<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Arthur Pinheiro de Souza Figueira by ARTHUR PINHEIRO</title>
      <link>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc</link>
      <description>1 ano B</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-10-19 14:03:18 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2022-10-19 14:56:27 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>Manuel Antônio de Almeida</title>
         <author>betsonarthur</author>
         <link>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347136683</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1110537300/d6906c74dc25f72a098fde6328a43729/GRAPHIA_lorenzo_gde.jpg" />
         <pubDate>2022-10-19 14:27:59 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347136683</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Biografia</title>
         <author>betsonarthur</author>
         <link>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347139212</link>
         <description><![CDATA[<div>De descendência portuguesa, Manuel Antônio de Almeida, nasceu no Rio de Janeiro, dia 17 de novembro de 1831.<br><br></div><div>Filho do tenente Antônio de Almeida e de Josefina Maria de Almeida, Manuel teve uma infância marcada por dificuldades financeiras e com apenas 10 anos ficou órfão de pai.<br><br></div><div>Estudou na Academia de Belas-Artes e, com 17 anos ingressou no Curso de Medicina, na Faculdade de Medicina da Corte, graduando-se em 1855.<br><br></div><div>Quando tinha por volta de 20 anos sua mãe faleceu e, portanto, empregou-se no Correio Mercantil, em 1852.<br><br></div><div>Anos mais tarde, em 1958, foi nomeado Administrador da Tipografia Nacional, local onde conheceu o escritor Machado de Assis (1839-1908), que trabalhava como ajudante de Tipografia e do qual tornou-se amigo e protetor.<br><br></div><div>No ano seguinte, foi nomeado 2º Oficial da Secretaria da Fazenda; e, em 1861, candidatou-se à Assembleia Provincial do Rio de Janeiro.<br><br></div><div>Faleceu em Macaé, interior do Rio de Janeiro, dia 28 de novembro de 1861, com apenas 30 anos, vítima do naufrágio do barco a vapor “Hermes”, fato que matou cerca de 30 pessoas.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-10-19 14:29:17 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347139212</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Obras</title>
         <author>betsonarthur</author>
         <link>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347142760</link>
         <description><![CDATA[<div>Um homem a frente de seu tempo, os escritos de Manuel Antônio de Almeida, a despeito de pertencerem ao estilo romântico, possuem tendências realistas, repletas de humor e sarcasmo, assinaladas por uma linguagem coloquial, direta e descompromissada.<br><br></div><div>Escreveu um único livro “<a href="https://www.todamateria.com.br/memorias-de-um-sargento-de-milicias/">Memórias de um Sargento de Milícias</a>” (1853) e uma peça de teatro intitulada “Dois Amores”, em 1861.<br><br></div><div>Além disso escreveu ensaios, crônicas, críticas literárias e artigos, contudo, foi ignorado pela crítica, uma vez que abordava temas mais realistas, os quais ultrapassavam os excessos românticos.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-10-19 14:31:11 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347142760</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Poema exemplo</title>
         <author>betsonarthur</author>
