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      <title>Ateliê de narrativas - Interculturalidades by Julia Peixoto</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-07-20 18:06:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>jupeixotob</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-07-20 18:09:55 UTC</pubDate>
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         <title>Olhando para trás</title>
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         <description><![CDATA[<div><br>Falar de interculturalidade vai além de conhecer as culturas e costumes de um povo ou comunidade. É se reconhecer como parte, pertencente da mesma cultura e costumes, que foram apagados ou esquecidos ao longo dos anos e das gerações. É respeitar o passado, os saberes e as lutas e se identificar, resgatando a sua própria história.<br><br></div><div><br>Através da disciplina e das participações dos mestres, vieram falas e resgate de algumas memórias com os meus familiares. A disciplina clareou algumas imagens e falas, que até o momento não entendia. Durante a conversa com a Ekedi Sônia Jorge, veio a imagem do meu avô materno; um homem preto e descendente de escravos, porém não se considerava preto, devido ao sofrimento de seus antepassados. Sempre em minhas visitas, ele carregava no pescoço uma guia azul e branca, que nunca retirava. Porém, como morávamos longe, tínhamos pouco contato, e eu criança, nunca tive a curiosidade de perguntar sobre a guia e sua história. O que hoje eu sei, é através dos relatos da minha mãe.<br><br></div><div><br>Em uma dessas conversas, com a minha mãe, sobre a sua história me lembro dela relatar sobre a sua avó, que era Mãe de Santo e frequentadora de terreiro, porém ela não era muito aceita pelos familiares. Sua avó chegou a levá-la algumas vezes no terreiro, porém os seus pais não aceitaram que ela continuasse a frequentar.<br><br></div><div><br>O que hoje através da disciplina abriu uma cortina sobre entender e respeitar a cultura e as crenças de cada um e conhecer a sua própria história, resgatando a sua própria identidade. Hoje quero buscar mais sobre a minha história e resgatar essas memórias em conversas com a minha mãe e minha avó. Confesso que antes eu tinha um certo bloqueio sobre esse tema e talvez seja, por isso, que nunca questionei ou busquei sobre esse resgate, devido a um preconceito que existe em nossa sociedade ou até mesmo um tema proibido de ser falado. Agora tenho uma outra visão e entendimento. Sei que o que foi trazido é apenas uma abertura para o tema e que depende de mim continuar ou não.<br><br></div><div>Aline Ruiz<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-20 18:48:55 UTC</pubDate>
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         <title>Sankofa</title>
         <author>jupeixotob</author>
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         <description><![CDATA[<div>Eu tenho dificuldades de escrever esse formato de texto. Fui educada para começar com introdução, objetivos, metodologia, resultados e conclusão. Engraçado que escrever sobre minhas experiências e minha perspectiva é mais difícil do que escrever num formato acadêmico científico, penso que não deveria ser assim.&nbsp;</div><div><br></div><div>Mas também penso que muitas coisas não deveriam ser como são. Penso que uma criança de ensino infantil preta deveria se reconhecer como preta. Penso que a universidade deveria ser ocupada por um grupo de Caiumba, também. Penso que os mais velhos das nossas famílias deveriam ser os mais respeitados e ouvidos. Penso que os Pataxó deveriam colocar os nomes dos próprios filhos como quiserem. Penso que a especulação imobiliária não deveria atravessar uma comunidade inteira e apagar seus espaços. Penso que a internet deveria ser aberta, e não monopolizada por uma ou duas empresas. Penso também, que toda escola deveria ensinar sobre religiões de matriz africana.&nbsp;</div><div>Antes de ter - intensamente - vivido essas duas semanas da matéria de interculturalidades, educação popular: saberes ambientais afroamerindios decoloniais - que carinhosamente apelido de retiro espiritual - eu não pensava muito disso. Ou talvez pensava, mas não com tanto sentimento, identificação, força e revolta.&nbsp;</div><div><br></div><div>Nessas duas semanas aprendi mais do que o tempo europeu ocidental pode explicar. Aprendi com os mestres, com o grupo, comigo. Comigo. Eu, que sempre fugi da minha ancestralidade, fui atrás dela. Literalmente. As “coincidências” da vida, trouxeram familiares distantes para perto exatamente nessas semanas. Perguntei para o meu tio, para o meu pai, para a minha avó: Quem foram meus bisavós?. Eu não sabia! Não sabia os nomes deles.&nbsp;</div><div><br></div><div>Eu não sabia nada sobre mim. Sobre quem veio antes de mim. Não achava importante. Fazia terapia e minha terapeuta dizia: você tem que perdoar seus familiares, se aproximar da sua família. E eu fugia. Fugia da dança e não entendia o papel dos meus ancestrais na minha vida, eu vivia em guerra com eles.&nbsp;</div><div><br></div><div>O mestre Junior nos disse que quando reproduzimos um comportamento preconceituoso, estamos acordando nossos ancestrais que faziam isso. Assim como a Bianca Ribeiro nos disse que quando dançamos jongo, é porque nossos ancestrais dançavam jongo! Então, se cheguei até aqui, foi por uma luta interior constante para aceitar meus ancestrais.</div><div><br></div><div>Enquanto vivíamos cada um dos momentos do retiro espiritual, a&nbsp;Sankofa estava lá. Em todos os encontros. Conectando nosso passado e nosso presente e nos convidando a voltar para aprender a dançar.&nbsp;</div><div><br></div><div>E eu dancei. Dancei o caiumba, joguei capoeira, toquei o tambu, cantei com o mestre tc. Ginguei junto. Gingamos juntos.&nbsp;</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-20 18:50:10 UTC</pubDate>
