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      <title>Júlia. Filosofia  by Aluno Julia Pereira Fienes Barbosa</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-10-09 10:56:46 UTC</pubDate>
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         <title>David Hume. Empirismo </title>
         <author>a20545_3</author>
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         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><br/></p><p> Empirismo – David Hume</p><p><br/></p><p> Origem do Conhecimento</p><p><br/></p><p> Todo o conhecimento tem origem na experiência.</p><p>A mente não possui ideias inatas.</p><p><br/></p><p> Perceções</p><p><br/></p><p>Dividem-se em:</p><p><br/></p><p>Impressões: contacto imediato e direto com a realidade (sensações, emoções).</p><p>Ideias: cópias enfraquecidas das impressões (pensamentos, lembranças).</p><p><br/></p><p> Não podemos ter uma ideia sem antes ter tido a impressão correspondente.</p><p><br/></p><p> Tipos de Ideias</p><p><br/></p><p>Ideias simples: derivam de impressões simples.</p><p>Ideias complexas: resultam da combinação de ideias simples (memória e imaginação).</p><p><br/></p><p>Associação de Ideias</p><p><br/></p><p>As ideias associam-se segundo três princípios:</p><p><br/></p><p>Semelhança</p><p>Contiguidade(proximidade no espaço ou no tempo)</p><p>Causalidade (hábito de associar causa e efeito, não uma certeza racional)</p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-01-21 09:30:15 UTC</pubDate>
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         <title>Descartes- Racionalismo </title>
         <author>a20545_3</author>
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         <description><![CDATA[<p>Racionalismo – René Descartes</p><p><br></p><p> Critério da Verdade</p><p><br></p><p>A verdade baseia-se nas ideias claras e distintas.</p><p><br></p><p> O cogito (“Penso, logo existo”) é a primeira verdade indubitável.</p><p><br></p><p> O conhecimento verdadeiro é racional, não depende dos sentidos.</p><p><br></p><p>Dualismo Cartesiano</p><p><br></p><p>Descartes distingue duas substâncias:</p><p><br></p><p>Mente (res cogitans)</p><p><br></p><p>  Substância mental</p><p><br></p><p>  Indubitável</p><p><br></p><p>  Conhecimento interno</p><p><br></p><p>Corpo (res extensa)</p><p><br></p><p>  Substância física</p><p><br></p><p>   Dubitável</p><p><br></p><p>   Conhecimento externo</p><p><br></p><p>Tipos de Ideias</p><p><br></p><p>Ideias inatas: nascem connosco (ex.: ideia de Deus, perfeição).</p><p><br></p><p>Ideias adventícias: vêm da experiência sensível.</p><p><br></p><p>Ideias factícias: criadas pela imaginação.</p><p><br></p><p> Existência de Deus</p><p><br></p><p>A ideia de perfeição não pode vir de um ser imperfeito (o ser humano).</p><p><br></p><p> Logo, essa ideia só pode ter sido colocada em nós por um ser perfeito: Deus.</p><p><br></p><p>Ontologia: em Deus, existência = essência (existir faz parte da sua definição).</p>]]></description>
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         <pubDate>2026-01-26 14:35:06 UTC</pubDate>
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         <title>POPPER</title>
         <author>a20545_3</author>
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         <description><![CDATA[<p>Filosofia da Ciência</p><p><br></p><p> O que é?</p><p><br></p><p>* Ramo da filosofia que estuda o conhecimento científico.</p><p>* Analisa:</p><p><br></p><p>  * A origem do conhecimento científico</p><p>  * Os métodos da ciência</p><p>  * Os limites da ciência</p><p>  * O que distingue ciência de opinião ou crença</p><p><br></p><p> Conhecimento Científico</p><p><br></p><p>* Baseia-se em:</p><p><br></p><p>  Observação</p><p>  Experimentação</p><p>  Racionalidade</p><p><br></p><p>* Procura explicações objetivas, universais e controláveis.</p><p>* As teorias científicas não são verdades absolutas, mas provisórias.</p><p><br></p><p> Karl Popper (1902–1994)</p><p><br></p><p> Ideia Central</p><p><br></p><p>* Popper defende o falsificacionismo.</p><p>* Uma teoria é científica não por ser verificável, mas por poder ser refutada (falseada).