         <link>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347146978</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>A UMA JOVEM ESPANHOLA</strong><br><strong><br></strong>És tão mimosa e tão bela,<br>Como a estrela,<br>Que desponta rutilante,<br>E que se mira luzente<br>Na corrente,<br>Que retrata deslumbrante.<br><br>És airosa, qual palmeira<br>Que altaneira<br>Sua coma eleva ao ar,<br>ou qual batel enfunado,<br>Que apressado<br>Desliza à face do mar.<br><br>Esses teus olhos brilhantes,<br>Fulgurantes<br>Tem um <em>quê</em>, que diz - amor -;<br>Eu que os buscava evitar<br>Sem pensar<br>Me queimei no seu calor.<br><br>Esses lábios teus corados,<br>Engraçados,<br>E teus dentes de marfim,<br>São dotes que te invejara<br>O mais lindo Querubim.<br><br>A ti, virgem tão formosa,<br>Tão donosa<br>Votei santo e puro amor;<br>E tu serás insensível,<br>Impassível<br>Aos votos do Trovador?<br><br>Ah! não o sejas, Deidade,<br>Tem piedade<br>Deste mísero cantor;<br>Com teus olhos tão brilhantes,<br>Fulgurantes<br>Dá-lhe doce olhar de amor;<br><br>Com teus lábios tão corados,<br>Engraçados,<br>Dize um - sim - que lhe dê vida,<br>E serás na lira amada<br>Decantada<br>E no seu peito querida.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-10-19 14:33:12 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347146978</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Estilo</title>
         <author>betsonarthur</author>
         <link>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347155648</link>
         <description><![CDATA[<div>No entanto, esse livro de<strong> Manuel Antônio de Almeida se desvia dessas características</strong>. Para começar, os personagens principais não fazem parte da elite burguesa, pelo contrário, são de classe baixa. Além disso, não há na obra nenhum tipo de idealização, nem mesmo em relação ao amor. Ainda, o protagonista, Leonardo, não possui a perfeição de um herói; é, portanto, um anti-herói.<br><br></div><div>Isso faz com que <em>Memórias de um sargento de milícias</em> seja visto, por alguns estudiosos, como um <strong>romance pré-realista</strong>. Entretanto, apesar de bastante irônico, ele ainda não apresenta os elementos típicos do <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/literatura/realismo-1.htm">realismo</a>, como a objetividade, o foco no presente, o adultério no interior da família burguesa e a análise psicológica.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-10-19 14:37:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347155648</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Fagundes Varella</title>
         <author>betsonarthur</author>
         <link>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347162874</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1110537300/a8d7ac707c35cfe56ef56e55847cc231/Lu_s_Nicolau_Fagundes_Varela.jpg" />
         <pubDate>2022-10-19 14:40:50 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347162874</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Biografia</title>
         <author>betsonarthur</author>
         <link>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347164967</link>
         <description><![CDATA[<div>Luís Nicolau Fagundes Varela nasceu na cidade de São João Marcos, atual município de Rio Claro (RJ), no dia 17 de agosto de 1841, onde viveu grande parte de sua infância.<br><br></div><div>Seus progenitores pertenciam às famílias fluminenses abastadas. Seu pai, Emiliano Fagundes Varela era juiz e, por isso, Fagundes residiu em vários lugares do país. Primeiro em Goiás, e depois em cidades do estado do Rio de Janeiro (Angra dos Reis e Petrópolis) onde completou seus estudos.<br><br></div><div>Em 1852, entra para o curso de Direito no Largo São Francisco, em São Paulo, mas abandona certo de que sua grande paixão é a literatura.<br><br></div><div>Em 1861 publica sua primeira obra poética intitulada “Noturnas”. Casou-se duas vezes, primeiro aos vinte anos com Alice Guilhermina Luande, artista circense, que lhe dá um filho que morre com apenas 3 meses.<br><br></div><div>Com a morte de seu filho e mais tarde de sua esposa (1966), Fagundes casa-se com sua prima, Maria Belisária de Brito Lambert, com quem teve três filhos, porém um deles morreu prematuramente.<br><br></div><div>Dedicou-se à literatura, a qual nota-se refletido suas tristezas, angustias na vida. Com isso, entrega-se a boemia e falece em Niterói, dia 18 de fevereiro de 1875, com 34 anos, vítima de apoplexia (acidente vascular cerebral-AVC).<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-10-19 14:41:48 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347164967</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Poema exemplo</title>
