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      <title>1º período by </title>
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      <description></description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2019-10-03 07:36:35 UTC</pubDate>
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         <title>Romantismo na Europa</title>
         <author>margaridasebastiao</author>
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         <description><![CDATA[<div>feito com Sofia Guerreiro<br>fonte: prezi</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-03 07:38:45 UTC</pubDate>
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         <title>feito com Sofia Guerreiro</title>
         <author>margaridasebastiao</author>
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         <description><![CDATA[<div>Conheces o país onde o limão floresce,<br>E os laranjais se acendem na paisagem escura?<br>Onde uma brisa branda sobre a terra desce,<br>O mirto cala e o laurel o céu procura?<br>Conheces bem?<br>…….É lá que eu quero estar,<br>Se comigo partir quiseres, ó, meu bem.<br><br>Conheces bem a casa? Pilares amparam<br>O telhado, a varanda brilha, o chão fulgura,<br>E do mármore as faces amigas me encaram:<br>Que fizeram contigo, pobre criatura?<br>Conheces bem?<br>…….É lá que eu quero estar,<br>No doce abrigo dos teus braços, ó, meu bem.<br><br>Conheces a montanha, de trilhas nubladas?<br>O burro erra seu caminho sob a névoa;<br>Nas grutas os dragões alentam as ninhadas.<br>Sobre um rochedo nu, a paz da chuva ecoa.<br>Conheces bem?<br>…….Pois é p’ra lá que vai<br>A nossa estrada. Vamos em frente, meu pai!<br><br>                                                                 -Tradução de Jonathas Duarte</div>]]></description>
         <pubDate>2019-10-03 07:39:38 UTC</pubDate>
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         <title>Arquitetura, escultura e literatura</title>
         <author>margaridasebastiao</author>
         <link>https://padlet.com/margaridasebastiao/5t9qpt11w2h1/wish/393891129</link>
         <description><![CDATA[<div>feito com Sofia Guerreiro<br>fonte: prezi</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-05 11:12:23 UTC</pubDate>
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         <title>Almeida Garrett</title>
         <author>margaridasebastiao</author>
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         <description><![CDATA[<div>fonte: manual</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-05 11:37:32 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridasebastiao</author>
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         <description><![CDATA[<div>:</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-06 06:52:29 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridasebastiao</author>
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         <description><![CDATA[<div>fonte: prezi</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-06 09:11:56 UTC</pubDate>
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         <title>feito em conjunto com Jéssica Gonçalves </title>
         <author>margaridasebastiao</author>
         <link>https://padlet.com/margaridasebastiao/5t9qpt11w2h1/wish/398956604</link>
         <description><![CDATA[<div>Um Auto de Gil Vicente é uma peça de teatro do século XIX escrita por Almeida Garrett, em 1838. <br>É uma peça que marca a sua opção por uma dramaturgia nacional de inspiração romântica. <br>Garrett aventurava-se em matéria portuguesa, apresentando um drama histórico, em três atos, com a ação a decorrer na corte do rei D.Manuel I. <br>Para celebrar a partida da Infanta D.Beatriz para Saboia, onde casaria com Carlos III, Gil Vicente prepara a representação da peça Cortes de Júpiter e é em torno desse labor que se desenrola a trama, insinuando os amores secretos entre a Infanta e o poeta Bernardim Ribeiro.<br>Por uma Portaria Régia de 28 de setembro de 1836 (que decorria da vitória da revolução de Setembro), Garrett foi incumbido por Passos Manuel, em nome da Rainha D.Maria II, de apresentar "um plano para a fundação e organização de um Teatro Nacional nesta capital, contribuísse para a civilização e aperfeiçoamento moral da Nação Portuguesa", o que implicaria a escrita de dramas nacionais. <br> Um Auto de Gil Vicente obedecia também a esse critério de escolher matéria nacional, com figuras históricas em momento de grandeza espiritual e artística do país, como foi o tempo e a altura da corte de D.Manuel I.<br> A peça integrava não apenas o Rei, a Infanta D.Beatriz, Gil Vicente e Bernardim Ribeiro, mas convocava também uma lenda dos amores impossíveis entre D.Beatriz e o poeta que foi também autor da novela Saudades, mais conhecida por "Menina e moça".<br>No enredo da peça, Garrett inventou que, com o apoio de Paula Vicente, filha de Gil Vicente, Bernardim se disfarça secretamente de moura para num momento do espetáculo se aproximar da Infanta e dela se despedir. <br>Sobre a intenção que o levou a escrever a peça, referindo que não quis apenas fazer mais um drama, mas sim um drama de outro drama e ressuscitar Gil Vicente a ver se ressuscitava o teatro.</div>]]></description>
