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      <title>Gramática II by Áquila Melo</title>
      <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II</link>
      <description>Resumo da Disciplina</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-11-29 20:10:42 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1918336803</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>-Babilônios </strong>- por volta de 2000 a. C;<br><strong>-Hindus</strong> - desenvolveram forte tradição gramatical por volta do século IV a.C;<br><strong>-Chineses</strong> - no mesmo período, iniciavam suas reflexões gramaticais.<br>Porém, a gramática como conhecemos hoje, foi criação da <strong>cultura greco-romana.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 16:18:09 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1918352169</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Não existe língua homogênea</strong>, todas possuem dialetos geográficos. Algumas têm <strong>muito valor social</strong>, enquanto outras são <strong>menos prestigiadas</strong>.<br>As línguas que têm <strong>escrita</strong> também apresentam diferenças entre os modos de falar e de escrever.<br>Todas as variedades linguísticas mudam continuamente no tempo.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 16:23:55 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1918367536</link>
         <description><![CDATA[<div>Os gregos alexandrinos perceberam o quanto o <strong>grego clássico</strong> era diferente do <strong>grego falado, </strong>e concentraram seus esforços na criação de um <strong>ideal de língua</strong>, tido como referência, a língua como <strong>se encontrava nos grandes escritores.&nbsp; </strong>É desse desdobramento que surge então a <strong>Gramática</strong> voltada para o estudo da língua, com <strong>o objetivo principal de fixar padrões de correção.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 16:29:26 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1918382739</link>
         <description><![CDATA[<div>Os <strong>romanos</strong> incorporaram a Grécia a seus domínios em II a.C e a <strong>cultura grega era fortemente valorizada pela elite romana.</strong> Quando Roma incorporou Alexandria, em I a.C, passou a <strong>absorver seus estudos gramaticais.</strong><br>Os romanos também <strong>adotaram como referência a linguagem dos poetas e prosadores consagrados e dos modelos gregos.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 16:35:09 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1918393516</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Varrão</strong> é o criador da primeira gramática Latina. Para ele, <strong>Gramática é</strong><strong><em> "a arte de escrever e falar corretamente; e de compreender os poetas".<br></em></strong>Os romanos produziram ainda várias gramáticas para essa finalidade pedagógica. A que ficou mais famosa foi a de<strong><em> </em></strong><strong>Prisciano em VI d.C.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 16:39:08 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1918450696</link>
         <description><![CDATA[<div>A obra de <strong>Prisciano</strong> foi usada como referência durante todo o <strong>período medieval</strong>,&nbsp; estudiosos e professores tentaram preservar o <strong>latim clássico cristalizado como língua de erudição.<br></strong>Por volta de IX d.C é que aparecerão os <strong>primeiros textos escritos nas novas línguas,</strong> dando início a um período de contraditória convivência com a prática de só se escrever em Latim.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 17:00:18 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
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         <description><![CDATA[<div>Para além da Divina Comédia, <strong>Dante</strong> escreveu em 1304 o texto "De vulgaris eloquentia" (1304), defendendo a ideia de que <strong>já era hora de se escrever na língua vernácula.<br></strong>Os argumentos eram: <strong><br>-Linguístico - </strong>a língua vernácula tinha recursos expressivos comparáveis aos do latim;<strong><br>-Político - </strong>escritos em língua vernácula, os textos se tornariam acessíveis a um grande número de pessoas, e não apenas restrito aos poucos eruditos que sabia latim.<br><br><strong>(Língua vernácula: própria do país a que pertence)</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 18:28:12 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1918912097</link>
         <description><![CDATA[<div>As línguas vernáculas passam progressivamente a serem incorporadas pelos governos na redação de documentos oficiais, em substituição do latim.<br>Começa então, <strong>no fim do século XV e início do XVI, os estudos gramaticais das línguas vernáculas.<br>&nbsp;O castelhano</strong> foi a primeira dessas línguas a ter uma<strong> gramática escrita.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 20:21:39 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1918920282</link>
         <description><![CDATA[<div>As primeiras gramáticas em português apareceram a partir de 1536, quando Portugal vivia ainda seu auge político. A mais famosa é de <strong>João de Barros (1540)</strong> que define <strong>gramática:</strong> <br>"É vocábulo grego: quer dizer ciência de letras. E segundo a definição que lhe deram os gramáticos é um modo certo e justo de falar e escrever, <strong>colhido do uso e da autoridade dos barões doutos".</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 20:25:40 UTC</pubDate>
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         <title>Fixando a &#39;norma padrão&#39;:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1918927125</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>O grande objetivo dos primeiros gramáticos era contribuir para a fixação de um padrão de língua.</strong> Essa fixação se fez em Portugal, na Espanha e na França, combinando dois aspectos:<br><strong>-Prestigiamento social</strong> do dialeto falado pela aristocracia no centro político do país e<br><strong>-Cultivo de uma escrita vernácula latinizada,</strong> isto é, de uma imitação adaptada à língua moderna, de modelos estilísticos dos escritores latinos clássicos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 20:30:06 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1918944416</link>
         <description><![CDATA[<div>Enquanto nos <strong>países germânicos</strong> a tradução da bíblia na língua vernácula, estimulada pela reforma protestante, <strong>direcionou a busca de um ideal da língua em variedades contemporâneas</strong>, nos <strong>países latinos</strong>, adquiriu-se a herança da Europa Latina, de que <strong>o modelo de correção está nos grandes escritores antigos.<br><br>-Tradição latina: </strong>fixar a norma pelo passado.<strong><br>-Tradição germânica: </strong>fixar a norma pelo presente.<strong>&nbsp;</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 20:40:11 UTC</pubDate>
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         <title>Práticas pedagógicas herdadas desde os tempos medievais:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1918956169</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Normativismo:</strong> atitude diante da norma padrão que não consegue aprendê-la como uma das variedades linguísticas com usos sociais determinados;<br><strong>Gramatiquice:</strong> estudo da gramática como fim em si mesmo.<br><br>Como <strong>consequência</strong> dessa prática, a <strong>escola do século XXI</strong> <strong>continua a ensinar uma língua que não existe há pelo menos 700 anos.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 20:47:21 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1918971945</link>
         <description><![CDATA[<div>No século XIX, <strong>após a independência</strong>, muitos letrados brasileiros discutiram sobre a questão da língua. A conclusão foi: ao invés de adotarmos um <strong>português abrasileirado</strong>, adotamos uma <strong>imitação do padrão de escrita lusitana</strong>, que se firmara com os autores do Romantismo, em Portugal.<br>A <strong>lusitanização da norma escrita</strong> se encaixava perfeitamente no <strong>projeto político da elite brasileira pós-independência,</strong> que projetava construir uma <strong>nação branca e europeizada</strong>, procurando <strong>distanciar-se de uma população etnicamente mista e de ascendência africana.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 20:57:13 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1918991057</link>
         <description><![CDATA[<div>Se o lado que defendia o <strong>abrasileiramento</strong> tivesse vencido, teríamos hoje uma <strong>norma escrita mais aproximada do padrão falado.</strong><br>Como nossa codificação foi artificial e está <strong>congelada nas gramáticas</strong> enquanto o <strong>padrão real falado muda continuamente</strong>, esse abismo (entre falado/escrito) cresce a cada dia e complica a relação entre norma padrão e ensino.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 21:09:52 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1918994634</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Ocorre aqui uma inversão: ao invés de dizermos '</strong><strong><em>por ser a norma padrão, está nas gramáticas'</em></strong><strong>, dizemos: </strong><strong><em>'por estar nas gramáticas, é a norma padrão'.</em></strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 21:12:10 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1919011710</link>
         <description><![CDATA[<div>Há porém alguns <strong>acontecimentos que merecem destaque</strong> nos últimos 50 anos: <br><strong>- o desenvolvimento de estudos dialetológicos e sociolinguísticos</strong> <strong>de variedades brasileiras do português</strong>, falados em contextos rurais e urbanos, e <br><strong>- as pesquisas da nossa norma padrão real.</strong><br>Desse acervo, podemos traçar um perfil linguístico dos diferentes vernáculos urbanos e rurais, falados no Brasil.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 21:24:29 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1919019462</link>
         <description><![CDATA[<div>Hoje, temos plenas condições de <strong>redirecionar nossas relações com o padrão,</strong> combinando<br><strong>- o padrão clássico -</strong> aquilo que a história moderna da língua consolidou pelas diferentes práticas de seus escritores<br><strong>- com o padrão moderno -</strong> aquilo que efetivamente se usa atualmente na fala formal e escrita.<br>Dessa visão, concluímos que <strong>a norma padrão</strong> <strong>não é algo imutável </strong>no tempo, pelo contrário, <strong>ela é flexível</strong> e fornece ao falantes inúmeras formas lexicais e gramaticais alternativas</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 21:30:42 UTC</pubDate>
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         <title>SIM! ao ensino da gramática!</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1919037940</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>O ensino do português não está separado da sociedade, que o justifica e o sustenta.</strong> Desse modo, <strong>criticá-lo é também criticar a sociedade,</strong> e <strong>agir para mudá-lo</strong> é também agir na transformação da sociedade.<br>A questão da língua precisa ser percebida em sua dimensão histórica, o que nos leva a <strong>reescrever</strong>, baseados nas pesquisas linguísticas, <strong>novas gramáticas</strong>.<br><strong>A norma padrão precisa ser difundida como fator de inclusão sociocultural do cidadão, e não ser apenas bem reservado à aristocracia.</strong><br>Precisamos desenvolver uma atitude científica de observar e descrever a organização estrutural da língua, com destaque para a <strong>imensa variedade de formas expressivas alternativas, à disposição dos falantes.</strong><br>Só existe sentido no estudo da gramática se esses conteúdos estão claramente subordinados ao domínio das atividades de fala e escrita, <strong>se conseguirmos romper radicalmente com o padrão medieval de ensino de língua.</strong><br>O estudo da norma padrão tem por objetivo <strong>o domínio das formas de linguagem recobertas por valores positivos e vistas como adequadas na fala e na escrita formal.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 21:45:40 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;NORMA PADRÃO&quot;</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1919043119</link>
         <description><![CDATA[<div>O <strong>padrão é uma dentre as muitas variedades da língua</strong>, com funções expressivas e socioculturais específicas. Ao lado disso, é indispensável compreender que <strong>o padrão admite inúmeras formas alternativas.</strong><br>O melhor caminho para se atingir o domínio da norma padrão é o contato direto e sistemático com a<strong> língua viva!&nbsp;</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 21:49:47 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;O caçador matou o leão&quot;</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1919066551</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>- predicado:</strong> designa propriedades ou relações e se aplica a um certo número de termos ou argumentos:<br>EX: matar, v. - caçador, leão<br><br><strong>- predicação:</strong> resultado da relação de um predicado e seus termos ou argumentos:<br>EX: agente/alvo<br><br><strong>- proposição:</strong> o conteúdo expresso pela predicação. Atribuição à predicação de uma força ilocucionária (afirmação, negação, dúvida, certeza, incerteza etc).<br><br>EX: O caçador matou o leão?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; O caçador matou o leão!</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 22:09:39 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Estrutura lógica e temática da oração</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1919075525</link>