         <author>betsonarthur</author>
         <link>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347168059</link>
         <description><![CDATA[<div>Cântico do calvário</div><blockquote><em>À memória de meu filho, morto a 11 de dezembro de 1863.<br></em><br>Eras na vida a pomba predileta<br>Que sobre um mar de angústias conduzia<br>O ramo da esperança. — Eras a estrela<br>Que entre as névoas do inverno cintilava<br>Apontando o caminho ao pegureiro.<br>Eras a messe de um dourado estio.<br>Eras o idílio de um amor sublime.<br>Eras a glória, — a inspiração, — a pátria,<br>O porvir de teu pai! — Ah! no entanto,<br>Pomba, — varou-te a flecha do destino!<br>Astro, — engoliu-te o temporal do norte!<br>Teto, caíste! — Crença, já não vives!<br><br>Correi, correi, oh! lágrimas saudosas,<br>Legado acerbo da ventura extinta,<br>Dúbios archotes que a tremer clareiam<br>A lousa fria de um sonhar que é morto!<br>Correi! Um dia vos verei mais belas<br>Que os diamantes de Ofir e de Golgonda<br>Fulgurar na coroa de martírios<br>Que me circunda a fronte cismadora!<br>São mortos para mim da noite os fachos,<br>Mas Deus vos faz brilhar, lágrimas santas,<br>E à vossa luz caminharei nos ermos!<br>Estrelas do sofrer, — gotas de mágoa,<br>Brando orvalho do céu! — Sede benditas!<br>Oh! filho de minh’alma! Última rosa<br>Que neste solo ingrato vicejava!<br>Minha esperança amargamente doce!<br>Quando as garças vierem do ocidente<br>Buscando um novo clima onde pousarem,<br>Não mais te embalarei sobre os joelhos,<br>Nem de teus olhos no cerúleo brilho<br>Acharei um consolo a meus tormentos!<br>Não mais invocarei a musa errante<br>Nesses retiros onde cada folha<br>Era um polido espelho de esmeralda<br>Que refletia os fugitivos quadros<br>Dos suspirados tempos que se foram!<br>Não mais perdido em vaporosas cismas<br>Escutarei ao pôr do sol, nas serras,<br>Vibrar a trompa sonorosa e leda<br>Do caçador que aos lares se recolhe!<br><br>Não mais! A areia tem corrido, e o livro<br>De minha infanda história está completo!<br>Pouco tenho de ansiar! Um passo ainda<br>E o fruto de meus dias, negro, podre,<br>Do galho eivado rolará por terra!<br>Ainda um treno, e o vendaval sem freio<br>Ao soprar quebrará a última fibra<br>Da lira infausta que nas mãos sustento!<br>Tornei-me o eco das tristezas todas<br>Que entre os homens achei! O lago escuro<br>Onde ao clarão dos fogos da tormenta<br>Miram-se as larvas fúnebres do estrago!<br>Por toda a parte em que arrastei meu manto<br>Deixei um traço fundo de agonias! …<br><br>Oh! quantas horas não gastei, sentado<br>Sobre as costas bravias do Oceano,<br>Esperando que a vida se esvaísse<br>Como um floco de espuma, ou como o friso<br>Que deixa n’água o lenho do barqueiro!<br>Quantos momentos de loucura e febre<br>Não consumi perdido nos desertos,<br>Escutando os rumores das florestas,<br>E procurando nessas vozes torvas<br>Distinguir o meu cântico de morte!<br>Quantas noites de angústias e delírios<br>Não velei, entre as sombras espreitando<br>A passagem veloz do gênio horrendo<br>Que o mundo abate ao galopar infrene<br>Do selvagem corcel? … E tudo embalde!<br>A vida parecia ardente e douda<br>Agarrar-se a meu ser! … E tu tão jovem,<br>Tão puro ainda, ainda n’alvorada,<br>Ave banhada em mares de esperança,<br>Rosa em botão, crisálida entre luzes,<br>Foste o escolhido na tremenda ceifa!<br><br>Ah! quando a vez primeira em meus cabelos<br>Senti bater teu hálito suave;<br>Quando em meus braços te cerrei, ouvindo<br>Pulsar-te o coração divino ainda;<br>Quando fitei teus olhos sossegados,<br>Abismos de inocência e de candura,<br>E baixo e a medo murmurei: meu filho!<br>Meu filho! frase imensa, inexplicável,<br>Grata como o chorar de Madalena<br>Aos pés do Redentor … ah! pelas fibras<br>Senti rugir o vento incendiado<br>Desse amor infinito que eterniza<br>O consórcio dos orbes que se enredam<br>Dos mistérios do ser na teia augusta!