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      <title>Biografia by Raycca De matos</title>
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      <pubDate>2024-12-02 00:18:49 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>raycca124</author>
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         <pubDate>2024-12-02 00:19:45 UTC</pubDate>
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         <title>RACISMO CONTRA ATLETAS DE FUTEBOL NEGROS</title>
         <author>raycca124</author>
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         <pubDate>2024-12-02 00:21:04 UTC</pubDate>
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         <author>raycca124</author>
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         <description><![CDATA[<p>COLEGIO ESTADUAL JOÃO TAVARES MARTINS </p><p>DATA:02/12/2024</p><p>ALUNO(A): RAYCCA DE MATOS SOUSA </p><p>PROFESSOR(A): ROGEIRO </p><p>TURMA: 34.01</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-02 00:24:16 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>raycca124</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Biografia de Pelé</strong></p><p>Pelé (1940-2022) foi&nbsp;um jogador brasileiro de futebol. Conhecido como "Rei Pelé", encantou o mundo com seus dribles e passes. Foi nomeado&nbsp;Embaixador Mundial do Futebol. Foi eleito o "Atleta do Século". Levou o Santos Futebol Clube, onde atuou por mais de duas décadas, a ganhar mais de quarenta títulos.</p><p>Pelé foi artilheiro do campeonato paulista, ganhou o título 11 vezes, dos quais,&nbsp;9 foram consecutivas. Foi artilheiro da Taça Brasil, da Taça Libertadores e do Torneio Rio São Paulo. Fez sua estreia na Seleção Brasileira com apenas 17 anos, incompletos, de onde só se despediu em 1971. Jogou no New York Cosmos de 1975 a 1977. Foi Ministro dos Esportes entre os anos de 1995 e 1998.</p><p><strong>Infância</strong></p><p>Edson Arantes do Nascimento, conhecido como Pelé, nasceu na cidade de Três Corações, em Minas Gerais, no dia 23 de outubro de 1940. Filho de João Ramos do Nascimento (Dondinho), também jogador de futebol, e de Celeste Arantes.</p><p>Desde pequeno Pelé gostava de futebol e jogava com uma bola de pano. Em 1944 mudou-se com a família para a cidade de Bauru, em São Paulo.</p><p><strong>Início da Carreira</strong></p><p>Com 10 anos, Pelé começou a carreira de jogador de futebol no infanto-juvenil do&nbsp;Bauru Atlético Clube, em São Paulo, onde conquistou o bicampeonato em 1954 e 1955.</p><p><strong>Santos Futebol Clube</strong></p><p>Ainda em 1956, Pelé foi levado para treinar no Santos F.C.&nbsp;pelo também jogador&nbsp;Waldemar de Brito. Em jogo treino, Pelé fez quatro gols, quando&nbsp;seu time ganhou de 6 a 1.</p><p>Sua primeira partida oficial foi no dia 7 de setembro de 1956, em um jogo amistoso entre Santos e Corinthians. O resultado foi de 7 a 1 para o Santos, com dois gols de Pelé.</p><p><strong>Títulos conquistados no Santos</strong></p><ul><li><p>Bicampeão da Taça Libertadores da América (1962 e 1963)</p></li><li><p>Bicampeão Mundial de Interclubes (1962 e 1963)</p></li><li><p>Campeão da Taça de Prata (1968)</p></li><li><p>Cinco vezes campeão da Taça Brasil (1961, 62, 63, 64 e 65)</p></li><li><p>Quatro vezes campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Rio-São Paulo (1959. 1963,1964 e 1966)</p></li><li><p>25 títulos de torneios no exterior:</p><p><strong>Seleção Brasileira</strong></p><p>Pelé fez sua estreia na seleção brasileira no dia 7 de julho de 1957, com 16 anos, na Copa Rocca, no jogo contra a Argentina, no Estádio do Maracanã no Rio de Janeiro, quando&nbsp;marcou seu “primeiro gol pela seleção”, porém o Brasil perdeu por 2 a 1.</p><p>Em 1958, na Copa do Mundo na Suécia, Pelé começou a usar a camisa n.º 10, que se tornou sua marca. Nos dois primeiros jogos ele ficou na reserva, só vindo a jogar na terceira partida, contra a União Soviética.</p><p><br>Na partida, Garrincha marcou o primeiro gol e Pelé deu assistência ao segundo gol de Vavá. No jogo seguinte, Pelé marcou o segundo gol na vitória sobre a Inglaterra, conquistando o seu primeiro gol na Copa.