         <description><![CDATA[<div>A <strong>estrutura padrão da frase</strong> que serve como uma matriz, a partir da qual podem ser criadas, modificadas e expandidas outras frases é:<strong> S+V+P</strong><br><strong>S - Sujeito<br>V - Verbo<br>P - Predicado</strong><br><br>EX: O João comeu uma pizza grande ontem.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; O comeu João uma pizza. <br><br><strong>Categorias sintáticas diferentes representam categorias semânticas diferentes.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 22:17:14 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Predicados e Argumentos</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1919099501</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Predicado Verbal</strong> é aquele que exprime um fato, um acontecimento ou uma ação. Tem por núcleo um verbo, acompanhado ou não, de outros elementos.<br><strong>- Verbos Intransitivos VI</strong> são aqueles que, sozinhos, representam a noção predicativa:<br>EX: Todos fugiram. / Choveu. <br><strong>- Verbos Transitivos</strong> <strong>VT </strong>são aqueles que requerem mais de um termo para a compreensão do predicado: <br>EX: A criança encontrou (o quê?) - a mãe.<br><strong>- Verbos Bitransitivos VB</strong> são aqueles que necessitam de dois complementos: um sem preposição (objeto direto) e um com preposição (objeto indireto).<br>EX: Dedico meu amor à você.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 22:38:42 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1919139919</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>- VI como núcleo do SV</strong> possuem apenas <strong>um argumento</strong> externo:<br>EX: <em>O menino</em> nasceu.<br><br><strong>- VT como núcleo do SV</strong> selecionam <strong>2 argumentos</strong>, 1 externo e 1 interno:<br>EX: <em>O menino</em> comeu <em>uma maçã.</em><br><br><strong>- VB como núcleo do SV </strong>selecionam <strong>3 argumentos</strong>, 1 externo e 2 internos:<br>EX: <em>O menino</em> deu <em>uma maçã para a professora<br><br></em><strong><em>O padrão de transitividade depende do contexto:<br></em></strong>EX: Meu filho não come legumes. (VT) (Sentido específico)<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Meu filho não come bem. (VI) (Sentindo geral)<br><br>EX: Ontem sonhei! (VI)<br>      Ontem sonhei um sonho lindo! (VT)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 23:20:33 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>O plano sintático e o plano semântico</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1919155484</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Os papéis temáticos:</strong><strong><em><br><br>EXPERIENCIADOR: </em></strong>ser que experimenta os efeitos de uma ação. Em especial, com verbos de acontecimentos psicológicos ou de estado mental:<br>EX: <em>Pedro</em> gostou do jantar.<br><br><strong>AGENTIVO:</strong> instigador de uma ação:<br>EX: <em>O professor</em> abriu a porta.<br><br><strong>INSTRUMENTAL:</strong> causa imediata de um evento. Estímulo de um evento. Interventor da ação.<br>EX: Pedro escreveu o texto <em>a lápis.<br><br></em><strong>OBJETIVO:</strong> seres afetados pela ação ou estado identificado pelo verbo:<br>EX: O estudante aprendeu <em>a lição.<br><br></em><strong>ORIGEM:</strong> ponto de partida (para a atividade) ou origem de um movimento:<br>EX: Saí de<em> São Paulo </em>ao amanhecer.<br><br><strong>LOCATIVO:</strong> lugar de localização de uma entidade:<br>EX: O material ficou <em>sobre a mesa.<br><br></em><strong>TEMPO:</strong> caso da localização temporal de um evento:<br>EX: Nasci em <em>1984.<br><br></em><strong>BENEFATIVO:</strong> entidade beneficiária ou possuidora de uma outra entidade:<br>EX:<em> Pedro </em>tem uma bicicleta nova<br><br><strong>PACIENTE:</strong> entidade afetada:<br>EX: Pedro ama <em>Joana</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 23:36:34 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Tradução da Experiência Humana em Estruturas da Língua:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1919204794</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-11-30 00:22:30 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1920595443</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-11-30 14:59:47 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O significado entre orações</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1920643420</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>- Coesão sequencial:</strong> são mecanismos linguísticos que fazem o texto progredir e que estabelecem diferentes tipos de relações semânticas e/ou pragmáticas entre enunciados.<br><br><strong>- Relação por justaposição:</strong> Não uso de partículas sequenciadoras do discurso.<br><br>EX: Não fui à festa. <strong>Ø</strong> Estava com febre.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Não fui à festa <strong><em>porque</em></strong> estava com febre.<br><br>(<strong>Ø - elipse:</strong> ocultação/ omissão de um termo)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-30 15:17:25 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1920656665</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>- A conexão:</strong> relação semântica e/ou pragmática entre enunciados por meio de partículas.<br>As conexões entre as partes constituintes das orações são: <br><strong>-conjunções,<br>-locuções conjuntivas,<br>-preposições,<br>-locuções prepositivas,<br>-advérbios e<br>-locuções adverbiais.</strong><br><br>As relações lógico-semânticas não se restringem aos termos de uma oração, elas também englobam períodos, parágrafos e outros blocos maiores.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-30 15:21:52 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>RELAÇÕES LÓGICO-SEMÂNTICAS</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1920716461</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-11-30 15:44:02 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Sobre a organização da informação textual:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1920740996</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>-Condicional:</strong> parte de conhecimento partilhado entre falante e ouvinte, no qual o falante assenta a porção seguinte do seu discurso.<br><br><strong>- Relação de condicionalidade ligada ao ato de fala:</strong><br>EX: <strong>SE</strong> você quer saber minha opinião, <strong>ENTÃO</strong> você não deveria ir.<br><br><strong>- Relação de causalidade:</strong> conexão de causa-consequência/causa-efeito entre dois eventos.<br>EX: O torcedor ficou rouco <strong>porque</strong> gritou demais.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; O torcedor gritou tanto <strong>que</strong> ficou rouco.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>Como</strong> gritou demais, o torcedor ficou rouco.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; O torcedor ficou rouco <strong>por</strong> ter gritado demais.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-30 15:50:53 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Outros tipos de relação:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1920780890</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>1) Fatos possíveis que passam por uma avaliação do falante (domínio epistêmico):</strong><br>EX: Devemos praticar esportes <strong>porque</strong> essa atividade diminui o estresse.<br><br><strong>2) Entre um ato de fala e a causa que o motivou:</strong><br>EX: (atos de fala imperativos)<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Não fiques triste, <strong>que</strong> este mundo é todo teu...<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Vá embora, <strong>porque</strong> já é tarde.<br>EX: (atos de fala&nbsp; interrogativos)<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Você está gripado? <strong>Porque</strong> sua voz está um pouco rouca!<br><br><strong>-Posposição da oração causal em relação à nuclear:</strong><br>EX: Eu não compareci <strong>pois</strong> estava gripada.<br><br><strong>-Relação de finalidade (ou de mediação):</strong> na oração nuclear se explicita o meio para atingir uma finalidade ou propósito, expresso na oração final.<br>EX: O jovem fez o que podia <strong>para conquistar a garota.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-30 16:06:49 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Tipos de orações temporais:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1920887908</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>1) Tempo simultâneo - exato, pontual</strong><br>EX: <strong>No momento em que</strong> entrei, o telefone tocou.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>Quando </strong>estava entrando, o telefone tocou.<br><br><strong>2)Tempo anterior/Tempo posterior:</strong><br>EX: <strong>Antes que</strong> eu chegasse, o telefone tocou.&nbsp; (anterioridade do EsCo da oração nuclear)<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong>Depois que</strong> entrei, o telefone tocou. (posterioridade do EsCo da oração nuclear)<br><br><strong>3)Tempo contínuo ou progressivo:</strong><br>EX: <strong>Enquanto</strong> eu cantava, eles dormiam.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong>A medida que</strong> o filme avançava, eu me emocionava.<br><br><strong>4) Tempo contingente:</strong><br>EX: <strong>Sempre que</strong> chove, penso em você.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong>Quando</strong> esquenta muito, fico cansada.<br><br><strong>- O contexto QUANDO, de valor mais neutro,</strong> permite leituras de causa, condição e concessão:<br>EX: Eu me assustei <strong>quando(porque)</strong> vi você no chão.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Fico triste <strong>quando(se)</strong> você não me telefona.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Ela procurava outro trabalho <strong>quando(embora)</strong> já podia se sustentar.<br><strong><br>(EsCo: Estado de Coisa)</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-30 16:47:49 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1920908700</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>-Relação de conformidade:</strong> o EsCo expresso na oração nuclear está de acordo ou ocorre em conformidade com o processo expresso na oração de conformidade:<br>EX: Agiu <strong>como(conforme, segundo, de acordo)</strong> manda o figurino.<br><br><strong>-Relação de modo:</strong> expressa o modo como se realiza a ação ou evento contido na oração nuclear:<br>EX: Agiu <em>sem pensar.</em><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Ouviu as broncas <em>sem dar uma palavra.</em><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Proferiu o discurso <em>pensando que era o tal.</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-30 16:56:27 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Modais versus Conformativas:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1920919917</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><strong>As conformativas</strong> devem sempre ter seu conector característico <strong>(como) </strong>substituível por conforme, <strong>de acordo, segundo;</strong></li><li><strong>Às orações nucleares das modais</strong>, deve-se sempre perguntar <strong>"de que modo".</strong> Não cabe, neste caso, o de acordo, conforme...</li><li><strong>As modais</strong> geralmente vêm expressas na sua forma reduzida.&nbsp;</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-30 17:01:17 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Primeira Fase</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1920965169</link>
         <description><![CDATA[<div>Na primeira fase dos estudos sobre textos, acreditava-se que <strong>as propriedades definidoras de um texto estariam expressas principalmente na forma de organização do material linguístico.</strong><br>Os <strong>conceitos de texto</strong> variavam de <strong>"unidade linguística (do sistema) superior à frase",</strong> até <strong>"complexo de proposições semânticas"</strong> (Koch, 1997).<br>Essas definições traziam a concepção de <strong>texto como uma estrutura acabada, pronta</strong>, como <strong>"produto de uma competência linguística social e idealizada''. </strong><br>De acordo com Weinrich (1971), os textos podem ser definidos a partir de diversos aspectos:</div><ul><li><strong>a sequência coerente</strong> e consistente de signos linguísticos;</li><li><strong>a delimitação por interrupções</strong> significativas na comunicação e</li><li><strong>o status do texto</strong> como maior unidade linguística.</li></ul><div><br><em>"O texto não existe fora de sua produção ou de sua recepção".<br></em><br><strong>Considerar as condições de produção e de recepção dos textos</strong> significa passar a encarar o texto <strong>não mais como uma estrutura acabada (produto), mas como parte de atividades mais globais de comunicação (processo).</strong><br>Trata-se de tentar <strong>compreender</strong> o texto no seu próprio processo de <strong>planejamento, verbalização e construção.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-30 17:17:09 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A Segunda Fase</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1921454424</link>