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         <title>Resistir para existir</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Eu sempre estive aqui, mas tenho lutado por meu território .<br>Meu nome sempre foi sonhado, mas me tem sido dado como obrigação por aqueles que nem me conhecem além de figura folclórica.<br>Eu não estou determinado, eu não sou homogeneizado, mas uma palavra e uma data no calendário tem bastado àqueles que se acham no direito de dizer o que me basta .<br>Já pensou como é ser invisível na sua casa e na sua terra? Já se sentiu assim?<br>Quando sabemos quem somos, porque estamos e quem são aqueles que vieram e viveram antes de nós, o roubo de nossa ancestralidade, do respeito doem como ferida que não cicatriza.<br>E como viver quando nossa terra é tomada, tornada em depósito&nbsp; para extração de riquezas para a Europa, viver como Colônia, Pindorama, Terra Brasilis e Brasil? Algo mudou desde então?<br>Nós povos originários, indígenas, mais de trezentos povos e cento e oitenta línguas e dialetos, com diferentes culturas não estamos aqui, somos daqui, somos Brasil, não há Brasil sem os povos originários.<br>Meus adereços, minhas crenças, minha língua e forma de ser do meu povo não dependem do reconhecimento pelo outro que se considera mais importante, pelo autodenominado civilizado. Quem definiu o ideal de civilização?&nbsp;<br>Como seria o Brasil se os europeus ao desembarcarem no Brasil tivessem sofrido todo o flagelo que nos infringiram, quem seriam os civilizados? Se pudéssemos e quiséssemos tomar as rédeas da história e reescrever sobre tudo que nos aconteceu ou sobre como temos que lutar para continuarmos a ser quem somos, que Brasil teríamos/seríamos?&nbsp;<br>Os povos indígenas, originários do Brasil resistem, não porque devem ou podem, mas porque não pode ser de outra maneira. Resistir, hoje é a única forma de existir.<br>Você já enxergou que a decolonialidade é também a favor da vida, da cultura e do direito do outro a bem viver de acordo com sua cultura? Retire a lente da superioridade e procure entender, compreender o que ainda não conhece e ver a luta e a dor do outro com olhar de alteridade e respeito.<br>Assim, talvez comece você também a trilhar seu caminho para a ancestralidade e o bem viver que permitirá a mim e a você a vivermos nossa cultura num mundo onde não precisaremos ser superiores.<br><br>Gisele Biondo<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-20 19:01:01 UTC</pubDate>
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         <title>Senta que lá vem relato</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Abdiquei do meu recesso pra cumprir com o compromisso de uma disciplina optativa da pós, já que isso me economiza de ter que fazer no ano que vem, sobrando tempo pra escrita.<br>O que eu não imaginava é que com isso viriam TANTAS experiências maravilhosas e a convivência com pessoas tão incríveis.<br>Todos os dias temos aula de manhã e a tarde, na quinta fomos pra uma vivência na casa do lvan Bonifácio, que faz tambores. Ficamos lá o dia inteiro, cozinhamos um almoço coletivo maravilhoso e cheio de carinho (caldo de legumes, pãozinho, cuscuz com amendoim...), demos risada, nos aproximamos afetivamente, nos conhecemos melhor, resistimos e re existimos, aprendemos e sentimos o cuidado da ancestralidade... a noite não contentes em ficarmos unidos o dia todo, voltamos pra casa do Ivan e terminamos a noite juntos, o que era pra ser só uma disciplina, em que as pessoas cumprem horários e voltam pras suas casas, acabou transbordando pra algo infinitamente maior: a construção de novos laços de amizade.<br>Nunca canso de dizer o quanto sou grata por conhecer gente e agregar cada dia mais pessoas e suas histórias dentro da minha caminhada.<br>Ouvi meus ancestrais e o cuidado deles comigo, sou a soma de todos que passaram por mim e também deixei fragmentos aos amigos que compartilharam comigo esse tempo espaço chamado "Interculturalidade".<br>Na casa do Ivan, enquanto eu passava em frente ao assentamento pra Exu que ele fez, pensava comigo:<br>Exu é mensageiro... e foi ele quem me trouxe tanto ao redor, deu a volta lá fora e colocou gente pra dentro.<br>Laroyê, Exú!<br>Gratidão pela grandiosidade dos encontros.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-20 19:01:20 UTC</pubDate>
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         <title>Fazer as pazes</title>
         <author>gleicib_</author>
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         <description><![CDATA[<div>Fazer as pazes.&nbsp;</div><div><br></div><div>Júnior nos disse que, em alguns momentos, é preciso corrigir os antepassados, acertar as contas e fazer as pazes.&nbsp;</div><div><br></div><div>Essa fala, potente e simples, me remeteu às minhas origens no interior do solo paulista. Durante a infância, vivi a cultura caipira no chão de barro viajando entre os sítios que meus ancestrais nasceram e cresceram, cantando em volta da fogueira ao som da viola e tecendo memórias durante os inúmeros cafés da tarde com os mais velhos. O cheiro do café, dos bolos, as histórias e os chás feitos pelas mãos da minha vó permearam toda a minha construção enquanto gente no interior de São Paulo.</div><div><br></div><div>Com o passar do tempo, no entanto, essa memória cultural da minha região foi sendo substituída por uma ideia de interior reacionário e conservador, por vezes maldoso. Passei a ter aversão ao que minha cidade e as cidades ao meu entorno representavam.</div><div><br></div><div>E foi com essa percepção do interior paulista que cheguei na disciplina. Mas não é assim que me sinto agora, pois ao longo desse processo também nos disseram que nunca é tarde para voltar atrás e ressignificar nossa história.