         <pubDate>2019-10-17 12:07:08 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridasebastiao</author>
         <link>https://padlet.com/margaridasebastiao/5t9qpt11w2h1/wish/398958017</link>
         <description><![CDATA[<div>feito em conjunto com Jéssica Gonçalves </div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-17 12:10:27 UTC</pubDate>
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         <title>feito em conjunto com Jéssica Gonçalves </title>
         <author>margaridasebastiao</author>
         <link>https://padlet.com/margaridasebastiao/5t9qpt11w2h1/wish/398975907</link>
         <description><![CDATA[<div>O teatro português encontra-se dependente das condições socioeconómicas e políticas de cada época, encontrando na existência de condições favoráveis a sua própria carência. <br>  Houveram dois momentos em que se mostraram propícias as estruturas socioeconómicas e política para a eclosão do teatro, o primeiro corresponde aos reinados de D.Manuel e de D.João III, o auge da época dos Descobrimentos, da afirmação de Portugal na Europa, do grande afluxo de riquezas do exterior e do consequente domínio da corte na vida nacional. <br> A corte tornou-se num considerável centro populacional formado por indivíduos capazes de construírem um público próprio para uma produção teatral de alto nivel, segundo António José Saraiva, sendo estas as condições que se conjugaram para que aparecesse na corte de D.Manuel um génio como Gil Vicente. Porém enquanto que nos outros países se verificaram condições mais ou menos estáveis, em Portugal acasos de várias ordens que dificultaram a continuação do génio vicentino.<br> A perda da independência, por um lado, o domínio culturalmente castrante da Inquisição, por outro, a invasão de influências estrangeiras, finalmente se não lograram secar as fontes ,fizeram diminuir os esforços dos que procuravam manter viva a produção teatral portuguesa. <br> Será necessário esperar pela Revolução Liberal para que de novo o teatro português se possa afirmar de uma maneira excessivamente forte. <br>  A ideologia do liberalismo com a convicção de que o teatro é um poderoso instrumento de promoção cultural, conjugada com a ideologia romântica do culto do popular, do genuinamente nacional, da glorificação do passado, da valorização do indivíduo, reuniu as condições sociais e políticas favoráveis à restauração do teatro nacional permitindo uma emergência na figura de Almeida Garrett, homem simultaneamente devotado à ação política, à atividade cultural e à criação literária, como o próprio lhe chamou de refundar a nossa dramaturgia.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-17 12:44:59 UTC</pubDate>
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         <title>feito em conjunto com Jéssica Gonçalves</title>
         <author>margaridasebastiao</author>
         <link>https://padlet.com/margaridasebastiao/5t9qpt11w2h1/wish/398978449</link>
         <description><![CDATA[<div>Almeida Garrett inspirou-se na obra "Cortes de Júpiter", de Gil Vicente e tentou contra tudo e contra todos, no meio dos negócios de Estado e embaixadas estrangeiras, de mistura com paixões e desgostos de amor.</div><div>As cortes são o roteiro de uma despedida, a de uma menina. Uma princesa portuguesa que parte para longe, deixando a sua terra e deixando saudades.</div><div>A sua festa de despedida ficou marcada por uma oposição de Portugal ao Mundo, uma afirmação de nacionalidade ao que parece um destino português por excelência.</div><div>As Cortes são uma obra de Gil Vicente profundamente portuguesa e à moda de Gil Vicente portanto irónica, inteligente, misturando o nobre dos versos de Júpiter, da Providência ou de Marte, figura de inspiração ilustre.</div><div>No Auto de Gil Vicente, o que nos entusiasma é sobretudo o amor pela confusão, paixão de um projeto, cruzando duas intrigas: a dos ensaios e a representação do Auto com a dos amores de Beatriz, Paula e Bernardim.