         <description><![CDATA[<div>Na <strong>segunda fase</strong>, a <strong>definição de texto</strong> leva em conta que:</div><ul><li>a produção textual é uma <strong>atividade verbal</strong>, isto é, os falantes, ao produzirem um texto, estão praticando <strong>ações, atos de fala</strong>;</li><li>a produção textual é uma <strong>atividade verbal consciente</strong>, isto é, trata-se de uma <strong>atividade intencional,</strong> por meio da qual o falante dará a entender seus propósitos, sempre levando em conta as condições em que tal atividade é produzida;</li><li>a produção textual é uma <strong>atividade interacional,</strong> ou seja, os <strong>interlocutores estão obrigatoriamente</strong>, e de diversas maneiras, <strong>envolvidos no processo de construção e compreensão de um texto</strong></li></ul><div>"Poder-se-ia, assim, <strong>conceituar o texto como uma manifestação verbal constituída de elementos linguísticos selecionados e ordenados pelos falantes durante a atividade verbal,</strong> de modo a permitir aos parceiros, na interação, não apenas a depreensão de conteúdos semânticos [...] como também a interação (ou atuação) de acordo com práticas socioculturais (Koch, 1997, p.22)".&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-30 21:34:53 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1921465549</link>
         <description><![CDATA[<div>"Proponho que se veja a <strong>Linguística do Texto,</strong> mesmo que provisória e genericamente, como <strong>o estudo das operações Linguísticas e cognitivas reguladoras e controladoras da produção, construção, funcionamento e recepção de textos escritos ou orais. Seu tema abrange a coesão superficial ao nível semântico e cognitivo e o sistema de pressuposições e implicações a nível pragmático da produção do sentido no plano das ações e intenções.</strong><br>Em suma, a Linguística textual trata <strong>o texto como um ato de comunicação unificado num complexo universo de ações humanas.</strong> Por um lado, deve <strong>preservar a organização linear que</strong> é o tratamento estritamente linguístico, abordado no aspecto da coesão e, por outro lado, deve <strong>considerar a organização reticulada ou tentacular, não linear</strong>, dos níveis de sentido e intenções que realizam a coerência no aspecto semântico e em funções pragmáticas. (Marcuschi, 1983, p.12-13)".</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-30 21:44:14 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>TEXTO E CONTEXTO</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1921476959</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>CONTEXTO = CO-TEXTO: <br><br></strong>na <strong>fase inicial das pesquisas sobre texto</strong> (<em>análise transfrástica</em>), o <strong>contexto era visto como o entorno verbal, ou seja, o </strong><strong><em>co-texto</em></strong><strong>.</strong><br><strong>O texto</strong> era conceituado como uma <strong>sequência ou combinação de frases, cuja unidade e “coerência”</strong><br>seriam obtidas através da reiteração dos mesmos referentes ou do uso de elementos de relação entre segmentos maiores ou menores do texto. <br><br> <strong>Por exemplo:<br></strong>o fenômeno da <strong><em>co-referenciação</em></strong><em> </em>ultrapassa a fronteira da frase e só pode ser melhor compreendido no interior do texto.<br>EX: “Pedro foi ao cinema. <strong>Ele</strong> não gostou do filme.” <br><br><strong>Perspectiva textual: </strong>a relação entre nome e pronome não é de simples substituição. O uso do <strong>pronome</strong> está fornecendo ao ouvinte/leitor instruções de conexão entre:<strong><br></strong>• <strong>a predicação </strong>que se faz do pronome (“não gostou do filme”) e<strong><br></strong>• <strong>o próprio SN em questão</strong> (considerado como aquele sobre o qual também já se disse algo).<br><br>Esse movimento contribui para <strong>a construção da imagem do referente (“Pedro”) </strong>por parte do ouvinte. <br>Será a <strong>congruência entre as predicações</strong> feitas sobre o <strong>pronome e o próprio SN (“Pedro”)</strong>, e não só a concordância de gênero e número, que permite afirmar que o pronome <strong><em>ele</em></strong><em> </em>é <em>co-referente</em> de <strong><em>Pedro </em></strong><strong>(o pronome </strong><strong><em>ele </em></strong><strong>se refere a </strong><strong><em>Pedro</em></strong><strong>).</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-30 21:53:16 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1921484084</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>CONTEXTO = CONTEXTO INTERACIONAL: <br></strong>Volta-se para o estudo e a descrição das <strong>ações queos usuários da língua, em situações de interlocução, realizam através da linguagem</strong>, considerada como atividade intencional e social,<br>visando a determinados fins <br> <br><strong>CONTEXTO = CONTEXTO SÓCIO-HISTÓRICO-CULTURAL:<br></strong>A <strong>simples incorporação dos interlocutores, porém, ainda não é suficiente,</strong> já que eles se movem no interior de um tabuleiro social, que tem suas convenções, suas normas de conduta, que lhes impõe condições, lhes estabelece deveres e lhes limita a liberdade. Além disso, <strong>toda e qualquer manifestação de linguagem ocorre no interior de determinada cultura, cujas tradições, cujos usos e costumes, cujas rotinas devem ser obedecidas e perpetuadas. <br><br>CONTEXTO = CONTEXTO COGNITIVO:<br></strong>Para que <strong>duas ou mais pessoas</strong> possam<br><strong>compreender-se mutuamente</strong>, é preciso que seusb<strong>contextos cognitivos sejam, pelo menos, parcialmente semelhantes.</strong> <br>Em outras palavras, seus&nbsp;<strong>conhecimentos –<br>enciclopédico, episódico, procedural, esquemático – devem ser, ao menos em parte, compartilhados</strong><br>(visto que é impossível duas pessoas partilharem exatamente os mesmos conhecimentos).<br>Numa interação, cada um dos parceiros traz consigo sua <strong>bagagem cognitiva</strong>. A cada interação, esse contexto é alterado, obrigando, assim, os<br>parceiros a <strong>se ajustarem aos novos contextos que se vão originando sucessivamente.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-30 21:59:36 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1921484084</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1921488886</link>
         <description><![CDATA[<div>Para o <strong>processamento textual</strong> contribuem <strong>três<br>grandes sistemas de conhecimento</strong>:<br>• <strong>o linguístico,<br>• o enciclopédico e<br>• o interacional</strong><br>(cf. Heinemann &amp; Viehweger, 1991). <br><br><strong>Conhecimento linguístico: </strong>compreende o conhecimento gramatical e o lexical, sendo, assim, o responsável pela articulação som-sentido. <br><br><strong>Conhecimento enciclopédico ou conhecimento de<br>mundo:</strong> é aquele que se encontra armazenado na<br>memória de cada indivíduo. <br> <br><strong>Conhecimento interacional: </strong>é o conhecimento sobre as ações verbais, isto é, sobre as formas de <em>inter - ação </em>através da linguagem. Engloba os conhecimentos do tipo <strong><em>ilocucional, comunicacional, metacomunicativo e superestrutural.</em></strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-30 22:04:13 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1921488886</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1921498304</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Conhecimento </strong><strong><em>ilocucional:</em></strong><strong><br></strong>• permite reconhecer os objetivos ou propósitos que um<br>falante, em dada situação de interação, pretende atingir.<br>• Trata-se de conhecimentos sobre <strong><em>tipos de objetivos (ou<br>tipos de atos de fala </em></strong>– reconhecimento de uma<br>determinada <strong><em>força</em></strong><strong>:</strong> de pergunta, asserção, de ordem, de<br>promessa, nesse ato de fala), que costumam ser<br>verbalizados por meio de enunciações características. <br><br><strong>Conhecimento </strong><strong><em>comunicacional:</em></strong><strong><br></strong>• diz respeito, por exemplo, às normas comunicativas gerais, à seleção da <strong>variante linguística adequada a cada situação de interação</strong> e à adequação dos tipos de texto às situações<br>comunicativas. <br> <br><strong>Conhecimento </strong><strong><em>metacomunicativo:</em></strong><strong><br></strong>• através desse conhecimento, o produtor do texto <strong>procura evitar perturbações previsíveis na comunicação,</strong> orientar o interlocutor na construção do sentido ou sanar (<em>online </em>ou <em>a posteriori</em>) conflitos efetivamente ocorridos.<br>• Envolve uso de <strong>marcadores discursivos (como </strong><strong><em>né?, tá!</em></strong><strong>)</strong> e <strong>atividades metaformulativas </strong>(como repetições,<br>parafraseamentos, resumos, correções, complementações, explicações etc.).<br>• Trata-se de <strong>ações linguísticas com as quais se procura<br>assegurar a compreensão do texto</strong> e a aceitação dos<br>objetivos com que é produzido.<br><br><strong>Conhecimento </strong><strong><em>superestrutural:</em></strong><strong><br></strong>• sobre <strong>estruturas ou modelos textuais globais</strong>, permite reconhecer textos como exemplares de determinada classe ou tipo. <br> <br><strong>Conhecimento </strong><strong><em>procedural:</em></strong><strong><br></strong>• a cada um desses sistemas de conhecimento, corresponde um conhecimento específico sobre como colocá-lo em prática, ou seja, <strong>um conhecimento procedural, isto é, das estratégias ou rotinas por meio das quais esses sistemas de conhecimento se atualizam quando do processamento</strong> <strong>textual</strong> (Heinemann &amp; Viehweger , 1991). <br>Tal conhecimento engloba, também,<strong> o saber sobre práticas peculiares ao meio sociocultural em que vivem os interactantes, </strong>bem como o <strong>domínio das estratégias de interação, como </strong><strong><em>preservação das faces, polidez, negociação, entre outras.</em></strong>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-30 22:12:52 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O uso da língua: funções do contexto</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1923095592</link>
         <description><![CDATA[<div>Na <strong>concepção sociocognitiva e interacional de<br>linguagem,</strong> toda e qualquer atividade textual escrita<br>(e também falada/oral) <strong>é um acontecimento regido<br>por fatores linguísticos, pragmáticos, sociais,<br>históricos, cognitivos e interacionais.&nbsp;<br><br>Podemos dizer que:&nbsp;</strong></div><ul><li>quem escreve o faz <strong>sempre para alguém</strong>, de modo a levar em conta, nessa atividade, <strong>o histórico que possui sobre o interlocutor;&nbsp;</strong></li><li>&nbsp;quem escreve o faz <strong>guiado por um objetivo</strong>;&nbsp;</li><li>quem escreve o faz <strong>com base em um conjunto de<br>conhecimentos</strong>, tanto é assim que não se pode<br>produzir qualquer texto, de qualquer forma, em<br>qualquer situação.&nbsp;</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-01 15:40:09 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1923095592</guid>
      </item>
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         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1923111052</link>
         <description><![CDATA[<div>De fato, <strong>nossa intenção é chamar a atenção,</strong> especialmente daquele que realiza uma atividade escrita, para os <strong>fatores contextuais</strong>, pois, quanto mais estivermos conscientes de sua relevante função, <strong>mais chances teremos de sucesso em<br>nosso empreendimento interacional.</strong><br><br> Isso porque <strong>o contexto:&nbsp;</strong></div><ul><li>Possibilita <strong>avaliar o que é adequado ou não adequado</strong> do ponto de vista dos modelos interacionais construídos <strong>culturalmente.&nbsp;</strong></li><li>Possibilita <strong>pôr em saliência o tópico discursivo</strong> e o que é esperado em termos da continuidade temática e <strong>progressão textual.</strong>&nbsp;</li><li>Possibilita a <strong>produção de inferência e de sentido.</strong>&nbsp;</li><li>&nbsp;Possibilita <strong>explicar ou justificar o que foi dito.</strong>&nbsp;</li><li>&nbsp;Possibilita <strong>explicar ou justificar o que é dito e o que não deve ser dito.&nbsp;</strong></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-01 15:45:59 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Fatores de contextualização</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1923122432</link>
         <description><![CDATA[<div>Um dos fatores básicos para a produção de todo e qualquer texto é a <strong>contextualização, ou seja, sua ancoragem em dada situação comunicativa, no interior de determinada prática social, tendo em vista o lugar e o momento da interação, os participantes e suas particularidades, os objetivos a serem alcançados. <br></strong><br>&nbsp;Para tanto, dispomos de um conjunto de fatores de contextualização, que, segundo Marcuschi, são de dois tipos:<br>• <strong>contextualizadores propriamente ditos</strong> e<br>• <strong>prospectivos.</strong> <br><br><strong>-Contextualizadores propriamente ditos:<br></strong>• ajudam a <strong>ancorar o texto</strong> numa situação comunicativa e contribuem, assim, para o estabelecimento da coerência:<br>• <strong>data, local, assinatura, elementos gráficos, o suporte<br>que os veicula (tipo de jornal, de revista etc.)</strong> <br><br><strong>-Fatores prospectivos:</strong><br>• permitem <strong>avançar expectativas sobre o conteúdo</strong>, o<br>estilo, enfim, o teor do texto, como, por exemplo, os<br>títulos, o autor, as fórmulas iniciais etc.&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-12-01 15:50:25 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O estudo dos gêneros textuais:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1923145135</link>