</div><div><br></div><div>Talvez seja esse o caminho que tenha se inaugurado ao longo das vivências. Ouvir Júnior falar da “roda de prosa” e da cultura caipira com tanto carinho, preparar mesas de café para aqueles que nos acompanharam, vivenciar a cozinha de forma coletiva e reavivar a importância dos ancestrais tornaram-se pontos importantes para reviver e repensar minha relação com interior paulista e acender a chama do desejo de conhecer e valorizar a diversidade que atravessa esse espaço.</div><div><br></div><div>Para além desse resgate do caipira, saber que o Jongo é próprio do sudeste também foi transformador. Mostrou-se um símbolo de resistência negra em meio à especulação imobiliária e uma forma de ressignificar o interior paulista fora do círculo conservador e reacionário. Mostrou-se uma construção possível a partir da vivência comunitária e ancestral.</div><div><br></div><div>Fazer as pazes de forma amorosa, mas sem se esquecer das lutas que envolvem o território. Foi isso que todos os mestres e mestras transmitiram.&nbsp;<br><br>Gleici</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-20 19:06:55 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>A batida do tambu, o toque que toca a ancestralidade</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/jupeixotob/6eu4iikpvlfdg9ah/wish/2648757810</link>
         <description><![CDATA[<div>Conviver com os mestres durante essa vivência tocou em um ponto quase esquecido dentro de mim: qual é a minha ancestralidade?<br><br></div><div>E ver como cada um sentia-se pertencido a sua história, seus ancestrais, me fez achar tudo muito lindo. A força da comunidade, da fé, da identidade, do orgulho... porém coisas que eu não sentia dentro de mim. Não sei em que momento me desconectei, fui engolida por expectativas vazias e repletas de prepotência, mas sinto que houve um desvio de percurso, laços que se desfizeram. Tentei questionar isso em minhas sessões de terapia, mas percebi que mais uma vez fui prepotente: como me curar dessa falta de identidade comunitária sozinha? Dar a mão para si mesmo não significa nada...<br><br></div><div>Amei todos os encontros que tivemos, todas as conexões, mas o elemento que falou comigo de fato foi o tambu. Mais do que eu o toquei ele me tocou, tentei construir uma relação com esse instrumento (que viria me mostrar ser muito mais do que isso), mas descobri que eu já o conhecia, era um reencontro. Me reencontrei na tradição do meu próprio território, renegado por mim mesma.<br><br></div><div>Nasci em Porto Ferreira, uma cidade pequena do interior de São Paulo, e lá temos uma tradição vinda de muitos lugares, mas só nossa: o boi. Para quem não conhece vou apresentar esse espírito que vaga por nossas ruas em época de carnaval.<br><br></div><div>Dentro de uma estrutura feita de Iansã (o bambu), coberto por um pano decorado por muitas mãos, meu povo preenche a figura de um boi, que só sabe se movimentar ao som da zabumba. Meu reencontro com o boi se deu em uma encruzilhada, quando toquei seu couro na roda de capoeira, na pele de um tambor.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=vR-sTYttHKU" />
         <pubDate>2023-07-20 19:17:26 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Minha vida, meus mortos/ Meus caminhos tortos/ Meu sangue latino/ Minh&#39;alma cativa/ Rompi tratados/ Traí os ritos/ Quebrei a lança/ Lancei no espaço/ Um grito, um desabafo/ E o que me importa É não estar vencido (Sangue Latino- Ney Matogrosso)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/jupeixotob/6eu4iikpvlfdg9ah/wish/2648763013</link>
         <description><![CDATA[<div>Autonarrativa: Luana Monteiro<br><br><br>Professora, o que é latino?<br><br>Eu sou mulher latina professora de Língua Portuguesa e Espanhola. Isso me parece algo "super latino".&nbsp;<br>E é nesse contexto que a disciplina me atravessou e me chamou para dançar.&nbsp;<br>Na relação com meus alunos, me desperta&nbsp; a refletir sobre o que vem de mim, sobre o que carrego, expresso e entrego.&nbsp; Enquanto mulher latina sinto e tenho vontade de dizer.&nbsp;<br>A latinidade sempre é combatida na escola e pela escola, quando o currículo resume as aulas em produção textual e leitura guiada e controlada de textos vazios, extirpando espaços para as expressões artísticas e subjetivas que a Língua Portuguesa latina carrega e permite. Ao olhar para o Espanhol, também língua latina, a resistência se amplifica. Ofertada de modo optativo nas escolas (cerceamento identitário), enquanto que o inglês, estrangeira, se torna obrigatória e ganha grande participação na carga horária.&nbsp;<br>As músicas latinas representam muito nossa realidade, cores e sabores, ritmos e gingados. Mas são compreendidas como músicas de expressões exageradas, depreciadas e sensualizadas. Não são tocadas em nossas rádios. Mas o pop norte americano,&nbsp; esse que ninguém compreende nem sente, são as mais tocadas.<br>A história latina fala sobre nossas lutas, bandeiras, combates e resistências. Mas onde estão seus registros? Seus filmes? Foram queimados ou reduzidos por serem comunistas, socialistas, subversivos e guerrilheiros.&nbsp;<br>Nossas vestimentas e cores são demasiadamente coloridas,&nbsp; indecentes e não combinam com a formalidade. São satirizadas em filmes hollywoodianos<br>Nossos ancestrais negros e indígenas têm sua identidade negada, combatida em detrimento da cultura norte americana, europeia e agora também a chinesa.&nbsp;<br>Comida latina, essa se torna produto exótico para aquecer o turismo, ou então, para exposição cultural, pois ninguém mais põe à mesa, quando a "comida de massas" usurpou seu lugar.&nbsp;<br>A partir dessas reflexões que me atravessaram, foi possível expressar esse estranhamento de ser latino, em uma américa latina cada vez mais norte americana.<br>No entanto, apesar dos pesares, ainda sustento uma indignação freiriana. Até que meus alunos não perguntem mais: o que é latino?<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-20 19:38:41 UTC</pubDate>