</div><div>É como se o teatro vivesse entre um suicídio por e o destino da nação, como se o teatro fosse tudo e nada ao mesmo tempo.</div><div>Nesta peça pouco se passa, mas de tudo se fala, vai passando toda a cultura portuguesa, a poesia, o teatro, a arquitetura antiga, os Descobrimentos, a hipocrisia, a política das artes.</div><div>Vai de um monólogo trágico à farsa, passando pelo melodrama e pala alta comédia, ou seja é um género híbrido.</div><div>São três atos que permitem três tipos de escrita dramática e três modos diferentes de mostrar a mesma gente em três locais de ação emblemáticos. É de certo modo, uma estrutura aberta, livre.</div><div>O seu teatro defende a liberdade e uma necessidade de História.</div><div>Recorre à História para falar da sua época trazendo para cena D.Manuel e o renascimento em Portugal.</div><div>Percebemos que para pôr em cena a peça de Garrett era rever a nossa bandeira, tendo-se feito um espetáculo com as suas cores predominantes e a presença da esfera armilar dourada e quinas azuis como o luar, a abrir e fechar cortinas.</div><div>O nosso espetáculo gostava de esvaziar a nossa bandeira da normalidade dos uniformes, reivindicamos a generosidade portuguesa.</div><div>Por detrás da nossa bandeira está a delicadeza da alma das nossas ‘Beatrizes’, a violência das paixões das nossas ‘Paulas’ e o corpo de ‘Bernardim’.</div><div><br></div><div>Adaptado do Manual de Literatura Portuguesa, "Viagens"</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-10-17 12:48:45 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Seus olhos&quot;</title>
         <author>margaridasebastiao</author>
         <link>https://padlet.com/margaridasebastiao/5t9qpt11w2h1/wish/407948974</link>
         <description><![CDATA[<div>Seus olhos - que eu sei pintar<br>O que os meus olhos cegou –<br>Não tinham luz de brilhar,<br>Era chama de queimar;<br>E o fogo que a ateou<br>Vivaz, eterno, divino,<br>Como facho do Destino.<br><br>Divino, eterno! - e suave<br>Ao mesmo tempo: mas grave<br>E de tão fatal poder,<br>Que, um só momento que a vi,<br>Queimar toda a alma senti...<br>Nem ficou mais de meu ser,<br>Senão a cinza em que ardi.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-07 09:17:41 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridasebastiao</author>
         <link>https://padlet.com/margaridasebastiao/5t9qpt11w2h1/wish/407951353</link>
         <description><![CDATA[<div>O poema fala-nos dos sentimentos do “eu” lírico, quando se apaixona por uma mulher que exerceu sobre ele um grande impacto, atração e sedução. Os olhos da amada, de acordo com o eu poético, não tinham luz “luz de brilhar,/Era chama de queimar”,provocando neste um deslumbramento tal que impossibilita uma relação amorosa feliz e, por consequência, uma paixão destruidora. O sujeito poético assume-se como “pintor”, tendo como tema da sua “pintura” os olhos da amada (verso 4) , que os seus olhos “cegou”. </div><div>O elemento central do poema é, então, os olhos da amada. O fogo é o elemento divino eterno e suave e a cinza a recordação do amor espiritual. </div><div><strong> </strong></div><div>Nas duas estrofes, a rima é interpolada e emparelhada: ABAABCC, 1ªestrofe; DDEFFEF, 2ª estrofe. Ambas as estrofes são constituídas por sete versos, logo sétimas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-07 09:24:34 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Barca Bela&quot;</title>
         <author>margaridasebastiao</author>
         <link>https://padlet.com/margaridasebastiao/5t9qpt11w2h1/wish/414511907</link>
         <description><![CDATA[<div>Pescador da barca bela,</div><div>Onde vás pescar com ela,</div><div> Que é tão bela,</div><div> Oh pescador?<br><br></div><div>Não vês que a última estrela</div><div>No céu nublado se vela?</div><div> Colhe a vela,</div><div> Oh pescador!<br><br></div><div>Deita o lanço com cautela,</div><div>Que a sereia canta bela...</div><div> Mas cautela,</div><div> Oh pescador!<br><br></div><div>Não se enrede a rede nela,</div><div>Que perdido é remo e vela</div><div> Só de vê-la,</div><div> Oh pescador.<br><br></div><div>Pescador da barca bela,</div><div>Inda é tempo, foge dela,</div><div> Foge dela</div><div> Oh pescador!<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-11-21 08:43:02 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Barca Bela&quot;</title>
         <author>margaridasebastiao</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-11-21 08:44:55 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridasebastiao</author>