         <description><![CDATA[<div>No <strong>Ocidente</strong>, já tem pelo menos <strong>vinte e cinco séculos</strong>, se considerarmos que <strong>sua observação sistemática iniciou-se em Platão.</strong> O que hoje se tem é uma <strong>nova visão do mesmo tema.</strong> Portanto, uma <strong>dificuldade </strong>natural no tratamento<br>desse tema <strong>acha-se na abundância e diversidade das fontes e perspectivas de análise. <br></strong><br><strong>A expressão “gênero”: </strong>esteve, na tradição ocidental, especialmente ligada aos <strong>gêneros literários</strong>. Atualmente, a <strong>noção de gênero já não mais se vincula apenas à literatura.</strong> <br> <br> É com <strong>Aristóteles </strong>que surge uma teoria <strong>mais sistemática</strong> sobre os gêneros e sobre a <strong>natureza do discurso.</strong><br>A visão de Aristóteles sobre as estratégias e as estruturas dos gêneros foi desenvolvida amplamente na Idade Média (distinguiu entre a epopéia, a tragédia, a comédia,<br>cujos tratados foram preservados). <br>Hoje, <strong>o estudo dos gêneros textuais</strong> está na moda, mas em <strong>perspectiva diferente da aristotélica.</strong> Assim, a expressão “gênero” vem sendo usada de maneira cada vez mais frequente e em um número cada vez maior de áreas de investigação.&nbsp; &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-01 15:59:21 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A análise de gêneros:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1923156109</link>
         <description><![CDATA[<div>Engloba uma <strong>análise do texto</strong> <strong>e do discurso</strong> e uma <strong>descrição da língua e visão da sociedade</strong>, e ainda tenta responder a <strong>questões de natureza sociocultural</strong> no uso da língua de maneira geral.<br><br><strong>O trato dos gêneros diz respeito ao trato da língua em seu cotidiano nas mais diversas formas. <br></strong><br>&nbsp;Os gêneros são uma <strong>“forma de ação social”.</strong><br><br><em>Eles são um artefato cultural importante como parte integrante da estrutura comunicativa de nossa sociedade (MILLER,1984). <br></em><br>Neste sentido, há muito a discutir e tentar distinguir as ideias de que gênero é:<br><strong>•uma categoria cultural,<br>•um esquema cognitivo,<br>•uma forma de ação social,<br>•uma estrutura textual,<br>•uma forma de organização social e<br>•uma ação retórica </strong>&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-12-01 16:03:47 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O estudo dos gêneros mostra o funcionamento da sociedade</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1923165555</link>
         <description><![CDATA[<div>Os gêneros permitem o tratamento da intrigante e difícil questão (Bhatia, 1997, p. 629):<br><br><strong><em>•Por que os membros de comunidades discursivas específicas usam a língua da maneira como o fazem?</em></strong><strong> </strong><br><br>Na resposta a esta indagação, estão envolvidas <strong>questões mais do que apenas socioculturais e cognitivas,</strong> como observa Bhatia (1997, p. 629), pois <strong>há aí ações de ordem comunicativa </strong>com estratégias convencionais para <strong>atingir<br>determinados objetivos.</strong>&nbsp;&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-12-01 16:07:24 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Forma e Função dos gêneros:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1923174902</link>
         <description><![CDATA[<div>todos os gêneros têm uma <strong>forma</strong> e uma <strong>função</strong>, bem como um <strong>estilo</strong> e um <strong>conteúdo</strong>, mas <strong>sua determinação se dá basicamente pela função e não pela forma.</strong><br>Daí falharem os estudos estritamente formais ou<br>estruturais do gênero.&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-12-01 16:11:00 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1923174902</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Gêneros textuais como sistema de controle social</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1923186072</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Os gêneros</strong> são a<strong>tividades discursivas socialmente estabilizadas</strong> que se prestam aos mais variados tipos de <strong>controle social</strong> e até mesmo ao <strong>exercício de poder.</strong><br>Pode-se, pois, dizer que <strong>os gêneros textuais são nossa forma de inserção, ação e controle social no dia a dia.</strong> <br><br><strong>Controle social:</strong><br>•podemos dizer que o <strong>controle social</strong> pelos gêneros discursivos <strong>é incontornável</strong>. <br><br><strong>Máquina sociodiscursiva:</strong><br>•desde que nos constituímos como <strong>seres sociais,</strong> nos achamos envolvidos numa <strong>máquina sociodiscursiva.<br></strong><br>•Um dos instrumentos mais poderosos dessa máquina são os <strong>gêneros textuais,</strong> sendo que <strong>de seu domínio e manipulação depende boa parte da forma de nossa inserção social e de nosso poder social. </strong><br>&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-12-01 16:15:48 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1923204266</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>A </strong><strong><em>informação</em></strong><strong> é um fenômeno eventual</strong> e talvez um simples <strong>efeito colateral do funcionamento da língua.</strong><br>A língua não é apenas um <strong>sistema de comunicação</strong> nem um simples sistema simbólico para expressar ideias. Mas muito mais <strong>uma forma de vida e uma forma de ação. </strong><br><br>&nbsp;<strong>Língua = forma de vida e forma de ação:<br></strong><br>Parece possível dizer que a <strong>produção discursiva é um tipo de ação que transcende o aspecto meramente comunicativo e informacional.</strong><br>Daí que não se pode ter na atividade informacional a função mais importante da língua. <br><br>Boa parte de nossas <strong>atividades discursivas</strong> servem para <strong>atividades de controle social e cognitivo.</strong><br><strong><em>Quando queremos exercer qualquer tipo de poder ou de influência, recorremos ao discurso.</em></strong><br>O funcionamento da <strong>língua</strong> no dia a dia é, mais do que tudo, um <strong>processo de integração social.</strong> <br><br><strong>Evento </strong><strong><em>vs </em></strong><strong>Gênero textual:</strong><br>•O evento é marcado <strong>por um conjunto de ações</strong> e<br>•o gênero é a <strong>ação linguística praticada de forma recorrente em situações típicas marcadas pelo evento.</strong>&nbsp;&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-12-01 16:22:49 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Ideia central:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1923225442</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>É impossível não se comunicar verbalmente por algum gênero, assim como é impossível não se comunicar verbalmente por algum text</strong>o.<br>Isso porque <strong>toda a manifestação verbal</strong> se dá por meio de <strong>textos</strong> realizados em <strong>algum gênero</strong>.<br>Daí a centralidade da noção de <strong><em>gênero textual </em></strong><strong>no trato sociointerativo da produção linguística.</strong> <br><br><strong>Consequência dessa ideia central:</strong><br>Estamos submetidos a tal variedade de gêneros textuais, a ponto de <strong>sua identificação parecer difusa e aberta,</strong> sendo eles inúmeros, tal como lembra muito bem Bakhtin (1979). <br>Quando <strong>dominamos um gênero textual,</strong> não dominamos uma forma linguística e sim <strong>uma forma de realizar linguisticamente objetivos específicos em situações sociais particulares. </strong><br>Como afirmou Bronckart (1999, p. 103): <em>“a apropriação dos gêneros é um mecanismo fundamental de socialização, de inserção prática nas atividades comunicativas humanas”. </em><br><br>Vejamos, de maneira sistemática, como podemos<br>entender os <strong>termos</strong> que estamos usando:&nbsp;<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-01 16:30:58 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Tipo textual:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1923236300</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Designa uma espécie de construção teórica definida pela natureza linguística de sua composição</strong> (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas, estilo). <br>O tipo textual caracteriza-se muito mais como <strong>sequências linguísticas</strong> do que como textos materializados. <br><br>Em geral, <strong>os </strong><strong><em>tipos textuais</em></strong><em> </em>abrangem cerca de meia dúzia de categorias conhecidas como:<br><em>•</em><strong><em>narração, argumentação, exposição, descrição,<br>injunção</em></strong><strong>. </strong><br>&nbsp;<br>&nbsp;O conjunto de categorias para designar <strong><em>tipos textuais</em></strong><em> </em>é limitado e <strong>sem tendência a aumentar.</strong><br>Quando <strong>predomina um modo num dado texto concreto</strong>, dizemos que esse é um texto <strong><em>argumentativo</em></strong><em> </em>ou <strong><em>narrativo</em></strong><em> </em>ou <strong><em>expositivo</em></strong><em> </em>ou <strong><em>descritivo</em></strong><em> </em>ou <strong><em>injuntivo</em></strong><strong>.</strong>&nbsp;&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-12-01 16:35:36 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Gênero textual:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1923249826</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Designa os textos materializados em situações comunicativas recorrentes.</strong> <br>Os <strong>gêneros são os textos que encontramos em nossa vida diária </strong>e que apresentam <strong>padrões sociocomunicativos característicos definidos por composições funcionais, objetivos enunciativos e estilos concretamente realizados na integração de forças históricas, sociais, institucionais e técnicas. </strong>São <strong>entidades empíricas em situações comunicativas</strong> e se expressam em <strong>designações diversas,</strong> constituindo em princípio listagens abertas. <br>São, também, <strong>formas textuais escritas ou orais bastante estáveis, histórica e socialmente situadas.</strong>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-01 16:41:11 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>TIPO TEXTUAL e GÊNERO TEXTUAL</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1923317900</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-12-01 17:07:48 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Domínio discursivo:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1923337994</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Constitui muito mais uma <strong>“esfera da atividade humana”</strong>, no sentido bakhtiniano do termo, do que <strong>um princípio de classificação de textos e indica instâncias discursivas.</strong><br><em>EX: discurso jurídico, discurso jornalístico, discurso religioso etc.</em> Não abrange <strong>um gênero em particular</strong>, mas <strong>dá origem a vários deles,</strong> já que os gêneros são institucionalmente marcados. Constituem <strong>práticas discursivas nas quais podemos identificar um conjunto de gêneros textuais que, às vezes, lhe são próprios ou específicos como rotinas comunicativas institucionalizadas e instauradoras de relações de poder. <br></strong><br>Para defender essas posições, admitimos, com Bakhtin, que <strong><em>todas as atividades humanas estão relacionadas ao uso da língua, que se efetiva através de enunciados (escritos ou falados) “concretos e únicos, que emanam dos integrantes<br>de uma ou de outra esfera da atividade humana” (1979, p. 279).&nbsp;</em></strong></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-12-01 17:16:02 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Gênero + social:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1923344393</link>
         <description><![CDATA[<div>Com essa posição teórica, chegamos <strong>à união do gênero ao seu envolvimento social.</strong><br>Não se pode tratar <strong>o gênero de discurso independentemente de sua realidade social e de sua relação com as atividades humanas. </strong><br>Na realidade, <strong>o estudo dos gêneros textuais é uma<br>fértil área interdisciplinar,</strong> com atenção especial<br>para o <strong>funcionamento da língua e para as atividades<br>culturais e sociais. </strong><br>Desde que não concebamos os gêneros como modelos estanques, nem como estruturas rígidas, mas como formas culturais e cognitivas de ação social corporificadas, de modo particular, na linguagem, <strong>temos de ver os gêneros como entidades dinâmicas.&nbsp;</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-01 17:18:45 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A heterogeneidade tipológica dos gêneros e a questão da intergenericidade</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1923361853</link>
         <description><![CDATA[<div>Os <strong>gêneros</strong> têm uma <strong>identidade</strong> que, <strong>na produção textual, nos condiciona a escolhas que não podem ser totalmente livres nem aleatórias, seja sob o ponto de vista do léxico, grau de formalidade ou natureza dos temas</strong>. <br> <br>Vejamos agora exemplos para ter clara a questão relativa à inserção de sequências tipológicas subjacentes à organização interna do gênero.<br>Isso serve para comprovar que <strong>os gêneros não são opostos a tipos e que ambos não formam uma dicotomia e sim, são complementares e integrados. </strong>Não subsistem isolados nem alheios um ao outro, <strong>são formas constitutivas do texto em funcionamento na vida diária.</strong>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-01 17:25:04 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>TIPOS TEXTUAIS</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925494376</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 15:56:05 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925497734</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1471045357/b22ce2d16825e3c504a9e5d045d97047/Gram_tica_II__3_.jpg" />
         <pubDate>2021-12-02 15:57:34 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Heterogeneidade tipológica dos gêneros:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925504633</link>
