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      <title>Psicologia Ambiental  by Queixas Escolares</title>
      <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks</link>
      <description>Um Olhar Cartográfico </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-08-15 02:16:42 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-10-23 21:55:17 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Psicologia Ambiental</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1088374611</link>
         <description><![CDATA[<div>Aluno: JOSE ANTONIO VILLAC DE FARIA<br><br>Tarefa:<br><br><br>“Apesar de a maioria dos indivíduos compreender facilmente a importância do contexto social, ambiental e temporal, quando se trata da pessoa, parecerá a eles muito menos habitual afirmar, como faz o psicólogo ambiental, que é impossível compreende-la sem levar em conta o contexto ambiental, social e temporal; onde ela percebe, dá sentido e interage com o mundo”.<br><br>Gabriel Moser; “Introdução à Psicologia Ambiental – pessoa e ambiente”; 2018, p.09 .<br><br>3 Concepções:<br><br>Barker:<br><br>“Um edifício com uma torre não se torna um lugar de culto senão por meio daquilo que ali acontece e daquilo que ali fazem as pessoas que o utilizam” Barker, 1968.<br><br>Gibson:<br><br>“O ambiente é um provedor de meios que nos fornece oportunidades e regras de que cada um é livre para se utilizar. As possibilidades comportamentais e os meios que a pessoa tem à sua disposição num dado ambiente dependem da percepção que esta tem desse ambiente, a qual depende, também ela, das características e aspirações individuais.” Gibson, 1979.<br><br>Getzels:<br><br>“A relação que a pessoa pode ter com o ambiente é complexa, depende tanto da pessoa como do ambiente como tal. O ambiente está culturalmente definido. Em virtude disso, ele é portador de significados que constituem uma parte importante das ações humanas. Nossa visão da natureza humana expressa-se naquilo que construímos e isto, por sua vez, o que construímos, cumpre sua tarefa silenciosa, porém irresistível, de nos contar o que somos e fazemos”. Getzels, 1975.<br><br>Gestalt-terapia de Curta Duração – Jorge Ponciano Ribeiro<br><br>Ecologia Humana: uma tentativa de o homem viver intensamente uma relação harmoniosa com o ambiente que o cerca.<br><br>“Na natureza nada é solto, solitário. Formamos um grande sistema, uma estrutura fantástica, em que todas as partes respondem subsidiariamente uma pela outra. <br>Totalidade não é um construto, algo estático, conceitual. Totalidade é um processo, uma matriz em constante movimento, um processo vital produtor de infinitas possibilidades, em que tudo pode tornar-se possível, muitas vezes, independentemente do estímulo desencadeador”. p.13 .<br><br>Ecologia Psicológica: é o estudo das relações entre as variáveis psicológicas internas, ou seja, aquelas relacionadas aos sentimentos e às emoções, e aquelas não psicológicas, externas à pessoa, em dado campo, em dado momento. É o estudo das relações que estabelecemos com o meio ambiente. Acredito que podemos falar de ecologia interna e ecologia externa. p.58 .<br><br>Teoria de Campo de Kurt Lewin:<br><br>“A primeira análise de um campo deve ser a da ecologia social pela análise da geografia, dos valores locais, da linguagem, de tudo aquilo que interfere na relação grupo/indivíduo. O processo de perceber, agir e executar depende da interdependência do mundo físico, psíquico, social e espiritual que afeta os limites físicos ou existenciais do espaço de vida”. p.58 .</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=svMedgq67M0&amp;feature=youtu.be" />
         <pubDate>2021-01-14 17:44:01 UTC</pubDate>
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         <title>                                   </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1093084284</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>PSICOLOGIA AMBIENTAL e MÉTODO CARTOGRÁFICO: DE QUE FORMA A           EXPERIÊNCIA COM A DISCIPLINA ME AFETOU?</strong><a href="#_ftn1"><strong>[1]<br></strong></a><br></div><div><em>                                                                      Tarcísio Arquimedes Araújo Carneiro<br></em><br></div><div> </div><div>Considerando que a metodologia cartográfica, segundo o professor Pedro Vitor, está baseada também num “percurso de implicação, afecção, análise crítica do aluno sobre sua experiência/vivência pessoal conectados com a temática da Psicologia Ambiental”, apresento neste texto o aspecto que mais me causou afetação, em relação à vivência deste processo ensino-aprendizagem, proporcionado pela Psicologia Ambiental.</div><div><br>Escolhi como sensibilização desta discussão e expressão de minha experiência/vivência a letra da música<em>: Luz do Sol de Caetano Veloso</em><a href="#_ftn2">[2]</a><em>, </em>pois a mesma traduz as questões principais da disciplina: Psicologia Ambiental. Segue a letra:</div><div><br></div><div><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RoT5T8WLN78"><strong>Luz do sol - Caetano Veloso </strong></a><strong><br></strong><br></div><div>“Luz do sol<br> Que a folha traga e traduz<br> Em ver de novo<br> Em folha, em graça, em vida, em força, em luz<br><br></div><div>Céu azul que vem<br>Até onde os pés tocam na terra<br>E a terra inspira e exala seus azuis<br><br></div><div>Reza, reza o rio<br>Córrego pro rio e o rio pro mar<br>Reza a correnteza, roça a beira, doura a areia <br> </div><div>Marcha o homem sobre o chão<br> Leva no coração uma ferida acesa<br> </div><div>Dono do sim e do não<br>Diante da visão da infinita beleza<br> </div><div>Finda por ferir com a mão essa delicadeza<br>A coisa mais querida, a glória da vida (...)"<br><br></div><div> </div><div>Sabemos que a arte nos traz a possibilidade de um olhar à realidade mais livre, leve e menos engessado por categorias ou teorias analíticas que, muitas vezes, desestimulam e não conseguem nos afetar. Sabemos que o nosso cotidiano é atravessado por diversos aspectos e manifestações que, muitas vezes, uma metodologia baseada em métodos engessados e racionalistas em excesso pode nos tirar as possibilidades de perceber indícios mais reveladores das questões humanas. Por isso a arte, e aqui neste trabalho através de uma poesia/música, pode nos auxiliar através de um olhar mais sensível e detalhista.</div><div><br>Em relação à letra de Caetano Veloso, logo na estrofe inicial, percebemos a sensibilidade do autor em descrever o processo de fotossíntese de uma forma bastante poética e reveladora da relação íntima entre o verde e a vida. A luz do sol tragada pela folha, como uma espécie de “fumaça alucinógena”, faz gerar vida, força e luz.</div><div><br>Na segunda estrofe, Caetano nos apresenta a relação íntima entre céu azul e aqueles pés que tocam a terra, pés estes que podem ser tanto pés humanos quanto o verde ou os vegetais, nos possibilitando perceber a inspiração e fonte de vida que o céu azul nos proporciona. Ou seja, é algo que nos inspira e nos faz ‘exalar seus azuis!’ </div><div><br>O movimento do rio traduz o movimento da vida e a vida que é gerada com a água que “doura” a beira do rio ou a beira da praia. Este dourar talvez esteja relacionado não somente ao dourado da água refletido pela luz do sol, mas também um dourar de riqueza e vida que nasce da junção entre água, areia e luz do sol, ou seja, a vida do verde gerada e a nossa vida que também é fortalecida.</div><div> </div><div> É perceptível que Caetano a todo o momento nos fala de uma relação entre pessoas e ambiente, do ciclo da vida e também nos apresenta o que estudamos na disciplina Psicologia Ambiental, ou seja, <em>“todas as chamadas questões ambientais são na verdade questões humano-ambientais”</em> (PINHEIRO, 1997)<a href="#_ftn3">[3]</a>.</div><div><br>A partir da estrofe a qual nos apresenta ‘a ferida acessa que o homem carrega no peito’, podemos observar a crítica ao Racionalismo e cientificismo ocidental moderno o qual nos trouxe uma ideia de mundo fragmentado e de uma natureza que poderia ser controlada e dominada, porém esta postura antropocêntrica está nos trazendo efeitos catastróficos, pois segundo a própria letra esse homem ‘dono do sim e do não’ está findando com as mãos a glória da vida e por isso carrega consigo esta ferida.</div><div><br>Considerando estes aspectos apresentados na letra da música, reforço que esta poesia traduz pra mim de forma bem clara a importância de uma disciplina como a Psicologia Ambiental, pois como já apresentei em outra reflexão, nosso bem estar está diretamente relacionado à preservação e ao cuidado com os nossos recursos naturais. </div><div><br>Infelizmente, a cultura ocidental mercadológica, estimulou a fragmentação e o hedonismo individualista relacionado apenas ao consumo, sem que haja percepção de quais as consequências de um consumo não consciente, principalmente em relação ao lixo produzido, aquecimento global e escassez dos nossos recursos naturais. Tudo isso, por mais catastrófico que pareça, põe em cheque a continuidade da nossa espécie.</div><div><strong> <br>BIBLIOGRAFIA</strong></div><div> </div><div>CARVALHO, D. B. (2016). <strong><em>Psicologia ambiental e conservação: consolidando um novo campo de pesquisa e intervenção</em></strong>. Psicologia em Estudo, 21(1), 195-196.</div><div> </div><div>PINHEIRO José Q. (1997). <strong>Psicologia Ambiental: a busca de um ambiente melhor</strong>. Estudos de Psicologia. 1997, 2(2), 377-398. </div><div><br><a href="#_ftnref1">[1]</a> DISCIPLINA: Psicologia Ambiental CARGA HORÁRIA: 60h h/a. PROFESSOR: Me. Pedro Victor Modesto Batista PERÍODO: 2020.1. Universidade Federal do Delta do Parnaíba Campus Ministro Reis Velloso, Departamento de Psicologia. <a href="#_ftnref2">[2]</a> Compositores: Caetano Emmanuel Viana Teles Veloso. Letra de Luz do sol . Caetanear ℗ 1985 Universal Music Ltda. <a href="#_ftnref3">[3]</a> <em>Estudos de Psicologia. </em>Psicologia Ambiental: a busca de um ambiente melhor. <em>José Q. Pinheiro Universidade Federal do Rio Grande do Norte.</em></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/IYU-KL967OA" />
         <pubDate>2021-01-15 21:52:46 UTC</pubDate>
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         <title>O bairro como espaço urbano sob a perspectiva da Psicologia Ambiental</title>
         <author>siqueiraaquimica</author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1122247775</link>
         <description><![CDATA[<div><strong> </strong></div><div><strong>                                                                                                    Eurípedes Siqueira Neto</strong></div><div><strong> </strong></div><div>As cidades crescem de forma segregada, observa-se que as mesmas são lugares de investimentos, motivações e expectativas. Da construção das cidades surgem bairros contendo ruas, a partir disso observamos alguns elementos presentes neste ambiente público não está sendo colocado como local de escuta e convivência. A existência de grupos, consequentemente relações de trocas com o meio ambiente sendo desenvolvidas, culturas e comportamentos. Os ambientes naturais inseridos nestes espaços, por exemplo, os rios urbanos e as árvores são excluídos das demais necessidades humanas.<br><br></div><div>Contudo, a vegetação presente pode ser vista no cenário urbano como elemento de organização do espaço, mas a mesma possui uma grande função social, desde combate à poluição do ar e aquecimento global. Além de proteção o solo, ajudar na acessibilidade das vias públicas do bairro e preservação de espécies naturais.<br><br></div><div>De acordo com Heller (2013, p. 17) as cores podem ser usadas em exclusividade para realçar algo marcante, ou compor um ambiente com diversas informações, conhecemos muito mais sentimentos do que cores. Dessa forma, cada cor pode produzir muitos efeitos, frequentemente contraditórios. Cada cor atua de modo diferente, dependendo da ocasião. O mesmo vermelho pode ter efeito erótico ou brutal, nobre ou vulgar. O mesmo verde pode atuar de modo salutar ou venenoso, ou ainda calmante. O amarelo pode ter um efeito caloroso ou irritante. <br><br></div><div>Por seguinte, o bairro pode ser visto como um espaço percorrido por pessoas, seja a pé ou utilizando transportes. Já nas ruas do bairro, apresenta espaços de encontro e de passagem, pessoas se deslocam de um espaço para outro, mas para ocorre esse deslocamento seria necessário segurança e acessibilidade. Possibilidades que dependem de fatores, físicos, culturais. Ruas estreitas, com poucos veículos, facilitam questões como comunicação. Até futuros acidentes <br>de trânsitos, ocasionando maior atenção com o outro.<br><br></div><div>Segundo Keller (1998), aponta para a familiaridade como a base para construção de apego, seguro ou inseguro, influenciando o comportamento social ou exploração do meio físico. Referindo-se ao apego ao lugar como base da construção identitária, sugere que a familiarização pode levar à identificação e esta ao apego, sendo um aspecto deste, o pertencimento.<br><br></div><div>Por outro lado, a violência ocasionou os esvaziamentos das ruas, e os espaços de encontros foram transferidos para outros espaços. Sendo estes fatores de ordem social e política, mediados pelo estado. Por isso, a grande quantidade de pessoas no ambiente despertaria a segurança física e emocional, por exemplo, shoppings, parques.