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      <title>Dica de leitura! - Breve Mapa Mental by Graziele Costa</title>
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      <description>Cartas para a minha mãe - Teresa Cárdenas</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-12-09 23:53:04 UTC</pubDate>
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         <author>grazielecosta34</author>
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         <description><![CDATA[<div>Por que a obra <strong><em>Cartas para a minha mãe</em></strong><em>, </em>de Teresa Cárdenas, é uma ótima escolha de literatura antirracista?</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-10 00:00:53 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <description><![CDATA[<blockquote><sub>O francês, psiquiatra e intelectual, Franz Fanon, é uma referência implícita encontrada na obra quando há o pensamento colonial de que o negro deveria </sub><strong><sub>apurar </sub></strong><sub>a raça. Ou seja, torná-la mais </sub><strong><sub>pura.</sub></strong></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-10 01:58:37 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<ul><li><sub>Apurar a raça diz respeito ao negro estar mais próximo do branco para se tornar "purificado". Assim, o negro estaria, cada vez mais, rejeitando a sua "escuridão", a sua "selva" e adotado os valores do branco. </sub><mark><sub>Quanto mais próximo do branco, mais branco o negro seria.</sub></mark></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-10 02:08:07 UTC</pubDate>
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         <author>grazielecosta34</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li><sub>Sob essa ótica, o livro traz uma crítica fortíssima, em que pode ser traçado um paralelo com o escritor, Mia Couto, quando ele comenta em seu texto </sub><em><sub>Que África escreve o autor africano? </sub></em><sub>que, muitas vezes, a mestiçagem - ou o próprio negro - é vista de maneira receosa, como se fosse qualquer coisa menos "pura", mas, na verdade, </sub><mark><sub>não existe pureza quando falamos de seres humanos.</sub></mark><sub> Além do que, talvez, seja esse preconceito estrutural o grande causador de tantos "olhos tortos" diante da literatura produzida na África.&nbsp;</sub></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-10 02:10:28 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div><strong><sub>Típico das políticas de branqueamento do final do século XIX.</sub></strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-10 02:11:16 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div><strong><sub>O que também reflete sobre o reconhecimento dos livros de Teresa Cárdenas e tantas outras autoras, que, mesmo não sendo africanas, se encontram em uma certa dificuldade de visibilidade por serem negras e, também, por tratarem de assuntos como racismo, machismo e sexualidade.</sub></strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-10 02:56:02 UTC</pubDate>
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         <author>grazielecosta34</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><sup>Na década de 1920, surgiu o "</sup><strong><sup>Harlem Renaissance"</sup></strong><sup>, movimento originado por professores/as, pesquisadores/as, escritores/as e artistas negros/as nos Estados Unidos, que tinham o objetivo de exaltar o orgulho racial e criticar as condições de racismo e desigualdades socioeconômicas que eram impostos à população negra.</sup></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-10 03:03:54 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-12-10 03:29:36 UTC</pubDate>
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         <author>grazielecosta34</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><sub>O filósofo, Adain Locke, reconheceu o movimento como uma possibilidade de transição do "velho&nbsp; negro" para o&nbsp; "novo&nbsp; negro", pois essa "renascença" seria uma possibilidade do negro&nbsp; deixar de ser visto e classificado como "encargo social", sujeito passivo, sem conteúdo e mecanismo de ascensão do branco, para ser considerado como sujeito de decisão, guia de seu próprio destino.</sub></strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-10 03:40:35 UTC</pubDate>
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         <author>grazielecosta34</author>
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         <description><![CDATA[<div><mark><sub>O que nos faz pensar que efeitos advindos, não só desse movimento, mas, também dele, estão presentes e espalhados por todo o mundo atualmente. Como no enredo da obra de Teresa Cárdenas, o qual é a vivência contada por uma menina negra, de uma família composta, apenas, por mulheres (igualmente, negras), ou seja, uma família matriarcal, em que essa menina é a personagem principal, tem seu lugar de voz, tem a sua visibilidade. Assim, a autora vai utilizar a protagonista para expressar, justamente, esse orgulho racial e a contraposição aos estereótipos, além de educar o leitor a uma postura antirracista.</sub></mark></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-10 04:05:12 UTC</pubDate>
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         <author>grazielecosta34</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><strong><sup>"Meus temas são sempre direcionados para a reivindicação de mulheres e homens negros, suas histórias, suas lutas e todas as batalhas que eles tiveram e aqueles que ainda passam por seus direitos à vida."</sup></strong></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-10 04:21:57 UTC</pubDate>
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         <author>grazielecosta34</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><strong><sub>O título do quadro remete ao mito bíblico da maldição lançada por Noé sobre seu filho Cam (ou Cã). Segundo ele, Noé dormiu embriagado de vinho e Cam, seu filho, expôs a nudez do pai aos irmãos como zombaria. Ao acordar, o pai então amaldiçoou Canaã, filho de Cam, a ser “servo dos servos”. Há inclusive versões que descrevem Canaã e os descendentes de Cam como negros.</sub></strong></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-10 13:18:10 UTC</pubDate>
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         <title>Interpretando a obra</title>
         <author>grazielecosta34</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong><sub>Da esquerda para direita, há uma senhora negra, que ergue as mãos e os olhos aos céus ao lado de uma mulher, provavelmente sua filha, de tom de pele mais claro, que segura seu bebê, branco, no colo. E um homem branco à sua direita.<br>A avó, a mãe e o filho representariam as três gerações necessárias para que o Brasil se tornasse um país branco. O homem branco, ao que tudo indica, é o pai do menino e olha para ele com admiração. Ele é o elo que permite o branqueamento completo dos descendentes da senhora, provavelmente, escrava e, assim, a sua salvação.</sub></strong><strong><br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-10 13:23:03 UTC</pubDate>
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         <title>Referências Bibliográficas</title>
         <author>grazielecosta34</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><strong>FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas</strong>. Salvador: Ed. UFBA, 2008. <br><br><strong>QUE ÁFRICA ESCREVE O ESCRITOR AFRICANO?</strong> Mia Couto em <em>Pensatempos</em>, Caminho, 2005.<br><br>DO NASCIMENTO NGANGA, J. Harlem Renaissance: <strong>Revista História: Debates e Tendências</strong>, v. 21, n. 2, p. 117 - 129, 5 maio 2021.</blockquote>]]></description>
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