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      <title>A Segunda Guerra Mundial como ponto de inflexão e seus impactos estruturais no sistema internacional pós-1945. by Sabrina Sena</title>
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      <description>Publique sua resposta ao tópico de discussão clicando no botão de adição abaixo.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-05-08 11:51:00 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>sabrinasena19</author>
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         <description><![CDATA[<p>A Segunda Guerra Mundial representou <strong>o ponto de inflexão sistêmico do século XX</strong>. Ao combinar guerra total, genocídio e revolução tecnológica, destruiu a velha multipolaridade europeia e inaugurou uma ordem bipolar sustentada por instituições globais inéditas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-08 11:55:43 UTC</pubDate>
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         <author>sabrinasena19</author>
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         <description><![CDATA[<p>Distribuição de poder:</p><p>Como a bipolaridade EUA × URSS redesenhou alianças militares e crises regionais nos primeiros anos da Guerra Fria?</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-08 12:01:14 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>sabrinasena19</author>
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         <description><![CDATA[<p>Tecnologia e segurança </p><p><br></p><p>Como a lógica de dissuasão nuclear alterou a concepção clássica de equilíbrio de poder?</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3800307495/202ff04258e1919235c5c7b1c766f367/General_deterrence_and_the_balance_of_power.pdf" />
         <pubDate>2025-05-08 12:35:27 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>laylaandrade0105</author>
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         <description><![CDATA[<p>Meu grupo formado por: Agda Beatriz, Ana Beatriz, Camilly Vitória, Gabriele Ribeiro, Helena Ribeiro, Juliana Matos, Krigor Lüthermeier, Layla Andrade e Monise Franco.  Discutimos os temas e concordamos que:</p><p><br/></p><p>Análise da Segunda Guerra Mundial como Ponto de Inflexão Sistêmico do Século XX (1945-1955)</p><p>A Segunda Guerra Mundial inegavelmente representou um divisor de águas na história do século XX, configurando um ponto de inflexão sistêmico que remodelou profundamente a estrutura do poder internacional e as dinâmicas de segurança. O período imediato pós-guerra, entre 1945 e 1955, testemunhou a consolidação dessas transformações, marcando o surgimento de uma nova ordem global.</p><p>Tópico 1 – Distribuição de poder (1945-1955)</p><p>O colapso das potências do Eixo e o enfraquecimento das potências europeias tradicionais abriram caminho para a ascensão de duas superpotências com capacidades militares e ideológicas distintas: os Estados Unidos e a União Soviética. Essa emergência da bipolaridade reconfigurou drasticamente o sistema de alianças militares e a natureza das crises regionais. Na Europa, o temor da expansão soviética, exacerbado pelo "problema alemão" e pela necessidade de reconstrução, catalisou a integração ocidental sob a égide americana, culminando na formação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Como argumenta Cohen (2025), o fim da Segunda Guerra Mundial impulsionou o multilateralismo na Europa como resposta à percepção de ameaça comum e à necessidade de segurança coletiva. A OTAN representou uma inovação no sistema de alianças, institucionalizando um compromisso de defesa mútua entre nações soberanas.</p><p>Em contraste, no Pacífico, a dinâmica de poder e as ameaças percebidas levaram a um sistema de alianças bilaterais liderado pelos Estados Unidos. A derrota do Japão deixou um vácuo de poder regional, e a Guerra da Coreia (1950-1953) demonstrou a disposição americana de intervir unilateralmente para conter o avanço do comunismo. As variáveis que explicam essa divergência incluem a menor percepção de uma ameaça soviética direta na região do Pacífico em comparação com a Europa, a importância do poder naval americano e a especificidade das relações bilaterais com países como Japão e Austrália.