</p><p><br></p><p> Critério de Cientificidade</p><p><br></p><p>* Uma teoria é científica se:</p><p><br></p><p>  fizer previsões testáveis.</p><p>  puder ser refutada pela experiência.</p><p> Se uma teoria não pode ser testada, não é ciência.</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p> Verificação vs Falsificação</p><p><br></p><p>* Popper critica o indutivismo (confirmar teorias através de muitos casos).</p><p>* Nenhum número de observações confirma definitivamente uma teoria.</p><p>* Basta um único contra exemplo para a refutar.</p><p><br></p><p> Progresso da Ciência</p><p><br></p><p>A ciência avança por:</p><p><br></p><p>  conjeturas (hipóteses ousadas);</p><p>  refutações (testes rigorosos).</p><p> As teorias que resistem aos testes são mantidas provisoriamente</p><p><br></p><p>Todos os cisnes são branco, basta observar um cisne negro para refutar a teoria.</p>]]></description>
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         <pubDate>2026-01-26 15:11:22 UTC</pubDate>
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         <title>Conhecimento </title>
         <author>a20545_3</author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><p><br></p><p>O que é conhecimento:</p><p>Conhecimento é crença verdadeira justificada.</p><p><br></p><p>Para que haja conhecimento é necessário:</p><p>Crença: o sujeito acredita.</p><p>Verdade: a proposição é verdadeira.</p><p>Justificação: o sujeito tem boas razões para acreditar.</p><p><br></p><p>Estrutura do conhecimento:</p><p>S sabe que P se e somente se:</p><p>S acredita que P.</p><p>P é verdadeira.</p><p>S está justificado em acreditar que P.</p><p><br></p><p>Origem: Platão</p><p><br></p><p>Tipos de conhecimento:</p><p><br></p><p>Conhecimento proposicional, saber que:</p><p>Conhecimento de factos ou proposições.</p><p>Exemplo: sei que a Terra gira em torno do Sol.</p><p><br></p><p>Conhecimento prático, saber como:</p><p>Conhecimento de habilidades.</p><p>Exemplo: sei nadar.</p><p><br></p><p>Conhecimento por contacto ou familiaridade:</p><p>Conhecimento direto de algo ou alguém.</p><p>Exemplo: conhecer uma pessoa ou uma cor.</p><p><br></p><p>Objeções ao conhecimento:</p><p><br></p><p>Problema de Gettier:</p><p>Existem casos em que o sujeito tem uma crença verdadeira e justificada.</p><p>No entanto a crença é verdadeira por acaso.</p><p>Logo a crença verdadeira justificada não é suficiente para conhecimento.</p><p><br></p><p>Génio maligno:</p><p>Hipótese cética apresentada por Descartes.</p><p>Um génio maligno poderia enganar-nos constantemente.</p><p>Assim crenças aparentemente seguras poderiam ser falsas.</p><p>Coloca em causa a possibilidade do conhecimento.</p><p><br></p><p>Teoria do sonho:</p><p>Não existe um critério seguro para distinguir o sonho da vigília.</p><p>Aquilo que parece conhecimento pode ser apenas um sonho.</p><p>Coloca em dúvida o conhecimento do mundo exterior.</p><p><br></p><p>Teoria dos sentidos:</p><p>Os sentidos podem enganar.</p><p>A justificação baseada nos sentidos é falível.</p><p>Coloca em causa o conhecimento empírico.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-01-26 15:24:27 UTC</pubDate>
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         <title>Filosofia da arte </title>
         <author>a20545_3</author>
         <link>https://padlet.com/a20545_3/6aoy58t26vr8o1db/wish/3937006806</link>
         <description><![CDATA[<p>A filosofia da arte é a área da filosofia que estuda a natureza da arte, a beleza, a criação e a forma como interpretamos as obras artísticas. Ela tenta responder a perguntas fundamentais: O que torna um objeto uma obra de arte? e Como a devemos avaliar? </p><p><br/></p><p> O Conceito de Arte: Essencialistas vs. Não Essencialistas</p><p>A grande discussão na estética jurídica e filosófica divide-se em dois grupos que tentam definir o que é a arte:</p><p><br/></p><p>* Teorias Essencialistas: Defendem que existem propriedades estéticas comuns a todas as obras de arte. Para os essencialistas, a arte possui uma essência intrínseca, fixa e universal. Sem essa característica essencial, o objeto não é arte. </p><p>* Teorias Não Essencialistas: Surgiram no século XX. Defendem que a arte não tem uma