</p><p>No jogo final contra a Suécia, no dia 29 de junho, Pelé marcou dois gols e&nbsp;o Brasil foi campeão mundial vencendo a Suécia por 5 a 2. Pelé tornou-se o jogador mais jovem a conquistar uma Copa do Mundo.</p><p>Na Copa do Mundo de 1962, no Chile, Pelé já era considerado o melhor jogador do mundo. Na primeira partida contra o México, Pelé foi fundamental na vitória por 2 a 0.</p><p>&nbsp;No jogo seguinte, contra a Tchecoslováquia, Pelé sofreu uma distensão muscular e ficou fora da equipe. Quem brilhou no seu lugar foi o jogador Garrincha, quando o Brasil conquistou a segunda Copa do Mundo.</p><p>Na Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, embora o Brasil estivesse formado com um time de grandes jogadores como Pelé, Garrincha, Gilmar, Djalma Santos, Jairzinho, Gérson e Tostão, disputou apenas três partidas, sendo eliminado na primeira rodada.</p><p>Na Copa do Mundo de 1970, no México, sob o comando do técnico Zagallo, o Brasil jogou seis partidas e conquistou seis vitórias. O Rei Pelé marcou quatro gols e protagonizou alguns dos lances mais bonitos da história do futebol.</p><p>Na final, Brasil e Itália entraram em campo na disputa pelo tricampeonato mundial e, consequentemente, a posse definitiva da Taça Jules Rimet. Em uma cabeçada, Pelé abriu o placar.</p><p>Em seguida, a Itália empatou. No segundo tempo, Gérson fez 2 a 1, Jairzinho fez 3 a 1 e Carlos Alberto, em uma bola rolada por Pelé, fez 4 a 1, conquistando o tricampeonato e definitivamente a Taça Jules Rimet.</p><p>Em 1971, Pelé decidiu se aposentar da Seleção Brasileira e sua despedida se fez em dois jogos. A primeira partida foi realizada em 11 de julho, contra a Áustria, no Estádio do Morumbi, São Paulo, que terminou empatada em 1 a 1.</p><p>A segunda partida foi no Estádio do Maracanã, em 18 de julho, contra a Iugoslávia, com o placar de 2&nbsp;a 2. Pelé, que atuou apenas no primeiro tempo, deu a volta olímpica no intervalo da partida.</p><p><strong>Número de Gols de Pelé</strong></p><p><strong>Santos</strong></p><ul><li><p>De 1965 a 1974 - 1144 jogos – 1124 gols</p></li></ul><p><strong>Seleção Brasileira</strong></p><ul><li><p>De 1957 a 1971 - 114 jogos – 95 gols</p></li></ul><p><strong>Cosmos</strong></p><ul><li><p>De 1975 a 1977 – 108 jogos – 63 gols</p><p>Pelé totalizou 1282 gols em sua carreira, conquistados em 1366 partidas oficiais. O milésimo gol de Pelé, que entrou para a história, foi marcado no Maracanã, no dia 19 de novembro de 1969, na cobrança de um pênalti, no jogo entre Santos e Vasco.</p><p><strong>Aposentadoria</strong></p><p>Pelé aposentou-se do futebol no ano de 1977, quando jogava no Cosmos. Em 1994 foi nomeado Embaixador da Boa Vontade da UNESCO. Em 1995 foi nomeado Ministro do Esporte no governo de Fernando Henrique Cardoso, cargo que exerceu até 1998.</p><p>Durante esse período, Pelé criou uma lei que, entre outras medidas, visava dar maior transparência e profissionalismo ao esporte, que ficou conhecida como “Lei Pelé”.</p><p><strong>Prêmios Individuais</strong></p><ul><li><p>Bola de Prata, Copa do Mundo, 1958</p></li><li><p>Chuteira de Prata, Copa do Mundo, 1958</p></li><li><p>Atleta do Século, pelo jornal L'Equipe, 1981.</p></li><li><p>Sir-Cavaleiro Honorário do Império Britânico, Rainha Elizabeth II, 1997</p></li><li><p>Futebolista do século, UNICEF, 1999</p></li><li><p>Melhor Jogador do Século, FIFA, 2000.</p><p><strong>Vida Pessoal</strong></p><p>Pelé foi casado com Rosemeri dos Reis Cholbi entre 1966 e 1980. O casal teve três filhos: Kelly Cristina, Jennifer e Edinho, que também se tornou jogador de futebol.</p><p>Em 1990 começou o namoro com Assíria Nascimento, com quem se casou em 1994 e tiveram filhos gêmeos, Joshua e Celeste. O casal se separou em 2008.</p><p>Em 2016 casou-se com a empresária Márcia Cibele Aoki, com quem namorava desde 2010.</p><p>O jogador teve duas filhas fora do casamento, Sandra Regina Machado, que faleceu em 2006, e Flávia Kutz. Ambas só conseguiram reconhecimento da paternidade através dos tribunais.