         <link>https://padlet.com/margaridasebastiao/5t9qpt11w2h1/wish/424144489</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-12-14 14:34:12 UTC</pubDate>
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         <title>Geração de 1870</title>
         <author>margaridasebastiao</author>
         <link>https://padlet.com/margaridasebastiao/5t9qpt11w2h1/wish/424145414</link>
         <description><![CDATA[<div>fonte: ebiografia<br>Antero de Quental (1842-1891) foi um poeta, filósofo português e um verdadeiro líder intelectual do Realismo em Portugal. Dedicou-se à reflexão dos grandes problemas filosóficos e sociais de seu tempo, contribuindo para a implantação das ideias renovadoras da geração de 1870.</div><div>Nasceu na localidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores, Portugal, no dia 18 de abril de 1842. Iniciou os seus estudos em Ponta Delgada.</div><div>Em 1858, com 16 anos, Antero de Quental ingressou no curso de Direito na Universidade de Coimbra e tornou-se o líder académico, graças à sua marcante personalidade.</div><div>Em Coimbra, Antero de Quental organizou a Sociedade do Raio, que pretendia renovar o país pela literatura. Em 1861 publicou alguns versos que lhe abriram o caminho para as glórias futuras.<br>Ainda estudante de Coimbra, Antero de Quental liderou um grupo de estudantes, que repudiava as velhas ideias do Romantismo, a geração de 70, causando uma polémica entre a velha e a nova geração de poetas. Nasceu assim a “Questão Coimbrã”.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-14 14:42:49 UTC</pubDate>
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         <title>Características da sua poesia</title>
         <author>margaridasebastiao</author>
         <link>https://padlet.com/margaridasebastiao/5t9qpt11w2h1/wish/424145477</link>
         <description><![CDATA[<div>fonte: ebiografica<br>-José Joaquim Cesário Verde nasceu em Lisboa, a 1855, e morreu no Lumiar, a 1886. Matriculou-se no curso superior de letras, frequentando por apenas alguns meses. </div><div>Dividia-se entre a produção de poesias, publicadas em jornais, e atividades de comerciante, herdadas do pai. Em 1877, começou a dar sinais de tuberculose, doença que já lhe havia tirado o irmão e a irmão. Estas mortes servem de inspiração a um dos seus principais poemas, “Nós”.</div><div>-O realismo (atitude crítica em relação à sociedade), o naturalismo, o impressionismo (o real apreendido através de impressões) e o parnasianismo (busca da perfeição formal) são as influências artísticas e estéticas na poesia de Cesário Verde.</div><div>-O binómio cidade/campo derivado da deambulação da cidade e das suas experiências no campo é um aspeto fundamental da poesia de Cesário Verde, assim como a captação impressionista da realidade, a dimensão social e a inovação poética.  Ao longo das suas obras, este oscila entre a exaltação e/ou crítica da cidade e o elogio do campo, que representa a vida, a saúde, o espaço onde se restabelecem as energias consumidas pelas metrópoles.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-14 14:43:37 UTC</pubDate>
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         <title>Biografia e bibliografia</title>
         <author>margaridasebastiao</author>
         <link>https://padlet.com/margaridasebastiao/5t9qpt11w2h1/wish/424145559</link>
         <description><![CDATA[<div>fonte: ebiografias <br>António Nobre (1867-1900) foi um poeta português, criou uma arte singular, aliando a subjetividade do Romântico ao poder de sugestão do Simbolismo.</div><div>António Pereira Nobre, conhecido como António Nobre, nasceu no Porto, Portugal no dia 16 de agosto de 1867. Filho de família abastada ingressou na Faculdade de Direito, na Universidade de Coimbra. Após ser reprovado duas vezes, abandonou o curso. Em 1890, mudou-se para Paris, onde se formou em Direito pela Universidade de Sorbonne, em 1895.<br>Referindo-se ao seu único livro publicado em vida, <em>Só</em> (1892), declara <em>que é o livro mais triste que há em Portugal</em>. Apesar disso, e de ser real o sentimento de tristeza e de exílio que perpassa em toda a sua obra, ela aparece marcada pela memória de uma infância feliz no norte de Portugal e pelo relembrar das paisagens e das gentes que conheceu no Douro interior e no litoral português a norte do Porto, onde passou na infância e juventude, e em Coimbra.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-14 14:44:27 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Poesia Impenetrável&quot;</title>
         <author>margaridasebastiao</author>
         <link>https://padlet.com/margaridasebastiao/5t9qpt11w2h1/wish/424145809</link>
