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      <title>Pensamentos acerca da aula de Natureza e Cultura do dia 10/05/2022 by Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira</title>
      <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura</link>
      <description>Tentativa de se utilizar uma plataforma que permita montar uma espécie de mapa mental com capacidade de linkar referências e diversos tipos de mídias.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-05-10 20:23:01 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2022-07-08 11:43:26 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Início da aula com a fala da professora María Elena Infante-Malachias</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura/wish/2178299382</link>
         <description><![CDATA[<div>No começo da aula, ocorreu um momento no qual a docente abordou brevemente algumas das ideias contidas no livro de Amnéris Ângela Maroni, "E por que não? Tecendo outras possibilidades interpretativas". De forma muito bonita, a fala da professora serviu como uma inicial inquietação para nós estudantes, que logo passamos a fazer colocações.<br><br>Quando a professora citou o conceito da Noosfera e também a importância de encontrarmos locais vazios, que permitam uma escuta poética do diferente ou mesmo o abrochar da criatividade, remeteu-me a uma poesia de Carlos Drummond de Andrade de nome "Procura da Poesia":<br><br>Além disso, quando a docente explicou a ideia de Alétheia, acho que consegui compreender melhor, e percebi o quanto me deparei com o que Maroni descreveu em seu livro. Como fiz a leitura por partes, em dias consecutivos, a cada dia me parecia que algum acontecimento ao meu redor era justamente o que o texto estava discutido (parecia até que Maroni estava prevendo meu futuro naqueles dias!) Acho que por isso até cheguei a ser repetitivo por algum tempo pois recomendei a leitura do livro para vários amigos que podem ter se cansado de ouvir falar da Maroni.<br><br>Em especial, apreciei demais os momentos que a autora discorre sobre a experiência contraposta à vivência, a capacidade negativa (de "saber que não se sabe tudo"), a abertura e caminhada para espaços vazios, a questão da criatividade dentro da ciência e da autoria.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-10 20:51:11 UTC</pubDate>
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         <title>Procura da Poesia - Carlos Drummond de Andrade</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura/wish/2178302870</link>
         <description><![CDATA[<div>"Não faças versos sobre acontecimentos.<br>Não há criação nem morte perante a poesia.<br>Diante dela, a vida é um sol estático, não aquece nem ilumina.<br>As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.<br>Não faças poesia com o corpo, esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.</div><div><br>Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro são indiferentes.<br>Nem me reveles teus sentimentos, que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem.<br>O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.</div><div><br>Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.<br>O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.<br>Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.</div><div><br>O canto não é a natureza nem os homens em sociedade. Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.<br>A poesia (não tires poesia das coisas) elide sujeito e objeto.</div><div><br>Não dramatizes, não invoques, não indagues.<br>Não percas tempo em mentir. Não te aborreças.<br>Teu iate de marfim, teu sapato de diamante, vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.<br><br></div><div>Não recomponhas tua sepultada e merencória infância.<br>Não osciles entre o espelho e a memória em dissipação.<br>Que se dissipou, não era poesia. Que se partiu, cristal não era.</div><div><br>Penetra surdamente no reino das palavras.<br>Lá estão os poemas que esperam ser escritos.<br>Estão paralisados, mas não há desespero, há calma e frescura na superfície intata.<br>Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.<br>Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.<br>Tem paciência se obscuros.<br>Calma, se te provocam.<br>Espera que cada um se realize e consume com seu poder de palavra e seu poder de silêncio.<br>Não forces o poema a desprender-se do limbo.<br>Não colhas no chão o poema que se perdeu.<br>Não adules o poema.<br>Aceita-o como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada no espaço.</div><div><br>Chega mais perto e contempla as palavras.<br>Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres: Trouxeste a chave?"</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-10 20:53:58 UTC</pubDate>