</p><p><strong>Saúde</strong></p><p>Em 2012, Pelé se submeteu a uma cirurgia nos Quadris. Passou ainda por mais duas cirurgias, uma em 2015 e outra em 2017. Com dificuldades para andar, passou a se locomover em uma cadeira de rodas.</p><p>Em 2018, esteve em Moscou para o sorteio da Copa do Mundo da Rússia, quando foi fotografado ao lado de Vladimir Putin e Diego Maradona.</p><p>No dia 2 de abril de 2019, depois de se encontrar com Mbappé, jogador do PSG, Pelé foi internado em um hospital em Paris. Ao receber alta, Pelé retornou ao Brasil e foi internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, com infeção urinária.</p><p>Recuperado&nbsp;e morando no Guarujá, litoral de São Paulo, Pelé seguiu&nbsp;a quarentena por causa do coronavírus.</p><p><strong>80 anos de vida</strong></p><p>No dia 23 de outubro de 2020, ao completar 80 anos, Pelé declarou:</p><p>“Agradeço a todos os que me mandaram cumprimentos. Agradeço a Deus pela saúde de chegar aqui lúcido. Em todos os lugares do mundo em que chego sou bem recebido, as portas sempre estão abertas no mundo todo. Espero que, quando chegar ao céu, Deus me receba da mesma maneira que todos me recebem hoje graças ao nosso querido futebol”.</p><p><strong>Doença e morte</strong></p><p>Em setembro de 2021, Pelé foi diagnosticado com um câncer de cólon. Depois de passar por vários internamentos e tratamentos, em dezembro de 2022, Pelé deu entrada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde permaneceu durante todo o mês.</p><p>Nas últimas semanas&nbsp;o quadro de saúde de Pelé se agravou, pois a doença não mais respondia ao tratamento quimioterápico.</p><p>Pelé faleceu em São Paulo, no dia 29 de dezembro de 2022, com 82 anos.</p><p><br/></p></li></ul></li></ul></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-02 00:28:29 UTC</pubDate>
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         <title>Pelé: Racismo e esquecimento marcam os 80 anos do jogador  (REPORTAGEM)              </title>
         <author>raycca124</author>
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         <description><![CDATA[<p>Ele figura em todas as listas de melhores atletas do século 20. Para muitos, é o maior de todos os tempos. Marcou 1.281 gols em 21 anos, foi artilheiro paulista por dez anos consecutivos e tem mais de 60 títulos conquistados, entre eles o tricampeonato mundial pela Seleção Brasileira. Conta-se que seu talento com a bola foi capaz até de parar uma guerra. Nesta sexta-feira, 23 de outubro, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, completa 80 anos de vida. Por que as homenagens não estão à altura da grandiosidade de sua carreira?</p><p>Para a jornalista Angélica Basthi, autora do livro Pelé: uma estrela negra em campos verdes, alguns fatores contribuíram para que um imaginário negativo sobre ele seja hoje tão presente na sociedade brasileira. Um deles foi a rejeição a Sandra, fruto de um relacionamento que teve em 1963. Ela brigou na justiça para ser reconhecida como filha, mas nunca conseguiu conviver com o pai, tendo morrido em 2006, aos 42 anos, de câncer de mama. “Ninguém conseguiu entender bem por que o Pelé demorou tanto a reconhecer essa filha. E ele teve outra filha também fora do casamento, a Flávia, que ele reconheceu. Qual foi sua grande dificuldade? Achou que a moça queria dar um golpe? Mas, depois, com tantas evidências de que ela era filha dele, por que ele se recusou? Isso foi muito polêmico e muito discutido na época. Ficou uma marca em sua trajetória”, observa ela.</p><p>Outra questão bastante controversa foi a recusa do jogador em falar sobre questões raciais durante grande parte da sua vida. Angélica observa que, nos últimos anos, ele vem revendo essa postura, embora “à sua maneira”: em 2014, ao comentar o racismo sofrido pelo goleiro Aranha, durante um jogo pelo Santos (time que Pelé também defendeu), disse que, se tivesse parado toda partida em que alguém o chamasse de “macaco” ou “crioulo”, todos os jogos dos quais participou teriam que ser interrompidos – admitindo, pela primeira vez, que sofria discriminação racial. Em junho, aderiu às manifestações pelo assassinato de George Floyd, Blackout Tuesday, postando um quadrado preto no Instagram. “Isso também é novo no repertório do Pelé”, pontua a jornalista. “Ainda permanece essa imagem, em que ele próprio investiu, do Pelé dos anos 70, que nunca quis ser vinculado à questão racial”.