         <description><![CDATA[<div>Como vimos, <strong>todos os textos realizam um gênero e todos os gêneros realizam&nbsp; sequências tipológicas diversificadas</strong>. Por isso mesmo, os <strong>gêneros</strong> são, em geral, <strong>tipologicamente heterogêneos.</strong> <br><br>Como já notaram muitos autores, em especial Bakhtin (1979), <strong>os gêneros se imbricam e interpenetram para&nbsp; constituírem novos gêneros.</strong><br>Em muitos casos, apenas o local em que um texto aparece permite que determinemos com alguma precisão de que gênero se trata. &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 16:00:39 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925504633</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925510092</link>
         <description><![CDATA[<div>Em geral, damos nomes aos gêneros usando um desses critérios:<br><br>•<strong> forma estrutural</strong> (gráfico; rodapé; debate; poema)<br>• <strong>propósito comunicativo</strong> (errata; endereço)<br>• <strong>conteúdo </strong>(nota de compra; resumo de novela)<br>• <strong>meio de transmissão</strong> (telefonema; telegrama; e-mail)<br>• <strong>papéis dos interlocutores </strong>(exame oral; autorização)<br>• <strong>contexto situacional </strong>(conversação espontânea; carta<br>pessoal) <br>&nbsp;<br>Vários desses critérios podem <strong>atuar em conjunto.</strong> <strong>É certo que quando se tem algum problema ou conflito na designação, a atenção maior é dada ao propósito comunicativo ou função.</strong>&nbsp;<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 16:02:57 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Intergenericidade:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925517911</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>é a mistura de gêneros, a hibridização ou mescla de gêneros em que um gênero assume a função de outro.</strong> <br><br>Vejamos um exemplo abaixo, em que a <strong>FORMA bula de remédios</strong> é usada com a <strong>FUNÇÃO de texto publicitário:</strong></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-12-02 16:06:20 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925517911</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925529349</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Viva saudável com os livros DIOGENES ®</strong><br><br>Os livros <strong>Diogenes</strong> acham-se internacionalmente introduzidos na biblioterapia<br><br><strong>Posologia</strong><br>As áreas de aplicação são muitas. Principalmente resfriados, corizas, dores de garganta e rouquidão, mas também<br>nervosismo, irritações em geral e dificuldade de concentração.<br>Em geral, os livros <strong>Diogenes</strong> atuam no processo de cura de quase todas as doenças para as quais prescreve-se descanso.<br>Sucessos especiais foram registrados em casos de convalescença. <br><br> <strong>Propriedades</strong><br>O efeito se faz notar pouco tempo após iniciada a leitura e tem grande durabilidade. Livros <strong>Diogenes </strong>aliviam rapidamente a dor, estimulam a circulação sanguínea e o estado geral melhora.<br><br><strong>&nbsp;Precauções/riscos</strong><br>Em geral, os livros <strong>Diogenes</strong> são bem tolerados.<br>Para miopia, aconselham-se meios de auxílio à leitura. São conhecidos casos isolados nos quais o uso prolongado produziu dependência. <br><br> <strong>Dosagem</strong><br>Caso não haja outra indicação, sugere-se um livro a cada dois ou três dias. Regularidade no uso é o pressuposto essencial para a cura. <em>Leitura diagonal</em><br>ou <em>desistência prematura</em> podem interferir no efeito. <br><br><strong>Composição</strong><br>Papel, cola e cores na impressão. Os livros Diogenes são ecologicamente produzidos. Neles são usados somente papéis fabricados sem cloro e sem ácidos, o que garante a alta durabilidade.<br>Também no caso de qualidade de vida, garante-se ótima distração.<br><br><strong>LIVROS DIOGENES<br>São menos aborrecidos.</strong><br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 16:11:12 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925563268</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 16:25:11 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Intergenericidade vs Heterogeneidade tipológica:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925575043</link>
         <description><![CDATA[<div>A i<strong>ntergenericidade de funções e formas de gêneros diversos</strong> num dado gênero deve ser <strong>distinguida da questão da heterogeneidade tipológica do gênero.</strong><br><br><strong><em>Heterogeneidade tipológica:</em></strong><br>• diz respeito ao fato de um gênero realizar <strong>sequências</strong> de<br>vários <strong>tipos textuais</strong><br>• No exemplo acima, temos <strong>um gênero (publicidade) com o<br>formato de outro (bula de remédio).</strong><br>• Em princípio, isso não deve trazer dificuldade alguma para<br>a interpretabilidade, já que <strong>impera o predomínio da função<br>sobre a forma na determinação interpretativa do gênero. <br><br>*<br>INTERGENERICIDADE:</strong><br><em>um gênero com </em><strong><em>função</em></strong><em> de outro.<br><br></em><strong>HETEROGENEIDADE TIPOLÓGICA:</strong><br><em>um gênero com a </em><strong><em>presença de vários tipos</em></strong><em>.</em>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 16:30:01 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925594259</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1471045357/7b11e694957b48b72beeb9ac70971226/Gram_tica_II__5_.jpg" />
         <pubDate>2021-12-02 16:37:38 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925610621</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><em>Argumentar é convencer ou tentar convencer mediante a apresentação de razões, em face da evidência das provas e à luz de um raciocínio coerente e consistente. </em></strong><br><br>&nbsp;<strong>Consistência dos argumentos:</strong><br>A argumentação apoia-se em <strong>dois elementos principais:</strong><br>• <strong><em>a consistência do raciocínio</em></strong> e<br>• <strong><em>a evidência das provas.</em></strong> <br><br> São <strong>cinco</strong> os tipos mais comuns de <strong>evidência:</strong><br>• <strong>os </strong><strong><em>fatos </em></strong>propriamente ditos,<br>• <strong>os </strong><strong><em>exemplos</em></strong><strong>,</strong><br>• <strong>as </strong><strong><em>ilustrações</em></strong><strong>,</strong><br>• <strong>os </strong><strong><em>dados estatísticos</em></strong><em> </em>(tabelas, números, mapas etc.) e<br>• <strong>o </strong><strong><em>testemunho</em></strong><strong>.</strong> <br><br>Está presente em quase tudo o que dizemos ou escrevemos por força das contingências do cotidiano.<br><strong>Quase toda conversa</strong> – salvo o caso, aliás frequente, da exposição puramente narrativa ou descritiva – <strong>é essencialmente argumentação. </strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 16:44:39 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A ARGUMENTAÇÃO INFORMAL</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925617649</link>
         <description><![CDATA[<div>Toda argumentação consiste, em essência, numa declaração seguida de prova (fatos, razões, evidências).<br><br>EX: <em>Joaquim está muito bem de vida </em><strong>(declaração)</strong><em>, porque<br>comprou um apartamento duplex na Avenida Atlântica e<br>passou dois anos excursionando pela Europa<br></em><strong>(razões = prova = evidência).</strong> <br><br>Esse tipo de <strong>argumentação informal corre frequentemente o risco de ser falacioso, quando a declaração se baseia apenas em indícios.</strong><br>Nesse caso, há apenas <strong>inferência, a partir de indícios e não de fatos. </strong></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2021-12-02 16:47:32 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925617649</guid>
      </item>
      <item>
         <title>A ARGUMENTAÇÃO FORMAL</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925655950</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Proposição:</strong><br>Deve ser clara, definida, <strong>inconfundível quanto ao que afirma ou nega.</strong><br>Além disso, é necessário que seja <em>argumentável</em>, quer dizer, <strong>não pode ser uma verdade universal.</strong> Deve permitir uma <strong>tomada de posição contra ou a favor.</strong><br><strong>Proposições vagas, que não permitam tomada de posição, só admitem dissertação (explanação ou interpretação).</strong><br>Para submetê-las à argumentação é necessário <strong>delimitá-las</strong> e apresentá-las em termos de opção. <br><br>Nesse caso, a proposição poderá configurar-se como:<br><em>Por que a Previdência Social oferece (ou não) aos trabalhadores toda a assistência que dela se deve esperar</em>? <br><br><strong>Análise da proposição</strong><br>Antes de começar a discutir, é indispensável <strong>definir com<br>clareza o sentido da proposição ou de alguns dos seus termos</strong> a fim de evitar mal-entendidos. Além da definição dos termos, importa que o autor <strong>defina também a sua posição de maneira inequívoca</strong>, que declare, em suma, <strong>o que pretende provar. </strong><br><br><strong>Formulação dos argumentos</strong><br>Constitui a argumentação propriamente dita. <strong>É o<br>estágio em que o autor apresenta as provas ou razões,<br>o suporte das suas ideias.</strong> É aí que a coerência do raciocínio se impõe. O autor deve lembrar-se de que <strong>só os fatos provam,</strong> desde que apresentem as condições de quantidade suficiente (enumeração perfeita ou completa), fidedignidade, autenticidade, relevância e adequação. <br><strong>É importante a ordem em que as provas são apresentadas;</strong> o autor deve escolher a que melhor se ajuste à natureza da sua tese, a que seja mais capaz de impressionar o leitor/ouvinte. <br><strong>Quase sempre, adota-se a ordem gradativa crescente<br>ou climática:</strong><br>• se parte das provas <strong>mais frágeis para as mais fortes</strong>, mais irrefutáveis. <br> • Por fim, cabe ainda lembrar <strong>dois outros fatores<br>relevantes:</strong><br>(i) <strong>frisar,</strong> nas ocasiões oportunas, os <strong>pontos principais da tese,</strong> que serão englobados na conclusão final (de maneira enfática, mas sucinta);<br>(ii) <strong>antecipar ou prever possíveis objeções do leitor</strong>, para<br>refutá-las no momento certo. <br><br><strong>Conclusão</strong><br><strong>Resulta naturalmente das provas arroladas</strong>, dos argumentos apresentados.<br>Em síntese, consiste em <strong>pôr em termos claros a essência da proposição</strong>&nbsp;&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 17:04:02 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925661550</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 17:06:40 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>PROBLEMAS DE ARGUMENTAÇÃO</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925674045</link>
         <description><![CDATA[<div>Partindo do pressuposto de que, na escrita, o interlocutor está ausente e não pode fazer interrupções para obter esclarecimentos, o<strong> texto escrito deve ser o mais autônomo<br>possível, não só no que diz respeito à clareza e à&nbsp; quantidade de informações necessárias, como, principalmente, no que toca aos procedimentos argumentativos</strong>. <br> <br><strong>(1) Emprego de noções confusas</strong><br>• Na língua, existem <strong>palavras com uma extensão de significado muito ampla.</strong> Não sendo palavras de sentido especializado, ocorrem nos mais variados contextos, cobrindo noções díspares e até contraditórias. Trata-se de <strong>palavras que devem vir definidas</strong>, antes de serem exploradas como argumento <strong>para apoiar qualquer ponto de vista.</strong> Do contrário o argumento se esvazia e perde o seu poder de persuasão.&nbsp; <br>No domínio dessas palavras (de significado vago ou denotadoras de noções confusas), existem umas que são <strong>dotadas sempre de um valor positivo </strong>(paz, justiça, honestidade, democracia) e outras que sempre vêm <strong>carregadas de um valor negativo </strong>(guerra, injustiça, desonestidade, violência, autoritarismo).&nbsp;<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 17:12:15 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925674045</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925692019</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>(2) Emprego de noções de totalidade indeterminada</strong><br>• Palavras e/ou afirmações de <strong>abrangência vasta</strong> comprometem o esquema argumentativo exatamente por causa do inconveniente de envolverem, num conjunto impreciso, dados de realidade que <strong>têm em comum apenas alguns aspectos. </strong><br><br>&nbsp;EX:<br><em>• Todos os políticos são iguais: só querem o poder para<br>encher os próprios bolsos.<br>• O comunismo e o capitalismo, no fundo, são a mesma<br>coisa.<br>• Os países latino-americanos são diferentes em tudo: nos<br>hábitos, nos costumes, na concepção de vida, nos valores etc</em> <br><br>O uso dessas <strong>noções totalizadoras</strong> compromete a força argumentativa do texto, pois <strong>dá margem a contra-argumentações imediatas</strong>, além de poder acarretar a instauração de <strong>falsos pressupostos.</strong> <br><br><strong>(3) Emprego de noções semiformalizadas:</strong><br>• Há termos que, na linguagem científica, ocorrem com um<br>significado preciso, restrito a esse tipo de linguagem, e que, por isso, devem <strong>ser empregados com o rigor que assumem nesse contexto específico.</strong> <br>Exemplos disso são palavras ou expressões do tipo:<br><strong>sistema, estrutura, classe social, práxis, infraestrutura, superestrutura, burguesia, corpo social, manipulação,<br>cultura de massa, socialismo, idealismo, estruturalismo<br>e tantos outros.