<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Como Ler o Político by Vanessa Reis</title>
      <link>https://padlet.com/vanessareisedu/5tbabs6fqhaby383</link>
      <description>Paper apresentado à disciplina Seminários Avançados 2, ministrado pela professora Suzane Costa. 
Equipe:

Caroline Barbosa, 
Karen Duarte, 
Jaisy Cardoso, 
Fernanda Brandão, 
Ingrid Limaverde, 
Emerson Maia,
Vanessa Reis,
Vania Reis.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-12-01 19:24:31 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2022-12-06 23:38:52 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>Para o funcionalismo público,</title>
         <author>vaniareis2</author>
         <link>https://padlet.com/vanessareisedu/5tbabs6fqhaby383/wish/2409883200</link>
         <description><![CDATA[<div>A conversa sobre como ler o político, com o professor Rafael Xucuru-Kariri,  foi muito esclarecedora. Enquanto servidora pública, portanto pessoa que tira seu sustento da política, eu me senti muito contemplada na fala que abordou sobre como nós somos “mal vistos” pelas outras parcelas da sociedade, já que estamos sempre vinculados a situações que ensejam&nbsp; disputas de poder. De fato é isso, e acrescento que, diferentemente dos políticos democraticamente eleitos para um cargo temporário, nós, os concursados, não temos a máquina midiática nas mãos para nos defender e justificar nossas falhas.&nbsp; Nem um serviço bem prestado, no atual cenário brasileiro, garante que nossa “barra” seja limpa. No geral, os maus funcionários públicos, a meu ver, minoria, é que são tomados como referências para, cada vez&nbsp; mais, tentar convencer a população de que somos caros, cheios de regalias, e desnecessários. Tudo isso faz com que o funcionalismo público seja uma carreira estável, no que se refere ao asseguramento de direitos trabalhistas (cenário cada vez mais improvável, pois tem saído editais de concurso ultimamente que são um acinte), mas muito instável no que se refere a administração das afecções cotidianas. Assim, somos trabalhadores que adoecem bastante emocionalmente. Gostaria de, se um dia eu conseguir me aposentar, ver alguma mudança positiva nesse contexto. Que a população compreendesse que não somos um problema, e somos muito necessários na manutenção do Estado Democrático de Direito. <strong>Qual seria o cenário do país se todos os cargos políticos ocupados fossem terceirizados?</strong></div><div><br>Vânia.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-12-05 23:44:45 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanessareisedu/5tbabs6fqhaby383/wish/2409883200</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Para Audre Lorde, </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/vanessareisedu/5tbabs6fqhaby383/wish/2409902435</link>
         <description><![CDATA[<div>Acho bonito o gesto de endereçamento. A ideia de escolher partilhar um pedaço de vida com alguém. Penso que escrever cartas entre nós, mulheres, também seja fazer amor, a prática dos usos do erótico. Mas, isso é conversa para outra hora.&nbsp;</div><div>Te escrevo porque você me chega quando penso sobre “usar a ciência contra ela mesma” ou sobre como desenvolver um trabalho intelectual “respeitando sua lógica interna”. Te escrevo porque tenho lido mais do seu projeto de existência e aprendido como se dedicar ao que se acredita. Escrevo porque seu nome me soa como “retomada”, palavra desenhada de caminho.&nbsp;</div><div>Você fabricou um método de corpo todo, contra a rigidez. Fez das suas amoras campo para o pensamento sensível. Sigo suas trilhas para entender como fazer pesquisa mergulhando.</div><div>Te escrevo, Audre, pelo que sou depois de você.&nbsp;<br><br>Ingrid.</div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-12-06 00:11:46 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanessareisedu/5tbabs6fqhaby383/wish/2409902435</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Para a passado-futura Professora, de um eu (talvez) presente</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/vanessareisedu/5tbabs6fqhaby383/wish/2409963290</link>
