div>                  <strong><mark> Consolida </mark></strong>  <br><br><strong>1) <br>    a) </strong>Verdadeira<strong><br>    b)</strong> Falsa- Nem todas as grandes cidades estavam preparadas para o crescimento urbano, sendo essas (as que não estavam preparadas) que optam pela migração.<strong><br>    c)</strong> Falsa- Vivia-se numa época de Crescimento Urbano.<strong><br>    d)</strong> Verdadeira<strong> </strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-04-22 21:23:30 UTC</pubDate>
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         <title>Pág.318</title>
         <author>anacatarina30</author>
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         <description><![CDATA[<div>                     <strong><mark>Consolida</mark></strong> <br><br><strong>1)<br>   1.1) </strong>A<strong><br>   1.2)</strong> C<strong><br>   1.3) </strong>D</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-04-22 21:31:53 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Pág.334</title>
         <author>anacatarina30</author>
         <link>https://padlet.com/anacatarina30/6osxn43by7bs/wish/257841497</link>
         <description><![CDATA[<div>              <strong><mark>Consolida<br><br></mark></strong><strong>6) "Se eu não morresse..."; "...Buscasse e conseguisse a perfeição das cousas!"<br><br>7) O tom eufórico do sujeito poético rapidamente se transforma devido a estímulos sensitivos que despertam a sua atenção tais como estímulos visuais, "Vêm lágrimas de luz dos astros com olheiras". O tom eufórico também se transforma devido á passagem do imaginário (a perfeição) para o real (a imperfeição e decadência).<br><br>            </strong><strong><mark>Gramática<br><br></mark></strong><strong>1)<br>   a) Complemento direto<br>   b) complemento Obliquo <br>   c) Modificador apositivo do nome<br>  d) complemento direto </strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-05-03 20:42:10 UTC</pubDate>
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         <title>Pág.340</title>
         <author>anacatarina30</author>
         <link>https://padlet.com/anacatarina30/6osxn43by7bs/wish/259769061</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong><mark>Consolida<br><br></mark></strong><strong>1)</strong> Cristalizações significa fixar, consolidar. O sujeito poético deambula pela cidade e capta a realidade que o circunda através dos sentidos, fixa o real e todas as sensações que este desperta.<br><br><strong>2)&nbsp;<br><br>3)&nbsp;<br><br>4)</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-05-10 19:38:59 UTC</pubDate>
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