<br></strong>EX:<br><em>• Não se deve negar ao cidadão o direito de protestar:<br>isso já é comunismo.<br></em>&nbsp;<br><strong>(4) Defeitos de argumentação pelo exemplo, pela ilustração ou pelo modelo:</strong><br>• O dado apresentado como exemplo precisa ser verdadeiro, isto é, corresponder à realidade (ser observável para quem quiser conferir):<br>EX:<br><em>• No Brasil, a maioria da população ativa ganha acima de<br>dez salários mínimos.</em> <br><br>Além da necessidade de partir de um <strong>dado verdadeiro,</strong><br>é preciso que a conclusão que se extrai esteja efetivamente implicada nele.&nbsp;<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 17:19:56 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925692019</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Veja alguns casos:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925701861</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>(a)</strong> <strong>A conclusão contém uma generalização indevida,<br>apressada e em geral preconcebida, e o fato narrado não<br>tem valor comprobatório.</strong> <br> EX:<br><em>Venho acompanhando pelo jornal um debate acalorado entre<br>professores universitários a respeito de um tema da especialidade deles: literatura moderna. O debate, que se<br>iniciou com dois professores e acabou envolvendo outros<br>mais, terminou sem que se chegasse a uma conclusão uniforme. Isso nos leva a concluir que o homem não é mesmo capaz de entrar em entendimento e, por isso, o mundo está repleto de guerras.<br></em><br><strong>(b) A distância entre o fato narrado e a conclusão é ainda maior, não havendo entre eles o menor ponto de contato. </strong><br>EX:<br><em>Eram oito horas da noite: horário de verão. O sol, aos poucos<br>caindo, parecia mergulhar nas profundezas do mar, deixando<br>atrás de si um rastro de cores indefiníveis e uma atmosfera de mistério e compenetração. Contagiado por aquele&nbsp; momento de grandioso espetáculo da natureza, acabei por concluir que a vida é cheia de altos e baixos e que precisamos enfrentar com coragem as dificuldades e exultar com vibração diante do sucesso.</em> <br><br><strong>(c) As redações podem apresentar ainda problemas mais<br>gritantes nesse caso particular, havendo casos em que o<br>relato apresentado encaminha para uma conclusão e o<br>narrador tira outra, completamente contrária. </strong><br>EX:<br><em>Na festa não havia nenhum conhecido. As pessoas que me<br>convidaram tiveram de sair às pressas e eu fiquei completamente só. Nunca experimentei uma solidão tão grande no meio de tanta gente. Ia até o banheiro, olhava o espelho e minha imagem refletida era a única cara conhecida. Tentei alguns contatos mas... que nada! O pessoal era fechado demais.<br>No fim, desanimado, sentei-me num sofá e fiquei plantado até quase o final da festa.<br>Mas valeu. Afinal de contas voltei para casa e não me arrependi de ter ido à festa, pois novos relacionamentos sempre acabam enriquecendo a gente.</em>&nbsp;&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 17:24:39 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925701861</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925709708</link>
         <description><![CDATA[<div>A <strong>conclusão</strong> deve ser sempre um <strong>desfecho cuidadosamente pensado</strong> e não uma fórmula pronta que se encaixa no final, perdendo de vista tudo o que foi relatado antes.<br><strong>Se os fatos anteriores não têm nenhuma relação funcional com a conclusão, então não precisam ser contados. O texto tem que preservar sua unidade. </strong><br><br><strong>Resta falar do modo de argumentar através da apresentação de um modelo para ser seguido ou rejeitado.</strong><br>No geral, há a reprodução de <strong>modelos de conduta completamente estereotipados e falsos:</strong> as crianças são sempre puras, os pobres sempre honrados e sensíveis, os jovens são fúteis e rebeldes etc. <br><br><strong>Norma linguística e argumentação:</strong><br>• O uso de um certo padrão de linguagem concorre para aumentar ou diminuir o poder de persuasão daquele que fala/escreve.<br>• Não se pode afirmar que exista um padrão de linguagem superior: a situação concreta de comunicação é que determina a forma de linguagem mais ou menos eficiente. &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 17:28:33 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925709708</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925996328</link>
         <description><![CDATA[<div>O uso da linguagem é <strong>essencialmente argumentativo</strong>: pretendemos orientar os enunciados que produzimos no sentido de determinadas conclusões (com exclusão de outras).<br>Em outras palavras, procuramos dotar nossos enunciados de determinada<strong> força argumentativa</strong>.<br><br>Toda língua possui, em sua Gramática, <strong>mecanismos</strong> que permitem indicar a orientação argumentativa dos enunciados: <strong><em>a argumentatividade, diz Ducrot (1981), está inscrita na própria língua.<br></em></strong><br>É a esses mecanismos que se costuma denominar de <strong>marcas linguísticas da argumentação.</strong> <br>Dentro dessa concepção, <strong>entende-se como significado<br>de uma frase o conjunto de instruções concernentes às<br>estratégias a serem usadas na decodificação dos enunciados pelos quais a frase se atualiza, permitindo<br>percorrer-lhe as leituras possíveis.<br></strong><br>Trata-se de <strong>instruções codificadas, de natureza gramatical, o que leva, portanto, ao reconhecimento de um valor retórico (ou argumentativo) da própria gramática. </strong><br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 19:55:29 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1925996328</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926000738</link>
         <description><![CDATA[<div>Existe, na gramática de cada língua, <strong>uma série de elementos</strong> responsáveis por esse tipo de relação, que funcionam como<br><strong>operadores argumentativos</strong>. <br><br>O termo <strong><em>operadores argumentativos</em></strong> foi cunhado por <strong>O.<br>Ducrot, criador da Semântica Argumentativa (ou Semântica da Enunciação),</strong> para designar <strong>certos elementos da gramática de uma língua que têm por função indicar (“mostrar”) a força argumentativa dos enunciados, a direção (sentido) para a qual apontam. </strong><br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 19:58:03 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926005356</link>
         <description><![CDATA[<div>Para explicar seu funcionamento, Ducrot utiliza duas noções básicas:<br><strong>• escala argumentativa;<br>• classe argumentativa. <br></strong><br>Uma <strong><em>classe argumentativa</em></strong> é constituída de um <strong>conjunto<br>de enunciados</strong> que podem igualmente servir de <strong>argumento para uma mesma conclusão (a que, por convenção, se denomina </strong><strong><em>R</em></strong><strong>).</strong> <br><br>Quando <strong>dois ou mais enunciados</strong> de uma classe se apresentam em <strong>gradação de força crescente,</strong> no sentido de uma mesma conclusão, tem-se uma <strong><em>escala argumentativa.</em></strong>&nbsp;<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 20:00:53 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>ESCALA ARGUMENTATIVA</title>
         <author>aquilamelo</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 20:38:57 UTC</pubDate>
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         <title>ESCALA ARGUMENTATIVA (~R)</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926061980</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 20:39:42 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926069183</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>(A) Operadores que assinalam o argumento mais forte<br>de uma escala orientada no sentido de determinada<br>conclusão:<br></strong><br><strong><em>• até, mesmo, até mesmo, inclusive. <br></em></strong><br>No exemplo acima, diríamos normalmente:<br><br>“A apresentação foi um sucesso: estiveram presentes personalidades do mundo artístico, pessoas influentes nos meios políticos e <strong><em>até </em></strong><strong>(</strong><strong><em>mesmo, até mesmo, inclusive</em></strong><strong>)</strong> o Prefeito.” <br><br> No caso da escala em <strong>sentido negativo,</strong> o argumento mais<br>forte viria introduzido por <strong><em>nem mesmo</em></strong><strong>:</strong><br>“A apresentação não teve sucesso: o Prefeito não compareceu, nem pessoas influentes nos meios políticos e <strong><em>nem mesmo</em></strong><em> </em>personalidades do mundo artístico.” <br>&nbsp;<br>Há também operadores que introduzem dado argumento, deixando <strong>subentendida a existência de uma escala com<br>outros argumentos mais fortes</strong>. <br>São expressões como <strong><em>ao menos, pelo menos, no mínimo</em></strong><strong>.</strong>&nbsp;<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 20:44:57 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926074228</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>(B) Operadores que somam argumentos a favor de uma mesma conclusão (isto é, argumentos que fazem parte de<br>uma mesma classe argumentativa):<br></strong><br><strong>e, também, ainda, nem (=e não), não só... mas também,<br>tanto... como, além de..., além disso..., a par de... etc. <br></strong><br>&nbsp;Algumas maneiras de formular o texto seriam:<br><br>• João é o melhor candidato: tem boa formação em Economia, tem experiência no cargo <strong><em>e</em></strong><em> </em>não se envolve em negociatas.<br><br>• João é o melhor candidato: <strong><em>não só</em></strong><em> </em>tem boa formação em Economia, <strong><em>mas também</em></strong><em> </em>tem experiência no cargo <strong><em>e</em></strong><em> </em>não se envolve em negociatas.<br><br>• João é o melhor candidato: <strong><em>além de</em></strong><em> </em>ter boa formação em Economia, tem experiência no cargo; <em>e </em><strong><em>também</em></strong><strong>/</strong><strong><em>ainda</em></strong><em> </em>não se envolve em negociatas.<br><br>• João é o melhor candidato:<strong> </strong><strong><em>tanto</em></strong><em> </em>tem boa formação em Economia, <strong><em>como</em></strong><em> </em>experiência no cargo; <strong><em>além disso</em></strong><strong>/</strong><strong><em>a par disso</em></strong><em> </em>não se envolve em negociatas.<br><br>• João é o melhor candidato: <strong><em>a par de</em></strong><em> </em>uma boa formação em Economia, <strong><em>também</em></strong><em> </em>tem experiência no cargo; <strong><em>além do que</em></strong><strong>,</strong> não se envolve em negociatas.<br><br>• João é o melhor candidato. <strong><em>Além de</em></strong><em> </em>ter boa formação em Economia, tem experiência no cargo <strong><em>e</em></strong><em> </em>não se envolve em negociatas. <strong><em>Aliás</em></strong>, é o único candidato que tem bons  antecedentes.&nbsp;&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 20:48:50 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926076094</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>(C) Operadores que introduzem uma conclusão<br>relativamente a argumentos apresentados em enunciados<br>anteriores:<br><br>portanto, logo, por conseguinte, pois, em decorrência,<br>consequentemente etc.</strong> <br><br> EX: O custo de vida continua subindo vertiginosamente; as<br>condições de saúde do povo brasileiro são péssimas e a<br>educação vai de mal a pior. <strong><em>Portanto </em></strong><strong>(</strong><strong><em>logo, por conseguinte...</em></strong><strong>)</strong> não se pode dizer que o Brasil esteja prestes a se integrar ao primeiro mundo.<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 20:50:17 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926094487</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>(D) Operadores que introduzem alternativas que levam a<br>conclusões diferentes ou opostas:<br><br>ou, ou então, quer... quer, seja... seja etc.<br><br></strong>EX: Vamos juntos participar da passeata. <strong><em>Ou</em></strong><em> </em>você prefere se omitir e ficar aguardando os acontecimentos? <br>&nbsp;<br><strong>(E) Operadores que estabelecem relações de comparação<br>entre elementos, com vistas a uma dada conclusão:<br><br>mais que, menos que, tão... como etc.<br><br></strong>EX: A Márcia é <em>tão </em>competente <strong><em>quanto</em></strong><em> </em>a Laura <br><br>&nbsp;<strong>(F) Operadores que introduzem uma justificativa ou<br>explicação relativamente ao enunciado anterior:<br><br>porque, que, já que, pois etc.<br><br></strong>“Não fique triste <strong><em>que</em></strong><em> </em>este mundo é todo teu<br>Tu és mais bonita que a Camélia que morreu”. (Jardineira)&nbsp;<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 21:05:13 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926097503</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>(G) Operadores que contrapõem argumentos orientados<br>para conclusões contrárias:<br><br></strong><strong><em>mas </em></strong><strong>(porém, contudo, todavia, no entanto etc.),<br></strong><strong><em>embora </em></strong><strong>(ainda que, posto que, apesar de (que) etc.).</strong> <br><br><strong>Esquema de funcionamento do mas e similares:<br></strong>o locutor introduz, em seu discurso, um <strong><em>argumento possível </em></strong>para uma conclusão <strong><em>R</em></strong>; em seguida, <strong>opõe-lhe um<br></strong><strong><em>argumento decisivo </em></strong>para a conclusão contrária <strong><em>não-R<br></em></strong><strong>(~R).</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 21:08:02 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>MAS/EMBORA</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926126682</link>