<br>Que prende o céu à terra e a terra aos anjos!<br>Que se expande em torrentes inefáveis<br>Do seio imaculado de Maria!<br>Cegou-me tanta luz! Errei, fui homem!<br>E de meu erro a punição cruenta<br>Na mesma glória que elevou-me aos astros,<br>Chorando aos pés da cruz, hoje padeço!<br><br>O som da orquestra, o retumbar dos bronzes,<br>A voz mentida de rafeiros bardos,<br>Torpe alegria que circunda os berços<br>Quando a opulência doura-lhes as bordas,<br>Não te saudaram ao sorrir primeiro,<br>Clícia mimosa rebentada à sombra!<br>Mas ah! se pompas, esplendor faltaram-te,<br>Tiveste mais que os príncipes da terra!<br>Templos, altares de afeição sem termos!<br>Mundos de sentimento e de magia!<br>Cantos ditados pelo próprio Deus!<br>Oh! quantos reis que a humanidade aviltam,<br>E o gênio esmagam dos soberbos tronos,<br>Trocariam a púrpura romana<br>Por um verso, uma nota, um som apenas<br>Dos fecundos poemas que inspiraste!<br><br>Que belos sonhos! Que ilusões benditas!<br>Do cantor infeliz lançaste à vida,<br>Arco-íris de amor! Luz da aliança,<br>Calma e fulgente em meio da tormenta!<br>Do exílio escuro a cítara chorosa<br>Surgiu de novo e às virações errantes<br>Lançou dilúvios de harmonias! — O gozo<br>Ao pranto sucedeu. As férreas horas<br>Em desejos alados se mudaram.<br>Noites fugiam, madrugadas vinham,<br>Mas sepultado num prazer profundo<br>Não te deixava o berço descuidoso,<br>Nem de teu rosto meu olhar tirava,<br>Nem de outros sonhos que dos teus vivia!<br><br>Como eras lindo! Nas rosadas faces<br>Tinhas ainda o tépido vestígio<br>Dos beijos divinais, — nos olhos langues<br>Brilhava o brando raio que acendera<br>A bênção do Senhor quando o deixaste!<br>Sobre o teu corpo a chusma dos anjinhos,<br>Filhos do éter e da luz, voavam,<br>Riam-se alegres, das caçoilas níveas<br>Celeste aroma te vertendo ao corpo!<br>E eu dizia comigo: — teu destino<br>Será mais belo que o cantar das fadas<br>Que dançam no arrebol, — mais triunfante<br>Que o sol nascente derribando ao nada<br>Muralhas de negrume! … Irás tão alto<br>Como o pássaro-rei do Novo Mundo!<br><br>Ai! doudo sonho! … Uma estação passou-se,<br>E tantas glórias, tão risonhos planos<br>Desfizeram-se em pó! O gênio escuro<br>Abrasou com seu facho ensanguentado<br>Meus soberbos castelos. A desgraça<br>Sentou-se em meu solar, e a soberana<br>Dos sinistros impérios de além-mundo<br>Com seu dedo real selou-te a fronte!<br>Inda te vejo pelas noites minhas,<br>Em meus dias sem luz vejo-te ainda,<br>Creio-te vivo, e morto te pranteio! …<br><br>Ouço o tanger monótono dos sinos,<br>E cada vibração contar parece<br>As ilusões que murcham-se contigo!<br>Escuto em meio de confusas vozes,<br>Cheias de frases pueris, estultas,<br>O linho mortuário que retalham<br>Para envolver teu corpo! Vejo esparsas<br>Saudades e perpétuas, — sinto o aroma<br>Do incenso das igrejas, — ouço os cantos<br>Dos ministros de Deus que me repetem<br>Que não és mais da terra!… E choro embalde.<br><br>Mas não! Tu dormes no infinito seio<br>Do Criador dos seres! Tu me falas<br>Na voz dos ventos, no chorar das aves,<br>Talvez das ondas no respiro flébil!<br>Tu me contemplas lá do céu, quem sabe,<br>No vulto solitário de uma estrela,<br>E são teus raios que meu estro aquecem!<br>Pois bem! Mostra-me as voltas do caminho!<br>Brilha e fulgura no azulado manto,<br>Mas não te arrojes, lágrima da noite,<br>Nas ondas nebulosas do ocidente!<br>Brilha e fulgura! Quando a morte fria<br>Sobre mim sacudir o pó das asas,<br>Escada de Jacó serão teus raios<br>Por onde asinha subirá minh’alma.<br><br></blockquote>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-10-19 14:43:23 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347168059</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Estilo</title>
         <author>betsonarthur</author>
         <link>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347168388</link>