         <description><![CDATA[<div>A obra de Camilo Pessanha tem sido rodeada de silêncio após a sua morte, talvez se possa explicar tal pela natureza da sua obra.</div><div> Há uma certa inibição, isto é como se a crítica não tivesse perceção de como deveria atuar relativamente ao objeto poético proposto à sua análise. </div><div> A crítica de cariz positivista marca a obra com circunstâncias biográficas ou em descobrir fontes, influências e genealogias de géneros e de temas. A crítica procura explicar o texto por fatores exteriores e vê apenas nele um documento humano/expressão de cultura de que muito pouco se consegue extrair.</div><div>De modo que, não se conseguem identificar mulheres existentes, paisagens com uma localização exata, ou seja é uma poesia impenetrável que resiste às interpretações biográficas e às catalogações histórico-culturais</div><div> Os tentames literários da sua juventude denunciam a marca do decadentismo e do naturalismo, e determinadas características comuns a realistas e parnasianos. A sombra torturada de Antero transparece na inquietação de algum raro soneto daqueles tempos. Mas nada disso define o verdadeiro Pessanha, o que havia de se afirmar na maturidade.</div><div>  A poesia de Camilo Pessanha não resiste à crítica biografante, mas também ao estreito historicismo literário. </div><div>Era leitor de Verlaine e de Rúben Darío que o ajudaram a encontrar determinadas cadências, a modular a sua própria música. Era simbolista, era um grande senhor dos ritmos e tratava os esquemas tradicionais do verso para depois os moldar em formas que, nunca pareceram revolucionárias, acabam por ser novas pela perfeita aderência às intenções e instituições que exprimem. Foi o  reiventor da língua, que é nele a mesma dos clássicos, apenas percorrida por uma vibração profunda que elimina velhos hábitos, desarticulando os períodos, variando os andamentos, iluminando com súbita intensidade de certas palavras belas e expressivas, às quais uma sábia e discreta valorização restitui o poder inicial. Raros tiveram como ele o segredo de colocar no lugar oportuno a palavra-chave carregada de um magnetismo poético.</div><div><br></div><div>Adaptado de Manual de Literatura Portuguesa "Viagens"                </div><div>feito em conjunto com Jéssica Gonçalves </div>]]></description>
         <pubDate>2019-12-14 14:47:13 UTC</pubDate>
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         <title>Pintura e escultura </title>
         <author>margaridasebastiao</author>
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         <description><![CDATA[<div>Artistas como o espanhol Francisco Goya e o francês Eugène Delacroix são os maiores representantes desta fase. Estes artistas representavam temas como a natureza, os problemas sociais e urbanos, valorizavam as emoções e os sentimentos nas suas obras de arte.</div><div><br></div><div>Através da pintura romântica, os artistas exprimem as suas emoções e a sua imaginação. Substituíram as cores límpidas e brilhantes e as composições harmoniosas do neoclassicismo por cenas de atividade violenta, dramatizadas por pinceladas vigorosas, cores ricas e sombras profundas.</div><div><br></div><div>A escultura romântica era sentimental, apelava aos sentidos e caracterizava-se pela sua energia e dinamismo.</div><div><br></div><div>Como o neoclássico, este estilo continuou a dar importância a monumentos funerários, estátuas equestres, motivos heróicos e homenagens a reis e militares.</div><div>A novidade da escultura vem com figuras de animais em cenas de luta e de caça. Entre os escultores que trabalharam no estilo romântico destaca-se o francês François Rude.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-14 14:50:58 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridasebastiao</author>
         <link>https://padlet.com/margaridasebastiao/5t9qpt11w2h1/wish/424146714</link>
         <description><![CDATA[<div>O padlet é, sem dúvida, uma fonte de estudo importante, permitindo-nos fazer estudos a fundo sobre a essência das obras, o que nos ajuda a perceber melhor todo o seu contexto. Não sou, de todo, fã de poemas, matéria que demos no final deste período, contudo apreciei imenso a obra dramática de Gil Vicente.<br>Obrigada!</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-14 14:56:04 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridasebastiao</author>
         <link>https://padlet.com/margaridasebastiao/5t9qpt11w2h1/wish/424156243</link>