         <description><![CDATA[<div>EX: [A equipe da casa não jogou mal], <strong><em>mas</em></strong> [o adversário foi<br>melhor e mereceu ganhar]. <br><br><strong>R:</strong> a equipe merecia ganhar / <strong>p:</strong> a equipe da casa não jogou mal <br> <strong>~R:</strong> a equipe não merecia ganhar / <strong>q: </strong>o adversário foi<br>melhor <br>&nbsp;<br><br>EX:<strong> </strong><strong><em>Embora </em></strong>o candidato tivesse se esforçado para causar<br>boa impressão, sua timidez e insegurança fizeram com que não fosse selecionado. <br><strong>&nbsp;</strong><strong><em>R </em></strong><strong>–</strong> O candidato poderia ter sido selecionado / <strong>p:</strong> o candidato esforçou-se para causar boa impressão <br> <br> <strong>~</strong><strong><em>R </em></strong><strong>– </strong>O candidato não foi selecionado / <strong>q: </strong>O candidato demonstrou timidez e insegurança <br>&nbsp; <br><strong><em>Estratégia argumentativa:<br></em></strong><br>• no caso do <strong>MAS é a “estratégia do suspense”;</strong><br>• no do <strong>EMBORA, é a “estratégia da antecipação” </strong>(Guimarães, 1987)&nbsp;<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 21:33:10 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926134226</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>(H) Operadores que têm por função introduzir no enunciado conteúdos pressupostos:<br><br>• já, ainda, agora etc.<br></strong><br>EX: <em>Paulo mora no Rio.</em><br>• Paulo <strong><em>ainda</em></strong><em> </em>mora no Rio.<br>• Paulo <strong><em>já</em></strong><em> </em>não mora no Rio.<br>• Paulo <strong><em>agora</em></strong><em> </em>mora no Rio. <br>&nbsp;<br><strong>(I) Operadores que se distribuem em escalas opostas, isto<br>é, um deles funciona numa escala orientada para a<br>afirmação total e o outro, numa escala orientada para a<br>negação total. </strong>Às vezes, tais operadores são morfologicamente relacionados, como é o caso de <strong><em>um pouco </em></strong><strong>e </strong><strong><em>pouco</em></strong><strong>. <br></strong><br>&nbsp;EX: Será que Ana vai passar no exame?<br>Ela estudou <strong>um pouco</strong> <em>(=&gt; tem possibilidade de passar)</em><br>Ela estudou <strong>pouco</strong> <em>(=&gt; provavelmente não passará) <br></em><br>&nbsp;Vê-se, assim, que o emprego de <strong>certos operadores</strong> obedece a <strong>regras combinatórias</strong>, ou seja, eles não entram nos mesmos <strong>contextos argumentativos</strong>. É o que acontece com <strong><em>quase</em></strong><em> </em>e <strong><em>apenas </em></strong><strong>(</strong><strong><em>só, somente</em></strong><strong>):</strong><br><br>EX: <em>R</em>: O voto não deveria ser obrigatório.<br>• Arg. 1: A maioria dos cidadãos já vota conscientemente: <strong><em>QUASE</em></strong><em> 80%.<br></em>• Arg. 2: São poucos, mesmo agora, os que votam conscientemente: <strong><em>APENAS </em></strong><em>30%.</em> <br><br> O operador <strong><em>quase</em></strong> aponta para a afirmação da totalidade e,<br>por isso, se <strong>combina com a maioria</strong>;<br>O operador <strong><em>apenas</em></strong> orienta para a negação da totalidade, o<br>que permite o seu <strong>encadeamento com poucos.</strong> &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 21:39:07 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926146925</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Os indicadores modais (modalizadores)</strong>, em sentido estrito, são<strong> igualmente importantes na construção do sentido do discurso</strong> e na <strong>sinalização do modo como aquilo que se diz é dito. </strong><br>Os principais <strong>tipos de modalidade</strong> apontados pela <strong>lógica </strong>são:<br><strong>• necessário/possível;<br>• certo/incerto, duvidoso; e<br>• obrigatório/facultativo. </strong><br><br>Um mesmo conteúdo proposicional pode ser veiculado sob <strong>modalidades diferentes:</strong><br><br>EX: É <strong>necessário</strong> que a guerra termine.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; É <strong>possível</strong> que a guerra termine.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; É <strong>certo</strong> que a guerra termine.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; É <strong>provável</strong> que a guerra termine.<br><br>É <strong>obrigatório</strong> o uso de crachás.<br>É <strong>facultativo</strong> o uso de crachás.<br><strong>[é + adjetivo]</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 21:50:12 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926156897</link>
         <description><![CDATA[<div>Existem, no entanto, diversas outras formas de <strong>expressão da modalidade:<br></strong><br>• <strong>certos </strong><strong><em>advérbios ou locuções adverbiais</em></strong><em><br></em>(talvez, provavelmente, certamente, possivelmente etc.); <br><br>&nbsp;<strong><em>• verbos auxiliares modais</em></strong><em><br></em>(poder, dever etc.); <br><br>&nbsp;<strong><em>• construções de auxiliar + infinitivo</em></strong><em><br></em>[ter de + infinito, precisar (necessitar) + infinito; dever +<br>infinitivo etc.] <br><br>&nbsp;<strong><em>• orações modalizadoras</em></strong><em><br></em>(tenho a certeza de que..., não há dúvida de que..., há possibilidade de..., todos sabem que... etc.): <br><br>EX: Quem vai ao centro, <strong><em>necessariamente</em></strong><em> </em>passará pelo novo<br>elevado.<br>Quem vai ao centro <strong><em>deverá passar</em></strong><em> </em>pelo novo elevado.<br>Quem vai ao centro <strong><em>tem de passar</em></strong><em> </em>pelo novo elevado. <br>&nbsp;<br><strong><em>Possivelmente</em></strong>, viajarei no domingo.<br><strong><em>Talvez</em></strong><em> </em>eu viaje no domingo.<br><strong><em>Pode ser que</em></strong><em> </em>eu viaje no domingo. <br><br><strong><em>Certamente/Seguramente/Indubitavelmente/Com certeza</em></strong><em> </em>ele trará a encomenda.<br><br><strong><em>Estou certo de que/tenho a certeza de que</em></strong><em> </em>ele trará a&nbsp; encomenda. <br><br>&nbsp;Em todos esses exemplos, verifica-se que, ao <strong><em>conteúdo<br>proposicional</em></strong><strong>, foi acrescentada a indicação da modalidade<br>sob a qual ele deve ser interpretado.</strong> <br><br> É fácil perceber, também, que:<br><strong>(a) uma mesma modalidade pode ser expressa através de<br>recursos linguísticos (=lexicalizações) de diferentes<br>tipos; <br></strong><br><strong>(b) um mesmo indicador modal pode exprimir modalidades<br>diferentes, como é o caso dos verbos dever e poder:<br></strong><br>EX: Todos os candidatos <strong>devem</strong> comparecer em traje social<br><strong>(=é obrigatório).</strong><br><br>O tempo <strong>deve</strong> melhorar amanhã <strong>(= é possível).</strong> <br><br>Os candidatos <strong>podem</strong> apresentar-se em traje esportivo <strong>(= é facultativo).<br></strong><br>Os preços <strong>podem</strong> cair nos próximos meses <strong>(= é possível).</strong><br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 21:58:49 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926182368</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><em>Indicadores atitudinais</em></strong><strong>:</strong> indicam a atitude, ou seja, <strong>o estado<br>psicológico com que o locutor se representa diante dos enunciados que produz:<br><br></strong>EX: <strong>Infelizmente,</strong> não poderei ir à festa.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong>&nbsp;Felizmente,</strong> ninguém se machucou na queda.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>É com prazer (satisfação, alegria)</strong> que o convido a fazer parte de nossa equipe.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Anunciamos, <strong>pesarosamente,</strong> o falecimento de nosso diretor.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>Francamente,</strong> não gosto de pessoas exageradas. <br><br><strong><em>Indicadores de avaliação:</em></strong> a <strong>atitude subjetiva do locutor</strong><br>em face de seu enunciado pode traduzir-se também numa <strong>avaliação ou valoração dos fatos, estados ou qualidades atribuídas a um referente. São, em geral, expressões&nbsp; adjetivas e formas intensificadoras, como:<br></strong><br>EX: O engenheiro realizou um <strong>excelente</strong> trabalho.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; O orador foi <strong>extremamente</strong> feliz em sua exposição. &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 22:21:22 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Marcadores de Pressuposição:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926192087</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Podem funcionar como marcadores de pressuposição:<br></strong><br><strong>(A) Verbos que indicam mudança ou permanência de estado: <br></strong><strong><em>ficar, começar a, passar a, deixar de, continuar, permanecer, tornar-se </em></strong><strong>etc.:<br></strong><br>EX: Pedro<strong> </strong><strong><em>deixou</em></strong><em> </em>de beber.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Pedro<strong> </strong><strong><em>continua</em></strong><em> </em>bebendo.<br><br>Temos o conteúdo pressuposto: <em>“Pedro bebia”.</em> <br><br> <strong>(B) Verbos denominados “factivos”, isto é, que 🤬>complementados pela enunciação de um fato (fato que,<br>no caso, é pressuposto):</strong><br>de modo geral são <strong>verbos de estado psicológico</strong> como<br><strong><em>lamentar, lastimar, sentir, saber </em></strong><strong>etc.</strong> <br> <br>EX: <em>Lamento/Lastimo/Sinto </em>que Maria tenha sido demitida.<br><br><strong><em>Retórica da pressuposição:</em></strong><br>recurso argumentativo bastante comum em nosso cotidiano, que <strong>consiste em apresentar </strong><strong><em>como se fosse pressuposto </em></strong><strong>justamente aquilo que se está querendo veicular como<br>informação nova; trata-se de uma </strong><strong><em>“manobra” </em></strong><strong>argumentativa:</strong><br><br>EX: <strong>Lamentamos</strong> não aceitar cheques. (forma de atenuação)<br><br>(<strong>C) Certos conectores circunstanciais, especialmente<br>quando a oração por eles introduzida vem anteposta:<br></strong><strong><em>desde que, antes que, depois que, visto que </em></strong><strong>etc.:<br></strong><br><em>EX: </em><strong><em>Desde que Luís ficou noivo</em></strong>, não cumprimenta mais as<br>amigas. (pp: Luís ficou noivo) <br><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong><em>Antes que Napoleão mandasse invadir Portugal</em></strong><em>, </em>a corte<br>de D. João transferiu-se para o Brasil. (pp: Napoleão mandou invadir Portugal)<br><br>Estamos aqui considerando apenas os casos de <strong>pressuposição linguisticamente marcada</strong>.<br>Aqueles que <strong>não se apresentam</strong> com algum tipo de<br>marca linguística, são, por vezes, classificados como<br><strong>subentendidos</strong>, outras vezes como <strong>pressuposições em<br>sentido amplo</strong> ou, simplesmente, como <strong>inferências</strong>. <br> Observe-se o seguinte exemplo:<br><br>EX: <em>Jorge comprou um carro zero km.</em><br>Há, neste enunciado, vários conteúdos implícitos:<br>• Jorge tem um carro.<br>• Jorge possuía uma quantia em dinheiro suficiente para<br>pagar o carro.&nbsp;&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 22:32:14 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Indicadores de Domínio e de Modo</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926194142</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Indicadores de domínio e modo</strong>: operadores que <strong>delimitam o domínio dentro do qual o enunciado deve ser<br>entendido ou o modo como ele é formulado pelo locutor:<br></strong><br>EX: <strong>Politicamente</strong>, ele está desmoralizado.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>Geograficamente</strong>, o Brasil é um dos maiores países do<br>mundo.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>Resumidamente</strong>, pode-se dizer que a desavença se deu<br>da seguinte maneira: [...]<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Vou abordar <strong>concisamente</strong> esse aspecto da questão.&nbsp;<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 22:34:28 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926194142</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Indicadores de Polifonia</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926204634</link>