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         <title>Desassossego</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/jupeixotob/6eu4iikpvlfdg9ah/wish/2648763771</link>
         <description><![CDATA[<div>No dia do meu aniversário recebi um e-mail do professor Danilo com palavras de alegria e empolgação.&nbsp;</div><div><br></div><div>surpresas - excursão - interesse - vontade</div><div><br></div><div>Me senti tomada por um incômodo: “meu recesso será preenchido por uma disciplina condensada.” O pensamento que não se cala, a dor de não descansar. Por que escolhi o caminho mais difícil?</div><div><br></div><div>Os colegas respondem esse e-mail com palavras ainda mais felizes:</div><div><br></div><div>animada - empolgada - expectativa&nbsp;</div><div><br></div><div>Levo para a terapia minhas angústias e, para meu desespero, a psicóloga me propõe dois caminhos: enfrentar e aprender a lidar, ou desistir. Sem saber que futuramente exú conversaria comigo sobre caminhos e minhas ancestrais me ajudariam a seguir firme e forte, escolho a primeira opção.&nbsp;</div><div><br></div><div>Vivi intensamente todas as experiências que me foram possíveis. Nem todas foram, pois no meio do caminho (como se não bastasse toda a angústia que já estava carregando) perdi minha madrinha. Vivi um luto intenso. Senti no professor a sensibilidade de um amigo, quando me tranquilizou e mostrou-se preocupado não com minhas faltas, mas com o fato de eu não participar de momentos que pudessem me reerguer de alguma maneira. De fato, não participei de momentos que (com certeza) foram riquíssimos, mas, mesmo assim, fui agraciada com o colo de vivências, falas e narrativas de pessoas que nunca tinha visto antes.&nbsp;</div><div><br></div><div>Através das falas do Rafa, me senti mais leve por pesquisar sobre a minha trajetória. O que antes me gerava um sentimento egoísta, agora me preenche de orgulho em ser uma intelectual orgânica - aquela que escreve e pesquisa o que vive.&nbsp;</div><div><br></div><div>Por meio dos batuques em meio às árvores e do desassossego causado pela dança, troquei energia com pessoas queridas e especiais. Ouvi minhas ancestrais falando comigo em cada batucada: “segue, filha. Segue firme”.&nbsp;</div><div><br></div><div>Nas falas de Bianca, entendi que os pássaros que insistem em cantar na janela do meu quarto na verdade são mensageiros da minha própria intuição. Intuição essa que pouco escuto.&nbsp;</div><div><br></div><div>Na melodia de TC, senti meus olhos marejados. Lembrei de quem amo.&nbsp;</div><div><br></div><div>A voz acolhedora de Sônia e sua infinita gentileza por compartilhar os saberes de terreiro, destruiu uma camada de preconceitos que tomava meu corpo.&nbsp;</div><div><br></div><div>Os cafés preparados por Larissa e as comidas afetivas trazidas pelos colegas me abraçaram cada manhã. O senso de coletividade despertou-se antes mesmo da gente falar sobre isso. Aconteceu. Tocou. Era pra ser assim.</div><div><br></div><div>Hoje, a partir dessas vivências - que levarei pra sempre comigo - aprendi a ter um olhar exusíaco para os meus dias: não é isso OU aquilo. É isso E aquilo. Eu não preciso escolher um só lugar. Aprendi a parar de dar cabeçadas no muro, mas sim olhar pelas frestas. Agora olho para os conhecimentos adquiridos pela vivência, pelos sonhos e pelas experiências. “Desnaturalizar a escrita como única forma de filosofia”.&nbsp;</div><div><br></div><div>O que minhas memórias me trazem?&nbsp;</div><div><br></div><div>O espaço-tempo dessa disciplina me proporcionou tudo isso. O que antes era medo, hoje é gratidão e vontade de (bem) viver.&nbsp;</div><div><br></div><div>“Planta no chão que o chão dá. Só não dá se não plantar”.</div><div><br>Bia<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-20 19:40:39 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Redescoberta</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Sentimento que se esvai<br>Mas ao mesmo tempo<br>Preenche, traz a busca.<br><br>Movimento constante.&nbsp;<br><br>A identidade flui<br>Percorre o fio, a linha e forma a malha.<br><br>Pulsa em cada batuque<br>Em cada memória ancestral<br><br>O soar do berimbau<br>Traz a ginga<br>E movimenta memórias,&nbsp;<br>O corpo, o sentir&nbsp;<br>A corporeidade.&nbsp;<br><br>Olhares que brilham&nbsp;<br>E se entrecruzam,&nbsp; brincam na encruzilhada&nbsp;<br>E mostra um só corpo.<br><br>A palavra é dançante&nbsp;<br>E a dança fala, é palavra<br>Que une e expressa a história&nbsp;<br>E o momento presente.&nbsp;<br><br>A ancestralidade pulsa,&nbsp;<br>Retoma o caminho,<br>Busca os entremeios<br>&nbsp;E cultiva uma floresta de afetos.&nbsp;<br><br>Umbi-umbi voa alto<br>Mas vivencia a roda<br>Ensina a ginga<br>Compartilha,&nbsp; conecta&nbsp;<br>E proporciona o fazer-sentir-pensar&nbsp;<br>Em comunhão.&nbsp;<br><br>Rosa Helena <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-20 19:41:01 UTC</pubDate>
