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      <title>Pedagogia da Autonomia - Semana 2 by Projeto Remotas Conversas - IFTM</title>
      <link>https://padlet.com/remotasconversas/cepfreireanos</link>
      <description>CEPF - Em-leitura 2022</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-03-06 20:14:57 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2022-04-02 14:09:26 UTC</lastBuildDate>
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         <title>“A questão da formação docente ao lado da reflexão sobre a prática educativo-progressiva em favor da autonomia do ser dos educandos é a temática central em torno de que gira este texto. Temática a que se incorpora a análise de saberes fundamentais àquela prática e aos quais espero que o leitor crítico acrescente alguns que me tenham escapado ou cuja importância não tenha percebido” (FREIRE, 2000, p.14).</title>
         <author>lanafl20021</author>
         <link>https://padlet.com/remotasconversas/cepfreireanos/wish/2102574678</link>
         <description><![CDATA[<div>Prezados circulantes!<br><br></div><div>Este será nosso espaço para elaboração de uma carta-manifesto em defesa de uma pedagogia da autonomia. Teremos como ponto de partida as seguintes questões: Como trabalhar o ensino numa perspectiva crítica e autônoma frente aos desafios atuais? É possível trabalhar uma pedagogia da autonomia hoje? Como?<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-18 22:41:12 UTC</pubDate>
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         <title>Autonomia para que? Para quem? </title>
         <author>maycowdias</author>
         <link>https://padlet.com/remotasconversas/cepfreireanos/wish/2103810743</link>
         <description><![CDATA[<div>Incialmente devemos fazer algumas reflexões...<br><br>Autonomia para que? Para quem? Como o campo "educacional" atual tem utilizado o termo autonomia no contexto de pandemia e "ensino remoto"? A autonomia é ensinada, é treinada, é inata? Existem diferenças ao se pensar autonomia por um recorte de classe, raça e gênero? Existe autonomia no neoliberalismo?&nbsp; &nbsp;<br><br>Para Paulo Freire o processo de autonomia vai se construindo com experiências várias, possibilitando emancipação, num vir a ser. Não sendo algo simples que ocorre de um dia para outro, e que cada um/a é sujeito/a de sua própria autônoma.&nbsp;<br><br>✏️“É nesse sentido que a pedagogia da autonomia tem de estar centrada em experiências estimuladoras da decisão e da responsabilidade, vale dizer, em experiências respeitosas da liberdade.”&nbsp;<br><br>Em sua obra “ Pedagogia da Autônoma” Freire nos leva a importantes reflexões sobre a importância da atuação docente.&nbsp;<br><br>✏️“A necessária promoção da ingenuidade à criticidade não pode ou não deve ser feita à distância de uma rigorosa formação ética ao lado sempre da estética. É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática. Ensinar exige a convicção de que a mudança é possível e ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo.”&nbsp;<br><br></div><div>O/a educador/a democrático/a não pode negar-se o dever e, na sua prática docente, de reforçar a capacidade crítica do/a educando/a, sua curiosidade, sua insubmissão. Assim algumas das tarefas primordiais de um/a educador/a.&nbsp;<br><br></div><div>✏️“Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria ou a sua construção.”<br><br></div><div>✏️“Ensinar exige consciência do inacabamento, o reconhecimento do ser condicionado, da autonomia do ser educando, bom-senso, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores, apreensão da realidade, alegria e esperança.”<br><br></div><div>✏️“Respeito aos saberes dos educandos, estética e ética. Rigorosidade metódica, pesquisa e criticidade. Corporificação das palavras pelo exemplo. Risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação”.&nbsp;<br><br>Um outro ponto importante é que não existe processo de autonomia sem desenvolvimento da “Curiosidade Epistemológica”.&nbsp;<br><br></div><div>Para Freire a curiosidade epistemológica é uma curiosidade que vai se ampliando à medida que se expande o olhar sobre o mundo e com o mundo, saindo de uma curiosidade ingênua/espontânea, para uma curiosidade do saber, do pesquisar, com criticidade, com liberdade, do ser mais. Sendo o despertar dessa curiosidade fundamental no processo de ensino e aprendizagem dos/as educandos/as e educadores/as.<br><br></div><div>✏️“Quanto mais faço estas operações com maior rigor metódico tanto mais me aproximo da maior exatidão dos achados da minha curiosidade.”