</p><p>Nesse contexto, o conceito clássico de balance of power passou por uma significativa adaptação. A lógica de blocos antagônicos, liderados pelas superpotências, não buscava um equilíbrio no sentido tradicional de múltiplas potências ajustando seu poder para evitar a hegemonia de uma única. Em vez disso, o sistema bipolar era caracterizado por uma rivalidade estrutural entre dois polos de poder, cada um buscando consolidar sua esfera de influência e impedir a expansão do adversário. As crises regionais, como a Guerra da Coreia e a Guerra da Indochina, tornaram-se palcos de confrontação indireta entre as superpotências, refletindo essa nova dinâmica de poder global. Como Kissinger (1994) detalha, a diplomacia da Guerra Fria foi marcada pela constante tensão e pela busca por evitar um conflito direto em larga escala entre os blocos.</p><p>Tópico 2 – Tecnologia e segurança</p><p>A detonação das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki introduziu uma nova dimensão à segurança internacional: a dissuasão nuclear. Essa tecnologia revolucionária alterou fundamentalmente a concepção clássica de equilíbrio de poder. A posse de armas nucleares por duas superpotências com ideologias antagônicas criou uma situação inédita de "destruição mútua assegurada" (MAD, na sigla em inglês). Como argumenta Freedman (1989), a lógica da dissuasão nuclear gerou uma "estabilidade no topo", ou seja, um risco tão elevado de retaliação nuclear que tornava improvável um conflito direto entre as superpotências.</p><p>No entanto, essa estabilidade no nível estratégico coexistia com uma "instabilidade na base", manifestada nos conflitos por procuração em diversas regiões do mundo. As superpotências apoiavam facções opostas em guerras civis e conflitos regionais, buscando expandir sua influência sem desencadear uma guerra nuclear direta. A Guerra da Coreia e a Guerra do Vietnã são exemplos emblemáticos dessa dinâmica.</p><p>A questão de se a superioridade nuclear material é mais importante do que a percepção de vulnerabilidade tem sido objeto de debate. Segundo Suh (2002, citado em Saraiva, 2010), a percepção de vulnerabilidade pode ser mais decisiva, pois mesmo uma potência com menor arsenal nuclear pode dissuadir um ataque se possuir uma capacidade crível de retaliação. A doutrina da retaliação mínima, por exemplo, enfatiza a posse de um número suficiente de armas nucleares para infligir danos inaceitáveis ao agressor.</p><p>É possível traçar paralelos entre o debate sobre dissuasão nuclear durante a Guerra Fria (1945-1989) e os dilemas de segurança atuais, como a relação entre Estados Unidos e China ou entre Índia e Paquistão. A proliferação nuclear e o desenvolvimento de novas tecnologias bélicas continuam a moldar as dinâmicas de poder e a gerar preocupações sobre a estabilidade internacional. A lógica da dissuasão, embora adaptada aos contextos contemporâneos, permanece um elemento central na análise das relações de segurança entre potências com capacidade nuclear.</p><p>Em suma, a Segunda Guerra Mundial representou um ponto de inflexão sistêmico inegável, cujos impactos estruturais na distribuição de poder e na concepção de segurança foram profundos e duradouros. O surgimento da bipolaridade e a introdução da dissuasão nuclear reconfiguraram as alianças, a natureza dos conflitos e a própria lógica do equilíbrio de poder, moldando o cenário internacional durante o período crucial de 1945 a 1955 e deixando um legado que ressoa até os dias atuais.</p><p><br/></p><p>Referências:</p><p>COHEN, Michael D. “We need allies and collective security: How the end of the Second World War caused multilateralism in Europe and bilateralism in Asia.” European Journal of International Security, 2025. (Open Access)</p><p>FREEDMAN, Lawrence. “General deterrence and the balance of power.” Review of International Studies, v. 15, n. 2, 1989, p. 85-97. (Open Access)</p><p>KISSINGER, Henry. Diplomacy. New York: Simon &amp; Schuster, 1994.</p><p>SARAIVA, João. História das Relações Internacionais – Século XX. 3. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2010.</p><p>WATSON, Adam. The Evolution of International Society: A Comparative Historical Analysis. 2. ed. London: Routledge, 2009.</p><p><br/></p><p><br/></p><p> </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-15 00:59:19 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>anaclaraduart13</author>
         <link>https://padlet.com/sabrinasena19/64omilsj4d2ksuez/wish/3453113945</link>