         <description><![CDATA[<div>O termo<strong><em> polifonia</em></strong> designa o <strong>fenômeno pelo qual, num<br>mesmo texto, se fazem ouvir “vozes” que falam de </strong><strong><em>perspectivas </em></strong><strong>ou </strong><strong><em>pontos de vista </em></strong><strong>diferentes com as quais<br>o locutor se identifica ou não.</strong> <br><br>Existem determinadas formas linguísticas que funcionam como índices, no texto, da presença de outra voz:<br><strong>(i) determinados operadores argumentativos;<br>(ii) os marcadores de pressuposição;<br>(iii) o uso do futuro do pretérito como metáfora temporal; e<br>(iv) o uso de aspas. <br><br>&nbsp;(i) </strong><strong><em>Determinados operadores argumentativos:<br></em></strong><strong>(a) </strong><strong><em>ao contrário, pelo contrário...<br></em></strong><em><br></em>EX: Roberto não é um traidor. Pelo contrário, tem-se<br>mostrado um bom amigo. <br><br>&nbsp;<strong>(b) operadores pertencentes ao grupo do MAS e do<br>EMBORA:</strong><br>o argumento<strong> </strong><strong><em>p</em></strong><em> </em>é sempre atribuído a <strong>uma outra voz</strong>, à qual se reconhece uma <strong>certa legitimidade</strong>, se dá uma certa acolhida no interior do discurso como um argumento <strong><em>possível</em></strong><em> </em>para a <strong>conclusão R</strong>, mas à qual <strong>se opõe um argumento próprio </strong><strong><em>q</em></strong>, mais forte, que deve levar à <strong>conclusão oposta ~R.</strong> <br><br><strong>(c) os operadores conclusivos, </strong>particularmente em casos em que <strong>não se enuncia um dos argumentos (a premissa maior) para a conclusão a que se deseja levar o interlocutor</strong>, por se tratar de <strong>uma máxima, um provérbio, uma </strong><strong><em>“verdade”</em></strong><strong> aceita na cultura em que se vive (essa voz “ressoa” no discurso):<br></strong><br>EX: Carlos é dorminhoco. Não pode, portanto, vencer na vida. <em>(“Quem cedo madruga, Deus ajuda”.)</em> <br><br><strong><em>(ii) Os marcadores de pressuposição</em></strong><br>Segundo Ducrot, o <strong>conteúdo pressuposto por esses marcadores não é de responsabilidade exclusiva do locutor</strong>, mas sim é <strong>algo partilhado por ele e seu interlocutor,</strong> por ele e por terceiros, ou por toda a comunidade a que pertence:<br><br>EX: Mariana <strong>continua</strong> linda. <br><br> <strong><em>(iii) O uso do futuro do pretérito como metáfora temporal</em></strong><br>Nesse caso, o <strong>locutor não se responsabiliza pelo que é dito</strong>, atribuindo-o a outrem:<br><br>EX: O técnico do Corinthians <strong>estaria</strong> disposto a se demitir. <br><br><strong><em>(iv) O uso de aspas</em></strong><br>O uso de aspas é frequentemente <strong>um modo de manter<br>distância do que se diz</strong>, colocando-o <strong>“na boca” de outros</strong>.<br><br>EX: As<strong> “carroças”</strong> brasileiras estão cada vez mais sofisticadas.&nbsp;<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 22:44:51 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926204634</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Os conceitos de escrita e reescrita, ao lado do conceito de análise linguística;</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926210944</link>
         <description><![CDATA[<div>Para se realizar a<strong> reescrita</strong>, alguma <strong>análise linguística é feita.</strong><br>Ou seja, <strong>uma não equivale à outra,</strong> mas podemos dizer que a <strong>reescrita pode proporcionar a análise linguística</strong>, assim como a <strong>análise linguística</strong> de um texto poderá fazer ver a <strong>necessidade de sua reescrita</strong><br> <br><strong>Concepções de escrita, norteadoras de um ensino de escrita, que compreende a reescrita:</strong><br>• defender uma concepção de <strong>escrita como processo</strong>, que<br>envolve vários momentos, destacando os momentos de<br>reescrita;<br>• mostrar que a <strong>reescrita é uma prática corrente</strong>, presente nos usos sociais da escrita;<br>• defender que <strong>ensinar a escrever</strong> compreende, também,<br><strong>ensinar a reescrever;</strong>&nbsp; <br>• defender que <strong>o ensino da reescrita é necessário</strong> porque, diferentemente dos “grandes escritores”, os alunos, aprendizes de escrita, <strong>não sabem ainda reescrever sozinhos</strong>;<br>• mostrar que <strong>reescrever nem sempre é corrigir a escrita</strong><br>– <strong><em>a reescrita compreende a correção, mas vai além dela.</em></strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 22:51:19 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926210944</guid>
      </item>
      <item>
         <title>A Escrita como processo</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926214153</link>
         <description><![CDATA[<div>A palavra <strong>escrita</strong> recobre atividades diferentes.<br>A concepção de <strong>escrita como processo</strong>, diferentemente de uma concepção de <strong>escrita como um produto</strong>, tem implicações fortes para o ensino da escrita.<br><br><strong><em>Ensinar a escrever é, em grande parte, ensinar recursos<br>linguísticos para os alunos poderem analisar seus textos e perceberem que podem fazer alterações.<br></em></strong>&nbsp;<br>As <strong>rasuras e alterações</strong> feitas pela criança nos revelam<br>sua <strong>atividade reflexiva na produção da escrita: </strong>ela se mostra <strong>capaz de debruçar-se sobre o próprio texto</strong>, avaliar o que escreveu e <strong>promover mudanças que considera necessárias. </strong>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 22:54:48 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>A Reescrita</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926218042</link>
         <description><![CDATA[<div>Embora seja pouco explorada como prática escolar, a <strong>reescrita</strong> existe como prática social, não só na escrita dos autores consagrados da literatura, mas também em práticas de escrita do cotidiano.<br><br>Na escrita, o trabalho acontece talvez mais conscientemente, devido às condições de produção de grande parte dos gêneros discursivos escritos. <br><br><strong>O trabalho com a linguagem</strong>, em função dos objetivos<br>de sua escrita, de seus interlocutores, da adequação à<br>situação de produção, estaria presente em todas as<br>fases da escrita. <br>Na produção escrita de crianças em fase inicial de<br>escolarização, os aprendizes em geral deixam à vista<br>marcas do processo de elaboração do texto: rasuras, apagamentos, inserções e outras. <br><br><strong><em>Os textos que contém rasuras e os rascunhos dos textos dos alunos são um material privilegiado para o professor, pois permitem ver mais do que o resultado final, permitem observar a escrita enquanto ela se faz. </em></strong>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 22:58:43 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926218042</guid>
      </item>
      <item>
         <title>A questão da &quot;correção&quot;</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926226952</link>
         <description><![CDATA[<div>Um professor não pode esperar que os alunos aprendam sem sua intervenção. <strong><em>Como “corrigir”?</em></strong><br><br>Aqui se propõe empregar as palavras <strong>revisar (revisão) e<br>reescrever (reescrita). <br></strong><br><strong>Revisar inclui corrigir,</strong> mas há duas diferenças:<br><strong><em>corrigir</em></strong> supõe compreender o que houve, quais as razões de um “erro” – que é a melhor forma de passar de uma etapa a outra do saber do aluno;<br><strong><em>revisar é ir além de corrigir</em></strong>, porque pode significar também alterar o texto em aspectos que não estão “errados”. <br> <br><strong>Reescrever é</strong>:<br>tornar o texto <strong>mais adequado a uma certa finalidade</strong>, a um certo tipo de leitor, a um certo gênero.<br>tomá-lo como <strong>objeto de revisão</strong>, como se a sala de aula<br>fosse um jornal ou uma editora. <br><br>Para o aluno <strong>escrever certo</strong>, não é suficiente que ele aplique as regras da gramática e as convenções ortográficas.<br><br><strong>A correção ortográfica</strong> corresponde a atividades de “revisão” <strong>extremamente válidas</strong> porque representam uma alternativa de trabalho com os alunos sobre esse tópico.<br> <br>Assim, quando o texto do aluno for objeto de revisão, nossa sugestão é que os erros sejam comentados, analisados pelo professor (e pelos alunos) e corrigidos quando os textos forem<strong> reescritos.</strong> <br><br><strong><em>Para o texto estar adequado é necessário que esteja bem-escrito e não apenas correto. <br></em></strong><br>Os <strong>critérios</strong> usados para definir <strong>textos bem-escritos</strong> são mais amplos,<strong> variam de acordo com épocas, gostos,<br>padrões.</strong><br><br>Cada sociedade tem sua forma de olhar os textos, de valorizar ou não determinados traços, construções, determinado léxico etc.<br>A <strong>noção de gênero</strong> deve ser levada em conta quando se<br>trata de avaliar <strong>se um texto está bem-escrito ou não.</strong> <br>Todo trabalho (com/sobre a linguagem) acontece nos limites do gênero no qual o texto é produzido.<br><br>A noção de escrever bem varia também de acordo com a<br><strong>época</strong> em que os textos são produzidos <br>Dependendo do <strong>gênero</strong>, certas palavras (termos técnicos,&nbsp; médicos, jurídicos etc.) são necessárias, até mesmo imprescindíveis.<br>Dessa forma, <strong>a escolha lexica</strong>l é um aspecto que deve<br>ser considerado no processo de (re)escrita e também na<br>leitura de textos.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 23:09:06 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926226952</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O que é escrever:</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926242256</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;"A escrita é um processo de interação autor-leitor que demanda a ativação de uma série de conhecimentos tais como: <strong>(a) a ativação de conhecimentos sobre a situação comunicativa</strong> (adequação do texto em relação ao interlocutor e ao gênero ao qual a situação com ele demanda), <strong>(b) seleção, organização e desenvolvimento das ideias por meio do estabelecimento, manutenção e desenvolvimento do tema</strong> (empregar adequadamente os elementos de coesão); <strong>(c) balanceamento das informações explícitas e implícitas considerando quem é o interlocutor e o objetivo do texto</strong> (construir o texto com coerência por meio de uma argumentação consistente e estratégica) e, enfim, <strong>(d) revisão do texto ao longo de todo o processo de produção textual</strong> (verificando como se deu o emprego de todos os conhecimentos mencionados anteriormente)".<br>(Prova sobre Laboratório de Produção Textual)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 23:26:17 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926242256</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Autora: Profª. Dra. Lúcia Regiane Lopes Damasio</title>
         <author>aquilamelo</author>
         <link>https://padlet.com/aquilamelo/gramatica_II/wish/1926247324</link>
         <description><![CDATA[<div>FARACO, C. A. <strong>Norma culta brasileira: </strong>desatando alguns nós<em>.</em> São Paulo: Parábola Editorial, 2008.<br><br></div><div>FARACO, C. A. Ensinar x Não ensinar gramática: ainda cabe essa questão? <strong>Calidoscópio</strong>, v. 4, n. 1, p. 15-26, 2006.<br><br></div><div>NEVES, M. H. de M. <strong>Que gramática estudar na escola?&nbsp; </strong>Norma e uso na língua portuguesa<em>. </em>São Paulo: Contexto, 2003.<br><br></div><div>POSSENTI, S. <strong>Questões de linguagem: </strong>passeio gramatical dirigido. São Paulo: Parábola Editorial, 2011.<br><br>BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. Editora Nova Fronteira &amp; Editora Lucerna, 2009.<br><br></div><div>BRANDÃO, S. F.; VIEIRA, S. R. Ensino de gramática: descrição e uso. Editora Contexto, 2011.<br><br></div><div>MARQUES, M. H. D. Iniciação à semântica. Rio de Janeiro: Zahar, 1990.<br><br>BENTES, A. C. Linguística Textual. In: MUSSALIM, F.; BENTES, A. C. (org.) Introdução à Linguística: domínios e fronteiras. São Paulo: Cortez, 2001.<br><br></div><div>KOCH, I. G. V.; ELIAS, V. M. Ler e escrever: estratégias de produção textual. Editora Contexto, 2015.<br><br></div><div>VILELA, M. H.; KOCH, I. G V. Gramática da Língua Portuguesa. Coimbra: Almedina, 2001.<br><br>KOCH, I. G. V.; ELIAS, V. M. <strong>Ler e escrever</strong>:<em> </em>estratégias de produção textual<em>.</em> São Paulo: Contexto, 2015.<br><br></div><div>&nbsp;MARCUSCHI, L. A<strong>. Produção textual, análise de gêneros e compreensão</strong>. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.<br><br></div><div>&nbsp;______ <strong>Gêneros textuais:</strong><em> </em>definição e funcionalidade. [s.i.]. Disponível &nbsp; em: &lt;<a href="http://scholar.google.com.br/scholar?hl=ptBR&amp;q=MARCUSCHI&amp;btnG=Pesquisar&amp;lr=&amp;as_ylo=&amp;as_vis=0">http://scholar.google.com.br/scholar?hl=ptBR&amp;q=MARCUSCHI&amp;btnG=Pesquisar&amp;lr=&amp;as_ylo=&amp;as_vis=0</a>&gt;. Acesso em: 1 ago. 2021.<br><br>BRAIT, E.&nbsp; <em>et al. </em><strong>Aulas de Redação</strong>. São Paulo: Atual, 1981.<br><br></div><div>FIORIN, J. L.; SAVIOLI, F. P. <strong>Para entender o texto</strong><em>. </em>Leitura e Redação. São Paulo: Ática, 1990.<br><br></div><div>GARCIA, O. M. <strong>Comunicação em prosa moderna</strong>. Rio de Janeiro: FGV, 1973.<br><br></div><div>MOYSÉS, C. A. <strong>Língua Portuguesa</strong>. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2008.<br><br>DUCROT, O. <em>Provar e dizer</em>: leis lógicas e leis argumentativas. São Paulo: Global, 1981.<br><br></div><div>GUIMARÃES, E. <em>Texto e argumentação</em>: um estudo de conjunções do Português. Campinas, SP: Pontes, 1987. 200 p.<br><br></div><div>KOCH, I. G. V. <em>A coesão textual. </em>São Paulo: Contexto, 1989.</div><div><strong>______ </strong><em>Argumentação e linguagem. </em>7 ed. São Paulo: Cortez, 2002.<br><br></div><div>MARTELLOTA, M. Gramaticalização em operadores argumentativos. In: VOTRE, S.; CEZÁRIO, M. M.; <br><br>MARTELOTTA, M. E.&nbsp; <em>Gramaticalização no português do Brasil: uma abordagem funcional.</em> Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro: UFRJ, 1996.ABAURRE, M. B. M.; FIAD, R. S.;&nbsp;<br><br>MAYRINK-SABINSON, M. L. T. Cenas de Aquisição de escrita: o sujeito e o trabalho com o texto. São Paulo: Mercado de Letras, 2002.</div><div>&nbsp;</div><div>FIAD, R. S.; MAYRINK-SABINSON, M. L. T. A escrita como trabalho. In: MARTINS, M. H. (org.). Questões de linguagem. 8. ed. São Paulo: Contexto, 2016. p. 54-63.<br><br></div><div>FIAD, R. S. Escrever é reescrever: caderno do professor. Belo Horizonte: Ceale/FaE/UFMG, 2006. (Coleção Alfabetização e Letramento), p. 7-23.</div><div>&nbsp;</div><div>POSSENTI, S.; CAVALCANTI, J. R.; MIQUELETTI, F.; FRANCHI, G. M. (Re)Escrever certo. In:___. Reescrita de textos: Sugestões de trabalho: trocando em miúdos a teoria e a prática: linguagem e letramento em foco. Campinas: Cefiel/iel/unicamp, 2008. p. 7-28.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-02 23:32:13 UTC</pubDate>
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