         <description><![CDATA[<div>quando (re)ocupar sua conquista, vista-a. use do ato de retomada para entender que, se você está no passado, já é seu; se você está no futuro, já foi seu. o tempo é inexistente. a experiência é viva, fluida, mutável. cíclica. “foi-é-será” é só uma mudança de referencial. não se afobe, não se apresse, não se atrase. nada é pra já, lembra? saboreie o caminho. nada é tão terrível que possa te impedir de seguir. se, por acaso, você mudar de caminho, está tudo bem. lembre-se do que te fez começar, lembre-se do objetivo, mas não se prenda a isso com unhas e dentes. o caminho é mais importante. o imensurável é mais importante. tudo é como foi-é-será e você está no seu próprio caminho. seu caminho pode ser atravessado de ações, pensamentos, informações que dizem respeito não só a você. tudo é coletivo. você sou eu, nós somos eles, a unidade só existe como conjunto. como as asas da borboleta que afetam o ecossistema seu caminho-teia está perpassado por nós. podemos dar nomes diversos às ações, mas, independentemente do nome, continue e lembre-se que o seu caminho só existe se o de todos existirem também. é assim que tem que ser, é assim que sempre foi-é-será. Seja sou-nós e saboreie a jornada.<br><br>karen</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-12-06 01:20:25 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanessareisedu/5tbabs6fqhaby383/wish/2409963290</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Carta de Jaisy</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/vanessareisedu/5tbabs6fqhaby383/wish/2409965451</link>
         <description><![CDATA[<div>Para o "e" de Iansã<br><br>Ainda menina, conheci Iansã quando ela, montada no corpo de uma pessoa querida que hoje já tornou-se ancestral, me ensinou que era possível ser frescor e vendaval, ser búfalo e borboleta. Quando o professor Rafael Xucuru-Kariri trouxe a imagem dela, não pude deixar de pensar no quanto aquele “e” ao qual ele se referia pertencia a minha forma de viver. Com ela, aprendi na prática que esse “e” era também o meu jeito de fazer política, de existir nesse mundo tão cheio de complexidades. Portanto, não pude deixar de falar de ti, “e” que acopla significados, que nos torna cada vez mais cheias de especificidades, que aproxima a lente de aumento das nossas minúcias, que alarga sentidos, fazendo com que eu possa encontrar na dobradura das coisas modos de reagir às investidas de violências contra o meu corpo, individual e coletivo.</div><div>Assim, você, “e” de Iansã, me trouxe resposta sobre um questionamento insistente, como inscrever-me nas articulações da academia? Recuperar o saber de poder articular, negociar e fissurar a partir da reinscrição desse “e”, recuperado pelo professor Rafael. Ou seja, fazer caber através da minha capacidade política de ser múltipla, afinal ainda não sei ler o&nbsp; político de outro modo, a não ser trazendo para o jogo os atravessamentos que implicam no bem viver das minhas comunidades.<br><br><br>Jaisy Cardoso</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-12-06 01:22:28 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanessareisedu/5tbabs6fqhaby383/wish/2409965451</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Para a Carol do futuro, </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/vanessareisedu/5tbabs6fqhaby383/wish/2410538326</link>
         <description><![CDATA[<div>O termo autoteoria ganhou destaque com <em>Testo Junkie (2008)</em>, de Paul B. Preciado, mas ele aparece também em autores como Audre Lorde, bell hooks, Gloria Anzaldúa e Maggie Nelson. Obras em que o corpo, a experiência, o cotidiano e a memória são utilizados como forma de produção de conhecimento.</div><div>Essas autoras não deixaram de ler o espaço político em que estavam inseridas ou procurar estratégias para (re)existir dentro de instituições que a todo momento tentaram impedir sua permanência. E elas fizeram isso se negando a assimilar a falsa ideia de neutralidade no texto, o uso da terceira pessoa ou da distância completa entre sujeito pesquisador e objeto.&nbsp;</div><div>Na sua apresentação, Rafael Xucuru-Kariri dialogou com essa reflexão ao mencionar a importância de escrever dando rigor ao método, mas sem deixar de respeitar a lógica interna do objeto pesquisado. Sem deixar de respeitar o afeto e o corpo que é atravessado pela pesquisa.</div><div>Assim, como poderíamos escrever essa dissertação sem molhar nossos pés na teoria, mas também no sentir, Carol? Essa dissertação em que um dos termos pesquisados é a escrevivência, termo que partiu da imagem da Mãe Preta, que busca celebrar nossos ancestrais e desconstruir os estereótipos que recaem sobre corpos de mulheres negras. Como nós.&nbsp;</div><div>Essas palavras são para te lembrar que tentar escrever na terceira pessoa supostamente neutra é impossível porque o seu corpo é político, a sua leitura é política e a sua forma de escrever não deveria ser diferente.&nbsp;<br><br>Carol Barbosa</div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-12-06 11:44:34 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanessareisedu/5tbabs6fqhaby383/wish/2410538326</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>vanessareisedu</author>
         <link>https://padlet.com/vanessareisedu/5tbabs6fqhaby383/wish/2411010193</link>