&nbsp; &nbsp;&nbsp;<br><br></div><div>É fundamental ao se trabalhar uma “Pedagogia da Autonomia” a importância do respeito ao ser do educando e da educanda.<br><br></div><div>✏️“Não me venha com justificativas genéricas, sociológicas ou históricas ou filosóficas para explicar a superioridade a branquitude sobre a negritude, dos homens sobre as mulheres, dos patrões sobre os empregados. Qualquer discriminação é imoral e lutar contra ela é um dever por mais que se reconheça a força dos condicionamentos a enfrentar. A boniteza de ser gente de se acha, entre outras coisas, nessa possibilidade e nesse dever de brigar. Saber que devo respeito à identidade do educando exige de mim uma prática em tudo coerente com este saber.” &nbsp;<br><br></div><div>Desta forma, Freire é extremante atual e ao mesmo tempo revela o pensamento abissal que se aprofundou em um mundo neoliberal, imperialista, capitalista, racista, machista, xenofóbico, misógino e muitas outras tristes características. Mas ao mesmo tempo, é em Freire que venho construindo processos de resistências, de lutas, de sonhos, de utopias, que me movem em curiosidade epistemológica e me possibilitam não cair no fatalismo. Tendo em mente a importância de como sujeito, diante do mundo e com o mundo, de que seus ensinamentos são ainda mais imprescindíveis na atualidade. Como estudante, como docente, como ser humano, preciso manter a boniteza da vida, o esperançar, construindo com as pessoas a minha volta processos de libertação, dialógicos, solidários e de conscientização. Por isso novas pedagogias deve ser construídas, pedagogias decoloniais, sentipensantes, subversivas. E Freire é uma das mais preciosas fontes que nunca se esgotam. <br><br>Referência<br><br>FREIRE, paulo. <strong>Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa.</strong> São Paulo, Paz e Terra, 1996&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-20 15:47:43 UTC</pubDate>
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         <title>Sugestão de leitura</title>
         <author>cepfreireanos</author>
         <link>https://padlet.com/remotasconversas/cepfreireanos/wish/2106344920</link>
         <description><![CDATA[<div>"<em>Escola em Movimento – Instituto de Educação Josué de Castro</em> é uma grande contribuição para o estudo da história da educação brasileira no campo da pedagogia socialista contemporânea. Os autores e autoras apresentam uma síntese da trajetória dos 18 anos do Instituto de Educação Josué de Castro (IEJC), fundado em 1995, em Veranópolis (RS), pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com base em centenas de memórias de educadores e educandos, e uma análise das apropriações teóricas do campo socialista para a constituição de uma nova praxis educacional. Escola de educação básica de nível médio e de educação profissional, o IEJC formou não apenas estudantes e técnicos qualificados para o trabalho no campo, mas antes de tudo trabalhadores com formação política e ideológica com capacidade organizativa baseada no Projeto Político-Pedagógico do MST." In: https://www.expressaopopular.com.br/loja/produto/outras-expressoes/</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-22 00:14:38 UTC</pubDate>
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         <title>Uma Universidade sem muros...</title>
         <author>cepfreireanos</author>
         <link>https://padlet.com/remotasconversas/cepfreireanos/wish/2106346641</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=YO6gw3ITxrA" />
         <pubDate>2022-03-22 00:15:56 UTC</pubDate>
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         <title>Será doutrinação mesmo?</title>
         <author>denisemarquesmorais</author>
         <link>https://padlet.com/remotasconversas/cepfreireanos/wish/2122660575</link>
         <description><![CDATA[<div>https://www.poder360.com.br/brasil/por-que-a-extrema-direita-elegeu-paulo-freire-seu-inimigo-dw/</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.poder360.com.br/brasil/por-que-a-extrema-direita-elegeu-paulo-freire-seu-inimigo-dw/" />
         <pubDate>2022-03-31 02:22:32 UTC</pubDate>
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         <title>É possível trabalhar uma pedagogia da autonomia hoje?</title>
         <author>leonardogedraite</author>
         <link>https://padlet.com/remotasconversas/cepfreireanos/wish/2124377781</link>