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         <title>Pele quase branca, igual da minha mãe. </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Duas semanas intensas! Além de novos saberes, o curso&nbsp; me&nbsp; causou e tem causado uma certa estranheza, um desconforto quanto a complexidade do que é ser humano. Foram dias que o corpo deitava, e a mente não parava, os pensamentos iam além do que se podia controlar. Muitas falas, vivências e experiências relatadas, desencadearam um misto de lembranças e fatos, que, talvez por uma questão de se sentir confortável, ou falta de conhecimento, não foi dada a devida importância do ser preto, se reconhecer como preto.&nbsp;</div><div>Com as trocas de conversas aqui no grupo, percebo que o não aceitar e não se reconhecer como preto faz parte da minha vivência há muito tempo, quando, mesmo que em um momento de brincadeira entre neto e vó, a vó não se reconhece como uma mulher preta, e sim, morena. Ou, numa sala de aula, com crianças com idade entre 4 e 5 anos, uma menina de pele negra, diz ter sua pele quase branca, igual a sua mãe, e o cabelo um pouco enroladinho.&nbsp;</div><div>Quantas vezes ouvi falas racistas e preconceituosas! Quanta violência relacionando o preto às suas crenças, costumes e religiões! Questionei, ou interferi? Não, apenas ouvi e me calei. Não por concordar com aqueles atos e ataques, mas por falta de conhecimento, por não ter propriedade, por não ter vivências.&nbsp;</div><div>Se eu falar que nunca tive medo quando falavam de algumas religiões, como por exemplo o Candomblé, vou estar mentindo, tive medo sim! Cresci em meio à um pequeno povoado, onde a maioria eram pessoas idosas, e lembro que todos eram da religião Católica,&nbsp; hora ou outra se falavam em feitiços, macumbaria, coisas do demônio, de&nbsp; fazer o “nome do pai” quando passar por encruzilhadas, e sempre&nbsp; falas com sentidos pejorativos. Lembrei muito disso quando foi falado sobre encruzilhada na disciplina, tive até crise de risos, em pensar quantos "nomes do pai" eu tenha feito durante minha infância, para me proteger das maldiçoes (senhor rsrsr)!&nbsp;</div><div>A disciplina Interculturalidade me deixou bastante pensativa, e emotiva também, principalmente quando foram relatados os sofrimentos que essas pessoas viveram e ainda vivem, me despertou curiosidade em compreender mais sobre a cultura e saberes afroameríndios.<br>Foram muitos momentos marcantes durante o curso, muitas falas de mestres que jamais serão esquecidas...<br><br>"Não posso colocar o&nbsp; nome na minha própria filha"&nbsp;<br>"Retirar a bainha da espada, é estar em guerra, uma guerra sem sangue, ir à luta"<br>"Eu precioso ser perigoso, mas não violento"<br><br>Que um dia meu conhecimento possa contribuir para que a criança negra se sinta empoderada em dizer "eu sou preta". &nbsp;</div><div>Adevanir (De)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-20 19:55:00 UTC</pubDate>
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         <title>AQUELE CAFÉZIM</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Todo mundo sabe o poder que o café tem, pode te despertar, te revigorar e também pode ser a desculpa perfeita para unir as pessoas em uma boa conversa.&nbsp;<br><br></div><div>Dizem que a união faz a força, principalmente quando se inicia com um bom cafezinho feito com carinho, e que promova em volta dele rodas de conversas engraçadas e sentimentais, as vezes até boas reflexões, foi assim que um mundo se abriu para nós. Não aquele que estamos acostumados ao ligar a TV e nos passeios de shopping, ou que aprendemos nos livros didáticos e nas apostilas, mas um mundo em que o viver bem tem outro significado, o do Bem Viver, que nos foi solidariamente compartilhado através das falas, gestos e canções de anciões, mestres, cientistas do fogo e do tambor. Todos atentos no desafio de nos fazer compreender a ancestralidade que existe nas atitudes e falas de seus iguais. Aliás, ancestralidade, como definir?&nbsp;<br><br></div><div>Não sei se é possível traduzir em palavras, mas tenho certeza de que é permitido sentir, foi o que aconteceu comigo. Ao tentar entender esse novo mundo ancestral, me peguei com dores de cabeça e nas costas, mas talvez tenha sido na alma e na consciência, uma necessidade de pedir perdão para poder voltar ao ninho e poder perder tempo vivendo bem. Essa ancestralidade que está presente no tempo. Aquela que vem de muito além da genética e dos antepassados, de muito antes do colonizador ou do humano, que está no vento, no voar, no fluir, no desabrochar, em um tempo ainda dividido por milhões de anos. Foi o que me atingiu, repensar minha ancestralidade, o que me liga a esse chão, quem sou eu, quem eu quero ser como mãe e como educadora.&nbsp;<br><br></div><div>Todos esses questionamentos são válidos quando se percebe em uma família na qual pouco você se identifica, foi assim que a minha relação com a ancestralidade indígena foi apagada pelos anos e pela dificuldade que os meus antepassados tem em falar, mas talvez se eu a aceitar eu possa compreender melhor tudo isso, quando eu retornar a uma cachoeira e receber no rosto a sua água gelada, ao observar as abelhas polinizando as flores ou quando sentir as diversas texturas da terra. Observar novamente, com esse novo olhar, aquilo que me motivou a escolher a Biologia como profissão, mas que me decepcionou um pouco porque não era essa a ciência que eu buscava.&nbsp;<br><br></div><div>Quando eu era menina e tive que preencher um formulário que perguntava a cor da minha pele: BRANCA, PARDA, AMARELA, NEGRA, perguntei para minha mãe que respondeu indignada “você é BRANCA, menina!”. Essa reposta não me deixou satisfeita, hoje eu entendo, queria que ela dissesse que tenho a pele cor de terra, os cabelos cor de céu, a língua igual do Curió e os olhos como o das florestas.&nbsp;<br><br></div><div>Ainda não consigo responder a essas perguntas, mas já sei que posso tentar ser a pessoa que viveria bem no Bem Viver. Que mais perguntas venham carregadas pelo copo de cafézim.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-21 00:55:46 UTC</pubDate>
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         <title>“podemos ser árvores”, territórios, dança e interculturalidade  parte 1</title>
         <author>jandercardenes</author>