essência única ou propriedade visível comum. O estatuto de arte depende do contexto, da história ou do sistema cultural onde o objeto está inserido. [9, 10, 11, 12, 13] </p><p><br/></p><p>Teorias da Arte </p><p> 1. Teoria da Imitação (Mimesis) </p><p>Esta é a teoria mais antiga. Define a arte como uma cópia ou imitação da realidade física ou da natureza. </p><p><br/></p><p>* Platão (Perspetiva Negativa): Para Platão, a arte é uma "imitação da imitação". Ele defendia que o nosso mundo material já é uma cópia imperfeita do Mundo das Ideias. Como o artista imita o mundo material, a arte está a dois passos da verdade, sendo ilusória e prejudicial. </p><p>* Aristóteles (Perspetiva Positiva): Ao contrário de Platão, Aristóteles valorizava a imitação. Ele defendia que a mimesis é natural do ser humano e serve para aprender. A arte (como a tragédia) permite a catarse, que é a purificação das emoções do público através da compaixão e do medo. </p><p><br/></p><p> 2. Teoria da Representação</p><p>É uma evolução da teoria da imitação. Argumenta que a arte não precisa de copiar exatamente a realidade, mas deve representar algo. Uma obra de arte remete sempre para um referente exterior a si própria (uma ideia, uma pessoa, uma ação), mesmo que de forma estilizada. </p><p><br/></p><p> 3. Teoria da Expressão (Expressivismo)</p><p>Desloca o foco do objeto para o criador. Popularizada pelo Romantismo, defende que arte é a expressão de emoções. </p><p><br/></p><p>* Para o filósofo Lev Tolstoy, a verdadeira arte exige que o artista sinta uma emoção genuína, a transmita através da obra e consiga contagiar o público com o mesmo sentimento. [</p><p><br/></p><p> 4. Teoria Formalista (Forma Significante)</p><p>Desloca o foco para as propriedades visuais e estruturais da obra. Defendida por críticos como Clive Bell. </p><p><br/></p><p>* Rejeita a importância do conteúdo, da mensagem ou da emoção do artista.</p><p>* O que define a arte é a sua forma significante: a combinação de linhas, cores, formas e relações espaciais que despertam no público uma emoção estética pura. É a teoria que melhor justifica a arte abstrata. </p><p><br/></p><p> Teorias Contemporâneas (Não Essencialistas)</p><p>Com o aparecimento da arte conceptual e de obras como os ready-mades de Marcel Duchamp (ex: um urinol assinado), as teorias tradicionais falharam. Surgiram então as definições contextuais: </p><p><br/></p><p>5. Teoria Institucional</p><p>Formulada por filósofos como George Dickie. Defende que a arte não se define por características visíveis, mas sim pelo seu estatuto social. </p><p><br/></p><p>* Algo é considerado arte se for um artefacto e se houver um conjunto de pessoas que representam o "mundo da arte" (críticos, curadores, diretores de museus, artistas) que lhe confere esse estatuto. Se a instituição aceita o objeto num museu ou galeria, ele passa a ser arte. </p><p><br/></p><p> 6. Teoria Histórica </p><p>Formulada por Jerrold Levinson. Explica a arte através da sua ligação com o passado. </p><p><br/></p><p>* Um objeto é uma obra de arte se o seu criador tiver a intenção séria de que ele seja visto, focado ou apreciado da mesma forma que as obras de arte anteriores já foram corretamente apreciadas na história da arte. É a história e a tradição que validam a nova arte.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-01 13:53:37 UTC</pubDate>
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         <title>Filosofia da Religião </title>
         <author>a20545_3</author>
         <link>https://padlet.com/a20545_3/6aoy58t26vr8o1db/wish/3937011574</link>