<br><br></div><div>No entanto, para ocorrer a ocupação dos bairros e ruas estes lugares necessitam serem atrativos, divertidos e acolhedores. A atratividade associada a diversão possui caráter comunitário e gratuito em que o próprio fazer é divertido, não havendo necessidades de outras atrações ou fazer programado. Este aspecto qualitativo da rua sendo apontada como um local de diversão pode ser lugares de misturas, pois propiciam convívio das mais diversas camadas da população, cultura, raça, ordem social e outras. <br><br></div><div>Contudo, as relações dos grupos sociais no sentido da formação de identidade e sentimento de pertença ao lugar são abordadas em termos de apontamentos para a organização comunitária e para a formação de territórios. O cotidiano de uso e os vínculos sociais se apresentam como processos socioespaciais com alcance para além das fronteiras de delimitação impostas pelos planos urbanos e pelos efeitos da segregação socioespacial. Uma leitura da realidade social de uma comunidade que vivencia em seu cotidiano a essência dramática do que vem a ser a construção injusta do espaço urbano é aqui apresentada. Uma visão do lugar, na ótica da ciência e do cidadão. (Freitas &amp; Ferreira, 2011).<br><br></div><div>No entanto, as mudanças urbanas a partir das ideias globalizadas construíram um sujeito carregado de silêncios no espaço em seus respectivos deslocamentos, ocasionando o desligando do ambiente. As ruas passaram a ser um lugar de passagem, o sujeito passa a esquecer formas de sentir, cuidar e observar o seu corpo. Tornando o diferente em indiferente, ocasionando medo de contato com o outro.<br><br></div><div>Por isso, é importante ressalta como as relações público-privado se constrói nessas relações tendo como base os processos de subjetivação construído pela sociedade, mídias, modelos capitalistas e discursos neoliberais. Retirada de locais livre e desestruturados para a criação de ambientes maléficos contendo limites e determinações de comportamentos.<br><br></div><div>Portanto, não dá pensar no ser humano sem entender seu contexto de vida, levando em consideração seu desenvolvimento neste ambiente também, pois para ver um e outro, precisa ter os dois. Com isso, vale lembrar que a Psicologia Ambiental estuda a inter-relação do comportamento, onde essa relação possui um efeito recíproco. Entender essa relação a fim de promover mudanças no ambiente e comportamento a fim de desenvolver bem-estar de sustentabilidade. <br> </div><div>Por fim, verificar questões de segurança, gênero e insfraestrutura. Apoiar a diversidade de usos de solos, mesclando residências, comércios e serviços. Tomar as ruas como um lugar de permanência das pessoas e não somente de passagem, pois quando mais pessoas estiverem ali, maior a chance de atrair outras e desenvolver relações. Envolver os moradores e os grupos da comunidade, entender o bairro e as suas prioridades sejam os processos identitários, e a conexão com o lugar. Observando os valores como base para tomada de decisões, pois as propostas devem tocar nos desejos destas pessoas.</div><div> </div><div><strong>Referência Bibliográfica:</strong></div><div><strong> </strong></div><div>FREITAS, T. M. D., &amp; FERREIRA, C. L. (2011). A produção do espaço urbano: formação de território e governança urbana, o caso da quadra 50 da cidade Gama-DF. <em>Anais... I Circuito de Debates Acadêmicos, Code</em>.</div><div><strong> </strong></div><div>HELLER, Eva. A psicologia das cores: como as cores afetam a emoção e a razão. 1 ed. São Paulo : Gustavo Gilli, 2013.</div><div> </div><div>Keller, H (1998). Diferente Caminhos de Socialização até a adolescência. Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano, 8 (1/2), 1-14.</div><div> </div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=LANs4m02T0E&amp;t=106s" />
         <pubDate>2021-01-25 14:58:14 UTC</pubDate>
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         <title>VIDEO CARTOGRÁFICO</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1123027365</link>
         <description><![CDATA[<div>UNIVERSIDADE FEDERAL DO DELTA DO PARNAIBA<br>PSICOLOGIA AMBIENTAL<br>JOSÉ HENRIQUE COSTA FERREIRA<br><br>Holahan, Ch. J. (2000). Psicología ambiental. Un enfoque general. México: Limusa.  <br><br>Edward Hall fez diversas observações que analisavam a forma como o individuo utilizava o espaço em suas relações interpessoais. É evidente que a forma como interagimos com ambiente mudou no último ano. Passamos a dar maior valor a pequenos detalhes antes ignorados. Ao passo em que um sentimento de claustrofobia e asfixia, tomava conta de um individuo perdido entre trabalho e sua sanidade mental. (Holahan, 2000)<br><br></div><div>Para Hall, existem quatro zonas de distância, que regulam a interação entre os humanos. Existe a distância intima, reservada às práticas amorosas e esportes de contato por exemplo, A distância pessoal, que compreenderia uma relação entre amigos e a distância social, que giraria em torno de assuntos mais formais. E por último a distância pública, reservada para contatos muito superficiais. (Holahan, 2000)<br><br></div><div>Durante a pandemia, observa-se o atravessamento direto das mídias sociais no comportamento e na forma em que nos relacionamos, confundindo a ambiguidade entre público e privado.<br><br></div><div>Assim sendo, trouxe na composição do vídeo minhas afetações em relação ao ambiente que se instalou no último ano e suas implicações na forma em que me percebo no mundo. Tal como, minhas inquietações, sentimentos de esperança, reflexões e questionamentos. <br><br></div><div> Segue a transcrição do áudio presente no video..<br><br></div><div>“A vida é um ciclo, sem tempo para pausas. As nuvens andam, os pássaros dançam, o vento abraça, essa é a apoteose chamada vida! Desvalorizada em função de um piloto automático, que ligado inconscientemente, 24 horas, nos acostumou a perder doses diárias de felicidade. Doses que fizeram falta, quando o isolamento se tornou a única opção, e a sensação de claustrofobia se misturava a uma necrofragancia compartilhada pelo ar. Se a morte era quase certa, as incertezas eram garantidas. Nada a se fazer. Tudo a se fazer. A produtividade batia a porta, junto a boletos e homework. Para a ansiedade, bromazepam. Para o tédio, novos hobbies. É assustador a capacidade adaptativa do ser humano, ou pelo menos sua resiliência em tentar se adaptar.”<br><br></div><div> <br><br></div><div>Eu vou te dizer com calma na alma</div><div>Essa vida tem andado maçante</div><div>Tenho corrido de um buraco a sete palmas</div><div>Derrotando Golias, matei meus gigantes<br><br></div><div> </div><div>Aqueles que tiraram sono todo dia<br>Daquele sentimento forte de asfixia</div><div>O peito pesa, bobo da corte dessa monarquia<br>Se torna rei botando fogo na Amazônia<br> oh quem diria<br><br></div><div> </div><div>Tenho contado para mim mesmo histórias para dormir<br>Quebrando a promessa que esse ano ia sorrir<br>Sofri com depressão e arrependimento em frente ao espelho<br>Decidi quebrar o reflexo que distorce meus desejos<br><br></div><div><br></div><div>Anseio, por vida fácil e decente à minha coroa<br>Que acorde, dê um sorriso e diga que vida boa<br>Junto a ela 4/5/6 cachorros e meus amigos, na <br>Caminhada lembrarei de todos<br><br></div><div> </div><div>Enquanto isso, sigo vivendo no microcosmos chamado casa. <br>E faço disso, sigo correndo, daqui a pouco até crio asa<br>Voando baixo, sigo meu rumo. Decido então deixar os ares<br>Depois da terapia, pra pensamento sujo, eu grito Dracarys<br><br></div><div> </div><div>Em plena pandemia me obriguei a evoluir<br>Cuidar da minha família e também cuidar de mim<br>Fui largando alguns vícios persistindo no caminho<br>No começo foi difícil mas nunca tive sozinho <br><br></div><div> </div><div>Hoje luto contra monstros que nunca pensei lutar<br>Tenho a esperança que um dia faço o jogo virar</div><div>Que esqueçam o tiktok, Que abusem da leitura, <br>pratiquem algum esporte, viciem em literatura<br><br></div><div> </div><div>Saia um pouco do online, ele desestabiliza</div><div>Falsas crenças te ensinam, a querer gastar o visa</div><div>Ter um padrão ideal e uma meta a alcançar </div><div>Olhe mais pro seu quintal, se não você vai surtar<br><br></div><div> </div><div>O verde de um filtro do Instagram só sente inveja</div><div>Presta atenção, pega teus pensamentos e meça</div><div>Da um ajuste nessa lente que só causa sofrimento</div><div>Por ela já fui punido, por isso que te entendo<br><br></div><div> <br>Minha preocupação é consciente e eu te juro</div><div>No o ambiente em que tu vives, busque sempre por ar puro</div><div>Não importa se é em casa, não importa se é na igreja, </div><div>O importante é que sempre o respeito prevaleça <br><br></div><div> <br>O perdão, a gratidão, resiliência e compaixão </div><div>São pilares importantes na tua reconstrução </div><div>Em meio a um mundo novo e de nada admirável</div><div>Sua vida é um oceano, torne-o sempre navegável <br><br></div><div> </div><div>Arrisque novos afetos</div><div>Viva histórias pros teus netos</div><div>Nem sempre fazemos certo</div><div>O importante é não parar irmão <br>A vida é um ciclo vicioso </div><div>Que não para então<br><br></div><div>Ambiguidade é o ponto de equilíbrio dessa fala<br>Tu produz e é produzido ao mesmo tempo em que dispara, </div><div>falas sem nenhum sentido, que machucam mais que bala, <br>e se for um contra a vacina por favor saia da sala    <br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=Nb38skZEQak&amp;feature=youtu.be" />
         <pubDate>2021-01-25 17:07:11 UTC</pubDate>
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         <title>A cidade de Parnaíba como um espaço/lugar</title>
         <author>macicleia2008</author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1134248490</link>
         <description><![CDATA[<div>Macicleia Lima de Siqueira<br><br>Ao pensar no lugar/espaço onde vivemos é impossível não imaginar as implicações que isso tem em nossas vidas, no nosso cotidiano e em nossas relações, além disso, é dessas relações que surgem os afetos e nos levam a perceber como somos ou estamos de acordo com esse lugar e com o tempo que permanecemos nele. Dessa forma Tuan (2011) nos traz uma afirmação acerca dessa reflexão:<br><br></div><div>O sentido de lugar é adquirido após um período de tempo. Quanto tempo? Podemos dizer, geralmente, que quanto mais tempo permanecermos em uma localidade melhor a conheceremos e mais profundamente significativa se tornará para nós, ainda que essa seja apenas uma verdade grosseira. (p. 14)<br><br></div><div> </div><div>Dessa forma, acredita-se que tempo e lugar não podem ser separados justamente pelo que essa relação faz, assim, nos dando significados. Acreditamos também que quando esse lugar traz significado o desejo que nos permeia é de que ele seja preservado.</div><div>O lugar que escolhi para viver nesse momento é a cidade de Parnaíba, a segunda maior cidade do estado do Piauí, conhecida por suas belas praias e paisagens exuberantes. Mas, que por ser uma cidade litorânea encontra-se afetada por diversas problemáticas com o turismo e o lixo segundo afirmam Vasconcelos e Coriolano:</div><div> </div><div>As comunidades litorâneas são desprovidas de estruturas de coleta, triagem e deposição adequada de resíduos sólidos, e assim o lixo acaba sendo espalhando pela praia, poluindo e contaminando o lençol freático, a beleza da paisagem e, o que é mais sério, prejudicando a saúde da população. (2008, p. 268)</div><div> </div><div>Os autores ainda afirmam que o turismo traz bons resultados quando se refere a geração de empregos, mas que deixa impactos negativos pois, transforma os costumes e há perdas de valores culturais.</div><div>Há também um outro problema que traz indignação aos moradores da comunidade de Pedra do Sal sobre a usina eólica e a degradação socioambiental. A energia eólica pode até parecer mais limpa, porém ela ainda gera impactos sobre o território e a comunidade vive nesse lugar, problemas como a exclusão social e não gera empregos já que os moradores não são sequer ouvidos pelos donos do empreendimento.</div><div>            Segundo Bezerra (2016) que realizou um estudo com a comunidade de Pedra do Sal, podemos destacar mais alguns problemas, como a retirada da vegetação nativa pois, há destruição das plantas; modificação em alguma paisagem natural, bastante relevante para a comunidade; poluição sonora; emissão de partículas de poeira e gases; soterramento de lagoas e outros.</div><div>Dessa forma, trouxemos aqui esse vídeo para que possamos refletir, pensando nos desafios e potencialidades do nosso lugar.</div><div> </div><div>Referências:<br><br></div><div> <br><br></div><div>Bezerra, M. B. D. C. (2016). Percepção Socioambiental da Comunidade da Pedra do Sal acerca da implantação do complexo eólico Delta do Parnaíba na APA Delta do Parnaíba/PI.<br><br></div><div> <br><br></div><div>Tuan, Y. F. (2011). Espaço, tempo, lugar: um arcabouço humanista. <em>Geograficidade</em>, <em>1</em>(1), 4-15.<br><br></div><div> <br><br></div><div>Vasconcelos, F. P., &amp; Coriolano, L. N. M. T. (2008). Impactos sócio-ambientais no litoral: um foco no turismo e na gestão integrada da zona costeira no estado do Ceará/Brasil. <em>Revista de Gestão Costeira Integrada-Journal of Integrated Coastal Zone Management</em>, <em>8</em>(2), 259-275.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/u8gU5WsTQRw" />
         <pubDate>2021-01-28 00:24:30 UTC</pubDate>
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         <title>Comunidade Estreito, o lugar onde habito!</title>
         <author>almirante24daniele</author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1136519835</link>