</p><p>Professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) e doutorando em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), Marcos Queiroz acredita que a pouca atenção à data tem a ver também com uma crise identitária que o Brasil está vivendo. “Esse país tem que se reconstruir. Inclusive na relação com aquilo que é mais fremente, que é o futebol. Esse apagamento em relação aos 80 anos do Pelé é parte de um Brasil que que está procurando se encontrar, como diz o Candeia. Tem crise econômica, política, mas também, como diz o [historiador Luiz Antonio] Simas, uma crise epistêmica”, reflete. “E, pensando essa depressão do Pelé [em fevereiro, Edinho, filho do jogador, disse que Pelé estava recluso e com “certa depressão” devido a seus problemas de mobilidade], talvez ele esteja deprimido porque o Brasil também está deprimido. O mundo que se construiu em torno do Pelé e que ele viveu não existe mais. E dificilmente vai voltar a existir”.</p><p>O racismo da sociedade brasileira também faz com que Pelé seja julgado de forma implacável por todos os seus erros. “Sua figura é interessante para pensar a questão racial porque ele reúne vários fatores, entre eles a imagem na qual ele próprio investiu de homem perfeito. O homem branco perfeito é completamente diferente do homem negro perfeito. O homem negro é cobrado para ser impecável”, analisa a jornalista Angélica Basthi. “Ele abraçou essa ideia do homem perfeito. Só que ele é um homem negro. Então a sociedade, quando olha o Pelé, olha esse homem negro. Cadê essa perfeição? As pessoas fazem vista grossa para outros jogadores, mas não para ele. O julgamento é implacável. E é implacável com esse conteúdo racial, sim. O homem negro perfeito que o Pelé deveria ser e bancar: não pode errar, tem que ser esse homem que não existe”.</p><p>A jornalista esportiva Martha Esteves acredita que a pouca memória do brasileiro e a reclusão de Pelé, além da questão com a filha, contribuem para a fraca celebração em torno das oito décadas do jogador. “Acho que a doença foi um fato complicado para ele. Ele está muito recluso. E quem não é visto não é lembrado, infelizmente. Isso deve estar contribuindo para ele estar recebendo poucas homenagens, o que é lamentável, né? Porque ele é e sempre vai ser o melhor do mundo. Ninguém vai superar. O Messi acha isso”, diz. “Você está falando de um ídolo mundial, que foi recebido pela Rainha da Inglaterra, que parou guerra, que, se estivesse na ativa hoje, no mundo das redes sociais, do exibicionismo, seria muitíssimo mais famoso do que os Beatles, por exemplo. Ou de qualquer um que esteja vivo hoje”.</p><p>Ela concorda que o racismo também atravessou toda a carreira do craque, influenciando os julgamentos sobre seus erros. “Quando o negro no futebol alcança um patamar de riqueza, de fama, tem um pouquinho de aceitação, mas até a página dois. Porque, se fizer uma cagada, se tiver um deslize de comportamento, aí a porrada vem. Vem com força”, diz. A jornalista esportiva acredita que mesmo o caso de Robinho, que teve o contrato com o Santos suspenso depois da pressão da sociedade diante da condenação do jogador por estupro, poderia ter um desfecho diferente se ele fosse branco. “O Cristiano Ronaldo também foi acusado de um estupro. Para não ir a julgamento, ele chamou a menina e deu um monte de dinheiro. Mas ele está jogando. Não teve a grita internacional, mundial que deveria ter tido. Porque o Cristiano Ronaldo é infinitamente mais famoso, mais poderoso, mais rico e mais craque do que o Robinho. Mas, mesmo lá em Portugal, lá na Europa, não foi dessa forma”, compara.