         <description><![CDATA[<p>O surgimento da bipolaridade entre os Estados Unidos e a União Soviética após a Segunda Guerra Mundial transformou profundamente o cenário geopolítico global, especialmente entre 1945 e 1955. A crescente rivalidade militar e ideológica entre as duas superpotências reconfigurou as alianças militares existentes e exacerbou as crises regionais, especialmente na Europe e na Ásia. Na Europa, a percepção de uma ameaça soviética insuperável levou os países ocidentais a buscar uma estrutura de segurança coletiva, que finalmente resultou na criação em 1949 da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Conforme Michel D. Cohen (2025), esta aliança multilateral foi importantíssima para garantir o comprometimento americano com a defesa do continente europeu, fornecendo assim uma estabilidade maior contra o avanço soviético.</p><p>Outra dinâmica é percebida em relação à Ásia: a ausência de uma ameaça imediata da União Soviética e a falta de laços regionais suscetíveis a favorecer uma estrutura de segurança coletiva impediram o desenvolvimento de uma estrutura semelhante à europeia e os Estados Unidos optaram, ao invés disso, por estabelecer alianças bilaterais com países da região. Esta estratégia fundamentou-se entre outros aspectos em anticomunismo, porém revelou seus limites em função de conflitos regionais como a Guerra da Coreia (1950-1953) na qual a ausência de instituições multilaterais prejudicou uma resposta regionalmente coordenada e mais eficaz.</p><p>Portanto, o padrão de alianças militares e a formatização da resposta às crises regionais foram profundamente afetados pela conjuntura da Guerra Fria e pela percepção sobre a ameaça das ameaças estratégicas. A Europa desenvolveu um padrão multilateral, dado o compromisso político ativo dos EUA, enquanto a Ásia permaneceu fragmentada na forma de acordos bilaterais, refletindo tanto a complexidade da política regional quanto a preferência americana em relação ao continente europeu em termos estratégicos.</p><p><strong>Referência</strong>:<br>COHEN, Michael D. <em>We need allies and collective security: How the end of the Second World War caused multilateralism in Europe and bilateralism in Asia</em>. <em>European Journal of International Security</em>, 2025.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-15 22:26:43 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>anaclaraduart13</author>
         <link>https://padlet.com/sabrinasena19/64omilsj4d2ksuez/wish/3453137608</link>
         <description><![CDATA[<p>Tópico 2 - Equipe: Ana Clara Duarte, Eduarda Aísha, Kamilly Vitória e Sathya Lobato. </p><p><br/></p><p>A lógica da dissuasão nuclear alterou radicalmente a noção clássica do equilíbrio de poder, que até então se baseava na paridade militar e na capacidade de vencer as guerras convencionais. Com as armas nucleares, essa lógica passou a incluir a ideia de que a segurança entre as grandes potências não estava mais sujeita à superioridade militar, mas a capacidade de infligir destruição recíproca inaceitável. A ideia de "estabilidade no topo, instabilidade na base" foi proposta por Lawrence Freedman (1989), que defendeu que os conflitos diretos entre potências nucleares teriam sido evitados pelo medo de aniquilação recíproca, mas essa condição não impediu a ocorrência de conflitos indiretos por meio de guerras por procuração travadas entre potências nucleares e países periféricos.</p><p>Neste novo ambiente, a superioridade nuclear material teria perdido importância estratégica, que teria sido substituída pela percepção de vulnerabilidade recíproca como um fator dissuasor. Para Freedman (1989), é o medo da destruição recíproca que traz o equilíbrio, não a quantidade de armamentos que se possui. A estabilidade entre potências teria assim se visto mais como uma construção psicológica, do que técnica, baseada na certeza de que um ataque primeiro levaria a destruição de seu portador e do agressor.</p><p>Este paradigma continua a ter influência sobre a dinâmica internacional contemporânea. Os conflitos entre os Estados Unidos e a China e entre a Índia e o Paquistão revelam como a dissuasão nuclear tem gerido as práticas de combate, limitando o confronto direto e, ao mesmo tempo, fortalecendo o combate indireto no jogo da competição. A lógica de dissuasão, portanto, teria transformado o equilíbrio de poder ao transformar a rivalidade militar em armamentos do tipo de disputa diretamente armada para uma maneira de manter o status quo através do medo recíproco.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-15 23:14:32 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>matheusreyelviana</author>
         <link>https://padlet.com/sabrinasena19/64omilsj4d2ksuez/wish/3453164870</link>