         <description><![CDATA[<div>Daniele de Carvalho Almirante<br><br>Começo esse texto recordando o primeiro encontro da disciplina de Psicologia Ambiental. O professor ao nos indagar sobre a percepção do tempo, do lugar que naquele momento estávamos, enfim: “Qual lugar eu falo?”<br><br></div><div>O lugar onde habito se chama Estreito, só o nome que é Estreito, mas o lugar é bem largo, largo de casas, de ruas, pessoas, laços familiares, de amizade, largo de cultura, do trabalho agrícola, da pesca, da lavoura, das pedreiras e dos trabalhos formais na cerâmica.<br><br></div><div>Uma escola, uma creche, um posto de saúde, uma praça, três igrejas, vários comércios, os bares, lanchonetes e um lindo Rio Longá.<br><br></div><div>O meu lugar, minha identidade, parte de mim!<br><br></div><div>Por que será que Estreito me afeta tanto?<br><br></div><div>No ano passado, véspera do retorno às aulas da Ufdpar sentia-me angustiada, preocupada, retornaria a Parnaíba. Acabaria meu conforto do lar, a saudade da família e de tantas outras pessoas.<br><br></div><div>Mas chegou a Pandemia e lá volto para o aconchego da Comunidade Estreito, da minha casa, da minha família.<br><br></div><div>Falar de onde moro, é falar da alegria, do bem-estar, da segurança, da calmaria, do cheiro do interior, dos banhos no rio, da oração e comunhão com a igreja, nas conversas e gargalhadas compartilhadas.<br><br></div><div>Falar do Estreito é sentir a leveza de uma noite tranquila, de poder sentar no alpendre de casa sem medo de ser assaltada.<br><br></div><div>É poder pedalar todas as tardes com as amigas, apreciar a beleza do céu, do sol, da natureza, é sentir o vento tocar no rosto, ahhh não tem preço!<br><br></div><div>É ter a comodidade de assistir aula dentro de casa, desarrumada, sem ter nenhum gastos, mesmo tendo alguns desafios da tecnologia, ainda sim, Estreito é o melhor lugar!<br><br></div><div>Termino esse texto, com uma estrofe do cordel “<strong>Um carinho na alma”</strong>, de Bráulio Bessa:<br><br></div><div>Tantos banhos de rio e de açude,<br> tanta coisa carrego aqui comigo.<br> Cada canto, cada dia, cada amigo,<br> cada história da minha juventude.<br> Quer saber quem é rico em plenitude?<br> Observe o extrato retirado.<br> Se no cofre da alma está guardado<br> pelo menos um pedaço dessa herança.<br> <strong>Tem pedaços do meu tempo de criança<br> no lugar em que nasci e fui criado.</strong></div><div><strong>Bráulio Bessa, Um carinho na alma.<br><br></strong> <br><br></div><div>É notória a relevância dos estudos da Psicologia Ambiental para a compreensão dos sujeitos sociais. A temática do apego ao lugar diz respeito aos laços afetivos estabelecidos entre o indivíduo e o lugar vivido; este vínculo afetivo corresponde eminentemente para o processo de construção da identidade pessoal, do sentimento de pertença do indivíduo dentro da comunidade, bem como influencia o comportamento do homem na promoção, apropriação, comprometimento com o meio ambiente, subjacente desenvolvendo nos indivíduos comportamentos pró-ambientais (Felippe &amp; Kuhnen, 2012).<br><br></div><div>Segundo Giuliani (2004) o apego ao lugar possui íntima relação com a questão do afeto, pois há um vínculo construído entre pessoa e ambiente, vínculo este duradouro, o que causa no indivíduo o incessante desejo de proximidade do lugar, o sentimento de conforto e segurança, bem como causa dor e sofrimento ao homem ao se vivenciar a separação com o lugar.<br><br></div><div>Estudos comprovam que o lugar se constitui em teias entrelaçadas de significados para o indivíduo, essas significações elaboram e contribuem para a formação da identidade. O entorno físico transforma-se em dimensões simbólicas, causando na pessoa-ambiente uma interação afetiva, identitária e de pertencimento (Arcaro &amp; Gonçalves, 2012).<br><br></div><div><strong>REFERÊNCIAS<br></strong><br></div><div>Arcaro, R. Gonçalves, T. M.(2012). Identidade de lugar: um estudo sobre um grupo de moradores atingidos por barragens no município de Timbé do Sul, Santa Catarina. <strong>RA‘E GA</strong> 25, 38-63, Curitiba.<br><br></div><div>Felippe, M. L. Kuhnen, A.(2012). O apego ao lugar no contexto dos estudos pessoa-ambiente: práticas de pesquisa. <strong>Estudos de Psicologia</strong>, 29(4), 609-617, Campinas. <br><br></div><div>Giuliani, M.V.(2004). O lugar do apego nas relações pessoa-ambiente. In: E. T. O. Tassara, E. P. Rabinovich &amp; M. C. Guedes(Eds.), <strong>Psicologia e ambiente</strong>, 89-106. São Paulo: Educ.<br><br></div><div>Disponível em: <a href="https://www.tudoepoema.com.br/braulio-bessa-o-lugar-em-que-nasci-e-fui-criado/">https://www.tudoepoema.com.br/braulio-bessa-o-lugar-em-que-nasci-e-fui-criado/</a>. Acesso em: 15 de janeiro de 2021.<br> <br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/TCbB4lHMzFE" />
         <pubDate>2021-01-28 14:29:16 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1138353682</link>
         <description><![CDATA[<div>Bárbara Maria Prado da Silva<br><br>Esse vídeo mostra alguns locais muito importantes para mim, locais que fizeram parte de um momento que mudaria toda a minha vida, o nascimento da minha filha. Assim, esses locais me trazem emoções e sentimentos que senti naquele dia, como medo, alegria, dúvidas e tantos outros. Toda vez que passo por aquela avenida, aquela ponte, aquelas ruas, sempre me recordo daquele dia, 24 de novembro de 2012. <br>Um outro momento bastante importante pra mim e pra ela, foi minha mudança para a cidade Parnaíba, pois fui morar lá para fazer o curso de psicologia, e minha Maju ficou em Teresina morando com minha mãe. Sendo assim, essa mudança que sofri de espaço físico me trouxe sentimentos e inquietações à cerca da minha relação com minha filha, do apego que nem eu mesma sabia que sentia em relação a minha casa, da saudade que sentia de toda minha família. Essa mudança de longe foi uma mudança somente física, mas uma mudança emocional, e de demandas que foram surgindo tanto pra mim quanto pra minha Maju ao longo de todos esses anos (já se passaram 3!).<br>Por fim, trago que hoje, o que mais me afeta não é um lugar em si, então não posso me referir ao apego ao lugar, mas sim um apego à uma pessoa que de tão importante pra mim, tem a representação de casa, de lar, de família, e que me afeta em todos os sentidos e consegue expelir de mim diversos sentimentos (do amor ao ódio, da alegria à tristeza, do relaxamento à preocupação), quem já é mãe vai saber do que estou falando.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/6VpRCVWByrE" />
         <pubDate>2021-01-28 19:50:45 UTC</pubDate>
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         <title>Video cartografico: Domingo </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1138364922</link>
         <description><![CDATA[<div>Ana Carolina Martins Monteiro Silva<br><br>O vídeo é o meu ponto de vista de uma experiência que ocorre todo domingo desde que eu tenho oito anos: eu acordo, entro no carro com meu pai em direção a um terreno afastado da cidade, passo as próximas três horas andando de cavalo em uma trilha, paro em uma lanchonete e volto pra casa. Salvo raras ocorrências, essa é a minha rotina nas primeiras horas do domingo. Apesar de ser um tanto desconfortável acordar ás 6:00 da manhã em um dia de folga, essas três horas representam o afeto que eu sinto pelo meu pai, e em consequência o afeto que eu sinto pelo lugar. <br><br></div><div>O trabalho do meu pai não envolve cavalos ou qualquer coisa relacionada ao ambiente, mas ainda assim é algo que é levado bastante a sério por ele. Durante a minha adolescência eu nunca entendi o por que dele levar um hobby tão a sério, a ponto de gastar os poucos momentos de folga e realizar todo aquele processo desgastante ao meu ver de dirigir, selar os cavalos e pegar sol, mas o que eu não entendia era a relação que ele tem com essas três horas.<br><br></div><div>Normalmente nós vemos a nossa casa como lugar ou espaço de relaxamento e lazer, e na maioria das vezes é, visto que nós vemos o nosso lugar de estudo ou trabalho como antônimo desse ambiente, no entanto isso pode variar para pessoa a pessoa. A diferença entre as noções de espaço e lugar: enquanto o espaço constitui-se apenas da noção física, o lugar é constituído como um espaço embutido de significado. Felippe e Kuhnen (2012, p. 610) definem a ideia de apego ao lugar como um “vínculo emocional firmado com cenários físicos, envolvendo sentimentos derivados da experiência espacial real ou esperada”<br><br></div><div>Com o passar dos anos e a chegada da vida adulta e responsabilidades, essas três horas no domingo deixaram de ser uma responsabilidade com o meu pai, mas também se tornaram para mim uma válvula de escape dos outros dias da semana, Como Tuan (2011, p.12) simplifica em seu artigo sobre espaço, tempo e lugar “o lugar é uma pausa no movimento”. Mesmo no sentido cru da palavra a gente está se movimentando quando anda todo domingo pra um lugar fora de casa, a saída de casa significa uma pausa nas responsabilidades e preocupações que ocorrem em casa, no trabalho ou em outro ambiente. <br><br></div><div>Dessa forma, a psicologia ambiental emprega várias questões e uma dela é o apego ao lugar. A minha relação com o ambiente retratado no vídeo não é a mesma relação que eu tenho com a minha casa, ou com qualquer outro espaço, mas continua a ser uma relação de afeto, que me causa sentimentos positivos e que pode ser considerado a noção de apego.<br><br></div><div> <br><br></div><div><strong>REFERÊNCIAS<br></strong><br></div><div>FELIPPE, Maíra Longhinotti; KUHNEN, Ariane. O apego ao lugar no contexto dos estudos pessoa-ambiente: práticas de pesquisa. <strong>Estudos de psicologia (Campinas)</strong>, v. 29, n. 4, p. 609-617, 2012.<br><br></div><div>TUAN, Yi-Fu. Espaço, tempo, lugar: um arcabouço humanista. <strong>Geograficidade</strong>, v. 1, n. 1, p. 4-15, 2011.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/D8DOw3D3f1g" />
         <pubDate>2021-01-28 19:53:19 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1138766135</link>
         <description><![CDATA[<div>Jadno Nunes de Lima<br>O vídeo mostra um lugar onde eu posso me exercitar, gastar minhas energias, um ambiente no qual me permite liberar tudo aquilo que meu corpo carrega, energias negativas, sofrimento, dor, estresse, enfim. O crossfit é um lugar onde eu extravaso, me sinto super bem, super acolhido, pertencente a algo, quando estamos fazendo os exercícios nós alunos nos ajudamos muito, um incentivando o outro, ajudando a superar os limites e tentando dar o nosso melhor. Os professores também enfatizam bastante isso de apoio mútuo, do sentimento de amizade e comunidade enquanto alunos de lá. <br><br></div><div>A prática de exercício em si, que antes do crossfit eu já fazia musculação, sempre foi uma aliada à psicoterapia, no qual as duas coisas me ajudaram a superar muitas dificuldades e a me tornar uma pessoa mais forte hoje. E assim como o ambiente físico, para mim no momento em que estou praticando algum exercício, não importa o local físico, o sentimento é o mesmo, a sensação de ambiente é a mesma, logo pra mim o “fazer exercício” se tornou um ambiente de muito afeto e carinho, onde eu tenho o meu momento, em que me conecto com meu corpo de fato, sentindo-o por completo, como também o alivio de sensações e sentimentos ruins, me ajudou bastante a superar crises depressivas, no qual teve uma época especifica em que eu estava em uma crise profunda e tudo o que eu conseguia fazer da minha rotina sem um árduo esforço era me exercitar, não deixava de ir para a academia, pois lá era o único momento do dia em que eu me sentia menos mal. Toda essa experiência me fez criar um laço afetivo muito grande com o “me exercitar”, hoje é algo indispensável na minha vida, pois é onde me sinto o mais vivo possível. <br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=l88gUU4xbPQ" />
         <pubDate>2021-01-28 21:52:29 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>ESCADA &amp; IDENTIDADE: QUANDO O LUGAR CONSTROI O &quot;EU&quot;</title>
         <author>katluryn</author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1139094032</link>