         <link>https://padlet.com/jupeixotob/6eu4iikpvlfdg9ah/wish/2649083808</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div>&nbsp;</div><div>A ideia de estar verdadeiramente presente, em sintonia com os sentidos em contato com movimento circular, outras formas de viver, de conhecer ou pensar plurisaberes, diversidade cultural,&nbsp; não é algo novo em minha vida, aliás até a pouco tempo pude acessar minhas memórias afetivas diante da passagem de meu avô (pescador/agricultor/extrativista/território da floresta) para outro plano. Contudo não foi no lago do Janauacá-Am que embora tenha vivenciado um pouco daquela perspectiva de tempo da natureza, trabalho, de modos de viver e existir.</div><div>Mas o que de fato me afetou visceralmente (talvez causado pelos processos de desterritorialização/banzo do corpo em curso)&nbsp; foi o sentimento/emoção de encontro ou retomada com as lógicas de existência e resistência nas "experiências vivas" do tambu, do berimbau, do carcará, ou ainda na pintura de guerra do parente pataxó, no rito da caiumba, da perspectiva comunicativa e filosófica do baobá, no salve Maria! e na espada erguida do general da congada, no caldo de legumes partilhado com os colegas diante do couro no terreiro do Ivan. A&nbsp; sensação foi como eu eu pertencesse a esse(territórios) lugar entre lugares (sem antes ter estado lá…) acredito que a partir de agora levo a afetação desses territórios comigo).&nbsp;</div><div>Estar presente e compartilhar um pouco do sentido de laços da vida comunitária, enaltecimento da vida e cosmopercepção milenar que preserva e atualiza a tradição naqueles momentos de potencia cultural que chegou a causar&nbsp; arrepios na pele, não apenas ajudou a desconstruir os moldes e marcas da lógica colonial ancorados no cientificismo cartesiano (algumas vezes imposto pela academia) penso que também abriu um portal de possibilidades, seja de uma dança do pensamento e do “bem viver” possível. &nbsp;</div><div><br>Axé.&nbsp;</div><div><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-21 07:34:22 UTC</pubDate>
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         <title>Reflorestando o Pensar do Pensamento...</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A disciplina me possibilitou tecer complexas e intensas ligações com a nossa ancestralidade afro-ameríndia. Assim, as tramas que constituem este senti-pensar são oriundas também das minhas experiências de vida que foram entrelaçadas com as experiências dos povos indígenas e do movimento negro. Por isso, a disciplina se constituiu como uma experiência coletiva que revela um uno-todo em sua composição.&nbsp; &nbsp;</div><div>As experiências da disciplina foram florescidas na pluridiversidade, nos conectando a ancestralidade que pulsa no peito, memórias que ecoam do solo sagrado, onde as vozes e os passos das danças se entrelaçam com as histórias contadas e cantadas. &nbsp;</div><div>No coração deste nosso território, a cosmopercepção nos conecta aos elementos da natureza nos tornando um uno-todo em um ciclo de constante renovação.&nbsp; Na natureza o Baobá, árvore escola, é nosso guia, o sábio guardião da sabedoria ancestral. &nbsp;</div><div>Com suas mãos habilidosas e o som hipnotizante que nos envolvem, os ferreiros do tambor moldam o ritmo da vida. Força que brota das raízes, os capoeiristas transformam dor em luta com seus movimentos fluídos.&nbsp;</div><div>O som do tambor encanta e emociona, suas batidas ecoam nos corpos e na alma. Trazendo consigo a ancestralidade que nos conectada ao compasso da resistência e da esperança.&nbsp;</div><div>A mão morta da história insiste em nos silenciar, apagar nossa memória e força, mas resistiremos sempre! Na periferia do poder, ecoamos as nossas vozes, escrevendo a nossa própria história, rompendo barreiras. Pois, “Nunca é tarde para voltarmos atrás e buscarmos nossas raízes. (Jongo Dito Ribeiro)”&nbsp;</div><div>Na mandinga científica unimos conhecimentos ancestrais e contemporâneos implodindo os monumentos dos paradigmas coloniais e refazendo novas possibilidades, refazendo o caminho do conhecimento.&nbsp;</div><div>A corporeidade expressa a música, a dança, o movimento que revela nossa existência, transcende fronteiras e conecta corações. Assim, como o tambor que é uma entidade viva, que pulsa em nós e nos conecta uns aos outros.&nbsp; &nbsp; &nbsp;</div><div>Ninguém dança sozinho no baile da existência, entrelaçamos nossos passos, nossas vozes, compartilhamos nossas histórias e celebramos nossas diferenças.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-21 11:45:40 UTC</pubDate>
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         <title>SANKOFA</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-07-21 12:33:32 UTC</pubDate>
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         <title>“Vamos fazer um mundo mais do nosso jeito” - Mestre TC</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br>É com essa frase estampada na camiseta de Antônio Carlos Santos Silva (Mestre TC) que inicio meus aforismos. Por que pensamos a filosofia do colonizador? É possível parir novas filosofias sobre o modo como vemos e nos relacionamos com o mundo. Observar o conhecimento e a pesquisa a partir das visões afro indígenas me abriu portas para iniciar a desconstrução de conceitos e entendimentos até então muito enraizados no meu Eu. Só conseguimos mudar nosso olhar através do questionamento, e, enxergar outras modos de existir e filosofar implica ter a humildade de reconhecer que não sabemos nada, isso nos torna abertos a entender o desconhecido. É incômodo navegar no fundo escuro de nós, mas desde que conheço o mundo, viver nos empurra sempre em direção a nós mesmo, em direção a nossas origens e ao nosso desconhecido. Ainda com o ecoar do tambu em minha memória, irei guardar no coração esses dias de aprendizado e história sobre os povos tradicionais e os grandes mestres que tive oportunidade de conhecer através do professor Danilo, sobre a luta e resistência das pessoas na Fazenda Roseira, do pajé cantando em frente ao pôr-do-sol, o orientando Rafael que enxerga com tamanha beleza sua comunidade, e outras profundas vivencias. Cada um com uma grandeza dentro de si e que se dispôs a compartilhar suas vivências com toda uma sala de estudantes. Fico imensamente agradecido por ter a oportunidade de mudar minhas lentes e enxergar as muitas ciências. Vou guardar para sempre essa semente. 💭 <br><br>Jerah F Carvalho</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-21 13:18:55 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Incorporar</title>
