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      <title>O Natal dos meus Avós by </title>
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      <description>Projeto Educação para a Cidadania 10ºD</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-12-13 18:18:52 UTC</pubDate>
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         <title>Por Áurea Rodrigues</title>
         <author>aurearodrigues</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Em casa do meu avô<br></strong><br></div><div>Para quem habita no concelho de Santa Maria da Feira, não será de estranhar que o dia 24 de dezembro fosse um dia normal, com a exceção do ritual  de colocar os sapatos / socas junto à lareira da cozinha, para que o Menino Jesus, durante a noite,  lá deixasse alguma coisa que alegrasse os corações e saciasse o apetite.</div><div>Assim sendo, o Natal  começava a ser celebrado no dia 25 de dezembro, logo pelas 6, 7 da manhã, altura em que a expetativa  acordava o sono e logo, os 9 irmãos saltavam da cama e corriam para a cozinha para ver  o que o Menino Jesus lhes tinha deixado.  À própria oferta chamavam Menino Jesus e esta, habitualmente, consistia em figos, bolacha Maria e pacotinhos de chocolates.</div><div>De seguida, dirigiam-se para a cama dos pais, acompanhados destas iguarias mais uma garrafa de vinho do porto Malvasia. Este era um pequeno-almoço especial tomado na cama logo pela manhãzinha.</div><div>Mais tarde, os mais velhos dirigiam-se à Igreja para a celebração da missa enquanto os mais novos cirandavam à volta da lareira.</div><div>A ceia de Natal, como era habitual neste concelho, era celebrada no dia 25 de dezembro e consistia na famosa caldeirada de bacalhau, batata e penca,  vinho tinto quente adocicado com canela, rabanadas de vinho, castanhas e aletria.</div><div>No fim da ceia, juntavam-se outro familiares para, em família cantarem os cânticos tradicionais de Natal.<br><br></div><div><strong>Em casa da minha avó<br></strong> </div><div>No dia 24 de dezembro, os 9 filhos colocavam os seus sapatos junto  à árvore de Natal. Ao lado da árvore, encontrava-se o presépio feito com várias pequenas figuras de barro, muitas ovelhas sobre o musgo verde e cortiça, a recriar os montes e a gruta..  Era função da minha avó, como filha mais velha, distribuir, por todos os sapatos, as bolachas Maria, bombons,  “cigarros” de chocolate e cestinhos de palha com figos.</div><div>Na manhã de 25 de dezembro, após receberem o  Menino Jesus, iam à missa e beijavam o Menino.</div><div>Também neste lar, a ceia de Natal consistia em caldeirada, aletria, rabanadas de vinho tinto e castanhas.</div><div>Talvez nestes lares, o Natal fosse parco em bens materiais, mas com certeza era rico em amor, convívio e alegria e imbuído do espírito fraterno próprio das famílias numerosas.</div>]]></description>
         <pubDate>2020-12-13 18:28:03 UTC</pubDate>
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         <title>Por Eduardo Soares</title>
         <author>aurearodrigues</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Natal de meu bisavô em 1940.<br></strong><br></div><div> O dia 25 de Dezembro começava, como qualquer dia normal em Bustelo. Tomavam pequeno-almoço normalmente e guardavam as prendas (ainda não abertas) que se encontravam junto à árvore, em sacos de palha. Às 10 da manhã, vinha uma carroça buscar meu bisavô, o seu irmão, sua mãe e pai. Iam para a vila da família: Pindelo. A reunião realizava-se numa casa grande, própria para festas. Estava lá a família toda: tios, primos, avós, etc.  Até às 13 da tarde, falava-se sobre política, futebol (havia uma mesa para os adeptos do Sporting, do Benfica, do Porto e do Belenenses) e também cumprimentava-se os que chegavam. À hora do almoço, partilhava-se tudo o que se trazia de casa: pão, bebidas, peixe, carne, etc. Depois do almoço, o elemento mais velho  discursava sobre as origens da família. Depois do almoço e até ao jantar era uma romaria total: o pai do meu avô, que sabia tocar acordeão,  tocava músicas de João Simão da Silva.<br><br></div><div>Finalmente, antes do jantar os cavalheiros iam caçar pássaros e porcos para poder cozinhá-los e comer. Depois do jantar, cantando músicas natalícias, tais como Noite Feliz e Bingle Bells, as crianças abriam as prendas e abraçavam as pessoas. O meu avô amava a caça, e numa noite de Natal o padrinho deu-lhe uma arminha de chumbo para ir à caça com o pai.<br><br></div><div>Eu herdei essa arma e guardo-a com muito amor e carinho. Esta reunião  continua a ser feita até hoje.<strong><br>Feliz Natal. <br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-12-13 18:38:01 UTC</pubDate>
