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      <title>O Cérebro: casos concretos  by Leonor Ralo</title>
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      <description>Lesões pré-frontais em crianças </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-10-14 09:16:31 UTC</pubDate>
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         <title>2. Qual/quais a/s área/s afetada/s?</title>
         <author>a114834</author>
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         <description><![CDATA[<div>A área do cérebro afetada foi o <strong>lobo frontal</strong>, mais precisamente no <strong>córtex pré-frontal </strong>(áreas integrativas) que é <strong>responsável </strong>por funções intelectuais superiores, como o <strong>pensamento abstrato, atenção, imaginação, motivação, juízo crítico, decisão, previsão.</strong><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-14 09:29:22 UTC</pubDate>
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         <title>3. Qual a sintomatologia observada?</title>
         <author>a114834</author>
         <link>https://padlet.com/a114834/5ssjos2bvd52klb4/wish/828040587</link>
         <description><![CDATA[<div>A doente mostrava-se <strong>indiferente aos castigos verbais </strong>ou <strong>físicos</strong>, era intelectualmente capaz, mas <strong>raramente completava qualquer tarefa</strong>. A sua adolescência foi marcada por um <strong>desrespeito constante de regras e por confrontações frequentes </strong>com outros adolescentes e com adultos, <strong>comportava-se sempre de forma abusiva, física, verbalmente</strong> e <strong>mentia cronicamente</strong>. Foi detida várias vezes por roubar, inclusivamente <strong>roubava coisas</strong> a colegas ou a membros da sua própria família. Teve comportamentos sexuais arriscados muito precocemente e engravidou aos 18 anos. Depois do nascimento da criança, o seu <strong>comportamento maternal mostrou-se deficiente</strong>, era completamente <strong>indiferente às necessidades do bebé.</strong> Nunca manteve qualquer espécie de emprego devido ao <strong>desrespeito dos horários </strong>e de outras regras de trabalho,nunca planeou qualquer espécie de plano para o seu futuro, nunca mostrou nenhum desejo de se empregar de forma estável, nunca exprimiu <strong>sentimentos de culpa ou remorsos </strong>e nunca mostrou simpatia em relação a outros, pelo contrário, <strong>culpava-os sempre e atribuía-lhes a responsabilidade pelos seus próprios problemas</strong>.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-14 09:30:19 UTC</pubDate>
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         <title>4. Qual o diagnóstico possível?</title>
         <author>a114834</author>
         <link>https://padlet.com/a114834/5ssjos2bvd52klb4/wish/828041200</link>
         <description><![CDATA[<div>Até então nunca ocorreu aos pais que o comportamento da filha pudesse ter sido <strong>originado pelo traumatismo craniano</strong>. Quando os pais puseram a hipótese de que os problemas da filha pudessem partir de uma lesão cerebral e levaram-na à clínica, foi possível observar <strong>através</strong> de um estudo de <strong>ressonância magnética do cérebro</strong>, que a doente tinha, de fato, <strong>sofrido uma lesão cerebral grave</strong>. Assim o possível <strong>diagnóstico</strong> da paciente é que apresenta uma <strong>dificuldade de concentração, perda de iniciativa, apatia, incapacidade de tomar decisões e instabilidade emocional.</strong></div><div> <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-14 09:30:40 UTC</pubDate>
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         <title>5. Quais as possibilidades de recuperação/ tratamento?</title>
         <author>a114834</author>
         <link>https://padlet.com/a114834/5ssjos2bvd52klb4/wish/828042262</link>
         <description><![CDATA[<div>A doente foi internada várias vezes, devido ao seu comportamento perturbador e <strong>foram utilizadas várias terapêuticas comportamentais e medicamentos psicotrópicos que não ajudaram de todo a situação</strong>. Depois de ter corrido diversos riscos físicos e financeiros, a doente <strong>tornou-se inteiramente dependente dos seus pais ou de instituições sociais</strong> que passaram a responsabilizar-se pela sua vida. Um diagnóstico precoce permitiria uma eventual recuperação mais eficaz. Um acompanhamento por profissionais como o psiquiatra, psicólogo e até terapeutas ou psicoterapeutas Cognitivo-Comportamentais, <strong> permitiria uma minimização dos seus comportamentos conflituosos</strong>, pois o cérebro tem uma <strong>capacidade de alteração e adaptação progressiva </strong>das nossas estruturas e funções neurais, essa capacidade é denominada por <strong>plasticidade</strong> ou <strong>neuroplasticidade</strong>, dividindo-se em <strong>plasticidade desenvolvimental</strong>, que ocorre durante o desenvolvimento cerebral normal, quando o cérebro não maturado começa a processar a informação sensorial, até ao período adulto. O <strong>mecanismo de suplência </strong>ou <strong>função vicariante</strong>, que é a plasticidade que ocorre como um <strong>processo adaptativo de compensação de funções perdidas ou de maximização de funções mantidas em caso de lesão cerebral</strong>. A lesão afetou uma parte bastante importante do cérebro, responsável por funções intelectuais superiores, decisivas para a nossa <strong>personalidade, quem nós somos, afetando-a para o resto da sua vida</strong>. Se a lesão da doente tivesse sido identificada logo quando ocorreu a lesão, a doente era muito jovem, então <strong>as hipoteses de conseguir prevenir alguns dos comportamentos associados a esta lesão, seriam bastante grandes já e que o cérebro tem uma maior capacidade de se regenerar ou de compensar as perdas no tecido cerebral causadas pela lesão e maximizar as funções mantidas, dando assim à paciente uma maior qualidade de vida e não dependência permanente de terceiros para os comportamentos basicos da vida em sociedade.</strong><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-14 09:31:14 UTC</pubDate>
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         <title>1. Qual a origem da lesão?</title>
         <author>a114834</author>
         <link>https://padlet.com/a114834/5ssjos2bvd52klb4/wish/828045778</link>
         <description><![CDATA[<div>Aos 15 meses a doente foi vítima de um <strong>acidente de viação</strong>, o que originou um <strong>traumatismo craniano </strong>(é uma lesão no crânio provocada por uma pancada ou trauma na cabeça, que pode atingir o cérebro e provocar sangramento e coágulos). Nos dias posteriores ao acidente, <strong>recuperou completamente e não houve nenhuma alteração comportamental que se pudesse observar até aos 3 anos.</strong><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-14 09:33:19 UTC</pubDate>
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