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         <title>Obrigado Beatriz: Momento no qual me juntei a Beatriz para discutirmos os capítulos 4 (Corpo: lugar do sagrado) e 5 (Recusa da autoria e a criatividade)</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura/wish/2178326252</link>
         <description><![CDATA[<div>Partimos para uma conversa em dupla. Minha parceira foi a Beatriz, que me encantou e maravilhou.<br><br>Primeiramente relemos o <strong><em>Capítulo 5 - Recusa da autoria e a criatividade</em></strong>, e cada um foi tecendo suas principais impressões sobre o texto. Os principais pontos foram:<br><br><br></div><ul><li>Há algo que os místicos conseguem perceber "no ar" que desaloja o homem moderno do seu lugar de "sabe tudo" para um lugar do vazio, do não saber, da contemplação.</li><li>O homem moderno fez-se autor e transformou o plágio em pecado capital.</li><li>Místicos vs Modernos: modernos são narcisos e místicos notam que a psique tem muitas moradas, muitos lugares psíquicos na alma → Jung serve para Amnéris como base pois diz que esses espaços da etnografia da alma são muitos, são plurais.</li><li>O complexo é o oposto do criativo pois prevê demasiadas vivências. A criatividade só brota de lugares esvaziados.</li><li>Maroni quer explicar no texto como se pode sair dos lugares "cheios" para os vazios.</li><li>Para chegar lá usa-se a imaginação ativa ou rêverie ou devaneio, ou seja, relaxa-se a consciência e se abre ao diálogo com o outro que existe em você mesmo.(inconsciente). Essa prática só tem o caminho, a busca e não o ponto de chegada.</li><li>O caminho, ou o método, visa a despotencializar o complexo, sendo esse um primeiro passo para chegar nos lugares vazios. Assim, vamos nos deparando com lugares psíquicos excessivos, incivilizados, coletivos e energizados ao máximo. Aí continuando no caminho vamos diminuindo essas energias e nos esvaziando da "bagunça (acho que faz mais sentido em inglês como clutter)" e chegando mais em nós mesmos.</li><li>Aqui nos lugares vazios é que vamos pensar a criatividade (penso que seria algo semelhante a emergência - coisas novas são emergências e não metonímias).</li><li>Lugares vazios adoram perguntas sem respostas - criam respostas parciais por insights -&gt; isso causa uma gravidez psíquica -&gt; o que é a criatividade -&gt; sendo ela por sua vez escuta (doações de sentidos).</li><li>A criatividade não segue nenhum tempo conhecido (cronos), tem o seu próprio.</li><li>As doações de sentido são parentes próximos da Alétheia. Não perseguimos a alétheia, ela acontece quando estamos prontos para ela.</li><li>O homem é súdito do tempo. A Alétheia surge epifanicamente quando temos espaços vazios que a acomodem.</li><li>Alétheia é como o espírito do tempo (Zeitgeist).</li><li>Escuta é criatividade → longe estamos da autoria, do nome próprio, da assinatura que o homem moderno impôs as suas obras.</li></ul><div><br></div><div>Quanto ao <strong><em>Capítulo 4 - Corpo: lugar do sagrado</em></strong>, alguns outros pontos foram levantados:</div><div><br></div><ul><li>A questão dos intelectos defensivos, sendo eles filhos pródigos da cultura moderna -&gt; como essa cultura produziu um perfil de cientista, de estudioso, de acadêmico que "sabe tudo", sempre sabe mais, responde tudo.</li><li>Isso gera a uma negação da realidade -&gt; pensamos que seria algo como ver o mundo por meio de filtros e nunca por contemplação (exemplo: visualizar um vídeo em baixa qualidade de resolução versus em 4K).</li><li>A defesa de que temos uma ideia inata de imaginar, e uma tendência a querer fazer perguntas sem resposta, mas isso vai sendo suprimido dentro de nós pelos paradigmas modernos.</li><li>Noção de que o corpo como um todo, não só a mente, importa em um processo de aprendizado, pesquisa e ciência, o que muitas vezes é totalmente esquecido (eu sei bem disso pois estou bem sedentário em prol de "passar mais tempo lendo artigos que possa ser que utilize").</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-10 21:20:50 UTC</pubDate>