         <description><![CDATA[<p>Grupo formado por: Arthur Raphael, Enzo Santos, Ícaro Santos, Lucas Ávila, Luca Zampollo, Ricardo Junior, Matheus Reyel.</p><p><br></p><p>Tópico - Distribuição de Poder</p><p><br></p><p>A bipolaridade dos Estados Unidos e União Soviética foi a grande precursora de mudanças no sistema internacional. Para Kissinger, a Guerra Fria foi marcada por uma constante tensão entre as potências vigentes da época, EUA e URSS, o objetivo principal era evitar um conflito direto de grandes porções entre os blocos (Diplomacia, 1994).&nbsp; Como afirma Cohen (2025), alguns pontos determinantes no contraste entre as duas grandes potências foram: a dominação dos Estados Unidos que impulsionava o multilateralismo na Europa e o bilateralismo na Ásia por razões políticas e econômicas, pois os EUA valorizavam e focavam mais na Europa, o que erupcionou nos conflitos asiáticos observados. Outro argumento retrata sobre a ineficácia das alianças por questões ideológicas, e principalmente, étnicas, isto é perceptível pela concepção do racismo estadunidense diante dos asiáticos.&nbsp;</p><p><br></p><p>Tópico - Tecnologia e Segurança</p><p><br></p><p>De acordo com Freedman (1989), no sistema internacional, no eixo da segurança nacional, baseia-se atualmente no armamento nuclear que cada nação possui. Após a era nuclear, a ordem mundial mudou tanto de atores hegemônicos, como para o próprio funcionamento do sistema. Um fator crucial nesse tema é o medo, as circunstâncias irracionais da esfera nuclear impulsionam as nações a reconsiderarem e se armarem de forma desnecessária pois julgam outros estados como hostis em constância. Isso também consuma na estabilidade do sistema, pois um sistema estável tende à uma superpotência dominadora, enquanto o seu oposto, um sistema instável, é a disputa por poder, criando conflitos. Kissinger, por sua vez, articulava sobre poder usar a força militar para sinalizar intenções políticas; se um confronto entre superpotências se tornasse violento, ele propunha "pacotes menores" de opções nucleares limitadas disponíveis, para sinalizar o perigo maior de uma guerra total. As propostas do mesmo para "pacotes menores" encontraram resistência burocrática (Diplomacia,1994).</p><p><br></p><p>Referências:&nbsp;</p><p>COHEN, Michael D. “We need allies and collective security: How the end of the Second World War caused multilateralism in Europe and bilateralism in Asia.” European Journal of International Security, 2025. (Open Access)&nbsp;</p><p>FREEDMAN, Lawrence. “General deterrence and the balance of power.” Review of International Studies, v. 15, n. 2, 1989. (Open Access)&nbsp;</p><p>KISSINGER, Henry. Diplomacy: Simon &amp; Schuster, 1994.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-15 23:48:20 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>cainaamaral2</author>
         <link>https://padlet.com/sabrinasena19/64omilsj4d2ksuez/wish/3453302371</link>
         <description><![CDATA[<p>TÓPICO 2 - TECNOLOGIA E SEGURANÇA</p><p>Discentes: Antônio Vieira, Cainã Alves, Eduarda Miranda, Maria Clara, Maria Luiza, Marília Martins, Rita Polaro e Thiago Além</p><p><br/></p><p>A dissuasão nuclear, uma estratégia de aplicação de poder-força, é demasiada presente no Sistema Internacional até os dias atuais, e altera de forma constante a configuração geopolítica no mundo, juntamente às estruturas e equilíbrio de poder vigentes, com sua ascensão começando na segunda metade do século XX, mais especificamente com o pós-Segunda Guerra Mundial (1946-1989). Dessa forma, a dissuasão, através da escalada de tecnologias nucleares, contribuiu para um período de extrema instabilidade em diversas áreas do globo, como é perceptível – atualmente – com os conflitos na região da Caxemira, onde Índia e Paquistão (ambos portadores de bombas nucleares) lutam por seus interesses estratégicos.</p><p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nessa perspectiva, é de suma importância ressaltar como a dissuasão nuclear alterou a concepção clássica de equilíbrio de poder no século XX, haja vista que, desde o século XIX, se compreendia a configuração do equilíbrio de poder mundial de uma forma distinta – se formos fazer um paralelo - entretanto, tal configuração se modificou constantemente no século XX, havendo assim, um rompimento das estruturas tradicionais de poder ali vigentes. Para um melhor compreendimento do panorama, o equilíbrio de poder mundial estava mais centrado na Europa Ocidental, com os países tentando manter um balanço de poder – através da diplomacia - na região do Velho Continente, haja vista que, o aumento de tensões e tentativas de expansionismo (Napoleão Bonaparte) começava a se tornar cada vez mais perceptível na região.