         <description><![CDATA[<div>Sua poesia, além de abordar temas sociais e políticos, foca em temas como a solidão, a melancolia, a angústia, a desilusão e o desengano.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-10-19 14:43:33 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347168388</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Obras</title>
         <author>betsonarthur</author>
         <link>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347168631</link>
         <description><![CDATA[<div>Cântico do Calvário</div><div>Na sua obra poética, destaca-se a poesia intitulada “Cântico do Calvário” inspirada na morte prematura do filho de seu primeiro casamento, em dezembro de 1863. Confira abaixo um trecho:<br><br></div><div><strong>À memória de meu filho</strong><br><br>Morto a 11 de dezembro de 1863<br><br>Eras na vida a pomba predileta<br><br>Que sobre um mar de angústias conduzia<br><br>O ramo da esperança. — Eras a estrela<br><br>Que entre as névoas do inverno cintilava<br><br>Apontando o caminho ao pegureiro.<br><br>Eras a messe de um dourado estio.<br><br>Eras o idílio de um amor sublime.<br><br>Eras a glória, — a inspiração, — a pátria,<br><br>O povir de teu pai! — Ah! no entanto,<br><br>Pomba, — varou-te a flecha do destino!<br><br>Astro, — engoliu-te o temporal do norte!<br><br>Teto, — caíste! — Crença, já não vives!<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-10-19 14:43:41 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347168631</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Biografia</title>
         <author>betsonarthur</author>
         <link>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347169060</link>
         <description><![CDATA[<div>Castro Alves nasceu na Fazenda Cabaceiras, município de Muritiba, Bahia, no dia 14 de março de 1847. Em 1854 a família muda-se para Salvador. Seu pai, médico, foi convidado para lecionar na Faculdade de Medicina.<br><br></div><div>Morando na chácara Boa Vista, foi aí que Castro Alves viu pela primeira vez uma senzala e o tronco para castigar escravos, o que marcou para sempre o menino.<br><br></div><div>Com a morte de sua mãe, a família muda-se para o Largo do Pelourinho. No dia 9 de setembro de 1960, com treze anos, Castro Alves recita sua primeira poesia em público, numa festa na escola.<br><br></div><div>Em 1862, seu pai casa-se pela segunda vez e, no dia seguinte, Castro Alves e seu irmão José Antônio partem para Recife onde fariam o preparatório para ingressar na Faculdade de Direito.<br><br></div><div>A capital pernambucana fervia com os ideais abolicionistas e republicanos. Recebeu influências do líder Tobias Barreto e nesse mesmo ano, ele publica “A Destruição de Jerusalém”, no jornal do Recife, recebendo muitos elogios.<br><br></div><div>Em março de 1863 conhece a atriz Eugênia Câmara, que se apresenta no Teatro Santa Isabel. Nesse local, os jovens recitavam seus poemas.<br><br></div><div>Em fevereiro de 1864, seu irmão se suicida. Em março, ainda abalado, ingressa na Faculdade de Direito do Recife, onde participa ativamente da vida estudantil e literária. Em maio, ele publica “A primavera”, seu primeiro poema contra a escravidão.<br><br></div><div>No mês seguinte, numa tosse incontrolável, ele percebe sangue em sua boca, já era a tuberculose. Embarca de volta para Salvador e só retorna ao Recife em março de 1966, na companhia do seu amigo Fagundes Varela.<br><br></div><div>Com Rui Barbosa e outros amigos, fundam uma "Sociedade abolicionista". Repetia o ano e raramente aparecia na faculdade. Vivia agora com a misteriosa Idalina e escrevia seus poemas que formariam o livro “Os Escravos”.<br><br></div><div>Castro Alves inicia um intenso amor com Eugênia Câmara, dez anos mais velha que ele. Em 1867, eles partem para a Bahia, onde ela iria representar o drama “O Gonzaga” escrito por ele.<br><br></div><div>Em 1868, ele vão partem para o Rio de Janeiro onde conhece Machado de Assis, que o ajuda a ingressar nos meios literários.