         <description><![CDATA[<div>Dentre as diversas contribuições imprescindíveis de Paulo Freire na obra Pedagogia da Autonomia, gostaria de ressaltar nesta carta o que julgo ser uma habilidade chave para nosso tempo: o "<strong><mark>Pensar Certo</mark></strong>". Esse é um dos pilares fundamentais para tornar viável uma pedagogia da autonomia hoje.<br><br></div><div>Esse conceito é antigo na obra Freireana, aparecendo primeiramente no livro “Pedagogia do Oprimido” e sofrendo diversas transformações ao longo do restante da obra, até se tornar um dos conceitos principais da “Pedagogia da Autonomia”, permeando todo o livro (ZITKOSKI, 2019, p. 365).<br><br></div><div>Podemos entender ele como:<br><br></div><blockquote><mark>Pensar certo</mark> – e saber que ensinar não é transferir conhecimento é fundamentalmente pensar certo –<mark> é uma postura exigente, difícil, às vezes penosa, que temos de assumir diante dos outros e com os outros, em face do mundo e dos fatos, ante nós mesmos</mark>. É difícil, não porque pensar certo seja forma de pensar de santos e anjos e a que nós arrogantemente aspirássemos. <mark>É difícil, entre outras coisas, pela vigilância constante que temos e exercer sobre nós próprios para evitar os simplismos, as facilidades, as incoerências grosseiras.</mark> É difícil porque nem sempre temos o valor indispensável para não permitir que a raiva que temos de alguém vire raivosidade que gera um pensar errado e falso (FREIRE, 2008, p. 49, grifos nossos).</blockquote><div><br></div><div>No contexto escolar podemos entender o Pensar Certo como<br><br></div><blockquote><em>...</em> Trabalhar com os educandos<mark> a rigorosidade metódica com que devem se “aproximar” dos objetos cognoscíveis</mark> (...) Percebe-se, assim, a importância do papel do educador, o mérito da paz com que viva a certeza de que <mark>faz parte de sua tarefa docente não apenas ensinar os conteúdos, mas também ensinar a pensar certo</mark>. (...) <mark>A leitura verdadeira me compromete de imediato com o texto que a mim se dá e a que me dou e de cuja compreensão fundamental me vou tornando também sujeito</mark>. Ao ler não me acho no puro encalço da inteligência do texto como se fosse ela a produção apenas de seu autor ou de sua autora. (...) Só, na verdade, quem pensa certo, mesmo que, às vezes, pense errado, é quem pode ensinar a pensar certo. <mark>E uma das condições necessárias a pensar certo é não estarmos demasiado certos de nossas certezas</mark> (FREIRE, 2008, p. 27 a 29, grifos nossos).</blockquote><div><br></div><div>Em tempos de alardeadas pós-verdades e mentiras abertas (<em>fake news</em>) pensar certo é uma atitude essencial para que a autonomia do sujeito ocorra. Apenas com essa atitude crítica e vigilante podemos separar as evidências e fatos das narrativas falaciosas, para tomar decisões conscientes.&nbsp;<br><br></div><div>Para isso, sugiro a doação de uma ferramenta crítica essencial para trabalhar o pensar certo: o método científico. Neste sentido, podemos entender que<br><br></div><blockquote><mark>no coração da ciência existe um equilíbrio essencial entre duas atitudes aparentemente contraditórias – uma abertura para novas ideias, por mais bizarras ou contrárias à intuição, e o exame cético mais implacável de todas as ideias, antigas e novas. É dessa forma que as verdades profundas são joeiradas dentre profundos disparates. O empreendimento coletivo do pensamento criativo </mark><em><mark>E</mark></em><mark> do pensamento cético, atuando em conjunto mantém a ciência em andamento</mark>. (...) Tanto o ceticismo como a admiração são habilidades que precisam de aperfeiçoamento e prática. O seu casamento harmonioso, na mente de todo colegial deve ser um dos objetivos principais da educação pública. (SAGAN, 2006, p. 346 e348, grifos nossos).</blockquote><div><br></div><div>O pensamento cético “se resume no meio de construir e compreender um argumento racional e – o que é especialmente importante – de reconhecer um argumento falaciosos ou fraudulento” (SAGAN, 2006, p. 241). Carl Sagan (2006, p.241 - 242) sugere a adoção de algumas ferramentas para fomentar o pensamento cético:<br><br></div><blockquote>- <mark>Confirmação independente dos fatos</mark>;<br><br>- <mark>Debate sobre as evidências</mark>, com participantes de todos os pontos de vista;<br><br>- Argumentos de autoridade têm pouca importância;<br><br>- Devemos considerar mais de uma hipótese;<br><br>- Devemos não ficar demasiado ligados a uma hipótese, só por ser a nossa;<br><br>- Devemos quantificar;<br><br>- <mark>Se há uma cadeia de argumentos, todos os elos na cadeia devem funcionar</mark> (inclusive a premissa);<br><br>- Utilizar