</p><p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Entretanto, toda essa estrutura de poder foi modificada, de forma abrupta, com a eclosão da Guerra Fria – no século XX - a qual trouxe consigo a ascensão da dissuasão nuclear, uma estratégia utilizada para defender os interesses estratégicos de um Estado-nação (FREEDMAN, 1989, p.1), podendo ser uma tentativa de persuasão sobre a possibilidade dos custos e riscos de uma ação superarem os benefícios, havendo a chance de obtenção de benefícios próprios. Tal defesa dos interesses próprios é materializada no cotidiano com a União Soviética implementando mísseis em Cuba, visando ameaçar a soberania dos EUA a todo custo, assim como também foi feito pelo país norte-americano, dessa vez, através do documento NSC-68 (1950), o qual expressa defensivamente a necessidade massiva de rearmamento diante da ameaça comunista, caracterizando nesse período uma dissuasão imediata (FREEDMAN, 1989, p. 5). Além disso, a dissuasão nuclear é também perceptível nas guerras por procuração, com os EUA e a União Soviética manipulando o comportamento e estratégia um do outro.</p><p><br/></p><p><strong>REFERÊNCIA:</strong></p><p>FREEDMAN, Lawrence. “General deterrence and the balance of power.”</p><p>Review of International Studies, v. 15, n. 2, 1989. (Open Access)</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-16 01:16:51 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>cainaamaral2</author>
         <link>https://padlet.com/sabrinasena19/64omilsj4d2ksuez/wish/3453411842</link>
         <description><![CDATA[<p>Após o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a bipolaridade no mundo, travada por Estados Unidos da América (EUA) e a União Soviética (URSS), foi fator chave para a reconfiguração das alianças militares e crises regionais no período entre os anos 1945 e 1955, haja vista a adoção da OTAN na Europa e a prevalência de acordos bilaterais no continente asiático, o qual foi palco de diversos conflitos/crises regionais durante o período de Guerra Fria, como a Guerra das Coreias e Guerra do Vietnã – por exemplo.</p><p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para se compreender a ausência de alianças multilaterais – por exemplo - no continente asiático, a partir das concepções de Cohen, é possível dizer que, por conta da falta de uma ameaça militar soviética credível, os “clientes” asiáticos dos EUA mostraram pouco interesses em segurança coletiva. Apesar das tentativas dos EUA em 1951 e 1954 de estabelecer alianças multilaterais, eles falharam e forçaram as administrações Truman e Eisenhower a se contentarem com alianças bilaterais (COHEN, 2025). Enquanto Stalin inicialmente planejava uma ocupação japonesa parcial, ele a abandonou após a recusa de Truman, eliminando um possível catalisador para a segurança coletiva regional. Além disso, a proposta de uma União do Pacífico entre Taiwan e Filipinas em 1949 teve pouco apoio regional devido aos interesses diversos (COHEN, 2025). A cúpula de Baguio, apesar de mostrar um compromisso inicial, foi prejudicada por prioridades e estratégias divergentes.</p><p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;Em contrapartida, o multilateralismo – ao invés do bilateralismo - estava se expandindo na Europa, através da adoção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), haja vista que, tal multilateralismo tinha como objetivo a segurança coletiva, sendo assim, foi uma espécie de resposta coletiva direta para a ameaça soviética que vigorava, naquele período. Os Estados Unidos da América (EUA), usufruindo da OTAN (liberalismo-institucional), tentavam a todo custo repelir a zona de influência da União Soviética, ao mesmo tempo que enfocava em expandir sua zona de influência na Europa Ocidental e América Latina, propagando o modelo capitalista, juntamente ao equivalente a “American way of life” daquele período.</p><p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apesar de haver todo um discurso contra a Alemanha e todo o trauma que fora causado na Europa, diversos documentos apontavam que a real preocupação naquele momento era a URSS e assim se detiveram cautelosos quanto a Moscou, este movimento e diversas diretrizes, como os Tratados de Durkirk (1947) e Bruxelas (1948), onde para a contenção deste Estado não foram impulsionados pelo EUA, como muitos imaginam e sim pelos próprios britânicos contradizendo tudo que é dito sobre o controle hegemônico gerado pelos EUA, com diversos países adentrando na segurança coletiva entre os Estados europeus, havia cautelas em suas entradas para que não enfurecer os soviéticos.