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         <title>Loucuras da minha cabeça: correlações com a série de animação &quot;Neon Genesis Evangelion&quot;</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura/wish/2178329920</link>
         <description><![CDATA[<div>Durante o diálogo com os amigos surgiu na minha mente (insight?) o famoso anime (série de animação japonesa) <strong><em>"Neon Genesis Evangelion"</em></strong>, escrita e dirigida por <strong><em>Hideaki Anno</em></strong>, que é em si só uma grande e peculiar experiência.&nbsp;<br><br>Acho que como a obra tem um viés psicanalítica, abordando espaços psíquicos complexos, e pela questão da negação da individualidade, além da questão do enredo estar baseado em uma interação divino com a ciência.<br><br>É difícil explicar sobre o que esse anime é (pois tem partes&nbsp; bem "estranhas"). Por isso, busquei na internet uma "sinopse".<br><br></div><blockquote><em>Evangelion</em> se passa quinze anos após um cataclismo mundial, particularmente na futurística cidade fortificada de Tóquio-3. O protagonista é Shinji, um adolescente que foi recrutado por seu pai, Gendo, para uma misteriosa organização chamada Nerv para pilotar em combate uma biomáquina gigante conhecida como "Evangelion" contra seres chamados "Anjos". A série explora as experiências e emoções dos pilotos dos Evangelions e membros da Nerv enquanto tentam evitar que os Anjos causem mais cataclismos. No processo, eles são chamados a compreender as causas últimas dos eventos e os motivos da ação humana. A série foi descrita como uma descontrução do gênero <em>mecha</em> e apresenta imagens arquetípicas derivadas da cosmologia xintoísta, bem como das tradições místicas judaicas e cristãs, incluindo contos midrashicos e da cabala. As teorias psicanalíticas de Freud e Jung também aparecem com destaque.</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-10 21:25:24 UTC</pubDate>
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         <title>Obrigado Juliano</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura/wish/2179225218</link>
         <description><![CDATA[<div>Dentro das diversas contribuições que o colega Juliano fez durante a aula, uma me levou a pensar muito. Estávamos discutindo sobre as perguntas sem respostas, quando Juliano propôs (paráfrase abaixo).<br><br></div><blockquote>Os cientistas fazem perguntas passíveis de respostas, e os artistas fazes justamente as que não tem respostas</blockquote><div><br>Isso me fez pensar em como os estudantes que orientei em diversos anos em um projeto chamado de "Clube de Ciências" se comportavam na culminância de tal projeto. Ela é a elaboração de uma pesquisa por parte dos alunos, que ao final apresentam na USP painéis com sua metodologia, resultados, conclusões.<br><br>Como tutor, durante algumas semanas, meu papel era o de auxiliar os grupos de clubistas a escolher sua questão de pesquisa ou de investigação. E todos os anos, todos os grupos, sempre inicialmente surgiam vontades de achar respostas para perguntas ou que não tem respostas, ou muito complexas. Sendo assim, como tudo surgia das vontades dos alunos, ia tentando criar recortes do que queriam pesquisar, do que queria saber, e assim chegar a uma pergunta para a qual teríamos uma resposta (para podermos apresentar o painel ao final). Não é muito curioso que para os jovens, muito menos "cheios" de conceitos, regras e coisas da ciência, pensar em perguntas sem respostas é algo muito mais natural? Imagino que isso seja um exemplo do que Maroni discorre em seu livro, representando essa nossa visão da ciência moderna, ainda muito&nbsp;arraigada ao positivismo</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 11:07:01 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Obrigado Marcelo</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura/wish/2179344477</link>