a Navalha de Occam, que nos incita a escolher a mais simples dentre duas hipóteses que explicam os dados com igual eficiência;<br><br>- <mark>Devemos nos perguntar se a hipótese pode ser falsead</mark>a – devemos poder verificar as alternativas. Os céticos devem ter a oportunidade de seguir nosso raciocínio, copiar os nossos experimentos e ver se chegam ao mesmo resultado. A realização e confiança em experimentos cuidadosamente planejados e controlados é de suma importância</blockquote><div><br></div><div>Além do <strong>pensamento cétic</strong>o, devemos estimular os educandos a desenvolverem seus próprios meios de rigorosidade metódica e pensar certo e discutir com eles um “<strong>kit de detecção de mentiras</strong>” - como utilizar as ferramentas citadas anteriormente e também como “reconhecer as falácias mais comuns e mais perigosas da lógica e da retórica” (SAGAN, 2006, p. 244). Para isso recomendo o kit proposto por Sagan em seu livro “O mundo assombrado pelos demônios”, nas páginas 244 a 249.&nbsp;<br><br></div><div>Para finalizar essa possível contribuição recomendo essa entrevista com o Carl Sagan disponível no Youtube<br><br></div><div>Abraços circulantes,<br><br>Prof. Leonardo&nbsp;<br><br></div><div><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong><br><br></div><div>&nbsp;FREIRE, Paulo. <strong>Pedagogia da Autonomia</strong>: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra. 37ª ed. 2008.<br><br></div><div>SAGAN, Carl. <strong>O mundo assombrado pelos demônios</strong>: a ciência vista como uma vela no escuro. São Paulo: Companhia das Letras. 2006<br><br></div><div>ZITKOSKI, Jaime José. Pensar Certo In: STRECK, Danilo R.; REDIN, Euclides; ZITKOSKI, José. <strong>Dicionário Paulo Freire</strong>. 4ª ed. Belo Horizonte: Editora Autêntica. 2019, p. 364-366<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-31 21:34:03 UTC</pubDate>
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         <title>Por uma pedagogia da autonomia !</title>
         <author>carlosoliveiraprof</author>
         <link>https://padlet.com/remotasconversas/cepfreireanos/wish/2126243845</link>
         <description><![CDATA[<div><br><em>Em defesa de "Uma pedagogia fundada na ética,&nbsp;</em></div><div><em>no respeito à dignidade e à própria autonomia do educando".</em><br> Paulo Freire</div><div><br>&nbsp;<br>&nbsp;Após a realização de três encontros - Em-leitura - nos quais dialogamos o pensamento de Paulo Freire, nós, professores/as que compõem o Círculo de<br>Estudos e Pesquisas Freireanos (CEPF), vimos como forma de insurgência escrever esta carta-manifesto em defesa de uma pedagogia da autonomia, de um ensino<br>crítico e dialógico e de uma escola pública para todas/os/es.<br><br></div><div>A defesa de uma pedagogia da autonomia se&nbsp; fundamenta na defesa de um ensino plural, dialógico, problematizador da realidade, capaz de desvelar as tramas deste contexto sociopolítico ultraneoliberal e excludente, que persegue professores/as, limitando ou retirando a sua autonomia; que corta investimentos da educação e da pesquisa; que tenta - a todo custo - desacreditar o papel da pesquisa e o seu valor para a sociedade brasileira.<br><br></div><div>Convictos/as de que "ensinar exige pesquisa", a defesa de uma pedagogia da autonomia implica, também, a defesa da pesquisa, pois para além da formação de professores/as (de professores/as em formação), as pesquisas trazem elementos para pensar a escola. Além disso, aproxima a formação de professores/as da escola e reitera o papel de pesquisá-la. Portanto, defendemos esse movimento bilateral entre professores/as que pesquisam, resultando em uma troca de saberes, em um movimento prático-teórico.&nbsp;<br><br></div><div>Este movimento que ora defendemos está pautado na "eticidade" da ação docente, do ensino pautado no cotidiano, na corresponsabilidade do fazer pedagógico, com vista na relação do-discente. A eticidade da ação consiste em reconhecermos sim, que o ensino é atravessado por questões ideológicas, por crenças e valores que acabam refletindo no modelo de educação adotado. Nesse sentido, enquanto coletivo de professores/as nos posicionamos contrários a grupos que acusam a escola e a professores/as de doutrinadores, que perseguem, buscam silenciar suas vozes e retirar a sua autonomia em sala de aula. Historicamente, este é o modelo que vigorou na educação brasileira, uma "educação bancária", dita neutra, mas que está sempre a serviço do opressor, do patrão, dos donos do capital.