</p><p><br/></p><p><strong>REFERÊNCIA:</strong></p><p>Michael D. Cohen, “We need allies and collective security’: How the end of the Second World War caused</p><p>multilateralism in Europe and bilateralism in Asia’, European Journal of International Security (2025), pp. 1–21</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-16 02:13:58 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>cainaamaral2</author>
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         <description><![CDATA[<p>TÓPICO 1 - DISTRIBUIÇÃO DE PODER</p><p><br/></p><p>Discentes: Antônio Vieira, Cainã Alves, Eduarda Miranda, Maria Clara, Maria Luiza, Marília Martins, Rita Polaro e Thiago Além</p><p><br/></p><p>Após o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a bipolaridade no mundo, travada por Estados Unidos da América (EUA) e a União Soviética (URSS), foi fator chave para a reconfiguração das alianças militares e crises regionais no período entre os anos 1945 e 1955, haja vista a adoção da OTAN na Europa e a prevalência de acordos bilaterais no continente asiático, o qual foi palco de diversos conflitos/crises regionais durante o período de Guerra Fria, como a Guerra das Coreias e Guerra do Vietnã – por exemplo.</p><p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para se compreender a ausência de alianças multilaterais – por exemplo - no continente asiático, a partir das concepções de Cohen, é possível dizer que, por conta da falta de uma ameaça militar soviética credível, os “clientes” asiáticos dos EUA mostraram pouco interesses em segurança coletiva. Apesar das tentativas dos EUA em 1951 e 1954 de estabelecer alianças multilaterais, eles falharam e forçaram as administrações Truman e Eisenhower a se contentarem com alianças bilaterais (COHEN, 2025). Enquanto Stalin inicialmente planejava uma ocupação japonesa parcial, ele a abandonou após a recusa de Truman, eliminando um possível catalisador para a segurança coletiva regional. Além disso, a proposta de uma União do Pacífico entre Taiwan e Filipinas em 1949 teve pouco apoio regional devido aos interesses diversos (COHEN, 2025). A cúpula de Baguio, apesar de mostrar um compromisso inicial, foi prejudicada por prioridades e estratégias divergentes.</p><p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;Em contrapartida, o multilateralismo – ao invés do bilateralismo - estava se expandindo na Europa, através da adoção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), haja vista que, tal multilateralismo tinha como objetivo a segurança coletiva, sendo assim, foi uma espécie de resposta coletiva direta para a ameaça soviética que vigorava, naquele período. Os Estados Unidos da América (EUA), usufruindo da OTAN (liberalismo-institucional), tentavam a todo custo repelir a zona de influência da União Soviética, ao mesmo tempo que enfocava em expandir sua zona de influência na Europa Ocidental e América Latina, propagando o modelo capitalista, juntamente ao equivalente a “American way of life” daquele período.</p><p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apesar de haver todo um discurso contra a Alemanha e todo o trauma que fora causado na Europa, diversos documentos apontavam que a real preocupação naquele momento era a URSS e assim se detiveram cautelosos quanto a Moscou, este movimento e diversas diretrizes, como os Tratados de Durkirk (1947) e Bruxelas (1948), onde para a contenção deste Estado não foram impulsionados pelo EUA, como muitos imaginam e sim pelos próprios britânicos contradizendo tudo que é dito sobre o controle hegemônico gerado pelos EUA, com diversos países adentrando na segurança coletiva entre os Estados europeus, havia cautelas em suas entradas para que não enfurecer os soviéticos.</p><p><br/></p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Michael D. Cohen, “We need allies and collective security’: How the end of the Second World War caused</p><p>multilateralism in Europe and bilateralism in Asia’, European Journal of International Security (2025), pp. 1–21&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-16 02:16:14 UTC</pubDate>
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