         <description><![CDATA[<div>Em outro momento do diálogo, Marcelo citou Weber e o conceito de desencantamento do mundo &lt;<a href="https://www.scielo.br/j/dados/a/SrvQHTpnfQ9BNGhgzKVQ6mn/?lang=pt">https://www.scielo.br/j/dados/a/SrvQHTpnfQ9BNGhgzKVQ6mn/?lang=pt</a>&gt;.<br><br>Essa ideia para Marcelo é análoga ao modo feio de fazer ciência da atualidade, sendo algo muito engessado, técnico, desprovido de sensações, de vontades, burocrático e gélido.<br><br>Aqui, ele fez uma reverência a Amnéris ao advogar por uma ciência mais bela, capaz de contemplar a natureza e nela encontrar beleza.<br><br>Nesse momento fui lembrado de uma frase muito famosa do escritor russo <strong><em>Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski</em></strong>, em seu livro "<strong><em>O Idiota</em></strong>":<strong><br></strong><br></div><blockquote>A Beleza salvará o mundo</blockquote><div><br>Fiz essa relação pois no momento, fomos retomados pela passagem do texto de Maroni que falava do abrochar de uma flor, e que a maneira cientificista de descrever tal fenômeno seria totalmente desprovida de emoção, de calor. É basicamente isso que imagino que Dostoiévski descreve em seu livro "O Idiota" (na modernidade não seriam considerados idiotas as pessoas que rompem com a vontade de saber sempre mais, e buscam por espaços vazios, como Maroni deve ter sido por muitos colegas?).<br><br>Além disso, para mim, de forma muito simplista, a frase de Dostoiévski significa que ao voltarmos a enxergar a beleza nas coisas podemos admirar o que desconhecemos, algo "divino" que a natureza possui, não descritível ou contábil, nos tornando capazes de novas interpretações, novas visões, de espaços psíquicos diferentes, e quem sabe criativos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 12:44:36 UTC</pubDate>
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         <title>Obrigado Marcelo #2</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura/wish/2179359567</link>
         <description><![CDATA[<div>Outro ponto interessante iniciado por Marcelo foi a reflexão quanto ao acesso a respostas prontas que o uso de celulares promove nos estudantes contemporâneos. Ele disse a seguinte frase muito potente<br><br>O celular é a materialização do excesso.<br><br>De alguma maneira pensei em um paralelo em como os alunos acabam se resguardando de ter que pensar sobre os assuntos e a descrição de Imre Lakatos sobre os programas de pesquisa e como funcionam (se são degenerativos por exemplo).<br><br>Mas como assim? Primeiro vou esclarecer a ideia relativa aos alunos. Vemos que por meio do acesso ilimitado a explicações dadas, prontas, há uma promoção da "mesmice" (cultura de massas) e não da criatividade, já que assim não se estimula espaços para novas interpretações, novas ideias. Esse foi um problema relatado por diversos membros.<br><br>E o que isso tem haver com Lakatos? Eu fiz um paralelo mentalmente de que a própria ciência muitas vezes&nbsp; funciona dessa maneira. Lakatos define um programa de pesquisa como sendo o conjunto de teorias e técnicas de certa comunidade científica (ex. pessoal que usa Freud, pessoal que usa Jung). Ele também defendia a multiplicidade de programas de pesquisa. Dessa forma, sabemos que existem tais correntes dentro da ciência, e muitas vezes elas podem crescer ou mesmo minguar até deixarem de existir. Assim, ele diz que são feitos trabalhos dentro de duas áreas em programas de pesquisa, o que chama de Heurística negativa (núcleo firme) e Heurística positiva (cinturão protetor). Trabalhos que ficam nesse cinturão de proteção servem como uma defesa das teorias centrais do núcleo firme (ex. trabalhos que usam as ideias de Freud como base estão as considerando verdadeiras a priori, e irão então aumentar esse cinturão de proteção). Ou seja, muitas vezes o que garante o sucesso de teorias ou de programas de pesquisa acaba sendo a quantidade (reprodução por muitos) e não necessariamente a qualidade das ideias propostas, em detrimento de outras.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-11 12:54:41 UTC</pubDate>
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