<br><br></div><div>Diante disso, o nosso compromisso ético com a defesa de uma pedagogia da autonomia vem denunciar que estes, ditos contrários à ideologia na escola, na universidade, agem em defesa de uma ideologia desumanizadora e excludente, visto que é classista, racista e sexista, heteronormativa,&nbsp; que busca apagar as diferenças e as diversidades. Rejeitamos, portanto, qualquer forma de discriminação, de perseguição, do silenciamento castrador, que inibe a curiosidade dos/as estudantes, o seu desejo de "Ser-Mais", na sua diferença.<br><br></div><div>Advertimos, ainda, que um país como o Brasil, com esta dimensão continental, com sua diversidade cultural e social, não dá para conformarmos com uma Base Nacional Curricular (BNCC), homogeneizadora, fundamentada na ideologia do capital, isto é, no lucro. O nosso compromisso ético-estético com uma educação crítico-libertadora, autônoma, dialógica, nos leva a nos posicionarmos contrários/as a este modelo que vê a educação apenas como negócio; que o ensino, o trabalho do professor e da escola gira em torno de avaliações, de índices, que resultam no controle do currículo e, por conseguinte, da ação dos professores e das professoras.<br><br></div><div>A partir das questões elencadas, esta carta-manifesto vem ressaltar o papel da &nbsp;"reflexão crítica sobre a prática", pois foi a partir do olhar para a experiência, da escuta, da predisposição ao diálogo, que a construímos. São as nossas vozes, coletivamente, que Circulam por entre as<br>nossas vivências no cotidiano da escola e fora dela, mas sempre comprometidos/as com a educação, com a escola pública, e, sobretudo, sempre querendo bem aos educandos e às educandas.<br><br></div><div>Temos consciência do inacabamento: uma consciência crítica. Inacabados/as somos porque somos aprendentes, porque estamos em constante processo de formação. Nos formamos, inclusive, ao escrever e ao ler esta carta, que reitera a nossa constante "luta em defesa dos direitos dos educadores/as". É por esta defesa que somos contrários à lógica produtivista na educação, lógica esta que se manifesta de várias formas - tanto nas escolas como na universidade - posto que o foco é meramente nos resultados.<br><br></div><div>Mediante isso, afirmamos que o nosso compromisso é com a aprendizagem, com a apreensão da realidade, com um ensino que seja capaz de levar as/os educandos/as a compreenderem que a educação é uma forma de intervenção no mundo, de problematizar a realidade: é nisto que consiste a pedagogia da autonomia que buscamos e que defendemos.<br>&nbsp;<br>&nbsp;Por fim, o nosso diálogo entre pares demonstra a presença<br>viva da Paulo Freire na defesa de uma autonomia crítica. Cada encontro circulante expressa o nosso comprometimento e a nossa busca por formas outras<br>de ensinar e de nos formarmos. Eles também expressam a nossa indignação contra o modelo e o contexto político atual: negacionista e ultraconservador. Portanto,<br>para além da nossa indignação, a defesa de uma pedagogia da autonomia expressa a nossa Esperança e a nossa convicção de que a mudança é possível e urgente.<br><br></div><div>Uberlândia – MG, 2 de abril de 2022.<br><br></div><div>Paulo Freire, presente!&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-02 04:02:29 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Algumas observações relevantes sobre a obra Pedagogia da Autonomia:</title>
         <author>ricardomattos10</author>
         <link>https://padlet.com/remotasconversas/cepfreireanos/wish/2126443709</link>
         <description><![CDATA[<div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ensinar requer uma série de itens para que ocorram trocas que levem a uma educação de qualidade.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Paulo Freire, durante sua vivência nas escolas, escreveu este livro para ajudar no desenvolvimento de professores em formação, descrevendo alguns processos importantes para que possam dar aulas e que todos os alunos consigam aprender de maneira efetiva.</div><div>·&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A autonomia dos alunos é muito ressaltada durante o livro e o papel da formação do professor dentro do contexto de ensino aprendizagem.<br><br></div><div>Citei apenas algumas importantes observações, mas um livro trata de uma discussão interessante sobre os processos de uma educação libertadora e de autonomia.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-02 12:18:55 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Em tempos de reificação, como construir a libertação?</title>