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         <title>Por Juliana Alves</title>
         <author>aurearodrigues</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Natal da Minha Avó</strong></div><div> </div><div>O natal da minha avó paterna era passado com os seus 7 irmãos e com os seus pais. Eles eram uma família muito religiosa e, apesar da pobreza, festejavam o Natal. No dia 24 de dezembro, as irmãs da minha avó enfeitavam a árvore com algumas iguarias natalícias,  como  por exemplo, pedaços de bacalhau e  chocolates.  Cada filho tinha como tradição colocar uma das suas meias na árvore. </div><div> O natal “asserio”, tal como a minha vovó diz, só se festejava no dia 25 de dezembro. Começava com uma manhã normal e durante a tarde preparavam-se as rabanadas, mais tipicamente as de vinho e aprontavam-se os alimentos, para que à noite não tivessem tanto trabalho. </div><div>O jantar era a típica “caldeirada” de batatas, couve e bacalhau,  servida num grande prato de barro,  de onde todos comiam,  cada um com o seu próprio talher. </div><div> No fim do ceia, costumavam rezar o terço e agradecer ao Menino Jesus pela prenda que lhes tinha trazido, geralmente, quando se podia, era constituída por um chocolate e figos.</div><div> <br><strong>Natal do meu Avô<br></strong> </div><div>O Natal do meu avô paterno  era passado com os 7 irmãos (seriam 9 se dois não tivessem morrido ao nascer) e com os seus pais. Era uma família sem grandes posses, mas com um bom espírito natalício e de muita união entre si nesta época. </div><div>Como o Natal era festejado só no dia 25 de dezembro, tinham o dia 24 para fazerem as suas tarefas normais, mas, com a inclusão da tarefa de fazer a árvore de natal.  A  árvore era decorada com poucos chocolates natalícios.</div><div> O acordar do dia 25 de dezembro era um acordar normal. Durante a tarde, as meninas ajudavam as mães a preparar as rabanadas, de leite e de vinho, assim como a típica comida natalícia daquela casa, ou seja, a caldeirada de batatas, couves e bacalhau. Enquanto isto, os rapazes iam ajudar o pai no que fosse preciso até à hora do jantar festivo. </div><div>Ao jantar, todos comiam na mesma travessa de barro com os seus próprios garfos e falavam sobre os mais diversos assuntos. No fim desta ceia, abriam os presentes trazidos, acreditavam eles, pelo Menino Jesus. Este era honrado e muito agradecido por estas crianças.  </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-12-13 18:41:32 UTC</pubDate>
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         <title>Por Diogo Santos</title>
         <author>aurearodrigues</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Natal do Avô<br></strong><br></div><div>Na casa do meu avô, em Vila Maior, o Natal era celebrado no dia 25 de dezembro como era típico e exclusivo do concelho de Santa Maria da Feira.<br> Na véspera de Natal, as atividades eram as mesmas do quotidiano. Era um dia considerado normal. O meu avô Joaquim dormia com o irmão Manuel num quarto com uma cama de ferro. Já a sua irmã Emília permanecia a noite num quarto distinto, também com uma cama de ferro.<br> No dia de Natal, a casa era minimamente decorada com uma árvore de Natal. O dia começava com a preparaçao e ida à missa das 7:30 na igreja de São Mamede, Vila Maior, onde beijavam o menino Jesus e observavam o lindo presépio. Voltavam a casa e preparavam o almoço natalino: "caldeirada" e algumas rabanadas de vinho. <br> Apesar de ser uma data especial, o meu avô e a sua família, pai, mãe, irmão e irmã, tratavam aquele dia como um domingo, embora especial.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-12-13 18:45:21 UTC</pubDate>
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         <title>Por Catarina Marques</title>
         <author>aurearodrigues</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>O Natal </strong><br><br></div><div>Todos os anos , o Natal era comemorado no dia 24 de dezembro, e a  comida era a típica caldeirada de bacalhau, cujos alimentos eram todos caseiros, pois eram colhidos da horta da minha bisavó. A família reunia-se ao redor da mesa, e os elementos mais novos, estavam particularmente entusiasmados. Os presentes eram geralmente, meias , camisolas de lã e calças de ganga(mais para os rapazes).<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-12-13 18:50:20 UTC</pubDate>
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         <title>Por Filipa Santos</title>