         <description><![CDATA[<div>UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ<br><br></div><div>DISCIPLINA: PSICOLOGIA AMBIENTAL<br><br></div><div>DISCENTE: TATIELLE KATLURYN NASCIMENTO LEAL<br><br></div><div><br></div><div>REFLEXÃO ACERCA DA CARTOGRÁFIA <br><br></div><div><br></div><div>ESCADA &amp; IDENTIDADE: QUANDO O LUGAR CONSTROI O "EU"<br><br></div><div> </div><div>Segundo Cavalcante &amp; Eliali (2017) a identidade e apego de lugar é construída a partir da interação do sujeito com o que há em seu entorno físico. Está também relacionada á percepção de cognições e ao estabelecimento de vínculos emocionais. Também ao sentimento de pertencimento ao que é significativo naquele ambiente. <br><br></div><div>Ainda conforme estes autores, a Psicologia Ambiental é uma ciência que estuda as relações recíprocas entre as pessoas e o ambiente. Se interessando por essa identidade de lugar. Portanto, vai compreender como está a relação entre o indivíduo e seu ambiente. Vendo como se dá este vínculo e o que tal vínculo influencia nos seus comportamentos, percepções, anseios. <br><br></div><div>Desse modo, essa identidade pode ser vista como uma escada, onde seus degraus são os níveis que vamos subindo no processo de sermos construídos no lugar que estamos. Para o Dicionário Aurélio (2002), a palavra escada significa um motivo de fadiga, dor nas panturrilhas, cansaço no peito. No sentido mais físico possível para uma garota sedentária. Entretanto, também significa uma chance de ficar acima do que te deixa para baixo. Por mais banal ou simples que seja esta afirmação. <br><br></div><div>Entretanto, ter uma chance de ultrapassar o que deixa preso no chão naquele lugar de conforto, sensação de conhecidos, lembranças que enchem os olhos de uma água salgada como a do mar. Quer dizer que embora simplicista, diz muito sobre o nosso lugar durante o processo de sermos construídos no lugar que nos rodeia. Porque identidade é se resgatar em um chão que você já conhece, é familiar, próximo, íntimo. Um piso de memórias que constroem quem eu sou. <br><br></div><div>Uma relação de colunas, concretos, palavras. Muitas palavras. Palavras que me rodeiam, preenchem e distraem. Aonde cada degrau vai se conectando ao outro, permitindo, assim, que o nosso “eu”, o meu “eu”, seja feito neste vínculo entre pessoa, casa, rua, vizinhança, ponte, céu, rio. Aonde eu me permito parar para respirar. Não importa em qual degrau eu esteja. Um lugar onde a vulnerabilidade é bem-vinda. O abraço pode ser encontrado com mais facilidade. <br><br></div><div>É sobre não estar só. Mesmo que não haja sequer uma companhia. Porque cada parte deste lugar acaba se tornando uma figura conhecida. Aquele ambiente que viu minha primeira queda de bicicleta. As palmeiras que se alegraram com o pulo ousado que dei sobre a água do Rio Preguiças e depois afundei para logo encontrar a superfície. Por fim, identidade de lugar é saber que você tem a quem pertencer. Um colo para onde voltar. Um chão para replantar sonhos que podem ter sido frustrados. Fazendo-me entender que há sempre planos maiores que os meus. Uma fé que também acredita em mim. Mostrando-me que por mais que eu tivesse tido pensamentos de querer desistir, preciso abandonar tais ideias que querem me levar para baixo. Para, então, me apegar aos pensamentos que me dizem para não abrir mão de mim e sim continuar. Sempre em frente. Ao me carregar a fé que tenho de que não importa se dias melhores virão, ou não, o ambiente interno pode trazer luz e inundar o mundo ao meu redor. <br><br></div><div><br></div><div>REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA <br><br></div><div>CAVALCANTE, Sylvia; ELALI, Gleice A. Temas básicos em psicologia ambiental. Editora Vozes Limitada, 2017.<br><br></div><div>FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini Aurélio: O Minidicionário da Língua Portuguesa. FNDE, 2002. <br><br></div><div><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/E6BuVi_X2Nk" />
         <pubDate>2021-01-29 01:02:36 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1139094032</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1139215340</link>
         <description><![CDATA[<div>Universidade Federal do Delta do Parnaíba</div><div>Disciplina: Psicologia Ambiental</div><div>Aluna: Ryanne W. Silva Gomes<br><br>O Repensar da Relação Pessoa-Natureza<br><br></div><div>Dentre os vários temas importantes dialogados durante as aulas da disciplina de Psicologia Ambiental, a relação pessoa e natureza, meio ambiente me proporcionou reflexões e implicações.</div><div>Período em que me fez repensar essa relação, modificar o meu espaço e me dispor sempre a contemplar aquilo que é natural, que me tranquiliza e proporciona bem estar. </div><div>Muitos questionamentos surgem sobre essa relação. Que relação temos como essa natureza, meio ambiente que está presente em todos os espaços? Por que essa relação deve ser diferente para cada pessoa? Que relação devíamos ter? Qual compromisso tenho com essa relação? Ela também é uma ação?</div><div>No texto de Bonazina et al. (1997) apresentam três elementos básicos dessa relação homem-natureza, a subjetividade humana, as relações sociais e o meio ambiente.<br>“A necessidade de compreender o ser humano em sua totalidade e de resgatar a relação Homem-Natureza sob a luz da Psicologia, que serve de arcabouço para o entendimento e aprofundamento desta relação, requer uma análise holística da subjetividade humana, das relações que caracterizam o convívio social e das relações do Homem com a Natureza.”</div><div>É necessário recuperar as dimensões humanas camufladas pela racionalidade instrumental, resgatando na relação pessoa-natureza sem a imposição de dominação, buscando assim uma consciência ecológica que permitirá a construção do verdadeiro desenvolvimento sustentável. Portanto, o desenvolvimento dessa consciência ecológica caminha obrigatoriamente de mãos dadas com o questionamento dos atuais hábitos, valores e definições do que a atual sociedade entende como “sustentabilidade”. </div><div>Essa relação precisa estar em igualdade, não como superioridade ou domínio sobre a mesma, uma vez que também estamos inseridos nesse espaço e fazemos parte dele. Repensar nossa visão de mundo e percepção para a relação pessoa e natureza, através hábitos e maneiras de ver esse meio.</div><div>A influência homem-natureza é mútua, provocando em ambos, um relacionamento próximo que consolida memórias e provoca percepção de mudanças no ambiente e no indivíduo; assim, a percepção ambiental aproxima o ser humano e a natureza, conhecendo o ambiente e respeitando-o como espaço de valor e de importância ética e cultural (Silva &amp; Sammarco, 2015).<br><br>Referências </div><div>Bonazina, M. C. R. et al. (1997). O repensar da relação homem-natureza, a partir da ecopsicologia: uma contribuição para a ergonomia. <em>Abrepo.</em> </div><div>Silva, K., &amp; Sammarco, Y. (2015). Relação ser humano e natureza: um desafio ecológico e filosófico. <em>Revista Monografias Ambientais, 14</em>(2), 01-12. doi:<a href="https://doi.org/10.5902/2236130817398">https://doi.org/10.5902/2236130817398<br></a><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/z_FCjeEY8_I" />
         <pubDate>2021-01-29 02:15:06 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1140133677</link>
         <description><![CDATA[<div>Universidade Federal do Delta do Parnaíba<br>Disciplina: Psicologia Ambiental<br>Virna Costa Ribeiro<br><br>Affordances<br>No vídeo eu mostro o meu espaço e como ele funciona pra mim e encontrei sentindo no conceito de Affordance de James Gibson. Aqui eu mostro, a partir do meu dia a dia no meu espaço, como a vivência do individuo no espaço é única, visto que cada pessoa tem um repertório de ações diferente.<br><br></div><div>Partindo de Oliveira (2005), ao entender que as possibilidades do organismo no ambiente dependem, em algum sentido, da forma ou das características de quem as percebem, “afirmou-se que o significado do ambiente consiste do que é possibilitado e são a essas possibilidades que se denominaram AFFORDANCES” (Oliveira, 2005 citando Gibson 1971).<br><br></div><div>Superfícies possibilitam locomoção, contato, postura; Parafraseando Oliveira (2005) citando Rodrigues (1994), prateleiras servem de armário, depósito serve de gaveta, fita adesiva serve de moldura, notebook são as novas salas de aula, copos servem de porta caneta, toalhas velhas servem de tapete, bandejas servem de porta xícaras, peneira serve de escorredor, arames tornam-se ganchos, pote serve como guarda talher e animais e pessoas possibilitam um rico e complexo conjunto de interações sociais, de cooperação e de comunicação.<br><br></div><div>O fato de eu usar a corda pra amarrar uma rede, um armário velho como prateleira ou a mala como meu lugar de colocar a mochila, não implica que outras pessoas as utilizem da mesma forma. Sobre isso, Oliveira aponta: <br><br></div><div>“E todos esses affordances são consistentes, mas para a percepção não importa os nomes pelos quais são chamados, pois, se tem conhecimento da utilidade do objeto, este pode possuir milhares de nomes e ser classificado de várias maneiras. Classificações, sim, são referentes às propriedades ou às qualidades, mas as propriedades são menos importantes do que os affordances, pois o indivíduo não percebe a cadeira e a caneta, mas sim a possibilidade de sentar e escrever, respectivamente” (Oliveira, 2005 citando Michaels &amp; Carello, 1981).<br><br></div><div>Outro ponto é que “o significado e a utilidade do ambiente são percebidos e estão diretamente ligados ao agente. Sendo assim, o mesmo layout terá diferentes affordances para diferentes organismos, pois cada um possui repertórios diferentes de ações” (Oliveira, 2005 citando Gibson 1971). Uma criança, por exemplo poderia fazer desse meu banquinho de sentar, uma mesa.<br><br></div><div>E esse é o meu espaço, esse é o meu ambiente e esses são alguns dos meus affordances.</div><div> <br><br></div><div>Referência</div><div>Oliveira, F. I. D. S. (2005). Affordances: a relação entre agente e ambiente.<br><br></div><div><br><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/e0B2r_CyPnM" />
         <pubDate>2021-01-29 11:03:02 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1141246271</link>
         <description><![CDATA[<div>Espaço natural como ambiente restaurador<br>Carolina de Castro<br>As funções do dia a dia, do convívio com outras pessoas, obrigações e exigências profissionais,etc requerem uma dedicação e atenção constante que, agregadas às condições ambientais urbanas, tais como barulho, aglomerações, trânsito, poluição visual, ocasionam em estresse muitas vezes crônico. Diante disso, pode-se destacar pelo menos duas frentes de pesquisa dentro da Psicologia Ambiental, responsável por estudar a relação indivíduo-ambiente, que focalizam no entendimento dos chamados ambientes restauradores. Estes podem ser definidos como lugares capazes de promover uma renovação e promoção de bem estar após processos diários de fadiga e perda de atenção devido ao estresse (Hartig, 2004). <br>Esse termo aqui citado surgiu a partir das teorias de Rachel e Stephen Kaplan e Roger Ulrich. Nesses estudos, estresse foi definido como o processo pelo qual um indivíduo responde psicofisiologicamente, por meio de comportamentos, a uma situação que desafia ou ameaça seu bem estar (Baum, Fleming, &amp; Singer, 1985). As consequências do estresse são mudanças negativas do sistema fisiológico e aumento da atenção automática, isto é, da vigilância.<br>  Ao contrário desse conceito de estresse, então, temos a denominação “restauração”, definida como a retomada de aspectos físicos, psicológicos ou da capacidade social, perdidos por esforços corriqueiros. As características visuais do ambiente evocam respostas emocionais positivas e estabelecem de volta o equilíbrio ao sistema psicofisiológico alterado pelo estresse (Hartig, 2011). Com destaque, os ambientes naturais, que conferem benefícios cognitivos adicionais por pelo menos 30 minutos após a saída do ambiente.<br>Ulrich (1983)  postulou em sua teoria que para sobreviver, os seres humanos utilizam de estratégias comportamentais, que requerem decisões afetivas, como aproximação ou repulsão, além de uma mobilização simultânea de recursos fisiológicos para atender a tais estratégias.. Segundo ele, as experiências de ambientes físicos, visualmente prazerosos, podem auxiliar na redução do estresse, uma vez que desencadeiam emoções positivas, mantêm o estado de atenção não vigilante, diminuem os pensamentos negativos e possibilitam o retorno à excitação fisiológica para níveis mais moderados (Van Den Berg &amp; Custers, 2011). Ulrich considerou alguns aspectos da natureza como capazes de promover recuperação psicofisiológica ao estresse, como a água e a vegetação, principalmente gramados e árvores. Os resultados de suas pesquisas sugerem que apenas um vislumbre da natureza pode possibilitar a recuperação do estresse. Vale destacar que já existem alguns trabalhos no contexto internacional apontando os locais de costa e os de montanha como sendo aqueles com maior potencial de restauração (White, Pahl, Ashbullby, Herbert, &amp; Depledge, 2013).<br>Embora a maioria das pesquisas se concentre em países da Europa e da América do Norte, o Brasil é um país com muitas áreas naturais, sem interferência da ação humana, tornando possível promover estudos comparativos analisando o efeito restaurador em diferentes tipos de vegetação e clima. Por ter a maior parte de sua fronteira cercada pelo litoral, esse ambiente apresenta-se como restaurador visto que é de livre acesso, possibilita um lazer democrático e também é um ambiente estimulador para todos os sentidos: auditivo, olfativo, tátil e visual.<br>Stephen e Rachel Kaplan (1989) postularam que, após horas de concentração da atenção, ou mesmo de exposição ao estresse da vida cotidiana, o indivíduo pode experimentar fadiga no processo de atenção, sendo necessário para o cérebro de um momento para descansar e retomá-la. Alguns fatores sugeridos como restauradores são: fascinação, afastamento, extensão e compatibilidade. <br>	O primeiro diz respeito à atenção involuntária, ou seja, não exige esforço, permitindo ao sistema de atenção fatigado descansar e restaurar a capacidade de atenção dirigida. O fator de fascinação inclui estímulos esteticamente agradáveis, que permitem a oportunidade de reflexão e é comum em ambientes naturais, como apreciar um pôr do sol ou a queda d'água em uma cachoeira. Rachel e Stephen Kaplan conceberam que a fascinação, por si só, não causa restauração da atenção, sendo necessário um segundo fator, o afastamento. Este consiste em possibilidades geográficas de afastar-se do contexto diário. O terceiro fator é a extensão e relaciona-se com a imersão em um ambiente físico coerente com a personalidade do indivíduo, que não cause tédio, nem apatia. Esse fator refere-se às propriedades de conectar-se ao meio. O quarto e último fator de restauração da atenção corresponde à compatibilidade e refere-se ao encontro entre as inclinações pessoais, sendo a união entre inclinações e propósitos pessoais o que pode vir a evitar o esforço mental exaustivo. <br>Um dos quesitos mais importantes da interação indivíduo-ambiente é a possibilidade do espaço físico se converter em um espaço significativo para um indivíduo. Sendo assim, concluo que lugares restauradores, assim como lugares favoritos, são escolhidos de acordo com as experiências neles vividas e para mim a natureza é a fonte de renovação pois me suscita interesse, aprazibilidade, calma e reflexão. Quando entro em contato com ambientes naturais tenho a oportunidade de relaxar minha atenção, deixar fluir meu pensamento, estabilizar minhas funções fisiológicas e equilibrar meu humor. Além disso, quando retomo o contato com as obrigações diárias, minha concentração e empolgação para enfrentar os desafios apresenta-se renovada. <br><br>Referências:<br>GRESLLER, Sandra Cristina; GÜNTHER, Isolda de Araújo. Ambientes restauradores: Definição, histórico, abordagens e pesquisas. Estudos de Psicologia,, Brasília, v. 3, n. 18, p. 487-495, Não é um mês valido! 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/epsic/v18n3/09.pdf. Acesso em: 26 jan. 2021.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/pXIKK1hQziw" />
