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      <title>Alberto Caeiro by Gabriela Vicente</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2017-04-03 02:43:38 UTC</pubDate>
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         <title>Características</title>
         <author>araujo_m_gabriela</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Estilo discursivo.</li><li>Pendor argumentativo.</li><li>Transformação do abstrato no concreto, frequentemente através da comparação.</li><li>Predomínio do substantivo concreto sobre o adjetivo.</li><li>Linguagem simples e familiar.</li><li>Liberdade estrófica e métrica e ausência de rima.</li><li>Predomínio do Presente do Indicativo.</li><li>Raro uso de metáforas.</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2017-04-03 03:02:26 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>araujo_m_gabriela</author>
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         <pubDate>2017-04-03 03:05:46 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>araujo_m_gabriela</author>
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         <pubDate>2017-04-03 03:07:14 UTC</pubDate>
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         <title>Temas</title>
         <author>araujo_m_gabriela</author>
         <link>https://padlet.com/araujo_m_gabriela/albertocaeirouniflu2017/wish/164222433</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><strong>Subjetivismo</strong>:<ul><li>atitude anti lírica;</li><li>atenção à <em>eterna novidade do mundo</em>;</li><li>poeta da Natureza;</li></ul></li><li><strong>Sensacionismo</strong>:<ul><li>poeta das sensações verdadeiras;</li><li>poeta do olhar;</li><li>predomínio das sensações visuais e auditivas;</li></ul></li><li><strong>Antimetafísico</strong>:<ul><li>recusa do pensamento e da compreensão (<em>pensar é estar doente dos olhos</em>)</li><li>recusa do mistério e do misticismo;</li></ul></li><li><strong>Panteísmo naturalista</strong>:<ul><li>Deus está na simplicidade e em todas as coisas.</li></ul></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2017-04-03 03:09:14 UTC</pubDate>
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         <title>Panteísmo</title>
         <author>araujo_m_gabriela</author>
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         <description><![CDATA[<div>O <strong>panteísmo</strong> é a crença  de que absolutamente tudo e todos compõem um Deus abrangente, e imanente, ou que o Universo (ou a Natureza) e Deus são idênticos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-04-03 03:10:57 UTC</pubDate>
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         <title>NÃO TENHO PRESSA</title>
         <author>araujo_m_gabriela</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>Não tenho pressa. Pressa de quê?&nbsp;</div><div>Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.&nbsp;<br>Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas,&nbsp;<br>Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra.&nbsp;<br>Não; não sei ter pressa.&nbsp;<br>Se estendo o braço, chego exactamente aonde o meu braço chega -&nbsp;<br>Nem um centímetro mais longe.&nbsp;<br>Toco só onde toco, não aonde penso.&nbsp;<br>Só me posso sentar aonde estou.&nbsp;<br>E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,&nbsp;<br>Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa,&nbsp;<br>E vivemos vadios da nossa realidade.&nbsp;<br>E estamos sempre fora dela porque estamos aqui.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-04-03 03:24:42 UTC</pubDate>
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         <title>POESIAS &lt;3</title>
         <author>araujo_m_gabriela</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="http://www.citador.pt/poemas/a/alberto-caeirobrheteronimo-de-fernando-pessoa" />
         <pubDate>2017-04-03 03:26:21 UTC</pubDate>
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         <title>HÁ METAFÍSICA BASTANTE EM NÃO PENSAR EM NADA</title>
         <author>araujo_m_gabriela</author>
         <link>https://padlet.com/araujo_m_gabriela/albertocaeirouniflu2017/wish/164223734</link>
         <description><![CDATA[<div>Há metafísica bastante em não pensar em nada. <br><br>O que penso eu do mundo? <br>Sei lá o que penso do mundo! <br>Se eu adoecesse pensaria nisso. <br><br>Que idéia tenho eu das cousas? <br>Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos? <br>Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma <br>E sobre a criação do Mundo? <br><br>Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos <br>E não pensar. É correr as cortinas <br>Da minha janela (mas ela não tem cortinas). <br><br>O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério! <br>O único mistério é haver quem pense no mistério. <br>Quem está ao sol e fecha os olhos, <br>Começa a não saber o que é o sol <br>E a pensar muitas cousas cheias de calor. <br>Mas abre os olhos e vê o sol, <br>E já não pode pensar em nada, <br>Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos <br>De todos os filósofos e de todos os poetas. <br>A luz do sol não sabe o que faz <br>E por isso não erra e é comum e boa. <br><br>Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores? <br>A de serem verdes e copadas e de terem ramos <br>E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar, <br>A nós, que não sabemos dar por elas. <br>Mas que melhor metafísica que a delas, <br>Que é a de não saber para que vivem <br>Nem saber que o não sabem? <br><br>"Constituição íntima das cousas"... <br>"Sentido íntimo do Universo"... <br>Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada. <br>É incrível que se possa pensar em cousas dessas. <br>É como pensar em razões e fins <br>Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados <br>das árvores <br>Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão. <br><br>Pensar no sentido íntimo das cousas <br>É acrescentado, como pensar na saúde <br>Ou levar um copo à água das fontes. <br><br>O único sentido íntimo das cousas <br>É elas não terem sentido íntimo nenhum. <br>Não acredito em Deus porque nunca o vi. <br>Se ele quisesse que eu acreditasse nele, <br>Sem dúvida que viria falar comigo <br>E entraria pela minha porta dentro <br>Dizendo-me, Aqui estou! <br><br>(Isto é talvez ridículo aos ouvidos <br>De quem, por não saber o que é olhar para as cousas, <br>Não compreende quem fala delas <br>Com o modo de falar que reparar para elas ensina.) <br><br>Mas se Deus é as flores e as árvores <br>E os montes e sol e o luar, <br>Então acredito nele, <br>Então acredito nele a toda a hora, <br>E a minha vida é toda uma oração e uma missa, <br>E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos. <br><br>Mas se Deus é as árvores e as flores <br>E os montes e o luar e o sol, <br>Para que lhe chamo eu Deus? <br>Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar; <br>Porque, se ele se fez, para eu o ver, <br>Sol e luar e flores e árvores e montes, <br>Se ele me aparece como sendo árvores e montes <br>E luar e sol e flores, <br>É que ele quer que eu o conheça <br>Como árvores e montes e flores e luar e sol. <br><br>E por isso eu obedeço-lhe, <br>(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?). <br>Obedeço-lhe a viver, espontaneamente, <br>Como quem abre os olhos e vê, <br>E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes, <br>E amo-o sem pensar nele, <br>E penso-o vendo e ouvindo, <br>E ando com ele a toda a hora. <br><br><em>Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema V"</em> <br>Heterónimo de Fernando Pessoa </div>]]></description>
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         <pubDate>2017-04-03 03:30:23 UTC</pubDate>
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