         <author>aurearodrigues</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Avó Paterna<br></strong><br></div><div>O Natal da minha avó, em conjunto com os seus oito irmãos, era celebrado no dia 24.  O jantar era caldeirada de peixe feita pela mãe da minha avó numa panela de ferro em cima de uma lareira. A comida era posta num largo prato vidrado e posto na mesa. Todos comiam desse mesmo prato e só utilizavam o garfo. Para sobremesa, coziam castanhas e faziam a sopa seca. A sopa seca consistia em bocados de pão que, depois de serem molhados em água com açúcar, em pingo de porco e em vinho com canela, iam para o forno em tiras num alguidar. <br>Em cima da lareira, eles punham socas e quando já estavam todos a dormir, a mãe da minha avó punha rebuçados lá dentro como prenda de Natal.<br>No dia 25, todos acordavam às 7:00h da manhã e caminhavam uma hora para ir à missa. Na hora de almoço, comiam os restos do dia anterior.<br><br></div><div> <strong>Avós Maternos<br></strong><br></div><div>Tanto o meu avô como a minha avó tinham as mesmas tradições natalícias quando eram mais novos. Celebravam na noite do dia 24 com os respetivos irmãos e pais. Durante o mês de dezembro, quando iam colher as batatas do campo, deixavam de lado as maiores, guardando-as para o dia da consoada.  O jantar era uma posta de bacalhau para cada um, acompanhada por batatas, penca, ovos e uma cebola cozida (tudo cozinhado numa lareira). Para sobremesa, faziam rabanadas e formigos. Para fazer formigos, era preciso misturar água quente com açúcar e de seguida adicionar bocados muito pequenos de pão à combinação. Deixava-se cozer bem, de modo a que o pão se desfizesse na água e criasse uma pasta. Depois deste procedimento, punha-se os formigos num prato e polvilhava-se com canela.<br>Esta era a única refeição completa que eles comiam durante o ano todo, por isso era considerada a prenda de Natal, ou seja, não recebiam outro tipo de prendas.<br>No dia 25 de manhã, iam à missa para beijarem o Menino Jesus.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-12-13 18:55:09 UTC</pubDate>
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         <title>Por Maria Costa</title>
         <author>aurearodrigues</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>O Natal dos meus Avós</strong><br><br><strong>Natal da minha avó materna<br></strong><br></div><div>O natal da minha avó materna, quando era mais nova, era festejado juntamente com os seus pais e os 10 irmãos, no dia 25 dezembro à noite, de uma forma muito simples. A minha avó, que é a irmã mais velha e era como uma mãe para os restantes irmãos, acordava e tratava logo de acordar os irmãos e iam a correr ao quarto da minha bisavó, chamá-la para irem ver os presentes e seguiam todos juntos para a sala. Chegavam à sala e ficavam  felicíssimos com alguns figos e ratinhos de chocolate ou bombons que o Pai Natal lhes tinha deixado. O jantar de Natal era caldeirada de bacalhau e era feita pela minha bisavó, a minha avó e duas irmãs mais velhas num fogão a lenha. Todos comiam de um prato grande redondo de barro vidrado e só utilizavam um garfo para cada um. Para sobremesa, comiam rabanadas de vinho, que era o pão de dois ou três dias antes de ir ao fogão a lenha por alguns minutos e depois molhava-se o pão no vinho e colocava-se um bocadinho de açúcar por cima. <br>                                                         <strong>Natal do meu avô materno<br></strong><br></div><div>O natal do meu avô materno, quando era mais novo, era festejado com os seus pais, os seus 10 irmãos e os seus tios no dia 25 de dezembro à noite. Em casa do meu avô, era feita uma árvore de Natal, que era um pinheiro do mato da frente de casa dele com cerca de 1 metro, que era cortado todos os anos a 1 de dezembro e enfeitado no próprio dia com bugalhos de carvalho dentro de prata para parecerem bolas decorativas e bocadinhos de algodão por toda a árvore para parecer neve. O meu avô e os seus irmãos combinavam para que quando o primeiro deles acordasse e visse que havia claridade da janela da cozinha, tratasse de acordar os outros e irem a correr para a sala. Não dormiam a noite toda a pensar no presente que iam receber e deliciavam-se com figos e chocolatinhos pequeninos ou rebuçados. À noite na chamada consoada, comiam caldeirada de bacalhau feita numa grelha em cima da lareira e comiam todos do mesmo prato, menos o meu avô que não conseguia comer do mesmo prato que todos e comia num prato pequenino à parte. Para sobremesa, comiam as famosas rabanadas de vinho fervido com um pau de canela e um bocadinho de açúcar e, para terminar a noite, cantavam músicas natalícias e faziam o ritmo com panelas e talheres.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-12-17 17:15:14 UTC</pubDate>
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