<br><br></div><div>Nesse mesmo ano, vai para São Paulo e ingressa no terceiro ano da Faculdade de Direito do Largo do São Francisco. Rompe com Eugênia e vai morar numa república.<br><br></div><div>De férias, numa caçada nos bosques da Lapa, fere o pé esquerdo, com um tiro de espingarda, resultando na amputação. Em 1870, Castro Alves volta para Salvador onde publica a obra "Espumas Flutuantes".<br><br></div><div>Antônio Frederico de Castro Alves morreu em Salvador, no dia 6 de julho de 1871, vitimado pela tuberculose, com apenas 24 anos<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-10-19 14:43:55 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347169060</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Estilo</title>
         <author>betsonarthur</author>
         <link>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347169379</link>
         <description><![CDATA[<div>Sua poesia amorosa é sensual, descrevendo a beleza e a sedução da mulher. O amor é uma experiência viável e concreta, capaz de trazer tanto a felicidade e o prazer quanto a dor.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-10-19 14:44:05 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347169379</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Obras</title>
         <author>betsonarthur</author>
         <link>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347169587</link>
         <description><![CDATA[<div>O Navio Negreiro</div><div>"<strong>O</strong> <strong>Navio Negreiro</strong>” é um poema<em> épico dramático</em> que integra a obra “Os Escravos” e junto com “Vozes d’África”, da mesma obra, vem a ser uma das principais realizações épicas de Castro Alves.<br><br></div><div>O tema de "O Navio Negreiro" é a denúncia da escravidão e do transporte de negros para o Brasil. Ele faz uma recriação poética das cenas dramáticas do transporte de escravos nos porões dos navios negreiros, valendo-se em grande parte dos relatos de escravos com quem conviveu na Bahia quando menino.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-10-19 14:44:11 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347169587</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Poemas exemplos</title>
         <author>betsonarthur</author>
         <link>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347179565</link>
         <description><![CDATA[<div><em>O navio negreiro </em>(trecho)</div><blockquote>'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço<br>Brinca o luar — dourada borboleta;<br>E as vagas após ele correm... cansam<br>Como turba de infantes inquieta.<br><br>'Stamos em pleno mar... Do firmamento<br>Os astros saltam como espumas de ouro...<br>O mar em troca acende as ardentias,<br>— Constelações do líquido tesouro...<br><br>'Stamos em pleno mar... Dois infinitos<br>Ali se estreitam num abraço insano,<br>Azuis, dourados, plácidos, sublimes...<br>Qual dos dois é o céu? qual o oceano?...</blockquote>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2022-10-19 14:49:00 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347179565</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Antônio Frederico de Castro Alves </title>
         <author>betsonarthur</author>
         <link>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347185374</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1110537300/436760d4eb43cf42ecad8b34a0cd0deb/Castro_ALves2.jpg" />
         <pubDate>2022-10-19 14:52:05 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347185374</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>betsonarthur</author>
         <link>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347193493</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1110537300/5db60b428f4f4686b8498bed0d05bd01/auto.gif" />
         <pubDate>2022-10-19 14:56:27 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/betsonarthur/5eet7s04rqqy28nc/wish/2347193493</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