         <description><![CDATA[<div>fonte: manual<br>A lírica garretiana divide-se em três fases: influência neoclássica; início do Romantismo literário português; maturidade estética e notável, aliando nacionalismo a individualismo<br>A linguagem é quase sempre simples e direta, aparentemente espontânea e marcada pela emotividade: o que está patente no uso da pontuação (travessão, reticências, exclamações). Nalguns poemas há marcas de narratividade e do género dramatização: diálogo eu - tu, narração; estilo coloquial (marcas da oralidade, falso diálogo); · exploração com originalidade de recursos estilísticos: anástrofe, anáfora, interrogação, imagem, reticência, hipérbole, gradação, comparação, a metáfora e a antítese. · Os sinais de pontuação estão ao serviço da expressividade e do dramatismo, fazendo sublinhar as pausas naturais do discurso emotivo.<br>Características:<br>-mulher exaltada e sobrevalorizada; mulher anjo/demónio<br>•abandono do verso branco arcádico e dos géneros clássicos; <br>• preferência pela redondilha em estrofes regulares (quadra, sextilha, estrofes de sete e oito versos); <br>• função apelativa da linguagem; <br>• teatralidade; • exploração original de metáforas e antíteses;<br> • sinais de pontuação mais ao serviço da expressividade do que da lógica;<br> • ritmo influenciado pela cesura do verso; <br>• exploração da polissemia. Temas clássicos: o tema da mudança; a antítese vida/morte;  a paisagem como estado de alma.<br>Abandonou as convenções clássicas, os versos brancos dos árcades e usou uma grande liberdade métrica e rítmica. Soube tirar impressionante partido das aliterações, rimas internas, sinestesias, fazendo anunciar o Simbolismo. É inovador, aproximando a linguagem literária da linguagem coloquial. Os tipos de frase, a pontuação, revelam as mínimas alterações do estado de espírito do sujeito poético. Todos estes recursos estéticos conferem ao discurso uma ductilidade, uma musicalidade, uma cadência, uma harmonia, uma suavidade, que são a grande contribuição de Garrett para a poesia moderna.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-14 16:24:46 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridasebastiao</author>
         <link>https://padlet.com/margaridasebastiao/5t9qpt11w2h1/wish/424157016</link>
         <description><![CDATA[<div>fonte: manual<br>Garrett começa por referir que, enquanto foi poeta, não gostava que o designassem como tal. Contudo, no momento em que estava a escrever esta advertência já tinha pena de não o poder ser, pois não há almas mais nobres que as dos poetas. <br>-Admite ter destruído a maioria das suas obras, algo que ainda hoje é comum entre os artistas.<br>-Indica que "Flores sem fruto" é uma pequena coleção de poesias escritas em diferentes fases da sua vida: as flores simbolizam a vida, a beleza enorme e rapidamente morrem ou são arrancadas e as quatros estações do ano correspondem a diversos momentos da sua vida. <br>-</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-14 16:31:46 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>margaridasebastiao</author>
         <link>https://padlet.com/margaridasebastiao/5t9qpt11w2h1/wish/424158047</link>
         <description><![CDATA[<div>fonte: manual<br>Todos os textos são relacionados com a vida do autor, Almeida Garrett. Encontramos presente o egocentrismo e a capacidade de reconhecer a sua lucidez.<br>-Consagra os poemas a um Deus desconhecido, mais especificamente à mulher que ele amava e a quem dera o poder de os destruir.<br>-Afirma que é a loucura que o transcende das pessoas ditas "normais" e cujo mundo que o rodeia não compreende. No entanto, ele também não entende o mundo. <br>-Defende ainda que, enquanto as pessoas ditas normais são apenas matéria/corpos, os poetas e restantes artistas são dotados de alma e jamais serão esquecidos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-14 16:40:55 UTC</pubDate>
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         <title>fonte: slideshare</title>
         <author>margaridasebastiao</author>