         <pubDate>2021-01-29 16:05:10 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Posições</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1141635456</link>
         <description><![CDATA[<div>Lizandra de Sousa Paixão<br><br>Somos seres espaciais, nossas inter-relações no espaço refletem o ânimo afetivo, o status das pessoas envolvidas e a natureza da interação social (ELALI, G.; PINHEIRO, J, 2011, p.144). Com base nisso se faz importante entendermos que não há como compreender os comportamentos humanos, sem associa-los ao espaço que lhe cerca. Um espaço que a principio não nos trás nenhum sentimento afetivo pode se transformar em um lugar quando começamos a conhecer ele e atribuir valores emocionais. Sendo assim começa a existir uma relação onde eu afeto o espaço e ele de alguma forma me afeta, esse espaço pode afetando meus comportamentos e minhas relações com as pessoas, variando de acordo com as posições que ocupamos em cada lugar. <br><br></div><div>Nos estudos sobre territorialidade, as dimensões de tempo e afeto estão sempre presentes, pois o espaço quando se transforma em lugar, representa a relação que foi estabelecida com o tempo. Essa relação pode ser de intimidade, por exemplo, quando há a existência do sentimento de “seu lugar, de paz, alegria, descanso etc.”. No ultimo ano passamos por um momento onde tivemos que transformar nossa casa em todos esses lugares, estudando de casa, trabalhando casa, se relacionando de casa, tivemos que ressignificar esse espaço, antes um lugar que muitos passavam poucas horas, agora o lugar que te acolhe em todos os momentos. Podem existir também lugares em que temos uma relação de funcionalidade, quando a relação é intima o suficiente para se conhecer o que se necessita naquele espaço, mas não está afetivamente ligado a esse lugar. <br><br></div><div>Segundo Hall (1977) <em>apud</em> Pinheiro e Elali (2011, p. 155) em cada espaço aprendemos a lidar com normas sociais de uso do espaço, e construímos varias “personalidades situacionais”, que são desenvolvidas de acordo com nosso histórico de vivencias baseado nas hierarquias das posições sociais. O sentimento é de que ainda em espaços “abertos” dependendo do contexto e de sua geografia, necessita-se de uma determinada forma de agir, de se portar e até de parecer para ocupar esse espaço. Nas grandes cidades é nítido perceber a homogenia dos espaços, que em sua maioria são ocupados por pessoas que se assemelham de alguma forma, e quando há uma variação nos espaços em que transitamos muitas vezes ocorre uma mudança de comportamento, de forma que buscamos nos adaptar aquele lugar. <br><br></div><div>Pinheiro e Elali (2011, p.156) trazem que, se é importante considerarmos o estudo da experiência espacial, é ainda mais importante tentarmos entender o funcionamento das engrenagens com que o espaço participa dos mecanismos de poder presentes na vida em sociedade. Questões como mobilidade, lazer, uso do espaço, infraestrutura denunciam a grande desigualdade que existe em nossa realidade, que vai além dos interiores de nossas casas.<br><br></div><div>Mesmo que tenhamos pouca consciência disso, nosso mundo está estabelecido de tal modo que os indivíduos poderosos possuem mais território, movimentam-se mais livre mente em áreas comuns e territórios alheios e ocupam mais espaço com seus corpos, possessões e símbolos, Nós cedemos espaço para eles e eles tomam de nós, abertamente ou de modo encoberto, conforme a ocasião permita[...] <em>Isto é o que “posição” significa na vida</em>.(HENLEY, 1977 <em>apud</em> PINHEIRO E ELALI, 2011, p.157)<br><br></div><div> <br><br></div><div>Referências<br><br></div><div>CAVALCANTE, Sylvia; ELALI, Gleice A. <strong>Temas básicos em psicologia ambiental</strong>. Editora Vozes Limitada, 2011, cap. 11. p.144-158.<br><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/QpZOgdryQtQ" />
         <pubDate>2021-01-29 17:21:27 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O meu lugar</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1141742169</link>
         <description><![CDATA[<div>Laíse Beatriz Barros de Mesquita. z<br><strong>            </strong>Ipu, terra do romance de José de Alencar, uma cidadezinha pé de serra, calma e acolhedora, que diante de um paredão rochoso há um admirável véu de noiva, com a mais bela vista, com suas tradições e sua simplicidade encantadora, foi neste pedaço de chão que nasci e me criei, onde carrego minhas lembranças e meus valores, não importa o quão longe eu for, aqui sempre será o meu lugar. </div><div>            Aqui me sinto conectada, me aproximo da minha essência, renovo minhas energias e sinto uma verdadeira sensação de paz. É nessa simplicidade que eu vejo que não preciso de muito, que aprendi a valorizar as pequenas coisas e ver a riqueza nos detalhes que a vida nos dá. A simbologia que o hino da minha cidade traz, resume o sentimento de pertencimento a este lugar. <br><br></div><div>Hino do município de Ipu (Letra e Melodia por Zezé do Vale)<br><br></div><div>Terra cheia de encantamento<br> E de eterna bondade,<br> Sempre no meu pensamento<br> No meu sonho de ansiedade<br> Quero cantar tua beleza<br> E o teu doce passado<br> Terra do meu coração<br> E do meu amor<br> És toda minha adoração.<br> <br> Terra do meu berço, ó meu poema<br> Foste a preferida de Iracema<br> Que percorreu teus prados<br> De esmeralda em flor<br> Num lindo sonho de amor.<br> <br> Tens o véu de noiva do Ipuçaba,<br> Num murmurejar que não se acaba<br> Terra querida, Ipu minha eterna saudade,<br> Quisera adormecer sorrindo<br> À luz do teu olhar<br> De prata e de amizade<br><br></div><div>            É neste lugar em que as memórias se fazem presente, as brincadeiras de rua, a escola, a pracinha, o vento no rosto no balanço do parquinho, o gosto da goiaba direto do pé, que com o tempo foram se transformando em saudade. E cada vivência e experiência foram se transformando em maturidade e construindo assim minha identidade, somando na minha personalidade, cultura, nas minhas crenças. Por isso minha eterna gratidão, e em todos os lugares que eu chegar e me perguntarem de onde eu sou responderei com orgulho, eu sou da terra da luz, eu sou do Ceará.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/49Nx-_TfnVI" />
         <pubDate>2021-01-29 17:44:16 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Lar, família e afetos. </title>
         <author>helenemanuele32</author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1141961113</link>
         <description><![CDATA[<div>Definir lugar é muito complicado pois vai depender das teorias que estamos utilizando. Segundo Price (2013) a aparente simplicidade de um lugar obscurece uma multiplicidade de significados.</div><div><br></div><div> Poema autoral:</div><div>O tempo muda, ou talvez o próprio tempo seja a mudança. Os lugares que estivemos nunca serão os mesmos. A cada pessoa que ali passa uma parte de si fica e uma lembrança ou momento leva. Os lugares são o que são? ou o que nós queremos que eles representem? Pessoas são lares? Os sentimentos bons podem ser um lar? Não sei, mas gostaria de poder morar em um.<br><br></div><div>Existem vários tipos de lugares, lugar pra descansar, lugar para trabalhar, lugar pra dormir. eu gosto muito de viajar, mas às vezes não conto as horas pra voltar, é porque existem lugares pra se descobrir, explorar e se aventurar. E tem os lugares que é seu, sua cara, seu jeito. E também há aqueles lugares que não são seus, mas que você age como se fosse, são bons lugares também, é como se você pudesse sentir o amor do outro lá e se sentir acolhido. Lugares podem ser várias coisas e várias coisas podem ser lugares, afinal o vazio também é um lugar?<br> </div><div>Lugares, que podem ser lares, que têm personalidades, que podem ter pessoas e construir amizades, que possibilitam encontros, com você mesma, com o outro. </div><div>Pra mim o lugar está em constante transformação, assim como nós, mas assim como eu nunca deixarei  de ser  eu, o lugar nunca deixará de ser lugar. </div><div><br></div><div> Referencias:</div><div><a href="https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/28336">https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/28336</a></div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/j2D13d7TVOI" />
         <pubDate>2021-01-29 18:32:24 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Vídeo cartográfico de Idália Medeiros Guerra</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1142008064</link>
         <description><![CDATA[<div>Nesse vídeo eu mostro um pouco de alguns lugares que me representam nos últimos anos, primeiramente a terra em que eu passava as férias durante a infância, a casa de meu avós, depois a estrada que me serve de representação quase que imediata das transições da vida, sejam elas de lugar ou de momentos. Viva a BR 343!</div><div>Considero o espaço onde moro, em Parnaíba, como uma fortaleza, embora bem frágil com seu forro de pvc, mas é onde me recolho e sobrevivo ao mundo externo, onde posso guardar minhas lembranças com calma e preservar meus objetos materiais sem pressa. </div><div>Percebo na prática, a partir de minhas afetações, a ideia da necessidade humana de habitação, de compor uma territorialidade, de pertencimento a algum lugar.  Como destacam  Albuquerque e Günther (2019, p.17) “a área interna do local de moradia é denominada habitação e se apresenta como espaço privilegiado por possibilitar privacidade e proteção do ambiente externo”. É isso que mostro e percebo-me agora compreendendo, exatamente assim, proteção e privacidade.</div><div><br>Albuquerque, Dayse da Silva; GÜNTHER, Isolda de Araújo. Onde em nós a casa mora? Os ambientes residenciais nas relações pessoa-ambiente. <em>In: </em>GASPARE, Maria Inês; KUHNEN, Claudia Pato (org.). <strong>Psicologia ambiental em contextos urbanos</strong> 1. ed. – Florianópolis : Edições do bosque/CFH/UFSC, 2019. p. 15-32. Disponível em: <a href="https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/196574/Livro%20Psicologia%20Ambiental%20em%20Contextos%20Urbanos.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y">https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/196574/Livro%20Psicologia%20Ambiental%20em%20Contextos%20Urbanos.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y</a>. Acesso em: 28 jan. 2021.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=-zqwKI48Z9o&amp;ab_channel=Id%C3%A1liaGuerra" />
         <pubDate>2021-01-29 18:43:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O lugar que habito e identidade. </title>
         <author>thalimhgs</author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1142064239</link>
         <description><![CDATA[<div><br><br><br></div><div><em>IDENTIDADE DE LUGAR: </em></div><div>A noção de identidade e lugar constitui-se a partir da interação que o indivíduo constrói com o seu entorno. Dessa forma, identidade e lugar fazem parte da identidade pessoal de cada pessoa. Logo,  identidade é construída por elementos cognitivos, sociais e psicológicos, que formam as preferências e a ideia de autoimagem do indivíduo para consigo. Assim, os fatores citados se relacionam e não se mantém de forma estática, podendo mudar ao longo da vida, com as vivências, que envolvem comportamentos cognitivos, sociais, materiais e emocionais, tendo em vista atender às necessidades e desejos de cada pessoa. </div><div>Ademais, a identidade pessoal não refere-se apenas aos indivíduos de forma isolada, mas também a noção social como grupo e meio onde o ser humano encontra-se, logo sendo sua construção complexa e dinâmica. Fatores como etnia, identidade profissional e categorias específicas também influenciam na construção dessa identidade. Bom, dessa forma, é notório como o lugar e o espaço que habitamos produzem afetações e ressoam na nossa auto imagem e até mesmo no nosso humor. </div><div>Como seres ativos no meio, construímos e moldamos aquilo que está em nosso entorno. Colorimos, mudamos de lugar, inserimos itens que nos agradam, em busca dessa ideia de pertencimento e acolhida que um espaço pode proporcionar. Como ser viajante que já fui, pois quando criança mudei de cidade algumas vezes com os meus pais, me recordo que imaginar meu quarto novo sempre me empolgava. Pois, passar dias pensando nas mudanças que eu faria naquele espaço me deixava animada. Não demorava muito para que eu tornasse aquele novo ambiente em algo familiar para mim, lembro até hoje das colchas de cama do Piu-pui que eu particularmente amava e de um pôster da Mia, do RBD que eu achava sensacional. Fazendo a leitura dos textos, de fato percebi como meu quarto possuía e possui até hoje símbolos que estão ligados a minha personalidade. Ao fazer a leitura de outro texto aprendi que a noção de identidade não é algo estático, mas sim dinâmico e que pode mudar com o tempo e espaço que ocupamos. De fato, hoje a colcha de cama citada e o pôster da Mia já não fazem mais parte do meu quarto, que hoje  possui outros itens que eu me identifico mais. Entretanto, até hoje, me recordo dos objetos do passado e eles me fazem ter noção da adolescente que eu fui. </div><div>Dessa forma, a escolha do tema identidade e lugar deu-se por meio da afetação que ele me causou, foi uma experiência rica, ao encontrar aporte teórico para algo que faz parte do meu cotidiano há tanto tempo. Gosto de pensar agora que minha necessidade de mudar, organizando os espaços que me cercam estão sendo estudados pela disciplina de psicologia ambiental. Além disso, ficou claro os motivos das minhas preferências por certos espaços e ambientes, fazendo a leitura sobre o assunto, percebi que me sinto acolhida ao chegar em um espaço que possui algum item que eu gosto. Como ir a uma biblioteca ou até mesmo ao visitar a casa de um amigo e ali me deparar com itens que eu partilho um gosto em comum. Certamente, meus olhos estarão mais atentos aos aspectos que me cercam, naquilo que me agrada e desagrada também.  O referido espaço escolhido para fazer o vídeo é um lugar com fundo com referências nerds que eu gosto muito e que de fato está atrelado a minha personalidade.  Ademais, a interação com as plantinhas não podia faltar, se a Thalita ocupa  um espaço, certamente uma plantinha lá estará</div><div><br><br><br></div><div>Referências:  Cavalcante, S., &amp; Elali, G. A. (2017). <em>Temas básicos em psicologia ambiental</em>. Editora Vozes Limitada.</div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/_maCHoGSELQ" />