</p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" class="td-modal-image" href="https://www.geledes.org.br/wp-content/uploads/2020/10/Martha-Esteves-1.jpg"><br></a>Angélica vê semelhanças entre as críticas baseadas em estereótipos racistas que Pelé recebeu na juventude e as que Neymar recebe hoje. “E isso tem a ver tanto com a ideia desse homem negro perfeito como com esse homem negro infantil, que é a maneira de infantilizar os homens negros para colocá-los sempre num lugar de inferioridade. O homem negro, principalmente no futebol, é associado a emoções infantis, ao despreparo, à falta de maturidade e à ausência de responsabilidade. É sempre a emoção infantil versus a razão, que está dentro do homem branco civilizado. Inclusive o próprio Continente Africano sofre com esse estereótipo do homem negro infantilizado”, explica ela.</p><p>O jogador do Paris Saint-Germain, por sinal, também foi alvo de críticas ao longo de sua carreira por não se posicionar sobre questões raciais — até recentemente, quando denunciou ter sido chamado de macaco pelo zagueiro Álvaro González, do Olympique, e acabou expulso de um jogo. “Ele é cobrado, como Pelé era cobrado e, sobretudo, vira esse alvo de referência. Mas muitas vezes a gente acabando centrando essas discussões num jogador que tem as suas controvérsias, em vez de fazer uma discussão estrutural, de como o futebol em si e a atmosfera em torno do esporte impelem esses jogadores a serem constrangidos, a muitas vezes não falarem disso, a terem medo de se posicionar”, argumenta Marcos. “Não há na mídia do Brasil um respaldo em relação a isso. Não há discussão suficiente sobre o que significa o racismo no país, a história do futebol em relação ao racismo, como ele foi inclusive instrumento de perpetuação da desigualdade racial no Brasil”.</p><p>Ele observa que, ao mesmo tempo que Pelé era um dos símbolos do país que vivia sob o mito da democracia racial — a ideia de que negros, indígenas e brancos viviam integrados e em harmonia —, é preciso entender a importância do craque ao abrir caminhos para pessoas negras. “Quando ele chegou no Vasco, disseram que lá havia vários negrinhos igual a ele, então não precisava. Chegou no Santos e era chamado de Gasolina, Crioulo, esse tipo de coisa. Ele, como indivíduo, estava sobrevivendo, tentando buscar um espaço naquele contexto no futebol que vinha de dois traumas de Copas recentes”, afirma. “Na época, se dizia que negros eram incapazes, instáveis, sem disciplina. Então só de ele jogar futebol, conseguir aquele espaço, por mais que tenha uma trajetória individual em que normalmente não fale abertamente disso, já abriu muitas portas, dinamizou muitas questões em relação ao lugar que os negros podem ocupar. Porque talvez para a gente seja natural o negro jogando bola, mas ali nos anos 50 não era”.</p><p>Marcos lembra que ele foi o pioneiro de uma linhagem de jogadores em que jovens negros podem se espelhar. “Ele tem essa importância, não só para o brasileiro, mas para o mundo. Quando ele surge como jogador de futebol, é o momento, por exemplo, da luta por independência de países africanos, é o momento de uma discussão imensa sobre racismo nos Estados Unidos, o rescaldo da luta pelos direitos civis, é o momento em que os esportes estão sendo dessegregados nos Estados Unidos. Ele representava muito, como diz o Moacyr Luz, esse poder estar onde você quiser”, explica. “Fazer viagens, poder estar em vários lugares que eram muitas vezes tidos como inacessíveis para a população negra: o Pelé fez. E acho que a gente perde muito uma dimensão quando foca só no que foi negativo ou que é controverso na vida dele”.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-02 00:33:33 UTC</pubDate>
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         <title>frase antirrascismo </title>
         <author>raycca124</author>
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         <description><![CDATA[<p>TODOS SOMOS HUMANOS , SEM COR , SEM FRONTEIRA</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-02 00:56:55 UTC</pubDate>
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