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         <description><![CDATA[<div>Na sua poesia concede grande atenção ao real, descrito com minúcia e afecto, mesmo se à distância da memória e do sentimento de exílio que entretanto o invadira. Este sentimento, só aparentemente resultado da sua ida para Paris, estará presente em toda a sua obra, mesmo naquela que foi escrita após o seu regresso a Portugal.</div><div>Embora a tuberculose pulmonar apenas se tenha manifestado depois de publicada a primeira edição do livro, pelo que são erróneas as leituras que pretendem ver os poemas de <em>Só</em> à luz daquela doença, em toda a obra de António Nobre está presente a procura de um regresso a um passado feliz, que transfigura a realidade, poetizando-a e aproximando-a da intimidade do poeta. Estas características da sua obra, que reflectem as influências simbolistas e decadentistas que recebeu em Coimbra e Paris, são acompanhadas de alguma ironia amarga perante o que achava ser a agonia de Portugal e a sua própria, particularmente na fase final da sua vida na qual as circunstâncias críticas do seu estado de saúde contribuíram em muito para as características da sua obra.</div><div>Em todos os seus livros (Só e os póstumos Primeiros versos e Despedidas), bem como no seu abundante epistolário, está presente um sentimentalismo aparentemente simples, reflectido nos temas recorrentes da sua obra: a saudade, o exílio, a pátria e a poesia. Este sentimentalismo ganha uma dimensão mítica, por vezes um certo visionamento, na procura de um passado pessoal entretanto perdido pelo desenraizamento da sua pátria ou pelo sentimento de amargura a sua estagnação lhe causa, como se percebe no seu poema <em>Carta a Manuel</em>.</div><div>Na sua obra poética, António Nobre procurou recuperar um pitoresco português ligado à vida dos simples, ao seu vigor e à sua tragédia, pelos quais sentia uma ternura ingénua e pueril. Nessa tentativa assume uma atitude romântica e saudosista que marcaria profundamente a literatura portuguesa posterior, aproximando-o de figuras literárias como Guerra Junqueiro e Almeida Garrett.</div><div>Esta proximidade e admiração a Almeida Garrett são confessadas pelo próprio autor no poema intitulado significativamente <em>Viagens na minha terra.</em><br>Estilisticamente, recusou a elaboração convencional, a oratória e a linguagem elevada do simbolismo do seu tempo, procurando dar à sua poesia um tom de coloquialidade, cheio de ritmos livres e musicais, acompanhado de uma imagem rica e original. Nesta ruptura com o simbolismo foi precursor da modernidade. Marcantes, ainda, na sua obra são o seu pessimismo e a<br> obsessão da morte (como em <em>Balada do Caixão) </em>e o apreço pela paisagem e pelos tipos pitorescos portugueses (como na segunda e terceira partes de <em>António)<br></em>Considerada ousada para a época, a obra de António Nobre foi interpretada por alguns como nacionalista e tradicionalista.<em><br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-14 23:39:51 UTC</pubDate>
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         <author>margaridasebastiao</author>
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         <description><![CDATA[<div>Olá. O meu nome é Margarida Sebastião e sou aluna da disciplina de Literatura. Espero que este padlet seja tão útil para vocês como é para mim :)</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-14 23:54:23 UTC</pubDate>
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         <author>margaridasebastiao</author>
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         <description><![CDATA[<div>fonte: slideshare</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-15 10:12:53 UTC</pubDate>
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         <author>margaridasebastiao</author>
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         <description><![CDATA[<div>fonte: slideshare</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-15 10:40:45 UTC</pubDate>
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         <title>feito em conjunto com Jéssica Gonçalves</title>
         <author>margaridasebastiao</author>
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         <description><![CDATA[<div>Imagens que passais pela retina</div><div>Dos meus olhos, porque não vos fixais?</div><div>Que passais como a água cristalina</div><div>Por uma fonte para nunca mais!...</div><div>Ou para o lago escuro onde termina</div><div>Vosso curso, silente de juncais,</div><div>E o vago medo angustioso domina,</div><div>_ Porque ides sem mim, não me levais?</div><div>Sem vós o que são os meus olhos abertos?</div><div>_ O espelho inútil, meus olhos pagãos!</div><div>Aridez de sucessivos desertos...</div><div>Fica sequer, sombra das minhas mãos,</div><div>Flexão casual de meus dedos incertos,</div><div>_ Estranha sombra em movimentos vãos.</div><div><br></div><div>Na primeira estrofe conseguimos ter uma perceção visual do que o eu lírico nos pretende transmitir, conseguimos idealizar "a água cristalina" que passa por uma fonte porém não conseguimos fixar tais imagens.</div><div>A imagem da água revela a ideia de transição, essa ideia é reforçada pelo verbo passar que se repete no 1º e no 3º verso.