         <author>gabiamaral2795</author>
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         <description><![CDATA[<div>Pensando nas grandes lições e momentos que vivenciamos, me veio justamente essa palavra: incorporar.<br>Durante alguns dias pensei em definir tão vasta experiência com outras palavras e expressões, "carregar", "guardar", "levar comigo"... como se algo pudesse ser materialmente definido, como se fosse uma carga. Ao mesmo tempo que pensei nisso, voltei para dentro e refleti: algumas cargas se tornam pesadas, levar as vezes é inútil, guardar não deveria ser duro, físico, apenas palpável.<br>Alguns momentos na vida não tem essa dimensão do material, vivem, tal qual nossos ancestrais, no mundo das ideias, num mundo maior, com outros propósitos de marcar em nós.<br>Nas inúmeras falas e partilhas de saberes dos mestres que nos foram apresentados pude percorrer longo caminho ao encontro de mim mesma. Digo com tranquilidade que não estou nem perto, mas é fato que esse cruzamento de existências diminuiu o caminho, me fez chegar mais perto. Assim como nos disse o pajé:<br>__ As vezes eu passo a minha vida inteira buscando, tentando entender, eu vou morrer e não aprendi tudo.<br>É uma incessante busca, um dia de cada vez, um passo de cada vez.&nbsp;<br>No fim das contas, não posso carregar algo que já me é. Não é necessário carregar, porque JÁ ME É.<br>Incorporei.<br><br>Gabriela Amaral</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-07-21 13:26:45 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Segura sua mão na minha</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/jupeixotob/6eu4iikpvlfdg9ah/wish/2672382425</link>
         <description><![CDATA[<div>https://docs.google.com/document/d/1ZgPEnodXUG7217nu6xwOWAHVQyk8qX8p/edit?usp=sharing&amp;ouid=105758818684780991618&amp;rtpof=true&amp;sd=true</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-25 02:19:19 UTC</pubDate>
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         <title>O interior que o interior não conhece</title>
         <author>gleicib_</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Olá, pessoal!<br><br>Nesta publicação vocês encontram o comentário escrito da nossa BIONAS e, no link abaixo, o vídeo que fizemos.<br><br></div><div><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qqB85btpJmI">https://www.youtube.com/watch?v=qqB85btpJmI</a><br><br></div><div>❤️&nbsp;<br><br>Gleici, Júlia, Isabela e Larissa<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-25 21:24:33 UTC</pubDate>
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         <title>Um beijo de amor verdadeiro e conexão com a minha ancestralidade</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Hoje, uma semana após o início da disciplina me sinto profundamente tocada. Como era necessário tudo isso para mim. Acredito que todos os alunos da graduação e da pós deveriam ter essa oportunidade ímpar.&nbsp;<br><br></div><div>Me sinto vulnerável, exposta, mas de uma forma boa, sabe? Com aquela sensação de alívio que você sai depois de chorar por quase uma hora numa seção de terapia, que mexe lá nas feridas mais profundas e entranhadas em nós. Sinto-me assim hoje. Mas com um sentimento de alívio que vem junto de esperança...&nbsp;<br><br></div><div>Bom, melhor começar a minha bionarrativa me apresentando e contando um pouquinho sobre como eu vim parar ou melhor dizendo, me movi até aqui:&nbsp;<br><br></div><div>Meu nome é Aline, tenho 35 anos e atualmente sou discente no curso Doutorado em Educação na Unesp de Rio Claro, na linha de Políticas, gestão educacional e formação humana e não pense que eu sou a regra, mas me vejo como a exceção em diversos sentidos, sendo a primeira da minha casa a concluir o Ensino Superior e dar continuidade ao mesmo, sendo filha de pessoas pobres, que nunca puderam pagar nenhum tipo de estudo para mim e para os meus irmãos.&nbsp;<br><br></div><div>Enfim, foi difícil para mim chegar até aqui, o que fiz com muito esforço, pois cresci ouvindo a minha mãe dizer que para ser alguém na vida, eu deveria estudar.&nbsp;<br><br></div><div>Hoje, entendo o que a minha mãe quis dizer, mas como pude ver nas culturas indígenas, que me foram apresentadas durante a disciplina de Interculturalidade, eu já era alguém, mesmo antes de alguém me julgar assim ser, como os curumins dessas comunidades o são.&nbsp;<br><br></div><div>A pequena Aline, que, na colonialidade imposta pelo capitalismo “sonhava” em ser médica ou engenheira e acreditava que só assim seria digna de ser considerada um alguém, aliás, que nunca pensou em ser professora, mas brincava de dar aula para os primos, irmãos e bonecas, já era alguém, ainda que pensasse não ser, já que, nessa lógica, isso necessariamente demandaria algum esforço e que esforço tem em ser criança e brincar? Teoricamente, nenhum.&nbsp;<br><br></div><div>Bem, não foi bem assim a minha infância, mas hoje, quero falar do que me tocou e me fez pensar em todas essas coisas que estão e fazem parte de mim e para isso tenho que contar sobre uma parte dolorida da minha história que é a que conheço do meu pai.