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      <title>Entre a Utopia e a Derrota: A resistência das populações negras e a construção de retratos de utopia e liberdade. by Bruno Barreto</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-12-30 19:23:41 UTC</pubDate>
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         <title>Capoeira e Break</title>
         <author>brunobrt02</author>
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         <description><![CDATA[<p>A viagem ao passado, a qual se refere Diegues, está, então, contida no filme. O Quilombo dos Palmares é retratado a partir da cinematografia, com atores e atrizes que dão vida aos personagens do passado, como Dandara e Zumbi. Dessa forma, fica evidente como a narrativa de Palmares foi utilizada, tanto no filme Quilombo quanto na música Vamos para Palmares, para alimentar a resistência das populações negras e a construção de retratos de utopia e liberdade.</p><p>De maneira análoga, é possível pensar essa fuga na atualidade, como nos movimentos ligados à resistência negra, a exemplo da música (no lugar de liberdade que Shabbaz resgata enquanto Palmares), das danças urbanas e da capoeira. Para dançar o breaking ou para jogar capoeira, o sujeito oprimido utiliza-se da fuga de um sistema que aprisiona esses corpos como forma de libertação e resistência. Nesses casos, a fuga é, ao mesmo tempo, libertação e enfrentamento. Assim, esse aspecto do Quilombo ainda se faz presente na atualidade, mesmo que de forma adaptada às dinâmicas sociais contemporâneas, mas o conceito de fuga de um destino opressivo ao povo negro permanece o mesmo.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-30 19:38:49 UTC</pubDate>
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         <title>Guerreiras de Ontem e de Hoje</title>
         <author>brunobrt02</author>
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         <description><![CDATA[<p>Resgatar as raízes do seu próprio povo e de seus ancestrais, como forma de amparar sua luta e sobrevivência, é uma das principais maneiras de resistência e fortalecimento das identidades das populações negras. Esse resgate pode ocorrer de diversas formas, como através da arte, a exemplo do filme Quilombo, de Carlos Diegues, e da música Vamos para Palmares, de Dugueto Shabbaz. Em ambas as obras, a narrativa de Palmares é utilizada para alimentar a construção de retratos de utopia e resistência em prol da liberdade da população negra.</p><p>O filme retrata a história do Quilombo dos Palmares. A trama começa quando diversos escravizados se reúnem, colocam os holandeses em uma emboscada e decidem se refugiar no Quilombo dos Palmares. Um desses ex-escravizados é escolhido para ser o líder do quilombo: Ganga Zumba. Uma das crianças do quilombo é capturada e retorna posteriormente; essa criança é Zumbi dos Palmares. Já a música aborda Palmares como um lugar idealizado, quase como o paraíso, onde os negros se veriam libertos de todo o jugo do racismo estrutural, fruto da escravidão no Brasil. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-30 19:43:38 UTC</pubDate>
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         <title>Zumbi na Favela</title>
         <author>brunobrt02</author>
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         <description><![CDATA[<p>A representação de Palmares faz-se presente no imaginário histórico de uma população por representar a resistência mesmo diante uma época que a esperança e crença na liberdade era impensável, então nessa questão cria-se um representante presente no imaginário da população negra, além disso,  quando são criados filmes e quaisquer tipo de representações para além do conteúdo puramente acadêmico ou literário a distribuição e recepção desse material é mais amplo e até democrático. Entender que houve resistência na escravidão, que houveram representantes e lutas e principalmente conquistas é uma forma de validar as lutas que o povo negro trava na sociedade atual. Entender que Palmares tornou-se ,para além de um local de refúgio, um simbolismo amplo da resistência negra independente da época. Assim, existir uma representação tão forte de resistência negra que vive sem a opressão do branco alimenta a construção do utópico desprendimento da branquitude e de um racismo estrutural.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-30 19:44:57 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>brunobrt02</author>
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         <description><![CDATA[<p>"Uma máquina misteriosa foi descoberta por um homem comum. Ela tem o poder de capturar o presente e, ao mesmo tempo, misturá-lo com momentos históricos do passado. Ao usar essa máquina, ele começa a ver a luta das populações negras de ontem e de hoje se entrelaçando: ele vê quilombos fundados por escravos fugitivos, agora misturados com a realidade das favelas contemporâneas, com grafites e grafites políticos substituindo o que seriam lanças e facões. A máquina não apenas revela a luta de ontem, mas também traz à tona a continuidade dessa resistência no cenário atual. Assim, ele vê Zumbi dos Palmares em uma esquina de favela ao lado de jovens que resistem às mesmas opressões. O que ele descobre é que a luta pela liberdade e igualdade nunca parou, ela só mudou de cenário."</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-31 01:58:30 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>brunobrt02</author>
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         <description><![CDATA[<p>Uma terra onde não existe o homem branco que escraviza e detém o poder, que se coloca no centro enquanto a pessoa negra é marginalizada, é para Shabbaz um lugar de utopia e resistência.</p><p>Por conseguinte, tanto na música quanto no filme, há esse resgate. Quilombo é produzido, segundo Diegues, como um retrato de uma utopia que se realizará no presente. Ele escreve no Jornal do Brasil:</p><blockquote><p>“Como toda viagem ao passado se parece com uma viagem ao futuro, Quilombo é a história de um sonho, de uma utopia, que se transformou e voltará a se transformar em realidade.”</p></blockquote><p><em>(Jornal do Brasil, Ed. 00044).</em></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-31 02:01:00 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>brunobrt02</author>
         <link>https://padlet.com/brunobrt02/6d003otgkf5na4e7/wish/3276170791</link>
         <description><![CDATA[<p>Um dos aspectos pelos quais a narrativa do Quilombo alimenta essa resistência é a fuga. Pode-se pensar a fuga como um dos principais elementos do Quilombo, retratado logo no início do filme, quando diversos escravizados, incluindo Ganga Zumba, escapam para o Quilombo dos Palmares. Fugir é, então, uma forma de resistência, uma maneira pela qual o corpo escravizado se retira da situação de opressão do sistema econômico escravista, unindo-se em grupo em prol do fortalecimento da resistência.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-31 02:06:36 UTC</pubDate>
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         <title>REFERÊNCIAS</title>
         <author>brunobrt02</author>
         <link>https://padlet.com/brunobrt02/6d003otgkf5na4e7/wish/3276179417</link>
         <description><![CDATA[<p>Diegues, C. (Diretor). (1984). Quilombo [Filme]. CDK Produções Cinematográficas Ltda. / Gaumon/ Embrafime.</p><p>SHABBAZ, Dugueto. Vamos para Palmares.</p><p>Jornal do Brasil, 1984, Ed. 00044.</p><p>SILVA, Uyara Ribeiro da. A representação da resistência dos escravos no Brasil a partir do filme Quilombo dos Palmares (1629-1694).</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-31 02:18:34 UTC</pubDate>
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