</div><div>O facto de a água ser cristalina simboliza a fragilidade das imagens que não se fixam, mas também simboliza tranquilidade ou paz interior do sujeito poético.</div><div>As reticências no final da estrofe sugerem a resignação do poeta, e a ideia do fluir sem fim da água que se escoa para distâncias desconhecidas. </div><div>A palavra "mais" que encerra a 1ªestrofe revela lamentação que se perde no infinito e o seu lamento que vai escoando à distância, sem encontrar um fim. Esse lamento está presente nos versos 2 e 3 e na repetição da forma verbal "passais" no 1ª e 4ªversos.</div><div>O ritmo da estrofe expressa a calma do poeta e o seu discurso fluente e contínuo.</div><div>A atitude do eu poético é a de um observador atento ao que o rodeia, mas o "eu" interior vai intensificar essa preocupação na 2ªestrofe, onde há uma repetição da ideia de "meus olhos" que aparece 2 vezes na 3ª estrofe. </div><div>Na segunda estrofe o tom adquire um aspecto sombrio. O poeta volta-se para dentro de si, fato nitidamente mostrado no 3º verso, após o que duas referências a si mesmo aparecem no 4º verso: “mim” e “me”. Agora a imagem da “água cristalina” é substituída pela do “lago escuro”, uma imagem sombria, tétrica, conotando morte em oposição à vida das imagens anteriores. </div><div>O elemento, água, é o mesmo. Apenas o aspecto é que muda. Esse elemento de diluição vai culminar na “sombra das mãos”, na última estrofe do soneto. Por enquanto, vamos analisar a segunda estrofe. Novamente temos a aliança da imagem visual com o plano sonoro do poema. Note-se a predominância marcante das vogais fechadas, com o grande número de vogais posteriores, que dão a própria imagem do sombrio: /u/ e /o/.</div><div>No verso mais expressivo dessa estrofe que é o 3º, aparece apenas uma vogal aberta em contraposição a cerca de dez vogais fechadas, na maioria, posteriores. Esse verso é importante porque denota a mudança de atitude do poeta. Essa valorização é feita no plano sintático, havendo uma quebra da ordem natural do pensamento com a identificação da oração que constitui o 3º verso e a continuação da ideia anterior no 4º verso (o enjambement de ”termina” valoriza a ideia da própria palavra terminando o verso). Essa quebra revela a tensão do narrador. O ritmo dessa estrofe, aliás, é tenso em comparação ao da primeira. A leitura torna-se mais pausada, mais lenta. A imagem do “lago escuro”, “silente de juncais”, apresenta-se nos como a de um “poço” parado (sem vida) e profundo. A partir do momento em que o poeta se volta para dentro de si, no 3º verso, o tom passa a ser outro. “Porque ides sem mim, não me levais?” sugere um despertar para a realidade da sua dor. </div><div>A interrogação adquire agora tom mais desesperado; o objeto dessa interrogação é ele mesmo: “porque não ME levais?” e esse ME é uma reiteração da ideia já expressa em “mim”. Esse verso é dividido em duas partes, havendo uma cesura após a palavra “mim”. Ambas as partes têm o mesmo significado, o que muda é a estrutura da frase, acarretando uma nova dimensão para a negação. Não ocorre uma simples repetição do conteúdo sob duas formas estruturais, mas uma mudança de estrutura, ocasionando diferenças de grau na interrogação negativa: a primeira frase nega, mas por exclusão (através do termo “sem”), ao passo que a segunda reforça tal negativa pelo uso da negação absoluta “não”.</div><div>Reforçada a interrogação, reforça-se também o objetivo dessa interrogação que, com já dissemos, é o próprio poeta. A cesura é elemento também importante na valorização da interrogação: “porque não me levais?”.</div><div>Simultaneamente ao distanciamento, ao afastamento das imagens, temos uma aproximação do “eu”.</div><div>Depois de constatar sua inutilidade (pela diluição das imagens), apela para a “súplica” que é uma tentativa de agarrar-se a um referente externo, relacionado com o “eu”. </div><div>No 3º verso do primeiro terceto há uma concentração de sibilantes /s/ e uma ausência total de nasais, sugerindo a interrupção do fluir anterior e o aspecto do deserto.</div><div>Essa concentração dá a impressão de que as imagens são realmente “sucessivas” e se diluem, desaparecendo totalmente e dando lugar à súplica que aparece no último terceto.</div><div><br></div><div>Relativamente ao nível formal, este soneto é constituído por catorze versos, distribuídos por duas quadras e dois tercetos. Os versos são decassilábicos e a rima é interpolada e cruzada.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-12-15 20:46:09 UTC</pubDate>
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