         <description><![CDATA[<p>A filosofia da religião é o ramo da filosofia que examina, de forma crítica e racional, os conceitos, as crenças e as práticas religiosas. Ela não faz teologia (que parte do pressuposto de que Deus existe), mas sim perguntas filosóficas: Deus existe? É possível provar a Sua existência? Como conciliar o mal no mundo com um Deus bom? </p><p>Aqui está o resumo estruturado dos conceitos, argumentos e perspetivas desta área:</p><p><br/></p><p>O Conceito de Deus e Posições Epistemológicas</p><p><br/></p><p>* Teísmo: É a crença num Deus pessoal, único, criador e sustentador do universo. Este Deus possui os "três ómios": é omnipotente (pode tudo), omniscente (sabe tudo) e omnibenevolente (é infinitamente bom).</p><p>* Fideísmo: É a posição que defende que a fé religiosa não precisa, e nem deve, ser justificada pela razão. Para o fideísta, a razão é limitada e incapaz de alcançar a verdade divina; a religião pertence exclusivamente ao domínio da fé e do coração. </p><p>Os Argumentos Tradicionais sobre a Existência de Deus </p><p>Os filósofos dividiram as tentativas de provar a existência de Deus em três grandes argumentos clássicos: </p><p>1. Argumento Ontológico (A priori)</p><p>Formulado inicialmente por Santo Anselmo. É um argumento puramente lógico e racional, que não depende da observação do mundo físico (a priori). </p><p><br/></p><p>* A premissa: Deus é definido como "o ser maior do que o qual nada pode ser pensado".</p><p>* O raciocínio: Se Deus existisse apenas no nosso pensamento, poderíamos conceber outro ser ainda maior: um Deus que existe no pensamento e na realidade.</p><p>* A conclusão: Portanto, para manter a própria definição de ser perfeito e máximo, Deus tem necessariamente de existir na realidade. </p><p><br/></p><p> 2. Argumento Cosmológico (A posteriori) </p><p>Popularizado por São Tomás de Aquino através das suas "Cinco Vias". Baseia-se na observação do universo físico (a posteriori). </p><p><br/></p><p>* A premissa: Tudo o que existe no universo tem uma causa anterior. Nada pode ser a causa de si mesmo. </p><p>* O raciocínio: Não podemos regressar infinitamente no tempo procurando causas atrás de causas (regresso infinito), caso contrário o universo nunca teria começado.</p><p>* A conclusão: Tem de existir uma Primeira Causa não causada, ou um Primeiro Motor Imóvel, que deu início a tudo. A essa causa inicial chamamos Deus. </p><p><br/></p><p>3. Argumento Teleológico ou do Design (A posteriori) </p><p>Baseia-se na ordem, complexidade e aparente finalidade (telos) que observamos na natureza. Um dos seus defensores mais famosos foi William Paley com a analogia do relojoeiro. </p><p><br/></p><p>* A premissa: O universo e os seres vivos exibem uma organização e precisão cirúrgicas (como os olhos, as estações do ano ou as leis da física).</p><p>* O raciocínio: Se encontramos um relógio no chão, percebemos que o seu mecanismo complexo exige um designer inteligente e não o mero acaso. O universo é infinitamente mais complexo que um relógio. </p><p>* A conclusão: O universo tem de ter um Designer Inteligente que o projetou com um propósito específico. Esse designer é Deus. </p><p><br/></p><p> Blaise Pascal e a Perspetiva Pragmática </p><p>Blaise Pascal percebeu que a razão pura não conseguia provar nem desprovar a existência de Deus. Por isso, propôs uma abordagem pragmática através da famosa Aposta de Pascal:</p><p><br/></p><p>* O cenário: Imagina que a existência de Deus é o lançamento de uma moeda ao ar (cara ou coroa) e tu és obrigado a apostar a tua vida numa das opções. </p><p>* Se apostares que Deus existe:</p><p>* Se Ele existir, ganhas a felicidade eterna (ganho infinito).</p><p>   * Se Ele não existir, não perdes quase nada (apenas alguns prazeres mundanos limitados). </p><p>* Se apostares que Deus não existe:</p><p>* Se Ele existir, sofres a condenação eterna (perda infinita).</p><p>   * Se Ele não existir, ganhas apenas uma vida finita sem restrições religiosas. </p><p>* A conclusão de Pascal: A escolha racional e matematicamente mais vantajosa é apostar que Deus existe. O risco de estar errado ao crer é mínimo, mas o prémio potencial é infinito.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-01 13:58:21 UTC</pubDate>
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         <title>Thomas Kuhn </title>
         <author>a20545_3</author>
         <link>https://padlet.com/a20545_3/6aoy58t26vr8o1db/wish/3937016063</link>