         <pubDate>2021-01-29 18:55:42 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Video Cartográfico Yuri Rezende </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1142536326</link>
         <description><![CDATA[<div>Acho necessário que eu fale do meu apego a duas cidades, Piripiri e Parnaíba, já que Piripiri é a cidade onde nasci e fui criado e Parnaíba é a cidade onde fui morar para realizar meu sonho de estuar psicologia.<br>Pra começar eu preciso falar um pouco da minha cidade natal. Tudo começou com uma fazenda que foi fundada na localidade de Botica em 1844, por um Padre Parnaibano, o nome dele era Jose de Freitas, fugido de Parnaíba por romper com preceitos da Igreja. 11 anos após se refugiar ele dividiu suas terras e as distribuiu, o que atraiu os novos moradores. Em 1870 Piripiri passou a ser considerada freguesia e foi anexada ao município de Piracuruca, 1874 passou a ser vila e só em 04 de julho de 1910 Piripiri se tornou uma cidade emancipada. Hoje é uma cidade pequena no interior do Piauí com aproximadamente 60 mil habitantes.<br>Minha infância em piripiri foi, eu diria, complexa. Acontecerem muitas coisas que eu gostaria de deixar no passado e coisas que eu adoraria trazer para o futuro. Nascido em família religiosa, meu contato com a religião começou cedo: -Mãe, não quero comer mais não! –Se estruir comida Deus te castiga! E daí pra pior.<br> Eu comecei minha vida de estudante na escola Auri castelo branco e em seguida estudei na escola Jose Narcísico, nesse período eu treinava jiu-jitsu em um projeto social que funcionava no batalhão da polícia militar, a guarnição sedia o espaço e o tatame para o projeto. Cheguei a dar uma aula de defesa pessoal para um grupo da Força Tática.<br>Mesmo sendo uma cidade pequena, Piripiri tem muita coisa para mostrar tanto para quem mora lá quanto para visitantes. A maioria dos nossos pontos turísticos são, que não são muitos, estão ligados as belezas naturais da cidade. Como o açude caldeirão e os Pilões (que muitos moradores da cidade não conhecem). Também existem os pontos turísticos arquitetônicos, como a igreja matriz e a estátua da santa padroeira. <br>Mas se tiver com vontade de curtir com os amigos, rolê é coisa certa. Desde o bar Santa Hora (SANTINHA), o bar Sossega, a Tripa Gaiteira e, é claro, o Beco da lua (MEU FAVORITO), também tem a tia do caldo, mas é arriscado te cobrarem umas cervejas que você não bebeu (ou pelo menos não lembra). “AH, YURI! Por que esse tanto de bar?”, é que a gente não tem cinema não.<br>Em Piripiri eu moro no Residencial Parque recreio, o que é um nome grande para periferia. Nos fundos do bairro fica o açude anajás, que é bonito, mas não adequado para o banho por conta de esta muito sujo. Nem sempre foi assim, quando eu era criança meus avos me levavam pra chácara de uma tia que ficava na beira do açude, eu vivia tomando banho la. Não sei ao certo quando o açude se tornou sujo de mais. Eu conheço bastante gente no bairro desde o pessoal que prega sua religião de toda altura com uma caixa de som, até o pessoal que é silencioso e só vende drogas mesmo. <br>Em 2016 eu passei no SISU e me mudei para Parnaíba a fim de cursar Psicologia, fiquei muito feliz por que achava que morar fora era bom de mais, e é onde eu estou morando atualmente e também é o motivo de eu estar fazendo este trabalho. Muita coisa mudou na minha vida depois dessa viagem. Eu aprendi coisas novas, eu conheci coisas novas e gente nova também. Inclusive, foi em Parnaíba que eu conheci minha namorada, mesmo ela também sendo de Piripiri.<br>Hoje minha vida é atribulada entre os trabalhos e prazeres que Parnaíba tem a oferecer e o descanso e a sensação que só Piripiri pode me dar. Mas não existe só coisas boas na minha vida em Piripiri, principalmente, desde que me mudei eu percebo uma grande diferença no meu relacionamento com minha Mãe e meu Irmão, como eu quase não vejo eles, as vezes me sinto um estranho “em casa” e só volto a me sentir “em casa” de verdade quando estou em Parnaíba novamente. Basicamente, quando eu estou em Parnaíba eu quero estar e piripiri e vice-versa.<br>Já diria Froid: “Eu só tô aqui porque minha mãe ainda paga aluguel”. Mas as vezes parece que eu sacrifiquei tudo o que eu tinha pra poder oferecer algo melhor para o que eu já tinha. Um paradoxo. Engraçado que eu só me dei conta disso agora.  <br>Enfim, eu não consigo deixar de gostar de Piripiri, mesmo que as vezes tudo fique conturbado lá, e mesmo vindo pra Parnaíba só para estudar eu também não posso negar a o bem-estar que eu tenho em estar aqui. São duas cidades que eu sempre vou gostar e provavelmente nunca vou conseguir escolher entre uma das duas. Me apeguei a ambos lugares, eu acho que no fim, meu lugar mesmo é na estrada que liga as duas cidades.<br><br></div><div> <br><br></div><div> <br><br></div><div> <br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/fOw8QqOX4XE" />
         <pubDate>2021-01-29 21:10:10 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>melissaalbuquerque171</author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1142684023</link>
         <description><![CDATA[<div>Se fosse para falar sobre todos os ambientes na qual eu já fui afetada seria um vídeo bem longo, mas as condições que estamos vivenciando hoje não me permite gravar em alguns lugares da qual eu gostaria,e eu decidi gravar o meu vídeo cartográfico em um ambiente muito particular e que eu sempre tive uma afetação, hoje é um dos locais em que eu passo a maior parte do tempo,há quase 10 meses, período que estamos em pandemia.</div><div> O meu quarto é um local de muito significado pra mim, é onde tem minhas coisas pessoais, minhas roupas, sapatos, livros, onde eu descanso o meu corpo físico, que eu reflito sobre a vida, as vitórias, frustrações e aprendizados. Recentemente eu passei a ter um olhar mais singelo a esse meu local de vivências. Minha mãe com a sua sabedoria sempre fala que o nosso ambiente externo influencia diretamente nos nosso sentimentos, em como estamos nos sentindo naquele momento ou período , e é exatamente isso que psicologia ambiental  também nós traz como reflexão, de que as nossas emoções e comportamentos são influenciadas em grande parte pelo local que estamos inseridos. E essas afirmações fizeram muito sentido pra mim, sempre que meu quarto estava desorganizado é como se eu também não estivesse bem comigo, não conseguisse concluir minhas tarefas ou estudar, e hoje com a percepção que tenho sobre o ambiente que estou inserida, sempre percebo que isso está acontecendo, que meu quarto está bagunçado e que isso está refletindo em como estou logo, procuro  organizar o meu quarto e quase que instantaneamente eu sinto que também estou me organizando internamente, daí a importância de você se perceber principalmente nos locais mais particulares, como a sua casa, e sentir a afetação desse ambiente e como ele influencia nos seus sentimentos e comportamento. <br><br><strong>Melissa da Silva Albuquerque<br><br></strong><a href="https://youtu.be/vN-tjnL2K-c">https://youtu.be/vN-tjnL2K-c</a><strong><br></strong><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-29 22:21:49 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Durante a quarentena até a zona de conforto passou a ser desconfortável. Toda essa limitação em que fomos submetidos nos fez perceber quem somos, no eu mais íntimo e oculto. Isso assustou alguns, apavorou outros e também confortou.                               Acredito que nesse período adotamos espaços pessoais, espaços onde conseguíamos pensar e respirar melhor, espaços onde conseguíamos rir e se distrair, mas também chorar e se isolar completamente em um fio de sentimento regido pela melancolia.       Eu encontrei esse espaço pessoal no meu quarto, lugar onde me transmite uma sensação de acolhimento e conforto, talvez seja até clichê, mas depois de um dia exaustivo e estressante, quem não gostaria de correr pro quarto e ter a esperança de que as coisas melhorariam depois? É uma espécie de abrigo que também funciona como esconderijo pessoal.                                                                             A percepção que a maioria das pessoas tem a respeito do seu quarto é quase única, é um espaço que também marca a trajetória de alguém, além de permitir conhecer a pessoa dona do quarto, lá está contido as marcas fundamentais da sua identidade, de acordo com suas mudanças constantes de amadurecimento, a decoração do quarto também se modifica e se adequa a personalidade que o indivíduo vivencia atualmente.                                                                                    Não importa quantos lugares eu conheça, quantas casas eu viste, quantos km eu me distancie, quantos gostos eu modifique, quantas viagens eu faça, a sensação de lar só um ambiente me proporciona; meu quarto, meu lugar particular e individual no mundo, a sensação de infância e quebra de responsabilidade. Só estar e ser, de verdade, quem eu sou.  </title>
         <author>rafssr2016</author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1142776258</link>
         <description><![CDATA[<div><br><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=Ks4SnVbSs10&amp;t=5s" />
         <pubDate>2021-01-29 23:36:30 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>hemilyquental98</author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1142815939</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/984811207/e3044af916276190730aa24988afbe76/imgtopdf_29012021090902.pdf" />
         <pubDate>2021-01-30 00:19:12 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1142815939</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>hemilyquental98</author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1142816240</link>
         <description><![CDATA[<div>O vídeo representa um misto de sentimentos e afetos que tenho comigo e que fazem parte de mim. Fotos que foram registrar em lugares que me fez feliz e ainda o fazem. Não quero pensar em ambiente como algo separado do meu eu. Essa disciplina me fez refletir o quanto esquecemos que ele está o tempo todo presente. O artigo que foi base para desenvolver esse vídeo, me deu inspiração para fazê-la. Foi muito gostosa a experiência. "Não nos limitamos à nossa individualidade. A realidade à nossa volta constitui parte de nós mesmos, de nossa existência".</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/WNOONL-cM4o" />
         <pubDate>2021-01-30 00:19:33 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>victorbrunob</author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1142819275</link>
         <description><![CDATA[<div>Conforme visto em debates anteriores da disciplina de Psicologia Ambiental, a relação que o ser humano tem com seu ambiente é o ponto de partida para se pensar a psicologia ambiental enquanto ciência. Levando em consideração que o ambiente afeta diretamente as pessoas que nele vivem, essa reflexão aponta para se pensar nas mudanças ocasionadas em relação a pandemia de covid-19. Desde o surgimento da pandemia muita coisa mudou, e arrisco dizer que vai mudar mais ainda mesmo após o controle do vírus. Ao pensar nessa nova realidade devido a pandemia, e pensando no ambiente como esse espaço dinâmico de inter-relações (MOSER, 1998) procurei apontar no vídeo como a mudança do meu contexto de vida foi impactado de março de 2020 para cá. <br><br></div><div>Depois de quase um ano dessa nova realidade, foram muitas angustias e desafios que me fizeram refletir o quanto a pandemia impactou na forma como eu enxergava as coisas antes e como penso agora. Além da minha relação com o ambiente, a pandemia causou também mudanças nas formas de me relacionar com os outros, no sentido do distanciamento. Assim, vejo a psicologia ambiental em seu campo de estudo complexo, mas necessário, como uma disciplina com grande potencial de entender esse momento que estamos passando. <br><br></div><div>Escolhi abordar a psicologia ambiental enquanto ciência que estuda as relações pessoa-ambiente, por sentir passando por mim experiencias que não consegui, em um primeiro momento, distinguir e que com as reflexões proporcionadas por essa disciplina, me ajudaram a reconhecer a importância das afetações do ambiente que me cerca. Apontei somente um contexto (caminhada diária), mas aconteceram muitas outras mudanças, escolhi esse recorte da caminhada por conseguir visualizar nitidamente a mudança na minha relação com meu ambiente. Acredito que se eu fizer uma análise mais profunda das questões ocorridas ao longo da pandemia, conseguirei encontrar muitas outras afetações em relação ao que tem mudado na minha dinâmica de vida.<br><br></div><div><strong>REFERÊNCIAS:</strong></div><div>MOSER, Gabriel. Psicologia ambiental. <strong>Estudos de psicologia (Natal)</strong>, v. 3, n. 1, p. 121-130, 1998.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/yPubqbWg4ro" />