         <author>lopesdani66</author>
         <link>https://padlet.com/remotasconversas/cepfreireanos/wish/2126459712</link>
         <description><![CDATA[<div>No início da minha graduação, a professora de Metodologia da Língua Portuguesa disse que a experiência da leitura era completa quando compartilhamos o que lemos e construímos significados coletivamente. O Círculo de Estudos e Pesquisas Freireanos traz exatamente essa completude de forma muito profunda e, ao longo dos encontros sobre a Pedagogia da autonomia houve a proposta de sistematizar as reflexões em forma de carta.&nbsp;<br><br>Cá estou diante do desafio da escrita sobre as ideias de um autor libertário que, apesar de&nbsp; ter vivido em outro tempo, ainda se mostra muito atual. Paulo Freire coloca diante daqueles que se dedicam a ler sua obra o desafio de compreender e praticar o equilíbrio entre ser rigoroso e ter amorosidade. Em Pedagogia da autonomia é palpável o valor do rigor com a construção do conhecimento para aquelus que assumem o compromisso de pensar certo. Aqui tem-se a necessidade de buscar sempre a coerência entre o que se fala e o que se faz de fato. Em Freire é possivel ver a unicidade que há entre pensar-escrever-agir-refletir.<br><br>Em meio a um mundo em que se aprofundam as contradições devido ao acirramento das políticas neoliberais, do estímulo cada vez maior para sermos tarefeiros sem qualquer reflexão sobre nossa prática (haja vista a BNCC), a leitura da Pedagogia da Autonomia se faz ainda mais necessária.<br><br>Apesar da força de seus escritos e das pessoas que se debruçam de fato sobre sua obra, Freire hoje em dia sofre um duplo ataque: por um lado há aquelus que o entendem como o responsável pelo fracasso da educação do país, reproduzindo falas de supostos intelectuais da direita, enquanto há também pessoas dentro da academia que utilizam de forma rasa e utilitária a produção freireana, esvaziando os significados construídos por Freire.<br>Ambas as posturas podem ser compreendidas como a ausência de rigor em relação ao estudo da obra freireana. Isso não quer dizer que Freire não seja passível de críticas (ele próprio modificou seu pensamento ao longo do tempo), mas essas críticas precisam ter o cuidado de fazer uma leitura profunda para apontar possíveis gargalos, tal qual a rigorosidade desse autor libertário ao consolidar&nbsp; escritos.<br><br>Por outro lado, a reprodução do pensamento freireano de forma rasa também necessita ser revista. Freire não é um modismo, sua vida e obra merecem o respeito de acadêmiques que optam por incluí-lo em suas produções. "Citar por citar" a obra freireana apenas contribui para o esvaziamento da discussão sobre a ruptura com o status quo, tão cara a Freire.<br><br>Diante desse cenário surgem inquietações: em tempos de reificação, de fortalecimento sistemático da exclusão, de necropolíticas, como promover a libertação? Essa questão coloca diante de nós a necessidade de compreender a obra freireana em toda a sua complexidade. Também nos coloca a necessidade de sermos sujeitos-coletivos que lêem e refletem juntes sobre a possibilidade de lutar contra o contexto atual. Essa é uma carta-convite aos que se sentem revoltades diante das atrocidades para com os esfarrapados do mundo e para os próprios esfarrapados do mundo, para que assumamos esse compromisso de luta. A construção dos inéditos viáveis só é possível se pensarmos rigorosamente e caminharmos juntes, firmes em nossa amorosidade!&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-02 12:44:05 UTC</pubDate>
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         <title>Texto do Saviani </title>
         <author>cepfreireanos</author>
         <link>https://padlet.com/remotasconversas/cepfreireanos/wish/2126494165</link>
         <description><![CDATA[<div>Texto de Saviani que citei no debate de hoje. Vale a pena a leitura!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-02 13:39:40 UTC</pubDate>
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         <title>Os frutos da mangueira</title>
         <author>cepfreireanos</author>
         <link>https://padlet.com/remotasconversas/cepfreireanos/wish/2126495726</link>
         <description><![CDATA[<div>Como construir uma pedagogia da autonomia? Parte do caminho-sonho da disciplina de Princípios éticos freireanos da Universidade Federal de Uberlândia. Turma Mangueira - 2021/1 em 2022.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-02 13:42:13 UTC</pubDate>
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