         <description><![CDATA[<p>A filosofia da ciência de Thomas Kuhn revolucionou a forma como entendemos o progresso científico. No seu livro A Estrutura das Revoluções Científicas, Kuhn defendeu que a ciência não evolui de forma linear, contínua e cumulativa, mas sim através de ruturas abruptas chamadas revoluções científicas. </p><p><br/></p><p> O Conceito de Paradigma</p><p>Para Kuhn, um paradigma é uma estrutura conceptual que serve de modelo para a investigação científica numa determinada época. É um conjunto partilhado por uma comunidade de cientistas que inclui: </p><p><br/></p><p>* Teorias e leis científicas (ex: a mecânica de Newton ou a relatividade de Einstein).</p><p>* Métodos, regras e técnicas de investigação.</p><p>* Valores e pressupostos metafísicos sobre como a realidade funciona. </p><p><br/></p><p>O paradigma define o que é a "boa ciência", determinando quais são os problemas que vale a pena investigar e como devem ser resolvidos. </p><p> O Processo da Mudança de Paradigmas</p><p>Kuhn divide a evolução da ciência num ciclo composto por várias fases consecutivas:</p><p><br/></p><p>[Pré-Ciência] ➔ [Ciência Normal] ➔ [Anomalias] ➔ [Crise] ➔ [Revolução Científica] ➔ [Nova Ciência Normal]</p><p><br/></p><p><br/></p><p>   1. Pré-Ciência: Fase inicial em que não há consenso. Diferentes escolas de pensamento competem entre si e usam linguagens diferentes. Não há um paradigma. </p><p>   2. Ciência Normal: Cria-se um consenso e nasce um paradigma. Os cientistas trabalham sob este modelo comum. Esta fase é descrita por Kuhn como a resolução de enigmas (puzzle-solving). O objetivo não é descobrir novidades, mas sim aplicar e detalhar o paradigma vigente. </p><p>   3. Anomalias: Surgem falhas no sistema (ver detalhe abaixo).</p><p>   4. Crise: O acumular de falhas graves faz com que a comunidade científica perca a confiança no paradigma atual. Instala-se um período de instabilidade, insegurança e debate filosófico profundo. </p><p>   5. Revolução Científica: É a fase de transição e rutura. O paradigma antigo é totalmente abandonado e substituído por um novo paradigma incompatível com o anterior. </p><p>   6. Nova Ciência Normal: O novo paradigma estabiliza-se e o ciclo recomeça. </p><p><br/></p><p> O que são Anomalias?</p><p>As anomalias são problemas, fenómenos ou resultados experimentais que o paradigma atual não consegue explicar ou resolver. </p><p><br/></p><p>* Durante a fase de Ciência Normal, as pequenas anomalias são ignoradas ou tratadas como erros dos próprios cientistas.</p><p>* Uma anomalia só se torna perigosa quando resiste repetidamente às tentativas de resolução, toca nos fundamentos do paradigma ou se acumula com muitas outras falhas, gerando a fase de Crise.</p><p><br/></p><p> Objeções à Teoria de Kuhn</p><p>A perspetiva de Kuhn enfrentou duras críticas por parte de outros filósofos da ciência (como Karl Popper), que levantaram as seguintes objeções: </p><p>1. A Tese da Incomensurabilidade</p><p>Kuhn afirmava que dois paradigmas diferentes são incomensuráveis (incomparáveis). Quem está dentro de um paradigma não consegue compreender totalmente o outro, pois usam linguagens e visões do mundo diferentes. </p><p><br/></p><p>* A objeção: Se os paradigmas são incomparáveis, não podemos afirmar de forma objetiva que o novo paradigma é melhor ou mais próximo da verdade do que o antigo. Isso destrói a ideia de progresso científico real. </p><p><br/></p><p>2. Acusação de Irracionalidade e Relativismo</p><p>Ao descrever a mudança de paradigma (a conversão dos cientistas) como um processo influenciado por fatores psicológicos, sociais e políticos (quase como uma "conversão religiosa"), Kuhn foi acusado de tornar a ciência irracional. </p><p><br/></p><p>* A objeção: Críticos defendem que a escolha entre teorias científicas baseia-se em critérios puramente lógicos e experimentais objetivos, e não em pressões sociais ou preferências subjetivas da comunidade.</p><p><br/></p><p> 3. O Progresso Científico é Posto em Causa</p><p>Para Kuhn, a ciência progride a partir de um ponto (afastando-se de erros passados), mas não avança em direção a uma verdade final e objetiva sobre o mundo.</p><p><br/></p><p>* A objeção: Esta visão contradiz o sucesso prático e tecnológico da ciência, que sugere fortemente que estamos a descobrir o funcionamento real da natureza.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2026-06-01 14:02:33 UTC</pubDate>
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