         <pubDate>2021-01-30 00:22:36 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O mundo tende a desordem!  </title>
         <author>aamandamelo7565</author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1142853305</link>
         <description><![CDATA[<div>Saí da casa dos meus pais recentemente, por motivos de desavenças familiar. Morei mais de vinte anos no Ceará, até tomar essa grande decisão de deixar o ninho. Me dei conta na terapia que meu ambiente estava a me adoecer, me era tóxico e estimulava meu sofrimento psíquico. Era dividir o ambiente, a casa, o espaço com meus pais e irmão que tanto nos afetava. Quando percebi isso, fiquei cheias de dúvidas. Me questionava sobre como era possível que o simples fato de dividir uma casa com eles feria tanto a nossa relação. Saindo de lá respondi muitas questões sobre. Hoje, eu tenho um “apartamento” alugado em Parnaíba, que é a cidade aonde estudo e trabalho. O meu vídeo é sobre meu relacionamento com essa minha primeira casa, pois estou oficialmente morando aqui. Eu deixei para fazer essa atividade muito em cima da hora pois, conciliar casa, trabalho, estudos e lógico, cuidado pessoal não tá sendo fácil. Mas, não consigo visualizar momento mais oportuno. Pois, ontem fui dormir estressada e triste, assim como acordei da mesma maneira. Isso porque o dia foi muito corrido e cheio de atividades, e a casa estava "dormindo" toda bagunçada. Eu mostrei a louça suja, calçados fora do lugar, shampoo pelo chão do banheiro e várias outras desordens. <br><br>Texto autoral:<br><br></div><div>Eu estive feliz.</div><div>Algumas coisas deram certo.</div><div>Mas, a sede não passou.</div><div>E não tem como passar!</div><div>O pouco que paro é suficiente</div><div>Para fazer toda uma confusão</div><div>Esquenta a cabeça</div><div>E aperta o peito</div><div>O mundo tende a desordem</div><div>E a vida é uma constante</div><div>Tentativa de ordem<br><br></div><div>Eu sinto como se a minha casa fosse eu, ou transparecesse meu espirito. E convenhamos, faz até um certo sentido visto que ela transparece e responde as nossas atividades do dia a dia, nos servindo como pode e consequentemente ficando bagunçada. Ela estar desorganizada faz com que minha cabeça desorganize, e a partir dali a tristeza bate. Pois, sou eu quem tem que dar conta de todas essas atividades, e eu sei dar conta delas e sei que elas vão me gastar energia. E eu queria conseguir fazer tudo de uma vez, e conseguir fazer tudo muito rápido, mas quando bagunça eu não tenho forças para arrumar do jeito que eu quero, ou seja, tudo rápido e de uma vez. E então, me bate uma tristeza. Ainda não consigo lidar com a desordem do ambiente, pois ela é muito maior na minha cabeça. O meu vídeo é sobre minha casa transparecer meu próprio eu, e sobre minha casa sofrer com meu eu controladora, ansiosa e com tendência a desordem, ao caos.<br><br>Texto autoral:<br><br></div><div>Eu sou o caos</div><div>E quando não</div><div>Eu sou a confusão</div><div>E quando não</div><div>Eu sou a desordem</div><div>Mas, como? </div><div>Se minha inquietação</div><div>É fugir da desordem</div><div>Logo, enlouqueço </div><div>Por viver a tentar</div><div>O impossível</div><div>Fugir de mim</div><div>Então, </div><div>Eu me desespero</div><div>Pois não aceito</div><div>Eu me corto</div><div>Pois não acolho</div><div>Eu me furo</div><div>Pois não cedo</div><div>Eu me acabo</div><div>Eu me dou</div><div>Cabo de mim<br><br><br></div><div> <br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/B5GjrGeWUMc" />
         <pubDate>2021-01-30 01:03:30 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Através desse vídeo penso o quanto um espaço pode nos atravessar de formas diferentes, a depender do nosso olhar, do nosso dia e das emoções que nos permeiam no momento do encontro com os espaços. As condições de vida na cidade moderna, apesar de inevitavelmente estabelecer campos significativos na nossa subjetividade, tais signos se atrelam a uma ideia de produção, rotina e sobrevivência. Sendo os afetos positivos restritos a poucos lugares e momentos. No nosso contexto urbano o que se nota de forma mais predominante são espaços de conflito, violência, poluição, enfim, inúmeros problemas sociais que emergem também a partir dos modelos de produção de cidade. Espaços como o porto das barcas, no qual nem sempre passamos ou estamos presentes, nos auxilia a expandir ou ao menos exercitar a nossa percepção sobre nossa relação com os espaços que transitamos e como eles podem nos afetar e nos construir a partir de cada encontro. Se trata de um exercício de observação, de treinar o olhar pros detalhes e seus infinitos ângulo. Coloquei como som de fundo a parte instrumental da música &quot;Construção&quot; do Chico Buarque, pois na ausência dos pássaros, para mim é o que mais combina nos fins de tarde no porto. </title>
         <author>bangoimx97</author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1142892625</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Na ribeira deste rio<br>Ou na ribeira daquele<br>Passam meus dias a fio.<br>Nada me impede, me impele,<br>Me dá calor ou dá frio.<br>Vou vendo o que o rio faz<br>Quando o rio não faz nada.<br>Vejo os rastros que ele traz,<br>Numa sequência arrastada,<br>Do que ficou para trás.<br>Vou vendo e vou meditando,<br>Não bem no rio que passa<br>Mas só no que estou pensando,<br>Porque o bem dele é que faça<br>Eu não ver que vai passando.<br>Vou na ribeira do rio<br>Que está aqui ou ali,<br>E do seu curso me fio,<br>Porque, se o vi ou não vi.<br>Ele passa e eu confio.<br><br>- Fernando Pessoa,  "Na ribeira deste rio"<br><br>Referência: <br>EWALD, Ariane Patrícia; GONCALVES, Rafael Ramos; BRAVO, Camila Fernandes. O espaço enquanto lugar da Subjetividade.<strong> Rev. Mal-Estar Subj.</strong>,  Fortaleza ,  v. 8, n. 3, p. 755-777, set.  2008 .<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=lGOZ5kcI9fg" />
         <pubDate>2021-01-30 01:53:38 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Lazer para quem? A (não) acessibilidade aos locais de lazer na cidade</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1142929665</link>
         <description><![CDATA[<div><em>Aluno: Maurício Castro Leite Dourado Guerra</em></div><div><em> </em></div><div>Esse mês completei 10 anos morando no município e ao longo desse tempo pude perceber diversas transformações e rearranjos espaciais na cidade, em sua maioria devido a novas instituições que chegaram, como a inauguração de diversos grandes supermercados, inauguração de mais faculdades e do curso de medicina no campus Ministro Reis Velloso. Dentre esses espaços que mexeram na teia de arranjos sociais locais, está a chegada do Shopping Parnaíba.</div><div>Novidade na cidade, o Shopping trazia um novo formato de entretenimento e lazer aos seus residentes, que antes só conheciam tal formato em outros centros maiores como Teresina e Fortaleza, ou através dos meios de comunicação. O novo centro comercial traz lojas até então inéditas na cidade, um cinema mais moderno e uma praça de alimentação relativamente ampla.</div><div>A localização do shopping acabou por se tornar um ponto de lazer ainda mais privilegiado com o projeto de reforma das praças adjacentes, em especial a Pracinha do Amor, que virou um ponto comum de encontros de amigos e familiares. Hoje, é até difícil se perguntar qual é o programa familiar mais emblemático da cidade sem pensar nesse trecho da Avenida São Sebastião que vai da Pracinha ao Parnaíba Shopping.</div><div>Ao ser convidado a pensar em um processo cartográfico alinhado aos conteúdos discutidos pela área da psicologia ambiental, não pude deixar de remeter aos próprios processos em que já estou eu mesmo incluído. Não tardei a me remeter ao acesso à esses ambientes de lazer. Tampouco demorei para perceber como são locais privilegiados.</div><div>Localizados no Reis Veloso, considerado o bairro nobre da cidade, foram feitos estrategicamente próximos aos moradores que tendem a ter uma renda maior em relação à renda média municipal. Uma jogada óbvia, pensando até mesmo na factibilidade e manutenção das empreitadas citadas, todavia não só desse bairro o público em potencial desses ambientes é feito. Porém, como acessar esses locais quando você não é um membro do bairro Reis Veloso?</div><div>Se você possui transporte privado ou bastante dinheiro para gastar com transportes como taxi ou uber/ubis/99, não será difícil ter esse trecho sempre como local em potencial. Infelizmente, não é o meu caso, tampouco de boa parte da população que compõe a cidade. A nós, resta pensar no transporte público da cidade e ele não tarda a revelar a grande disparidade social no que tange o acesso a cidade.</div><div>Grinover (2006) ao discorrer sobre o conceito de acessibilidade, traz diversos pontos interessantes para refletir sobre a temática aqui proposta. Acessibilidade não se trata de um luxo, mas de um quesito de importância ímpar para a igualdade dos cidadãos, afinal o acesso a cidade é um direito de todos. O autor distingue duas dimensões da acessibilidade, o primeiro deles sendo a acessibilidade tangível, que se refere ao sistema de transporte propriamente dito, como os ônibus ou a possibilidade de possuir um automóvel próprio, da estrutura viária da cidade e a disposição dos locais de atividades/serviços. A segunda dimensão, é a acessibilidade intangível que diz respeito sobre um campo mais simbólico: as disseminação das informações para ter acesso aos locais e a possibilidade social de adentrar nos espaços.</div><div>Em ambas as dimensões, Parnaíba acaba por transparecer sua precariedade em ofertar acesso aos seus cidadãos. Mesmo morando aqui a uma década, nunca tomei conhecimento de algum lugar que eu possa ter acesso aos horários e disposição geral das vans da cidade, que muitas vezes são bastante inconstantes em seus horários e periodicamente mudam a linha de cada van. Mesmo na minha situação, que moro distante do shopping, mas próximo à avenida principal de Parnaíba, onde tanto o shopping quanto a pracinha do amor se localizam, a acessibilidade tangível se mostra precária, como pontuei no vídeo, aguardando quase uma hora até qualquer transporte público que subisse a avenida passasse em minha frente.</div><div>Quando pensamos em bairros mais afastadas, a situação se torna ainda mais precária. Ao dialogar com os entrevistados, cada um de um bairro diferente da cidade, não tarda a emergir no diálogo as inúmeras dificuldades de acesso que permeiam os moradores da cidade.</div><div>Araújo et al. (2011) pontuam diversas características que podem ser analisadas para se averiguar a qualidade da mobilidade urbana na ótica da sociologia, dentre elas como a acessibilidade é distribuída no espaço, como esses espaços podem ser utilizados pelos cidadãos e o conforto para o uso desse acesso. A fala dos participantes denota a fragilidade do transporte público em todos os pontos mencionados anteriormente.</div><div>A participante do bairro Piauí nos apresenta a dificuldade até mesmo de se pensar uma rota para o local na ausência de um transporte particular, sendo as rotas que os transportes públicos ali transitam bastante limitadas, sendo o Centro da cidade o único de relativa facilidade de se acessar. Essa constatação sobre o centro parece ser uma situação comum aos outros participantes. A residente do bairro Broder Viller precisaria percorrer a pé um trecho relativamente grande a pé a fim de adentrar ao shopping caso opte por apenas uma condução. Já o residente do bairro São Vicente de Paula não detém nem dessa possibilidade, sendo o percurso residência-centro – centro-shopping obrigatório caso queira adentrar a esse espaço.</div><div>O conforto na utilização do transporte público por sua vez é quase nulo, sendo a escassez e imprevisibilidade desse transporte fonte de uma situação de extrema dificuldade para o acesso aos locais e demandante de uma grande preparação caso precisem ir. Vale pontuar que essa colocação diz respeito ao contexto de horário diurno e mais comercial, sendo o contexto da noite atravessado por problemáticas ainda mais densas.</div><div>Grinover (2006) aponta que o processo de acessibilidade não se resume a questão da possibilidade do transporte, mas também da segurança que permeia a locomoção do cidadão aos pontos de acesso. Tal quesito não se mostra menos precário no contexto local. Se a diminuição no fluxo de transportes coletivos já diminui durante a noite, a insegurança é outra dimensão que dificulta a possibilidade de ir e vir desses locais, sendo a circulação entre os pontos de acesso marcada pela possibilidade das mais diversas violências que assolam as ruas brasileiras, como assaltos e assédios.</div><div>Pinheiro e Elali (2011) pontuam que a distribuição social é sempre atravessada pela questão do status social. Bairros periferizados pouco concentram o poder invisível que manipula os fios das tramas sociais, sendo essa colocação de fácil evidencia no contexto exposto aqui, onde as demandas de bairros mais afastados são invisibilizadas e de pouca preocupação para o governo local. O que se percebe é uma elitização desses espaços que acabam por ter seu acesso quase que exclusivo à população socioeconomicamente mais favorecida. Infelizmente, em uma cidade que já tem tantos contrastes sociais, nem mesmo o lazer é para todo mundo.</div><div> </div><div><strong>REFERÊNCIAS:</strong></div><div>Araújo, M. R. M. D., Oliveira, J. M. D., Jesus, M. S. D., Sá, N. R. D., Santos, P. A. C. D., &amp; Lima, T. C. (2011). Transporte público coletivo: discutindo acessibilidade, mobilidade e qualidade de vida. <em>Psicologia &amp; Sociedade</em>, <em>23</em>(3), 574-582.</div><div>Grinover, L. (2006). A hospitalidade urbana: acessibilidade, legibilidade e identidade. <em>Revista Hospitalidade</em>, <em>3</em>(2), 29-50.</div><div>Pinheiro, J. Q., &amp; Elali, G. A. (2011). Comportamento socioespacial humano. In: Cavalcanti, S. &amp; Elali, G. A. (Orgs.). <em>Temas básicos em psicologia ambiental</em>. Petrópolis: Editora Vozes, pp. 144-158.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=aEDLed4zws4" />