&nbsp;<br><br></div><div>Meu pai se chamava Marco Antonio e faleceu há alguns anos, em 2016 com 53 anos de idade. Era adicto e não conseguiu abandonar o vício do álcool, que o perseguia desde que eu era criança.&nbsp;<br><br></div><div>Por conta disso e da separação dos meus pais, houve um distanciamento entre o meu pai e a gente, eu e meus irmãos, não que a gente tivesse sido proibida de vê-lo ou algo assim, mas por ele se encontrar nessa situação e raramente estar trabalhando, minha mãe teve que trabalhar e ser arrimo de família sozinha, o que foi bem difícil para nós.&nbsp;<br><br></div><div>Meu pai também tinha dois irmãos, que também eram adictos e faleceram. Meus avós paternos também são falecidos e não tenho mais nenhum familiar próximo da parte do meu pai.&nbsp;<br><br></div><div>Toda esse preambulo, tive de fazer para chegar até a parte que me doeu enquanto estava fazendo a disciplina, o que eu sei sobre o meu pai e a minha família do lado paterno, basicamente: nada!&nbsp;<br><br></div><div>Eu sei que o meu pai era capoeirista, não porque ele me contou, mas por uma foto que encontrei dele com a minha mãe num evento que depois eu soube que se chamava de batismo, onde havia a troca do cordão e a minha mãe foi a madrinha dele. Ele também tinha uma tatuagem de berimbau no braço, disso eu me lembro bem.&nbsp;<br><br></div><div>Me doeu, ver, ouvir, sentir um misto de sensações, sons, emoções, entre outras coisas que tive a oportunidade de vivenciar no decorrer do curso, pois de certa forma, algo dentro do meu peito me dizia que aquilo tudo também estava conectado a mim, que fazia parte da minha origem, da minha história.&nbsp;<br><br></div><div>Eu cresci num lar evangélico, ouvindo que certas coisas não eram de Deus, a minha mãe era da igreja e se apaixonou logo pelo capoeirista e eu não sei quase nada sobre isso, somente que isso aconteceu, isso porque eu pude salvar a foto que comentei anteriormente.&nbsp;<br><br></div><div>No dia em que tivemos a vivência na casa do Ivan, conhecendo um pouco sobre o tambu, pensei muito em meu pai, principalmente pela presença da capoeira com o mestre Miltinho, que enriqueceu ainda mais esse dia.&nbsp;<br><br></div><div>Tem tantas coisas que eu gostaria de perguntar para ele...&nbsp;<br><br></div><div>Tantas coisas que eu gostaria de entender...&nbsp;<br><br></div><div>Coisas que eu gostaria que vivêssemos juntos, que ele me ensinasse...&nbsp;<br><br></div><div>E todo esse turbilhão de sentimentos vieram à tona no momento que ouvi o toque do tambu.&nbsp;<br><br></div><div>Nenhuma outra disciplina da Pós mexeu tanto comigo antes como essa, que não foi apenas rica no sentido de produção de conhecimento científico, mas para mim também foi uma experiência espiritual, de conexão com a minha ancestralidade.&nbsp;<br><br></div><div>Como foi muito difícil escolher uma única vivência e essa foi a primeira que escolhi, então, vou apenas citar a segunda que gerou uma outra sensação, a princípio de estranhamento, por nunca ter sentido nada parecido assim antes, mas que depois eu acredito ter lido como algo próximo à conexão que senti ao ouvir o toque do tambu.&nbsp;<br><br></div><div>Na visita à casa Tainã, quando o TC tocou um instrumento parecido com uma harpa, mas do qual não me recordo o nome correto, ele só estava tocando, porque teve outros momentos lindos que além de tocar, ele cantou, mas nesse em que ele só estava tocando, foi muito estranho para mim, pois eu tive a impressão de ouvir um coral cantando junto e acompanhando a melodia emanada pelo instrumento musical.&nbsp;<br><br></div><div>Foi como se houvesse mesmo várias pessoas fazendo um tipo de back in vocal ou acompanhamento de fundo para a melodia, o que me arrepiou, pois eu sabia que não tinha nenhum coral cantando ali, mas foi uma experiência tão rica, cheia de significados e potências, não apenas essa, mas todas as demais que vivemos, que qualquer coisa que eu escrever não vai chegar nem perto de traduzir o quão significativo foi para mim, então, eu só vou aproveitar e agradecer a todos pelas partilhas, que me fizeram muito feliz.&nbsp;<br><br></div><div>Muito obrigada e até a próxima!&nbsp;<br><br>Aline Cristiane Barbosa</div>]]></description>
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         <title>Por onde anda a interculturalidade na sala de aula? Conscientizar é o caminho?</title>
         <author>professoraalinechagas</author>
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         <description><![CDATA[<div>Adevanir, Aline e Luana<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-26 02:07:29 UTC</pubDate>
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         <title>BIONAS - A luta dos povos indígenas é a luta dos povos?</title>
         <author>giselebiondo</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-08-26 16:51:27 UTC</pubDate>
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         <title>BIONAS - O Pulsar do Tambor e o Jovem da Periferia: O encontro da Congada com o Hip Hop da quebrada</title>
         <author>rosapinheiro</author>
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         <description><![CDATA[<div>Jander, Jerah e Rosa.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-28 00:39:45 UTC</pubDate>
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         <title>BIONAS - Cartas entre umbigos: diálogos acerca de encontros e Kaiumba</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>BIONAS de Natália Goldschmidt Guidetti e Tatiane Cristina Joaquim de Lima</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-07 14:51:24 UTC</pubDate>
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