         <description><![CDATA[<div>Para as/ aos pesquisadores perdidos</div><div><br></div><div>Cordiais Saudações!</div><div><br></div><div>Nos últimos dias fiquei pensando em círculos sobre como pesquisar algo tão subjetivo e tão imprevisível como a performance poética periférica. E como adentrar um espaço que não faz parte da minha vida cotidiana? Precisava revisar meu projeto de pesquisa, mas as ideias não vinham.&nbsp;</div><div><br></div><div>Foi então que veio o insight a partir das palavras de Rafael Xucuru-Cariri:&nbsp; “Uma autoetnografia perfeita é quando você consegue falar de um problema coletivo a partir do seu eu.”</div><div><br></div><div>Bem, o que pretendo realizar não é uma autoetnografia, mas uma etnografia. Porém, essa ideia de abordar um problema coletivo a partir do seu eu, casa com outra ideia trazida por esse pesquisador que é a de respeitar a sua lógica interna e a lógica do que você está pesquisando.</div><div><br></div><div>Pausa para levantar a cabeça…</div><div><br></div><div>Hum… Antes de adentrar qualquer ambiente que não seja de sua rotina, é preciso compreender a nossa presença política neste espaço. O agir em coletivo, requer isso.&nbsp;</div><div>E como deve ser essa nossa presença? Bem, não há uma regra. Primeiro você precisa compreender dois caminhos primordiais ao adentrar o espaço: Você seguirá sua lógica interna ou uma lógica institucional? O ideal é sempre respeitar as suas lógicas internas e sua base social, mas nem sempre é possível, haverão situações que vão te exigir uma certa ginga.&nbsp;</div><div><br></div><div>Então é isso. Fico por aqui ainda pensando com meus botões.</div><div><br></div><div>Até!</div><div><br></div><div>Vanessa Costa Reis</div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-12-06 17:15:58 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanessareisedu/5tbabs6fqhaby383/wish/2411010193</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Para o Tempo,</title>
         <author>brandaoferreirafernanda</author>
         <link>https://padlet.com/vanessareisedu/5tbabs6fqhaby383/wish/2411175019</link>
         <description><![CDATA[<div>Para o Passado, o Presente, o Futuro, ou outro nome que o evoque. Escrevo para você, Tempo, e agradeço pelos caminhos que me acompanhou e que continua a me guiar. Agradeço também pelas aprendizagens e por, ainda na semana passada, ter me permitido ouvir&nbsp; o Prof.º  Rafael Xucuru- Kariri falar que “o 'outro' age pensando que é autônomo”.&nbsp; Naquele momento, logo lembrei em como fui educada a achar que política só é construída por pessoas seletas (homens, brancos, ricos), e que pessoas parecidas comigo estavam fora do fazer político. Ainda bem que você guarda isso no passado e transforma tudo em uma lembrança construtiva. O diálogo com o professor me ajudou a rememorar meu primeiro contato com o feminismo negro, aos 20 anos, e como isso foi algo transformador. Você sabe bem o porquê. Sabe o quanto a minha relação com o feminismo negro tem me ajudado a entender que a minha vivência é política e se dá dentro da coletividade.&nbsp;<br>Fernanda.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-12-06 19:22:00 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanessareisedu/5tbabs6fqhaby383/wish/2411175019</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Carta de Emerson</title>
         <author>emermaiainvest</author>
         <link>https://padlet.com/vanessareisedu/5tbabs6fqhaby383/wish/2411218590</link>
         <description><![CDATA[<div>Para D. Claudia,&nbsp;<br>Quando pensar no acadêmico que tentou me formar, lembre que formou um indivíduo consciente de suas colocações políticas ou quase ciente.&nbsp;<br><br>Vivemos em um mundo político. E quando vi pela primeira a provocação sobre "ler o político", muito me perguntei sobre o que de fato seria ser político e ter esses olhares voltados ao "ideal do pesquisador".&nbsp;Como quem olha para o próprio espelho, tentei me encontrar e vi, no meandros dos quais são feitas a política, o que me construí: um construto de olhares e de percepções. <br><br>Quando Rafael Xucuru-Kariri mencionou a importância de respeitar o objeto, muito me questionei sobre o processo de construção de minha pesquisa e a forma como a pretendo ler através de uma crítica política e até mesmo como a própria consideração desse objeto como político não partiu de uma autoteoria minha. Qual a pertinência do meu objeto para minha construção? E com essa perguntei, fiquei com perguntas e acredito que o rigor ao método são suas próprias pertinências.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-12-06 19:53:53 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vanessareisedu/5tbabs6fqhaby383/wish/2411218590</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