         <pubDate>2021-01-30 02:42:51 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Meu corpo no mundo e suas afetações</title>
         <author>larissce69</author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1142935655</link>
         <description><![CDATA[<div>O ser humano tem uma necessidade de ser aceito por outras pessoas e de fazer parte de algo. A partir do momento que isso acontece, ele se sente em casa e confortável.<br><br>Durante minha vida, principalmente infância, as pessoas foram sempre muito passageiras, por isso acredito que meu apego maior foi às coisas materiais. Objetos e lugares<br>Eu sempre fui apegada às coisas materiais, incluindo o espaço físico onde sou inserida. Nunca aceitei me mudar definitivamente da casa onde cresci, é como se aquele local fosse a única coisa certa e fixa que tenho na vida. Onde posso sair, mas sempre voltar. Quase tudo passa, mas os locais onde passo sempre ficam em mim.<br><br>No vídeo, eu quis retratar um pouco da ligação que meu corpo tem com o ambiente que eu estou. Ao ponto de além de eu conseguir falar sobre ele, ele também diz muito sobre mim.<br><br>Por fim, gostaria de deixar aqui registrado o meu poema que fiz e, logo depois, a tradução de uma música que escuto sempre quando me sinto fora do meu "lar". Espero que goste!<br><br>Poema autoral:<br><br>o que vc diz sobre o ambiente em que se encontra?<br><br>sou o caos<br>sou os tijolos e os cimentos presos nessa cidade, <br>a ansiedade das obrigações<br>e a impaciência desse lugar apressado.<br><br>toda essa selva de pedras <br>o barulhento caos da cidade<br>se assemelha ao incessante tormento <br>que permeia minha mente.<br><br>mas com todas as forças,<br>anseio por essa liberdade<br>que encontro na inconstância dos rios<br>e no dançar das folhas com o vento<br>de ir e vir<br>de correr e repousar<br>onde me faz reencontrar com meus sentimentos mais intensos e estranhos.<br><br>o caos silencioso da natureza <br>me é inerente por conciliar<br>com o ambiente inabitável do que me resta além de mim mesmo. <br><br>por fim, como num ímpeto,<br>reformulo minha indagação inicial...<br>o que o ambiente onde vc está diz sobre você?<br><br><br>Tradução da música:<br>Home - Gabrielle Aplin<br><br>Um peixe que aprendeu a voar<br>E eu sempre fui uma filha<br>Mas penas foram feitas para o céu<br>Então eu estou desejando, desejando além<br>Pela empolgação de chegar<br>É só que eu prefiro estar causando o caos<br>Do que deitar na ponta afiada desta faca<br><br>Com cada pequeno desastre<br>Eu vou deixar as águas continuarem<br>A me levar para algum lugar real<br><br>Porque eles dizem que lar é onde seu coração está inalterável<br>É onde você vai quando está sozinho<br>É onde você vai para descansar seus ossos<br>Não é apenas onde você deita sua cabeça<br>Não é apenas onde você arruma sua cama<br>Contanto que estejamos juntos, importa pra onde vamos?<br>Lar<br><br>Então quando eu estiver pronta para ser corajosa<br>E meus cortes curados com o tempo<br>O conforto irá descansar em meus ombros<br>E vou enterrar meu futuro para trás<br>Eu sempre irei lhe guardar comigo<br>Você sempre estará em minha mente<br>Mas há um brilho nas sombras<br>Eu nunca saberei se não tentar<br><br>Com cada pequeno desastre<br>Eu vou deixar as águas paradas<br>Me levar para algum lugar real.</div>]]></description>
         <pubDate>2021-01-30 02:51:01 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Vir a ser - Nicole Agnes N. Araújo</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1142947406</link>
         <description><![CDATA[<div>Passei dias tentando elaborar como esse vídeo poderia ser sido feito, se o tempo já estava escasso por aqui, essa última semana ele entrou em extinção.  Tentei elaborar, dentro do que me era possível, um vídeo que mostrasse um pouco da minha trajetória até aqui... momento em que escrevo.  Desde o momento em que cheguei nessa ‘Parnaibinha’ e que desci da “Guanabara”, fui afetada; o sol estava nascendo quando fui capturada pelo tom laranja do céu, um mix de sensações e todos os outros dias tem sido assim, uma explosão de afetações. <br><br></div><div>            Aqui tenho aprendido sobre mim, tenho errado, gargalhando, chorado e me permitido. Assim, em referência ao conceito de apropriação que de Cavalcante e Elias (2017) referem-se “Apropriação é um processo psicossocial central na interação do sujeito com seu entorno por meio do qual o ser humano se projeta no espaço e o transforma em um alongamento de sua pessoa, criando um lugar seu”, tenho me apropriado de Parnaíba. <br><br></div><div>            O vídeo mostra isso, essa relação de apropriação com a cidade, com meu apartamento e com as pessoas que por aqui conheci.  A música de fundo representa os meus desejos para o pós pandemia, me permitindo acreditar que dias melhores estão por vir. <br> <br> <br><br></div><div> <br><br></div><div> <br><br></div><div> <br><br></div><div>Vem com o bubutantã (8) <br><br></div><div>Cavalcante, S., &amp; Elali, G. A. (2017). <em>Temas básicos em psicologia ambiental</em>. Editora Vozes Limitada.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=TwuFtszb5Sg" />
         <pubDate>2021-01-30 03:07:38 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Meditações Ambientais</title>
         <author>yurisantoskopf</author>
         <link>https://padlet.com/queixasescolares/Bookmarks/wish/1143850565</link>
         <description><![CDATA[<div>Jhonathan Yuri Rodrigues dos Santos<br>Teresina, 28 de Janeiro de 2021.<br><br>Esse vídeo faz parte de uma proposta cartográfica, e é parte da segunda avaliação da disciplina Psicologia ambiental, da Universidade Federal do Delta do Parnaíba - UFDPar, ministrada por Pedro Victor. Meu nome é Yuri, um nome estranho com o qual em 24 anos não me acostumei, embora seja parte da minha identidade. A palavra ambiente deriva do prefixo latino “ambi” quer dizer, ao redor de, de ambos os lados, no dicionário Houaiss é tudo que envolve por todos os lados os seres vivos, as condições sociais, econômicas, culturais (CAVALCANTE; ELALI 2017), tais conceitos são exemplos das múltiplas possibilidades de conceber o ambiente e deles uma infinidade de debates emerge. Cognição ambiental, cujo sentido podemos de maneira geral entender como capacidade humana de conhecer, armazenar e extrair informações do meio físico e social, é o conceito a partir do qual Sauvé (1996) (apud Carvalho, Cavalcante e Nóbrega, 2011), cita seguintes possibilidades de posicionamento em relação a esse ambiente, são eles: respeito a natureza, sendo algo a ser contemplado e preservado pelo fato de ser original e pura; um recurso a ser gerido, um problema a ser resolvido, um lugar a habitar, a biosfera, caracterizada pelo planeta terra, que é o mundo em que vivemos em interdependência, todas essas formas colocam o humano acima dos demais animais, na postura superior de escolha e decisão, e o ambiente passivo desta ação, nos divide também em natural e artificial, conceito indigesto para mim até hoje, como definir o que é natural ou não? Humanos constroem arranha céus, se orgulham disso como se fossem a única espécie capaz de feitos maravilhosos, quando até mesmo cupins são capazes de tais edificações. Em nosso antropocentrismo criamos a noção de natural e não natural, esquecemos de que somos uma pequena parte do todo, as catástrofes naturais nos lembram bem disso, nos observamos em uma dimensão dualista, várias discussões durante as aulas desse período me fizeram pensar isso, pensar nos mitos da criação de diversos povos, na alquimia e em como nos percebemos enquanto figuras que atuam em relação ao ambiente em uma troca constante e bidirecional, pessoa-ambiente, às vezes como um cabo de guerra, os textos de autoras ecofeministas como Marisol de la Cadena (De la Cadena 2018) que cunhou o termo Antropo-cego, colocam essa questão importantíssima que é a integração entre humanos e natureza, reflete sobre a possibilidade de subverter modos políticos estruturantes, adotando novos modelos cosmopolíticos. Além do valor ético, a estética desses modos de pensar o mundo me são muito atraentes, a ideia de que somos quimicamente constituídos dos mesmos elementos do vasto universo, considerando as reflexões do cientista cético Carl Sagan, que conclui ao observar o fato de que somos feitos de poeira de estrelas, dotados de consciência, que podemos dizer que somos uma maneira do universo pensar sobre si próprio. O caráter multidisciplinar da psicologia ambiental é outro aspecto que me afeta durante as aulas, me dá a dimensão da integração visceral entre nós e o ambiente de modo que não sei dizer o que é extensão de que, ou quem, o geógrafo Milton Santos (2007), já propôs que a força da alienação vem dessa fragilidade dos indivíduos, quando apenas conseguem identificar o que os separa e não o que os une, talvez então com uma visão mais integrativa, possamos estabelecer modos de vida capazes de produzir "pessoas-territórios" que coletivamente sejam capazes de transformar o nosso universo. A questão do lugar é muito interessante, o modo como interagimos com o espaço, modela o que somos, e como nos relacionamos em sociedade, minha identidade se constitui de aspectos genéticos, históricos, culturais e geográficos, quando me perguntam de onde sou, sinceramente não sei responder, me sinto em casa em qualquer lugar; Seriam pessoas minha casa? Não pertenço a qualquer lugar, e ao mesmo tempo pertenço a todos, modifico o espaço de acordo com meus desejos e necessidades as vezes sem perceber. Onde é meu lugar? a qual território pertenço? Meus pais são de Codó-MA e Eliseu Martins-PI, meus avós são do Ceará, nasci em SP, vivo há aproximadamente 10 anos em Parnaíba entre idas e vindas à casa dos meus pais situada em Teresina (mesopotâmia em que cada cidadão dispõe do seu próprio sol), esses lugares me são familiares e estranhos, me causam afetos como qualquer lugar novo pode causar. Com a pandemia covid-19, voltei a Teresina e percebi que não conhecia a cidade, não conhecia o bairro em que passei a viver, nesse sentido, uma intervenção interessante que me fez sentir uma real conexão com esse espaço foi a caminhada matinal, saia às 4:00 am horário em que as ruas estavam desertas, me dirigia ao rio Poty a 5km de casa, via o sol nascer e me encantava com a vegetação diversa, riqueza do meu território, encontrei saguis (vulgo soín), aves diversas, anfíbios, serpentes belíssimas entre outros animais fantásticos, entendi então o que os livros falam sobre ambientes restauradores, e passei a me sentir um inteiro na relação com a terra sob meus pés, o vento e as águas que me cercam, sou tudo isso, e não sou nada, não há como não ser. As discussões acerca da psicologia da conservação, e desenvolvimento sustentável, foram importantes e me mobilizaram a construir uma mini estação de tratamento de águas cinzas, uma horta doméstica e uma composteira, nada que vá mudar o mundo, mas com certeza modifica as minhas relações ambientais, moveu as pessoas a minha volta e quem sabe isso possa se expandir exponencialmente nas nossas redes, incentivando comportamentos pró ambientais. Referências: CAVALCANTE, Sylvia; ELALI, Gleice A. Temas básicos em psicologia ambiental. Editora Vozes Limitada, 2017. DE LA CADENA, Marisol. “Natureza incomum: histórias do antropo-cego”. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, 2018. MAIZZA, Fabiana; DE ALENCAR VIEIRA, Suzane. Introdução ao dossiê Ecologia e Feminismo: criações políticas de mulheres indígenas, quilombolas e camponesas. Campos-Revista de Antropologia, 2019. SANTOS, Milton. O espaço do cidadão. Edusp, 2007. </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-01-30 17:20:12 UTC</pubDate>
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         <title>Video da Atividade da Disciplina.</title>
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         <description><![CDATA[<div>"Como percebo a Psicologia Ambiental"<br>Aluno: José Antonio Villac de Faria</div>]]></description>
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         <title>Vídeo cartográfico</title>
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         <description><![CDATA[<div>Crisadália Oliveira Rodrigues</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-02-08 09:20:02 UTC</pubDate>
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